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13/07/2024 10:05:56 - Farroupilha / RS
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Ata 4352 – 11/03/2024

 

 

SESSÃO ORDINÁRIA

 

 

Presidência: Sr. Davi André de Almeida.

 

Às 18h o senhor presidente vereador Davi de Almeida assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Calebe Coelho, Clarice Baú, Cleonir Roque Severgnini, Cristiane Pereira de Lima, Eleonora Peters Broilo, Felipe Maioli, Gilberto do Amarante, Jorge Cenci, Juliano Luiz Baumgarten, Mauricio Bellaver, Sandro Trevisan, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Pintos Brunet e Tiago Diord Ilha.

 

 

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Boa noite a todos. Declaro aberto os trabalhos da presente sessão ordinária. Dada a verificação do quórum informo a presença de 13 vereadores nesta sessão do dia 11 de março de 2024; ausentes os vereadores Tiago Ilha e Thiago Brunet. Em aprovação as atas nº 4.344 de 5/2/2024, nº 4.345 de 6/2/2024, nº 4.346 de 19/2/2024 e nº 4.347 de 20/2/2024. Os vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os senhores vereadores. Solicito ao vereador Felipe Maioli, 1º secretário, para que proceda à leitura do expediente da secretaria.

 

 

EXPEDIENTE

1º SEC. FELIPE MAIOLI: Boa noite a todos. Vamos a leitura do expediente de 11 de março de 2024. Ofício nº 01/2024 – Observatório Social de Farroupilha Assunto: Convite para prestigiar a Prestação de Contas do Observatório Social de Farroupilha/RS. Processo nº 004477-0200/17-8 – Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul Assunto: Tomada de Contas do Executivo do ano de 2017 dos Administradores Claiton Gonçalves, Pedro Pedrozo e Fabiano Picolli, pela emissão de parecer favorável à aprovação das contas do Executivo de Farroupilha exercício de 2017. Pedidos de Informação de autoria do Gilberto do Amarante; nº 16 /2024 – assunto: paradas de ônibus do município. Pedidos de Informação de autoria do Vereador Juliano Baumgarten; nº 17 /2024 – assunto: quantitativo da etapa creche; e nº 18 /2024 – assunto: informações sobre veículos. Pedidos de Providência de autoria do Vereador Juliano Baumgarten: nº 53 /2024 –  assunto: Roçada Linha 47; nº  54 /2024 –  assunto: Ações na Linha São Miguel; nº  55 /2024 –  assunto: Conserto de buraco Rua Wilson Tartarotti; nº  56 /2024 –  assunto: Conserto na Rua Aléssio Cauduro Bairro América; nº  57 /2024 –  assunto: Conserto da ponte em São Roque 4° distrito; nº  58 /2024 –  assunto: Manutenção corrimão escadaria Rua São Vicente; nº  59 /2024 –  assunto: Manutenção e consertos em São Roque 4° distrito; nº  60 /2024 –  assunto: Manutenção escadaria Bairro Nova Vicenza; nº  61 /2024 –  assunto: Manutenção Linha Caçador; nº  62 /2024 –  assunto: Ações na Praça do Bairro Nova Vicenza; nº  64 /2024 –  assunto: Aumento da periodicidade de roçada e limpeza no Bairro Santa Rita; nº  68 /2024 –  assunto: Problema em bocas de lobo Rua Hilário Hilgert; nº 69 /2024 – assunto: Conserto na Avenida Santa Rita; nº 70/2024 – assunto: Limpeza e desentupimento de boca de lobo; nº 71 /2024 – assunto: Manutenção da escadaria na rua Rômulo Noro; Pedidos de Providência de autoria do Vereador Tiago Ilha; nº 63 /2024 – assunto: manutenção ou troca das paradas de ônibus. Pedidos de Providência de autoria do Vereador Roque Severgnini; nº 65/2024 assunto: Lombofaixa na Linha Müller; nº 66/2024 assunto: Lombofaixa na Rua Ângelo Faé; e nº 67/2024 assunto: Roçada no Bairro América 2. Pedidos de Providência de autoria do Vereador Gilberto do Amarante; nº 52/2024 assunto: Manutenção Rua Lino Zanonatto; e nº 72/2024 assunto: Manutenção Rua Ajuricaba esquina com Alpestre. Indicação de autoria do Vereador Juliano Baumgarten; nº 09/2024 – implantação de mesas de xadrez nas áreas públicas. Senhor presidente, expediente foi lido e bom trabalho.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Felipe Maioli, 1º secretário. Quero também cumprimentar as autoridades aqui presentes, cumprimentar também o ex-vereador Marcelo Broilo também, cumprimentando também o senhor Gelso Molon, todas as pessoas que estão aqui que estão ligadas Associação Farroupilhense de Apicultores também, as pessoas que estão nos acompanhando, a imprensa aqui presente. Convidamos para fazer parte da mesa o senhor Gelso Molon, vice-presidente da associação farroupilhense de apicultores, para explanar sobre os trabalhos da associação. Por favor pode compor a mesa então. Então com a palavra o senhor Gelso Molon, na tribuna, com tempo de até 30 minutos senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: Boa noite a todos, é uma satisfação estar aqui. Obrigado pelo convite obrigado por a gente poder participar e trazer a vocês algumas dificuldades que a gente está passando e as coisas boas também que no decorrer do tempo a gente já trilhou. Então nós hoje nós estamos voltados a uma preocupação que é a mortandade das abelhas, é uma preocupação bastante grande da maioria dos apicultores, mas vou fazer um breve histórico da nossa associação para que vocês tenham conhecimento do fato. Aqui, as abelhas foram introduzidos em 1956, as abelhas africanas e as alemãs, abelhas da apis melífera estamos falando principalmente né, e que chegou na nossa região aqui ela estava sendo criada pela maioria dos agricultores bem próximo às casas como um hobby né. E após a introdução da abelha africana que chegou em 54 por experimentos no Rio de Janeiro, mas para nós ela chegou nos fim dos anos 60 início dos anos 70; então houve uma introdução bastante violenta e as abelhas africanas tomavam conta das outras das colmeias e simplesmente ficavam as caixas onde tinha as abelhas-carnicas, alemã ou italiana né, que eram mansas/pacificas. E aí muitos apicultores que não eram bem apicultores eram meladores, que eles iam simplesmente tirar o mel uma vez por ano numa caixa rústica quadrada 30X30 porque se trabalhava com a tábua de 30 né sempre então fazia uma caixa comprida e consequentemente faziam a inversão e, geralmente antes do inverno final do verão início do outono eles faziam a colheita. Com a vinda da abelha africana eles não suportaram, a maioria dos agricultores não suportaram o tamanho da agressividade da abelha africana e abandonaram e foram desistindo; e aí quem começou a trabalhar com mais técnica com equipamentos conseguiu superar esses essa agressividade da abelha. Mas aí ficou na mão de poucas pessoas né porque tinha que até então não se usava fumigador para produzir uma fumaça maior, máscara, essas coisas não se usava; com a abelha africana houve a necessidade de se proteger mesmo e principalmente nas primeiras gerações né. As primeira gerações sofrearam muita agressividade, agressividade, porém muita produção. Era umas abelhas muito produtivas e o cruzamento se deu principalmente porque o zangão africano ele é muito mais veloz que o zangão alemão e o italiano né então ele sempre fecundava a rainha, no caso a princesa, e isso foi de geração em geração foi tendo uma agressividade maior e uma transferência de abelhas africanas cada vez num potencial. Aí nos anos 70 houve a necessidade de nós formarmos uma associação para trocarmos ideia né então em 16/05/80 a gente conseguiu fundar essa Associação Farroupilhense dos Apicultores para trocar ideia e também para o comércio ajudar um com o outro onde tinha a possibilidade de venda, e que na época também a gente não tinha tanto a questão de da questão de rotulagem, embalagens. Então hoje tá muito fácil de fazer tudo isso, mas na época era bastante difícil. E hoje o presidente ainda é o Mário de Cesaro onde nós temos hoje reformulando a associação, nós temos 33 sócios né, não temos uma sede social ainda, não temos uma orientação técnica, não temos ninguém para assim como um profissional que preste serviço para Associação e sim nós mesmos vamos fazendo esse essa presta de informações de um para o outro e também fazendo treinamentos. Aí tem uma carteirinha do associado aí né. Então apis melífera é essa esse tipo de abelha né. Então essa que faz o maior trabalho de polinização para todo o sistema da flora e fauna né. Então hoje temos os meliponídeos também que nós estamos introduzindo na Associação; Associação também ela presta parceria com o pessoal dos meliponídeos então vamos fazer uma associação só para que e hoje está sendo e está em moda ter um enxame de abelha-mirim, o meliponídeo, que pode ser no apartamento/pode ser numa casa/pode ser no centro da cidade, em qualquer lugar, elas não tem problemas e a legislação permite também que isso possa acontecer. A produção de mel ele é muito reduzida na nos meliponídeos, mas já apis melífera a produção de mel é considerável né. Essa que eu falei das abelhas africanas o problema do manejo, abandono da grande parte dos apicultores. Estima-se que a produção do ano de 2021 foi de 41.594 toneladas, isso no Rio Grande do Sul né, 484 mil colmeias, 37 mil apicultores, produtividade média 18kg. Isso não é todos os anos isso não é uma matemática. Hoje nós estamos enfrentando um pós safra com uma produção de 5, 10, alguns conseguiram 15% da safra devido a todas aquelas chuvas que deu na primavera passado afetou as flores. Então as flores não aguentam mais do que três dias de umidade e isso faz com que as abelhas não tenham onde coletar. Muitas vezes têm abelhas lá na colmeia, mas se não tem flor isso vai gradativamente diminuindo o volume de abelhas e elas vão sofrendo e o apicultor muitas vezes perde o enxame. Para isso no ano passado assim para a gente passar essas informações para a associação para que todo mundo tivesse um básico né para nós retomarmos fizemos um curso básico de apicultura com parceria com a CRESOL, está aqui o Flávio também que é foi um parceiro que nos doou o espaço físico para nós fazermos lá CRESOL então um curso de apicultura onde teve vários participantes, palestrantes, pessoal da EMATER, da prefeitura municipal, teve o órgão da inspetoria veterinária e teve vários palestrantes e dando o básico né e teve o presidente senhor Mário de Cesaro que hoje não pode vir porque tá com uma gripe danada, ele ficou chateado de não poder vir, e os treinamentos in loco aí das abelhas né então o equipamento que a gente tem que usar e lá nas abelhas todo mundo preparados para a foto aí né, mas. E as abelhas o importante é ter o equipamento porque muitas vezes a gente é surpreendido lá no apiário né porque tu tá então tá tirando um enxame que tem uma um volume de abelhas menor e daqui a pouco tu tá mexendo num outro com maior quantidade e entre um e outra a maioria dos apiários, que é o lugar onde é que a gente tem as abelhas, tem 10, 15 a 20 enxames, o bom seria em torno de 10 a 15 enxames né, aquele que não tá recebendo o atendimento com fumaça lá ele pode vir tirar satisfação para saber o que que está se fazendo ali né. Então aí por isso o equipamento é muito necessário, porque pessoas que são alérgicas também né quem tem alergia aí se tem alergias muito complicadas que até seria bom nem ir para o apiário nesses casos com alergia muito muito grande. Aí a participação no apiário então fizemos curso com a participação significativa, teve um conhecimento bom aí que o pessoal saindo daquela parte do básico, tem que saber as coisas básicas para depois passar para o avançado que é a produção propriamente dita e para tentar outras alternativas como produção de outros produtos também derivados das abelhas assim como própolis, geleia real, essas coisas, pólen. Então a gente pode produzir desde que tenha conhecimento né. Ali um apiário também. E agora chegamos na situação né e o que que está acontecendo aqui, o que fazer, de que forma podemos agir, como buscar parcerias para estas informações, técnicos para verificação, é necessário. Além dos produtos químicos nós temos alguns ácaros que atingem as abelhas também; então não é só os produtos químicos, mas então tem um tal de varroa jacobsoni que já faz que está aí há mais de 40 anos circulando por nós; ele veio da Argentina e tá tendo problemas aqui com as nossas abelhas também. Mas esse tipo de situação é combatível a gente consegue reverter a situação. Já o uso de inseticidas que está sendo usado e aqui eu não quero em nenhum momento me votar contra os produtores rurais por que o produtor rural é o cara mais interessado na polinização, ele tem renda e frutas boa se tiver abelhas. A polinização é a fecundação das flores. Tu só vai ter uma fruta boa, lisinha, redondinha, dentro das normas técnicas, se tiver polinização perfeita, então a importância disso. Mas está sendo usado muitas vezes indevidamente produtos químicos e que se pode dizer agora porque a PATRAM já divulgou, a polícia ambiental já divulgou, que é o fipronil; mas esse fipronil ele está na maioria dos defensivos. Ele está naquele SBP, dentro de casa, que é usado para mosquito ele está em muitos então sei que é difícil essa batalha, mas o receituário quando o agricultor vai comprar um produto químico ele tem que provar que tem uma cultura ele tem que provar que tem terra para plantar isso aí, ele tem que provar onde ele aplicar esse produto químico. E o vendedor também ele tem que se explicar, ele não pode fazer um receituário; tem o agrônomo que faz o receituário vai fazer uma coisa e chega lá no balcão ele não vai conseguir comprar produtos químicos se não tiver uma boa informação e comprovação do que ele vai fazer. Só que acontecem algumas pulverizações inadequadas, horários; o fipronil ele não pode ser aplicado por pulverização aérea – nem por avião nem por pulverizadores – ele é para pulverização no solo e depois tem que ser coberto para que ele não vá para a atmosfera. Alguns produtos são muito rápidos na sua ação que muitos deles em menos de 5 horas ele já tá sem efeito, mas essa 5 horas é suficiente para pegar as abelhas lá a 500 metros de distância porque as micro bolhas aquela fumacinha que fica, tipo uma serração no ar, não vai sedimentando ela vai indo para áreas vizinhas e se atingir as abelhas morte de toda a colmeia. Então aconteceu em Farroupilha mais de 10 casos comprovados que foi na Linha 47, na Linha Vicentina, na Linha São Roque e na Linha São Miguel; foram uns perderam 40 enxames, outros mais outros menos, mas na base de 40/50 colmeias em cada apiário em cada localidade não apiário, que apiário é menor, mas naquelas localidades onde foi feita essas aplicações. O prejuízo para o apicultor é enorme porque ele perde o enxame total ele perde as abelhas ele perde a caixa, perde os favos e para refazer isso aí não é uma simples compra no mercado. Tem que ter o início do enxame, pequeno, vai tratando vai aumentando tem que ter florada para que isso vai ser autossustentando, vai crescendo para elas fazer cera, fazendo aqueles favo todo, e lá pelas tantas com o colocar o mel. Isso leva muitas vezes 2 anos. Um enxame desse vai de R$ 200 a R$ 500,00 depende da quantidade de caixas; uma caixa vazia hoje está em torno de no mínimo R$ 150,00 para a mais vazia, mas aí tem a cera laminada, tem as próprias abelhas. Isso aí é um prejuízo grande. Falando só da apis melífera só. Mas se nós falar dos meliponídeos, se nós falarmos nos outros animais, outros inseto que morrem também que ninguém detecta porque ninguém tá criando mosquito, ninguém tá criando sapo, ninguém tá criando perereca, a não ser lá na rota do sol. Mas aqui não. Nós temos a oportunidade de visualizar as abelhas porque nós trabalhamos com ela. Mas a morte se um sapo comer as abelhas envenenadas vai morrer o sapo também, se tiver um outro animal que come o sapo vai morrer também então uma sequência, uma cadeia alimentar, que vai indo né. E todos, a formiga. A formiga é um problema, problema é aquela cortadeira lá, mas muitas delas ela faz ela tem seu trabalho na natureza também. Então tem muitos animaizinhos aí que tem na no solo, nas árvores, as mamangavas, outros insetos maiores que vão morrer. Nós estamos com apicultores detectando apis melífera porque os outros a gente não tem uma informação correta e de avaliar isso aí. Esse foi um apiário que a brigada militar constatou, a PATRAM aí, e todas mortas. Então aqui vamos ter algumas foto abelhas mortas, coleta, coleta de para análise né que depois a gente tem que ir constatando para ver o que qual é o produto. O fipronil é um composto químico que serve para base para alguns defensivos utilizados no controle de pragas em diversas culturas agrícolas. Pesquisas científicas e relatos ao redor do mundo indicam que o produto é extremamente tóxico para as abelhas; este produto é tóxico as abelhas, a aplicação aérea não é permitida, a pulverização foliar não dirigida ao solo ou as plantas, ou seja, aplicações em área total não é permitida. Não aplique esse produto em época de floração nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento desta determinação constitui crime ambiental sujeito a penalidades cabíveis e sem prejuízo de outras; publicada em 29/02/2023. Vale lembrar que a utilização desse tipo de inseticida de maneira incorreta é crime; o apicultor que constate a morte de abelhas em sua propriedade deve imediatamente registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e pegar uma amostra das abelhas posteriormente entregando na inspetoria veterinária no município onde deverá estar registrados os apiários. Nós temos que ter registrado os apiários também para que a inspetoria veterinária saiba onde é que estão essas abelhas que possivelmente daqui a pouco a gente pode numa aplicação que está sendo feita num lavoura vizinha ao apiário pode se fechar as caixas de abelha para que as abelhas fiquem essa 5 horas presas para que não tenham esse contato. Mas é para o futuro ainda. Vamos andando vamos mais rapidinho então. A falta de abelhas poderá apresentar um colapso em nosso meio ambiente. Abelhas polinizando e fecundando as flores das frutas, as frutas mais afetadas pela falta de abelhas da nossa região são maçãs, cítricos, Moranguinho, kiwi, dentre outras; sem abelhas a polinização das flores vão diminuir a produção e ainda a perda de variedades desde que a fecundação das flores que depois produzem as sementes; sem polinização não tem semente na fruta, isso também é uma consequência grave né. Quero agradecer aqui senhor Marcelo Broilo por encaminhar a lei municipal 4878 de 21/12, finalzinho do ano passado, e agradecer a vocês que votaram essa lei que dá um incentivo ao desenvolvimento da apicultura e meliponicultura, e dá outras providências também; então a essência está aqui: incentivar a criação racional de abelhas e o uso sustentável da apicultura e da meliponicultura no município de Farroupilha com vistas a geração de renda, preservação e a segurança. É isso que nós pedimos para vocês. A lei já está aqui vocês não vão fazer nada fora da lei. Nós precisamos da ajuda de vocês para que a os órgãos competentes – EMATER, inspetoria de veterinária – que o Estado nos auxilie nos de amparo; o agricultor o produtor que não deixa o apicultor é sempre um agricultor também, ele não tem condições de cada vez que morre umas abelhas pagar uma análise R$ 600,00. Então muitas vezes bah fica naquele naquela situação, e nem ele vai enfrentar o vizinho porque o vizinho tá aplicando um produto que tá matando as abelhas. Mas em conjunto nós temos que chegar nesse vizinho e fazer com que ele tenha a compreensão que as abelhas é de grande importância para ele; quando ele não tiver abelha ele vai sentir muito, mas aí quando ele se chegar nesse ponto ele já vai estar quebrado e cara quebrado não serve mais para ajudar ninguém. Então precisamos fazer isso em tempo precisamos fazer isso enquanto temos força, quando nós temos as abelhas, quando nós temos tudo funcionando ainda. Então é isso que peço a vocês. Nós estamos aqui pedindo implorando que nos ajudem que nos dê apoio assim como vocês fizeram nessa lei. Agora a lei tem muita coisa aí que o próprio poder público municipal poder fazer vocês já aprovaram. Agora daqui a pouco a gente pode ter uma casa do mel orientando, nós vamos estar na feira vendendo o mel da associação, nós vamos estar nas escolas com rótulo da associação; então tudo isso já contempla na lei né senhor Marcelo Broilo. Isso é de grande importância para nós. Agradecer o nosso amigo Felipe que estava, Felipe Maioli, que teve que fez o convite e o Mauricio Bellaver que participou lá conosco nas nossas reuniões algumas vezes. Muito obrigado.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado senhor Gelso Molon, o senhor pode tomar um assento conosco aqui na mesa. Eu coloco a palavra a disposição dos vereadores pelo tempo de até 3 minutos para perguntas ao nosso convidado que também terá o mesmo tempo de resposta. A palavra está com o vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor presidente, colegas vereadores, quero saudar a todos que aqui nos prestigiam e também quem acompanha através das redes sociais. Não poderia deixar de pelo menos falar né não tenho nenhum questionamento ao senhor em si, mas eu quero aqui parabenizar a atuação sua e de todos os apicultores né que sem dúvida nenhuma contribuem também para vários outros fatores do nosso município. Também quero saudar o então vereador Marcelo que propôs a lei, eu acho que a lei ela nos permite agir como o seu próprio comentou, mas também não posso deixar também de citar um apicultor bastante atuante também que é o seu Nelson Bartelle, meu vizinho pai do Marcos né Marcos, que também né se dedica em si e está nessa ação há muito tempo. Me coloco também à disposição, eu sei que a demanda ela é bastante importante sim tem diversos fatores e o vereador tem algumas limitações, mas me coloca à disposição da entidade talvez para buscar subsídio ou uma sede que eu sei que é uma das bandeiras né. Também eu acho que é fundamental que o município proporciona um local na feira do agricultor, também nas feiras que o próprio município proporciona né, Fenakiwi, e outros e outras ações que que o próprio município atua e promove. Então parabéns a todos que aqui estão e eu como apreciador do mel então me coloco à disposição também para contribuir dentro das minhas possibilidades. Então obrigado e parabéns pela ação de todos vocês

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador. E a palavra está à disposição dos Senhores vereadores com a palavra o vereador Sandro Trevisan

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado senhor presidente, senhores vereadores, senhoras vereadoras, Gelso Molon, parabéns, família Molon sempre envolvida né nas causas da comunidade, público aqui presente essa noite. Marcelo, parabéns, nº 4.878/2023 importante, na verdade tudo começa com a lei né quer dizer começam todas as organizações o movimento antes da lei, mas acaba com a lei que já vem a ajudar. Parabéns Gelso pelo pela tua dedicação. E eu acho que o mais importante mesmo é a partir de agora a gente conseguir fazer com que muitas pessoas entendam né que muitas vezes simplesmente aplicar um produto na tua plantação parece naquele momento que é a melhor estratégia que você tem e é o que tem de melhor a se fazer e pode não ser né. Porque como você disse depois pode estar quebrado né e é uma coisa irreversível, a gente tem que ter a consciência absurda de quão importante são as abelhas na nossa sociedade no nosso planeta como um todo. Elas na verdade significam vida a gente precisa de alimentos e os alimentos para serem produzidos precisam das abelhas; então abelha para nós é sinal de vida. a gente tem um eu acho que tem que começar a se conscientizar a gente tem correr em função de programas que possam conscientizar as pessoas, pois muitos até não tem tanta consciência nesse sentido e às vezes a aplicação por falta de informação e a lei vem ajudar nesse sentido que pode se montar estratégias de poder se informar mais, até os agricultores que alguns não tem essa consciência de que esse determinado veneno vai causar isso, vai acabar matando as abelhas. Então muito muito importante o trabalho ele um trabalho louvável e dentro daquilo que a gente puder ajudar como Câmara de Vereadores pode ter certeza e eu falo em nome de todos os vereadores, todos estão aqui para colaborar com certeza. A pauta é muito importante e eu acho que temos que cada vez mais estar consciente de que precisamos sim das abelhas firmes e fortes aí para poder continuar sobrevivendo. Obrigado presidente.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador. E a palavra está com a vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite a todos. Boa noite presidente, vereadores, colegas vereadoras, Adamatti, quem mais da imprensa que possa estar presente, todos os agricultores que aqui estão e todos que nos acompanham.

Boa noite senhores vereadores, Boa noite senhor presidente, senhor Gelso Molon, meus colegas vereadores, a imprensa, todos que nos acompanham e em especial o doutor Molon que está aqui, a Neusa, seus familiares. Marcelo, parabéns pela tua proposição, parabéns. Eu queria dizer o seguinte, no mundo que hoje onde hoje a questão ambiental faz tanta diferença nós não podemos deixar de proteger as abelhas né desde a sua criação até o uso sustentável da meliponicultora da apicultura; nós temos que não só proteger, mas ensinar a todos quais os produtos que podem e que não podem ser usados sob pena de aumentar essa mortalidade nas abelhas chegando ao ponto de colocar em risco a saúde geral. Porque nós temos que considerar que a polinização e extremamente necessária nós precisamos de frutas, o mel é necessário, o mel é necessário, o mel é um alimento que dura muito tempo eu acho que eu não estou errada. O mel é um dos poucos alimentos que dura muito tempo né. Então nós temos que pensar em tudo isso para que a gente promova a saúde das abelhas E eu tenho uma pergunta para o senhor, uma curiosidade minha, ainda existe em abelhas africanas puras que não tiveram nenhum cruzamento? e neste caso as abelhas africanas elas são mais resistentes do que as nossas, do que as alemãs e italianas? São os meus questionamentos.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereadora. E a palavra está com o senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: Não, não existem abelhas puras ainda. Porque os cruzamentos vão foram acontecendo e acontecendo e a agressividade diminuiu também; e também a produção já teve e que a produção ela é muito relativa em função de uma série de fatores: clima, flores, temperatura, ventos, vento atrapalha bastante também. Mas as linhagens elas foram se cruzando e mesma abelha de outras espécies também não existem mais a pureza né; existe uma mescla e que temos hoje uma linhagem pode-se dizer que deu um cruzamento bom. Hoje nós temos uma abelha se claro com esse com esse defensivo agrícola ele era ela não resiste, mas não restante ela tem resistido bastante a outras intempéries, a questão de outras moléstias, outros carrapatos que dão nelas, piolhos, ela resiste bem. Mas neste veneno não.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Muito obrigado senhor Gelso. E a palavra está à disposição os senhores vereadores. Com a palavra o vereador Gilberto do Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Boa noite vereadores. Boa noite vereadoras. Boa noite senhor Gelson e a todos os que estão aqui, o Flávio da CRESOL, os demais, Daniel Troes, os demais produtores aqui de abelha. Ouvindo a sua fala o seu comentário as abelhas preciso de umidade né então é uma questão que eu acho que dá para pensar logo ali na frente eu acho que precisamos de urgência de reservatório de água na nossa região que os próprios agricultores possam fazer a umidade com isso estender para as próprias abelhas. O senhor falou do agrotóxico aqui né que que é um produto químico que realmente mata as abelhas. Claro que o agricultor num primeiro momento ele pensa assim em aumentar sua produtividade né porque usa e ele não ele vai utilizar esse inseticida justamente para defender a sua lavoura, mas ao longo do tempo ele está não garantindo mais o seu futuro com a sua própria produção, claro, além de destruir as abelhas do dos apicultores. E como chegar nessa situação? Porque eu também vim da agricultura, sou agricultor, e eu lembro que lá no passado de vez em quando aparecia né muitas abelhas e agora é mais recente passa um ano dá uma acalmada dali dois anos vem a notícia novamente. E para chegar nesse agricultor ou a pessoa que está fazendo mau uso do veneno é muito difícil é dificílimo porque sabe, ah, vamos chegando por etapa, mas muitas vezes até porque aquele produto ele dura pouco na natureza, ele fica pouco na no próprio na agricultura aplicada e tal né. Pensando em proibir este veneno, à venda dele, porque se um lado ele estraga e ele é bem difícil de aplicar tem que cobrir, não vai se fazer isso é muito difícil cobrir para aplicar e depois descobrir né porque tem que cobrir e descobrir; então é uma forma de aplicar é quase que inócua né e hoje todo produto a gente procura agilidade e facilidade para aplicá-lo. Muito obrigado. Então eu queria nesse questionamento aqui do produto basicamente que mata as abelhas.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador. E a palavra está com o senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: O uso desses defensivos agrícolas tem doses tem momentos, isso tudo o fabricante do produto ele tem a orientação só que muitas vezes o agricultor assim como se toma o remédio né o doutor receita um comprimido e tu vai tomar dois porque foi bom então tu vai dobrar a dose ou o equipamento dele não tá adequado também. E nós fazendo toda essa pressão quem sabe os fabricantes mudam e inventam um outro produto que faça a mesma e que substitua e que não agrida tanto os insetos e não tenha essa situação porque é complicado até para o agricultor porque o agricultor vai precisar de um outro produto para substituir. Então ele não vai perder a produção. Só que isso nós temos que essa orientação de chegar nele que às vezes dobrar dose não vai resultar numa cultura segura então essa esse a mais que ele colocar muitas vezes pode ser uma das consequências. Então isso claro técnicos da área podem auxiliar isso aí então somente porque é um comercio e gira muito dinheiro nesse mundo dos agrotóxicos, e onde gira dinheiro não é fácil a gente dar ideias, combater, isso é uma realidade.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Muito obrigado. E a palavra está à disposição dos senhores. Com a palavra o vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Senhor presidente e senhores vereadores/vereadoras. Cumprimentar aqui o senhor Gelso Molon que representa aqui os apicultores. Cumprimentar todas as pessoas que aqui se fazem presente. Cumprimento especial aqui ao Flavio Noal, gerente da CRESOL, parabéns pelo trabalho que vocês vem desenvolvendo também aqui na cidade. na verdade ouvindo aqui o Gelso a gente sabe que os apicultores fazem isso por paixão né, não é para ganhar dinheiro não é para ter lucro né, mas é por paixão né é um hobby né cuidar das abelhas, ter ali seu mel, se reunir debater o assunto porque ele é um assunto bastante intrigante. Você vai conversando e vai aprendendo tantas coisas e vai espalhando os conhecimentos né.  Mas veja bem que a gente percebe que a natureza ela é perfeita né a natureza disponibiliza todos esses meios, o problema é nós quando nós intervimos quando nós interferimos na natureza e a gente gera um desequilíbrio. Veja aí que você usa um produto para matar determinados insetos para proteger determinada cultura, mas atinge as abelhas que acaba prejudicando a polinização da própria cultura que você tá usando o produto para tentar salvar. Então é isso aí tem que ter muito cuidado porque qualquer passo que tu der fora você vai estar interferindo e vai estar prejudicando sobre maneira assim a questão do meio ambiente. Com certeza que se todos tivessem a consciência da importância das abelhas todos iriam repensar a forma da utilização de alguns agrotóxicos que na verdade eles são regulados, existe ali o que pode e o que não pode, existe uma lei. O que nós temos assim que é muito patente é falta de fiscalização, os órgãos públicos não tem competência para fiscalizar; não tem competência porque assim há uma sensação de impunidade que se eu fizer não vai acontecer nada né, mas se eu fizer não vai acontecer nada. E o político infelizmente ele tem medo de fiscalizar porque tem medo de perder voto né, ele não vai ele não fiscaliza não cuida para que a coisa fique bom e depois acontecem as tragédias. Então eu quero aqui em meu nome e nome do vereador professor Juliano, que é da nossa bancada do PSB, parabenizar os apicultores porque vocês fazem um serviço importante para a sociedade; quietos, de forma anônima às vezes né, ali com poucos recursos, mas contando com ajuda daqueles que podem e devem auxiliar E a lei é importante, mas a lei nesse país é o que mais tem; o problema é fiscalizar as leis que existem. Então a gente cria uma lei para tentar resolver um outro problema que não resolve nada. O que precisa é uma política de fiscalização de conscientização ambiental e que cada cidadão possa também fazer a sua parte não só esperar pelo poder público. Então parabéns a vocês, sejam bem-vindos sempre nessa Casa.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador. E a palavra está com o senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: Vi ter mais perguntas aí ou não?

PRES. DAVI DE ALMEIDA: quer fazer uma consideração a fala dele.

  1. GELSO MOLON: É senhor Roque essa é a questão. Se tu pensar nessa situação de a multa não gera voto ela é complicada mesmo né. Então a partir da de que a gente consiga de uma maneira diferente embora o bolso é o que mais rápido chegar no na pessoa que está fazendo aplicação indevida seria através dos troquinhos dele pegando que ali é o ponto mais fraco, mas a conscientização seria uma maneira. E a legislação existe também a legislação existe como tu disseste então a falta de controle é a questão crucial da fiscalização. E depois que morreu todo aqueles enxame que o apicultor que perdeu 40 enxames aí ele fica às vezes decepcionado de tal forma que para ele retomar…

VER. ROQUE SEVERGNINI: Quantos anos leva para retomar?

  1. GELSO MOLON: Em torno de se tiver uma safra boa uma floração boa na época certa, na época certa, em torno de 2 anos para ti ter um enxame em produção; mas em função do ‘El Niño e La Nina’ aí nos últimos anos tem acontecido nós estamos sofrendo muito com as abelhas também porque está mudando o momento da floração. E o momento da floração ele foge do momento da temperatura do clima, ou seja, nos anos 70 o mês de novembro era de maior produção de mel, maior produção de flores de eucalipto, aquela época que tinha no São Vitor aí chegando em Caxias tinha aqueles eucalipto que a gente notava bem quando se ia para a faculdade ali se via a floração. Em novembro era a época que a gente mais produzia mel. Eu e minha família lá nós chegamos a produzir mais de 10 toneladas/ano e era esse. Agora no mesmo local, no mesmo local, o setembro esta beliscando novembro; outubro que foi há 10 anos atrás já tá perdendo espaço pelo setembro, mas em setembro ainda tem aquelas manhãs fria, gelada, muitas vezes geada e as abelhas precisam para que façam uma coleta suficiente e uma produção boa é período de novembro/dezembro e dezembro já não tem mais flor. E agora tá alterando o que não tinha nos anos 70 nos anos 80 floração em janeiro e fevereiro tá começando a ter janeiro e fevereiro dando uma safrinha em abril e dando um outono com safra de mel e não um mel escuro como era nos anos 70; e sim um mel mais claro nessa época de outono.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado senhor Gelso. E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Com a palavra o vereador Felipe Maioli.

VER. FELIPE MAIOLI: Boa noite a todos que estão nos assistindo presencialmente e quem está em casa prestigiando esse belo momento que estamos vivenciando nesta noite aqui na Câmara de Vereadores ouvindo palavra sábias palavras de quem realmente conhece o assunto; isso é muito bom passar por esses momentos aqui na Câmara de Vereadores. Parabéns Gelso pela sua explanação, parabéns a sua família – Claudete, a Priscila, Neusa, Nelson – enfim todos os envolvidos diretamente e indiretamente nessa batalha árdua que não é fácil, mas que eu acho que através do projeto de lei aprovado pelo Marcelo Broilo estamos dando passos largos na busca de uma solução não imediata, mas que pode vir a nos ajudar futuramente. Agricultura né Maurício ela é fundamental nas nossas vidas, pelo que a gente está observando pelo que a gente ouviu do Gelso as abelhas são fundamentais para agricultura então no meu ponto de vista é que o grito está sendo dado. Tem que chegar nas escolas tem que chegar dia a dia eu acho que é por aí. A gente tem que ecoar os temas por todos os cantos para que as pessoas comecem a se conscientizar através de informações precisas como a gente ouviu nesta noite. Acredito que poder público agora, executivo municipal, pode se envolver sim de maneira mais árdua para que crie uma um local,, projetos programas, para que as informações cheguem o máximo possível nas escolas, enfim, que as pessoas possam ser conscientizar de tal importância. A pergunta que eu faço além de parabenizar a todos envolvidos e agradecer a esse momento tão maravilhoso que o Gelso nos proporcionou é: Gelson, vocês não pensam em desanimar né? Porque a gente sabe o quanto difícil é e nós não podemos cogitar a possibilidade desses sócios desanimarem. Então minha pergunta é: vocês não vão desanimar, vamos continuar firmes na batalha porque esse tema é muito importante. Obrigado.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador. E a palavra está com o senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: Alguém falou, acho que foi o Roque, isso é uma paixão. E realmente quando o possível apicultor começa a estudar as abelhas ele vai se apaixonando pelas abelhas e vai gostando tanto desse trabalho e entendendo a questão social que tem as abelhas, o comportamento delas, como ela age e como a gente tem que agir para com elas e saber o que influencia, conhecer o clima, conhecer as flores tudo isso vai engrandecendo e o apicultor vai no dia a dia vai conhecendo cada vez mais. Ele tem que saber todo o comportamento das abelhas que estão dentro da colmeia, aquelas que estão fora, que não são as mesmas; têm trabalhos dependendo da idade desde que ela nasce ela já vai trabalhando então isso tudo tem uma divisão de trabalho dentro da colmeia, perfeita e milenar. Elas não modificam o comportamento mesmo nos cruzamentos doutora; os cruzamentos elas mantêm aquele tamanho de alvéolo que é onde nasce as abelhas, é sempre igual. E cada vez que nasce uma abelha vai deixando uma capinha vai deixando que depois de duas ou três elas têm que limpar porque senão tamanho da próxima abelha pode ser modificada e isso não é aceito. Então elas tem que manter uma ordem perfeita. E com essa paixão que que se tem pelas abelhas desanimar é meio difícil então Felipe eu acho a gente leva às vezes uma tristeza para casa, mas no outro dia vai vendo e vai se movimentando e isso faz com que não se desista e vá em frente; muitas vezes vai diminuir a quantidade tá ou vai mudar o local vai pegar um outro local, mas muitas vezes é na própria propriedade. A maioria dos apicultores tem as abelhas na propriedade deles mesmo. Quando tem nas outras propriedades que isso é feito ou apicultura migratória que é feita onde é feita a locação por produtores de maçã é feita a locação de abelhas para a polinização deles por isso a importância das abelhas. Eles pagam até R$ 80 por colmeia para polinização das macieiras e isso precisa de 3 a 5 colmeias por hectare. Então isso também é uma maneira de subsistência só que para isso precisa ter abelhas fortes, um número de abelhas suficiente para que possa fazer a polinização também. Então o assunto é vasto e se deixar vou me estendendo. Não vamos desistir.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado senhor Gelso. E a palavra está com o vereador Maurício Bellaver.

VER. MAURÍCIO BELLAVER: Boa noite senhor presidente. Boa noite a família Molon. Boa noite Flávio da CRESOL. Eu vou fazer a pergunta no início que senão capaz de eu me esquecer. Se não tem abelha se hoje no mundo acabou as abelhas como o senhor falou não vai ter fruto não vai ter semente não vai ter planta; aí por mim acabou o mundo então não tem mais o que comer, não tem o que respirar, se foi; dentro de 4 anos eu acho que acabou. O ano passado eu levantei essa falei essa história aqui, mesma coisa, que acabou as abelhas e acabou o mundo. Uma vivente uma senhora falou para mim “aquele vereador tá louco, como é que pode ser vereador e falar essas coisas aí”. Mas tudo bem né nós seguimos. O senhor falou também sobre o SBP que tem fipronil; ele tem fipronil, mas ele tem uma dose bem menor do que a que se acha nos comercial. Hoje o fipronil tem receituário para cana-de-açúcar, batata e milho. Sem essas três culturas não se compra fipronil. Eu comentei com a doutora se existe remédio contrabandeado, diz ela que é o que mais tem. É a mesma coisa é contrabandeado. Então o que que tem que fazer? Tem que fazer segurança nas fronteiras. Tudo que é contrabando dá problema aqui. E às vezes eu me pergunto, eu trabalho com fruta, a fruta que se importa de fora, que vem para cá, não se aplica fipronil lá. Então se eles aplicam fipronil lá num outro país nós compramos a fruta nós estamos competindo com esses produtor de lá fora, isso várias vezes me fiz a pergunta. Fipronil se usa aqui na serra gaúcha é mais contra a formiga porque o produtor acabou a vontade de botar a foice na costas e achar formiga; é produtor ‘nutella’ esses que não vão atrás de formiga e usa o fipronil. Usar fipronil nas propriedades é crime eu acho. Matar uma colmeia é crime. Se eu vou lá e derrubo uma planta nativa é crime, matar uma colmeia não é crime. É meio complicado também né. Falou em abelha no meio do pomar eu tô com umas 40/45… Já acabou? Eu tô com umas 40/45 caixas de abelha, a Tânia foi lá me visitar, da CRESOL, o Flávio não gosta de pisar na colônia não vai, mas tá tudo no meio da propriedade e todas bonitas; eu passo lá, passamos com máquina. Eu acho que se tu respeita elas, elas vão te respeitar; é com todo mundo, se cada um se respeita elas também respeita. muito obrigado aí presidente.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Maurício. E a palavra está com o senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: É drástica a primeira pergunta aí. Quando se fala em polinização se fala nos insetos de modo em geral e muitos outros animais que promovem a polinização; só que a abelha é a mais eficaz e principalmente para essas culturas eu são produzidas na nossa região também né então que necessitam uma polinização rápida né e que ano a ano acontece às vezes mais florada ou menos florada. Tu falaste da aplicação no solo do fipronil; exatamente então para a batata tu aplica ele no solo e tapa, ele fica ali, então ali ele é permitido, mas a aplicação no solo para a formiga no caso vai ter essa vegetação rasteira muitas vezes embaixo da parreira tem a vegetação rasteira tem o trevinho tem outras vegetações que florescem e as abelhas vão ali coletar nessa vegetação rasteira e não na parreira em si. Mas é aí que acontece a contaminação. Como tu tem lá no meio do pomar e o respeito com a aplicação tu tá conseguindo fazer tá equilibrando tá conseguindo produzir. É isso que a gente tenta fazer passar para os outros também, é isso que nós queremos, que os outros entendam pode ser feito as duas coisas: a produção com eficácia e que a aplicação de outros produtos também né não só aqueles aquele extremamente tóxico. Aí é que é uma questão de manejo. A importação de outros produtos de fora quando vem a fruta ela já vem pronta e geralmente aqui na nossa região e eu conheço algumas importadoras aí a maioria das frutas vem da Argentina e do Chile aqui para nós, tem umas que vem do outro lado do oceano também aí uma quantidade considerável também; mas esse que vem daqui lá tem abelhas também com muito frio, muito frio, mas a aplicação de defensivos é muito menor do que nós aqui. Então a aplicação no Chile na Argentina em função do frio em função de não ter esses essas contaminações de outros outras pragas né. Porque são aqui nós temos um país com uma temperatura com várias temperaturas, aqui na Farroupilha nós temos as estações bem diferenciadas né não é aquele frio à noite que tem na Argentina e no Chile que é bem frio à noite, nós temos noites quentes aqui e a serração também é um problema.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado senhor Gelso Molon. E a palavra está com o vereador Calebe Coelho.

VER. CALEBE COELHO: Senhor Gelso, o senhor comentou que está aumentando a quantidade de pessoas que cultivam que trabalham com abelhas até em apartamentos né, aquela abelha mais não tão agressiva né. Eu vou lhe fazer uma pergunta bem de leigo tá porque eu não entendo absolutamente nada sobre isso né. Eu queria saber o que que o senhor acha de aumentar então essa quantidade desse tipo de abelha em vários locais, por exemplo, da nossa cidade. E outra coisa que eu queria saber do senhor é o seguinte: o senhor disse que a partir de determinado momento foi implantado aqui no Brasil foi trazido até o Brasil as abelhas africanas né e se as abelhas acabarem acaba o mundo. É abelha africana que se acabar acaba o mundo? Quando se coloca veneno lá na plantação acaba com todas as abelhas ou só abelha africana? Porque eu pergunta então se a partir de certo momento é que foi colocado aqui no Brasil as abelhas africanas como que o mundo sobrevivia antes então ou a nossa região sobrevivia antes? Senhor veja que é uma pergunta bem de leigo tá, o senhor responde como se fosse quase que uma criança perguntando porque realmente não entendo e ficou essa lacuna no meu entendimento com relação a isso. Obrigado

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Calebe. E a palavra está com o senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: O aumento do número de abelhas aqui nós temos quatro enxamezinhos né agradecendo o senhor José aí que trouxe e essas, meliponídeos, que podem ser criadas em apartamento e nas casas e na zona urbana; não é apis melífera. mas o é a diferença? O número de abelhas que tem no enxamezinho desse é em torno de 5 a 10 mil abelhas no máximo né e elas têm uma velocidade bem menor e um tamanho menor. então tem certos, por exemplo, para polinizar à flor da maçã precisa um tamanho maior; para polinizar o kiwi já é mais complicado nem a apis melífera consegue fazer direito; o maracujá precisa da mamangava, grande, porque a abelha apis melífera não consegue, a mirim também não consegue. Então enquanto que apis melífera nós podemos ter um enxame 20/30/40/100 mil abelhas e isso tem uma movimentação muito grande né, a visita que são feitas nas flores é muito maior do que as abelhas mirins, abelhas pequenas; mas elas são dóceis faz a sua parte também. E antes da abelha africana tinha as outras abelhas as abelhas europeias, as italianas, e outras variedades também. O que não tinha era tanta plantação de frutas com a finalidade financeira. Então não tinha tudo isso aí. Então a mata nativa e ia se virando ia se proliferando, se não dá flor um ano vai dar no outro e tal, e toda essa esses outros que eu falo os outros insetos, o vagalume que já tá tendo tá meio escasso -quem tá caçando vagalume ultimamente? tem muito pouca gente porque não tem mais. Quando a gente era pequeno a gente caçava vagalume, já é uma dificuldade, esse aí também tá fazendo a sua parte; os insetos e de maneira geral respondendo o Bellaver e para ti não é fácil acabar o mundo, mas que nós vamos sofrer bastante com que se nós não tivermos as abelhas. Eu acho que não vai chegar a esse ponto nós vamos ter nós temos capacidade para suprir tudo isso aí nós não vamos deixar chegar nesse ponto. Isso é uma vantagem nossa porque nós tudo para fazer só que não podemos fazer a coisa errada.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado senhor Gelso. E a palavra está com a vereadora Cristiane de Lima.

VER. CRISTIANE DE LIMA: Saúdo todos aqui presente, o nosso presidente né, o senhor Gelso, demais vereadores e vereadoras. Então como relatou né o vereador Sandro antes de tudo isso existe um movimento antes desse projeto de lei; parabéns a todos os apicultores aqui, o Flávio também né, família do seu Gelson. E antes desse projeto vereador teve um movimento sim, nunca me esqueço Sandro quando chegou lá na secretaria de agricultura um agricultor – Mateus Pasa – com as abelhas mortas e disse tá acontecendo mortandade de abelhas em Farroupilha e nós temos que ver o que que tá acontecendo. Então a partir neste momento o Executivo também entrou em ação. Nós conversamos com o ex-secretário Fernando na época, eu e o Gabriel, e conversamos “secretário precisamos mobilizar a questão da apicultura”. E houve sim Flavio graças a todo esse envolvimento com os apicultores, com EMATER, prefeitura municipal houve esse engajamento e os demais apicultores que nunca desistiram dessa árdua missão. Então assim quero dar os parabéns a todos os envolvidos. Parabéns Marcelo por ter abraçado essa causa e ter virado um projeto de lei e todos os demais vereadores né que aprovaram aqui esse projeto. Então estamos todos de parabéns. Inclusive o Maurício também relatava muito a questão da abelha e é muito importante para a questão da polinização. Então parabéns a todos tanto poder executivo municipal e poder legislativo. Parabéns.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereadora Cris. E a palavra está com o senhor Gelso Molon.

  1. GELSO MOLON: Essa questão que tu presenciou aí de ver esse pessoal chegando com as abelhas mortas esse é o choque que a gente leva né. Quando tu chega numa apiário e começa a abrir uma caixa, duas, três, quatro e aí o que fazer com aquele tudo aí? Para onde eu vou? Vou para a secretária, vou para a vigilância, vou para onde? E aqui eu quero abrir um parênteses vocês vereadores esse modelo de o secretário da agricultura tem que cuidar das estradas tá errado. nós precisamos o secretária da agricultura trabalhando para nós. onde se vai ele só tá fazendo isso os últimos desde lá atrás, esse modelo não vem de muito longe, mas eu acredito que nós agricultores precisamos dele não um secretário de obras com o termo secretário da agricultura. Tem que fazer roçada tem que fazer isso fazer aquilo todo mundo ligando todo mundo ligando para ele. não quero defender o atual, mas eu acho que é desgastante isso aí. E a agricultura vai fazer, qual é o projeto que ele pode se dedicar fazer receber um agricultor. Nós ir lá falar de abelha se tem 20 caras chegando lá pedindo que tem buraco nas estradas. quando chegar isso aí para vocês esse modelo por mim e por muita gente eu acho que tem que ser mudado só pegando o teu gancho. Obrigado.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado senhor Gelso Molon. E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Passo a palavra ao nosso convidado para suas considerações finais

  1. GELSO MOLON: Quero agradecer principalmente os nossos apicultores que estão presentes e isso é que nos dá o incentivo, em especial ao José que trouxe as abelhas-mirins aí para o pessoal dar molhada. Marcelo Broilo fica nossa consideração especial porque a partir desse teu movimento nós conseguimos agora chegar no poder público municipal e pedir as coisas sem precisar que ele se preocupe se ele pode ou não pode fazer; a lei contempla basta nós pedirmos aquilo que a lei contempla. Agradecer vereadores todos que votaram nesse projeto porque a coisa é política por isso que nós estamos aqui. Porque a mortandade de abelha vocês só tem um que tem abelha aqui né, mas vocês têm a força política e é isso que nós precisamos. Vocês tem que buscar junto conosco lá os órgãos governamentais competentes que a gente possa se equiparar que nós precisamos da ajuda de vocês porque hoje e sempre foi a política que comanda o espetáculo. Muito obrigado a todos que vieram e a vocês meu agradecimento especial.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado senhor Gelson Molon. Também agradecemos a participação da Associação Farroupilha de Apicultores e desejamos então uma boa noite a todos. Nesse momento nós desfaremos a Mesa com a presença do senhor Gelso Molon. Muito obrigado. Senhores vereadores e senhoras vereadoras quero registrar aqui em ata a chegada do vereador Tiago Ilha as 18h10min e depois ele então teve uma urgência no trabalho, um acidente de trabalho com um funcionário e ele saiu às 18h34min; haja vista então que preferi registrar agora a condição 19h24min para não interrompermos aqui o nosso debate. Informo também a chegada do vereador Thiago Brunet às 18h59min e às 18h12min ele me informa então que estava numa urgência de internação de uma paciente; mesmo assim doutor Thiago regimentalmente preciso colocar em votação a sua permanência aqui no plenário para nós continuarmos as discussões nesta noite. Se os vereadores estiverem de acordo com a presença do doutor Thiago nessa noite permaneçam como estão; aprovado por todos os senhores vereadores. Obrigado doutor Thiago. Passamos ao espaço destinado ao grande expediente.

 

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

 

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Convido o partido liberal – PL para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o partido do movimento democrático brasileiro – MDB para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o partido rede sustentabilidade para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o partido progressista – PP para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna a vereadora Clarice Baú.

VER. CLARICE BAÚ: Boa noite presidente. Boa noite colegas vereadores, a todos que aqui estão hoje nos prestigiando, aqueles que nos assistem de seus lares através das mídias sociais, a imprensa e todos aqui que trabalham na casa legislativa. Estamos em março, mês de comemorações as mulheres; mês de conquistas, mas também serve como um alerta sobre os graves problemas de gênero, discriminação, violências e desigualdades que ainda persistem. É fato que houve muitos avanços quanto ao reconhecimento da importância da mulher e inclusive conquistas em todos os espaços de nossa sociedade. Ao longo do tempo muitas legislações surgiram. Em 2023 tivemos 9 leis federais sancionadas conforme consta no site ‘gov.br’ do ministério das mulheres. Nós tivemos a lei 14.611 – lei da igualdade salarial entre mulheres e homens. É uma reivindicação histórica das mulheres estabelecendo então agora a obrigatoriedade da política de salário igual para trabalho igual. Tivemos também a lei 14.614 – licença-maternidade para beneficiadas do bolsa-atleta. Até hoje, 2023, atletas de alto rendimento beneficiadas pelo bolsa atleta não podiam manter o benefício caso engravidassem e precisassem de licença-maternidade. Tivemos a lei 14.612 que foi uma alteração inclusive no estatuto da advocacia; essa lei inclui o assédio moral, o assédio sexual e a discriminação ético disciplinares no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil. Tivemos a lei 14.550 que é a proteção imediata para mulheres que denunciam violência doméstica; inclusive teve alteração na lei Maria da Penha que determina a concessão da medida protetiva de urgência  independente de registro de boletim de ocorrência; também teve alteração que concede o devido valor a palavra da vítima; determina que medidas protetivas não tenham mais prazo; configura toda a situação de violência doméstica e familiar contra a mulher como violência baseada no gênero. Tivemos a lei 14.546 que institui o dia nacional da mulher empresária. Lei 14.542 que garante prioridade para mulheres em situação de violência doméstica no SINE facilitando então a inserção no mercado de trabalho e aquela trilha da autonomia financeira. Tivemos a lei 14.541 que garante o funcionamento ininterrupto de delegacias especializadas de atendimento à mulher durante toda a semana, inclusive em fins de semana e feriados. A lei 14.540 que instituiu o programa de prevenção e enfrentamento ao assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual e à violência sexual. Então a legislação tem validade no âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital e municipal. A lei 14.538 garante à mulher o direito de troca doutora Eleonora de implante mamário colocado em razão de tratamento de câncer. Garante o direito à troca de implante mamário para mulheres que passam por tratamento oncológico sempre que houver complicações de algum tipo de efeito adverso. Vejam, assim vamos avançando, porém os índices de violências, as diferenças, as desigualdades, os preconceitos são muito altos ainda. Então temos que nos perguntar: qual é a eficácia de nossas leis? Nove leis só em 2023 e os índices continuam aumentando. Talvez muitas leis, será? Pouca execução, será? Pouca fiscalização? Faltam mais políticas públicas aliadas à educação? Ou uma maior conscientização de humanização, de civilidade? Mas continuemos fazendo nosso trabalho. Neste sentido a frente parlamentar das mulheres, a qual presido nesta Casa, terá uma ação concreta quarta-feira, nesta próxima quarta-feira dia 13, às 9h, aqui na Câmara de Vereadores. Vai ser lançado o selo ‘+ empatia’ que estará no nosso comercio, nossas industrias e garantirão então um acolhimento um atendimento especializado, personalizado, preferencial para pessoas portadoras de doenças crônicas e de mobilidade reduzida. Doenças como fibromialgia, lúpus, Parkinson, autismo, deficientes físicos, pessoas em tratamento oncológico, sequelas de AVC, entre outras condições de saúde. Neste dia 13, quarta-feira, no lançamento do selo ‘+ empatia’ será explanado como vai funcionar este selo; e ainda teremos um debate, uma mesa redonda, com especialistas na área de saúde. Nós teremos a doutora Gabriela Lehmen – médica de família, a Daniela Klunck – fisioterapeuta, a Liane Veronesi – psicóloga e eu estarei dando algumas pinceladas do que podemos esperar do direito nestas questões de doenças crônicas e mobilidade reduzida. Então os temas abordados serão as condições de saúde – suas particularidades, sintomas, doenças, deficiências -, bem-estar, questão da qualidade de vida e de mortalidade inclusive vai ser abordada também. Poderá abordar sobre como cada um pode conhecer, entender e aceitar o seu diagnóstico. Estamos falando de doenças crônicas, talvez sem cura; temos que entender o diagnóstico, como suportar o dia a dia com essas doenças crônicas. Esse selo ‘+ empatia’ vai estar nas nossos lojas, nossos mercados, nossas indústrias; e ali vai ser feita uma capacitação para estes locais com pessoas da área da saúde. Chegará lá um autista vai ter alguém para atender/acolher, personalizar o que ele realmente precisa no momento que entrou naquela loja/naquele supermercado. Por isso que diz selo ‘+ empatia’. Teremos também abordado as questões de mobilidade, de funcionalidade, tratamento com fisioterapia, a importância/a eficácia da fisioterapia, a PICS né que se trata destas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde que já estão disponíveis no SUS, e falar um pouco sobre o guia da dor crônica; temos uma guia no Pró-saúde né com seu profissionais, temos uma guia da dor crônica e vai ser também disponibilizado para os interessados que aqui comparecerem. Convivendo com a dor – doenças crônicas: situação que requer realmente muita ajuda e entendimento, questões psicológicas e emocionais, trabalho em grupos e a importância destes trabalho e em grupos. Às vezes acontece uma desestruturação em toda a família. A fibromialgia e o lúpus a maioria são as mulheres que são acometidas, e elas têm dores diárias e dores crônicas. Não existe um tratamento, não existe tomar um remédio ali e amanhã estar boa. E aí começa uma desestrutura familiar. A mulher não lava a roupa como deveria e temos aquela cultura que é o dever da mulher fazer aquilo né. Ela não tem aquela disponibilidade por ter essas dores crônicas. Então ela precisa entender seu diagnóstico, a família tem que trabalhar com esses grupos parta entender as limitações que tem nessa família através da mulher; que eu cito fibromialgia e lúpus porque são aquelas que mais me aprofundei. Quero registrar aqui minha satisfação de ver com esse trabalho o início da execução de duas leis de minha autoria: lei municipal nº 4.808 que institui no município de Farroupilha a política municipal de conscientização e orientação sobre o lúpus, e dá outras providências; e alei também municipal nº 4.820 que institui no município de Farroupilha a política municipal de proteção dos direitos da pessoa com fibromialgia. Bom, vocês têm que concordar comigo que é um tema imperdível, um compromisso que quero deixar com vocês para nos prestigiarem nesta quarta feira neste trabalho importantíssimo que foi construído com muitas mãos, com muito carinho; tivemos o envolvimento da secretaria da saúde, o Pró-saúde, conselho de deficientes físicos, AFADEV, AMAFA, a CICS, Sindilojas, Sindigêneros e CDL. Todos trabalharam para que a gente conseguisse lançar esse selo ‘+ empatia’. Então espero todos vocês nesta quarta-feira, as 9h, aqui tá. Então a frente parlamentar atualmente está constituída, que houve uma mudança este ano em função que o pastor Davi assumiu a presidência, o Marcelo Broilo, meu colega né, deixou de nos acompanhar aqui como vereador, então nós tivemos que trocar através de uma assembleia e nós temos assim: Clarice Baú – presidente, Eleonora Broilo – vice-presidente, vereadores apoiadores: Sandro Trevisan que é a nossa secretário, Davi de Almeida membro participante, Thiago Brunet membro participante, Maurício Bellaver e Felipe Maioli também membro participante. Vejam que a frente parlamentar é totalmente apartidária, nós temos membros aqui de todos os partidos né. Então deixamos a política de lado e façamos realmente o nosso trabalho. Obrigado presidente.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereadora doutora Clarice Baú. E eu convido o partido democrático trabalhista – PDT para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Gilberto do Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Boa noite mais uma vez presidente. Boa noite pessoal que está nos prestigiando, Darius da CLIP, mais uma vez a família Molon parabéns pela explanação muito assertiva muito técnica, e todos os produtores de abelhas que estão aqui ainda. Saudar o Marcelo Broilo, autor da lei que acho que vem auxiliar Marcelo. Eu sei que se for mais uma lei e não tiver a fiscalização rígida e acompanhar o processo e o Gelso falou uma coisa muito importante e que eu já ouvi, é muito comum ouvir dos agricultores, secretário da agrícola. Porque tem toda a razão até porque hoje é uma confusão de equipamentos né não se sabe se a patrola é da agricultura da secretaria de obras e muitas vezes confunde o próprio agricultor o próprio contribuinte usuário desse equipamento no seu dia a dia. Mas quero falar hoje num assunto que tá todos os dias ou toda semana ao nosso entorno que é o lixo seco, ou seja, o lixo que é para ser reciclável. Rose, coloca para mim aquelas fotos. Este é o nosso lixo reciclável que todo dia é recebido lá pela Cooperativa Vila Esperança; que deste lixo que era para ser 100% reciclável ou no máximo 95% ele é 45% reciclável, realmente ele torna depois da separação que o pessoal lá na cooperativa eles separam isso tudo. Então 45% vai para produção para reciclar mesmo que depois volte em matéria-prima e 55% de todo o nosso lixo ele retorna para ECOFAR, ou seja, a ECOFAR recolhe leva para cooperativa e depois busca de volta inclusive na isso lá na cooperativa do Júlio Vila Esperança, coloca em deck que isso prejudica o manuseio porque eles tem que levantar o deck, pessoas a punho, e a ECOFAR não auxilia segundo os cooperativados não auxilia no manuseio; eles têm que botar o caminhão ficar lá ligado em torno de 2 horas/3 horas toda semana para carregar esse lixo orgânico que eles retiram do lixo seco. Então seria algumas providências a ser tomada. Por exemplo, se colocar os container que até passou ali antes, esse container, esse lixo orgânico cai direto no container vai depois a prefeitura leva isso para onde ter para o seu destino e tira esse peso de terem ter que sacar nos deck, comprar os deck que eles gastam em torno de 100 decks todo mês e isso tudo depois vira também resíduo. Os municípios aqui ao nosso entorno – Caxias do Sul/Garibaldi/Carlos Barbosa – já tem esse trabalho dos container só Farroupilha nós não temos. Foi pedido talvez na gestão anterior, não quero aqui botar disputa de gestão, foi levado esse container que tá lá hoje que é para colocar vidro. E tem uma coisa que é importante neste assunto como um todo e nós falamos muito nessa Casa, o Thiago Brunet, o Tiago Ilha, os vereadores Roque, Juliano e todos os demais vereadores falam muito na questão de educação ambiental. Podemos até botar na culpa que que a culpa é todo de quem gera né é do gerador. Mas se nós não tiver uma cobrança e até mesmo uma fiscalização que venha até multar as pessoas que até lá eu vi outro dia no cestinho a prefeitura passa a recolher o lixo na segunda-feira, o lixo orgânico, no sábado de manhã as pessoas botam lá no cestinho daí cachorro vai lá rasga, estraçalha e tal. Mas tem uma questão que a prefeitura de Caxias do Sul com sua prestadora de serviço que é não recolher esse lixo orgânico. Se está lá o lixo seco com o orgânico não recolhe o orgânico naquele dia. Mas eu vejo que de repente aqui a nossa coleta ela é muito de amontoar né nós precisamos amontar lá durante o dia rapidamente e depois vem o caminhão e recolhe aí se pega tudo rapidamente. Eu vejo que eles não tem tempo para isso. O prefeito o secretário de meio ambiente de Caxias do Sul junto com a CODECA toda semana tinha um treinamento para os coletores e reforçar: vocês não recolhem; tanto que essa mesma cooperativa que hoje faz essa separação desse lixo de Farroupilha fazia da CODECA e da CODECA ele aproveitava 95% do que chegava para ele e nós aqui, segundo ele mesmo, aumentou o índice de porcentagem para orgânico porque inclusive aquele reciclável que seria bom misturado com orgânico muito deste material não pode ser reaproveitado justamente porque tá sujo, tem uma série de questões aí que tá misturado. Então é importantíssimo nós como gestores como político ter esta fala como o Gelso fez aqui da apicultura de mostrar de falar. E que Caxias do Sul, eu trago Caxias do Sul porque eu peguei exemplos, tem uma multa para quem joga o lixo assim numa beira de estrada ou no mato que chega a R$ 3.000,00 e essa multa pode ser dobrada se for reincidente. Cedo sim.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Um aparte ao vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Vereador Amarante, eu acho que é bem importante esse tema e aqui na Câmara nós temos debatido esse assunto do lixo desde o primeiro dia desse governo. Esse o governo não tem política ambiental, de educação ambiental, não tem; eu duvido eu desafio uma pessoa levantar a mão e dizer eu participei de uma palestra sobre política ambiental. Eu desafio porque não tem. E tem mais esse trabalho que rejeita 55% do lixo seco que em tese seria o seguinte: você colocou o seu resíduo lá na calçada vai recolher e ele precisaria estar próximo do 100% pronto para reciclar, ele tem 55% de rejeito. veja bem que a ECOFAR está sendo paga para recolher ali, levar lá para a cooperativa e depois está sendo paga para buscar de volta. Isso aí não é gestão. Não cabe na cabeça de um ser humano que um homem que administra ou uma mulher que fosse, quem está administrando a cidade, não consegue fazer uma política de educação ambiental; de minimamente conversar com as pessoas sobre a necessidade de cuidar dessas questões não faz. O que faz muito é propaganda. Obrigado vereador.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Cedo sim vereador Juliano.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Um aparte ao vereador Juliano Baumgartner.

VER. JULIANO BAUMGARTNER: Obrigado pelo aparte vereador. Não, para frisar essa questão de quando amontou o lixo né a ECOFAR tem passado, os servidores passam lá um bom tempo antes acumulam na esquina demoram depois para voltar e quando volta algum carro passou com pneu em cima, algum animal passou, danificou, espalhou o lixo, virou uma bagunça, sujeira, e fica lá. Fica um pouco na rua um pouco que leva, muitas vezes se mistura, e propriamente dito gente tá na hora se falou tanto no passado de abrir a caixa preta da ECOFAR. Acho que nós temos que levantar essa pauta. Hoje a ECOFAR recebe quase um milhão e meio de reais por mês, um milhão e meio. Quase isso é o valor que foi aprovado aqui no orçamento o ano passado. Tem problema, tem problema. Nós vamos tentar achar a solução? Obvio, vamos fazer o debate que é o que nós podemos fazer aqui nesse momento. Obrigado vereador.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Obrigado pelos apartes pela contribuição vereadores. Bom, aqui fica o nosso recado e vamos tomar vamos propor embora que já foi criado leis e em outros momentos que inclusive autoriza a prefeitura de construir nesses locais de colocar containers por conta né e por pagar uma cesta básica e dar os EPIs. Eu não vi o pessoal lá com o EPIs tanto que alguns estavam outros nem tanto. E se aparecer uma fiscalização não vai cobrar da prefeitura vai cobrar do cooperativado lá. Então a importância de nós entendermos porque isso volta. E outra coisa esse 55% ele vai de volta para o nosso aterro que já está sufocado, ele não tem mais espaço, tem que buscar uma alternativa de um aterro novo numa área numa nova área, enfim, né. Mas eu queria eu não poderia de deixar de falar de um outro assunto que é a questão do acidente que houve aqui na Via dos Romeiros neste final de semana. A gente não quer fazer política com isso, mas tem uma coisa que a gente tem que levantar como fato. Quando acontece uma situação se encaminha para os órgãos legais e principalmente na linha do direito tem um que defende o outro que acusa e aí por diante; nós aqui na Câmara de Vereadores mais ou menos entendemos dessa forma que nós temos que falar de tudo que acontece em nosso município. E este problema foi um problema anunciado porque lá em 2022 como nós vimos ouvimos mesmo na imprensa Daniel foi dito e foi pedido pela defesa civil para tomar providência desses nesses locais; e que a defesa civil ele é um órgão e eu coordenador da defesa civil ele é um órgão ligado ao Estado, ele está ligado ao governo do estado e não ao município. Ele tem a sede no município, mas ele está ligado ao governo do estado. Havendo uma demanda a pessoa interessada ou órgão interessado, que nesse caso é o poder público, encaminha para defesa civil e cobra faz as cobranças devidas. Eu conversei hoje com o Sandro, que era o coordenador anterior da daqui do DAER da região de Bento Gonçalves antes de 2022, e conversei com o atual coordenador do DAER aqui que é o Sandro. Se houver o interesse como eu até falei hoje numa fala hoje meio-dia se houver interesse do município e que esta área é uma extensão do município que liga a Caravaggio, quem é que caminha ali? 90% é os farroupilhenses. Então nós não podemos dizer ‘não, lá é um problema do Estado’. É um problema do município porque quem caminha lá e os munícipes. Os munícipes não querem saber se é o DAER e o DAER não vai arrumar. Nós tivemos um exemplo aqui claro que deu vários acidentes aqui naquela curva ali na próximo da família Molon que nós encaminhamos, fizemos requerimento, fomos no Estado, o executivo municipal pediu também para colocar um guard-rail; prometeram, me desentendi com o secretário Costela porque prometeu novamente e até hoje não foi colocado. Então é assim que funciona o Estado. Então tratado de segurabilidade da vida todos nós somos responsável, todos nós. Eu passei novamente hoje tem outras tantas árvores que estão oferecendo o mesmo risco. Falei com o nosso o nosso comandante aqui da do corpo de bombeiros de Farroupilha aonde ele estava inclusive com uma pessoa hoje, que estava de férias, chamou para ir lá fazer o levantamento; pedi para ele se é possível ele organizar esses cortes. Ele diz que sim que se o Executivo pedir ele vai falar com o seu superior. Mas pedidos para o DAER é o executivo municipal, uma pessoa física não vai ter ouvidos mesmo um vereador; e eles foram claro dessa vez e de outras vezes. E anteriormente eu lembro que lá quando eu fui eu fui coordenador da defesa civil nós fizemos uma limpeza na 448; tiramos/suprimos todas as plantas que tinham lá e fizemos um mutirão junto com o corpo de bombeiros, nos auxilio, a brigada, a polícia rodoviária como auxiliando no trânsito, uma equipe da prefeitura e foi feito todas as supressões. Em outros momentos foi feito também na Via dos Romeiros só que a planta cresce né e preciso de novos reparos. Então quero dizer assim não podemos aceitar isso e achar no mínimo se não for, não vamos terceirizar esse problema, no mínimo nós somos participativo do problema. Muito obrigado senhor presidente.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Gilberto do Amarante. Convido o partido socialista brasileiro – PSB para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhor presidente, colegas vereadoras/vereadores, cidadãos/cidadãs que se fazem presentes aqui nessa noite. Cumprimentar a Associação dos Apicultores, a imprensa e todos aqui também que nos acompanham do lar de suas casas. |Bom, Rose, coloca ali o videozinho primeiro. Vejam só o que que as pessoas geralmente fazem no domingo pela manhã? é um dia de lazer é um dia de descanso; oh os moradores estão fazendo o quê? tapando o buraco; entrada do bairro Primeiro de Maio ali perto do dos viveiros do Beto Maioli. O cidadão trabalhou a semana inteira e aí o que que ele tem que fazer. tem que tapar os buracos. Mas também deve estar na programação ali. Então queria falar de outras tantas coisas como a gente já vem alertando: uma lombo faixa na Rua Raineri Petrini na qual faz dois anos que a gente vem cobrando; é um pedido de no mínimo uns três dos moradores. Nada. O secretário foi na rádio dizendo “não, não, 15 dias tá lá”. Pois é deve ser invisível, é um novo modelo, um ‘case’ de inovação na cidade um quebra-molas/a lombo faixa invisível. Poderia também estar falando né vereador Maurício: São Roque. Acredite se quiser não conseguiram ter a vergonha na cara de patrolar São Roque. Olha só, impressionante. Mas quando a gente fala é taxativo é repetitivo. E lá nós temos duas ou três crateras é só quem não acredita no que eu tô falando ir até lá; vai dar uma tragédia lá. Alguém vai se perder, vai tombar o carro, vai tombar o caminhão, vai ter tragédia porque lá vereador Roque mais de dois anos caiu uma barreira e não foram arrumar nem tirar o excesso de terra. Tanto que agora já dá para considerar a mata nativa. O mato tomou conta da barreira que caiu. Não foi feito nada, nada, absolutamente nada. Então a gente lamenta de ter que vim repetir e repetir, mas… Coloca aquela imagem da imprensa para nós, por favor; essa manchete. Sim. Nós precisamos falar sobre o acontecimento de ontem. Agora não é hora de se eximir e agora a gente precisa fazer o debate e não dá para terceirizar responsabilidade. Porque a única coisa que não se terceiriza nesse governo é o marketing e a propaganda; isso não tem garoto propaganda outro, só tem um. Então tá errado. Sempre uma desculpa. Daí vamos lá: Ênio Ferreira. Todos aqui ou a grande maioria conhece o Ênio Ferreira que é uma pessoa que tem um know-how, que é uma pessoa que convive há anos com isso; e ele foi lá pastor Albertino, há dois anos atrás, e disse ‘tá aqui o problema, vai acontecer’.  O que a prefeitura fez? Nada. Qual que foi a resposta hoje? Ah, mas o DAER. Mas a Rodovia dos Romeiros fica onde? Em Nova Iorque? Em Istambul? Onde que fica? O ano passado ou retrasado vereador Amarante, se não me falha a memória, nós fizemos um requerimento aqui, nós temos um debate, nós falamos o seguinte: tá na hora de municipalizar a Rodovia dos Romeiros porque ela é muito mais nossa do que propriamente dito do Estado. Porque ali que passa mais de um milhão de pessoas todos os anos em Farroupilha. Porque daí eu teria certeza que algumas coisas seriam diferentes. Quando o senhor fala lá do DAER todo mundo sabe que o DAER tá falido que o DAER não executa que o DAER é isso; e a secretaria de obras, transporte e trânsito do Estado é tão quanto incompetente e inoperante. Nós fomos lá para falar do caso do guard-rail lá na da propriedade dos Molon e o secretário disse que ia fazer. Mas fazer o quê? Quase que a gente discutiu mais do que estava programado Amarante por quê? Porque é papo furado, muita fala e pouca ação. Vereador pastor Davi, cedo um aparte para meu colega vereador Roque.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Um aparte ao vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: O que eu acho estranho nisso tudo é a prefeitura lavar-se as mãos diante do fato, uma tragédia da qual nós lamentamos muito. Mas veja bem, a Rodovia dos Romeiros ela é tão do município que o município faz as pistas de caminhada na rodovia, o município implantou iluminação pública na rodovia e agora o município não pode cortar um eucalipto; mandar cortar, fazer uma fiscalização, fazer a roçada para que os caminhantes possam andar em segurança, para que o ciclista possa ir e vir em segurança. Então acho muito estranho isso aí. É do DAER, sim; é do Estado, sim. Mas historicamente quando tem a romaria de Caravaggio é sempre a prefeitura que faz essa manutenção. Quando fui secretário, em conjunto com o meio ambiente, por solicitação de alguns caminhoneiros que moram ali no Caravaggio, e que passavam com seus baús ali de caminhões e rasgava inclusive a lona dos baú, nós fizemos toda poda, só para concluir, fizemos toda poda e retirada de galhos de eucaliptos há uns quatro ou cinco anos atrás. E agora a gente não vê uma ação da prefeitura e quando tem um problema o problema é de outro. Mãos à obra né.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Cedo um aparte para o vereador Amarante, pastor Davi.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Um aparte ao vereador Gilberto do Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Obrigado pelo aparte. Quero só deixar também registrado o que eu falei com o Sandro na questão de autorizar o município. Amanhã ele dá essa autorização se o Executivo assim pedir para eles; amanhã, amanhã ele disse como me falou aqui o Sandro e depois me confirmou o Maicon e eu passei para o vice Jonas. Informei ele que se ele quiseres que eu marque uma reunião. Por isso que eu já antecipei fui falar com o DAER fui falar com falei com o corpo de bombeiro, falei com a equipe toda justamente para alcançar uma alternativa. Criticamos, mas alcançamos alternativas. Porque é desta forma que funciona e eu acredito que o Executivo vai executar agora.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Obrigado pelos apartes meus colegas. Pois é, mas Farroupilha continua em transformação nas palestras motivacionais do nosso prefeito. A Farroupilha da vida real não está em transformação, não é o que a gente vive não é o que a gente enxerga. Então assim, hoje não devia ter feito palestrinha ou coisa do gênero, tem que recalcular a rota tem um problema e tem que achar a solução. Mas não, a importância é minha imagem, é meu discursinho, é uma fala bonita. Então essas coisas elas não funcionam na prática nem na teoria. Olha só, isso aqui é a Rodovia dos Romeiros; vejam só um amigo meu passou sábado caminhando, as pessoas daqui de uns dias, vamos alertar outra coisa, aqui de uns dias vai ter pessoas sendo atropeladas porque elas não conseguem caminhar no acostamento onde que seria a pista de caminhada porque o mato está tomado conta. Está mais de um metro e meio e é a maior parte. Olha só o tamanho da munícipe e olha o tamanho do mato. E nós estamos falando de um ponto turístico. Essa é a cidade turística do Fabiano Feltrin, a cidade abandonada. Então essas coisas cansam. Vereador, tu tá reclamando. vou reclamar até 31 de dezembro com certeza, vou ecoar até os até lá na China até no outro canto do mundo. tô aqui para isso. Fui eleito para representar a população e vou cobrar. Então olha só vejam como é que estão as coisas: Caravaggio tomada em mato; São Roque tomado em mato; Salto Ventoso tomado em mato. Até ali na prefeitura passei ali e até perto dos coelhos tinha um mato e aí entendi que tinha que alimentar os animais que estão ali expostos eles têm que sobreviver. Então está errada as coisas, está errado. Vamos ver o que mais que tem aqui porque tem tanta coisa que até me atrapalho aqui sozinho. Aqui. Volta para mim Rose que deu bug aqui no… Aqui oh Caravaggio. Vou aqui alertar, que tu vem no sentido do santuário passa o Saturno primeira curva vamos dizer é um ponto de referência onde que o pessoal faz o acampamento, pessoal loca, enfim, ali, está o pinheiro, tá aqui oh, é só prestar atenção que o pinheiro está inclinado e vai cair. vai cair. Então isso aqui é tema de casa para a administração Feltrin e Jonas. Essa semana tem que ter um licenciamento ambiental e essa semana tem que fazer a supressão desse pinheiro; ou vão dizer que o DAER não deixa ou vão botar a culpa no DAER de novo. Tá, está aqui registrado nos anais dessa Casa. Está aqui e a gente vai cobrar. Precisa ação. Precisa. Se nós quisermos evoluir enquanto uma cidade turística nós temos que fazer o básico, do básico, do básico, do básico. por exemplo, faz uns 15/20 dias que eu venho trabalhando com a concessionária Caminhos da Serra Gaúcha, a RGE, a Associação de Moradores do bairro Nova Vicenza, inclusive o secretário Nestor também esteve lá, solicitei. Bairro Nova Vicenza tem uma escadaria que dá acesso à RS-453. O ano passado só caíram quatro eucaliptos; tem vários podres, comprometidos. Então agora a gente tá numa missão ali já solicitei a CSG vão fazer uma força-tarefa para fazer a supressão ali para evitar primeiro os danos à vida e segundo uma fonte que alimenta ali de energia elétrica; 10.000 pessoas abastece aquele ponto. Então tem que ter o planejamento, tem que ter o cuidado, tem que ter atenção, tem que passar na rua, tem que vivenciar. então cansa de vim falar isso aqui. A tragédia de ontem no mínimo ela tem que servir o quê? Como ensinamento para não acontecer o mesmo erro, no mínimo; no mínimo tem que ter um aprendizado né professora Neusa. O que que se aprende. Não repetir o erro. Só que tem que arregaçar as mangas e ir lá trabalhar, achar uma alternativa. E volto a frisar São Roque vai dar tragédia lá, vai dar tragédia lá vai dar coisa grave. Raineri Petrini antes do Mercado Lazzari. E depois de quem que vai ser a desculpa? vai ser do DNIT, vai ser da Metroplan, vai ser da Assembleia Legislativa, vai ser de quem? então a gente tá cansado de achar sempre uma desculpa e não uma resposta. Então eu na condição de vereador desse município eu exijo respostas, mas não é resposta com falinha fácil. Porque fala fácil já tem de monte tem de punhado. Quanto à questão do lixo vereador Amarante é um assunto que precisa sim ser trabalhado mais, nós precisamos debater com afinco nós precisamos de fato uma política de educação ambiental e uma política que consiga comportar a realidade de Farroupilha, que ela ainda existe. Inclusive vocês que estão aqui nos acompanhando há uns dois anos atrás se não me falha a memória nós tivemos uma reunião aqui na sala de reuniões – os vereadores, a secretaria de meio ambiente e a ECOFAR. Aí um queria o couro do outro. E até agora estamos esperando a reação da política de educação ambiental. Tá passando o tempo, está passando o tempo. Não adianta só nós olhar, pensar que cuidar só da questão das abelhas que é de suma importância, mas nós tem que cuidar do planeta como um todo. É só ir lá no aterro sanitário que vocês vão ver, é montanhas e montanhas e montanhas de lixo. e nós poderíamos fazer né vereador Tiago Ilha, o senhor é o autor de uma lei da reciclagem, nós poderia fomentar nós poderia regularizar esses seres tão especiais que ajudam a reduzir o impacto no nosso dia a dia. Mas o vereador Amarante disse que foi lá na reciclagem e nem EPI estão dando, nem coisas básicas. Então fica aqui a minha reflexão. E eu sempre na condição de história de professor de história, historiador, registro nº 60/2021 ou 22: a história se repete como farsa ou como tragédia. Está aqui está tudo posto.  Eu quero ver qual que vai ser a próxima desculpa que vão arrumar. Obrigado senhor presidente

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Juliano Baumgarten. Senhores vereadores quero registrar a presença do vereador Tiago Ilha às 19h52min. Conseguiu resolver a sua urgência. Quando são 20h06min eu quero colocar em aprovação a permanência dele na nossa sessão ordinária nessa noite. Se os vereadores estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os senhores vereadores. E já coloco a palavra à disposição de vossa excelência no grande expediente. Abre mão. Encerrado o espaço destinado ao grande expediente. Passamos ao espaço destinado ao pequeno expediente.

 

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

 

PRES. DAVI DE ALMEIDA: E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Com a palavra a vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Novamente boa noite a todos. Nós vimos e ouvimos hoje o senhor Gelso falando brilhantemente sobre apicultura e sobre o perigo que as abelhas estão correndo e com isso o perigo que o próprio mundo corre. Bem, em concordando com tudo isso que o senhor Gelso falou e mostrou eu só posso dizer que nós precisamos cuidar melhor da saúde das nossas abelhas para que essa catástrofe mundial não aconteça. Mas, mas eu não pude deixar de comparar com uma outra causa uma outra pauta de tamanha importância também que é questão do aborto. Atualmente temos uma lei que permite o aborto em qualquer época da gestação em três determinadas situações: que é o estupro, a anencefalia e a vida materna. Até que ponto isto também não é um fim de mundo, até que ponto isso não é um fim de mundo. Aqueles que estavam aqui lembram das imagens que eu coloquei do bebê de 3 meses de gestação coçando o olho, coçando o olho senhores. E é este bebe que querem assassinar. Querem assassinar. E se fosse só isso, mas não é. E as escolas. E as escolas como aquela escola do Rio de Janeiro onde apresentaram um teatrinho para crianças de 8 anos onde um cavalo praticamente copulou. crianças de 8 anos, um teatrinho. Gente, se isso não é o fim do mundo eu não sei o que é. eu não sei. eu não sei o que que estão ensinando para essas crianças nas escolas né. Eu não sei, eu não sei o que que estão ensinando. Então vamos associar a questão da mortandade das abelhas ser um pressuposto para o fim do mundo, é um pressuposto para o fim do mundo, mas vamos associar também a questão do aborto e a questão do que é permitido ou não nas escolas públicas. Muito obrigado

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereadora Eleonora Broilo. E a palavra está à disposição do senhores vereadores. Com a palavra o vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Senhor presidente, nós vamos continuar no tema aqui da cidade e vou pedir no dia que o nosso colega servidor da Casa possa também reproduzir algumas imagens aqui para a gente ilustrar o quanto está faltando cuidado para nossa cidade né. A gente olha aqui, eu peço para segurar um pouco essa foto, essa foto aqui é dos milhões de reais que vai para ECOFAR recolher o lixo da cidade. Isso aqui não é em Singapura, não é no sul da África, não é na favela do Rio de Janeiro e nem de São Paulo; é Farroupilha. Farroupilha, em frente ao posto de saúde. Então a gente precisa realmente fazer uma reflexão: que tipo de serviço a gente presta para a comunidade nossa. Para aquele que agora vai pagar o carne do IPTU que tem a taxa de recolhimento de lixo, para aqueles que acham que não precisa política de educação ambiental e para aqueles que quando a gente fala aqui quem a ECOFAR presta um péssimo serviço não por conta da ECOFAR, mas por conta de quem faz a gestão da ECOFAR. Levantam mil e umas explicações para dar. Há explicação para tudo inclusive explicar por que que isso aí tá ali né. Pode seguindo as fotos; aqui nós vamos ver outras fotos que ilustram aqui a situação da nossa cidade que é a falta de cuidados, por exemplo, com o pedestre. Olha aqui oh isso aqui é uma rua asfaltada no Bairro Cruzeiro, Rua Ângelo Faé; asfaltada, inclusive eu tive a oportunidade quando fui secretário de conduzir esse projeto, com calçada e com piso tátil. Porque o piso tátil é para pessoa que é cega. Olha como é que está o piso tátil aí; dá uma olhada se cabe na gestão do prefeito esse tipo de situação né. Se a gente passar vai ter mais fotos. Olha, olha como é que está o local que a pessoa está caminhando. Não tem como caminhar; isso aqui é uma área verde da prefeitura municipal. Dá uma olhada aqui: olha como está isso aqui: isso aqui é no Bairro América. Asfaltada, rua asfaltada, olha o meio fio onde é que está; o meio fio está enterrado no meio do mato né. Então realmente nós precisamos fazer uma grande reflexão do serviços que são prestados em troca dos valores que são pagos dos impostos né. E parece que a gente fala porque a gente não gosta da cidade. Não, nós gostamos da cidade, nós amamos Farroupilha tanto assim que fizemos e fizemos muito pela cidade quando tivemos a oportunidade. Mas nos entristece de ver um governo que não vai visitar os bairros, que não visita os agricultores, recentemente os agricultores tiveram que fazer um mutirão para arrumar as estradas, para roçar as estradas; a gente vê pessoas nos bairros abrindo valeta, colocando terra nos buracos, fazendo roçadas. E parece que a gente vive no mundo da lua. A gente se preocupa com discurso do americano, com o discurso não sei de quem de um outro Estado de uma outra cidade e não enxerga Farroupilha. Nós não vamos conseguir produzir nada para os outros se a gente não consigo cuidar da nossa cidade. Então a necessidade de a gente cuidar da cidade em troca daquilo que a gente paga. Hoje eu recebi uma ligação de um caminhoneiro ali do de Caravaggio que se até tiver as fotos e puder passar aqui. Dá uma olhada ainda mais aqui: olha os fios olha o passeio público né. Mas é de árvores que estão inclusive nas vias que não tem como os caminhões passar. Porque o caminhoneiro ele tem o caminhão baú e aqueles baú não são mais aqueles de metal são com lona né e quando passa rasga a lona por falta de poda por falta de cuidado nas vias públicas eu são, as vias públicas são patrimônios do município. Eu recebi estes dias também de um cidadão que trabalha na Grendene e que pega o ônibus numa parada de ônibus aqui da Rio Branco, além da parada estar totalmente o abrigo na parada estar totalmente danificado, tem lixo jogado, tem containers atirado. É ao redor onde as pessoas pegam ônibus. Então não sei quais as pessoas que o prefeito cuida. Doutora Eleonora, qual é a dedicação dele? Para que área que ele tá atuando e direcionando os esforços e os recursos públicos do município? Porque aonde eu ando nós estivemos agora esses dias junto com o vereador Juliano no Salto Ventoso visitando lá os 12 km de asfalto que a gente fez e dá uma olhada nas margens da via onde é que as pessoas deveriam caminhar. É isso aí: é mato, capim, mato, capim. Não tem não é querer falar mal, mas é uma realidade que grita aos olhos. Eu não sei o que é que estão fazendo com o dinheiro que vai para ECOFAR doutora Clarice. Nos responde o que é que faz com o dinheiro que vai para ECOFAR. Vamos fazer um desafio vamos abrir aquela caixa preta para ver para onde é que tá indo? Vamos dar uma olhada nisso; quem sabe a gente não acha um dinheiro sobrando por lá que precisa ser investido nessas situações. Obrigado senhor presidente.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Roque Severgnini. E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. A palavra está com o vereador Gilberto do Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Eu quero trazer aqui de volta para nossa discussão a questão do das áreas cedidas para o município há um ano e meio atrás. Até foi nós eu votei contra porque naquele momento e eu sou contra em qualquer governo porque a área de recreação, área pública de recreação, e área verde ela é destinada para aqueles moradores daquele bairro. Onde hoje temos muitos bairros há exemplo do Primeiro de Maio, Medianeira e outros que não tem mais nada de área verde; se o município quiseres fazer uma creche, um colégio, uma praça naqueles locais mais centrais não existe mais. E existiu no passado 15% que foi destinado para área verde e recreação do total do loteamento, isso em todos os bairros é lei. Uma lei antiga que existe até hoje. Mas no momento em que a gente votou aqui nessa Casa para cedência desses espaço eu fui lá em alguns moradores que estavam cuidando desses locais como praça e avisei ‘olha aqui vai ser construído casas’. Ótimo, beleza. Mas no ano passado, dia 16 de setembro, os moradores um grupo de moradores do Bairro Industrial da Rua José Ros se encontrou com o Jonas Tomazini aqui na Semana Farroupilha e aí tocar no assunto; e aí o prefeito, que era prefeito naquele momento, citou para os moradores que sim eles poderiam continuar cuidando daquele local inclusive mandaria material lá, terras e outros materiais, que os moradores precisasse. E firmaram uma parceria chamou lá o secretário e deu essa ordem. Firmaram uma parceria que dali por diante seria então os moradores faziam essa contrapartida em serviço, o local é deles e tudo e fizeram. Lá tem tá arborizado tá bonito tá lindo. Só que agora o município voltou e disse para eles ‘não aqui vai ser construído as casas’. Mas que bagunça né tchê. Se já tinha cedido no passado então deixa um pequeno espaço que eles tenham essa área e constrói as demais casas que tá e de repente buscam alternativa num outro local que já tá planejado essas casa. Se quiseres pode fazer, é possível fazer porque foi feito isso no passado. Quero dizer que isso é ruim porque passa uma informação. Eu fui lá e concretizei com os moradores porque eu tinha conhecimento disso e estava defendendo com eles aquelas áreas; mas depois que passou por essa Casa eu tive a hombridade de passar lá e mudar e falar, ser concreto com os moradores. Então eu peço para o nosso prefeito municipal para os vereadores vamos dar uma olhada, continuar. Tiveram manifesto fizeram um abaixo-assinado esse final de semana para manter este pequeno espaço para eles. A semana que vem eu vou protocolar aqui nessa Casa um requerimento entregando junto esse abaixo-assinado para manter essa área. Quero voltar a falar na questão dos valores que o nosso Executivo nesse último ano aí tá fazendo obras e tá fazendo obras que bom, é ótimo isso. A Domênico Fin foi lançado na no domingo lá na festa do Nova Vicenza que é prioridade aquela obra, é essencial; nós íamos fazer essa obra em queríamos fazer e tinha dinheiro para fazer no governo anterior. Só que eu acho meio imoral fazer no último ano de campanha porque o governo anterior deixou em torno de 24 milhões em caixa; 40 milhões foram pego de empréstimo que os demais governos vão pagar e 13 milhões a gente conseguiu economizar através dessa Casa e os moradores da Pedro Grendene; que ali ia se gastar 15 milhões no mínimo para fazer a obra porque já tinha licitação e tinha esses valores e através de muita fala a gente economizou 13 milhões e custou 3 milhões. Ia fazer escavação de um metro e setenta naquela estrada. Mas por que tchê? Por isso que os mercados estavam preocupados que iam falir; porque iam criar uma vala e ia ter que botar passarela para chegar nas lojas dele; por que fazer isso? Então nós, esta Casa aqui, venceu esta luta junto com os moradores e conseguimos convencer o Executivo de mudar a maneira de fazer. Muito obrigado senhor presidente.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Gilberto do Amarante. E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Com a palavra vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhor presidente, Vamos fazer mais um uso aqui. Cumprimentar os moradores lá do Industrial também. Eu recebi fotos e vídeos da ação que eles fizeram no final de semana, a gente não vai colocar eles porque tem várias crianças lá que foram para a gente preservar até por uma questão legal do ECA, do Estatuto da Criança e do Adolescente, preservar a imagem; mas, enfim, tinha mais de 15/20 crianças lá pela pouco que sobrou daquela área. E o Jonas, vice-prefeito, disse que ia fazer tudo que estava a alçada. Então nós eu confio na palavra do vice-prefeito então se ele disse que vai fazer tudo o que estiver ao alcance para manter a área eu vou acreditar nele, vou dar um voto de confiança. Porque quando aconteceu o debate aqui nós falamos que havia necessidade de investir em terrenos habitacionais. Eu, como o Amarante gosta de lembrar da Pedro Grendene eu gosto de lembrar do terreno de São Marcos lá que tá tomado em mato também; e que foi comprada a quase um milhão de reais e tá sem serventia, sem uso. Que poderia ser fragmentado feito uma chamada pública com aquele recurso e quem sabe destinado para sede dos apicultores, que faz um trabalho essencial para o coletivo. Mas tem muitas coisas que nos causam estranheza. Muitas coisas acontecem e quando se fala parece que é uma história, que tu criou uma fábula ou tu entra num paradoxo. Vamos lá, o ano passado, eu falei aqui mais de uma vez, eu deixei como tema de casa na escola do professor Juliano e reprovaram não passaram de ano. E eu lembro como se fosse hoje deu aquela chuvarada lá no Burati a água subiu por cima da ponte, pastor Albertinho o senhor é pedreiro construtor dali, a água subiu por cima da ponte. Aí para tirar aquela água de cima da ponte o que eles quebraram o canto da cabeceira. Em vez de esperar e bloquear a rua de acesso pela segurança dos moradores, esperar a água seguir seu curso, não; eles quebraram e a água se juntou a outro monte que havia subido. E até agora eles não arrumaram, não arrumar a ponte. Então é assim não constrói não arruma a ponte, não arruma o calçamento lá, não corto o mato; as coisas estão feias. E a gente precisa desse retorno tem coisas que estão acontecendo que bom, mas a gente quer essas questões básicas. Inclusive eu solicitei aqui na semana passada através de um pedido de providência mais areia para a praça do Nova Vicenza e a resposta foi o seguinte vereador Roque: que vai se conseguida areia, mas não tem gente para espalhar e eles pediram se os moradores podem eles espalhar a areia lá na praça. Mas Jesus amado está faltando servidor da prefeitura. O que que tá acontecendo. E tem mais coisa que vai vir nos próximos dias que a gente tem recebido de vários setores/vários segmentos por quê? A praça é pública, tem servidor lá, que se programe; vão lá botam dois ou três operários, enfim, terceirizados que tem uns quantos. A gente está aguardando também um pedido informações da ECOFAR. Mas o que se sabe da gestão passada para essa aqui aumentou cerca de 20 a 25 funcionários a mais, ou seja, é mais funcionário mais custo e menos trabalho exercido/executado. Então essas coisas elas nos causam estranheza e preocupação. O que que tá acontecendo. Hoje também recebi mais um contato Cenci sabe do que estou falando, Rua Leoncio Prestes – bairro Santa Catarina. Vereador Marcelo Broilo, que sempre foi parceiro aqui na luta, tu acredita que nem a patrola; tem criança que nem conhece a patrola, se aparecer lá vai dizer que bicho, sai. Porque a gente pediu a patrola e não foi; mas tá quebrada, tá com falta de diesel, está intransitável? Está intransitável. Estão tolhendo o direito de ir e vir das pessoas. Tem que comprar. nós vamos fazer o quê? Começar a comprar cavalo e essas coisas; fazer meu cavalo meinha vida para trafegar em algumas ruas porque não conseguiram passar a máquina. A gente cansa disso. Moradora me chamou eu disse ‘não, eu fiz o pedido e fiz a cobrança’. Agora o próximo passo vou pegar em um carrinho, uma pá, uma enxada, que nem aqueles servidores que estavam trabalhando, aqueles ‘sensa voia’ que me disseram que eu tinha que ir lá fazer. Olha garanto que melhor eu faço.  Isso que não é do meu feitio. Ovelha não é mato como dizem né. Não somos do mato, mas garanto que não faço aquelas porquices aquelas porcaria que fizeram. Então tem que arrumar para ontem também. Fica mais um tema para a semana que vem; vou corrigir e vou cobrar.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Juliano Baumgarten. E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. A palavra está com o vereador Maurício Bellaver.

VER. MAURÍCIO BELLAVER: Obrigado vereador presidente. Vereador Juliano, deixa aquele terreno lá em São Marcos né cara, foi adquirido lá pela comunidade lá que fizeram um loteamento aí tá caprichado, o terreno está limpo lá, tá caprichado. Só deixa aquele treino lá para comunidade que é um investimento bem grande para o futuro lá para nossa comunidade. Então lhe peço deixa lá. E sobre a Rua Domênico Fin o governo passado tinha o dinheiro e não fez o governo de agora no terceiro ano indo para o quarto vai fazer. O dinheiro ficou aí parado. se fosse no meu caso o dinheiro já tinha investido a tempo então, mas vai ser feito aí. Ainda bem que vão fazer o governo de agora então. Um aparte aí para o vereador.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Um aparte ao vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Eu deixo lá o terreno de São Marcos se tu me responder à pergunta de milhões. o que que vai ser feito lá naquele espaço? Porque é que nem aquela música do Zé Ramalho: “mistérios da meia-noite que voam longe que você nunca…” Então eu gostaria de saber. Mas que bom que tá acontecendo a obra, é importante tem que usar o dinheiro do contribuinte. Não dá para não, volto a dizer, não dá para brincar de Tio Patinhas e jogar dinheiro para cima né. Obrigado pelo aparte meu colega.

VER. MAURÍCIO BELLAVER: Sobre a obra vai ser uma obra do futuro aí, eu tô falando, e não precisa de milhões. E sobre milhões eu não entendo nada né eu só entendo de milhão de pé de milho só em reais aí. Obrigado pastor.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Maurício Bellaver E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Com a palavra o vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor presidente, colegas vereadores e a todos que aqui nos prestigiam. Na verdade a gente não pode ser omisso em algumas questões e continuarei no meu perfil de ser justo e procurar ser correto em todas as demandas e situações que chegam até nós. Na verdade a gente sabe sim que tem algumas carências e algumas necessidades que precisam ser vistas né e trabalhadas. Eu acho que esse é o nosso papel. E o nosso papel também é quando constatar alguma situação anormal em si não só e não tô dizendo que é o caso, mas não explanar aqui na Câmara de Vereadores, mas sim cobrar né dos órgãos responsáveis e do principalmente dos departamentos responsáveis. Eu acho que esse é o nosso papel. E aproveito também para me somar as cobranças e reivindicações que foram apresentados aqui para levar para o governo, não sou o líder de governo em si, mas me coloco à disposição se assim os vereadores entenderem. Nós sabemos né e quero fugir um pouquinho do tema, mas estamos no mês de março um mês dedicado às mulheres e parabéns vereadora Clarice pela sua explanação, e também quero usar esse tema em si por ter estado à frente da pasta aonde também no guarda-chuva está a coordenadoria da mulher. E é um trabalho bastante importante e bastante significativo que são realizados através de várias vários entes da administração pública, voluntários, e sem dúvida nenhuma o tema mulher o tema que a senhora trouxe né principalmente citando as leis eu acho que, e a senhora fez uma bela colocação, existem inúmeras leis; existem inúmeras propostas, mas o papel. eu acho que falta mais ações e além de ações, não as ações de conscientização que são feitas diariamente por todas as mulheres, por todos os entes né, mas falta a lei ser cumprida principalmente a lei do agressor, a lei de quem agride a mulher. E quando se fala em mulher agredida a gente pensa que são apenas homens, mas existem muitas formas de agressões que as mulheres sofrem diariamente. Então só para contribuir e parabéns pelo tema que a senhora traz, a coordenadoria da mulher aqui do nosso município na minha avaliação ela se sobressai não desmerecendo nenhuma outra da região ou do Estado ou do país, mas ela faz um trabalho diferenciado, um trabalho que sem dúvida nenhuma ela engrandece e fortalece a mulher farroupilhense. Certamente na quarta-feira me farei presente até para prestigiar em si porque esse é o nosso trabalho também; colocar, criticar, propor, mas também participar. Obrigado senhor presidente.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Jorge Cenci. E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Espaço de liderança ao vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Senhor presidente, eu vi que na no dia de amanhã nós vamos ter aqui na Câmara de Vereadores a presença do presidente do Sindigêneros para debater um tema que eu levantei inclusive na sessão passada que é um decreto do governador do estado senhor Eduardo Leite e do vice-governador Gabriel de Souza que trata da perda de isenção de impostos para alguns produtos especialmente da cesta básica. Isso é bastante complicado porque vai impactar diretamente no consumidor, primeiro lugar, né mas também aqui na nossa região como não temos muita produção de frutas vai impactar também diretamente na agricultura vereador Maurício; isso vai impactar lá no agricultor também. Esse decreto foi criado aí no final do ano passado para começar a viger a partir de 1º de abril; é meio estranho né no dia 1º de abril, mas é no dia 1º de abril. Inicialmente aqui, por exemplo, perderá isenção ovos, flores naturais, frutas, verduras e hortaliças, leites pasteurizados do tipo ‘a’, ‘b’ e ‘c’ e pão francês; mas chamo aqui atenção para frutas, verduras e hortaliças que isso aqui vai diretamente impactar também na produção na competitividade por quê? Se você for analisar hoje nós vendemos para vários Estados, o nosso produtor rural ele não planta aqui para consumo na Serra e não só no Rio Grande do Sul. Ele planta para vender para Santa Catarina, para São Paulo, para o Paraná, para outros Estados, para o Rio de Janeiro, enfim, e tendo a elevação ou perdendo a isenção e passando a ser cobrado o imposto que se planeja cobrar de 12% veja que nós vamos ter um impacto muito importante nisso; desde a elevação do preço nas gôndolas dos supermercados, mas também custo de produção do agricultor. Então esse assunto ele tem ficado meio escamoteado não tem se levantado tanto, mas eu creio que nós precisamos fazer esse debate aqui na Câmara de Vereadores. eu conversei com o deputado Elton Weber que está tratando desse tema também e há uma força dentro da Assembleia Legislativa de convencer o governador a retirar esses decretos, a não efetivar eles a partir de 1º de abril. Então eu creio que aqui como membro e presidente da frente parlamentar em defesa da agricultura a gente tem essa obrigação de levantar esse tema e a depender do que nós vamos tratar com o Sindigêneros a gente tem que abrir também esse debate para mais entidades, para mais pessoas, quem sabe sindicatos de agricultores também. E a gente buscar na Assembleia Legislativa, na comissão de agricultura, reforçar essa pauta de que não é viável nós termos agora nesse momento a retirada da isenção desses produtos que eles impactam diretamente na mesa do consumidor porque eles são produtos da cesta básica. Mas não é só esses produtos, eu citei esses aí né, mas tem produtos que vão passar de 7 para 12, tem produtos que vão ser elevados e são produtos da cesta básica. Então o cidadão que for ao supermercado vai ter elevação do preço destes produtos. Portanto eu faço esse registro. Estou ainda me assenhorando de mais informações e creio que amanhã a gente pode ter um bom bate-papo. Mas acho que a gente precisa sair da redoma aqui municipal a gente precisa tratar esse assunto também na Assembleia Legislativa, nas comissões representativas lá dentro, nós hoje estamos no dia 11 de março e a gente precisa avançar um pouco mais. porque eu acho que a nossa a posição aqui pode fazer uma diferença no produtor na cesta básica no preço do alimento que é tão importante. Porque ninguém vive sem alimento. Esses dias eu falei aqui que a agricultura é sagrada exatamente porque produz o alimento para o cidadão e que na vida uma das coisas mais importantes das necessidades fisiológica é a alimentação e quem produz o alimento são os agricultores. Obrigado.

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Obrigado vereador Roque Severgnini. E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Está encerrado o espaço de pequeno expediente. Espaço do presidente por até 5 minutos.

 

 

ESPAÇO DO PRESIDENTE

 

 

PRES. DAVI DE ALMEIDA: Eu quero agradecer a presença de todos que estão conosco ainda através das nossas redes sociais, quero agradecer aqui a imprensa. Também cumprimentar o Marcos Bartelle que esteve conosco, a família Molon, também agradecer a presença do Flávio da CRESOL que está conosco ainda, pastor Albertino, pastor Flávio, pastor Darzeli, Dario também e as demais pessoas que estiveram aqui conosco, ex-vereador Marcelo Broilo. E quero comunicar ao senhores vereadores que como frisou aqui o vereador Roque Severgnini quero ratificar que amanhã às 16h então nós teremos esta reunião com o Sindigêneros; então todos os vereadores estão convidados para que a gente possa ampliar essa discussão. Também convoca os vereadores para após a reunião a nossa sessão de amanhã termos uma reunião para tratar de assuntos aqui da casa legislativa. Encerrado o espaço do presidente. Encaminhamos a comissão de Orçamento, Finanças e Contas Públicas o parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul referente à tomada de contas do executivo municipal – exercício 2017. Nada mais a ser tratado nesta noite declaro encerrados os trabalhos desta sessão ordinária. Obrigado e uma boa noite a todos.

 

 

 

Davi André de Almeida

Vereador Presidente

 

 

 

Felipe Maioli

Vereador 1º Secretário

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa e Apoio Administrativo.