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17/05/2022 15:01:00 - Farroupilha / RS
Acessibilidade

Ata 4175 – 07/03/2022

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sra. Eleonora Peters Broilo.

 

Às 18 horas a Senhora Presidente Vereadora Eleonora Peters Broilo assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Vereadores: Calebe Coelho, Clarice Baú, Cleonir Roque Severgnini, Davi André de Almeida, Eurides Sutilli, Felipe Maioli, Gilberto do Amarante, Juliano Luiz Baumgarten, Marcelo Cislaghi Broilo, Mauricio Bellaver, Sandro Trevisan, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Pinto Brunet e Tiago Diord Ilha.

 

PRES. ELEONORA BROILO: Senhores vereadores, ocupem os seus lugares para que possamos dar início aos trabalhos da presente sessão ordinária. Boa noite a todos. Dada à verificação do quórum, informo a presença de 15 vereadores nesta sessão do grande e pequeno expediente do dia 07/03/2022. Em aprovação as atas n º 4.169 de 07/02/2022 e nº 4.170 de 08/02/2022. Os senhores vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovadas por todos os senhores vereadores. Temos nesta noite a solicitação do uso da tribuna popular. Farão uso da tribuna pelo tempo de até 10 minutos as senhoras Danieli Mützenberg e Andressa Conterno Dal Magro tendo em pauta a biblioteca pública. Podem fazer uso da tribuna, senhoras.

SRA. DANIELI MÜTZENBERG: Boa noite a todos. Meu nome é Danieli Mützenberg, farroupilhense, nutricionista, e, especialmente, escritora há 10 anos, membro da 5º cadeira da Academia de Letras Machado de Assis de Porto Alegre, e voluntária no grupo de jovens Conectando Mentes da Biblioteca Pública Olavo Bilac desde 2018. Conheci a Biblioteca em 2013 quando participei de uma Oficina de Escrita. Foi ali que aprendi a ser escritora e que conheci a Academia de Letras da qual vim a fazer parte. Venho, por meio desta tribuna, manifestar minha preocupação extrema quanto à mudança do endereço da biblioteca para a sala da antiga biblioteca do SESI, perto da prefeitura. Tal manifestação de minha parte se deve ao local ser inapropriadamente pequeno para acomodar todos os bens, o acervo de livros e, não menos importante, para o desenvolvimento de todas as atividades para os cidadãos, especialmente jovens e crianças.  Hoje a biblioteca ela conta com um acervo de mais de 21 mil livros. E surge uma pergunta: quantos caberiam nesse novo espaço que é 1/3 da área atual e que destino teriam os livros que não coubessem? E para conhecimento, a gente tem 50 escritores farroupilhenses com as suas obras hoje na biblioteca, a maioria são edições únicas, que, uma vez perdidas, não serão mais encontradas por conta da baixa tiragem. Além disso, o acervo conta com milhares de exemplares sobre a imigração italiana e região, acervo histórico com raridades da criação da biblioteca, livros em língua italiana, os quais são consultados por diversos historiadores do Rio Grande do Sul; só no ano de 2019 centenas de pesquisadores fizeram consultas nessas áreas de conhecimento. Lembrando que a nossa biblioteca é referência em história local e a única que tem acervo de jornais locais desde 1983 que era uma época antes da internet. Também questiono se esse novo espaço comportaria a estação digital, que hoje permite acesso gratuito à internet, disponível para os cidadãos farroupilhenses no seu dia a dia para, entre outras tarefas, digitação de currículos, realização de trabalhos escolares, acadêmicos e de caráter profissional. Em 2019, foram mais de 500 pessoas que os utilizaram esse serviço; ele é um acesso público né e gratuito para todo mundo. Ainda questiono a existência de espaço para o público infantil, ele é um espaço que escolas e pais levam suas crianças para ter o primeiro contato com a literatura. Em 2019, centenas utilizaram esse espaço para conhecer, ler e ouvir contação de histórias. Além disso, questiono se o espaço ele vai ter espaço para leitura no local se haverá acessibilidade para aqueles que necessitam, pessoas com mobilidade reduzida ou cadeirantes, e ainda questiono se haverá um lugar adequado para os funcionários atuarem. Antes da pandemia, milhares de pessoas passaram seu tempo lendo no local. Nesse espaço, a princípio a gente vê apenas um depósito de livros né. Com um espaço diminuto não haveria como aumentar o acervo, muito menos prestar todos esses serviços que acabo de citar. Antes, quero lembrar que uma biblioteca pública deve conter livros de diversas áreas do conhecimento, além de história, literatura internacional e nacional. Antes da pandemia, houve uma circulação de mais de oito mil livros em empréstimos. Saibam que a Biblioteca Pública Olavo Bilac já recebeu o prêmio Biblioteca Inovadora da ONG Recode, da Fundação Bill e Melinda Gates, referência nacional em leitura e inovação, por oferecer atividades inovadoras na comunidade. Na época foram realizadas pesquisas com a comunidade, oficinas de escrita criativa, contos e poesias. Ao longo dos anos, promoveu também oficinas de crônicas, rodas de conversa com diversos escritores, comportou clubes de leitura, apresentações musicais, oficinas musicais com a APAE, oficinas de arte, oficinas ministradas pela AFADEV sobre acessibilidade, apresentações culturais para diversas escolas e tantos outros movimentos culturais a favor da literatura. Destaco o protagonismo da biblioteca e dos jovens voluntários na construção do aplicativo de trânsito ByBus, realizado em parceria com a Empresa Bento Transportes, o IFRS Campus Farroupilha e a Caravan Studios, da Califórnia. Não questiono mudar a biblioteca de um local para outro, mas sim se há interesse da comunidade que esse novo espaço seja adequado às necessidades e consiga suportar todas as atividades hoje ofertadas aos farroupilhenses, fruto de um esforço conjunto de anos do Poder Público, dos funcionários, do comitê jovem e de toda comunidade engajada com a cultura e literatura. É, inclusive, nosso interesse que a biblioteca consiga ainda um espaço ainda maior do que o atual. Peço, encarecidamente, que ouçam minhas palavras e preservem conosco esse espaço de acolhimento e conhecimento valioso para a comunidade farroupilhense. Convido a todos inclusive para irem na biblioteca e conhecer os nossos futuros eventos se assim a gente tiver espaço para isso.  Agradeço a presença e atenção de todos.

SRA. ANDRESSA CONTERNO DAL MAGRO: Boa noite! Então eu para continuar demonstrando a importância da Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac, eu vou relatar um pouco da relevância que ela teve e ainda tem na minha vida e depois vou apresentar alguns outros relatos. Bom, quando eu era criança a minha mãe levou eu e os meus dois irmãos para fazer a carteirinha da biblioteca e assim nós começamos a retirar livros de forma regular. Eu me sentia e ainda me sinto em paz dentro da biblioteca! Anos depois, eu participei das oficinas que o Comitê Conectando Mentes em conjunto com a biblioteca proporcionaram para a comunidade. Todas estas atividades e serviços desempenhados pela biblioteca contribuíram para eu ser quem eu sou hoje, inclusive contribuiu para eu entrar na faculdade. Eu posso afirmar que há muitas outras pessoas e associações que tiveram as suas vidas tocadas pelos livros da biblioteca pública e pelas atividades desenvolvidas pela mesma. Como, por exemplo, a AFADEV; lembrando que todos os nomes que eu vou citar aqui sejam de pessoas ou associações eles me permitiram fazê-lo. Bom, a AFADEV através de alguns de seus membros relataram que essa associação participou de uma palestra com um escritor, o que foi muito legal, pois eles puderem interagir com o palestrante e com as demais pessoas que prestigiaram o evento. Eles relataram ainda que a biblioteca é um lugar onde as pessoas podem adquirir conhecimento e se inspirar. Eles relatam a importância da biblioteca para com a educação no município, pois os alunos e professores podem consultar materiais de forma gratuita na mesma. Além disso, eles relatam que a biblioteca possui um espaço muito acolhedor. Já o integrante da AFADEV, Cleiton Danelon, relata que a importância de uma biblioteca pública municipal é por que ela permite o acesso à leitura e por isso ela deveria se encontrar em um espaço de fácil acesso e amplo para que assim possa ser utilizado por diversas pessoas, em diversos horários. O Cleiton Luís Giehl relata que a biblioteca é importante para o meio econômico, pois existem pessoas que não possuem condições de comprar livros e afins. Já a Patrícia Thomasini afirma que a biblioteca é um espaço mágico, onde magias infantis, juvenis e adultas acontecem; ela relata ainda que o espaço deve ser amplo, porque é muito importante despertar a interação das pessoas, a gente sabe o quanto foi difícil ficar isolado em casa durante a pandemia, bem como a curiosidade e o lazer. É um lugar aonde ninguém vai se sentir sozinho. Um lugar onde você pode ter a oportunidade de navegar nos contos de Machado de Assis, sentir-se acolhido com as histórias de Monteiro Lobato, chorar muito com os dramas de William Shakespeare, e, ainda se questionar sobre os mistérios de Dom Casmurro. O Pedro Henrique relata a importância do comitê da biblioteca para sua vida, ele diz que o comitê aumentou o seu engajamento bem como proporcionou diversos aprendizados que lhe serão úteis tanto de uma forma pessoal, quanto profissional. Além disso, os eventos promovidos pela biblioteca e pelo comitê fizeram com que ele consumisse muito mais trabalhos literários de autores da região, como as obras produzidas pelo Pedro Guerra, escritor que já participou de diversas atividades da biblioteca e que também deixou seu relato. Ele afirma que a biblioteca sempre foi um espaço de acolhimento e descobertas, um lugar incrível e necessário tanto para o leitor quanto para os escritores. A escritora Júlia de Rossi relata que na biblioteca podemos conhecer mais de nós mesmos, do nosso lugar, da nossa cultura e de tudo o que existe ao nosso redor; tudo isso que muitas vezes nós mesmos não vemos. A historiadora Carla Peroni lamenta o descaso com a biblioteca e afirma que quando finalmente entendermos o quanto a memória coletiva é importante talvez seja tarde demais se nada for feito agora. A partir de todos estes relatos eu proponho as seguintes indagações com o objetivo de refletirmos juntos: vocês têm conhecimento da importância que esta biblioteca tem para os jovens? Quanto vale essa história? Muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Agradecemos às senhoras Daniele e Andressa pela explanação. Muito obrigado. Podem ocupar seus lugares. (INAUDÍVEL) Qual é o artigo, por favor? Foi apenas um esquecimento da administração, por favor, seja mais educado. A palavra está à disposição dos senhores vereadores. Com a palavra o vereador Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Presidenta não é não é uma questão de ser educado…

PRES. ELEONORA BROILO: O senhor tem que falar nos seus 3 minutos sobre isso…

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Eu posso lhe questionar a senhora não seguiu o regimento, posso sim questionar a senhora com certeza quando não segue o regimento eu posso questionar.

PRES. ELEONORA BROILO: Por favor, fale nos seus 3 minutos.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Quero agradecer aqui então a presença das jovens, dos jovens que vieram fazer a sua manifestação em relação à biblioteca pública. Então o comitê jovem conectando mentes, conectando mentes, a Danieli Mützenberg e Andressa Conterno Dal Magro que vieram aqui sim tratar de um assunto de educação que é a bandeira do PDT que sempre traz isso consigo. E quero dizer, Danieli, que é sim uma preocupação em relação a nossa biblioteca pública que ela era uma biblioteca toda já com sistema robotizado, com um sistema que vinha sim para atrair cada vez mais alunos/jovens/estudantes/adultos/cadeirantes e também pessoas que, de repente, passem por nossa cidade ou poderia espalhar a biblioteca por toda a cidade. Que educação eu acho que é o que muda o nosso país, a nossa linguagem, o nosso conhecimento, o nosso entendimento, a nossa aceitação, então tudo isso está na educação. E nós de repente buscando que até o vereador Juliano pediu, fez um pedido de informação sobre o assunto, da qual nós vamos receber e vamos sim discutir ampliar muito esse assunto e que provavelmente vocês serão convidadas também para estar aqui para gente continuar trabalhando esse assunto após hoje. Mas assunto que vocês trouxeram hoje aqui sim foi muito claro, muito esclarecedor e preocupante, porque muitas coisas; esclarecedor no seguinte de preocupação. E aí então nós vamos sim estar tratando desse assunto e vocês levantaram a bandeira da qual vamos estar conduzindo esta, e aprimorando, esse assunto e esta preocupação. Muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Em seguida passo a palavra ao vereador Juliano Baumgarten pelo espaço de 3 minutos.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhora Presidente, colegas vereadoras, vereadores, imprensa, cidadãos e cidadãs que se fazem presente nesta noite. Quero cumprimentar a Danieli e Andressa pela por levantar por vir a essa Casa tocar nesse assunto. Eu fiz um pedido de informações nº 01/22 até agora a gente não obteve o retorno, está no prazo regimental, mas para mim poder discorrer e abordar com mais clareza e com um documento oficial vindo né. Então eu fiz diversas das questões que vocês apresentaram e me foi passado, eu fui visitar a biblioteca, conversei com algumas pessoas; é preocupante a situação de fato, diga-se de passagem, é um lugar importante da cidade faz parte, pois a nossa biblioteca ela tem 80 anos. Já se passou de 80 anos e ao longo dos anos muitas coisas evoluíram. Nós tínhamos um espaço que não dava mais, foi passado para outra um pouco maior e se a gente fala em educação, fala em cultura, a gente tem que sempre projetar/pensar algo a mais. Então nós deveríamos ter mais espaços com incentivo com fomento da leitura levando cultura onde que não alcança, não chega, e a porta de entrada uma delas é a leitura e a gente sabe que a leitura transforma, seja no dia a dia na nossa fala, nas nossas interpretações, seja no conhecimento, seja como lidar com o contexto. Eu quando estive como subsecretário da educação, diretor-geral, nós começamos o processo do retorno da biblioteca, das atividades, por conta do período pandêmico que havia sido parado. Então eu quero cumprimentar, quero dizer que estamos à disposição, vou fazer uma fala após vir o documento oficial, após termos registros da prefeitura, a parte que toca, para saber se fecha tudo essas questões que vocês passaram e que também chegou a mim, para aí sim a gente sim a gente fazer cobranças. Porque se fecha com tudo isso a troca do local e a troca do local onde tem um acervo gigantesco para um espaço menor é preocupante; inclusive conversando com uma das pessoas, a informação que chegou até mim é que o projeto para a nova biblioteca nem sequer a responsável técnica, arquiteta/arquiteto não sei quem foi, foi até a biblioteca olhar/fazer a medição/conferir. Foi feita olhando por algumas fotos. Então se isso confere é preocupante por que o que vai ser feito com esse acerto? Tem a história da memória, tem a história da literatura farroupilhense, tem uma parte da história que embaseia [sic] que faz com que nos conhecemos, com o que… Tem aquilo que o colega Vereador Tiago sempre fala: como é que a gente vai saber para onde vai se a gente não sabe de onde que a gente veio. Então importante sim se preservar esse espaço; cumprimento mais uma vez, e assim que vier o pedido de informações me manifestarei com mais afinco nessa questão. Obrigado, senhora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo agora a palavra ao vereador Felipe.

VER. FELIPE MAIOLI: Boa noite a todos, colegas vereadores, presidente Eleonora. Esse assunto é extremamente importante sim quero também parabenizar a Danieli e Andressa pelo tema, acho que todos nós temos que nos sensibilizar e buscar informações sim que a leitura é extremamente importante. Eu como professor também quero me solidarizar e defender esta causa. Mas ao mesmo tempo eu gostaria de deixar uma questão em aberto a todos que estão aqui nos assistindo que muito se fala em educação né, eu acho que nós acabamos de ter um exemplo de má educação do nobre colega vereador para com a presidente doutora Eleonora. Nas salas de aula a gente costuma respeitar a hierarquia.

PRES. ELEONORA BROILO: Esse pingue-pongue não dá. Bom, por favor, aguarde seu lugar de falar, a sua vez.

VER. FELIPE MAIOLI: Bom, o resumo da minha fala a educação ela tem que ser vista como respeito. Na escola a gente respeita os professores, respeita as direções; hoje nós somos vereadores, temos uma presidente, que temos que respeitá-la. Então quero só passar essa mensagem que a educação é importante sim em todos os segmentos da sociedade. Muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: De imediato, passo a palavra ao vereador doutor Thiago Pintos Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite, senhora presidente; boa noite, demais colegas vereadores. Gostaria de parabenizar pela coragem, pela forma como exporam [sic] suas ideias a Danieli Mützenberg e Andressa Dal Magro. Eu acho que esse parlamento se sensibiliza quando a gente enxerga pessoas jovens vinculados a um comitê buscando informação, buscando preservar a nossa história, buscando fazer com que a nossa biblioteca pública se expanda, melhore, faça aquilo que nós devemos fazer e trazer mais acolhimento para aquele local e não diminuir. Então, nós como somos um partido que sempre priorizamos a educação, nós estamos do lado de vocês tá, a gente vai encaminhar para o executivo municipal, nosso prefeito Fabiano Feltrin, que tenho certeza que tem essa sensibilidade, pois tem uma literatura grande lá da dona Marlene Feltrin, sua mãe, que também faz parte dessa história; tem uma literatura forte da senhora Dolores Maggioni que também faz parte dessa história. E isso é o que a gente, como parlamentares desse município, deve preservar, a nossa história e acima de tudo fazer com que essa geração aqui, essas meninas são escritoras, gente, essas meninas escrevem livros, elas precisam que a gente estimule elas, elas precisam que a gente dê condições para que elas se sintam entusiasmadas em continuar nessa carreira brilhante que é escrever. Escrever transforma, escrever faz com que a gente entre num mundo de magia que, sem dúvida nenhuma, só beneficia a pessoa que lê, a sua família e a sua cidade. Parabéns pela atitude de vocês e, sem dúvida nenhuma, no que precisar deste vereador terão todo o apoio. Muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo a palavra ao vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Quero parabenizar a Danieli e a Andressa e em nome delas parabenizar todos os leitores e os apreciadores e os que defendem a biblioteca pública. Por que nós temos hoje um país que 70% da sua população são analfabetos funcionais, dos que leem, ainda que mal, 80% deles leram por que tiveram acesso à biblioteca. Nesse país não se tem cultura e nem dinheiro para comprar livro. É só nós olharmos qual é a política de incentivo à cultura desse país se nós temos um cara que está lá no ministério da cultura que atende as pessoas com uma arma na cinta. Então isso não é o tipo de cultura que nós queremos para o nosso povo brasileiro. Nós queremos que a maior arma seja o livro, seja o acesso à leitura e a biblioteca é importantíssimo para isso. Há um outro dado também que 90% das bibliotecas estão defasadas em seus acervo e também lamentavelmente existe hoje uma política geral, não tô falando do município, uma política geral que é meio que assim a biblioteca vai em qualquer cantinho e também qualquer pessoa pode ser atendente lá na biblioteca não necessariamente tem que ser um bibliotecário ou a bibliotecária, mas, enfim, vai uma pessoa lá atender do jeito que dá e o acervo fica instalada, a biblioteca, aonde tiver um cantinho sobrando. Então eu acho que esse tipo de situação a gente precisa e mudar e precisamos fazer sim esse questionamento se está sendo muito transferido de local a biblioteca não vamos aqui fazer um juízo que vai ser pior, ou melhor, ou igual, a gente espera que seja melhor e eu acho que essa manifestação de vocês é que é importante, porque ela faz eco há muitas outras pessoas que também pensam assim. E aqui na Câmara de Vereadores, foi levantado pelo vereador Juliano, já alguns dias atrás tem um pedido de informação que ele formulou e deve estar vindo a resposta do poder executivo e à medida que recebermos essa resposta também poderemos ter uma avaliação um pouco mais aprimorada com relação a isso. Eu não acredito que a prefeitura municipal vai jogar num canto a história da cidade, porque a biblioteca faz parte da história da cidade. Se a biblioteca tem 80 anos e se as pessoas buscam ali um espaço, uma fonte de leitura, nós temos que aprimorar cada vez mais esse espaço; então eu rogo e torço que ele venha para ser melhor. É isso e muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo a palavra à vereadora doutora Clarice Baú.

VER. CLARICE BAÚ: Boa noite, presidente; boa noite, colegas vereadores, as pessoas que aqui nos acompanham, aquelas que estão em seus lares, a imprensa e os funcionários da Casa. Penso que é evidente a situação e a aflição né e esses questionamentos que foram feitos parabenizando já a vinda das meninas, mas por certo eu aqui quero ratificar as palavras do doutor Thiago Brunet e por certo a administração vai tomar todos os cuidados para que todo esse acervo literário que lá está não se perca. Nenhum gestor, nenhum administrador poderá se quer pensar e imaginar que possa dispor de um acervo tão riquíssimo que temos aqui em Farroupilha e deixar de lado. Nós temos muitos instrumentos tecnológicos hoje que mesmo que o espaço onde vai ser alocado esse acervo for menor, vai ter uma logística, com certeza, para abrigar todo esse acervo; porque é a nossa história né e a nossa história a gente tem que preservar. Então acalmem o coração, porque nós temos gestores muito competentes que por certo vão avaliar, vão responder esses questionamentos todos e nós vereadores aqui nosso dever sim é discutir né e também ficar vigilantes nessa questão. Contem sempre conosco. Obrigado, presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo a palavra ao vereador Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhora presidente, colegas vereadores e vereadoras, em especial aqui a Danieli e a Andressa. Eu acredito que a biblioteca pública deveria ser ampliada, não reduzida né. Nós precisaríamos uma agenda propositiva que viesse aqui hoje ou a qualquer momento e dizer para a comunidade: ‘estamos ampliando a biblioteca, não reduzindo-a’. Não faz o menor sentido no momento que nós precisamos cativar que a leitura possa ser um hábito e vou muito mais além do que a leitura, a biblioteca também tem trabalhos paralelos à questão somente da questão do hábito de ir lá, retirar um livro e ler. E ainda acredito que há um ‘gap’ gigantesco de programas que podem ser introduzidos na própria biblioteca pública. Eu fazia parte do governo anterior e fui contra a retirada da biblioteca do lugar que estava para o lugar que foi colocada por que eu achava que ali ela era a identidade dela, e foi convencido pela prerrogativa e a justificativa na época que o prédio precisava ter, passar por reformas. e o que aconteceu? Foi uma outra secretaria para lá e até agora continua ali no mesmo lugar, do mesmo jeito o prédio, da mesma forma com muito pouco que foi feito. Então eu acredito que nós precisamos sim que a biblioteca pública seja ampliada e não reduzida. Nós vamos estar de olhos atentos na condição de vereador, contem conosco, esse é o nosso papel a nossa prerrogativa aqui e sim se somamos aqui a fala da vereadora Clarice, do doutor Tiago, que a gente espere o bom senso do governo municipal para que essa situação não cause um prejuízo né para essa parte cultural tão importante, porque a nossa voz se somará certamente se isso acontecer. Se vocês perceberem que há sim uma redução, um desprestígio ou um desinteresse do poder público, chamem esse vereador que nós vamos estar brigando ao lado de vocês. Por que não faz o menor sentido a nossa cidade e o Juliano lembrava aqui uma coisa que eu sempre falo aqui na Câmara Municipal né que só sabe para onde vai quem sabe de onde veio. Então nós precisamos preservar nossa história. Então essa é a característica e a posição do vereador Tiago Ilha sim, nós vamos estar atentos até, depois nós vamos trocar aqui contatos para que vocês possam nos informar nos manter informados e vamos ser soldados para que isso não venha a acontecer. Inclusive sou autor de uma lei municipal chamada leitura solidária que já funciona aqui na nossa cidade algum tempo que vai ao inverso disso né, buscar que a comunidade faça a doação de livros que ela não utiliza para que outras pessoas possam retirar e fazer uso. Então nós precisamos é ampliar programas ao contrário de redução, de ampliar, porque a leitura é a base da formação de pessoa como caráter e, como Vereador Roque falou, como único futuro desse país. Muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo a palavra ao vereador Marcelo Broilo.

VER. MARCELO BROILO: Obrigado, senhora presidente. Boa noite nobres colegas, pessoas que nos assistem presencialmente, pessoal de casa, sempre nos orgulha muito. Bom, em relação a esse assunto tão importante agradeço Danieli/Andressa tem dois ‘z’ no nome né pela brilhante explanação. E me solidarizar também com o que a doutora Clarice falou em relação ao que o nosso executivo pensa em termos também priorizar essa situação que é a nossa história. E eu quero fazer um relato até eu gosto muito de ler, eu sempre, eu comentei muito com as minhas filhas, eu tenho muito livro em casa, eu sou do tempo e vou dizer agora da enciclopédia Barsa e eu tenho ela ainda, e na verdade até privilegiado eu fui, porque meu pai teve condições de comprar não era nada barato aquela enciclopédia. Então eu gosto de livro e tenha certeza que faremos todo o empenho nessa questão da nossa história, a questão de resgate e digo mais também a questão do turismo no momento que tu leve esse conhecimento, essa nossa história para mais pessoas, mais cidades. Eu quero realmente me somar a isso e dizer também em relação à feira do livro que há muito tempo não é mais feita isso vai ser fomentado também. Então realmente olha a prioridade nessa questão. Então fica o registro. Obrigado de novo e contem conosco.

PRES. ELEONORA BROILO: Bem, eu gostaria de convidar o vereador Sutilli para que assuma o lugar de presidente para que eu possa falar como vereadora. Obrigado, vereador.

1º VICE-PRES. EURIDES SUTILLI: O espaço está com a doutora Eleonora, vereadora.

VER. ELEONORA BROILO: Obrigado, presidente Sutilli. Bom, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer as senhoras Danieli e Andressa por terem vindo aqui terem a coragem de vir colocar as suas angústias aqui. Mas eu gostaria de dizer algumas coisas o primeiro: vereador Marcelo, eu também tinha a Barsa até há pouco tempo, não a tenho mais, porque eu a doei, eu doei para uma escola, uma escola municipal; eu a doei por isso que eu não tenho mais. Mas assim como disse o vereador Marcelo, em casa nós temos o hábito da leitura e meu filho também desde pequenininho tinha o hábito da leitura. A leitura, o acervo literário de uma cidade como Farroupilha é muito rico, abriga uma história cultural fantástico. Então assim, com certeza, eu vi todas as explanações ninguém está falando em reduzir a nossa biblioteca, ninguém está falando nisso, inclusive a biblioteca já foi reduzida. Se nós pensarmos, ela foi retirada da sua casa pontual que era a casa onde ela tinha o espaço necessário, porque tinham que fazer algumas reformas. Mas eu entendi naquela época que ela voltaria para aquela casa só que isso nunca aconteceu. Então na realidade, a redução da biblioteca foi ali, eu não acredito que tenha outra redução agora. Agora eu acho que existe uma acomodação sim da casa da biblioteca né, mas não que haja redução. Nenhum gestor fará isso. Eu só vim aqui para dizer isso que eu sei de dentro de mim de tudo que eu conheço dessa gestão que isso não vai acontecer e além do mais será fomentado outras coisas para melhorar a parte literária da nossa cidade. Obrigado.

1º VICE-PRES. EURIDES SUTILLI: Convido a doutora Eleonora para assumir seu posto de presidente dessa Casa.

PRES. ELEONORA BROILO: Obrigado, vereador Sutilli. E passo a palavra vereador Tadeu.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhora presidente, Andressa e também a Danieli. Eu quero parabenizar a vocês duas. Vejam o quê já veio à tona, a preocupação de vocês que vocês tiveram a coragem de vir aqui e fazer alguns apontamentos que só valorizam cada vez mais a nossa biblioteca. Eu imagino uma casa, nós construímos a primeira casa que nós queremos morar e o conselho seria: venda para quem não é simpático a tua pessoa; construa uma segunda e tente corrigir erros da primeira e aí na terceira casa; são ditados populares aos quais a gente se reporta neste momento. Imaginem vocês a responsabilidade do nosso governo em reformar. Eu estou imaginando que nós tenhamos um espaço bem mais abrangente e que nós tenhamos, quem sabe, surpreendente aos nossos olhos algo que a gente não imagina. Por que o tempo faz com que a gente vá superando e se superando também. Então eu desejo sucesso a vocês pela coragem de vocês e principalmente sucesso aos executores da nova biblioteca, que eles sejam muito felizes para pode tirar qualquer dúvida que esteja em vocês, mas que seja uma surpresa muito agradável. Farroupilha ganha com isso, a cultura ganha com isso, fará com certeza absoluta mais pessoas inteligentes. Parabéns a vocês. Muito obrigado, senhora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Obrigado, vereador Tadeu. Mais algum vereador quiser fazer uso da palavra? O vereador Sandro gostaria então de fazer uso.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado e boa noite, senhora presidente, senhores vereadores, Andressa e Danieli aqui presente pela explanação parabéns, público presente da casa. Eu tenho o meu filho de noite que antes de dormir ele pede: “lê historinhas, papai, lê historinhas”; daí ele busca um dois três quatro cinco seis e se tu deixar ele vem com tudo que tem para poder fazer a leitura. Ontem mesmo nós estávamos em Caxias, o presente que ele escolheu e que a gente deu, foram livros de historinha. Se tu não lê uma historinha de noite uma pelo menos que seja de noite antes dele dormir ele fica quase louco, e não só ler eu invento e peço para que ele invente junto comigo as historinhas; normalmente historinhas bacanas, engraçadas, agradáveis. Então assim eu seria extremamente contraditório a gente não levar em consideração esse pedido feito, não ficar prestando atenção no que vai acontecer junto com o executivo, pois acredito que de forma alguma vai deixar esse assunto a ‘Deus dará’ vai amontar esses livros num canto. Mas tem uma coisa que me estranha o PDT teoricamente que é da educação e eu fui pessoalmente falar com o Claiton um tempo atrás, porque não existia mais a feira do livro em Farroupilha e agora posso estar falando uma coisa que é algo uma suposição minha eu não sei se tem suporte legal, não tem lei, que, do município, que obrigue a ser feita a feira do livro. Então no campo da suposição agora tá desculpem se eu estiver enganado. Então, sim, a gente vai estar olhando essa questão de maneira mais acolhedora possível para que isso de um desfecho da maneira que se deve dar, com todo o respeito, toda a educação, vendo necessidade sim que nós tenhamos um lugar aconchegante/atualizado/interessante e que trate da nossa história no mínimo com imenso respeito. Obrigado, senhora presidente, era isso.

PRES. ELEONORA BROILO: Mais algum vereador gostaria de fazer o uso da palavra? Se mais nenhum vereador então gostaria de fazer uso da palavra gostaria de agradecer novamente as senhoras Danieli e Andressa pela explanação muito boa que vocês fizeram. E gostaria de passar de imediato a vereadora doutora Clarice Baú, 1ª secretária desta Casa, para que proceda à leitura do expediente da secretaria.

 

 

EXPEDIENTE

 

1ª SEC. CLARICE BAÚ: Boa noite a todos. Então o expediente de hoje do dia 07/03/2022 nós temos o Ofício nº 008/2022 – SEGG; do Poder Executivo Municipal que solicita a apreciação dos seguintes Projetos de Lei: nº 11 de 25/02/2022 que autoriza a prorrogação de contratos por tempo determinado; temos também o nº 12 de 25/02/2022 que dispõe sobre a criação e extinção de órgãos e cargos na estrutura administrativa do poder executivo municipal, e dá outras providências. Assinado pelo prefeito Fabiano Feltrin e pelo secretário de gestão e governo doutor Rafael Portolan Colloda. Nós temos o Pedido de informação nº 18/2022 de autoria do vereador Roque Severgnini que solicita informações quanto à existência de estudo feito pelo governo municipal em relação à utilização de máquinas e veículos adquiridos. Pedido de informação nº 19/2022 de autoria do vereador Gilberto do Amarante que solicita informações relativas ao ensino fundamental e vagas no Município; Pedido de informação nº 20/2022 de autoria do vereador Gilberto do Amarante que requer informações relativas à Rodovia dos Romeiros e pista de caminhada até o Santuário de Caravaggio; Pedido de informação nº 21/2022 de autoria do vereador Gilberto do Amarante que solicita informações quanto ao terreno localizado próximo a Escola Antônio Minella e informações relativas à Escola Antônio Minella. Pedido de Providência de autoria do Vereador Gilberto do Amarante: nº 28 assunto – lombo faixa na Rua Domenico Fin, Bairro Nova Vicenza. Pedidos de providência de autoria do vereador Juliano Luiz Baumgarten: nº 18 assunto – troca de lâmpadas na Rua Dom Pedro II, bairro Pio X; nº 19 assunto – colocação de grade nas bocas de lobo do bairro América; nº 20 assunto – conserto da tela na quadra de areia do Parque dos Pinheiros; nº 21 assunto – Troca de parada em frente à escola José Fanton; nº 22 assunto – Troca de lâmpadas e nivelamento de via, Comunidade de Vila Jansen; nº 23/2022 assunto – revisão da iluminação do Burati; nº 24 assunto – Roçada na Rua São Jerônimo, Bairro Pio X; nº 25 assunto – melhorias na iluminação na entrada do Bairro Pio X; nº 26 assunto – Troca de lâmpadas na Rua Raineri Petrini, Bairro 1° de Maio; e nº 27 assunto – sinalização de trânsito entre as Ruas Raineri Petrini e Augusto Crippa. . Indicação nº 004/2022 – autor: Juliano Baumgarten/Bancada PSB; Assunto: alteração do Plano Diretor de Desenvolvimento Territorial Integrado do Município de Farroupilha – PDDTI. Era isso, presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Muito obrigado, 1ª secretária desta Casa. E agora passamos ao espaço destinado ao grande expediente.

 

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. ELEONORA BROILO: Convido Partido Liberal para que faça uso da tribuna; PL abre mão. Convido o Partido Socialista Brasileiro – PSB para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhora presidente, colegas vereadoras, vereadores, imprensa, todos os cidadãos que se fazem presentes aqui de forma presencial bem como virtual. Então para começar a minha manifestação, eu gostaria de solicitar a entrada, seguindo o rito, do projeto de resolução nº 04/2022. Também me retratar de um equívoco perante uma fala na última sessão sobre o Conselho Municipal de Juventude que aquilo que eu disse, se eu erro não tenho problema de consertar. Quando eu estive à frente do Conselho, quando eu organizei, nós buscávamos completar o quadro com pessoas jovens que assim que se extenua e faz, e o outro ponto que eu apresentei, eu vi ontem, ontem ou anteontem que saiu, semana passada, aliás, porque ontem não teve diário oficial, que saiu a própria questão da nomeação e fizeram uma eleição e colocaram jovens, enfim, representando os secundaristas. Eu tenho alguns assuntos que me trazem nessa noite, o primeiro que eu quero começar a falar sobre a questão da preocupação segurança/vidas. É notório e todos sabem, o Bairro Primeiro de Maio, as constantes reclamações principalmente ali na esquina da Malu Modas, a quantidade de acidentes que tem dado neste local é impressionante né, vereador Calebe, o senhor tem um trabalho junto ao trânsito, e o que a gente sabe disso. De novo tem que bater nesta tecla educação, educação, respeitar a sinalização, etc.. Mas enquanto a educação não vem, o que a gente tem que fazer? Lutar por medidas que amenizem o impacto que vai ser causado em um local. E ali então está no aguardo de um processo de semaforização, eu não tive mais retorno como é que tá aí, se já foi comprado, uma previsão de instalação, porque a comunidade tem cobrado. Inclusive sexta-feira pela manhã conversei com um vereador de Carlos Barbosa e depois se os senhores quiserem eu não reproduzo o áudio aqui, porque o regimento não permite reproduzir o áudio e contratou que ele esteve fazendo uma visita no bairro Primeiro de Maio num estabelecimento comercial e o proprietário do estabelecimento comercial lhe disse: “tu é de Barbosa, né, vereador?”. “Sim”. “Tenta tu mandar aqui para ver se tomam uma providência, uma ação, porque tá feia a coisa”. Então depois se alguém quiser ouvir o áudio, eu mostro o áudio. Então assim precisa ser feito algo urgentemente. E o último acidente que deu, foi foram dois em questão de minutos/horas foram coisas próximas e tem se pedido por quê? Por enquanto vamos ‘bater na madeira’, usar a expressão, nenhuma vida foi ceifada, mas há perigo, há perigo. Então já eu também tomei conhecimento disso no ano passado, a gestão passada deixou em compras um relatório que foi entregue um processo já orçado, enfim, e agora eu não sei que pés anda se foi licitado se foi contratado, mas eu quero fazer um pedido, por favor, administração, olhe. Ou se não é melhor alternativa a sinaleira que se faça outra coisa, porque infelizmente algo grave vai acontecer. Então eu tenho uma preocupação e muitas pessoas têm me contatado inclusive moradores de uma outra Rua do Bairro Primeiro de Maio me contataram na semana que passou era para ser um ou dois para falar comigo quando eu vi tinha umas 20 e poucas pessoas. E amanha vou trazer o tema a esta Casa também é a preocupação é o excesso de velocidade. De novo eu uso é educação, mas enquanto falta educação questões para mediar/segurar. Então por gentileza, Marcelo, tu que tem se comprometido conosco e tem tentado buscar/intermediar junto ao poder executivo traga respostas para nós, por favor, como que está essa questão antes que alguma vida se vá. O segundo ponto e eu quero aqui tecer críticas e eu fico extremamente indignado e revoltado é com a CORSAN, por quê? A CORSAN eu me manifestei no ano passado enquanto se discutia o processo de privatização da Companhia Riograndense de Saneamento eu me manifestei contrário inclusive fui proponente de uma audiência pública para ouvir as partes poucos poucas pessoas se fizeram presentes e o governo do estado não se fez presente. Era para estar o chefe o Artur Lemos não veio não mandou representante e só naquela ocasião esteve presente o sindicato dos funcionários que trabalham na CORSAN, o Sindiágua. Pois bem, estamos no dia 7 de março mediante um decreto municipal estamos num período de racionamento do uso da água, ou seja, controle, mas por que foi feito esse controle? A gente pode dizer ah, mas tu não está enxergando que não está chovendo, tu não está enxergando que não tem uma estiagem? Não, eu enxergo e compreendo e acho que é delicado, mas cadê a organização, cadê o planejamento, cadê a linha de trabalho da CORSAN. Todos os meses quando é para vir aqui no município arrecadar tributos pomposos, a CORSAN arrecada, mas na hora de prestar o serviço, nada. Eu sei que essa pauta o vereador colega Tiago Ilha trabalha há anos já isso aí e o prefeito Claiton tentou travar uma briga, uma briga difícil para chamar atenção da CORSAN. Mas, meus colegas, reparem: 2020 seca, o que foi feito? Nada. 2021 seca, o quê que foi feito? Nada. 2021 seca o quê que foi feito, 2022 perdão? Nada. Vai ter em 23/24 e nós vamos virar um deserto e nada vai ser feito. Será que não tem um competente, uma pessoa com uma capacidade técnica de fazer uma leitura de ver o que está acontecendo e tomar uma providência. Será que a gente vai ter que começar agora catar água de valeta? Será que a gente vai ter que começar pedir para mandarem caminhões pipas para cá para abastecer a represa? E não vão quando que vão botar a mão lá na Julieta? Estão esperando o quê? Estão esperando secar todo o Burati, faltar água e sempre tem uma desculpa. A solução sempre é difícil. Primeiro não tinha uma permuta do terreno agora tem; ah porque tinha um projeto de habitação. Não é as pessoas que poluem a água lá, é falta de vontade de fazer. Nem sempre o querer fazer se pode fazer, mas tem um fato ideal: vontade; tem que querer. E quando eu vejo o diretor que eu tenho um respeito enorme, falando “ah nós temos que fazer o uso consciente”. Tudo bem a gente tem que fazer o uso consciente, mas a CORSAN tem que fazer o seu papel, não está fazendo benfeitoria e não tá fazendo ação de graças. Ou alguma coisa está sendo feita de favorzinho pela CORSAN no município? Não. Então tá na hora de criar vergonha na cara, Companhia Riograndense de Saneamento. Chega de desculpas, chega. Tá na hora de estudo, projeto, planejamento e execução. Ou será que não consegue. E outra, não adianta convidar vir o responsável aqui na Casa para explanar sobre o problema da seca que pelo amor de Deus é só para perder tempo. Vim aqui mais um aqui para enrolar, falar, falar, falar, falar e não falar nada. Não precisa isso, a gente não precisa. Então eu quero aqui manifestar minha indignação perante essa temática da CORSAN. Outro ponto, também tivemos, enfim, no dia de ontem que foi um incêndio no Estofados Benjamim, infelizmente, praticamente se perdeu tudo; então a gente vê e se solidariza por que num momento aonde que tu tens seja uma casa seja um empreendimento o que for e ele é consumido pelas chamas, tu te solidariza, porque isso é trabalho de uma vida. E o que me preocupou muito foi com a questão da nossa capacidade do corpo de bombeiro. A capacidade dos materiais, das ferramentas de trabalho. Os bombeiros que lá estavam trabalharam incansavelmente e eu quero aqui parabenizar, parabenizar os bombeiros pelo trabalho que fizeram. Foram mais de 5 horas, tentativas intensas de apagar as chamas e por pouco não foi pior por pouco não incendiou a quadra inteira. Vereador Amarante estava lá o colega Marcelo Broilo também comentou que deu uma passada por lá. Eu sei que foi um guincho, um caminhãozinho para tentar dar suporte dar aporte, mas o quê que é preciso? É preciso lutar para ter equipamentos maiores. A informação que eu tive é que o caminhão do corpo de bombeiros, os que estavam lá, conseguia armazenar apenas 5.000 litros. Então é pouco, acabou os cinco, até encher os outros cinco… Nós precisamos achar uma forma de tentar colocar mais hidrantes, tentar achar mais formas de prevenção, doutora Clarice, por que assim a gente consegue coibir para quando o corpo de bombeiro chegar lá, ele conseguir de fato, numa tragédia, tentar amenizar o máximo possível; a gente sabe que nem sempre vai dar para ser feito isso, mas não e infelizmente aquela região se nós pegarmos os últimos cinco anos nós temos 3 incêndios. Primeiro aquela fábrica de embalagens lado dos argentinos, que me falha agora a memória o nome da empresa, depois a TECMAR que queimou tudo, destruiu, e por fim agora o Estofados Benjamim. Então nós precisamos olhar e tentar achar um mecanismo uma forma de tentar coibir ajudar a prevenir e acima de tudo controlar. Prevenção. E que o nosso corpo de bombeiro tenha ferramentas adequadas para poder fazer um trabalho melhor ainda, não que eles não fazem; fazem com muita raça com muita garra, mas só o recurso humano também não adianta. A gente está num momento tecnológico com ascendência onde que precisa tá equiparado e a Câmara no ano passado aprovou um caminhão que com certeza foi muito útil, mas a gente tem que ampliar. Enfim, passado esses outros tem o último assunto que eu quero falar um pouquinho sobre o governo Bolsonaro. Fazia tempo que eu não falava sobre o presidente da república acho que tem que falar, porque literalmente a gente falou tanto de livros literatura Peter Pan e a terra mágica. Literalmente o presidente se encaixaria em diversas fábulas, ele vive num mundo paralelo. Eu não sei o que acontece naquele cidadão. Eu nunca vi alguém fazer atos nas quais nem ele consegue compreender. Primeiro, agora tá tendo a guerra na Ucrânia e antes de eclodir a guerra ele foi para a Ucrânia, perdão, para a Rússia; o que ele foi fazer? Tentar tratar algum assunto do BRICS, puxar conversa com o Putin, o que ele foi tentar fazer? O que resultou? O que se resultou é que os seguidores destacaram e criaram ‘Fake News’ que ele havia contido o avanço russo, havia segurado a guerra. Eu acho que falhou. Mais uma vez mentira desse governo, mais uma vez. Hoje ele declarou uma fala que é um tanto quanto criminosa, é uma boa oportunidade em meio à guerra da Ucrânia para o Brasil explorar as terras indígenas. Peraí. Se hoje nós ocupamos esse território é que quando nós chegamos aqui não era os imigrantes italianos que estavam, eram os índios, eram os povos que lá antecederam, que começaram. Por que o Brasil em si foi descoberto enquanto país, mas já era habituado [sic] já tinha população já fora todos os prejuízos que a comunidade indígena tomou nesses anos independente de governo que for do Pedro, do Paulo, do João, ou da Maria. Mas agora já bastava o Ricardo Salles dizer que era o momento para passar a boiada agora é bom para explorar a terra indígena. E fora as férias de luxo. Quem não queria passar férias em cidades ricas, pomposas e gastar R$ 900.000,00 com cartão corporativo; enquanto isso diversas pessoas estão passando fome, falta de recursos para a educação, falta recursos para a habitação, falta recurso para assistência social e o presidente bem belo, passeando, brincando de Jet Ski, brincando, dando um tapa na cara da população brasileira, um tapa na cara da população brasileira. Ele gosta tanto de Jet Ski que uma das prioridades foi o que? Zerar o imposto sobre importação para Jet Ski. Porque não abaixa, não reduz o tributo em cima da alimentação, sabendo que o Brasil vive um momento complexo e delicado que se agravou ainda mais por conta da pandemia. Porque ele não faz isso? Não, mas é que o Jet Ski são melhores eles são mais acessíveis. Só um pouquinho, eu vou ali na venda, puxo um salário mínimo, eu compro um Jet Ski. Pelo amor de Deus, esse presidente, olha. E um dado também que saiu se não me engano do Jornal O Globo foi feita uma média do expediente que o presidente da república deu desde fevereiro de 2019 e ele realizou um expediente médio de 04h50min desde fevereiro 2019; isso que vale a 20% a menos da carga horária de um estagiário, ou seja, o presidente está brincando, está zombando do Brasil, está zombando da população e ainda uns chamam ele de mito. Que triste o tempo que vivemos. O que resta agora? Consciência coletiva para o quê? Para não cair o governo nas mãos de mais uma negação de alguém que não olhe para população e se preocupe com coisas fúteis e não tá nem aí para a população brasileira. Era essa minha manifestação, senhora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: De imediato convido a Rede Sustentabilidade para que faça uso da tribuna; abre mão a Rede Sustentabilidade. Passo então a palavra aos Republicanos; fará uso da tribuna o vereador Tiago Diord Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhora presidente, colegas vereadores e vereadoras, as pessoas da imprensa e funcionários da Casa, as pessoas que nos acompanham de casa. Nós vamos discutir amanhã a moção nº 02/2022 de autoria desse vereador, uma moção de reconhecimento de aplausos aos 50 anos do jornal do almoço da RBS/TV. Muitas gerações passaram a se informar nesse importante veículo de comunicação na condição de presidente da frente parlamentar de apoio à tradição gaúcha, nós, com mais de 100 vereadores no Estado do Rio Grande do Sul, fizemos e estamos fazendo nos próximos dias uma moção coletiva que cada vereador e cada qual faz na sua comunidade. Porque o Jornal do Almoço além trazer as informações da nossa sociedade, do povo gaúcho, marcou a vida de tantas pessoas e em diversos aspectos, muitas vezes de forma solidária, outras vezes de forma informativa ou emotiva, muitas vezes trazendo para dentro do nosso Estado o pertencimento de ser gaúcho, defendendo os nossos ideais, a nossa forma de ser, a nossa cultura, a nossa identidade cultural, seja ela nas mais diferentes etnias, com coberturas, com informações belíssimas, com reportagens marcantes. Tantos profissionais da área da comunicação e do jornalismo estiveram apresentando e dando a sua contribuição do seu trabalho em especial a valorização da cultura gaúcha. O Jornal do Almoço foi como poucas emissoras de programas de televisão que deu tanto espaço ao artista gaúcho; lá estiveram em toda a sua trajetória os nossos principais nomes da cultura gaúcha no momento de clara e evidente valorização a nossa música, a nossa cultura e a nossa tradição gaúcha, com especiais marcantes sobre o dia a dia das invernadas, com especiais marcantes falando de como é um dia dentro de um CTG e tantos outros. Então a nossa homenagem, o nosso reconhecimento ao grupo RBS, especial ao Jornal do Almoço que informou e informa ainda tantos gaúchos há 50 anos, fundado no dia 06 de março de 1972. Com uma história marcante que está presente no dia a dia do povo gaúcho e na memória de todos, o nosso justo reconhecimento, por isso apresentamos também de forma coletiva com tantos outros colegas vereadores essa moção de aplauso e de reconhecimento a esse importante e valoroso veículo de comunicação e programa de informação da TV brasileira. Segundo assunto que eu gostaria de trazer hoje aqui no nosso espaço, fala de algumas preocupações que nós temos recebido no nosso gabinete. Uma delas é pela dificuldade de entendimento do governo municipal quanto à agenda ambiental. Nós já falamos isso aqui diversos momentos e agora nós estamos sofrendo com problemas causados pela estiagem e eu me lembro que esse debate já foi aqui muito forte no ano passado e a gente falava e até eu dei uma declaração na imprensa e depois o gerente da CORSAN tentou explicar, mas ainda não conseguiu dar explicação por que quando acontece estiagem como aconteceu no ano passado a gente não faz a simples limpeza, a simples limpeza quando o nível da do espelho da água tá lá embaixo a gente não vai lá com as máquinas e não faz a simples limpeza do lodo que fica no espelho da água? Será que é um serviço tão difícil para a CORSAN com tudo que ela arrecada no nosso município? Será que é um serviço tão difícil do município exigir que a CORSAN faça, porque isso já está dentro do plano municipal de saneamento; já tá capenga no contrato que nunca se cumpre? Será que não era possível que a gente fosse com umas máquinas lá quando acontece isso por que naturalmente a chuva vai voltar e aí o nosso reservatório vai receber uma capacidade maior de reservamento de água? É uma coisa tão simples que não dá nem para entender porque que não é feito. E aí o farroupilhense de novo vai sofrer com o impacto da questão do racionamento da água, e nós de novo quem que tem pagado sempre a conta, seja por falta de água, por mau cheiro, por todos os outros problemas que a gente já falou aqui pela nossa cidade, que é só fazer um asfalto novo que tem que chamar a CORSAN para estrear, porque eles vão lá e estragam todo o asfalto e aí ficam meses e meses para ir lá de novo. Isso não é de hoje, já é de muito tempo. E eu tenho informação de muitas vezes que o município já, ainda quando nós estivemos lá na secretaria do meio ambiente inclusive multamos a CORSAN em alguns episódios como era o caso das bacias de captação lá da comunidade de Nova Sardenha que estavam tomadas pelo lodo. E a gente não consegue dar uma explicação, e as pessoas nos perguntam como que o município deixa a CORSAN fazer isso com a nossa cidade. E ainda mais agora a gente sabendo que já tá andando pelos municípios, doutor Thiago, um documento pedindo aditivo contratual por causa da venda da CORSAN para que os prefeitos possam fazer um aditivo contratual. Mas veja bem, se eu não consigo nem atender o que tá no contrato quero aditivo contratual. Então essa é uma briga que não pode ficar calado, gente. Eu peço ajuda de todos os vereadores, principalmente os vereadores governistas que a gente possa fazer uma ação cooperada não sei se um documento dessa Casa não sei o quê que nós como quando na questão de vereadores, mas acho que o município tem obviamente a prerrogativa de fazer uma atuação forte na CORSAN. E se nós estamos sofrendo com a estiagem, volto de novo falar, o que custa a CORSAN contratar uma empresa terceirizada se não consegue botar as máquinas dela ou até a prefeitura botar as máquinas dela para ajudar a CORSAN se for o caso, que nem deveria por tudo que arrecada. Mas ir lá limpar o sedimento que fica embaixo da barragem que isso já foi prometido para o município por muitas conversas. Cedo um aparte ao vereador Roque.

PRES. ELEONORA BROILO: Um aparte vereador Roque.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Vereador, obrigado pelo aparte. Só para você ter uma ideia eu era secretário do desenvolvimento econômico e uma empresa, evidentemente que eu não vou dar o nome aqui, mas depois em ‘off’ posso passar para todos os vereadores, me procurou para que eu pudesse intermediar junto a CORSAN porque essa empresa teria interesse na matéria prima que tem no fundo da barragem lá, porque ela conseguiria fazer tijolos. É do ramo de cerâmica. E foi passado essa proposta ainda que informal a CORSAN, mas nunca veio um retorno. Então o que falta é atitude, planejamento não é sempre dinheiro que resolve; Às vezes é atitude, é planejamento e isso me parece que passa ao largo dessas gestões que vem se sucedendo. Então faz sentido. E a prefeitura para botar a máquina lá só se fizer um convênio, mas aí vai levar uns cinco anos para poder fazer o convênio, porque é tanta burocracia né; não por parte da prefeitura, mas por parte do Estado. Obrigado.

VER. TIAGO ILHA: Obrigado pelo aparte, vereador. Contribuiu na discussão sem dúvida nenhuma. E que eu faço aqui um pedido né ao vereador Marcelo Broilo que é o vereador líder de governo que, vereador, não sei se a gente pode fazer um documento conjunto, mas isso é para ontem né para amanhã junto com o município se somar a força dos vereadores e novamente dar uma pressão lá na gerência pelo menos municipal da CORSAN nesse momento para ver porque que isso não acontece. Porque nós só estamos adiando um problema que o ano que vem se der estiagem vai acontecer de novo. Se nós não fizermos nada agora que baixou o espelho d’água, não vai acontecer. Uma das justificativas na época que recebi que não era feita, porque precisava de muitas máquinas. Mas, gente, nós estamos falando que o valor anual arrecadado pela CORSAN está beirando R$ 30.000.000,00; não dá para aceitar que a nossa cidade não tenha o mínimo de serviço de investimento. Quer um aparte, vereador? Vou dar um aparte ao vereador Mauricio Bellaver.

PRES. ELEONORA BROILO: Um aparte vereador Bellaver.

VER. MAURICIO BELLAVER: Obrigado, Tiago Ilha, aí. Eu tinha falado do início nas primeiras sessão que tive do ano eu falei que estava seco não sei se você se lembram, nós estava sofrendo e que se não chovia até março vocês aqui na cidade iam pagar. Eu falei. A questão de estar seco lá as vertentes zerou. Ontem choveu 16 mm de chuva, esses 16 mm aí eu acompanho, porque eu tenho produção, choveu hoje já se foi é só para grama esses 16 mm. então tem que investir muito nisso aí. Em questão de investir com máquina eu acho que tem muito agricultor que investe mais do que a CORSAN, porque tem lugar que faz um açude aí tem água, nós lá tem agricultor que tem água de monte, porque investiu. A CORSAN investe? Não sei né. Muito obrigado aí.

VER. TIAGO ILHA: Olha, a sua contribuição, vereador Mauricio, como sempre é muito valoroso, porque você como um agricultor entende na carne o que tá acontecendo. E o reflexo do teu depoimento aqui é o reflexo de tantos e tantos agricultores que passam pelo mesmo problema, que estão passando. Veja só que isso dá reflexo não só na comunidade do dia a dia, mas no produtor rural que sustenta boa parte da economia dessa cidade. Nós precisamos fazer um levante e um levante que eu tô falando é pela força e a prerrogativa que nos cabe quanto à questão de vereador, independente de sermos de situação ou de oposição; nós precisamos, com todo respeito do mundo, dar uma pressão para CORSAN realize isso. A tua colocação sobre o investimento é muito clara, se um produtor rural que ter água no mínimo ele vai fazer um bom açude. Se a CORSAN arrecada vinte, quase trinta milhões de reais, gente, olha quanto dinheiro é isso. Será que não dá para no momento e olha que nós estamos pedindo no momento que fica mais fácil fazer isso né que é quando o espelho d’água fica quase no zero que é mais ou menos como nós estamos passando agora. E eu conversava com um profissional da área de meio ambiente, um técnico, até para não falar bobagem aqui, ele disse: “Tiago, esse é um dos serviços mais simples que uma empresa que detém da questão do da água como a questão da CORSAN pode fazer numa bacia de captação de água, é o serviço mais simples de todos e a gente nunca fez eu pelo menos não ouvi falar que foi feito em Farroupilha”; tudo que nós arrecadamos para a CORSAN. Então isso não é nada justo e nós precisamos nos dar as mãos e, vereador Broilo, eu quero pedir uma gentileza por que talvez o senhor como líder do governo consiga marcar uma agenda com o prefeito para que a gente possa a gente tem tentado e não tem conseguido, mas para que a gente consiga conversar com prefeito para se somar nas fileiras aí de buscar uma solução para essa situação. Muito obrigado. Tem um tempo ainda? O vereador Amarante…

PRES. ELEONORA BROILO: Espaço…

VER. TIAGO ILHA: É um aparte que eu dei.

PRES. ELEONORA BROILO: Aparte então ao vereador Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Obrigado, presidente. Tiago, eu quero também só ressaltar a situação da CORSAN, no bairro Bela Vista eles destruíram todas as ruas, todas as ruas, inclusive estamos aí verificando uma questão de nós ir ao ministério público, a gente até trouxe a essa Casa enviou a Câmara ao Executivo enviamos a assembleia e enviamos ao governo do estado. Eu sei que de repente é às vezes são limitadas ações desses órgãos principalmente do município em relação à CORSAN. Mas tem uma questão que eles destruíram a praça e se não bastasse, destruíram agora ao levar o equipamento todos os cabeamentos ou boa parte dos cabeamentos do bairro. Muito obrigado.

VER. TIAGO ILHA: Se der tempo, não sei se ainda tenho, para o vereador Calebe.

PRES. ELEONORA BROILO: O senhor ainda tem um minuto.

VER. TIAGO ILHA: Tenho um minuto então cedo ao vereador Calebe.

PRES. ELEONORA BROILO: Um espaço ao vereador Calebe.

VER. CALEBE COELHO: Obrigado, vereador Tiago. Essa semana o pessoal comentando na rádio Spaço né, com relação a economizar água; então assim, se vira o foco para aonde querem né: povo tem que economizar água. Outro dia estou saindo do Primeiro de Maio, que tem aquela descidona lá, um rio de água, um rio de água. E aí a água ela descia aqui perto da Giovana dobrava fazia assim… Mas põe rio. Eu digo poxa ainda bem que eu estava com carro pesado, porque se fosse um carro… Três horas para arrumar. Então assim para você que fica cinco minutos a mais no banho aí você tem que economizar água agora quando a CORSAN faz um vazamento eles levam horas para arrumar e aí vão para a rádio dizer que a gente tem que economizar. Temos que economizar, mas que eles façam sua parte afinal como até o Elton mesmo falou, 40%, aqui já foi comentado, 40% da nossa água é desperdiçada né. Então eu só queria deixar bem claro isso que assim é muito fácil dizer para os outros né economizem aí quando eles vazam tem um vazamento 3 horas para arrumar. Obrigado, vereador.

VER. TIAGO ILHA: Não, e acho que contribuiu e muito seu aparte. Para concluir que nós não podemos que essa situação continua é a hora de nos darmos às mãos, porque esse é um assunto urgente importante que tá de encontro aí ao dia a dia da vida do nosso farroupilhense. Muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT para que faça uso da tribuna; fará uso o vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite, senhora presidente, boa noite colegas vereadores e todos os que nos prestigiam até o momento na Casa. Hoje, a segunda maior cidade do Brasil, o município do Rio de Janeiro, fez o que municípios de todo o Brasil também deveriam olhar com atenção e considerar. A cidade do Rio de Janeiro acabará com a obrigatoriedade de máscaras, inclusive em lugares fechados, a partir de amanhã dia 08/03. A medida foi anunciada após reunião do comitê científico da prefeitura. A capital do estado do Rio de Janeiro registra cenário de queda de mortes e de casos de covid-19 e avanço da vacinação. Estabelecimentos públicos e privados deixarão de ser obrigados a exigir o uso de máscaras em suas instalações. O comitê científico recomendou, contudo que pessoas com alto risco de morte por covid-19 mantenham o uso das máscaras; as recomendações são para pessoas imunodeprimidas, com comorbidades e de alto risco, pessoas não vacinadas e com sintomas de síndrome gripal. Enquanto isso, aqui no estado do Rio Grande do Sul, querem obrigar nossas crianças a estarem mascaradas na sala de aula, reprimindo sua aprendizagem. Precisamos olhar com carinho e bom senso para o que estamos fazendo com nossas crianças. Passados dois anos de pandemia, as evidências científicas apontam claramente que o uso de máscaras pelas crianças, além de não ter relevância para o controle da doença, é comprovadamente prejudicial para o desenvolvimento saudável da infância. Aos pais cabe a proteção integral das crianças e isso compreende a saúde nos seus aspectos físicos, emocional, social e cognitivo de modo que é não só dever como direito de as famílias decidirem o que é melhor para seus filhos a partir da singularidade de cada criança. A imposição de máscaras no atual estágio da pandemia, com mais de 80 % da população imunizada com duas ou mais vacinas e sem evidência que aponte o benefício do uso em detrimento dos danos comprovados, vai na contramão daquilo que recomendo como médico. Infelizmente partidos políticos e judiciário, sob a roupagem de defesa da saúde, pretendem perpetuar ações restritivas abusivas e ineficazes com finalidades eleitoreiras e em prejuízo à educação das crianças. Por isso repudio a falta de sensatez do judiciário gaúcho e me mantenho ao lado de mães e pais de famílias que querem zelar pela liberdade, saúde e bem-estar dos seus filhos. Precisamos avançar pelo bem comum. Precisamos cuidar das nossas crianças e da saúde das pessoas. Uma boa noite e muito obrigado. Posso fazer um pedido?

PRES. ELEONORA BROILO: Faça.

VER. THIAGO BRUNET: Eu tenho um compromisso às 20h se assim os pares permitirem que eu saia 19h45min eu agradeceria. Muito obrigado novamente.

PRES. ELEONORA BROILO: Se assim todos concordarem o senhor está liberado para sair.

VER. THIAGO BRUNET: Muito obrigado, senhora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Concordado por todos; o senhor está liberado para sair às 20 horas. Convido o Movimento Democrático Brasileiro – MDB para que faça uso da tribuna; fará uso o vereador Marcelo Broilo.

VER. MARCELO BROILO: Boa noite novamente a todos. Agradeço meu colega Felipe pela cedência do espaço; são vários assuntos seu abordasse a todos com bastante ênfase 15 minutos seriam pouco, mas vamos lá. Quero enaltecer o trabalho administração municipal junto à coordenação da mulher, ao gabinete da primeira-dama por esse mês de março. Temos aí amanhã o dia internacional da mulher e começa o 14º, 14ª quarta, desculpa, jornada da mulher que vai até o dia 18 de março. São várias atividades no nosso município, presidente, na questão de divulgar e fortalecer ainda mais a força feminina com tema: empatia e união; empatia – se colocar no lugar do outro, e união – a gente é muito mais forte. Temos projetos, talvez a doutora Clarice explane um pouquinho mais adiante, bem nesse foco é ‘o me respeita’ que com muita humildade está a todo vapor na nossa cidade também. Mas o importante é essa referência fazer o diferencial para nossa mulher farroupilhense e todas a cidade imbuída nesse aspecto. E para finalizar, lá no dia 21 de março essa própria Casa fará a homenagem às sete mulheres farroupilhenses. Então que fantástico fica aqui o agradecimento e parabéns pelo esforço e pela dedicação, pelo empenho e pela sensibilidade em relação à mulher. Gostaria de falar um pouquinho em relação ao turismo agora, dois pontos importantes, e eu quero destacar o que sempre nosso prefeito Fabiano e nosso Vice Jonas comentam; isso era promessa de campanha está cumprida quando coloca Farroupilha definitivamente na rota, no cenário do turismo nacional e mundial. O que falávamos que justamente não éramos uma ilha isso faz sentido com o que vou falar agora a adiante aonde a gente consegue juntamente com cidades mais amadurecidas, doutora Clarice, turisticamente é fato a gente sabe, e estamos agora na iminência de dois grandes eventos fora todas aquelas festas que já fora abordado aqui Fenakiwi, o ENTRAI esse ano vai ser maravilhoso, em relação à volta dos eventos, mas quero destacar dois aqui. Primeiro: a Surdolimpíadas é algo inédito para nós para o Rio Grande, Brasil e América. Vamos sediar juntamente com mais sete cidades aqui esse evento, Calebe; é muito importante para a região, porque se espera muitas pessoas são 100 países que envolvem essas atividades, enfim, dessas olimpíadas e vamos lá o nosso turismo, a nossa rede hoteleira, os nossos restaurantes vai estar lotada Farroupilha; e isso vai se dar no mês de maio, Surdolimpíadas, agora mais adiante vai ser mais divulgado. Algo fantástico inclusive de valorização da questão não só da empatia, mas da inserção das pessoas que ali participam, enfim, com a questão também de vida que eles convivem nesse aspecto. E a questão também vamos receber e aí a gente vai ser rota deste grande evento da mais uma etapa internacional e agora brasileira da questão do circuito de ciclismo amador. Também se espera, vereador Thiago, muitas pessoas aqui; são cinco mil pessoas no mínimo que juntamente com Bento Gonçalves/Flores da Cunha/Carlos Barbosa vão sediar todo esse evento e nós aqui, vereador Juliano, grande parte do percurso vai ser em Farroupilha. De novo, hotéis/restaurante a cidade estão fomentando aquilo que não somos uma ilha a gente se agrupa mais municípios que tem ou já tinham algum ‘know-how’ inclusive nessa questão e agora vê Farroupilha também com uma, um grande esforço. E não é a toa que nosso prefeito sempre bateu nesta tecla e a expertise dele faz vir ao encontro de tão importantes eventos. Então quero destacar a questão do nosso circuito de ciclismo amador para o mês de outubro, dia 16/10, aonde Rio de Janeiro já sediou em 2017 e agora Bento Gonçalves junto com mais as nossas cidades aqui da Serra. Sabendo que são provas importantes, vereador Felipe, conhece bem essa parte do ciclismo né com resistência, tempo cronometrado, a questão de saída em massa, questão do italiano que fala isso né, e a questão claro premiações, enfim, quem for o melhor por ciclos/etapas, enfim. Aproveitando a questão aqui, saindo um pouquinho do turismo, destacar a questão do incêndio que ocorreu infelizmente no Estofados Benjamin eu estava lá, vereador Calebe também, sua esposa faz parte do quadro de funcionários, estava muito abalada inclusive, o vereador Amarante também ficamos praticamente todo esse tempo juntamente o nosso secretário Schmitz, o Joel e aqui eu somo as palavras do vereador Juliano que realmente os bombeiros fizeram um trabalho excepcional. Um rescaldo naquelas paredes, porque olha pessoal podia meu Deus do céu poderia ter acontecido algo muito, muito pior. Onde você vê o bombeiro todo sujo, correndo, buscando alternativas e realmente fizeram o seu melhor com o ferramental que tinham naquele momento. Então quero destacar e dar os parabéns, a gente sabe que é uma questão estadual a que os bombeiros também estão locados, mas eu quero também destacar o que o município fez; imediatamente quando soube do fato, o Leandro estava junto né Leandro pode falar com o nosso secretário mandou uma máquina, uma retroescavadeira, que foi fundamental quando rompeu aquele portão que daí deu acesso aos bombeiros também e a questão de um caminhão guindaste que foi importante também. Então veja só, eram bombeiros não, eram os bombeiros pessoas solidárias, pessoas que ajudaram a prefeitura juntamente. Então quero destacar assim poderíamos ter mais equipamentos claro com certeza, mas fizemos nosso melhor. Que Deus nos ajude que nossa cidade sempre fique tranquila em relação a esse ponto, mas infelizmente aconteceu, um raio provocou tudo isso e chovia o mais estranho né. Então a gente não tá não tá livre disso, mas pede a proteção divina e que realmente a gente consiga mais e mais recursos para os bombeiros; mas eu destaco realmente o que aquele pessoal fez ontem foi importantíssimo e mais pessoas que ali ajudaram fica todo o agradecimento. E a família do Bet então força para reagir eu tenho certeza né, Amarante, que ele vai conseguir ele tem uma força incrível, a família a Laura inclusive a nossa rainha do nosso trio das soberanas onde era o último dia da festa da uva ontem e ela recebe essa triste notícia. Então solidariedade a toda a família. Em relação à CORSAN, Tiago, e já está aqui o relato e realmente eu endosso tuas palavras e tenha certeza que o nosso Executivo está muito preocupado com a questão. A CORSAN por várias vezes em reuniões também não dá respostas, o nosso secretário de gestão se aproxima e realmente não é só Farroupilha são mais municípios com exceção de um apenas que já assinou esse aditivo os demais não. E quero destacar a pessoa do Fabiano em relação à AMESNE com todos os municípios e a força da associação estão revendo, estão vendo e tão vendo alternativas que a gente consiga solucionar realmente ao encontro do que Farroupilha precisa e demais cidades. Então realmente me somo a você e todos os demais colegas esse assunto é muito importante, mas tenha certeza que estamos realmente bem focados, é uma pauta eminente do executivo municipal tá Thiago. Vamos seguir juntos aí. E na questão última do Thiago Brunet, de Tiago para Thiago, só destacar a questão da máscara que você fala eu acompanho alguns pronunciamentos seus e eu concordo contigo, concordo mesmo, e vocês são médicos né doutora sabe disso e realmente acho que está na hora essa máscara aqui acho que… Mas eu respeito todas as opiniões e concordo respeito a todos com muita humildade, mas eu quero destacar algo muito importante, Thiago, muito importante, que não, independe da vontade do nosso prefeito. Isso é gravíssimo, porque veja bem nós temos decretos estaduais, Chico, decretos federais; vamos pensar o nossa estadual o próprio Estado não conseguiu fazer imagina nós prefeitura. Então isso é cassação de prefeito sabe teve outras cidades com problemas não podemos, mas nem o Papa Francisco vem aqui ele não consegue resolver essa questão. Então realmente eu né agradeço suas palavras, respeito à opinião de todos, mas veja bem não é o nosso prefeito as pessoas às vezes julgam ou não entendem um pouco e realmente não é “ah, porque o prefeito não quer isso a prefeitura não”. Não podemos fazer não podemos infelizmente. Então fica o relato por que realmente nós temos gravidade extrema em infringir qualquer ato né. A gente pode não flexibilizar podemos até aprimorar ele mais né, mas não podemos fazer nada. Mas tem aparte se você quiser.

PRES. ELEONORA BROILO: Um aparte ao vereador Thiago.

VER. THIAGO BRUNET: Bom, Marcelo quando eu e fiz um vídeozinho caseiro né solicitando até que o prefeito municipal pudesse nos ajudar nessa questão, quero deixar bem claro aqui para todos os colegas vereadores, principalmente os da situação, eu não estou jogando para a torcida, viu não tô querendo botar ele numa saia justa. Não é esse o meu objetivo é porque é o meu desejo. Eu falo aqui eu acho que o Tadeu que me conhece as pessoas que me conhecem mais, o Felipe Maioli, é de forma verdadeira, gente, até porque eu acredito tá, não é politicagem que eu tô fazendo eu tô tentando ser o mais verdadeiro possível. Mas a tua fala tá perfeita, a gente entende também que o prefeito ele não pode fazer tudo aquilo que tá na cabeça dele, ele tem que respeitar os protocolos, tem que respeitar as leis estaduais/municipais, mas eu como parlamentar desse município eu também tenho o direito de solicitar, de pedir, de tentar barganhar, né para que a gente evolua nesses protocolos. Temos que fazer os protocolos nesse momento para conviver com o vírus e não para retaliar o vírus. Essa é o meu pensamento nesse momento. Obrigado.

VER. MARCELO BROILO: Obrigado, Thiago, pelas contribuições. E a questão do teu entendimento isso me alegra e me conforta muito, porque realmente é algo que independe de nós independe dessa força como você falou; é uma construção, gostaria claro que você sabe muito mais sobre isso e até eu penso, com muita humildade, quem entende mais desse vírus, vamos pensar no planeta, no mundo, acha que entende pouco dele, né já não sabe se máscara ela ou tira a máscara ou vai ou vacina. Então realmente é bem confuso quem sou eu para falar algo né, doutora, então a gente só vê essa questão geralmente de empecilho e a gravidade em infringir qualquer ato do decreto estadual. Sim, sim, Tiago.

PRES. ELEONORA BROILO: Um aparte ao vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: …discussão eu tenho recebido relatos e até um relato muito curioso de uma atendente de supermercado no domingo. Estava um calor de 30 graus acho que no domingo e ela disse olha me desculpa, mas eu não consigo nem te atender aqui com a máscara vou ter que retirar e tal. Nós precisamos entender que tudo que tem se mostrado exatamente sobre essa questão da pandemia certeza nenhuma se tem né. Mas a gente precisa encontrar quem sabe o caminho do meio né para quem sabe a gente possa tentar voltar a uma rotina o mais próxima do normal. Eu acho que nesse sentido também me chama fala dos colegas vereadores.

VER. MARCELO BROILO: Perfeito Tiago, muito obrigado agradeço a todos pela atenção. Uma boa noite.

PRES. ELEONORA BROILO: Obrigado, vereador Marcelo. E convido o Progressistas – PP para que faça uso da tribuna; fará uso a vereadora doutora Clarice Baú.

VER. CLARICE BAÚ: Obrigado, presidente. Reitero o meu boa noite a todos. E hoje eu quero falar especificamente na questão do dia internacional da mulher que é amanhã, dia 08 de março. Penso que sempre que temos uma data específica para dar relevância a algum assunto é porque temos muito a avançar ainda a respeito deste assunto, deste tema, como esta data do dia 08 de março, o dia internacional da mulher. Temos muito ainda a avançar. Assim é por que as situações que envolvem toda essa mulher não estão ainda pacificadas. E isso comprovamos nas desigualdades de oportunidades de emprego e de salário entre homens e mulheres, bem como nos altíssimos índices de violências contra a mulher. E sabemos que a melhor forma de homenagear nossas mulheres não é com dias especiais, mas com o respeito que todas merecem todos os dias. Assim, temos neste dia 8 que homenagear todas as mulheres, mas também temos que refletir/discutir sobre essas questões que giram em torno da mulher e sua posição na família, na sociedade, enfim, nos espaços que tem de direito. Importante ressaltar que esta casa legislativa tem feito seu papel neste sentido. Temos aprovado por unanimidade projetos que por certo nas suas execuções serão de grande valia nesta trajetória que nossas mulheres ainda precisam trilhar. Aprovamos os projetos de lei sugestão de minha autoria através do requerimento nº 238/2021 que trata-se de uma sugestão de projeto de lei que institui no âmbito do município de Farroupilha o programa municipal de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência doméstica, e dá outras providências. Pois é de conhecimento público a problemática e seus reflexos em torno da violência doméstica e familiar que diversas mulheres são vítimas. As mulheres vítimas de abuso e de violência doméstica sofrem consequências de ordem física, emocional, moral, social e patrimonial, impedindo, quase sempre, seu desenvolvimento e o exercício da cidadania. Assim, romper com essa situação torna-se algo complexo e muito difícil principalmente em decorrência dessa dependência financeira existente entre a mulher e o companheiro ou seu esposo. Logo, para interromper esse ciclo vicioso é importante reconhecer que essas mulheres que estão em situação de vulnerabilidade financeira precisam se empoderar através da oportunidade de emprego e com encaminhamento prioritário. É isso que este projeto de lei pretende. Temos também o PL sugestão através do requerimento nº 249/2021. Também de minha autoria, que trata sobre vaga em creche municipal, ou conveniadas, para filho/filha de mulher vítima de violência doméstica no município de Farroupilha, e dá outras providências. Porque como se não bastasse à violência sofrida, ainda se agrava quando a mulher tem filhos. Essa afirmação é motivada pela necessidade de proporcionar uma creche para esses filhos enquanto a mulher consiga se reorganizar no mercado de trabalho ou até mesmo quanto à questão de moradia e por segurança diante do agressor. Projeto que contribui muito nesta temática. Também através do requerimento nº 254/2021, de minha autoria e do meu colega vereador Marcelo Broilo, trouxemos aqui para discussão a coordenadora da coordenaria da mulher de Farroupilha, senhora Franciele Boschetti Reche, e a inspetora e o delegado da Polícia Civil, senhora Liane Pioner Sartori e o senhor Éderson Bilhan, que explanaram sobre as políticas públicas para as mulheres vítimas de violência doméstica no nosso município. O que por certo o nosso debate foi muito valioso neste tema. Temos que lembrar também foi aprovado por unanimidade o projeto de lei n°034/2021 do colega Marcelo Broilo que cria a campanha permanente ‘Me Respeita’ de defesa do direito da mulher e adota medidas de orientação, de conscientização, prevenção e auxílio à mulher em situação de risco e vulnerabilidade e cria o selo ‘Me Respeita’. Então nós sim fizemos o nosso papel com projetos de lei bem significativos para o nosso município. Quero também apresentar a obra ‘Perspectiva sobre a violência doméstica no Brasil – os 15 anos da Lei Maria Da Penha’ onde o professor doutor José Boanerges Meira fala que “trata-se de uma coletânea primorosa de artigos que se debruçaram em estudar uma temática complexa, a violência doméstica no âmbito da lei Maria da Penha. Foi produzido um farto material que sem dúvida irá subsidiar pesquisas, estudos e reflexos pertinentes relativos aos desdobramentos jurídicos que envolvem o tema no Brasil”. Esta obra uma das autoras é Bianca Baú Porto, ela é advogada, especialista em pericia criminal e ciências forenses, graduada em investigação forense e perícia criminal pela UNILASALLE, mestranda em criminologia pela Univ. Fernando Pessoa em Porto/Portugal e é minha filha, meu bem maior, meu tesouro maior que tanto me dá orgulho. E tenho também aqui um artigo de minha autoria onde o título é ‘O recomeço – dever do poder público ‘vs’ políticas públicas eficazes’. Como muitas outras farroupilhenses aqui a coordenadora da mulher, a Liane Sartori também tem o seu artigo aqui, que com certeza vai também fazer parte do acervo da nossa biblioteca, porque é uma importante obra que trará realmente subsídios e contribuições para esse tema que temos muito a avançar principalmente na questão da violência doméstica. Assim que venha por mais projetos e iniciativas que possam atenuar essa desigualdade de gênero. Deixo aqui para finalizar um poema de Ivone Boechat: “Mulher. Um aroma suave exalou das mãos do Criador, quando seus olhos contemplaram a solidão do homem no Jardim! Foi assim: o Senhor desenhou o ser gracioso, meigo e forte que sua imaginação perfeita produziu. Um novo milagre: fez-se carne, fez-se bela, fez-se amor, fez-se na verdade como Ele quer! O homem colheu a flor, beijou-a, com ternura, chamando-a, simplesmente, Mulher!”. Obrigado, presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Obrigado pela sua explanação, vereadora doutora Clarice Baú. E com a sua fala encerramos o espaço do grande expediente. Passamos agora ao espaço destinado ao pequeno expediente.

 

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. ELEONORA BROILO: E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Com a palavra o vereador Amarante.

VER. GILBERTO AMARANTE: Boa noite às pessoas que estão aqui nos assistindo, boa noite Joel de Matos. Queria dizer presidente que antes eu me excedi na minha fala não fui mal educada, mas me excedi, deixei a senhora nervosa, fiquei nervoso e vou dizer, quem mais perdeu nessa fala fui eu que na minha fala não consegui construir como queria tá. Eu queria agora destacar aqui um assunto que nós, que nós temos em relação já debatido muitas vezes Broilo e demais vereadores em relação à RGE. A RGE ela não nos atende mais, como já citamos nessa Casa, ela tem um robô e esse robô é quem dá as diretrizes e mesmo nós falando com a coordenadora da RGE, às vezes, pedindo um serviço diretamente para eles eles não nos atendem mais. Eu tive um fato agora a uns 10 dias atrás, eu desci até o São Luiz/2º distrito onde as pessoas citaram que lá tinha um poste quebrado. Eu fui lá, localizei, o poste estava quebrado pedi para a coordenadora então fazer o protocolo tirei a foto da conta de luz, enviei e ela me retornou pedindo para mim fazer o protocolo; fiz o protocolo, encaminhei e hoje passando 10 dias o poste não foi consertado. O poste quebrou, caiu tá lá sobre os pendões de milho. Claro que esta dificuldade nós enfrentamos também às vezes com empresas públicas, mas ressaltando isso, Marcelo Broilo, Calebe, que tivemos essa, esse acidente muito forte em relação aos Estofados Benjamin que acabou vindo aí a pegar fogo e queimar, destruiu lá todo o capital que eles têm. Capital, prédio, estoque, equipamento, mas não destruíram a carteira de clientes que eles têm, não destruíram a marca que eles já consolidaram, não destruíram a vontade que eles têm de trabalhar no seu dia a dia. E eu tenho certeza que com essa vontade, com essas iniciativas que um dia eles iniciaram lá atrás, eles retomarão tudo de novo e reconstruirão talvez serão ainda bem mais forte no amanhã. Mas eu quero ressaltar aqui uma coisa nós falamos do Corpo de Bombeiros que depois também no final quero fazer uma ponderação, mas nós temos as vezes que se perguntar porque que houve o acidente né? Porque que houve o fogo? Da onde veio o fogo? Ah de um raio; veio da rede elétrica. O quê que a empresa fornecedora tem que fazer para que isso não aconteça na empresa do Estofados Benjamim e nas outras empresas que já foram danificadas mais do que uma vez. O problema que aconteceu hoje ele já aconteceu outras vezes, ou seja, situações que queimou lá reator, disjuntores, lâmpadas que derreteram, outros equipamentos que queimaram inclusive foram reparados pela RGE. Então tinha um sinal de risco, sinal de problema lá que nós temos um problema. Ah é a rede é para-raios? O quê que tem que fazer? O quê que a empresa vai fazer para que as outras empresas que estão lá também não sejam danificadas. Porque o dia que queimou a fábrica, outras empresas também foram danificadas por curto-circuito através que aconteceu na rede ou o quê que o provocou isso. Então nós temos ali um problema que tem que ser sanado por quem fornece a energia elétrica, porque senão é muito fácil ah o fornecedor fornece. Porque o Estofados Benjamim Maioli ele botou lá uma chave, o Calebe sabe, uma chave geral que inibe a entrada de energias externas. Agora claro, ele não pode desconectar/separar o fio que vem da rua com a fiação que tá dentro da empresa, isso vai ficar ligado. Agora quem tem que resolver isso? O quê que é RGE, que é a fornecedora, diz para o seu cliente que tem que ser feito para que isso não aconteça mais? Ou o que ela fará em relação disso que aconteceu? Eu tenho certeza que o nosso amigo Benjamin ou o empresário que sofreu esse dano ingressará sim em relação ao setor jurídico, ao setor judiciário, para rever essa esse assunto como um todo. E depois eu vou pedir o espaço de liderança, presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Espaço de liderança ao vereador Amarante.

VER. GILBERTO AMARANTE: Em relação ao corpo de bombeiro como aqui já foi citado, eu vejo que os bombeiros que lá estavam foram incansáveis assim como muitas pessoas que estavam lá também foram voluntários para retirar produtos químicos da fábrica do lado, para instalar as mangueiras de hidrantes da fábrica CCJ Embalagens que estava lá no fundo que conseguimos com isso salvar equipamentos; então a maioria daqueles equipamentos que estavam fora da fábrica nos fundos se conseguiu salvar sim pelas pessoas solidárias que estavam lá também apoiando o corpo de bombeiro. Tinha três corpo de bombeiro um então ia abastecer o outro retorna são 5.000 litros cada tanque daquele ou cada caminhões ou cada caminhão, de repente tem que vim outros não sei. Mas cabe sim ressaltar e nós temos que ter isso claro que uma vez que aquele fogo que pegou embaixo do telhado e que lá tinha sim produtos inflamáveis, espumas e outros, esse fogo queimou, estava chovendo, ele ficou represado no telhado e quando explodiu infelizmente não tinha o que fazer. Mas o corpo de bombeiro fez o seu papel resguardando as indústrias que estavam em seu entorno junto com ele, junto com demais pessoas e isso ele fez o papel que dava para fazer naquele momento e fez muito bem. Precisamos sim, de repente, de pensar algumas coisas quando há um evento desse de repente ter lá meia hora 40 minutos depois um caminhão guincho grande que possa jogar água por cima, ter lá uma retroescavadeira que depois veio sim com certeza chamaram o Schmitz veio lá com a retroescavadeira, mas nessa situação ser imediata e deixar à disposição. Ah, vai abrir uma porta eles não precisam corpo de bombeiro ele abriu o porta lá com marreta com pé de cabra, enfim, e com fogo dentro. Então esse fogo poderia estourar para cima deles então se tem uma retroescavadeira de longe bem mais longe pode abrir as portas assim como foi feito no portão. E claro, essa estrutura que de repente poderíamos ter buscar junto ao corpo de bombeiro um caminhão com escada que é um caminhão caríssimo e para manter isso também é muito caro mesmo sem o uso, e a gente sabe que às vezes as estruturas do estado não são tão polivalentes assim. Mas vai, pelo que eu ouvi ontem, que é uma coisa que nós podemos aqui nós vereadores fazer um pedido de informação e fazer um apelo que terá um caminhão com esta, com esse equipamento aqui em Caxias do Sul. Que aí terá a nossa região como nós estamos fazendo prédio de 16, de repente, 20 andares, cabe sim nós termos aqui na nossa região essa preocupação também com essas questões de estrutura e quem sabe até mesmo na nossa comissão aqui que nós temos de obra e infraestrutura e trânsito nós dialogar um pouco com as instituições do governo do estado, municipal e quem sabe até as entidades civil organizada para nós tratarmos desse assunto numa situação de emergência. Que hoje, ontem aconteceu com Estofados Benjamim, que digo para vocês, o corpo de bombeiros o nosso corpo de bombeiro agiu de forma efetiva e conseguiu conter o incêndio ao seu entorno. Quero mais uma vez prestar minha solidariedade para o Benjamin que é um amigo de muito tempo aonde a gente fez muitas ações voluntárias, Broilo, tu sabe o quanto que o Benjamin como presidente de CPM de escola, como conselho de escola, como presidente de entidade, como voluntário, como presidente de bairro, ou seja, é uma pessoa que sempre estendeu a mão para nossa comunidade no geral. Então nesse momento eu tenho certeza que todos nós vereadores de Farroupilha e o que precisar ele que conte conosco nesse momento difícil de sua vida e de sua história. Muito obrigado, senhora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Com a palavra o vereador Calebe Coelho.

VER. CALEBE COELHO: Boa noite a todos. Seguindo nessa linha de que o vereador Amarante estava comentando, então eu percebi uma coisa com relação ao incêndio né e eu vou colocar uma sugestão aqui lembrando que eu sou leigo e eu não entendo nada do assunto. Quando a gente dá algumas sugestões aqui muitas vezes a gente toma pau, porque a gente tá colocando uma sugestão e as pessoas, algumas pessoas aqui, entendem que é já um uma coisa efetiva; é sugestão. Eu queria perguntar para o Ênio e o Ênio que é técnico de segurança, né então para o pessoal dos bombeiros, uma coisa que me ocorreu na hora ali. Acabou a água duas vezes ou três não sei, eles pegaram um pouco d’água lá do IF né, do Instituto Federal, só que o fogo recomeçava né. O fogo recomeçava, porque acabava a água. Como leigo eu diria, porque que nós não podemos ter na reserva para essa emergência alguém já ali preparado que tenha caminhão pipa; passa do caminhão pipa para o caminhão dos bombeiros para eles não ter que saírem. O caminho de bombeiro não tem que sair de ali ele tem que ficar lá jogando água e o caminhão pipa a gente vê há pouco tempo nós tivemos roubo de água na linha Sertorina de uma fonte lá de uma vertente né que era caminhão com duas daquela não sei como é que chama aquele negócio que eles colocam água né. Se tivesse um caminhão daqueles carregado, porque quanta água cabe no caminhão de bombeiro? Perto daquele caminhão que estava roubando água no cabe nada e ele precisou de muita água. Então acabou duas vezes a água. Se nós tivéssemos caminhão pipa que pudesse da mesma forma como foi o caminhão da prefeitura lá para poder dizer para poder colocar o bombeiro lá em cima, né podíamos ter de sobreaviso vai precisar jogar água de cima. De onde eu estava via claramente que eles jogavam água a água passava pela fumaça e caia no telhado do restaurante da empresa que produz alimentos ali. Então isso a gente eu gostaria de como leigo ouvir a opinião de alguém que entenda do assunto para saber se é possível ou não. O Joel lá do Beijo Frio ele viu quando estava trovejando deu um curto-circuito num transformador e aí caiu um facão e logo depois começou a fumacinha lá no Estofados Benjamim que logo começou aquele incêndio todo né. Isso foi quando deu os trovões ali e os raios né. Então foi uma coisa muito muito chocante. Eu estava tirando uma sonequinha esse horário, minha mulher trabalha lá, trabalha no escritório, quando ligaram para ela ela deu um grito, eu achei, pronto alguém faleceu né. E aí a gente saiu na corrida com a roupa que estava para ver se a gente podia fazer alguma coisa e não tinha muito que fazer. Impressionante o discurso, o discurso não, a entrevista do Benjamin que ele deu para uma rádio hoje de manhã, impressionante. Esse é o líder que eu gostaria de ter se eu estivesse trabalhando numa empresa. Evidentemente arrasado, mas ele disse “não nós vamos continuar, nós vamos seguir” e eles passaram o dia inteiro lá limpando vereador Amarante foi lá também né ajudou a limpar lá, tirando o que dava para tirar; tem coisa que vai dar para lavar, tem coisas que não tem o que fazer. A minha mulher acabou de me falar que eles vão continuar fazendo trabalho na parte que seria um porão e muitas pessoas oferecendo ajuda. Também é incrível né, tu imagina a situação de chegar de manhã cedo, depois eu vou usar o espaço de líder tá, doutora, os funcionários chegar de manhã cedo sabendo que não vão construir nenhum estofado naquele dia, estão lá para trabalhar para limpar, e recomeçar é a palavra né. Então muito impressionante isso. Também teve a empresa do lado né, do Anderson, que uma parede caiu, havia produtos inflamáveis e por sorte conseguiram tirar tudo né. Então eu imagino assim que nós temos que eu não posso propor uma coisa para mudar a lei, porque sabe eu posso pensar o seguinte porque que parou para jogar água? Porque não tinha água. Então o quê que tem para fazer água? Como é que a gente pode ter água? Caminhão pipa ali do lado acho que resolveria, uma ideia, só que daqui a pouco quem entende pode chegar aqui e dizer o seguinte “Calebe, tu entende de violão isso não dá certo por causa disso”.

PRES. ELEONORA BROILO: Vereador Calebe, você vai poder usar o seu espaço de líder em 25 segundos.

VER. CALEBE COELHO: OK.  Então a gente precisa saber informação de quem sabe do assunto né de como melhorar. Parece que só tem três escada magirus no Estado né e a gente já teve incêndios ali inclusive lugares que pegaram fogo que eram três vezes maiores né e pessoal de Caxias vindo para cá também passaram trabalho para fazer isso né. Então esse é o primeiro assunto que eu gostaria de falar.

PRES. ELEONORA BROILO: Agora o senhor pode usar seu espaço de líder.

VER. CALEBE COELHO: Obrigado. O segundo assunto que eu gostaria de comentar é que a primeira coisa que eu fiz como vereador, meu primeiro ato mesmo sem fazer requerimento, foi pedir uma sinaleira no Primeiro de Maio. Então a primeira coisa. Estava lá eu batendo na porta do Argídio e começou essa novela. Já falei outras vezes aqui que a coisa é muito frustrante que não acontece; política é mais ou menos assim, tu tenta conseguir uma vaga na creche para o teu filho, quando consegue já precisa na ala geriátrica porque passou uma vida ali né. Então assim todo mundo está falando que ah já um ano e meio que eu tô pedindo essa um ano e meio não um ano e três meses que a gente tá pedindo nessa sinaleira. Eu moro no Primeiro de Maio há 15 anos, fazem pelo menos uns 10 que a gente pede uma sinaleira lá. Enquanto estava com calçamento, o pessoal reduzia agora com o asfalto é um convite. E quem nunca viu alguém descendo lá do morro são duas dá aquele friozinho na barriga, sabe, e aí aconteceu já com uma senhora que foi para dentro de uma casa. Então eu vou dizer duas coisas para vocês primeiro eu tô pedindo já um ano e três meses aquela sinaleira parece que agora dia 17, vereador, foi… Então vamos ficar… Eu não sei tá porque já me disseram que era janeiro; me disseram que era janeiro tá só que assim é tudo muito lerdo. A política, pelo amor de Deus, eu vou te contar viu. E outra coisa que eu vou dizer para vocês assim, a sinaleira ela não vai adiantar, vai ajudar, porque quando alguém falecer lá pelo menos vão dizer “é mais agora tem sinaleira”. Eu na minha opinião de leigo também que não vale muita coisa, mas, enfim, tinha que ter um quebra-mola que daí o carro se obriga a parar. Outro dia indo para casa saindo de uma sessão inclusive descendo ali naquela rua né como quem vai atravessar o bairro assim, assim a parte rápida, um carro da polícia na minha frente e um cara invadiu a preferencial na frente da polícia. Então assim acha que ele vai parar na frente de uma sinaleira se na frente da polícia… A polícia parou o cara espero que tenha multado né. Então assim as coisas não vão se resolver com isso. O que resolveria seria educação no trânsito e nem sempre isso acontece né. Então essas coisas que estão acontecendo lá no bairro tem outros problemas também e eu não sei o que fazer para fazer com que as coisas fiquem mais rápido. Porque tem que fazer licitação e dai dá um problema ali tem que fazer de novo. Gente, é muito frustrante sabe. É coisas que a gente acha que seria simples né. Pior que o povo pensa assim “que eu já falei com o Calebe faz um ano”, por exemplo. Não adianta. Aí vem outro vereador e vai fazer o requerimento acontece. “ah, foi aquele vereador.” Então não é assim que funciona, tem que ficar batendo lá em cima, só que não adianta bater em cima muitas vezes, porque são os trâmites que acontecem dessa demora aí. E muitas coisas que nos são pedidas né que não são da nossa alçada né como o pessoal fica indignado acha que a gente tem que fazer alguma coisa com relação às máscaras como o doutor Thiago estava falando né. Que moral, que lei, que legalidade nós temos para dizer vai ficar sem máscara, sabe, querendo ou não. Nós não conseguimos fazer muitas das coisas que a gente gostaria né. Então era isso que eu gostaria de falar hoje eu espero que o Benjamim e todo aquele pessoal que me deu muito orgulho de saber que eles estavam hoje até às 19h lá trabalhando, minha esposa mandou uma foto de meio-dia parecia que ela trabalhava numa carvoaria assim sabe quando a gente vê naqueles desenhos que explode uma espingarda e fica a cara toda preta só aparece o olho branco assim sabe. Foi uma coisa emocionante assim né. Então torcer para que ele dê a volta e pela garra que ele tem e a gente vai vibrar com todo mundo isso junto. Muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Muito bem, passo a palavra agora ao vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Senhora presidente e senhores vereadores eu também quero me congratular ao amigo empresário Nelsi e Benjamin Bet pela tragédia ocorrida na sua empresa; tenho certeza que vai se recuperar, conheço a família, conheço a sua veia empreendedora e desejamos sorte e coragem. Eu gostaria de comentar, vereador Tiago, na mesma questão da CORSAN. A CORSAN perde toda oportunidade de tentar adquirir ou manter ou ter a sua credibilidade junto à comunidade de Farroupilha. Veja que o ano passado eu não me lembro, mas foi logo no início da legislatura passada nós estivemos em Porto Alegre né, doutora Clarice. Fomos lá não me lembro quem foi acho que o vereador Juliano, o Amarante… Amarante, eu, a Clarice não lembro se foi nós três ou foi mais alguém e o representante da prefeitura. Eles se comprometeram em 45 dias trazer um projeto para Farroupilha para levar água de Farroupilha até o Burati. Aí eu falei fala 60 dias, 90 não lembro para ser mais tranquilo, porque eu sei que isso é meio demorado. Nunca mais nos deram retorno, aliás, para não dizer que não deram mais retorno ligaram pedindo informações de quanto distava de Farroupilha ao Burati; foi a informação que nos pediram isso depois de uns seis meses. Nunca mais ninguém piou. O nosso gerente aqui da CORSAN que esteve junto acompanhando, os gerentes regionais, o diretor-geral, porque sabe que é cheio de hierarquias né e tem que justificar. Então assim, a CORSAN perde a oportunidade de recuperar a sua imagem. O Bairro Bela Vista, Amarante, é inacreditável que fizeram com o Bairro Bela Vista um dos melhores bairros da nossa cidade, acabaram com o calçamento, com o arruamento daquilo lá; virou um verdadeiro escândalo aquilo que fizeram naquele bairro lá. E tem nome e sobrenome né é a CORSAN – Companhia Riograndense de Saneamento Básico. Ainda que seja uma empresa terceirizada que esteja fazendo o trabalho, mas a responsável é a CORSAN é a CORSAN. Não temos a melhor água, certamente não temos, talvez temos tenhamos a água que mais sofre tratamento do estado do Rio Grande do Sul pela situação que circundam as nossas barragens, há racionamento de água, não há plano de investimento, fizeram/contaram uma historieta e me permite, Amarante, tu ficou, senhor ficou convicto que iam transpor água da Bertarello né, do Barracão, para a do Burati. Isso é conversa para boi dormir. Isso é igual acreditar na historinha do daquelas coisinhas aquelas músicas que cantavam para o bebê dormir ‘boi da cara preta’ né que tinha que ter medo do boi da cara preta para pegar no sono, é uma coisa que não tem lógica. E eles querem nos dizer que vão fazer e tu sabe que não vai fazer. A história mostra que não vão fazer. Veio um rapaz aqui, um engenheiro, que não sabia o básico, não sabia dizer quando é que ia começar o projeto, de onde é que vinha o dinheiro, como ia ser feito; absolutamente nada. E a CORSAN continua achando que estão prestes a nos convencer que é uma empresa que faz investimento na cidade. Não tem o básico. O quê que é o básico? Água e o tratamento dos esgotos. É companhia do quê.  Não faz o básico, então eu lamento isso, porque é uma empresa nossa é gaúcha, é do Rio Grande do Sul, é dos gaúchos e ela precisa ser respeitada pela sua história, mas tem deixado muito a desejar. Eu vou pedir espaço de liderança em seguida com a autorização do nosso líder. Tem deixado muito a desejar. A gente tem a Linha Palmeiro aqui o distrito aqui a Vila Esperança, a Vila Nova, nós temos aqui o GreenTec que é um distrito industrial ou um condomínio industrial que não tem água; não tem água. Leandro, Zé Theodoro…

PRES. ELEONORA BROILO: Vereador Roque, o senhor pode usar seu espaço de liderança a partir de agora.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Obrigado. Leandro e Zé Theodoro, nossos representantes aqui da imprensa aqui nessa noite, pessoas que nos assistem das suas casas a gente não tem água para oferecer para as empresas se instalarem no município. No Burati a gente não consegue ampliar lá o distrito industrial, porque não tem água e a barragem está ao lado. O que é isso se não é falta de planejamento. Estão deitado em berço esplêndido com arzinho condicionado e aguinha comprada. Então eu lamento por nós termos que falar dessa situação que a CORSAN se encontra. Passa ano entra ano e as coisas não melhoram, porém eu quero também fazer um alerta, nós estamos vivendo um outro problema que não é de uma empresa estatal, mas de uma empresa que já foi estatal, para ver que vender não é a solução. Se vendeu a CEEE e hoje nós temos um problema com uma empresa chamada RGE, que passou a ser CPFL, que passou a ser Paulista, depois virou chinês e agora a gente está aqui na Casa esperando, inclusive, que a RGE venha nos visitar aqui nessa sessão plenária e falar dos problemas que tem sido enfrentado pelos consumidores de Farroupilha na área urbana e rural por não ter o fornecimento mínimo e contínuo que é a energia elétrica. Que é um outro elemento importantíssimo para o desenvolvimento econômico tanto rural quanto urbano, industrial, turístico, o comércio/serviços que é energia elétrica. Chegaram ao ponto de fazer um agricultor ter que comprar um gerador se quiser ter garantido o funcionamento da sua câmara fria, Maurício. Então tu imagina ficar cinco dias sem câmara fria naquele em toda aquela tua empresa de frutas. É um descaso total da RGE com a sociedade não é com a Câmara de Vereadores, é com a sociedade. Chegou ao ponto de querer que a Câmara de Vereadores fizesse uma sessão extraordinária para recebê-los aqui, chamar os vereadores de tarde, porque depois das 18h não pode mais porque terminou o expediente. O quê que é isso. Eu entendo que a RGE está em dívida com a cidade e o município de Farroupilha. Eu recebi esses dias um vídeo de um senhor sacudindo um poste aqui no Bairro São Luiz, próximo ao centro, e chacoalha toda a rede, sacode de toda a rede de extensão, porque estão podre os postes. Agora me falaram aqui que esse acidente, desse incêndio, foi ocasionado por um raio na rede de energia elétrica, tô repassando o que eu recebi as informações não estou fazendo nenhuma afirmação. Têm casos que são inenarráveis de situações que acontecem de modo especial no interior do município; de leite, de vaca de leite sem poder ser ordenhadas, de câmaras frias com frutas apodrecendo/estragando, de animais morrendo, de casa pegando fogo e a RGE sequer dá explicação para nós. E a ANEEL, aliás, as agências reguladoras, não só a ANEEL, são um cabide de emprego em Brasília que vez por outra fala alguma palavra em defesa dos consumidores. Mas normalmente estão lá para rezar a cartilha das grandes empresas, das grandes concessionárias de pedagiamento, de energia elétrica, de saneamento básico, de fornecimento de água; e o seu diretor dessas agências é indicado pela presidência da república e sabatinado pelo senado. Então aí como diria o Brizola: “há muitos interesses nisso”. E a gente se sente pequeno, imagina se nós que é o poder legislativo que é um dos três poderes do município não temos força para se impor, nem para que a CORSAN nos entrega aquilo que cobra nem que a RGE venha a essa Casa imagine o cidadão consumidor. Obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo a palavra ao vereador Felipe Maioli.

VER. FELIPE MAIOLI: Boa noite a todos novamente então. Quero usar meu espaço para falar sobre acho que vai bem de encontro ao assunto de hoje que é sobre a biblioteca pública. E dizer que no ano passado a escritora farroupilhense Janaína Belé esteve nesta Casa e nós vereadores fizemos uma moção de aplauso a ela escritora. Então chegou o livro até mim hoje, na verdade chegaram dois exemplares: um a minha pessoa e o outro aproveitando o tema de hoje eu vou destiná-lo a biblioteca pública municipal. Então em cima disso eu quero dizer que é mais um livro que vai estar lá e tenho certeza que a biblioteca não vai ser esquecida e não vai ser colocada em um lugar pequeno, sem condições das crianças irem frequentá-la e dar sequência a todos os investimentos que serão feitos nela ou que foram feitos nela. E quero dizer que a nossa moção de aplauso e reconhecimento está na página 487 do livro tá, então o que nós fizemos aqui está sendo reconhecido, foi reconhecido pela escritora e a nossa moção de aplauso está contemplada nas páginas deste livro que estará na biblioteca pública municipal. Então só para nível de informação. Obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: A palavra está com o vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, presidente. A gente vem em momentos complicados e começam a aparecer esses relatos né e eu me lembro de um momento peculiar que aconteceu quando a RGE e daí o não entendo como é o funcionamento, como é a maneira com que eles cobram as pessoas, mas não fazem o tema de casa deles. E falo isso no sentido de que teve um período, teve um momento em que eu precisei por no meu terreno um poste padrão RGE; fui lá coloquei o poste padrão da RGE. Detalhe foi que o poste padrão da RGE ele ficava muito perto da rede elétrica da RGE e a rede elétrica então perto do poste o técnico da RGE disse para mim que tem que tirar o poste daí. E daí eu paro e penso, quer dizer que o poste que eu preciso comprar tem que ser padrão, mas pelo jeito eles não padronizar a rede deles para que caiba o poste padrão deles. Então e assim uma outra questão aí mudando agora para CORSAN e eu tenho amigos meus que trabalham na CORSAN aqui de Farroupilha que fazem o serviço deles de maneira muito bem feita, mas a RGE [sic] onde que tem estação de tratamento de esgoto da RGE [sic] quer dizer estação de tratamento, lá em cima de um morro. Desculpa, desculpa, desculpa da CORSAN tá. Desculpa errei. E daí lá em cima do morro perguntei ao engenheiro que estava aqui eu disse “cara quem é que constrói uma estação em cima do morro? Vão ter que bombear todo esse esgoto lá para cima para depois ele descer sozinho” E dessa maneira tu começa a observar como algumas empresas que deveriam estar fazendo um trabalho excelente, exemplar, fazem isso. Isso é um absurdo o custo para mandar para cima. E essa Casa um tempo atrás permitiu então a passagem, tinha um terreno, para que eles pudessem levar lá para cima o esgoto. Daí a gente fica entre a cruz e a espada né, porque no momento uma estatal dessas que teria que estar fazendo um trabalho exemplar vem e nos prova que a parte técnica que veio demonstrou que realmente não sabe o que tá fazendo ou não se importa com custos ou não entendo mais o que pode estar tá acontecendo. Aí, contrapartida, a gente tem outras empresas então privadas que vem estão querendo assumir essas empresas, comprá-las. E, gente, por incrível que pareça, a situação não melhora. Daí eu paro e penso meu Deus quando que vamos ter algum tipo de solução realmente que venha resolver, quando que o sistema vai realmente funcionar. É triste, é triste olhar para esse cenário e perceber que não tem para onde correr. E daí sim se faz o papel aqui de vereador que é cobrar/falar cobrar/pedir, mas têm horas que chega a dar raiva, porque é complicado é muito complicado esse sistema a gente continua. E assim quem vai ficando um tempo aqui pessoas que já estão há mais tempo, percebem que os problemas são reincidentes e daí um pouco de novo o mesmo problema e de novo a mesma questão e de novo tu continua com a mesma cobrança. Nossa, parece uma história sem fim. Quando que a gente vai ver isso acabar realmente quando as coisas vão realmente modificar. Outra coisa no tempo que resta, aqui eu estava falando com o secretário Fernando Silvestrin de agricultura tá, eles estão montando na secretaria montando um projeto de lei e esse projeto de lei ele se dá em função da gente começar a ter alguns tipos de incentivos para retenção, para retenção de água, ou seja, incentivo à criação de açudes e coisas do gênero. Porque ultimamente nesses últimos anos está tendo uma quantidade de incidência de chuva muito grande no espaço muito curto de tempo. Essa água não desce, ela não infiltra, ela não sustenta as vertentes tá e vai embora; então eu acredito sim que isso é importante da gente pensar em estratégias tá para que a gente consiga reter uma boa parte dessa água. E a agricultura a gente sabe né, Mauricio, terminando, presidente, e a agricultura a gente sabe que precisa de muita água né e ultimamente está complicado. Obrigado, senhora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo de imediato a palavra ao vereador Maurício Bellaver.

VER. MAURÍCIO BELLAVER: Boa noite, senhora presidente. Quero agradecer o deputado Giovani Cherini que no dia 2 de março estava aqui em Farroupilha, ele deu R$ 200.000,00 para o Hospital São Carlos numa emenda. Então Cherini tá sempre trabalhando aí com nós aí e para a agricultura também ele tá trabalhando, vereador Sandro, mandando maquinário também. E falar sobre seca, só que a gente tá falando sobre seca, mas nós temos um outro problema mais pior do que a seca. No início do ano eu falei da seca que nós ia os alimentos iam ficar caro, porque precisa água né, precisa água, só que nós temos uma guerra e a Rússia e a Ucrânia de lá vem os insumos e tá tudo trancado. E aí como é que nós vamos produzir sem adubos. Só da Rússia, eu peguei aqui, 3,5 milhões de fertilizantes/adubo químico que vem de lá para cá para nós comprar e botar pêssego, ameixa, soja, etc.. Isso aí nós colocando adubo sobe a produção por hectare, beneficia todo mundo a cadeia. Se essa guerra acabar, tá bom, e se não acabar logo nós estamos ferrado. Torcer que acabe que tá morrendo muita gente. Então é outro problema que nós vamos enfrentar aí temos que ficar sabendo que os preços de alimentos vai subir, não adianta botar a culpa para o Paulo, para o Pedro, já o saco do adubo que se compra já aumentou um monte, isso aí vai repassar, não adianta, repassa para lá e repassa para cá. É isso aí. E Roque, vereador Roque, fala de RGE lá para a colônia lá é para tirar os cara para bobo. Não adianta né. Não é só fruta, o caminhão tem que sair não dá para tirar nota eletrônica. Aí o cara lá de 5 horas hoje hoje não tinha luz na minha casa era cinco horas e não voltou. Hoje de tarde era duas horas não deu vento que eu sei, só se estava dormindo, mas não estava não. Aí o caminhão sai 5 horas atrasado o motorista se vai que nem louco, daí o motorista bate, acontece, e a culpa é do motorista né. Então a RGE cara é problema sério lá para nós lá, não sei o que tem que fazer se tem que gritar fazer uma greve aí, mas não sei não. Tomara eu tenha sorte aí bate com eles aí se precisar alguma coisa estamos dentro aí, porque nós sofremos muito aí. Muito obrigado, doutora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Com a palavra o vereador Juliano.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhora presidente, bom, seguindo ainda um pouquinho sobre a questão da RGE tem outro problema também que vai dar logo logo ali que é ali no distrito industrial de Caravaggio ali próximo a Class´Sport. Ontem eu encaminhei duas mensagens para a responsável da RGE. Há dias os empresários as pessoas estão se queixando ali que o transformador é muito fraco e tem diversas quedas elétricas diárias. Então isso é um fato que preocupa toda aquela região, porque esse vai e volta de energia acaba danificando os equipamentos e isso pode gerar o que? Um curto-circuito e pode ter novos incêndios. Então esperamos né, vereador Roque, que com brevidade venha a essa Casa os representantes da RGE e que venham aqui para trazer respostas não para vir só para fazer um passeio né. Quero também comentar aqui uma fala que vazou nos últimos dias, mas que é muito importante numa véspera de uma data muito importante que é o dia internacional da mulher, que foi uma manifestação de um deputado estadual de São Paulo que todo o país e todo o mundo estão repudiando veemente e com certeza estão corretos. Porque esse cidadão deputado estadual ele foi em meio ao conflito para ver como é que estava a situação; primeiro o quê que ele foi fazer lá? Mas enfim cada um faz o que quer.  Mas o pior foi quando ele passou no campo de refugiados e refugiadas e num grupo de WhatsApp, uma conversa extremamente sexista/machista, o vulgo ‘mamãe falei’ Arthur do Val, falou que “as ucranianas são fáceis, porque elas são pobres”. Veja bem, uma frase totalmente patética e uma frase que só reflete o comportamento desse ser humano que é desprezível.  Desprezível porque no meio há uma beligerância há um conflito armado onde que dezenas de civis – crianças, mulheres, homens – e até propriamente soldados estão morrendo por uma guerra de interesses e esse cidadão vai lá e envergonha o país. Saiu na capa de principais jornais do mundo como, por exemplo, The Guardian, repúdio a uma fala dessas. Mas o que mais chama atenção é que na maior parte das suas manifestações, tentando justificar o injustificável, ele atribui que foi uma fala num grupo de amigos, como se isso fosse algo normal, como se algo isso não fosse deplorável, como algo desse tipo tem que acontecer sempre, como se fosse algo normal, banalizando. Então porque que eu toquei nesse assunto? Porque a gente tem que repudiar, nós Câmara de Vereadores, nós cidadãos, todos esses tipos de comentário. São esses tipos de comentário que fazem com que pessoas cometam atrocidades, com que insinue, com que instigue, com que leve adiante uma cultura horrorosa que é a cultura machista. E a gente sabe e a história está aí e prova todos os desafios das mulheres ao longo dela para poder fazer coisas simples/básicas e todos os direitos foi muito a pau e ferro conquistado, não foi do dia para noite e foi com muita representatividade. E isso que a gente precisa fazer enquanto poder, para poder resolver essa questão. Então queria me solidarizar às mulheres ucranianas e a todas, porque esses tipos de comentários não agregam muito pelo contrário prejudicam e ridicularizam, falta vergonha na cara desse cidadão. Por fim, presidente, usar alguns segundos para relembrar meus colegas da frente parlamentar, Amarante, pastor Davi, Sandro e Mauricio, amanhã vamos ter às 16h uma reunião; na outra acabou dando uns probleminhas técnicos então para amanhã está previsto a presença da secretária de educação, secretário desenvolvimento social e habitação e também secretário do desenvolvimento econômico para nós tratarmos da questão do jovem aprendiz que é uma pauta importante e a gente precisa levar que é uma política pública posta aí, mas precisa mover e envolver as articulações entre legislativo, executivo, sociedade civil e assim por diante. Era isso minha manifestação, muito obrigado.

PRES. ELEONORA BROILO: Passo a palavra ao vereador Marcelo Broilo.

VER. MARCELO BROILO: Obrigado, senhora presidente. Só fazer uma breve correção através do nosso responsável de esportes, o Cilo Monteiro, da secretaria de educação, foi a emoção de falar da Surdolimpíadas me esqueci alias suprimi a informação que várias provas também vão ser sediadas em Caxias do Sul. Então Farroupilha e Caxias do Sul novamente então nessa aproximação de parte turística com cidades já historicamente buscando nosso turismo também e as demais regiões que eu citei cidades é muito mais na acomodação de hóspedes, de parte gastronômica, enfim, mas é um conglomerado de cidades e que bom. Mas eu quis fazer justiça à menção também à Caxias do Sul pelo por sediar também várias e importantes provas da do Surdolimpíadas. Então Obrigado ao Cilo Monteiro por essa informação que eu tinha suprimido. Desculpas e muito obrigado. Boa noite

PRES. ELEONORA BROILO: Gostaria de solicitar ao vereador Chico Sutilli que assuma o lugar da presidência para quê como vereadora eu posso falar no espaço do pequeno expediente.

1º VICE-PRES. EURIDES SUTILLI: Passo espaço para a doutora Eleonora no seu espaço de liderança. Espaço de vereadora, desculpa.

VER. ELEONORA BROILO: Obrigado, presidente. Boa noite a todos que aqui se encontram a imprensa, colegas vereadores. Em primeiro lugar eu não posso deixar de lembrar a todos até porque todos falaram já os que me antecederam sobre o dia de amanhã que o dia internacional da mulher. E lembrando no dia internacional da mulher, eu preciso dizer do meu orgulho à minha amiga, a doutora, vereadora Clarice, do orgulho que eu tenho né pelo seu pelo livro né que ela escreve um capítulo, o livro que a sua filha leva o nome na capa do livro, sua filha Bianca né, no livro perspectivas sobre a violência doméstica no Brasil – 15 anos da Lei Maria da Penha. É muito orgulho ser sua amiga e ser amiga da Bianca também, parabéns pelo livro e pela filha. Bom, eu gostaria de falar a todos que falaram aqui da CEEE RGE agora que não é prerrogativa de Farroupilha o problema da RGE e eu vivi esse problema ontem. Eu levei minha neta postiça ontem para seus pais em Bento né, a mãe e o meu filho, e lá chegando de noitezinha né já de noite, de noite na realidade, estava sem luz, o bairro deles estava sem luz, o Humaitá estava sem luz. Bem, como meu filho ia chegar de viagem né tentei começar a ver que horas chegaria a luz. Bom, por mais de uma hora, já estava sem luz há uma hora, por mais de uma hora eu tentei entrar em contato com eles sem sucesso nenhum. Não houve. Aí nós tentamos entrar em contato pela maneira como mostrava que a gente deveria: ‘estamos sem luz’. Então tinha uma maneira… Impossível, não tinha como, não teve solução. Nós, eu sai de lá uma hora depois a luz não tinha voltado e não tínhamos conseguido entrar em contato com ninguém. Como não consegui falar com eles hoje não sei que horas a luz veio tá. Então não é prerrogativa não de Farroupilha estar com problema sim né e eu imagino que pelo menos um canal de atendimento para as pessoas que estão angustiadas querendo saber que horas vem a luz, nós nem estamos brigando qual é o motivo. Nós estamos querendo saber só que horas vem a luz para a gente se programar. Bem, vereador Calebe, eu também ouvi a entrevista do dono dos Estofados Benjamim e eu fiquei comovida com a determinação dele né em dizer que vai ser reerguido e que nenhum funcionário ficará sem seu emprego. Eu achei isto fantástico, inclusive, ele pagou todos os funcionários e não vai deixar ninguém sem emprego; realmente a determinação dele é comovente. Bem, vereador Amarante, suas desculpas estão aceitas. Eu gostaria de dizer eu vou usar meu espaço de líder, eu gostaria de dizer que assim como sempre diz o nosso sempre vereador Arsego, ‘Gasolina’, que eu não me envergonho de mudar de opinião, porque eu não me envergonho de pensar, porque quem pensa pode mudar de opinião; então eu gostaria de dizer que sim suas desculpas estão aceitas e…

1º VICE-PRES. EURIDES SUTILLI: Doutora Eleonora, seu espaço de líder.

VER. ELEONORA BROILO: Obrigado. Eu gostaria de dizer que tudo pode ser resolvido de maneira educada, sem que os ânimos se alterem, este sempre foi o objetivo desta Casa. Não há nenhuma não há necessidade alguma de alteração até porque houve um esquecimento da parte administrativa, porque o regimento antigo não era assim, isto mudou então algumas coisas vão fatalmente acontecer ainda tá. Bem, vereador Mauricio, foi muito feliz em algumas coisas que ele falou. Nós estamos vivendo numa corda bamba nós temos a pandemia, nós temos a CORSAN, nós temos a RGE e nós temos essa guerra. Nós estamos em cima de uma corda bamba. Na realidade nós estamos heroicamente nos equilibrando, heroicamente. Até quando isso vai acontecer nós não sabemos, é um cabo de guerra, uma hora dessas vai pender para algum lado e infelizmente a gente vai cair. Vereador Mauricio, se essa guerra não acabar logo será a pior das tragédias, pior que a pandemia, pior de tudo. Se essa guerra não acabar logo, não precisa que nós sejamos atingido com mísseis, não precisa, não precisa, o fato de que nós não vamos receber os insumos, o fato de que nós não vamos receber… Porque é inocência nossa pensar que se continuar outros países não vão entrar na guerra. É inocência nossa pensar que isso não vai acontecer. De uma maneira meio que sub né muitos países já entraram né muitos países já entraram. Eu não posso lhe ceder aparte, porque estou né líder agora. Muitos países já entraram, muitos países já de uma maneira ou de outra já estão dando seu ‘pitaco’ ali e isso fatalmente vai puxar areia para os pés deles. Então é inocência nossa pensar que se a guerra não acabar isso não vai virar um confronto mundial. Esperamos que não, esperamos que essa guerra acabe logo. Bem, eu só queria acabar ah, tem mais uma coisa, vereador Felipe, eu gostaria de dizer que é um orgulho termos uma moção na contracapa de um livro de uma escritora farroupilhense, a Janaína Belé, na biblioteca pública e parabéns pelo seu ato de doar o livro à biblioteca. Orgulho né. E eu sou gostaria de encerrar a minha fala como uma mensagenzinha às mulheres: ‘a mulher mantem a ternura sem perder a sua força’. Muito obrigado.

1º VICE-PRES. EURIDES SUTILLI: Convido a doutora Eleonora para assumir o seu posto de presidente dessa Casa.

PRES. ELEONORA BROILO: Se nenhum mais… Espaço de líder ao vereador Mauricio.

VER. MAURICIO BELLAVER: Senhora presidente eu tinha pedido aparte é que eu fiquei ali… O trigo, uma boa parte do trigo que nós consumimos, que é feito o pão, vem de lá.  Então pensam bem né uma boa parte bem mais da metade vem de lá. Nós pegamos trigo para fazer nossa farinha, nosso alimento, o pão né. Então não é só fertilizante, têm várias coisas aí; carvão vem de lá, muita, muita coisa. Era isso, senhora presidente.

PRES. ELEONORA BROILO: Se mais nenhum vereador quiser fazer uso da palavra considero encerrado o espaço do pequeno expediente. Passo para o espaço do presidente que são cinco minutos para avisos e informações sobre assuntos institucionais do Legislativo.

 

 

ESPAÇO DO PRESIDENTE

 

PRES. ELEONORA BROILO: Não farei uso de espaço. Nada mais a ser tratado nesta noite declaro encerrado a presente sessão do dia 7 de março. Uma boa noite a todos.

 

 

 

 

 

 

 

Eleonora Peters Broilo

Vereadora Presidente

 

 

 

 

Clarice Baú

Vereadora 1ª Secretária

 

 

 

 

 

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa e Apoio Administrativo.