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08/12/2022 17:07:28 - Farroupilha / RS
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Ata 4147 – 27/09/2021

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Tadeu Salib dos Santos.

 

Às 18 horas o senhor presidente vereador Tadeu Salib dos Santos assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Calebe Coelho, Clarice Baú, Cleonir Roque Severgnini, Davi André de Almeida, Eleonora Peters Broilo, Felipe Maioli, Gilberto do Amarante, Juliano Luiz Baumgarten, Mauricio Bellaver, Sandro Trevisan, Thiago Pintos Brunet e Tiago Diord Ilha.

 

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: …presente sessão ordinária. Informo o quórum com a presença de 13 vereadores nesta sessão do Grande Expediente do dia 27 de setembro de 2021; ausentes os vereadores Marcelo Broilo e Chico Sutilli. Em aprovação as atas nº 4.142 de 30/08/2021 e nº 4.143 de 31/08/2021. Os vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovadas por todos os senhores vereadores presentes. Solicito ao vereador Felipe Maioli, 1º secretário, para que proceda à leitura do expediente da secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SEC. FELIPE MAIOLI: Ofício nº 01/2021 – Ilustríssimo senhor presidente da Câmara Municipal Tadeu Salib dos Santos. Assunto: reunião acerca do sinal de telefonia no interior.  Cumprimentando-o cordialmente venho por meio deste informá-lo e inteirá-lo da reunião desta frente parlamentar em defesa do agronegócio com o secretário de comunicações Arthur Coimbra que ocorreu no último dia 17 de setembro de 2021. Em anexo encaminho o relatório em que solicitou-se uma maior atenção ao nosso município acerca da temática. Atenciosamente, gabinete parlamentar, 21/09/2021, Roque Severgnini presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Agronegócio. Convite: O Município de Farroupilha, através da Secretaria Municipal de Finanças, no uso das atribuições que lhe confere a Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, art. 54, consoante com o art. 9º, convida todos os munícipes e entidades representativas para a apresentação do Relatório da Demonstração e Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais referente ao 2º Quadrimestre de 2021, dos Poderes Legislativo e Executivo. A realizar-se em audiência pública no dia 29 de setembro de 2021, às 18h30min, tendo por local o salão nobre da Prefeitura localizado na Praça Emancipação, s/n, nesta cidade. Farroupilha, 22 de setembro de 2021. Atenciosamente, Plínio Balbinot Secretário Municipal de Finanças. Vamos lá, agora pedidos de informação. Pedido de informação nº 50/2021; o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da Lei Orgânica, art. 23 inciso XII, combinado com o regimento interno, art. 184 inciso I e art. 185, que seja oficiado ao setor responsável do Poder Executivo Municipal, para que encaminhe a esta Casa, as seguintes informações acerca da Associação Farroupilhense Pró-Saúde: 1 – Quais são os servidores [sic] contratados pelo município junto à Associação Farroupilhense Pró-Saúde? (especificar); 2 – Qual a forma de contratação dos servidores [sic] da Associação Farroupilhense Pró-Saúde? (especificar contratos e demais atos); 3 – Quais são os profissionais da saúde e suas áreas de atuação, disponibilizados pela Associação Farroupilhense Pró-Saúde à população? (especificar nomes completos e especialidades); 4 – Quem são os responsáveis por administrar a Associação Farroupilhense Pró-Saúde? (especificar nomes e atuação dos administradores, isto é, gerentes e diretores); 5 – Quem faz parte do Conselho Administrativo da Associação Farroupilhense Pró-Saúde? (especificar nomes completos, entidade que representa e funções); 6 – Quanto o Município paga pelos serviços contratados junto à Associação Farroupilhense Pró-Saúde? (especificar por procedimento); 7 – Quanto o Município já pagou à Associação Farroupilhense Pró-Saúde no ano de 2021? (especificar por mês). Nestes termos, pede deferimento. Gabinete parlamentar, 22 de setembro de 2021. Esse pedido de informação foi feito pelo vereador da bancada do PSB Juliano Luiz Baumgarten. Pedido de informação nº 51/2021; o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da lei orgânica, combinado com o regimento interno, que seja oficiado ao setor responsável do Poder Executivo Municipal para que encaminhe a esta Casa uma lista completa de todos os veículos automotores ativos de propriedade, ou que esteja em posse, do Poder Executivo Municipal e da Empresa Farroupilhense de Saneamento e Desenvolvimento Ambiental (ECOFAR), discriminando o código RENAVAM, a marca/modelo/versão, espécie/tipo, as placas, a cor predominante, se encontra-se identificado com alguma espécie de logotipo ou não, se possui algum rastreador por GPS instalado ou não e a que órgão está ligado/pertence (Secretaria Municipal/Setor ou outra divisão administrativa), tendo em vista o princípio constitucional da ‘publicidade’. Nestes termos, pede deferimento. Gabinete parlamentar, 22 de setembro de 2021. Pedido de informação solicitado pelo vereador da bancada do PSB Juliano Luiz Baumgarten. Pedido de informação nº 52/2021; o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da lei orgânica, combinado com o regimento interno, que seja oficiado ao setor responsável do Poder Executivo Municipal para que encaminhe a esta Casa, uma lista completa e discriminada, contendo nome completo, cargo, matrícula, data de ingresso, atribuições, formação educacional (ensino superior, médio ou fundamental) e remuneração (total dos ganhos) de todos os funcionários da Empresa Farroupilhense de Saneamento e Desenvolvimento Ambiental – ECOFAR – tendo em vista o princípio constitucional da ‘publicidade’. Nestes termos, pede deferimento. Gabinete parlamentar, 22 de setembro de 2021. Pedido de informação este feito pelo vereador da bancada do PSB Juliano Luiz Baumgarten. Pedido de informação nº 54/2021; o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da lei orgânica, combinado com o regimento interno, que se oficie o Poder Executivo Municipal, no seu setor competente, para que informe a esta Casa Legislativa as informações referente à solicitação do requerimento de nº 36/2021 sobre o estudo de viabilidade para municipalização do trecho de da rodovia RS-448 correspondente a área urbana do núcleo da Vila Jansen no interior de Farroupilha. Nestes termos, pede e espera deferimento. Sala de sessões, 22 de setembro de 2021. Pedido este de informação realizado pelo vereador da bancada do PDT Gilberto do Amarante. Pedido de informação nº 53/2021; o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da lei orgânica combinado com o regimento interno, que seja oficiado ao setor responsável do Poder Executivo Municipal para que encaminhe a esta Casa, as seguintes informações: 1 – o município atende quantos alunos estudantes da rede municipal de ensino com o transporte escolar; qual o percentual de alunos estudantes da rede municipal de ensino é atendido pelo transporte escolar do município? O município tem ciência se o estado do Rio Grande do Sul atende alunos/estudantes da rede estadual de ensino com transporte escolar? O município tem ciência do percentual de alunos estudantes da rede estadual de ensino que é atendida pelo transporte escolar pelo estado do Rio Grande do Sul? O município possui algum convênio ou outra forma de ajuste qualquer com o estado do Rio Grande do Sul que tenha como objeto o transporte escolar de alunos/estudantes? Se sim, qual seria? Enviar uma cópia. Nestes termos, pede deferimento. Gabinete parlamentar, 22 de setembro de 2021. Pedido de informação realizado pelo vereador da bancada do PSB Juliano Luiz Baumgarten. E por fim Pedido de providência nº 01/2021 – autor Juliano Luiz Baumgarten da bancada do PSB. Assunto: revitalização de praça. O vereador abaixo firmado solicita anuência dos demais pares para que seja encaminhado à Prefeitura Municipal de Farroupilha pedido para que proceda com a revitalização da Praça, de nome desconhecido, localizada nos fundos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cinquentenário, na esquina da Rua Ubaldo Zanelato com a Rua Alecrim, Bairro Cinquentenário, Farroupilha/RS. A Praça encontra-se sem calçamento e iluminação adequados, com poucos brinquedos, sendo que os que existem estão em péssimo estado de conservação, sem bancos, sem ajardinamento e sem equipamentos de ginástica para a terceira idade, como mostram as imagens em anexo. Nestes termos, pede deferimento. Gabinete parlamentar, 24 de setembro de 2021. Pedido de providência feito pelo vereador da bancada do PSB Juliano Luiz Baumgarten. Senhor presidente, bom trabalho, eram essas as informações.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, 1º Secretário vereador Felipe Maioli. Neste instante convidamos para fazer parte da mesa o senhor José Ademir Theodoro, coordenador de comunicação do centro de valorização à vida e o senhor Erni Machado dos Santos, voluntário da CVV para explanarem sobre como ocorre o procedimento dos atendimentos e as demandas recebidas da região, as ações previstas para o Setembro Amarelo deste ano dentre outros assuntos. Disponibilizamos ao companheiro José Ademir Theodoro o espaço de explanação também juntando este tempo de 30 minutos ao Senhor Erni Machado dos Santos voluntário da CVV. Muito boa noite, o senhor pode usar a tribuna se o senhor se sentir mais à vontade. Sejam bem-vindos.

  1. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Acho que vou conseguir levar com a máscara, se puder ficar com ela até o final eu fico, às vezes falta ar, mas vamos lá. Eu quero agradecer o vereador pastor Davi pelo pedido e todos os demais vereadores que aprovaram por unanimidade nossa presença aqui, também o Gabriel colega de imprensa e a todos que estão presente aqui e o meu colega voluntário João Erni. Nós vamos fazer uma explanação bem rápida do nosso trabalho, o nosso trabalho que eu digo o trabalho do CVV né; nós somos voluntários do CVV a serviço do CVV. Para trazer presente embora acredito que todos já devam ter visto na imprensa ou por aí cartazes com o número 188. Quem trabalha na área médica sabe né que existisse essa entidade é uma entidade sem fins lucrativos, uma entidade criada no Brasil há quase 60 anos e que hoje conta com mais de 4.000 voluntários no Brasil. São mais de se aproxima dos 130 postos no Brasil. Em Caxias o CVV vai fazer no próximo ano, dia 21/05, 10 anos em Caxias. E nós, depois vocês vão ver nos dados ali, chegamos a uma média de três milhões de ligações de pessoas que acessam o nosso serviço por ano. E a entidade trabalha na prevenção do suicídio, sem julgamento, apoio emocional às pessoas que precisam e querem conversam. Não sou, não somos uma entidade de psicologia, nem médica, nem psiquiatra, somos voluntários cada um com sua profissão lá dentro da sua contribuição; cada voluntário tem uma disponibilidade de 4 horas por semana para fazer o plantão que é nossa essência. Num local em Caxias do Sul e cada um nos seus municípios tem o seu local aonde o voluntário cumpre 4 horas semanais de atendimento absolutamente sigiloso. A pessoa, a outra pessoa que está que acessa o nosso serviço ela sabe que está falando com um voluntário do CVV e nós estamos falando com uma pessoa que quer conversar com nós; e nós nos disponibilizamos a fazer isso. Então a gente vai passando aqui os dados a gente tem todo ali o nosso trabalho para a gente ir acompanhando. Deixa eu ver que lado eu mando aqui, para cá? Ah, para cá. Tá. Então ali… Ah, tá. Isso aqui, beleza. Bem, falar é a melhor solução. Todo mundo sabe, doutora sabe mais do que nós, doutor também Thiago e nós, Tadeu, e companhia sabemos que o suicídio sempre foi um tabu na sociedade. É um tabu que já terrível falar do suicídio, nós da imprensa por muitos anos tivemos muita dificuldade em fazer uma pauta sobre suicídio. Eu digo discutir/falar não sensacionalizar né. Não ir atrás e abrir manchetes sobre suicídio, mas falar, provocar o debate, a discussão, incentivar a criação de políticas públicas né. É uma questão de saúde pública né. Aliás, o CVV foi determinado pelo ministério da saúde como entidade de saúde pública e utilidade pública. Então falar é a melhor solução e isso o CVV não abre mão disso. Isso está na nossa estampa. Precisamos falar sobre suicídio. É falando que nós vamos despertar e fazer com que as pessoas comecem a perceber quem está ao nosso redor que é uma doença; doença, às vezes, cheia de sinais e a gente não percebe. O CVV é o Centro de Valorização da Vida né realiza apoio emocional e prevenção do suicídio atendendo atendido por voluntários gratuitamente. Todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre total sigilo por e-mail é um serviço nosso, ‘chat’ e pelo 188, telefone 188. O atendimento é realizado todos os dias 24 horas em todo o Brasil. Se alguém aqui de Farroupilha ligar para o 188 pode ser atendido por alguém lá de Fernando de Noronha se tiver um posto lá do CVV, todo o Brasil. Existe desde 1962 fundada em São Paulo hoje mais de 120 postos já chegamos a quase 130, cerca de 4.000 voluntários e três milhões de atendimentos por ano, isso no Brasil. Pessoas que procuram CVV: dificuldade de entrar em contato consigo mesmo então é questão emocional; fatores econômicos; problemas de saúde. Dificuldades emocionais e de relacionamento podem acelerar o pensamento suicida; podem, não quer dizer que vai acontecer né. É um sofrimento prolongado e intenso, é um problema social/econômico e acima de tudo considerado um problema de saúde pública. A pessoa se sente sozinha, incompreendida, cansaço de continuar vivendo, desespero/ódio/vingança; não vê saída. Procura o CVV que é um dos serviços. No Brasil está cheio de entidades que trabalham e também combatem o suicídio, os municípios têm políticas públicas, enfim, não é só o CVV que presta esse tipo de serviço. Nós não somos criadores de estatísticas sobre o suicídio, nos não somos psicólogos, nós que digo o CVV, não dá conselhos, não dá conselhos nós escutamos as pessoas. É um trabalho de apoio emocional, de acolhida à pessoa que está sofrendo e precisa conversar com alguém; que ela já tentou ali fora conversar com alguém e não foi compreendida e às vezes não pode, não quer contar o seu problema. Um problema que ela tem às vezes carrega a vida toda às vezes é lá da escola, é lá da infância, uma consequência de um bullying, de algo, uma perda que teve na família. São diversos né. E isso tá doendo dentro dela, vai levando para a vida até o ponto de começar a perder o sentido da vida. O CVV, 188, está ali para atender essa pessoa sem julgar, isso que é importante. Quem quer se matar avisa, dá sinais; mudança de hábito, desgosto por atividades que antes lhe davam prazer, sintomas depressivos, enfim, aquela conversa que a gente ouviu toda a nossa vida né “quem quer se matar não avisa” ou “quem avisa não se mata”. Não é bem assim né. Quem quer avisa, dá sinais. E talvez a acolhida seja a última cartada dela né, a última tentativa. Há indicadores de hereditariedades, cientificamente os médicos sabem mais do que a gente né, hereditariedade também é um indicador. Existem causas imediatas, predisponentes como perda de emprego, fracasso amoroso, perda de um ente querido ou falência financeira que agem como o último empurrão para o suicídio. Aqui a gente sabe que, “mas a pessoa não tinha nada, era uma pessoa normal, não tinha nada, alegre jogava futebol, cantava, uma pessoa maravilhosa. Se suicidou. Então vejam bem, ali não é às vezes imediata né uma perda imediata um impacto na vida que não esperava então não teve o controle e às vezes não teve acolhida. Cinco sinais de que alguém está considerando o suicídio: – tristeza intensa durante vários dias; falta de interesse e planos para o futuro, aqui é meio perigoso a juventude, perspectivas, aliás, o que mais cresce dos 15 aos 29; falar frases como “você estaria melhor sem mim” ou talvez “eu deveria sumir, você não precisa de mim, não faço falta nenhuma para você, o que estou fazendo aqui”; tentativas prévias de suicídio, algumas coisas que você percebeu e isso é tão comum às vezes a gente vê que a pessoa sumiu, a pessoa foi num lugar perigoso sabe, às vezes a gente diz “ah, mas ela desafia, quer desafiar, ela é um aventureiro”; doação inexplicada de objetos valiosos “fica para você, isso aqui não me faz mais falta”, “não preciso disso quero te fazer um presente” fique atento pode estar acontecendo com você ou com alguém próximo às vezes com nós mesmos ou alguém da família ou amigo/colega de trabalho/colega de aula. Está aí estão por aí, nós estamos por aí. Sobre o suicídio. Porque ele não foi escutado? Aliás, o princípio de tudo isso foi para que alguém criasse algo que se pudesse escutar, e que alguém pudesse falar sem ser julgado na sua dor; sem dizer “ah, mas você está assim porque você fez isso”, “ah por que o ambiente que você vive é assim”, “ah por que tu não soube administrar a tua empresa então…” Isso é julgamento. Aqui não, aqui é acolhida. Todos dão conselhos, mas ninguém escuta o que ele tem a dizer. Esse indivíduo, portanto, fica com a impressão de que não existe para o mundo. E assim né eu fico com o João aqui o João chega a me contar um problema, sento com o João, o João diz “bah cara estou numa situação financeira difícil, cara, estou passando por dificuldade, tá feia a vida tô perdendo a vontade de viver”. “Que nada cara faça como eu fiz eu dei um jeito eu encontrei a solução sabe, que cara olha saúde tua olha o que tu tem cara” Não. Ele não quer ouvir isso, isso ele já ouve. Ele quer falar e que alguém o escute, coisa que a gente não consegue fazer no dia a dia né por aí. Ouvir a pessoa. Às vezes a gente já quer dar contar que a gente tem um problema maior e que eu sou herói, porque eu passei por esse problema pior do que o dele e estou aqui. Não, ele não quer ouvir isso. Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive a uma tentativa de suicídio não quer dizer que esta fora de perigo, não está tudo resolvido. Falar sobre suicídio não aumenta o risco, muito pelo contrário, falar com quem alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem. Então falar é a melhor solução. No Brasil uma pessoa morre por suicídio, a gente não diz se suicida/morre por suicídio, a cada 45 minutos e ao menos outras 60 tentam tirar a própria vida por dia. 25 pessoas por dia tiram a própria vida no país; no mundo uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos. Eu quero passar para o João agora nessa parte aqui que o João segue.
  2. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Boa tarde a todos. Muito obrigado, senhor Tadeu, pela oportunidade. Dando continuidade então o Brasil… Oi, ok muito obrigado. No Brasil a maior porcentagem de suicídios é registrada entre jovens, embora as meninas normalmente, os meninos normalmente se matam mais, embora as meninas tentem mais. Isso tem explicações devido até a própria diria assim a própria força física não a força mental ou coisa do gênero. Eu queria dizer quo que a gente está dizendo aqui são baseados em estudos e não são verdades absolutas, são apenas o que apareceu como preponderância em todos os estudos que foram feitos né, não quer dizer que sirva para mim ou sirva ou algum conhecido. Essa tendência também acompanha os adultos por causas culturais relacionadas a costumes e preconceitos sociais. Os preconceitos vocês sabem quais são né? Bullying até a questão da homofobia, a questão de indefinição de sexualidade lá atrás né, tudo isso influência também; na sociedade vive com diversas situações de agressão, com petição e insensibilidade, campo fértil para que transtornos emocionais se desenvolvam. Aqui a gente fala muito do jargão ‘eu tenho que ter e não tenho que ser’. Então o ter está muito forte né. Então se não se enquadra dentro dos padrões também pode ocasionar questões emocionais muito difíceis. O Rio Grande do Sul é o estado que possui os maiores índices de autoextermínio no Brasil. Os dados estão ali embaixo no CEVS né onde tem todos os dados por regiões e por cidades, mas eu já posso antecipar que a nossa região e a região ali de Santa Cruz/Venâncio Aires são onde tem os maiores percentuais devido ao uso abusivo de agrotóxico que os médicos sabem melhor que nós que nos causam uma confusão mental muito forte e as tentativas de suicídio e o suicídio são maior. Mas eu me lembro de cabeça, o Rio Grande do Sul a média é de cada 100 habitantes 10 cometem, morrem por suicídio, sendo que a média nacional está em torno de 5 a 6; isso são dados de 2021, 2020 perdão. Essa parte é interessante, porque nos abre um debate bem interessante sobre a quem recorrer. A pessoa quando está sobre impacto emocional forte ele procura algumas alternativas e uma das alternativas e através da fé. Isso aqui está fora de ordem né não necessariamente seja nessa ordem. Através da fé por meio da espiritualidade e aí não cabe a nós ele vai aonde ele se sente bem né; e a ciência através da medicina, através de medicamentos ou de terapia. Aqui o que é importante quando ligam para o CVV, a gente um dos primeiros passos a gente indica ajuda profissional dos estudantes em emoções né, de quem estudou emoções, e lógico nós não somos contra a medicação muito antes pelo contrário, mas ele tem que procurar ajuda sim; e apoios humanitários como é o caso do CVV que é o trabalho que a gente faz. Aqui eu tenho algumas frases que a gente segue muito o Rubem Alves, o Rubem Alves tem aquela fé, aquela frase muito interessante que todos nós conhecemos que a gente aprende por dois sentidos ou é dor é amor né, e ali está então, não vou ler para vocês, mas a gente acredita muito nessa frase que o Rubem Alves coloca ali. Bem interessante. E um dos nossos, esse aqui é o cara que criou, é o escritor que criou, é um dos adeptos da comunicação não violenta né que foi o Rosenberg e ele seguiu e foi através dele, baseado nos estudos dele, que se criou CVV. O CVV eu vou dar um pequeno toque bem leve como que surgiu os preceitos do CVV que seriam os preceitos samaritanos. Foi em Londres, há muito tempo atrás, uma menina, digamos assim, teve o ciclo menstrual ou veio à menstruação e ela pensou que tinha acontecido alguma coisa com ela, porque ela tinha tido um relacionamento anterior a isso e ela cometeu suicídio, porque pensou que tinha aconteceu alguma coisa. Baseado nisso, parece um detalhe tão simples, mas aí o Rubem Alves foi atrás e através das explicações deles das teorias dele das obras deles teve então esse pessoal, esses estudantes que criaram então o CVV. Aqui é interessante: “ninguém precisa dar solução para os problemas do outro deve apenas aprender a ouvir”. Aqui nós sabemos a diferença entre ouvir e escutar. O ouvir nós usamos os sentidos já o escutar exploramos a emoção o sentimento que existe por trás daquela fala. Muitas vezes aqui eu vou botar uma apenas uma abertura, a pessoa dá risada e diz “hoje eu tô muito feliz” no decorrer da conversa o quê que acontece? Ele está é triste. As pessoas encontram soluções dentro de si quando conversam e refletem sobre seus conflitos e emoções; com compressão, aceitação, confiança, respeito, comunicação e empatia. Nós trabalhamos esses tópicos de uma maneira voltado para compreensão. Por exemplo, um exemplo é muito comum quando a pessoa está sofrendo no senso comum a gente pega na mão dessa pessoa e diz “olha você vai sair dessa, amanhã é outro dia”; esse só reforça o sentimento negativo que ele tem. O que a gente diz é assim “olha seja o que acontece seja o que estiver acontecendo com você eu estou aqui eu estou do teu lado, você não está sozinho”. Esse é o grande truque o grande truque do CVV. É mostrar que as pessoas não estão sozinhas. A gente trouxe aqui alguns exemplos de como é que é a nossa abordagem, porque o pessoal pode dizer assim, “mas que milagre vocês fazem”. Não, não existe milagre, não tem isso né. E outra coisa as pessoas recorrem ao CVV mais de uma vez. O CVV não é uma terapia, mas tem efeitos terapêuticos. Então qual é o senso comum? O senso comum é “você vai ficar bem, para de se preocupar”, esse é o senso comum de uma pessoa que dá conselho. Qual é essa, a abordagem centrada na pessoa eu falei do Carl Rogers ele que criou isso aqui lá no inicio “você não está sozinho eu estou aqui para te ajudar”. O que a gente acabou de falar. O senso comum “é tudo coisa da sua cabeça”, senso comum; o que a abordagem centrada na pessoa, que não é só o CVV que faz, outras pessoas fazem, os psicólogos fazem, os psiquiatras fazem, os terapeutas fazem, agora tem a hipnoterapia que o pessoal está usando bastante com muita está dando bons resultados, “parece que você está com problema e que ele está te causando estes pensamentos e sentimentos” né. Esses são os nossos exemplos. Esse aqui é para matar, esse aqui quem não tem uma tia ou uma vó né, com todo respeito a elas, carinhosamente aqui eu os falo “olha eu vou te dar um conselho”; ah, o conselho é mortal. Abordagem centrada na pessoa “fale comigo, estou aqui para te escutar”. Certo. Senso comum “sai dessa olha pelo lado positivo”, embora isso tenha algumas verdades né, mas esse é o senso comum. O senso de abordagem centrada na pessoa “você pode até não acreditar, mas eu estou com você para tentar mudar essa situação”; que na verdade o quê que ele quer? Conversar. Senso comum “todos nós passamos por fases como essa”; nem sempre né. Não podemos o Zé citou não podemos nos citar como exemplo, o que é para mim não é para o outro. Muitas vezes a gente enxerga uma lagartixa, a pessoa está enxergando um jacaré ou coisa que o valha. Abordagem centrada na pessoa “pode ser que eu não o compreenda exatamente o que está passando, mas me preocupo com você e gostaria de poder ajudar”. Ali a gente abre um diálogo de ajuda né que tem o (INAUDÍVEL) que é um escritor alemão que ele fala muito sobre diálogo de ajuda, é muito interessante. A nossa missão valorizar a vida, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida mais plena e, consequentemente, prevenindo o suicídio. A nossa missão e depois nós vamos falar aqui até está no ar aqui o Setembro Amarelo né. O Setembro Amarelo tem uma história tem uma história na internet de um moço do Mustang amarelo não sei o quê aquilo não é verdade; infelizmente não é verdade, mas é o que mais tem. a verdade é que a Associação Brasileira de Psiquiatria junto com a Associação Brasileira de Psicologia e o CVV criaram o dia 10 de setembro e a cor amarela, cor amarela por causa da vida, energia, o sol, etc., e criamos um ‘spotzinho’ que nem vai vir agora em outubro, vai vir o Setembro [sic] Rosa então foi baseado nisso que foi criado então o Setembro Amarelo. Que houve uma parceria também do CVV. Tem uma outra campanha do setembro que se não me engano é Setembro Verde, mas esse aí é um outro assunto. O Setembro amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio com o objetivo direto de orientar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. O quê que a gente, como é que foi como é que a gente como é que os idealizadores do Setembro Amarelo fizeram? Vamos colocar em amarelo todos os grandes monumentos né do Brasil dentro do possível. Então se a gente por acaso ver algum monumento em amarelo que agora que deu um ‘tilt’ aqui. Aqui eu chamo a atenção para o Beira-Rio, desculpa, para o Beira-Rio e assim tem ali o Cristo Redentor, enfim, aqui em Caxias nós tivemos a Câmara de Vereadores que nos auxiliou bastante tá em amarelo, tem mais o que Zé o SAMAE né.
  3. JOSÉ ADEMIR THEODORO: O Pompéia.
  4. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Ah, isso o Pompeia nosso hospital.
  5. JOSÉ ADEMIR THEODORO: O SAMAE.
  6. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Isso é para chamar atenção sobre o Setembro Amarelo. Para o ano que vem fica o convite aqui né Tadeu, quem sabe. Quem quiser ser voluntário do CVV nós temos cursos, são dois por ano, esse ano nós tivemos um problema então a gente por óbvio né então está aberto agora para o mês do mês que vem quem quiser ser voluntário do CVV. Quem quiser ser voluntário do CVV, basta ter 18 anos né claro que é feita uma seleção prévia, mas pode ser um auxiliar de atendimento pode ser um voluntário de atendimento ou um voluntário de apoio. Se ele conhece psicologia, se ele conhece, enfim, nós temos até marceneiros que trabalham com a gente fazendo a conservação do prédio, temos pintores, enfim, de todos os segmentos da sociedade nós temos pessoas que nos ajudam. Agora eu convidaria ali para passar um filme sobre o Setembro Amarelo que depois nós vamos encaminhar para o nosso encerramento. Eu não sei se há condições do nosso amigo colocar o filme sobre a campanha do Setembro Amarelo.
  7. JOSÉ ADEMIR THEODORO: No YouTube né.
  8. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Oi?
  9. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Que tá acho que está salvo no YouTube.
  10. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Tá no Youtube eu acho. É. Enquanto o filme… Está ali. (APRESENTAÇÃO DE VÍDEO). Muito obrigado.
  11. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Esse ano o CVV ele entrou numa campanha com esse tema esperançar da Associação Internacional de Prevenção do Suicídio que sugeriu esse tema no dia 10 de setembro que é o dia internacional de prevenção ao suicídio e o setembro amarelo é o mês de conscientização, usar então o tema: criando esperança por meio de ação; saindo um pouco de dentro do CVV e convidando a sociedade para que cada um individualmente pudesse fazer isso. Aquilo que a gente falou, se alguém procura para conversar com a gente a gente mudar um pouco o hábito de querer falar do meu problema e escutar essa pessoa. É convidar a sociedade para ter esses hábitos, para as pessoas ajudarem nisso. Isso até em função da pandemia que, aliás, é um tema, alguém pode perguntar “a pandemia cresceu?” Nós não temos o dado que cresceu o número de atendimentos, mas cresceu o conteúdo. O conteúdo do atendimento teve um aumento significativo no problema. Aquela pessoa que tinha um problema, já tinha um problema ou outro, agora a pandemia piorou a situação dela, entrou junto. Então até em função da pandemia então o CVV entendeu necessário né entrar nessa campanha aí: ‘criando esperança por meio da ação’. É o tema desse ano e por isso esse ‘spotzinho’ foi gravado com esse conteúdo.
  12. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Obrigado, Zé. Aqui nós temos nossas referências né da onde a gente tirou. Nós temos aqui que agradecer a vocês né e quem sabe num tempo próximo a gente venha a Farroupilha fazer um curso de capacitação para todos os voluntários. Nós temos várias pessoas que nos ajudam, vários profissionais que nos ajudam dentre os quais o escritor jornalista da Rede Globo o André Trigueiro que nos dá muito apoio e nós estamos com a fala dele que o nosso amigo lá poderá colocar. Da nossa parte, muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Muito obrigado aos nossos explanadores José Ademir Theodoro, popularmente e carinhosamente chamado pela maioria de nós que o conhecemos de Zé Theodoro e também a presença do seu João Erni Machado dos Santos voluntário do CVV. Eu coloco à disposição dos senhores vereadores…

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Tem o filmezinho de encerramento, é bem curtinho.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS:…Logo após a passagem do filme para questionamentos. Então se algum dos senhores tem algum questionamento e também quer trazer algo que é de seu conhecimento e também venha a valorizar a explanação do CVV aqui, logo em seguida. (APRESENTAÇÃO DE VÍDEO).

  1. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Tem um aspecto que a gente não falou, mas que estava reservado para falar engatando numa resposta, quando eu falei do ‘chat’, do e-mail, do 188, tem um serviço no CVV mais dois serviços chamado CVV-Comunidade que agora com a pandemia está prejudicado. “Prejudicado” né, mas está sem a gente poder agir que é o presencial, que é o grupo de apoio né, quando se forma os grupos e vai lá presencialmente conversar, os CVVvianos vão lá. Então é um serviço dentro do CVV chamado: comunidade. Um outro serviço é o GASS que é o Grupo de Apoio aos Sobreviventes de Suicídio aqui também no mesmo modelo da comunidade. Aqueles grupos de apoio que várias entidades promovem aí e a gente sabe que têm, os planos de saúde também já fazem esse trabalho de pegar as pessoas aí e botar um psicólogo lá conversar os grupos compartilharem as suas os seus sofrimentos então no CVV é chamado CVV-Comunidade.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Muito obrigado. Eu convido os senhores vereadores pelo tempo de 3 minutos para pergunta ou algum questionamento e o mesmo tempo para o nosso convidado também abordar sobre o questionamento feito ou a pergunta também feita aos nossos convidados. A palavra está com o vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhor presidente, colegas vereadores, vereadoras saudar os nossos participantes dessa noite. Primeiro de tudo parabenizar o trabalho de vocês, tudo, quando a gente envolve vidas, é de extrema importância e haja vista cada vez a nossa sociedade está mais doente; se ela não tivesse tanto doente nós não teríamos praticamente uma farmácia em cada esquina. E quando a gente fala nisso, no suicídio, lembro do Durkheim sociólogo francês que aponta como uma das teses que o próprio suicídio é um fato social, que é um fato que é fomentado, gerado e discutido por uma série de fatores que vão se somando, se somando e chegam num ponto que esgota e aonde que essas pessoas muitas vezes perdem todo o interesse da vida e acabam tirando ela. Eu também quero parabenizar e cumprimentar meu colega pastor Davi pela proposição da temática da noite. E a pandemia né é de conhecimento, de saber de todos, mas não adianta, ela piorou e muito e cada vez mais nós vamos ver os resquícios. Hoje pela manhã mais uma escola me contatou com vários casos preocupantes onde que os adolescentes/as crianças com uma carga gigantesca acabam acumulando depressão, síndrome do pânico, entre outras, e 2018, se não me falha a memória, agora o ano eu não lembro preciso, 18 ou 19 foi realizada a Semana da Juventude a qual falamos sobre a questão da saúde e da juventude e falamos sobre a questão do suicídio do trato da depressão e teve uma escola que na época tinha muitos e muitos casos de tentativas de mutilações. E a minha pergunta ela é bem simples eu escutei que vocês falaram que vocês não têm estatísticas sobre a questão de quantos suicídios aconteceram, mas eu quero saber qual que é o maior público que procura o CVV? São jovens, meia idade, pessoal de mais idade, enfim. Essa era minha pergunta. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador. Zé Theodoro ou então senhor João Erni.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Antes da pandemia, depois da pandemia a maior incidência era idosos, ou seja, ficam isolados sozinhos né, então, mas antes no geral é de 15 a 22 anos, inclusive de 5 anos. Nós temos a estatística, mas não estamos autorizados a falar, mas nós temos crianças até de 5/6 anos. Não sei se eu respondi. E nós acreditamos baseado na tua pergunta que se um dia o nosso sonho é do CVV não existir mais né na tua linha de raciocínio, porque nós acreditamos na tendência evolutiva das pessoas. As pessoas querem evoluir querem ter vida plena, as pessoas querem estar de bem com a vida e o CVV desperta isso, tenta despertar essa tendência. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Nós colocamos a palavra à disposição. Não sei se o pastor Davi quer falar agora ou quer falar mais no finalzinho. Pode ser? Por ordem então convidamos para fazer uso da palavra a vereadora doutora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite, senhor presidente, colegas vereadores, colega pastor Davi, o senhor foi muito feliz na sua escolha de trazer esses convidados né; boa noite a todos que nos acompanham. Na realidade eu não tenho muitas perguntas, não tenho pergunta a fazer, mas eu quero agradecer aos senhores, ao senhor José Theodoro que nós conhecemos o nosso dia a dia aqui da Câmara e o senhor João Erni Machado dos Santos que tão prontamente né se colocaram a nossa disposição e fizeram essa explanação tão boa, tão completa, tão magnífica né, sobre o trabalho do Centro de Valorização à Vida na prevenção do suicídio. E eu gostaria de dizer que como pediatra nós temos visto cada vez mais o aumento do número de tentativas de suicídio na idade na mais tenra idade, na idade infantil; quando o senhor você falou em 5/6 anos é verdade né. E essas crianças quando eles realmente colocam isso na cabeça a gente sabe que eles não avisam né, a gente tem que estar com o olho muito grudado neles, então assim as palestras tudo que os senhores tem feito, ajudando estas famílias também com certeza tem sido de grande valia. Muito obrigado por os senhores estarem aqui, nos proporcionarem essa grande palestra. Obrigada.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Nós que agradecemos né Zé. Eu não sei qual é a idade de vocês, mas a minha já passei dos 40 lembram que a gente morria de sarampo, catapora, que mais? Varicela, aquela que dava na garganta aqui…

VER. ELEONORA BROILO: Crupe.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Isso. É. E como é que foi resolvido isso? Foi conversando, debates né, palestras, ajuda dos profissionais, e é o que a gente faz… É isso que a gente faz.

VER. ELEONORA BROILO: A vacinação teve uma um papel muito importante.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Também.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: A palavra está à disposição agora da vereadora doutora Clarice Baú.

VER. CLARICE BAÚ: Boa noite, presidente, boa noite aos colegas, público que aqui está nos prestigiando, aqueles que nos assistem de seus lares, a imprensa, nossos servidores, em especial os nossos convidados; parabenizar pela disponibilidade de vir aqui e realmente nos dar essa aula. Eu como professora que já fui, eu posso dizer que foi uma explanação didática importante para vir aqui deixar o seu recado. É importante também né saber passar o recado e com certeza vocês conseguiram parabéns. Também meu colega pastor Davi que teve a iniciativa de nos prestigiar com os convidados e a explanação. Sempre fui favorável e acredito na prevenção, em qualquer situação a prevenção é o melhor remédio. Mas também penso que nós temos que pensar além da prevenção nos casos concretos. Na questão de políticas públicas, me parece, esse é um olhar particular posso estar enganada, que nós temos poucas políticas públicas na questão de doenças mentais, nas questões psicológicas né. Haja vista que se nós tivermos um familiar com esses problemas e não tivermos condições de tratar, poderemos chegar realmente ao resultado que ninguém quer. Então acho que nós temos que também pensar, nós temos aqui em Farroupilha nosso hospital que já tem sua ala psiquiátrica, a gente não sabe se a demanda está sendo atendida ou não seria importante até uma avaliação. Mas a gente vê que num todo temo poucas políticas públicas nesse sentido. E a gente sabe o sofrimento das famílias quando tem essas questões e não ter condições de tratamento, porque é importante a prevenção, mas chega um ponto que temos que trata-los com psicólogo, com psiquiatra, internações, e aonde fazer isso? Os dependentes químicos, aonde? As pessoas com depressão, aonde? Nós não temos aonde nos socorrer. Acho que é importante nós aqui como poder público também né que nós debater e começar a pensar nessas questões. Por que como passaram, os índices são grandes né e com a prevenção ótimo, mas será que nós não temos que dar continuidade a ações concretas também através do poder público né que a coletividade seria melhor atendida. Obrigado, presidente, e parabéns pela explanação.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Muito obrigado. Eu queria só aproveitando bem rapidinho o país que tem menos índice de suicídio não vou dizer por que para não criar uma polêmica, mas ele primeiro ele fez o controle forte de drogas e álcool se for pego com álcool e droga, um brasileiro foi, enfim, tem severas sanções, muito severas; e também tem uma religiosidade apuradíssima. Eles têm um índice de 0,04%; baseado nisso que você falou.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Que fantástico. Espaço à disposição do vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Boa noite, senhor presidente, senhoras vereadoras, senhores vereadores; cumprimentar então o Zé Theodoro que é da casa mesmo né e o senhor Erni também. Parabenizar pastor pelo convite aqui né aos senhores estarem aqui a disponibilidade que vocês tiveram. Não sei não agora parece com a pandemia aumentou então a idade de pessoas que procuram o serviço da CVV, mas eu normalmente tô dentro sala de aula com essa gurizada e digo que tem ali 14/15/16/17 e alguns fazendo 18 anos e achei muito interessante aquela parte onde você diz que no cotidiano, na vida real no mundano as pessoas abordam dessa forma. E como que vocês abordam. E a gente percebe que isso é muito importante, porque eles estão num momento de aceitação, eles estão num momento complicado esses jovens e eu falo dos jovens com quem eu convivo mais. Eles estão num momento complicadíssimo de aceitação, de aceitação social, de inserção de grupo e para eles isso é muito pesado. Às vezes aquilo que para nós não parece ser algo falado de maneira agressiva, para eles muda totalmente, para eles é alguma coisa que foi diretamente direcionado; então assim esse cuidado é muito importante. É muito importante mesmo, por que não é, não é, de vez em quando que acontece que a parte da psicóloga do colégio vem e diz para nós professores fiquem de olho na tal criança, cuidem da saída dela no banheiro, analisem se ela vai demorar, se ela saiu, não, se der algum problema chama que a gente vai atrás ver aonde é que está. Então assim, quem convive com eles percebe que é complicado, claro que isso se estende para outras pessoas de outras idades, mas como convivo com eles é muito importante; a gente vive cuidando. Hoje mesmo essa ida ao banheiro daqui a pouquinho fui atrás, sexta-feira também fui atrás de uma saída ao banheiro. E nos vários colégios que estive trabalhando isso se repete, não foram tantos tudo bem, mas sempre tem esse cuidado que cada pouco acontece isso. Então parabéns pelo trabalho de vocês. Obrigado, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, Sandro.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Muito obrigado. Só, Zé, se tu me permite, que nem eu disse a gente não é nem psiquiatra nem psicólogo, mas nós temos que saber algumas coisas. Nós temos médicos também no CVV então a gente pede uma, que nós temos que estudar nós no caso para saber dar uma resposta compreensiva né. É a tal de síndrome de ‘borderline’ que é o que a gurizada tá está muito na moda de se cortar e tal.
  2. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Isso que o João fala é muito importante, porque nós e nós dentro do CVV, eu digo nós, mas o CVV ele não é uma entidade de orientação psicológica, não é. É uma entidade que faz, presta um apoio emocional sem julgamento e centrada na pessoa. A abordagem quando a gente quando alguém nos liga, para vocês terem uma ideia, as 4 horas que a gente fica lá né João a gente só fica aqui óh… A gente não tem tempo Às vezes tem que dar uma pausa para poder ir ao banheiro tomar uma água. Ela é claro que temos alguns temos alguns trotes também né, porque é natural né. Só que aí que está à questão. Como a gente não julga e nós não temos esse ímpeto de julgar, para nós um trote pode ser um atendimento, uma necessidade de alguém que precisa conversar e testa né. Então veja bem qual a importância disso. Ah o cara ligou e tá fazendo brincadeira; essa brincadeira dele pode ser uma necessidade, um sofrimento que ele tem e é a forma como ele quer conversar. E aí vem o trabalho nosso de fazer todo um atendimento, um acolhimento até chegar realmente aonde ele quer chegar, entender o quê que ele quer. Por isso que nós temos quando entra no CVV tem curso no PSV um curso que tu faz não lembro quantas horas…
  3. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: 40 horas.
  4. JOSÉ ADEMIR THEODORO: 40 horas que têm os monitores que dão do CVV mesmo e depois do curso você faz uma prova, uma provinha lá para ver se você está habilitado. E depois você vai fazer um atendimento acompanhado. Acompanhado o quê que é? Mas é um acompanhamento assim você fica o candidato fica lá com o voluntário quando vem o serviço ele se retira né, porque é absoluto, o sigilo, não existe qualquer possibilidade de uma outra pessoa ouvir o que ele está falando. E depois disso a pessoa diz “não, não me encontrei, isso não é para mim”; tem toda a liberdade para sair. Porque tem que tem que realmente estar preparado emocionalmente para poder fazer um atendimento se não você acaba você sofrendo e não continuando.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: A palavra está à disposição do vereador Calebe Coelho.

VER. CALEBE COELHO: Bem, eu gostaria de perguntar para vocês, na verdade, falar para vocês o seguinte né que o voluntariado ele é para todos, mas nem todos são para o voluntariado né. Eu venho desenvolvendo um trabalho já nos últimos seis anos estive ao lado de milhares de leitos de hospitais cantando para pessoas doentes, e o voluntariado é uma coisa que muda muito a nossa vida. Eu sou voluntariado em várias frentes de trabalho, ou melhor, eu sou voluntário em várias frentes de trabalho e vai chegar o dia e não está muito longe que eu vou fazer isso todos os dias da minha vida. Mas a pergunta que me ocorre agora e a pergunta que talvez vocês tenham ouvido menos, porque todo mundo vai querer saber sobre quem tenta atentar contra a própria vida ou né; a pergunta é o seguinte: quem cuida de vocês? Porque se eu fosse trabalhar um dia talvez nesse trabalho como vocês, passaria 4 horas ouvindo as pessoas e vocês passariam 8 me ouvindo depois, porque eu não tenho essa estrutura. Então como eu falei, voluntariado é para todos, mas nem todos são para o voluntariado nesse aspecto né. Acho que cada um tem que encontrar o seu caminho a sua forma de ajudar, alguns é por meio da religião, alguns por meio de doações, alguns por meio de trabalho; vocês com essa capacidade ímpar de ouvir né, porque não é fácil. Imagina alguém liga para ti e diz e você já deve ter ouvido muito “eu vou me matar” e tu tem que não desmoronar né. Então a pergunta é: quem cuida de vocês?

  1. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Bom, né, João, nós, primeiro a gente voluntário é involuntário ele tá lá, porque ele quer né; ele tem uma causa, porque ele tem um ele está despido ele quer ajudar e acho que parte daí. Ninguém chama o voluntário, obriga ele ser voluntário e dá salário para ele e ele nem quer isso, ele quer ser voluntário. Esse é o ponto de partida, querer ser voluntário. Depois o treinamento dentro do CVV vai te dando essa condição esse equilíbrio emocional que você tem para fazer o teu trabalho. Agora claro que no decorrer da do tempo, daqui a pouco um voluntário do CVV pede para sair, porque ele chegou no momento que ele acha que ele não pode mais continuar; mas quem cuida de nós? O nosso a nossa consciência do que a gente tem que fazer todo o treinamento que o CVV oferece o acompanhamento, a gente faz muitos cursos né; agora com a academia até ficou para nós até ficou um pouco melhor né, João, porque agora tu abre cursos ‘online’ pelo Brasil inteiro. Antes você tinha que ir a São Paulo ficar lá três dias, toda todo o transtorno de viajar e ir lá, hoje não hoje tu abre lá um ‘link’ e faz cursos pelo Brasil inteiro. Então muitos cursos muitos treinamentos e a coerência nos princípios, o CVV começou com um grupo de estudantes em São Paulo que viram um grande número de suicídios lá em São Paulo e decidiram ajudar né; e foi 2 anos com esse pessoal dos estudantes de psicologia para tentar chegar ao primeiro atendimento. Várias frustrações. Convocavam as pessoas para ir discutir fazer uma assembleia para tentar encontrar uma forma e não ia ninguém ou ia um profissional da Psicologia lá e destruía sabe. Tem dois momentos marcantes né, João, um momento que num desses encontros uma psicóloga lá diz para eles “se daqui 100 anos você tiver salvado uma vida, uma vida, já teria valido a pena”; um outro naquele momento que o grupo estava quase desanimando que não tinha apoio nenhum, alguém diz um psicólogo lá diz para eles, um professor da USP, diz para eles assim “daqui 10 anos, ou 100 né, é 10 anos, vocês vão entender muito mais em apoio emocional do que eu”. Isso foi injeção para eles. Então é baseado nisso que a gente faz o trabalho. Agora claro somos humanos daqui a pouco o Zé Theodoro né…
  2. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Eu queria complementar só a fala do Zé que foi muito boa, mas respondendo ao vereador, nós temos os nossos momentos de aconchego; nós temos uma hora chamada ‘ameaça zero’ aonde a gente se reúne com grupos pequenos que é a reunião de pequenos grupos aonde você bota para fora, você passa a ser escutado por outros voluntários. Se a gente não consegue ajuda, nós temos agora foi sexta ou sábado, José, sexta, nós pedimos para um psicólogo vir falar com a gente onde ele nos deu várias orientações para nos fortalecer dentro disso que você está fazendo. E nós temos congressos onde a gente não fala dos atendimentos a gente fala de nós. Então tua pergunta é bem pertinente, porque a gente se prepara sim.
  3. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Aliás, essa dos atendimentos não existe qualquer possibilidade a menos que haja um deslize de um CVVviano contar o que aconteceu no atendimento. A imprensa o maior sonho da imprensa é chegar e pegar um CVVviano e dizer “escuta o quê que ele falou, o quê que eles falaram?” Nunca vai conseguir isso, porque é sigilo absoluto.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Os senhores encerraram?

  1. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Nós que agradecemos.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Eu tenho ainda mais, ainda mais. O espaço está à disposição do vereador Gilberto do Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Boa noite, presidente, boa noite vereadores, boa noite vereadoras e os que estão nos assistindo aqui na Casa e em casa. Obrigado pela explanação os nossos convidados Zé Theodoro e o João Enri [sic] Machado dos Santos e pastor Davi que teria que ter vindo mesmo pela pessoa do pastor Davi esse convite aí tão graciosa e que traz para nós um conhecimento que talvez a sociedade num todo explora pouco né, Zé Theodoro. Que a gente vê, mas finge que não vê, mas muitas vezes a gente sente no dia a dia ou passamos a conviver. E me chamou muito a atenção a fala de vocês quando você fala da inversão do da nossa fala para aquela pessoa que está sofrendo a situação né. E é bem isso que vai a gente fala como se fosse a gente e não, vamos nos colocar ao lado dessa pessoa. Conheço algumas situações que aconteceram e realmente a fala era, porque, porque passei por muitas situações parecido ou muito pior, mas cada um tem o seu peso que carrega e sabe quanto que ele leva para si a cada momento da vida que a vida mesmo propõe. Eu vejo que hoje muitas vezes nós trabalhamos com o suicídio ele é um fato social e de fato é um fato social, mas ao mesmo tempo também nós podemos entender que é um entendimento como se fosse uma doença muito agressiva até mesmo como um câncer, porque às vezes tu carrega aquele problema para a vida toda e ora ela é mais ela se aparece ela se apresenta ora ela tá de bem e é conforme o diagnóstico que nós ou então através de tratamento ou até mesmo o poder público faz e de diferentes ações pode ser implementada para socorrer essas pessoas. E muitas vezes o, suicídio eu tive até dois primos que cometeram, são pessoas felizes, pessoas que dizem todos os dias que vão que estão de bem, estão sorrindo, estão felizes e dão esses sinais, dão esses sinais no nosso dia a dia.  E nós muitas vezes entendemos que não, que jamais essa pessoa fará isso e depois ele acaba vindo a cometer então. Por isso muito obrigado pela explanação. Obrigado. Acho que aqui hoje foi conhecimento para nós. Obrigado aos senhores.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Agora espaço à disposição do Ver. Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite, senhor presidente, colegas vereadores; Zé Theodoro, João Machado Santos parabéns pela explanação, parabéns por estarem aqui. Eu tenho dito sempre: fazer o bem faz bem para quem faz o bem. Então só de vocês estarem dedicando esse tempo a esse trabalho tão importante com certeza com a gratidão das outras pessoas vocês vão ter a sua saúde estabelecida, porque não tem nada melhor para sentir e para nossa psique que a gratidão das outras pessoas. Eu não tenho nenhuma pergunta, só tenho elogios aqui para vocês; mas eu quero contribuir, porque a gente tem um entendimento né pelo que já viu na vida médica e eu sou ginecologista/obstetra hoje, mas tenho uma caminhada trabalhei dentro de ambulância do SAMU, trabalhei em posto de saúde, trabalhei em pronto atendimento, já chegou pessoas com tentativa de suicídio para mim atender principalmente com medicações hoje, por isso que mudaram a lei das medicações e hoje as medicações tem não são mais naqueles potinhos né que daí tu botava 30 e facilitava o suicídio. Então várias medidas foram feitas para diminuir as tentativas de suicídio e esse foi um deles; botar em cartela, dividir as medicações parece pouco, mas tem sim lá na frente um resultado positivo. Então na experiência que tenho e fiz de propósito e todos os vereadores menos o pastor Davi que também está de parabéns, que vai falar depois, que hoje o que precisamos fazer é ouvir. Nós temos hoje muito mais médicos que antigamente, mas infelizmente a medicina tá falhando com esses médicos novos que estão vindo aí e que estão com dificuldade em ouvir o cidadão. Nós temos queixa dentro pronto socorro, nós temos queixa no posto de saúde, nos consultórios médicos, “porque o doutor nem olhou na minha cara”, “o doutor nem perguntou se eu estava bem ou não, me receitou e me botou em cima e boa noite para o gaiteiro”. Então isso é uma vergonha para minha classe, para mim que sou médico. Mas eu quero dizer que todo o suicida quase sem exceção e vocês têm propriedade para falar ele avisa antes. Dificilmente vai ter um cidadão que vai pensar em se matar hoje e vai se matar amanhã. Não. Ele pensa, ele avisa, ele conversa, ele tenta se salvar. E nós temos obrigação principalmente na área da saúde de salvar esse cidadão. É importante aqui também com relação à questão do nosso Estado do Rio Grande do Sul sim, porque nós somos o estado que mais se mais as pessoas tentam suicídio. Por que normalmente também, um dado importante, o suicídio acaba afetando na sua grande maioria pessoas de mais poder aquisitivo com mais conhecimento eles não conseguem enfrentar o fracasso eles com erro não conseguem aguentar essa pressão e muitas vezes cometem o suicídio. Então eles têm vergonha de ir no médico muitas vezes então é importante esse papel aí social de vocês dar o atendimento no telefone. E só para finalizar, como motivo de informação, que eu acho importante para todos, pessoas que vivem em área rural e principalmente com agrotóxicos e plantações de fumo estão em áreas de grande chance de cometerem suicídio; estudos mostram que essas pessoas através dos agrotóxicos, através do que eles produzem na sua mente, no seu corpo, eles têm mais chance. Então um alerta para isso. Eu só quis contribuir aqui como médico. Desculpe por ter passado o tempo aí.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, doutor Thiago. Os senhores querem falar sobre?

  1. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Para concluir né.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Para concluir, mas como resposta, porque eu ainda tenho temos mais dois, claro, obrigatoriamente não necessariamente nesse termo, mas o proponente o pastor Davi e também o nosso vereador Mauricio. E também o vereador Tiago Ilha. Aqui a sugestão e também foi é claro a opinião e a valorização dos senhores com referência à fala do vereador Thiago Brunet. Não houve questionamentos, então de imediato passo ao vereador Mauricio Bellaver para o seu questionamento ou a sua pergunta.

VER. MAURICIO BELLAVER: Boa noite, senhor presidente, boa noite vereadores e vereadoras, boa noite, Zé e boa noite, João. Que DEUS ilumine vocês sempre cada dia que vocês acordam aí, que ele de uma benção para vocês e que continue assim. Eu sou produtor rural desde os 10 anos e venho até hoje, mexo com agrotóxico fui constatado com bipolaridade, que não tem cura né, já passei pela, a Clarice falou do psiquiatra/psicóloga e lá pela ala do São Carlos, 15 dias internado. Não tenho vergonha de falar. Eu falo ajudo muita gente. E também meu funcionário chegou num, eu não vi não sei acordei ele me tirou da corda não tenho vergonha falar. Não sabia desse programa. Esse momento de o cara das vai mostrar se dá sintomas não sei, porque sou eu, mas o momento que tu passa nisso aqueles aquelas duas/três horas, tu não vem nada, parece que tem o capeta em ti. Tu não escuta ninguém é difícil esse sintoma aí, é muito difícil. A família sofre mesmo no momento que tenta te valorizar assim. Da onde que vem não se sabe, eu não sei te dizer de onde é que surge esse negócio aí e é uma coisa muito ruim que acontece com a pessoa; tu procura conversar às vezes vem um amigo e te joga mais lá embaixo. É complicado. É de agrotóxico? Não sei. Bipolaridade é hereditário né; eu agora tô controlado, to no psiquiatra remédio e vai, uma vida normal segue só que tem que se cuidar com essa praga aí. É ruim. E naqueles 15 dias que eu fiquei internado aí endireitou; veio um cara, eu nem sabia que ia ser meu colega hoje, do nada lá em casa dar conselho para mim e a minha mãe dizia “escuta esse guri, escuta esse guri, escuta esse guri” e era o Tiago Ilha. Baita conselho me deu lá e volta e meia me lembro o que ele falou que pouca coisa que ele errou. Então agradeço aí e que vocês sempre tenham essa iniciativa que muita gente segue vocês e ajude esse povo aí. Muito obrigado por vocês vim, hoje foi uma das melhores noites que eu vim na Câmara de Vereador. Muito obrigado aí, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Fantástico.

  1. JOÃO ERNI MACHADO DOS SANTOS: Eu queria agradecer e dentro do teu raciocínio assim, o Neury que é um dos nossos instrutores, psiquiatra, ele trabalha na UNICAMP e ele fez uma pesquisa fugindo um pouco que 17 nós somos aqui uns 30, mas 17% dos brasileiros já pensaram ou tentaram ou tiveram ideário suicida. E também quando a pessoa morre por suicídio 60 pessoas sofrem, que a gente não, não é você as pessoas ao teu entorno né. Isso que você é uma pessoa pública.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor presidente e colegas vereadores. Hoje é um dia muito especial da gente trabalhar e trazer esse tema tão especial. Vereador Maurício mexeu um pouco com o psicológico aqui por que lembrou uma história que a vida nos coloca. E eu entendo muito bem o trabalho que vocês fazem que ele é tão precioso e que deveria ser estendido para todos nós esse trabalho. Tomara que todos nós possamos participar de uma entidade tão organizada quanto a de vocês, que vocês estão colocando aqui, mas independente da nossa participação eu acredito aqui a gente vive uma situação da humanidade de uma constante evolução. E que a gente foi criado numa sociedade de tal maneira que se a gente não procura sempre se ajudar de todas as maneiras, e essa maneira de ajudar o próximo num momento difícil às vezes levando uma charla de amizade, nos coloca numa situação totalmente imprevista como foi a descrita pelo Mauricio meu amigo que eu levo no coração que é da gente estava no lugar certo, na hora certa, no momento certo né. E quem sabe colocar uma palavra amiga né que ajude mudar a história, Mauricio. Hoje ver você aqui contando tua história falei no dia que a gente se encontrou um pouco antes de assumirmos aqui nem tínhamos essa ideia que estaríamos aqui como vereador, mas aquela prosa que tenho certeza que nos aproximou como pessoa, como amigo, marcou também a minha vida e ver isso acontecer na tua vida de forma tão brilhante como aconteceu me deixa muito feliz. Eu nasci numa comunidade muito carente lá em Veranópolis, cidade onde nasci, e a gente convivia no dia a dia com um monte de coisas ruins né dos mais diferentes segmentos e eu me lembro que, como se fosse hoje, que minha vó sempre tentava ensinar assim todos os netos que a minha vó acabou por muitas vezes tendo a função da mãe da família inteira ela sempre dizia assim “todo mundo em todos os momentos precisa de uma conversa amiga”. O Tadeu é o maior exemplo disso né. Tadeu dedicou a sua vida inteira para trazer um momento de conforto num momento tão difícil da nossa vida. E que nós não sabemos o poder que a gente tem de muitas vezes numa conversa de amigo né, como foi nosso caso, de a gente poder ajudar uma pessoa que nem vocês falaram pode mudar todo o destino daquela pessoa. E que às vezes a gente nem imagina, senhor presidente, para concluir, a gente nem imagina que o meu colega do lado tá passando por isso, que a pessoa que a gente se encontra lá no colégio tá passando por isso, que a pessoa que mora na minha casa tá passando por isso. Às vezes a gente não sabe se a gente não tentar, entendeu? Então às vezes as coisas acontecem sem a gente saber que está acontecendo com nosso filho que todo dia diz para a gente bom dia de manhã, a gente não sabe. Então parabéns pelo trabalho e minha colocação é só de dizer que também para mim foi uma grande noite importante nessa Câmara de Vereadores. Parabéns ao trabalho de vocês e quero ver se eu consigo ajudar aí como um voluntário que sabe também deste trabalho tão importante que vocês fazem. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: O Zé Theodoro eu até vou deixar para as considerações finais, mas nós recebemos no ‘Gente que faz’ no sábado pela manhã, um senhor que mora em Caxias do Sul e também é voluntário do Domus, é isso né? Domus. Porque que eu estou dizendo isso? Para dizer aos senhores que quando a gente imagina que algo não tem solução, aparece aquelas pessoas que são os nossos anjos enviados por Deus, independente da nossa religião, o nosso DEUS é sempre o nosso DEUS. E quando nos referimos a ele, em muitas vezes a resposta não é imediata, mas ao longo do tempo, por isso que nós temos fases de pequeno/adolescente/adulto até atingir a melhor idade e eu não esperaria momento melhor do que este para dizer, eu conhecia um pouquinho do Zé Theodoro, mas não sabia deste presente de DEUS para nós que é a sua atividade que é boa parte de quem já passou por meios de comunicações, sabe que o meio de comunicação é uma conquista, porque é feita de uma oportunidade. No Zé Theodoro, no seu João Erni, no Tiago, no Maurício, em todos nós, tem em um momento em que nós somos mensageiros de DEUS em toda concepção das palavras. Pastor Davi, parabéns pela sua espiritualidade, pela sua maneira de ser o mensageiro de DEUS e de trazer mais mensageiros as quais, de alguma forma, alguma coisa o levou para nos trazer esse presente que é o voluntariado de fazer o bem sem olhar a quem. Eu só lhe passei a palavra por final para que o senhor expressasse também mais um dos motivos pelos quais o senhor é um mensageiro de DEUS. Por favor.

VER. DAVI DE ALMEIDA: Boa noite, senhor presidente, boa noite, Zé Theodoro, o nosso Zé Theodoro de sempre, de todas as nossas sessões, de todo esse trabalho maravilhoso. Eu tenho gratidão a DEUS por poder ter te conhecido aqui nesta Casa mais próximo e de ver esse trabalho que tu desempenhas com essa comunidade através do CVV; e também conhecer essa pessoa maravilha seu João que está aqui com toda a sua experiência contribuindo hoje à noite. Muito obrigado. Aos nobres colegas que falaram aqui nessa noite com tanta sabedoria e com tanto carinho por esta causa. Também quero cumprimentar a todos os funcionários desta Casa e em principal cumprimentar a Tais que me assessora, o Gabi que tem sempre contribuído conosco aqui e cumprimentar toda a nossa imprensa. Eu fiz várias anotações aqui durante a palestra e as falas, mas eu estava ali pensando, ouvindo o Mauricio contar aqui a história dele e vendo que DEUS ele usa a todos nós na sua multiforma e sabedoria, vou tirar a máscara aqui para poder ficar mais fácil e me comunicar melhor, na sua multiforma e sabedoria, DEUS na sua onisciência/onipresença/onipotência ele cuida de nós. E se há uma coisa que DEUS está nos proporcionando hoje é mostrar que ele usa pessoas, ele usa seus agentes, seus enviados para cuidar de outras pessoas, o Zé Theodoro o João e a equipe de muitas de milhares de pessoas no Brasil todo. Mas se hoje nós pudéssemos resumir aqui essa noite, nós teríamos aqui, Roque, uma palavra daquilo que Jesus Cristo ele deixou para nós resumindo os 10 mandamentos em dois: amar a DEUS sobre todas as coisas de todo o nosso entendimento, de toda a nossa alma e amar o nosso próximo como a si mesmo. Essa palavra vem de encontro a nós. Nós só conseguimos fazer o voluntariado, porque primeiro a gente aprendeu a amar e a Bíblia Sagrada a qual eu creio como regra de fé ela diz que o amor, Zé Theodoro e João, lança fora todo o medo e para encarar toda essa situação nós precisamos amar como Cristo nos amou, incondicionalmente, porque todos aqueles que ligam né atrás do telefone a gente não conhece, a gente não sabe, mas tem algo que nos move estar ali. E quando o vereador Calebe ele perguntou quem cuida eu logo pensei DEUS está cuidando de todos eles, porque isso é uma vocação é um chamado. É mesma coisa que ser um pastor não é uma escolha, mas é um chamado. Quando a Bíblia diz que quando nós encontrarmos dificuldades, tudo pode acontecer, mas nós devemos fazer uma coisa presidente lançar sobre DEUS toda a nossa ansiedade, todos os nossos medo,s todas as nossas frustações, porque Deus tem cuidado de nós. Eu não consigo falar precisaria de mais tempo para tanta coisa que anotei aqui, doutora Eleonora, mas a minha gratidão de nós podermos ter vocês hoje aqui e quem sabe o presidente ou o próximo presidente, 2022, que a gente possa entender as causas e aqui nesta Câmara de Vereadores abraçar esta causa do Setembro Amarelo né ou do Outubro Rosa e colocar uma cor aqui na nossa Câmara de Vereadores para poder dizer a toda à comunidade que nós entendemos e que nós estamos aqui do lado de todos para tudo que nós pudermos contribuir. Muito obrigado, senhor presidente, muito obrigado Zé, muito obrigado João e que Deus abençoe toda esta Casa Legislativa.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Amém. Agora as considerações finais do nosso Zé Theodoro e também do senhor João Machado dos Santos.

  1. JOSÉ ADEMIR THEODORO: Bem, a palavra a ser dita né muito obrigado ao pastor Davi né pelo convite e mais uma vez obrigado aos vereadores que votaram por unanimidade, o Gabriel também que fez o seu trabalho. E dizer que a esperança quando nós perdemos a esperança o quê que nos resta né. E se isso acontecer é importante quem está acompanhando saber que existe um serviço de apoio. Mas aqui nós queremos dizer o seguinte que o CVV não é o único e o CVV não é dono da prevenção do suicídio tanto é que o CVV que ajudou a criar o Setembro Amarelo junto com Conselho de Medicina do Brasil e Conselho de Psiquiatria ajudou criar o CVV amarelo ou Setembro Amarelo em 2015, tinha um objetivo que a sociedade se apossasse do Setembro Amarelo e a sociedade se apossou; tanto é que têm várias inciativas aí durante o mês de setembro que dá parece que da impressão que o CVV que está ali, mas não é, é uma outra entidade. As políticas públicas também estão inseridas nesse processo todo então o CVV não é o dono do Setembro Amarelo, mas faz parte e tem o seu trabalho. E dizer que está sempre disponível. Quando você liga, quando você precisa conversar, você precisa desabafar, você tem uma dor, 188. Vai ter um voluntário que vai lhe dizer “como vai você? Você quer falar? Eu estou aqui para te escutar. Quero te ajudar.” Essas palavras que parecem tão simples é o início de tudo né, João. E é o recomeço de muitos que talvez a partir dali alguém pode perguntar “vocês sabem quantas pessoas o CVV salva?” Não, nós não somos salvadores de vidas. Não. Nós somos, nós prevenimos, nós contribuímos para a prevenção. Nós não sabemos o outro lado, o quê que vai acontecer, agora nós sabemos que escutar/acolher/não julgar, pode ser o caminho. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Muito obrigado aos nossos convidados. E suspendemos a sessão por dois minutos para desfazermos a mesa. (SESSÃO SUSPENSA). Reiniciamos os trabalhos e passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Convidamos o Partido Progressistas – PP – para que faça uso da tribuna; abre mão. Convidamos o Partido Liberal – PL – para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o Partido Socialista Brasileiro – PSB – para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Roque Severgnini.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Senhor presidente, senhores e senhoras vereadoras, senhores e senhoras presentes, a imprensa, as pessoas que nos assistem de suas casas. Quero fazer aqui um cumprimento à ex-vereadora então Arlene né que renunciou ao seu mandato e quero pedir, inclusive, senhor presidente, que o documento de renúncia da vereadora seja lido no expediente da Casa. Eu imagino que a vereadora enviou à Casa um documento de renúncia e não foi lido nem se quer conhecido pelos vereadores o documento. Então eu solicito aqui desta tribuna que a Casa tenha conhecimento do documento e que faça a leitura, que faça constar nos anais da Casa, é um documento oficial. Eu estranhei que não foi feita a leitura no expediente da Casa. Então gostaria que ainda na sessão de hoje fosse feita a leitura. Também gostaria de fazer aqui um pouco do histórico, Arlene, do quê que aconteceu com o regimento interno. Porque, senhor presidente, na rua os vereadores passaram de chacota, mas é importante que se digue [sic] que esta Casa não foi ouvida na sua totalidade para construção do regimento. Não quer dizer com isto que o regimento esteja errado, pelo contrário, o regimento em muitos pontos como acabamos de ver anteriormente, ele foi muito importante e evoluiu muito, mas veja bem no 4 de janeiro 2021 o vereador Juliano pede aqui para que se crie uma comissão para analisar o regimento interno e a lei orgânica da Câmara. Foi criada a comissão. Os vereadores passaram a se reunir a partir de 9 de fevereiro onde foram lendo e apontando os erros ou as alterações que deveria ter o regimento. No dia 16 de março foram orientado de que um novo regimento estaria chegando na Casa até 20 de abril. Os encontros da comissão especial para estudar o regimento interno foram suspensos, ‘standy-by’, para que viesse o novo regimento para a Casa. O regimento veio através do IGAM, um novo regimento. Assim sendo possível que todos assinassem só no dia 26 de abril, às 16h, com a entrada na Casa. Não sendo disponibilizado a nenhum vereador, um documento da Casa, senhor presidente; me espanta o senhor como presidente não ter distribuído aos vereadores para lerem o regimento interno. Estava guardado. Não sei para que serve o regimento interno se o vereador não pode ler. Os vereadores da comissão inclusive se reuniram e houve o descontentamento com essa atitude dos próprios vereadores da situação inclusive do governo. Então, logo seguida, os vereadores foram convidados não para ler o regimento me levaram lá na bancada um documento para mim assinar e se não quisesse assinar ficava sem assinatura no regimento. Eu não tinha sequer lido uma linha do novo regimento. Isso não é democrático, senhor presidente, não é democrático. Depois foi votado aqui nessa Casa e aí se deu conta no dia ou na semana que o regimento entraria em vigor que a vereadora não poderia estar licenciada, porque não ocupava cargo de secretário ou equiparado. Imagina a confusão que se criou e na rua e na imprensa foram todos os vereadores que foram chacoteados, não foi só quem tomou a decisão de conduzir dessa forma, senhor presidente, foram todos. A democracia dá trabalho, mas é o melhor caminho e não tem sido democrática a gestão do senhor, senhor presidente, não tem sido. Vou lhe dizer mais porque que não tem sido. Nomes de ruas: fizemos reunião interna aqui para discutir isso dia 20; solicitação dia 19 de julho, reunião dia 20 de julho. Combinado de em 30 dias nós voltar lá para decidir isso, 20 de agosto; estamos no final de setembro nunca mais se tocou no assunto. Projeto de ideias legislativas: têm inúmeras ideias no portal cadastradas nunca foi lido no expediente da Câmara. Falei 10/20 vezes sobre o assunto. Nunca, nunca foi lido, nunca foi lido. Estão lá é dois ou três cidadão que encaminharam as ideias, mas é mais de 15 ideias que foram encaminhadas. Estão lá quarando no computador. O cara que manda a ideia deve pensar não adianta mandar ideia não acontece nada. Então, senhor presidente, não é a melhor forma de conduzir os trabalhos assim. Estou fazendo um desabafo, porque eu cansei de falar cansei de pedir para o senhor cansei de pedir ao secretário da Casa, cansei de implorar e não resolve. Não resolve. Vou lhe dar outro exemplo: solicitação de homenagem ao Jornal Farroupilha. Aqui da tribuna no dia 23 de agosto para logo em seguida entrar em contato com o jornal para marcar; até hoje não entraram em contato, até hoje não entraram em contato, 40 dias depois. Vou lhe dar um outro exemplo: os feriados. Quando foi que essa Casa decidiu se faria feriadão ou não? Quando foi que os vereadores se reuniram para discutir se a Casa faria feriadão ou não?  Perguntei um dia para vossa excelência lá na frente da bancada do PSB “e aí, senhor presidente, faremos feriadão ou não?” “Estamos aguardando orientações do Executivo”. Então o Legislativo não é um poder, é um departamento da prefeitura, é um departamento da prefeitura. Muitos feriadões nós tivemos que dar explicação ali fora porque que a Câmara não estava trabalhando. Nós não fomos ouvido, não fomos ouvido, senhor presidente. Vou lhe dizer mais uma outra questão. Eu votei no senhor para presidente, votei no senhor presidente, confio no senhor, o senhor é um homem honrado, o senhor é um homem honesto, mas democracia não está sendo praticada nesta Casa. Nós não somos ouvidos para nada. Elegemos vossa excelência com meu voto, aliás, o único que não votou aqui foi o Juliano, vereador Juliano e vereador Thiago. Nós não tivemos uma reunião para serem apresentados os funcionários da Casa, eu fiquei sabendo dos funcionário o que cada um faz perguntando em volta nos corredores qual é a função de cada um. Eu não concordo com esse tipo de coisa, senhor presidente. Cansei de tanto perguntar, de tanto argumentar. Agora estávamos ali fazendo a eleição das comissões por sorteio, que eu acho uma forma justa, novamente a falta de diálogo, o próprio governo de vossa excelência perdeu; a oposição ficou com as duas comissões de três, porque não houve diálogo. Não há discussão. Isso faz mal, faz mal para todos nós faz mal para a Câmara. E eu não me aguentei mais, porque eu ouvi muitas falas na imprensa que a culpa era dos vereadores da situação que ocorreu com a vereadora Arlene e o vereador Sandro também. Que alguns até imaginam bah o Sandro foi… até me disseram o Sandro foi esperto né arrumou um regimento para ele ficar com a vaga. Que tamanha injustiça, que tamanha injustiça. O Sandro foi um dos primeiros que me disse “falei na comissão lá que não é a melhor forma de discutir o regimento dessa forma”. Que tamanha injustiça tanto com o vereador Sandro quanto com a vereadora Arlene. A gente pode estar em partidos diferentes, mas o que é certo é certo em qualquer lugar. Então, senhor presidente, desculpa o desabafo, mas eu preciso dizer essas palavras para que conste nos anais da Casa. Uma única reunião o senhor fez aqui com os vereadores, porque eu pedi, porque eu pedi, nunca fez uma reunião com os vereadores; o plenário é soberano, senhor presidente, o senhor precisa ouvir o plenário não ouvir “ah eu preciso ouvir”, ouve o plenário o plenário decide, quem faz as leis somos nós. Então eu peço, senhor presidente, seja lido o documento aqui na Casa né não sei porque não apareceu por aqui né. E quero aqui pedir ao Diogo, responsável pela administração pela iluminação pública, Diogo, eu sei que não é fácil cuidar da área da iluminação pública, mas está muito difícil aguentar tanto pedido de conserto/troca/substituição de lâmpadas. Eu recebi no dia de ontem lá da Linha Jacinto, São Luiz da Linha Jacinto, 6 lâmpadas só tem duas funcionando. Hoje de manhã aqui recebi aqui entre São João e Linha Ely também. Agora estava aqui recebi no whatsapp: Ipanema, e aí por diante. Gente, nós vamos ter que dar um jeito na questão da iluminação pública não sei o que é que nós podemos ajudar, mas precisa dar uma atenção especial. Eu concluo a minha fala cedendo um aparte ao vereador Juliano enquanto que eu imagino que a Casa vai providenciar o documento aqui, senão nós vamos ter que instalar que alguns tipos de comissão para estudar o quê que está acontecendo. Aparte ao vereador Juliano.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Aparte ao vereador Juliano.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Obrigado, vereador Roque pelo aparte. Realmente nós só temos a lamentar. Hoje poderia ser algo musical, vereador Calebe, ‘eu quis dizer você não quis me escutar’. O quanto eu esperneei o quanto eu conversei nos bastidores, mas meu DEUS do céu veio goela abaixo. Vamos tramitar pela comissão, vamos entrar não como documento oficial para fazer a leitura com calma. Não; tem que ser documento, documento. E aí quando eu apresentei umas 27 e 28 emendas ficaram assustado. É que eu estudei o regimento; e teve algumas coisas que não conseguimos avançar, porque o pessoal achou que era retrógado. Então lamentável, democracia se faz com diálogo e com tempo e não por querer “ah porque veio do Pedro do Paulo do João ou da Maria”. E o poder soberano é do plenário não de qualquer assessoria. Muito obrigado pelo aparte.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Roque. Seguimos. Convidamos a Rede Sustentabilidade para fazer uso da tribuna; abre mão o vereador pastor Davi. Convido o Republicanos para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor presidente, colegas vereadores, colegas vereadoras, pessoas que prestigiam essa sessão, a imprensa especial que também sempre prestigia essa Casa, as pessoas que estão na sua residência também nos acompanhando, o nosso abraço e o nosso carinho. Eu tenho ficado, primeiro tema que eu gostaria de fazer uma reflexão aqui, eu tenho ficado até um pouco perturbado né com a questão, nós vivemos numa pandemia e hoje eu conversei com algumas lideranças do setor e até no dia de amanhã vou procurar me reinteirar [sic] para trazer quem sabe aí nas próximas manifestações desse vereador algo um pouco mais concreto do que vou dizer hoje. Mas a pandemia nos trouxe algumas restrições quanto as nossas festividades obviamente que trouxe né, mas nós precisamos saber da onde que a gente veio para que a gente possa ter a certeza para onde a gente vai. Hoje recebi algumas situações desse vereador relacionado aí ao Festival do Moscatel. Eu estou buscando as informações e depois quero solicitar isso na prefeitura na minha prerrogativa como vereador vou protocolar na semana para ver se as informações que esse vereador recebeu realmente batem. Se baterem ela de certa forma entristece novamente. Falei me manifestei sobre a questão dos festejos Farroupilha e agora sobre essa questão do moscatel. Mas antes de trazer qualquer informação de forma leviana, eu sou o vereador que recebo quase que diariamente a angustia da comunidade. Essa angustia foi me trazida foi me colocado alguns pontos né e vou me inteirar desses pontos amanhã para que eu possa trazer essa contribuição de uma forma mais adequada, mas só trago aqui um preâmbulo para dizer que há uma preocupação constante sobre tudo que tem acontecido né na nossa cidade nos últimos tempos. Hoje eu gostaria de trazer uma fala, pastor Davi, que está presente na nossa Bíblia Sagrada e aqui respeitando a todas as formas individuais né ou coletivas de ter religião, mas eu gostaria de falar muito sobre o quanto a bíblia pode nos ensinar. E aí independente dos credos né respeitando todas as manifestações, o Estado é laico, mas como a bíblia pode ser importante a sua leitura. Quem sabe e aí respeitando a fé de cada qual, até mesmo para critério informativo que ela também serve e ela é muito importante. Hoje quero trazer uma reflexão que talvez a gente pode puxar para o que nos acontece no dia a dia e talvez até um pouco sobre o que já foi dito essa noite. O livro de Gênesis no nosso querido assessor o meu presidente do partido Paulo Telles, primeiro quero cumprimentar o senhor, nosso presidente, fez um evento dentro dos protocolos possíveis de se fazer no último sábado né um evento brilhante; com a tua gestão nosso partido tem crescido muito e esse vereador se senti muito contente em saber que partido está em boas mãos viu, Paulo Telles, leve a executiva do partido a admiração e o respeito desse vereador pela nossa organização partidária. Mas o livro de Gênesis traz no capítulo 37 a história sobre de José do Egito uma reflexão tão importante e precisa de ser feita né. José do Egito, como qualquer um de nós vivia, um homem que tinha uma relação íntima e precisa de suas orações com DEUS e vivia numa grande família com 10 irmãos. E que no andar da vida desta família de José, a sua liderança dentro dessa família começou a ser percebida por seu pai que via em José virtudes diferentes de seus irmãos, e no ponto de vista de seu pai eram virtudes que não eram no ponto de vista melhor do que seus irmãos, eram diferentes. Por que nós somos seres humanos formados de virtudes e cada qual pode ter a sua virtude. Qual o problema disso?  José tinha virtudes e o pai enxergou em José virtudes diferentes que não via em seus irmãos. Essas virtudes que o pai de José, Jacó, viu começaram a ter manifestações familiares de inveja dentro da própria família; eram 10 irmãos, José um dos mais novos, começava pelos irmãos “não, mas olha o que é isso, o pai só fala do José, o pai só quer o José”. E aquela coisa começou pela liderança que José construiu na sua individualidade sem ferir nenhum dos irmãos. José pelo que conta a história da bíblia no livro de Gênesis, pastor Davi, jamais fez nenhuma situação que pudesse desonrar os seus irmãos ele fazia o seu trabalho e esse trabalho foi perceptível pelo seu líder familiar que era seu pai. E os irmãos de José ao perceberem essa liderança do menino, causaram tanta inveja na própria família que um certo dia ‘chega desse José’. E José tinha um dom que DEUS tinha lhe dado de prever sonhos e um dia José contou um sonho que foi a gota d’água para aqueles irmãos. José previu um sonho que dizia que os trigos se estendiam mais para o seu lado e os irmãos acharam que uma afronta gigantesca e que por essa razão não merecia mais ser da família. E numa dessas certas feitas pelo mal que está impregnado sempre em todos nós, os próprios irmãos venderam José para ser escravo. Acharam uma forma que segundo eles era a solução dos problemas. Tem uma liderança que me incomoda na minha família o quê que eu faço? Eu isolo. Tem alguém que pode algum dia ocasionar a minha própria liderança veja bem que vá embora que seja vendido para os escravos que não tenha valor algum que seja jogado fora e independente de imaginar o quanto o próprio José poderia já ter feito por essa família e pelos seus irmãos. Os irmãos em vez de aproveitarem toda a situação que José tinha para que quem sabe ele pudesse liderar aquela família. Não. Não aceitaram e venderam o seu próprio irmão como escravo. O tempo passou e esse irmão que foi vendido como escravo sofreu inúmeras situações ainda quando escravo quando conheceu um intendente do governo do Egito que era o intendente direto do faraó que via em José coisas diferentes; porque um escravo naquela época saber ler e escrever era algo totalmente descabido naquela época da humanidade e levou José então a trabalhar dentro da sua casa. De novo, José fazendo o que ele sempre buscava pedir a orientação a DEUS, se destacou dentro da casa desse intendente do faraó. O que aconteceu? Por uma grande maldade feita pela própria mulher do intendente, José de novo é jogado no calabouço como que teria até afrontado a honra da pessoa que o levou para casa. Mesmo assim José se permaneceu firme e a sua grande e diferente qualidade de prever sonhos, segundo o que conta o livro de Gênesis, um dia fez com que ele chegasse ao próprio faraó que não conseguia desvendar os sonhos que o atormentavam já há dias. E José contou e descreveu todas as dificuldades que o faraó tinha nos seus sonhos. E todas aquelas dificuldades se concretizaram segundo a história do livro de Gênesis, inclusive esse desvendar de sonhos de José e a sua liderança acabou colocando no faraó a vontade de nomear José, que foi vendido, trocado pelos seus irmãos como escravo, em governar o Egito com apenas uma pessoa acima dele que era o próprio Faraó, com total liberdade como se dissesse “José, está aqui a sua caneta e você é responsável por tudo isso”. E um dia, a história nos conta, que os irmãos de José sem saber que o que tinha acontecido com o próprio irmão numa grande seca que assolou aquele país foram pedir clemência ao intendente do faraó, que já tinha um outro nome, e quando eles descobriram pela revelação de José que se tratava do seu irmão, talvez a gente esperasse o quê nesse momento. O irmão traído, humilhado, jogado a sorte da vida, o quê que o irmão fez? Meus irmãos eu vou cuidar de vocês, vocês venham para cá que o que vocês estão passando eu vou cuidar de vocês. Eu vou dar tudo que eu tenho de melhor para que vocês estejam bem. Vejam que reflexão importante que a gente traz hoje.  Vejam que reflexão importante que a gente traz hoje. Como a gente como ser humano tem a dificuldade de entender que quando alguém que está na nossa volta seja da nossa família ou não possa ter qualquer brilho diferente qual a primeira coisa que o nosso coração de ser humano faz? Tira do meu caminho, não deixa brilhar perto de mim quando ao contrário da generosidade que a gente deveria fazer que era o ter essa pessoa próxima de mim. E a gente vive numa sociedade e eu já falei isso aqui muitas vezes, que a gente acha que está aqui com o poder, que a gente está aqui como vereador, que a gente é a última bolacha do pacote, gente. O que é isso. Vereador Roque trazia uma reflexão aqui nós estamos aqui de passagem, nós somos trabalhadores colocados aqui para poder honrar as pessoas que estão nos acompanhando. E quando tem aqui alguma coisa que é de alguém ou de outro alguém não importa de quem seja se é para o bem dessa cidade eu preciso apoiar independente se isso possa ferir o brilho do meu mandato. Se é importante que eu tenho a capacidade de dialogar em algo que não está dando certo eu tenho que ter a humildade de me despir da minha vaidade dizer “preciso te ouvir”. É essa que é a função que nos coloca numa situação de líder nós precisamos ter. Que isso está muito além da nossa compreensão é a nossa obrigação. Nós não somos nada, nós estamos e quando a gente governa até mesmo uma cidade, um país, a gente se tiver fazendo tudo de forma maravilhosa não está fazendo mais nada que a sua obrigação, gente. Tu não é o melhor do mundo. Aceita que dói menos. Tu és um funcionário que foi colocado lá para fazer o melhor se você não fez o melhor é porque você não cumpriu com que as pessoas tinham expectativa de você. Se você fez o melhor fez o que deveria ter feito. E a gente fica prendido numa medonha vaidade e dizer “eu sou isso, eu sou aquilo, eu quero isso, eu sou o melhor do mundo, eu tenho a melhor cidade do mundo”. Gente, nós precisamos entender que nós estamos para servir e não para ser servido. Quando a gente tiver essa compreensão, a gente vai ser uma liderança melhor. Repito e finalizo, nós estamos aqui para servir, estamos aqui para servir jamais para ser servido. E quem vive de holofote é estrela. Muito obrigado. Ceder um aparte a vereadora Clarice, desculpa.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Espaço a vereadora Clarice Baú.

VER. CLARICE BAÚ: Obrigado. Só para colaborar. Na verdade, assim, acho que hoje é o dia dos desabafos e como eu sempre respeito a opinião de todos aqui inclusive nos debates e também nos desabafo, eu fico muito triste quando eu escuto aqui que nós estamos aqui numa renovação, e escuto aqui dos colegas no sentido de nós ganhamos, vocês perderam, a situação. E assim, sempre falam no discurso a bandeira de agora em diante é Farroupilha né na questão da harmonia de nós pensaram juntos dialogarmos né, mas eu não entendo, não entendo a política que é imposta ou posta dessa forma, nessa questão de um ganha outro perde. Acho que essa disputa nós devemos deixar para as urnas. Agora nós deixamos de ser concorrentes e sim nós temos que trabalhar em harmonia e realmente levantar a bandeira de Farroupilha, porque se não fica difícil né de sempre estar nesta disputa. Então o colega falou antes na tribuna “ah o governo ganhou, nós perdemos”. Eu não vejo assim, nós temos que realmente pensar o que a coletividade necessita que o colega Tiago comentou até agora. Mas fico muito triste quando ainda eu vejo essa política posta dessa forma nessa competição entre situação e oposição. Deve ser assim e eu tenho que me acostumar, porque estou iniciando né na vida política. Obrigado, presidente; obrigado colega.

VER. TIAGO ILHA: Obrigado pelo aparte, vereadora. E para somar a sua fala, não se acostume né, porque enquanto tiver uma pessoa que pensa diferente, como falou aqui o cidadão que salva vidas, já é uma coisa diferente de ser colocado. Então procure sempre ser assim, porque é assim que eu acredito. Muito obrigado, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Tiago Ilha. Convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT – para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite, senhor presidente, colegas vereadores, imprensa, aqueles que ainda nos prestigiam na Casa e nos seus domicílios. Gostaria aqui de primeiramente agradecer ao governo municipal, estive lá há alguns dias atrás onde fiz alguns questionamentos ao próprio prefeito e vice-prefeito e o retorno desses questionamentos foram muito rápidos viu. Então parabéns pela agilidade no retorno das perguntas que eu fiz, e também agradecer em especial ao nosso vereador Arielson Arsego que me presenteou com materiais sobre saneamento básico que é um tema que eu gosto de abordar; então eu acho que as coisas andam da forma como a gente quer, a gente tem que elogiar como nós estamos fazendo aqui hoje né lavando roupa falando. Então tem que criticar quando tem que critica, mas elogiar quando tem que elogiar. Então eu só tenho nesse momento elogios a fazer ao governo municipal pela agilidade e pelo presente que me deram. Eu peço, senhor presidente, para tirar a máscara, porque tá saindo um pelinho aqui e tá me incomodando. Bom, gente, o que me traz aqui hoje nessa tribuna eu quero conversar sobre o processo de privatização da CORSAN. Por que o processo de privatização da CORSAN? Por que o governador já encaminhou para a Assembleia uma lei, a Assembleia aprovou para que o governador pudesse privatizar e o governador já está fazendo o processo de privatização. Então não temos aqui que discutir se vai privatizar ou se não vai. Já foi já foi autorizado né; os deputados autorizaram. Ah, Thiago, tu é a favor ou contra? Também não importa mais. Então assim o que eu tenho para falar, e que seja claro aqui, no primeiro mundo hoje estão reestatizando o saneamento básico, mas quero deixar claro aqui que quando foi privatizado o saneamento básico na Europa, França, Inglaterra, Alemanha, em quase todos os países da Europa, foi nesse momento que eles conseguiram chegar à universalização do saneamento básico; foi através do investimento privado lá. Hoje as concessões já acabaram porque lá começou na década de 90 aqui nós estamos sempre 30 anos atrás e hoje eles estão reestatizando. Claro, depois que tá tudo universalizado que nós temos acesso daqui a pouco podemos pensar. Então nesse momento já está decidido nós vamos privatizar. Hoje como nós temos a CORSAN? Historicamente o nível dos projetos de engenharia é pobre, isso implica em atividades em aditivos contratuais que viram regra e não exceção encarecendo as obras e alongando os prazos de entrega, ou seja, hoje nós temos atraso nas obras de baixa qualidade e de alto custo. Haja visto, nós temos aqui um exemplo em Farroupilha uma obra grandiosa de tratamento de esgoto desde 2014 sendo construída com aditivos contratuais; param, recomeça a obra, não funciona. Então esta é a realidade que nós temos hoje. Além disso, a questão dos projetos pobres dificulta o financiamento com os bancos o que dificulta bastante. Isso gera um problema, hoje nós temos apenas 32% dos municípios do Rio Grande do Sul ou do cidadão gaúcho com um saneamento básico completo, ou seja, água tratada e esgoto tratado. É isso que tenho pregado. Nós temos que todos os dejetos que saem dos órgãos públicos, dos domicílios, das empresas, nós temos que levar para uma estação de tratamento de esgoto, fazer o tratamento desse lodo, devolver para a natureza uma matéria-prima melhor mais qualificada, colocar nos mananciais esta matéria-prima de melhor qualidade, pegar esta água dos mananciais levar para uma estação de tratamento de água e aí sim devolver para torneira da nossa comunidade. Eu tenho dito que nós levamos uma água boa, de qualidade, nós estamos levando vida; se nós levarmos uma água com doenças de péssima qualidade sem dúvida nenhuma nós estamos levando doenças. E isso explica porque de tanto problema que a gente tem na saúde pública, porque de tantas infecções recorrentes, porque de tantas pessoas que estão sempre continuamente buscando atendimento para acabarem com o seu sofrimento. Então nós temos hoje 32% e se nós pegarmos a CORSAN apenas 17% da CORSAN tem água e esgoto tratado. Por quê? Porque Porto Alegre que trata bem seu esgoto é privatizado, porque Caxias que trata bem o esgoto é privado, Pelotas que eu morei tem o SANEP, Santana do Livramento tem Novo Hamburgo tem; todas que aumentam um pouco que nós conseguimos chegar nos 32% são privadas.  Só estou dando dados. No Brasil nós temos hoje 54%, 54% de tratamento de esgoto e saneamento adequado. Olha que vergonha, gente, nosso Estado tão grandioso é tão desenvolvido quanto o nosso perdemos para a média nacional. Este déficit de atendimento a direito fundamental afeta a qualidade de vida das pessoas, sobretudo no âmbito das comunidades mais carentes. O que fez a União com o novo marco do saneamento então? Hoje antes de falar, eu gostaria aqui só para vocês terem um entendimento da situação da CORSAN né. Aqui, só deixa eu ver aqui, o que fez então a União com o novo marco do saneamento. O Congresso Nacional reverberou o sentimento da sociedade que exige mudanças ao promulgar o novo marco do saneamento impondo uma solução efetiva dentro de prazo incompatível com os métodos até então adotados pela CORSAN. Significa dizer que sem mudanças substanciais não será possível atender aos requisitos impostos. E aqui eu quero mostrar para vocês como está a nossa CORSAN. Temos uma dívida trabalhista enorme tá de 695 milhões sendo que apenas 3.732 estão provisionadas os outros ainda não estão provisionados então essa dívida ainda é maior. Pode passar. Temos um passivo previdenciário também grande né com a fundação da CORSAN, da previdência. Pode passar. Só tem esses dois? Tá. Nós temos também aqui alguns outros dados ruins da CORSAN, por exemplo, gasto com pessoal. A CORSAN tem um índice de 37% dela com gasto com pessoal tá; isso faz com que a empresa não seja eficiente. As outras empresas das mesma área tem 15/20%. Margem de lucro: 27% do lucro; é baixo as outras empresas têm uma margem de lucro de 45/50%. Então, gente, assim os índices de perda de água a CORSAN tem índice de 43%, não existe no mercado uma companhia, uma empresa de saneamento que tem tanta perda. Normalmente estes índices estão em 25/30%. Então, gente, o quê que nós precisamos fazer? Este novo marco é uma exigência legal nós queremos através do novo marco fazer o quê? Universalização do tratamento do saneamento básico. Mas isso o quê quer dizer a universalização? 99% da água tratada e 90% do esgoto tratado com metas de qualidade e redução das perdas. Estes 3 itens são a razão da existência da CORSAN. Precisamos evoluir nestes 3 itens. A água neste novo marco continua e permanece como um bem público; poder concedente é das cidades, mas faz e traz hipóteses de regionalização; incentivo à participação privada. O que se pretende das concessionárias então nesse novo modelo? Nós pretendemos um rigor no cumprimento das metas de universalização e qualidade, contratos com compromissos e penalidades claras, maior velocidade investimento, comprovação da capacidade econômico-financeira; a validade dos contratos estará condicionado à comprovação da capacidade financeira das contratadas. Esses contratos então tem que exigir metas de expansão, uso racional da água, redução das perdas; prazo legal para que tudo seja ajustado é o dia 31 de março de 2022. Os contratos vigentes até o momento podem e devem ser alterados. O quê que nós vamos ter agora com a CORSAN privatizada? Hoje nós temos um investimento médio da CORSAN que não chega a 300 milhões; estudos do Estado e da própria CORSAN revelam que para que nós possamos chegar na universalização do tratamento e do saneamento que tá prevista para 2033 nós precisamos investir 10 bilhões até lá, ou seja, de 2023 a 2033 dez bilhões. Então seria 1um bilhão por ano. O Estado não tem esse recurso hoje. Já colocou e já botou que nós temos um investimento na obra de menos de 1/3 disso hoje. Para cumprir então o marco precisamos de um bilhão por ano. Outra coisa que é importante estar no contrato: manter a gestão de subsídio cruzado. Nós temos que privatizar a CORSAN, mas a empresa contratada tem que ter o entendimento de que há municípios que são superavitários e municípios que são deficitários e que sim todos mesmo sendo deficitários têm que ter água e tratamento de esgoto de qualidade. Outra coisa que nós temos que fazer e exigir nos contratos: exigir que a CORSAN se responsabilize pelo monitoramento e fiscalização das barragens e de ocupação irregulares existentes sobre as respectivas áreas, ressalta-se que sobre tais ocupações irregulares a CORSAN é a responsável pelas ações necessárias para sua desocupação e realocação adequada dos envolvidos, pois seria injusto a CORSAN se utilizar das barragens ganhando dinheiro com elas e o município continuar a ter responsabilidade jurídica delas. Os benefícios que esta privatização vai nos dar então primeiro e principal benefício nós teremos 10 bilhões em investimentos com universalização dos serviços de água e esgoto, geração de empregos dentro de um contexto de retomada né da economia pós covid, ganhos de sustentabilidade na medida em que melhora a proteção de mananciais, suporte e aumento, suporte ao aumento do turismo já que nós não vamos ter esgoto a céu aberto e vamos ter um saneamento digno para quem vem nos visitar, impacto no índice de desenvolvimento humano e na competitividade com inclusão social e redução da desigualdade, incentivo à tecnologia, à inovação, melhor atendimento à população e aqui principalmente a gente sabe que a cada dólar investido no saneamento básico nós economizamos US$ 4,00 lá na frente no investimento em saúde pública. Então, gente, o novo regime jurídico para a CORSAN tem que ser mais flexível e competitivo, nós precisamos associar o melhor dos dois mundos: a eficiência do setor privado, e o Estado permanece contribuindo e influenciando no cumprimento das missões da CORSAN. Então em breve nós teremos a abertura de um capital de uma IPO com capitalização na ordem de um bilhão; essa capitalização é importante e tem que ser feita para ter fluxo de caixa e poder dar início às obras. Nós precisamos estar atentos, precisamos ficar com os olhos atentos aos contratos que serão feitos agora a partir do ano que vem. É isso que nós temos que fazer como cidadãos públicos. Espero que no final tenhamos uma empresa gaúcha de referência em um setor vital e de interesse social relevantes; será uma empresa capitalizada, eficiente, com regras de gestão detalhadas que seguirão os mais altos padrões de transparência e profissionalismo. Eu quero finalizar aqui, senhor presidente, com um exemplo. Acho que exemplos são importantes fazem com que a gente tenha um entendimento melhor. Eu vou pegar dois países aqui um bem pobre, o Haiti, é um bem rico, o Canadá. O Haiti hoje tem 40/50% de água tratada e pouquinho mais de 0% de esgoto tratado; as pessoas lá vivem em média 59 anos, a expectativa de vida no Haiti. No Canadá nós temos quase 100% de água tratada e quase 100% de esgoto tratado; a expectativa média de vida do Canadá é 84 anos. Essa diferença de 24 anos entre um país e outro não é biológica, essa diferença não é porque num país tem mais preto, mais branco, mais mameluco, mais polaco, enfim, não é racial essa diferença; essa diferença é porque o Canadá adotou políticas públicas que favorecessem e desenvolvessem o saneamento básico e o Haiti não fez todas essas modificações necessárias na sua política pública. Então eu quero finalizar aqui dizendo que o que este cidadão quer é que nós em 2033 tenhamos sim a universalização do saneamento básico no nosso Estado do Rio Grande do Sul. Isso sim vai fazer com que o nosso Estado seja considerado um Estado desenvolvido, um Estado que olhe para o seu cidadão com respeito e de dignidade. Era isso, senhor presidente, muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Thiago Brunet. Convido o Movimento Democrático Brasileiro – MDB – para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna a doutora vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Mais uma vez mais uma vez boa noite, senhor presidente, colegas vereadores, nosso secretário Duilus, nossa vereadora líder do governo doutora Clarice Baú, a imprensa que aqui nos acompanha, a nossa vereadora que nos deixa para continuar com a sua ação da qual vou falar logo em seguida como diretora do departamento de saúde animal na qual ela está muito bem, e sobre isso vou falar logo em seguida; parabenizando o vereador Sandro então pela sua cadeira efetiva agora né, as pessoas que nos acompanham, o Adamatti e as pessoas que de casa nos acompanham também. Antes de iniciar, eu gostaria de fazer uma menção ao vereador pastor Davi. Eu já disse em outras oportunidades e vou dizer novamente o quanto eu admiro a ponderação desse vereador. Ele sabe quando ficar quieto, ele sabe quando falar, ele sabe quando se abster e sempre, sempre, com muita sabedoria. Um dia eu quero ser como o senhor. Bem, feito essa pequena menção ao senhor e isso não é, eu não sou assim, tá então o senhor e realmente mereceu; quem me conhece sabe que eu não sou de rasgar seda, eu não sou de babar ovo, portanto se estou elogiando o senhor é porque o senhor realmente mereceu. Bem, eu falei que eu ia falar sobre o trabalho da nossa amiga Arlene diretora do departamento de saúde animal, é isso né, Arlene? Não? Como então? Tá bom, então diretora geral da secretaria da saúde. Bem, mas eu recebi um relatório aqui, eu achei tão importante esse relatório que eu vou ler algumas coisas para vocês, porque é gritante a diferença que houve né, é gritante, é gritante a diferença dos atendimentos anteriores né e nos atendimentos agora até agosto. Portanto faltam quatro ou cinco meses ainda para que esse ano seja encerrado e vejam os senhores a diferença. No ano de 2018 quanto a castrações foram realizadas 366 castrações; 2019: 369; 2020: 402; e até agosto, só até agosto, 531 castrações. Então nós podemos ver que há um grande objetivo, uma meta né em melhorar com certeza para os nossos amigos peludos.  Denúncias averiguadas em 2018: 85; 2019: 183; 2020: 200; e até agosto de 2021: 368.  Foram denúncias então averiguadas por este departamento em que a Arlene está à frente. Adoções, aí é que eu vi o quanto este trabalho tem sido efetuado com rigor, mas com amor também. 2018: 29 adoções; 2018: 10; 2020: 28; e agora até agosto deste ano 147 adoções conscientes. Não é a adoção em que simplesmente eu quero adotar, eu pego o cachorro, pego o gato e ninguém sabe para quem foi doado esse animal, ninguém sabe o que foi feito dele, ninguém sabe nada sobre essa família que adotou. Não, são adoções conscientes. Então eu vejo a diferença, a diferença do que está acontecendo, do trabalho que vem sendo realizado. Os BOs realizados 29 até agosto deste ano e os recolhimentos né em 2020: 60 recolhimentos e até agosto deste ano: 163. Bem, eu gostaria de parabenizá-la, diretora Arlene, pelo trabalho que a senhora vem desenvolvendo e não é porque a senhora faz parte deste governo que eu estou dizendo isso é pelos números que eu estou vendo; porque não há nada como comprovar com números, com estatísticas. Então assim, eu sei que tem muita coisa para ser feito ainda, tem muita coisa para ser melhorada, mas eu tenho certeza que com a ajuda tudo vai para os seus lugares.  Inclusive, inclusive, inclusive, senhores, no sábado foi feito foi realizado um show que nosso prefeito fez totalmente voltado, totalmente voltado para a causa animal. Foi doado tudo, tudo que foi recolhido, todo o valor dos ingressos, as rações, tudo, tudo foi doado para a causa animal. Então eu acho que ações como essas têm que faladas aqui, nós não podemos deixar de falar, porque as pessoas estão aqui sempre criticando, criticando, criticando e não se lembram salvo o vereador Brunet que esteve aqui e falou e agradeceu, porque foi bem atendido. Há mais uma coisa que eu gostaria de falar sobre a prevenção de suicídios que os senhores Zé Theodoro e João Machado dos Santos explanaram com tanta maestria sobre o trabalho da CVV. Eu só gostaria de expor algumas coisas que eu vi nesses meus 30 anos de pediatria. Infelizmente como o senhor João Machado dos Santos falou, nós temos também tentativas de suicídio em tenra idade e aqui eu vou falar de cinco/seis/sete/oito anos. E aí neste ponto a criança eu acho que o senhor concorda comigo a criança ela é muito diferente do adulto. Normalmente os sinais que a criança emite não são iguais ao que adulto emite; a criança não diz eu vou me matar, eu vou me suicidar, a criança não diz isso, normalmente a criança não se expressa dessa maneira. A gente pode ver por atitudes muitas vezes atitudes agressivas, agressivas no colégio, atitudes agressivas em casa e muitas vezes a causa disso tudo a gente não vai compreender muito bem. Não existe uma causa como, por exemplo, o adulto que sofreu uma decepção amorosa, que perdeu um ente querido. Muitas vezes não. Muitas vezes é um bullying que a criança está sofrendo, muitas vezes é a negligência que essa criança está sofrendo e ela não ela fala, ela não diz nada; quando a criança chega a tentar o suicídio é muito tarde para só fazer uma psicoterapia. Normalmente quando uma criança chega à tentativa de suicídio, ela precisa ser retirada daquele ambiente hostil aquele ambiente que está doente, porque quem está doente é o ambiente que a cerca. Muitas vezes ela precisa ser internada né e imediatamente, imediatamente, chamar uma equipe multidisciplinar onde vai haver essas instituições, esses serviços como a CVV onde vai haver um psiquiatra que vai acompanhar a criança e na maior parte das vezes nós vamos precisar também do tratamento medicamentoso. Então a criança que chega a esse extremo, graças a DEUS, na maior parte das vezes não chega ao finalmente, não chega, mas a criança que chega a isso nós precisamos ficar com os quatro, não dois, quatro, dez olhos em cima dela, porque ela vai tentar de novo. Então a gente precisa ajudar de todas as maneiras possíveis. Infelizmente eu vi alguns casos nesses 30 anos, todos a gente ajudou, a gente conseguiu resolver; resolver, resolver, na realidade como eu disse tu precisa de uma equipe multidisciplinar né, mas, enfim, muitas vezes são questões as vezes mais simples do que se pensa e as vezes muito mais complexas do que se imagina. Então o mundo infantil ele é muito diferente do mundo de adulto e eu gostaria de chamar atenção de todos, de todas as famílias para que ficassem atentos aos seus filhos e procurassem serviços de ajuda como a CVV né para que pudessem receber as próprias famílias essa ajuda tão necessária. Bem, vereadora Clarice, na sua fala né me chamou a atenção no que a senhora disse, mas eu queria lhe dizer uma coisa: o que muda na realidade na política é que existe dois pesos e duas medidas, dois pesos e duas medidas in-fe-liz-men-te. Existe o que é bom quando eu sou oposição e existe o bom quando eu sou situação. Infelizmente, infelizmente, a política, esta política está muito presente e não venham me dizer que não, porque eu mesma já sofri bastante com isso. Então não venham me dizer que não existe por que eu não acredito. Eu já acreditei em coelhinho da páscoa não acredito mais. Então assim, são dois pesos sim e duas medidas. Eu vou me lembrar, não é uma crítica, vereador Ilha, mas eu vou me lembrar agora de uma frase sua no mandato, passado onde o senhor disse quando nós, já vou encerrar, quando nós solicitamos que, o vereador Sandro e o próprio presidente se lembram disso, quando nós solicitamos à oposição que nós fizéssemos parte, não estávamos pedindo para ser presidente nem nada de comissão nenhuma nós queríamos fazer parte, um de nós, das comissões importantes e o senhor disse a seguinte frase: que nós podíamos fazer o que quisesse que vocês passariam de patrola sobre nós. Mas então assim, não, eu só quero dizer o seguinte, eu compreendo, eu só acho que existem dois pesos e duas medidas. Obrigado e boa noite.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereadora Eleonora Broilo. E assim encerramos o espaço destinado ao Grande Expediente. Passamos ao espaço destinado ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: A palavra está à disposição dos senhores vereadores. Com a palavra o vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor presidente, senhora vereadora, não espere que eu vou lhe fazer nenhuma fala ácida, até porque a gente vive num momento que precisamos evoluir enquanto pessoas né. Só gostaria de fazer uma questão justa aqui eu jamais usaria um tipo de palavra dessa até nos meus momentos mais acelerados que tive nessa Casa até porque essa não é minha característica de conduta né. A senhora tem algumas dificuldades, muitas vezes de colocar as suas palavras tanto é que no passado a senhora também já passou aqui por situações até constrangedoras né por colocar a palavra talvez não de um jeito então de uma maneira né. Mas por mais que tivesse dito isso e que eu não disse, eu digo para a senhora que o aconteceu hoje nas comissões não foi uma colocação de cedência por parte da situação, ao contrário, foi um sorteio que a situação perdeu no sorteio a maioria das 3 comissões né. E isso é a parte democrática da escolha. Foi colocada aqui para nós uma forma de sorteio e caiu no sorteio e outra a gente nem sabe, porque nós estamos falando estamos supondo né que a situação possa ter perdido a… E eu vou dizer isso não quer dizer absolutamente nada no ponto de vista de andamento de projeto. Eu acredito que qualquer um dos nossos vereadores que aqui estão dos 15, têm o compromisso com nossa cidade né se o projeto for bom nós vamos fazer o máximo possível para que ele ande. E a forma como que foi modificado o regimento, vereadora, ele dá uma justiça a essa Casa aí talvez vá evitar alguns problemas no futuro de fazer de fazer casamento sem amar. Sabe como é difícil isso? Casar por interesse, entendeu. Então a forma aqui de colocar por sorteio, acaba esse negócio de querer aqui fazer muitas vezes algum tipo de conjuntura. Não, é democrático sorteou colocou aqui saiu tantos nomes né, dos nomes que foram colocados e vão fazer o melhor aí e o ano que vem tem sorteio de novo e assim vai, vereadora. Eu digo também para a senhora que a gente precisa ter uma capacidade de evolutiva. Então para fechar minha fala aqui quanto ao que a senhora disse, mesmo que eu tivesse dito algo parecido com o que a senhora quis dizer então, né ou que desse uma conotação do que a senhora quis dizer, né eu digo para a senhora que se eu dei essa conotação, eu estava totalmente equivocado né, e a gente vive num momento evolutivo e a gente precisa se dar conta disso. Jamais tive na minha vida contrato assinado com o erro e se a gente tem alguma conduta maltratada, a gente não tem problema nenhum de voltar atrás de qualquer palavra que eu tenha dito, mesmo reforço que desta forma que a senhora colocou eu jamais fiz isso inclusive não faço isso nem na base que eu participo até, porque o Republicano fez parte de uma base do governo passado e decidiu nessa eleição, vereadora, não tomar nenhum partido, não tomar partido a nenhuma das chapas que concorreram à prefeitura de Farroupilha na última eleição. O Republicano teve uma decisão, foi o único partido que tomou essa decisão de caminhar somente para vereador; uma decisão bem difícil para um partido político numa cidade pequena que nem a nossa.  Mas, Paulo, aqui nosso presidente, a gente tomou essa decisão então hoje nós temos aqui, vereadora, uma posição de neutralidade que eu acho que deva tomar conta nossa. Eu vi aqui em muitos casos, há duas votações atrás, senti pelo menos que os vereadores vieram com uma ideia e terminaram com outra. Isso é normal. Qual o problema disso? Qual o problema de uma vez a gente não votar junto aqui né mesmo sabendo que daqui a pouco não seja a vontade do governo. Por que já estive sentado na sua cadeira, vereadora, e se a senhora não se decepcionou ainda um dia a senhora vai se decepcionar e isso é normal no jogo político da gente imaginar que um governo que a gente defende às vezes erra e a gente não tem nada o que fazer do que aceitar isso disso é isso é difícil e dói, porque a gente caminhou na rua pedindo voto para esse governo. E esse é um sentimento muito difícil e por muitas vezes eu mesmo já passei no governo que eu defendia. Obrigado, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Tiago Ilha. A palavra, por ordem de solicitação, está com o pastor Davi.

VER. DAVI DE ALMEIDA: Mais uma vez boa noite a todos, todos que já foram nominados aqui no nosso protocolo. Senhor presidente, eu quero nesta noite trazer a lembrança desta Casa de que dia 21 de setembro também é o dia nacional de luta da pessoa com deficiência né. Então acho que é importante nós trazermos esse tema aqui também, porque são tantas as necessidades que a gente vê e eu tenho na minha casa né, vivo essa situação dos acessos, dos benefícios, de tudo aquilo que a gente busca. E eu quero trazer aqui a lembrança então e trazer um abraço a todos os profissionais que trabalham nessa área, às famílias que têm pessoas com deficiência a sua luta cotidiana né; e aqui quero citar a APAE a qual a nossa bancada fez um ofício enviando congratulações, também a AFADEV, a AMAFA e deixando aqui o nosso carinho a todos. Quero fazer também menção nessa noite de que nós no dia de amanhã, ainda é um pouquinho novo, apresentaremos dois requerimentos, mas hoje eu posso falar um pouquinho deles só não vai à votação né. Então o requerimento nº 287 ele vem falando e solicitando que seja oficiado o nosso Poder Executivo de que analise a possibilidade de que a gente possa elaborar cartilhas/folders, promover palestras né com participação de psicólogos, capelões [sic] e debater as formas de prevenção ao suicídio. A gente sabe que é um mês diferenciado este mês e aqui nessa noite a gente viu o trabalho que é feito pelo CVV. Mas eu quero destacar um trabalho que eu participo diretamente que é o MPC Brasil – Mocidade Para Cristo – e nós aqui em Farroupilha temos um trabalho chamado escola da vida.  É claro que já temos, há um tempo, que não conseguimos desempenhar diante da pandemia que nós atravessamos, mas nós já palestramos, doutora Clarice, para mais de 3.000 alunos e famílias aqui em Farroupilha e é incrível como a gente encontra esta situação que a nobre vereadora doutora Eleonora colocou aqui de que cada vez mais cedo as crianças estão ansiosas, as crianças estão depressivas, as famílias com falta de tempo; não se tem mais tempo para os filhos, não se tem mais tempo para o casal, não se tem mais tempo para as coisas simples da vida é um a correria. Esta ferramenta que veio para nos auxiliar né o celular, mas muitas vezes ela vem nos separar também. É normal que hoje as famílias já não jantem mais juntas, não almocem mais juntas, diante dos seus afazeres e de que às vezes se comunicam com os pais né um filho que tá no quarto, a mãe que tá na cozinha, através de uma mensagem, Paulo, você que trabalha com famílias; há muitos anos a gente atende posterior a isso, a essa falta de atenção, aquelas pessoas que buscam na drogadição um alívio, uma fuga, né. E a gente vê então nessas palestras a falta de tempo, automutilação, as crianças né mostrando para gente quando a gente vai palestrar, secretário, palavras malditas e a gente sabe que as palavras têm poder; quando né uma mãe diz “você não presta, você não vale nada” e a pessoa pega para si não só uma criança, mas um adulto também pega aquilo e traz para sua vida, para sua realidade. E a gente sabe que a realidade que DEUS ele preparou para nós é uma realidade de uma vida abundante como disse aqui o João, uma vida plena. A falta de comunicação né que às vezes não se tem e as famílias encontram-se enlutadas às vezes com tantas coisas, abusos emocionais, abusos sexuais né e tantas coisas que nós poderíamos falar aqui. Então eu trago aqui também… Vou usar meu espaço de líder.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Espaço de liderança.

VER. DAVI DE ALMEIDA: Trago aqui também um pedido nessa noite para o nosso Executivo na pessoa da nossa líder de governo doutora Clarice para que a gente possa ter um olhar à saúde. É claro que este problema que a gente fala aqui ele tem um cunho de saúde pública/social, a gente sabe que também é espiritual, Paulo, né a gente não pode deixar de falar isso aqui também né, mas que a gente possa ampliar. E eu tenho tido um contato quando fui secretário da saúde, com a secretaria de educação, e eu estive em reunião com os diretores em que o diretor o professor ele identifica na criança uma falta de atenção e não consegue desempenhar/evoluir ele então envia a criança para atendimento no CAPS para buscar um psicólogo, um psiquiatra e então às vezes para na unidade de saúde porque depende então do médico identificar ou clínico ou pediatra que se dê esse seguimento para que a criança possa buscar esse atendimento. E às vezes, doutora Clarice, acontece que o tempo de espera de um alcance a um psicólogo ou um psiquiatra se dá às vezes de 90 a 180 dias ou não se tem atendimento, porque não se conclui o ciclo e a se encerra o ano e se começa tudo der novo. Agora informatizou, tem um sistema, mas que na época se zerava tudo e se começava tudo de novo. Então é importante que a gente faça esse investimento no CAPS-AD que a gente invista no hospital, na ala psiquiátrica, no CAPS-I para que a gente possa urgentemente, porque a morte ela não está esperando que a gente atenda, ela está ali, ela está ali frequentemente todos os dias e conosco aqui. Quantos de nós aqui não estamos dentro desse percentual de repente, João, né dessas pessoas que estão aí já pensaram às vezes programaram. Então a gente precisa urgentemente atender e atentar para isso e eu deixo aqui esse pedido para que a gente possa ampliar essa discussão. Eu sei que é investimento, são muitas coisas, mas nós temos aqui a diretora geral da saúde que pode levar este debate para o secretário e ampliar com toda a equipe tamanha relevância que é o assunto. Então deixo aqui esse pedido, nessa noite. E também coloco aqui o requerimento nº 288 que amanhã vai à votação quando que nós precisamos visando este cuidado né com deficientes e tantas coisas que a gente possa ampliar o cuidado na nossa cidade, viabilizando mais instalações de semáforos com sinais sonoros, que a gente possa ampliar a acessibilidade nas calçadas. Quando você anda no centro, alguns locais já tenham o acesso, tem a calçada né para aqueles deficientes visuais, mas você já entra em São Luís já vai para outra já não tem mais. Então nós que estamos buscando para uma nova Farroupilha não se trata de uma velha né ou uma nova política, mas de uma política boa nós temos que atentar para isso nesses dias. Sabe, gente, não é a politica velha ou nova é a boa política. Ou a gente aqui se preocupa com a comunidade ou então a gente bota a viola no saco e vai embora né. A gente não dá para buscar egos não dá para ficar pensando antigo ou novo é o agora, amanhã a gente não sabe, gente, nós temos que lutar por agora por Farroupilha. A expectativa das pessoas a expectativa do povo é que a gente tenha proposições concretas, não de achismos, não de coisas, não de egos pessoais. Nós não estamos aqui medindo quem pode ou quem não pode quem é ou quem não é. Nós estamos aqui numa missão e estamos temporários aqui logo daqui alguns dias passa se renova, Adamatti, e aí quem sabe pastor Davi não tá mais aqui né outras pessoas não estarão mais aqui, mas então precisamos deixar um trabalho real verdadeiro, gente. Acho que nós temos que colocar os egos sabe no lugar do ego né que não leva ninguém a lugar algum e trabalhar realmente pela nossa população. Muito obrigado, senhor presidente, obrigado a todos.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador pastor Davi. Por ordem de solicitação a palavra está com vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, senhor presidente, senhores vereadores e público em geral. Há pouco tempo a dona Eleonora utilizou a tribuna né eu estava com a folhinha aqui, dona Eleonora, mas daí não me aguento; sabe como é que aquelas pessoas que trabalham com números e olham os números então eu resolvi por percentuais nos trabalhos feitos pela Arlene. Então aqui tem assim olha a senhora começou então no ano de 2018 com castrações realizadas 2018: 366; 19: 369; 2020: 402, mas até agosto foram feitas 395. Poxa, mas estamos até em agosto. Se a gente está até em agosto isso significa tem mais 4 meses; 4 meses de um total de 12… Desculpa, quinhentos tá… Somado com 395 + 136 né 551. Eu somei aqui e percebi que em oito meses se faz na verdade um aumento de mais para atingir o final do ano se faz um aumento de 50% porque o 8 num total de 12. Então isso vai para 796,5 não tem meio atendimento né. Isso é aumento de 98% do número de castrações projetando durante o ano. Se eu vier agora para denúncias averiguadas 85: 2018; 183: 2019; 2020: 200 contra 368 até o mês de agosto aumentando 50% fica 200 contra 555 um aumento de 176% na produção; a produção fica estranho, mas na quantidade de atendimentos. Adoções, nas adoções a gente teve 29: 2018; 2019: 10; 2020: 28; até agosto de 2021 147. Se fizermos proporcionalmente durante o ano seria uma diferença do ano passado de 28 para 220 esse ano, isso significa 687% nas adoções. Veja que é um problema onde se fizer adoção começa a resolver vários outros problemas, porque foi adotado. 687% foi o aumento. Se nós formos ver então recolhimentos 2020: 60; 2021 até agosto 163. Projetarmos isso nesse ano, fica 60 contra 244 um aumento de 306%. Quando que o regimento interno dessa Casa foi votado, eu me contaram que tinha uma cláusula onde a vereadora voltando para Casa eu sairia sou o primeiro suplente. Qualquer pessoa que tenha um raciocínio lógico mínimo saberia disso. Eu resolvi não me meter, eu resolvi não me envolver, porque aquilo poderia dizer respeito a mim. Alguém pode não acreditar ele estar falando é problema dessa pessoa, porque eu realmente faço o que deve ser feito. Minha mãe, meu pai, minha família sempre me disse isso. Quem não acreditar o problema é deles. Eu tenho meus defeitos como um monte de pessoas têm? Sim. Não me envolvi em nada naquilo, porque jamais viria aqui para trabalhar de uma forma a vir me beneficiar sei lá. Não quis ver aquilo. Semana passada eu me despedi. Algumas pessoas disseram e eu mesmo me despedi “tchau, então fui”.  Aí apareceu uma notícia eu disse deve ser equivocada que a Arlene então continuaria no Executivo. Aqui está o motivo é alguém que realmente acredita na causa. Aqui está o motivo é alguém que realmente acredita na causa. Qual de nós aqui largaríamos o nosso aqui na Câmara de Vereadores para assumir a causa que realmente a gente defende? Quem? Arlene, parabéns; vereadora Arlene, parabéns. Senhor presidente, eu queria ocupar meu espaço de líder de bancada.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Espaço de liderança.

VER. SANDRO TREVISAN: Parabéns, porque realmente prova que essa é a sua causa, essa é sua paixão e isso que você faz não faz brincando, porque os números provam. E aqui estou falando realmente o que eu sinto. Algumas pessoas sempre vão criticar. Se não quiser ouvir críticas, senhores vereadores, público que nos ouve, não entre para a política. Porque daí sim eu acredito naquela história, presidente, que botaram Jesus Cristo lá que era o melhor de todos e crucificaram ele. Isso eu acredito. Não adianta, aqui dentro não adianta o que tu faz, não adianta, tu pode ser o melhor possível, tu sempre vai ser taxado de político, de ladrão; isso dói, isso dói para caramba, dói demais. E tenho certeza que a senhora, vereadora, está fazendo realmente o que gosta o que quer fazer e se todos nós tivesse esse foco de fazer o que se gosta de verdade, com essa dedicação seria bem diferente. As pessoas que votaram na senhora com certeza elas estão orgulhosa. Tá falando isso, porque te beneficia. Não. Se eu sair daqui hoje eu sei trabalhar vou trabalhar sempre fiz isso. Eu aprendi desde pequeno a trabalhar e trabalhar bastante nunca tive medo disso, nunca tive medo. Sair daqui vamos fazer outra coisa. Eu até tinha me acostumado com a ideia já. Senhor presidente, era isso e realmente tenho que parabenizar, porque não é falácia, estão aqui os números estão aqui, as porcentagens; eu tive que sentar lá pegar a calculadora e fazer o percentual e fazer a projeção para mostrar que realmente o serviço está sendo feito e muito bem feito. Obrigado, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Sandro Trevisan. A palavra está com o vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhor presidente, colegas vereadoras, vereadores. Quero começar a minha explanação especial saudando nosso presidente do PSB eleito no último final de semana doutor Isaias um excelente trabalho são os votos meus e da bancada juntamente com meu colega líder da bancada vereador Roque. Também registrar que foi um momento ímpar renovamos na maior parte a composição inclusive né, vereador Roque, abrimos mão de estar em qualquer cargo da executiva ou do diretório para ajudar o processo de renovação. Rose, por gentileza, têm algumas imagens eu gostaria de começar a minha fala mostrando essas imagens. Já falei aqui na tribuna se até sexta-feira 10h não fizerem segunda eu entro com pedido de providência, porque têm algumas coisas que realmente é lamentável. Eu falei aqui o asfalto ficou muito bom na São Vicente e acima tinha uma boca de lobo entupida. Veja só, tá correndo de esgoto. A boca de lobo está entupida e no passar das fotos vocês vão o que o morador fez. Ele acabou teve de tentar abrir para ver só que o que acontece como a água não está dando vazão tá saindo pelos canos. E aí eu já pedi diversas vezes para o Schmitz, falei com o Renan, tinha falado com o Zildo e na última semana ou na semana retrasada que não me falha a memoria eu encontrei o secretário aqui na Câmara e eu pedi gentilmente “secretário e a boca de lobo?” “Não tem só lá naquela rua”. Pô, mas dois meses não conseguiu desentupir uma boca de lobo. Meu Deus de céu. Lamentável. Então tem que fazer é uma coisa bem simples e o vereador Thiago Brunet falava antes de esgoto a céu aberto. Olha aqui, algo bem simples só desentupir uma boca de lobo. Será que não conseguem desentupir uma boca de lobo? Pelo amor de DEUS. Então, secretário Schmitz, mais uma vez o pedido se não semana que vem encaminho o pedido de providência e vou fazer um ‘gritedo’ aqui. Porque não adianta tu pede numa boa, doutora Clarice, tu pede uma, tu pede duas, tu pede três, ninguém é palhaço. E as pessoas ali na proximidade que estão cheirando isso aí é uma vergonha né, enfim. Quero também desejar oficialmente boas vindas para o Sandro agora que fica com a cadeira. Também vou cobrar, senhor presidente, transparência com a questão da renúncia, a gente fica sabendo muitas vezes as coisas pela imprensa do que pela própria Câmara, então isso não pode passar despercebido. Então isso sim que seja lido o documento, que seja registrado na Casa é documento é público e nós vereadores temos que saber se não fica muitas especulações um acha outro não acha. Então muitas pessoas me perguntaram “é verdade não é verdade”. Eu disse estou aguardando o posicionamento oficial da Câmara né e esperamos que seja ainda hoje. Quanto à questão né ouvi atentamente alguns números que o vereador Sandro falava em percentual eu também vou falar um percentual 100% aumento de mortes do canil; um pouquinho mais foi de 11 para 25, pedido de informação que foi feito através dessa Casa de um surto de cinomose e outras doenças. Sabe o que eu mais fico pensando e que de certa forma me deixa triste de eu ter que estar aqui fazendo essa fala é que as narrativas elas elucidam o contexto e elas ganham força na população. Então a população fica indignada e eu lembro que em 2018 teve um surto e teve 11 óbitos, 11 óbitos tá, isso aí está documentado e lembro que na época se tinha falado “meu DEUS olha o campo de concentração que tá lá, olha o açougue”. Pois é, agora virou paraíso. Então muitas vezes faço o exercício de reflexões, de questionamento. Não, doutora, desculpa que eu tenho que concluir aqui se não vou me perder aqui no meu raciocínio. Então essas coisas nos entristecem que como a doutora Clarice falou sim tu vem com esse discurso nova política e tal só que antes pode agora não pode. Então a gente tem que tratar com uma coerência. Não pode ser antes estava tudo ruim e agora está tudo maravilhoso. A gente trabalha com uma prerrogativa que a política pública é um trabalho de formiga é o tijolo por tijolo; avança com uma legislação avança com e assim vai. Teve muitas coisas que avançaram vão avançar, a próxima gestão e assim sucessivamente. Mas é importante que a gente olhe com responsabilidade quando for se manifestar. É muito fácil vim aqui esbravejar ou fazer uma fala entonar ou ir numa imprensa. E fui muito procurado semana passada. Eu gostaria de usar o espaço liderança, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Espaço de liderança Ver. Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: E eu fui muito questionado na rua sobre isso, porque veio denúncias até mim e eu não vou na base do achismo. Ah, eu acho. Não, eu não acho nada tudo quando eu acho alguma coisa ou tem dono ou tá estragado. Então eu busco o quê? Dados fontes. E onde que a gente busca isso? Pedido de informações. E foi feito pedido de informações e eu fiz perguntas bem simples para também ser a resposta bem simples e objetiva. Houve mortes? Sim. Quantas? 25. Então eu acho que é muito fácil, às vezes, usar os microfones, às vezes, usar a emoção o calor do momento e, às vezes, pegar pesado com algumas pessoas como aconteceu com o Juelci. Eu não sou advogado de defesa dele nem procurador, mas ele sofreu e ele lutou incansavelmente pelo canil, pelas coisas. Teve falhas? Teve, assim como tem agora. Vai ter. Seres humanos erram, acertam, mas erram faz parte. Eu já errei muito aqui e vou errar muito ainda. Aprendi muito, sim, muito, muito e muito. Mas cabe assim eu vou pensar, vou ver como que como que a cidade vou conversar com minha base eleitoral também vou conversar com meus colegas e quem sabe vamos discutir uma possibilidade de uma CPI para investigar isso. Para ver, é um instrumento legal onde que temos… A senhora pode dar risada agora a senhora não tem mais voto não dá mais ‘pitaco’ então lamento, a senhora abriu mão. E quando a gente fala aqui “ah pode abandonar por uma causa” ou por outra, blá-blá-blá; e a representatividade? Eu vejo que tem muitos discursos aqui quando se fala de um pleito eleitoral e só quem botou a cara na rua e bateu de porta em porta ou foi na rede social ou quiçá outros meios sabe quanto é ruim quantos termos pejorativos vereador Sandro nós ouvimos. Quantas vezes rótulos são tocados em nós e eu não concordo e eu não acho que isso seja real. Está sendo feito o quê? Simplesmente está sendo generalização e não dá para ser assim. Têm profissionais bons em todas as áreas assim como têm ruins; assim como têm bons políticos, têm mal políticos. Faz parte. A sociedade é essa. E quando eu coloquei meu nome para ser vereador e eu fui eleito aqui estou. E na campanha muito me perguntavam “ah tu vai para o governo ou tu vai para a Câmara?” “Não, vou ficar na Câmara”. Por quê? Por que fui eleito para ser vereador né, vereador Felipe Maioli. Então tudo bem a gente sabe que tem os discursos, etc., os pontos de vista, mas então antes de às vezes de falar algumas coisas de querer nos vim assim, pensem, reflitam; o exercício do pensamento faz com que a gente não fique nessa saia justa. Então é triste e eu acompanho aqui talvez eu acho eu posso estar equivocado e posso fazer uma pesquisa aqui com o Duilus me ajudar, acredito que foi a legislatura que mais teve representatividade feminina, 1/3. Onde nós vemos um sistema político totalmente machista e segregador onde que esse sistema faz o quê? Faz com que grupos apenas alguns elementos da sociedade que não representa a maioria ocupem o poder e quando essas pessoas ocupam o poder elas não olham para a população; e quando a gente pega a constituição cidadã de 88 que diz que “todo poder emana do povo” o povo só fica no discurso, a prática não é nada. Então é importante que a gente veja a representatividade daqui. Então eu penso dessa forma, eu ajo dessa forma. Regimento Interno: regimento interno assim foi uma atrapalhada, em cima de uma atrapalhada, em cima de uma atrapalhada e foi tentado falar. Veio à força veio contra a vontade. Nós estávamos numa comissão e eu várias vezes reiterei: vamos imitar pelo pela Câmara sem dar o pedido oficial para nós fazermos a leitura com calma, vereador Amarante, não falei isso, vereador pastor Davi, que estava na comissão também, gostaria que Marcelo Broilo também que estivesse aqui eu ia citar ele que ele também acompanhou e sabe que eu disse isso. Então agora o quê que acontece? Fomos tachados de puxamos o tapete da colega. Eu não vou admitir o rótulo que eu puxei o tapete de ninguém. Porque não. Eu avisei, eu avisei. Se tem uma coisa que eu faço aqui dentro é falar; falar, falar, falar, falar e repetir o parlamento. E quantas vezes eu disse segura vamos fazer de uma diferente vamos ter tempo para discutir, vamos olhar vamos ver com calma. Tinha muitos erros. Por quê? Porque são pessoas que cometem e quando acontece isso o quê que a gente tem que ter? Cautela. Humildade e olhar para trás e dizer “não, vamos fazer dessa forma”. Socar goela abaixo não adianta. Eu vou citar o Diego Tormes, para finalizar senhor presidente, democracia se faz com tempo e com diálogo e literalmente o regimento interno que gerou todo esse transtorno faltou essas duas partes. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Juliano Baumgarten. A palavra está à disposição dos senhores vereadores. A palavra está à disposição do vereador Gilberto do Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Senhor presidente e os demais que estão ainda estão aqui nos assistindo essa noite, depois da bela apresentação do senhor João e do Zé Theodoro. Senhor presidente, eu venho até aqui eu venho até a tribuna hoje para falar novamente do nosso pedágio. Depois de muitas audiência pública e reunião e reuniões com governo do estado voltamos para mim vereador Juliano na estaca zero. Por que o governador não abre mão do principal item do qual nós tratamos em todas as reuniões e defendido por todos. Na última quarta-feira em reunião na CICS em Caxias do Sul promovida pelo COREDE/Serra, o secretário Leonardo Busatto apresentou a devolutiva do Programa Avançar do governo do estado. Na maioria das propostas, tanto nós vereadores e o prefeito Fabiano Feltrin, compartilhamos da mesma opinião assim como a deputada Fran Somensi que sempre levou as nossas demandas direto para o governo. Neste dia da reunião estavam em torno de 10 integrantes do Executivo em função dos trabalhos desenvolvidos e para fazer ajustes em novas implantações de obras. Ainda o mais cobrado e debatido por todos os participantes nas reuniões em assembleia foi a retirada da outorga e o travamento do deságio de 25%, ou seja, o governo do estado seguido desta forma cobrará antes do funcionamento dos pedágios das empresas que ganharão a licitação e que pagarão o valor da outorga nada será investido em nossa região por ser uma multa que o governo nos coloca e pagaremos essa multa em 30 anos abatido no pagamento das concessões dos pedágios. Ou seja, o governo coloca essa multa antes mesmo de nós pagarmos, continuará a outorga o governo vai usar e nós continuaremos pagando. Peço para o nosso prefeito Fabiano Feltrin que também se envolva neste quesito e afirmo que na próxima semana estarei entrando com uma moção de apelo ao governo do estado para estender a discussão, porque caso não seja retirado à outorga a exemplo de concessão já feita no Estado como na RS-287 de Santa Maria onde lá o deságio chegou a 54% sendo que havia um pedágio previsto a R$ 7,00 e ficou em 3,46 e também neste momento 1.700 km com previsão de 42 bilhões de investimento está sendo concedido no estado do Paraná e todas essas concessões não têm outorga e nem travamento de deságio. Ou seja, é um programa que pode ser colocado no Rio Grande do Sul, porém o nosso governo não está abrindo mão deste quesito dos quais todos, todos, defendem a retirada. Nada adiantou o governo do estado debater e não atender o maior apelo da comunidade que só pensou e agiu politicamente, contudo sobre o local da praça de pedágio também encaminhamos através de ofício em mãos para o secretário de parceria do Estado e também a nossa deputada estadual para que fosse no Km 45 observando que os termos do edital são flexível sobre a implantação das praças de pedágio e podem ser implantadas 5 km antes ou 5 km depois, ou seja, se ficasse no km 50 lá é impossível colocar a praça de pedágio pela uma questão técnica, lá é muito íngreme. Então mudou-se essa implantação que também foi um pedido do nosso Prefeito Municipal e que foi de certa forma acolhido pelo governo do estado e lá provavelmente essa Praça ficará no município de Farroupilha ali com divisa de Barbosa e não São Sebastião do Caí como é comunicado. Foi implantado… Espaço de líder, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Espaço de liderança para o vereador Gilberto do Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Então foi implantado obras de estrutura de extrema importância que nós todos julgamos ter mais fluidez e segurança em nossa região e todas essas demandas foram atendidas, mas também por outro lado, o atendimento destas demandas leva o aumento do pedágio e se o governo do estado não retirar estes dois quesitos conforme já citado, teremos um pedágio mais caro. Então eu farei esse pedido assim como os demais vereadores aqui na Serra encaminharão esse pedido de apelo para o governo do estado, para a retirada destes dois itens para que assim nós possamos continuar o debate em relação ao pedágio em nossa região. Caso o governo do estado não aceite, que então deixe esse assunto para o próximo governador tratar e conduzir, porque assim nós vamos fazer um debate mais amplo e contemplando valores justo para nossa sociedade e com as obras conforme nós já pedimos para o governo do estado. Que se ele for retirar esses valores, poderá, como em outras concessões, ficar um preço menor bem menor do que o previsto pelo governo do estado e inclusive implementando todas as obras conforme pedido tanto para o Executivo como assim pelos vereadores e deputados. E quanto ao trabalho dos vereadores agora aqui voltando para a Casa, eu sempre entendo que nós aqui estamos em defesa de quem nos elegeu, e no momento que nós entramos, nós assumimos essa Casa, nós estamos aqui em dever e em defesa de toda a nossa comunidade de Farroupilha e também alguns assuntos que não são do pertinente ou da região de Farroupilha mais que de alguma forma ou de outra atinge a população de Farroupilha também estamos em defesa. E o que eu vejo, às vezes, eu sempre defendi sempre defendo a produtividade em todos em todas as passagens que eu fiz nessa vida, ou seja, na empresa, ou seja, no governo como secretário, ou seja, lá como subsecretário; e também aqui como político eu vejo que alguns que alguns de nós buscamos sim fiscalizar o Executivo, trazer para a Casa, entender as demandas da comunidade e levar as cobranças, estender as cobranças tanto para o Executivo Municipal, Estadual e Federal. Mas também têm vereadores que eu acho que em alguns casos, vereador Roque, e eu acho que não poderia ser assim defende o Executivo, defende o Executivo em todas as circunstância. Porque todos nós deveria, sim, de defender a população ali fora “ah, mas de certa forma nos defender o Executivo também estamos defendendo os interesses da população”.  Sim estamos, assim como a grande maioria dos vereadores eu acho que vem aqui, como eu já citei em outra ocasião, nosso governo que era prefeito também errou e eu cobrei dele muitas vezes; ah não fui ouvido, mas como citei lá num período pedi demissão outra vez fui demitido, faz parte. Agora nós cobrar do governo e entender que a população ali fora não está aceitando algumas coisas é normal e temos que fazer isso é o nosso dever, somos Casas independentes e por isso farei sempre esta fala em defesa da população ali fora. Muito obrigado, senhor presidente

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Gilberto do Amarante. A palavra está à disposição dos senhores vereadores. Vereadora doutora Eleonora Broilo, seu espaço de liderança.

VER. ELEONORA BROILO: Não, não é liderança.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Não, não, a senhora não falou, tem razão. Desculpa, desculpa.

VER. ELEONORA BROILO: Mas tudo bem. Como diz a vereadora Clarice mulher é sempre líder então não tem problema.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Perdoe-me.

VER. ELEONORA BROILO: Eu só queria, eu pedi na realidade, um espacinho para o vereador Juliano e num minuto eu podia ter resolvido o assunto, mas como ele não podia me dar, então eu acabei tendo que usar os meus cinco minutinhos. Vereador Juliano, em 2018 quando houve a morte daqueles 11 ou 12 cães, acho que foram 12, eu vou dizer para o senhor e eu posso dizer de cadeira, porque eu fui tá eu não fui uma expectadora nessa situação, eu fui muito ativa, eu fui ao canil falei com o Juelci, me dispus a ajudar, falei com o veterinário o quê que poderia ser feito, estudei o assunto, tá, estudei o assunto, porque afinal de contas sou pediatra, não sou veterinária. Mas eu me interessei e fui estudar o assunto, comprei inclusive livros e estudei tudo que havia sobre o assunto. E cheguei à conclusão que naquela época então haviam 3 medicamentos que poderiam ser usado para aqueles cães afetados, um deles era ribavirina que era um tratamento caríssimo para os cães que estavam afetados neurologicamente; e eu comprei a medicação e eu dei para eles. Talvez por isso não houve mais óbitos, não houve mais mortes. Eu me meti nessa situação tá que eu acho que as coisas teriam continuado tá. Esses óbitos que houve tá, eu estou falando houve, não houveram, porque o verbo haver é um verbo impessoal, então houve tá essas mortes que houve agora são de animais novos que chegaram ao canil e eles não tinham não foram não tinham a vacina ainda diferente dos outros que já estavam lá, animais velhos. Eu vou dar um exemplo o cão Adão era um cão enorme já lá há muito tempo, nós conseguimos salvá-lo não sei qual foi o destino dele depois, mas nós conseguimos salvá-lo da doença. Esses que morreram agora não eram do canil eles foram recolhidos pelo menos a maioria, eu quero, se estiver errada, por favor, me corrijam, mas eu acho que a grande maioria eram cães que vieram da rua foram recolhidos e não estavam vacinados ainda. Até porque a vacina, a vacina tá, a gente tem que primeiro ver deixar o cão em quarentena e ver se a criatura não está doente, porque a gente termina de matar. Então não é bem assim que as coisas acontecem tá. Então eu quero dizer o seguinte: que quando a gente fala a gente tem que ter certeza do que está falando para não cometer erros crassos que possam prejudicar pessoas que não merecem ser prejudicadas. Se o senhor diz que o Juelci fez o que tinha que ser feito, talvez tenha feito, eu ajudei muito, mas eu tenho certeza absoluta que a diretora Arlene também fez o que tinha que ser feito. Também fez, e os números estão ali, os números estão ali tá. Então vamos ter um pouco mais de consciência quando a gente for falar e acusar para evitar esse tipo de coisa. E eu não só com remédios eu ajudei, eu consegui fibra e fazenda para fazer os ninhos para eles, porque eles dormiam no frio; eu consegui e não apenas isso, já vou encerrar, eu doei para aqueles que estavam mais doentes eu não gosto de falar o que eu faço, mas às vezes a gente precisa né, eu doei um calefator para que eles ficassem aquecidos. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereadora doutora Eleonora Broilo. A palavra está à disposição dos senhores vereadores. Se nenhum vereador quiser fazer mais o uso da palavra, encerramos o espaço do Pequeno Expediente. Passamos ao espaço de comunicação importante para assuntos urgentes e inadiáveis; espaço destinado aos líderes de bancada ou por ele cedido a outro vereador pelo tempo de 2 minutos.

 

ESPAÇO DE COMUNICAÇÃO

 

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Espaço destinado à comunicação importante para o vereador Felipe Maioli.

VER. FELIPE MAIOLI: Obrigado, doutora Eleonora líder da nossa bancada do MDB. Só pedi o espaço para comunicar que os nobres colegas vereadores que fazem parte do Legislativo em Ação amanhã, terça-feira, 16h, vamos nos reunir para assuntos específicos e relacionados ao evento de quarta-feira. Muito obrigado.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado. 16h para reunião das comissões amanhã é isso? É isso? Favor liberar o microfone do vereador Felipe Maioli apenas para confirmar o horário. 16h irão se reunir…

VER. FELIPE MAIOLI: Têm as comissões amanhã? Os colegas me induziram ao erro. Amanhã 16h.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Perfeito. Comunicado ou comunicação importante ao vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhor presidente. Obrigado, colega Roque, líder de bancada, que me cedeu. Então para reforçar, quarta-feira teremos então a primeira atividade na prática do Legislativo em Ação será aqui nesta casa às 19h onde que teremos então o painel da economia criativa, onde que contaremos com diversos profissionais gabaritados que vão aqui fazer um excelente trabalho e vai ajudar muito o desenvolvimento. Então só para reforçar o convite: 19h15min começa oficialmente os painéis onde que teremos a participação de dois professores do Instituto Federal, dois doutores, a professora doutora Anelise e o doutor Diego Chevarria; 19h30min economia criativa na área acadêmica com a professora doutora Aline Corso; 19h40min Caminhos de Pedra o turismo Rural da Serra com a presidente Maristela; 19h50min arquitetura simbólica e sustentável com o Marchioro; 20h comunicação criativa com o criador de conteúdos Misael Montaña; 20h10min investimento de aceleração de Startups – propulsores da economia regional com o professor doutor Sandro Cortezia. Então convidar os colegas vereadores e todos que estão nos acompanhando que se façam presente, tenho certeza que será um grande evento. Muito obrigado, senhor presidente.

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado, vereador Juliano Baumgarten. Espaço ainda para comunicação importante. Encerrado o espaço de comunicação importante. Nós temos agora pelo novo regimento também uma mudança e nós passamos agora ao espaço do presidente 5 minutos para avisos/informações sobre assuntos institucionais do legislativo.

 

ESPAÇO DO PRESIDENTE

 

PRES. TADEU SALIB DOS SANTOS: Vamos pela importância: comissões permanentes na Câmara Municipal para 2021. – comissão do Legislativo, Justiça, Redação e Redação Final, por sorteio: Eleonora Broilo/MDB, Davi de Almeida/Rede, Clarice Baú/Partido Progressista, Eurides Sutilli/Partido Liberal, Juliano Baumgarten/PSB; – comissão de Orçamento, Finanças e Contas Públicas: Sandro Trevisan/Partido Progressista, Eurides Sutilli/Partido Liberal, Tiago Ilha/Republicanos, Gilberto do Amarante/PDT, Roque Severgnini/PSB; – comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento e Bem Estar: Calebe Coelho/Partido Progressista, Juliano Baumgarten/PSB, Tiago Ilha/Republicanos, Felipe Maioli/MDB e Gilberto do Amarante/PDT. Estas as comissões para comissões permanentes na Câmara para o este ano 2021. Eu queria apenas não como justificativa, mas como respeito também de certa forma aquilo que procuramos fazer durante o nosso tempo. Não é em resposta a ninguém a comentário nenhum, mas seguindo o que sempre procuramos fazer que é primeiro fazer as práticas e até por questionamento a pouco que ouvimos do vereador Juliano de que ele iria verificar se nós havíamos publicado ou não da nossa sempre vereadora que eu quero dizer para vocês que não precisa estar aqui para defender uma causa, porque estar aqui eu digo que é muito fácil. É apenas ter feito algo no passado para se credenciar a vir aqui por uma razão e o meu passado podem olhar, porque se fosse por razões nos dois eu enfrentei algumas coisas que não desejo para ninguém. Por isso que a cada conquista eu felicito, publico nos anais da Casa, porque isso me faz feliz. É o suficiente. Arlene, disse tudo isso não por mim, mas disse por ti, primeiro tu tem que fazer alguma coisa acreditando naquilo que tu faz e depois fazer alguma coisa, quem sabe, pelo poder que tu pede que venha até a você. E para nós não poderia ser mais eficiente do que eu honrado, porque eu acredito em ti e acredito nas pessoas que tiveram a oportunidade de olhar no novo regimento, há tempo, talvez não tiveram oportunidade e de quem confia no teu amor acima de tudo que é a tua causa. Vamos ler a resolução de mesa nº 4 de 27 de setembro de 2021, poderia ter pedido a assessoria e ter ficado no meu tempo, mas faço questão de fazer isso, oficializa termo de renúncia da vereadora Arlene Schinestzki Lazzari. A mesa diretora da Câmara Municipal de Farroupilha, usando as atribuições que lhe são conferidas pela lei orgânica do município e pelo regimento interno, em especial pelo artigo 25, inciso III do referido regimento, considerando a adequação do regimento interno, que entrou em vigor no dia 22 último, o qual se adequou ao artigo 56, inciso I da constituição federal; considerando que a vereadora em questão estava exercendo cargo em comissão no poder executivo e foi notificada a exercer a opção de retornar ou não ao cargo de vereadora em razão da incompatibilidade com a norma supra, através do ofício n.º 434/2021; considerando que a mesma, em resposta ao ofício citado manifestou sua vontade de permanecer no poder executivo, abrindo mão do cargo eletivo; resolve: art. 1º. Fica acolhida a comunicação de renúncia da vereança de Arlene Schinestzki Lazzari, em razão da opção de permanecer em cargo do Poder Executivo, após notificação para manifestar-se sobre o disposto no artigo 23, inciso II do novo regimento interno desta Casa Legislativa. Art. 2º. Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. Ou seja, publicada hoje após a veicular a publicação estamos lendo o que poderíamos ter feito no início da sessão de hoje, mas em respeito àquilo que sempre fizemos, publicamos primeiro e depois está lá a prova de que fizemos isso na melhor das boas intenções comprovando também que a democracia sempre valeu. Nada mais a ser tratado, declaro encerrada a presente sessão. Boa noite a todos.

 

 

 

Tadeu Salib dos Santos

Vereador presidente

 

 

 

 

Felipe Maioli

Vereador 1º secretário

 

 

 

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa e Apoio Administrativo.