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27/02/2021 00:24:37 - Farroupilha / RS
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Ata 3952 – 29/07/2019

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Fabiano André Piccoli, 2º Vice-Presidente.

 

Às 18 horas, o Senhor 2º Vice-Presidente Ver. Fabiano André Piccoli assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Vereadores: Alberto Maioli, Arielson Arsego, Deivid Argenta, Eleonora Peters Broilo, Janir Leomar Guth, Jonas Tomazini, Jorge Cenci, José Mário Bellaver, Josué Paese Filho, Odair José Sobierai, Sedinei Catafesta, Silvio Roberto Ferreira de Souza, Tadeu Salib dos Santos e Thiago Pintos Brunet.

 

 

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Boa noite a todos. Solicito que o público presente tome seus lugares na Câmara Municipal de Vereadores nessa noite a qual aproveito para saudar nosso Prefeito em exercício Sandro Trevisan, colega, Vereador Presidente desta Casa, e em função desta atividade do Presidente Sandro, até 4ª feira estarei conduzindo os trabalhos da Casa como 2º Vice-Presidente. E a qual de imediato eu convido o Ver. Arielson Arsego para fazer a Secretária da Casa na noite de hoje em função que a mesa diretora é composta neste momento somente pelo Ver. Sandro e por mim. Invocando o nome de DEUS, declaro abertos os trabalhos da presente Sessão. Convido a todos para de pé ouvirmos a prestação de compromisso e posse do Vereador Silvio Roberto Ferreira de Souza. “Prometo cumprir a Constituição da República Federativa do Brasil, a Lei Orgânica, as Leis Federais, do Estado e do Município e exercer o meu mandato sob a inspiração do Patriotismo, da Lealdade, da Honra e do Bem comum”.

VER. SILVIO ROBERTO F. DE SOUZA: Sim, prometo.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Declaro empossado o Vereador que prestou o compromisso. Aproveito para saudar o Ex-Prefeito Ademir Baretta, saudar os Secretários Municipais, Secretário Fernando Silvestrin, a Secretária Rosane, o Ex-Vereador Lino Troes, Presidente da CICS Daniel Bampi, demais convidados, público presente. Convidamos para fazer parte da Mesa o Senhor Marco Aurélio Ferreira, Diretor da ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados – para explanar sobre a situação dos hospitais privados por solicitação do colega Ver. Tadeu Salib dos Santos. E como proponente deste convite foi o Ver. Tadeu Salib dos Santos, convido para que faça a saudação inicial.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Dra. Eleonora. Quero saudar as autoridades que estão aqui entre Ex-Prefeito, Ex-Vereadores, Presidentes de partidos, Secretários Municipais, Secretária Rosane aqui conosco, enfim a todos que estão aqui; o Presidente da CICS, também a Tissa, muito obrigado por estar aqui conosco. E hoje é para mim um dia muito especial, falar para o Marco Aurélio é falar de alguém de Farroupilha; alguém de Farroupilha que preside a Associação Nacional de Hospitais Privados e Filantrópicos do Brasil. Eu queria dizer, Marco Aurélio, que eu estou extremamente honrado hoje de falar como Vereador e particularmente no dia de hoje poder falar um pouquinho da tua pessoa. O quanto da minha gratidão por todas as vezes em que estivemos em Brasília como Progressista e lá recepcionados por ti, levando os nossos pedidos à Senadora Ana Amélia, aos quais hoje nos reflete a momentos de muita apreensão; aonde nós tínhamos aí a preocupação com a entidade Hospital Beneficente São Carlos e saímos de Farroupilha com um representante de cada partido com uma única bandeira: HSBC – Hospital Beneficente São Carlos. Atingir o objetivo que era buscar algo para ajudar o Hospital para não fechar as portas. Lembramos do teu nome neste convite para vir a Câmara de Vereadores por saber que a tua história começou em Farroupilha. Em falar da tua história, nós temos que falar na família ‘Dotta’ que te traz grandes recordações e eu queria te dizer assim como resposta: eu poderia dizer: “se sabes de onde vem tu sabe para onde vai”. E tu chegaste ao ponto mais alto de ocupar cargo público sendo assessor direto da Senadora lá na capital federal e saindo de lá hoje, estando dentro de São Paulo, estando ao lado do Rio de Janeiro, saindo de Brasília tu estás ocupando um cargo tu sendo de Farroupilha. Então com isso eu quero te dizer parabéns. Parabéns pelas tuas conquistas e a nossa gratidão por ajudar nós a conseguir as nossas conquistas aqui; entre elas um dos grandes feitos desta legislatura de todos os partidos e Vereadores, foi com a tua contribuição de conseguir trazer verbas para também amenizar o Hospital Beneficente São Carlos. Desejamos a ti a maior riqueza do universo que é única, que pode nos dar alguma coisa de bom na nossa vida que é a saúde. E obrigado por defender a nossa saúde no momento em que pode estar ao nosso lado, e te trazer aqui para explanar sobre este assunto queremos te dizer: é autoridade máxima que esta aqui falando para Farroupilha e também porque não para toda a região. Seja bem vindo.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Ver. Tadeu Salib dos Santos. Aproveito para saudar o Secretário Vandré que está presente, a Ex-Vereadora Tetela, a Superintendente do Hospital, a Janete, Dr. Nelson seja bem-vindo e as voluntárias da saúde. Então, Marco, seja bem-vindo a nossa Casa Legislativa, se quiseres fazer uso da tribuna fique a vontade.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Meu boa noite a todos os Senhores e Senhoras, é um prazer estar aqui com vocês. Muitos de vocês eu já recebia lá no gabinete, meu muito obrigado Presidente o Ver. Fabiano que está presidindo a Casa, Ver. Tadeu, Ver. Josué Paese Filho, todos vocês têm muitas histórias como muitos dos vereadores que estão aqui e é um prazer estar aqui em Farroupilha na noite de hoje; já encontrei até meu ex-professor, o Lino Troes, que um dia eu quebrei uma vidraça lá no Santiago e uns meses depois ele me chamou para a sala dele e disse “olha dos outros eu esperava que eles podiam quebrar, mas guri, tu tem futuro larga de mão disso e vai trabalhar”. Professor Lino, o professor Luís são pessoas que eu sempre trago no meu coração como exemplos bons de vida, pessoas que eu sempre, e eu digo para minha esposa quando eu recebi fazer uma faculdade professor eu quis ser professor, eu quis fazer história. Então por quê? Porque eu respeito muito a classe dos professores brasileiros e acho que a gente só vai mudar um país quando a gente valorizar mais os professores que nós temos. Então em sua homenagem, professor, meu muito obrigado por tantas conversas e caminhadas que a gente teve. Dizer para vocês que realmente, Ver. Alberto Maioli, é para mim um prazer poder estar nesta cidade, cidade de, minha mãe está aqui sentada lá. E minha mãe é mãe de 7 filhos, meu irmão que trabalha na Prefeitura, o Cesar, minha cunhada, minha esposa que esta comigo há 30 anos; para um menino que casou aos 17 anos e tinha tudo para dar errado acabou dando certo aí no meio do caminho. Andei por essas ruas de Farroupilha trabalhei no, como Ver. Tadeu bem falou, vendia jornal, vendia Zero Hora aqui na banca do Dotta né; esse foi meu primeiro emprego. Trabalhei no Ruarão, calçados Siprana, fui empresário, tentei de tudo. E a vida vai nos levando e o bom é a gente aceitar desafios. Eu trabalhei na Casa Civil no Governo do Estado, da Gov. Yeda Crusius, por dois anos depois fui chamado pelo partido Progressista para coordenar a campanha da então candidata Ana Amélia Lemos, ao final da campanha ela me convidou para chefiar o gabinete dela lá em Brasília. Foram 8 anos que eu digo que foi a minha universidade com mestrado, doutorado e eu aprendi muito. Ao final destes 8 anos, eu tinha dito para minha esposa que eu queria voltar para a iniciativa privada, eu queria experimentar outras coisas. Eu estava dialogando com 4 setores: estava dialogando com o setor da área de combustíveis no Rio de janeiro, estava dialogando com uma empresa, uma multinacional, na área de mineração em Minas Gerais, estava dialogando com uma empresa farmacêutica canadense quando surgiu essa oportunidade que é impar para mim, poder se tornar um CEO, o chefe executivo, da Associação Nacional dos Hospitais Privados; uma entidade forte, uma entidade que engloba os grandes hospitais referencia do Brasil. E quando eu fui à primeira vez a São Paulo e andei ali, Vereador, na avenida paulista eu pensei: “esses caras com tanto gente aqui em São Paulo e chamar a gente lá no Rio Grande do Sul, chamar”. Mas é que essa experiência que a gente teve lá no gabinete do Senado foi uma experiência ímpar. A gente conseguiu fazer bons relacionamentos, conhecer muita gente, e isso a gente nota que hoje no mercado tem um valor tremendo. É uma entidade que muito me orgulha de estar à frente dela e eu vou falar um pouquinho para vocês. A ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados – ela surgiu em 2001 com essa necessidade do setor se ver representado. O setor saúde no Brasil hoje ele é aquele setor que impacta na vida de todos nós, mas não tinha uma entidade; nós temos muitos sindicatos, nós temos muito e a ANAHP ela foi criada pelos grandes hospitais de excelência. Sírio-libanês, Albert Einstein, são os grandes hospitais hoje que fazem serviços de alta relevância e excelência no país. Esses hospitais queriam modificar a saúde, queriam falar em linguagens como indicadores de performance, queriam demonstram que dentro da saúde nós precisávamos implementar um órgão que falasse mais em qualidade; queria ser uma entidade que pudesse dialogar diretamente com as operadoras de saúde e demonstrar que existe uma força que vem da sociedade. Então se juntou todos os hospitais filantrópicos, porque quando a gente fala hospital privado nós temos que ter bem claro: hospital privado é tudo aquilo que não pertence ao ente público, que não pertence nem a Prefeituras, nem a Governos do Estado, nem União. Então Hospital São Carlos é um hospital privado sem fins lucrativos, ele é um hospital filantrópico. E a maioria dos nossos associados na ANAHP são hospitais privados sem fins lucrativos. Então a ANAHP hoje ela está em todo o Brasil, nós temos hoje 120 associados diretos, mas nós lutamos pela causa dos 6.000 hospitais que existem no Brasil. Esses 120 hospitais eles são hospitais de excelência e que trabalham agora para modificar a saúde e impactar nos 6.000 hospitais que existem no Brasil. Ao todo são 4.000 hospitais privados no Brasil e em torno de 2.000 hospitais públicos. Eu vou mostrar aqui para os Senhores. Eu nunca me dou bem com isso. Bom aí, para vocês terem uma ideia, são alguns dos hospitais que a gente dialoga diariamente lá e que fazem parte da ANAHP. Como eu falei talvez os mais conhecidos aí sejam: AC Camargo, Sírio-libanês, Einstein, Beneficência Portuguesa, são os grandes hospitais de referência; aqui no Rio Grande do Sul nós temos aí em Porto Alegre o Hospital são Lucas da PUC, o Moinhos de Vento, o Mãe de Deus, nós temos o Hospital Tacchini de Bento Gonçalves e agora esta entrando o Hospital Virvi Ramos e o Pompeia de Caxias do Sul. São hospitais que também estão se associando e a gente então tem com esses hospitais, para você ser sócio da ANAHP, qual é o grande diferencial? Você tem que buscar excelência. Você tem que ter um atendimento ao paciente que valorize esse atendimento, que valorize o recurso que é colocado na saúde e você busque certificações ou na (inaudível), Joint Commission; certificações nacionais ou internacionais, mas o seu hospital tem que ter uma busca pela certificação. A ANAHP mantém isso muito claro e nós hoje, só para vocês esses 120 hospitais eles representam hoje 173 mil empregos diretos; nós representamos ali 25 mil leitos só dos hospitais da ANAHP. O que eu falei para vocês de todas as acreditações que existem no Brasil, 77,5% são associadas da ANAHP. Estes hospitais tiveram uma receita bruta no ano passado R$38,6 bilhões então é um setor que movimenta muito. São hospitais realmente de alta excelência, mas são hospitais de alta excelência que estão espalhados pelo país todo. A gente tem aí então um pouco do que é a ANAHP o número de leitos espalhados por todo o Brasil. Hospitais por esfera jurídica, o que eu falei para vocês como se divide hoje os hospitais no Brasil; em torno de 1/3 para cada uma das áreas do total dos 6.000 hospitais mais ou menos que a gente tem no Brasil hoje. De administração pública são 2.406, entidades empresariais 1.849 e as entidades sem fins lucrativos 1.787; o setor público ele ainda tem a maior parte das administrações hospitalares do Brasil e a gente não vê isso, não quero que os Senhores me interpretem mal. A gente não vê isso com bons olhos. A gente precisa ter a comunidade, na verdade, liderando esse processo, a sociedade civil organizada liderando esses processos e dizendo o que está bom e o que não está bom. E muito, nós temos exemplos de que o mesmo paciente em um hospital público muitas vezes ele acaba custando o dobro ou até o triplo do que esse mesmo paciente pode esta sendo atendido na rede filantrópica. Se nós tivéssemos mais recursos chegando aos hospitais privados, filantrópicos, nós teríamos talvez um resultado muito melhor na saúde pública brasileira. Aí nós temos hoje de beneficiários de planos de saúde, nós temos em tornos de 47 milhões hoje de beneficiários de planos de saúde; aí a gente trouxe só para mostrar para vocês é um mercado que cresce muito. Eu tenho dito em todos os hospitais que eu vou: não existe hospital privado, filantrópico, que possa atender 100% SUS. Por quê? Porque hoje existe muito plano de saúde. Se a gente pegar Farroupilha você deve ter aí 15/ 20 mil planos de saúde. Se nós não tivermos uma estrutura de atendimento para atender esse pessoal aqui ele vai ser atendido fora daqui; nós temos que ter um olhar também. A filantropia exige que você tenha 60% do seu atendimento no SUS, esses outros 40% eles podem ser atendimento de plano de saúde eles podem ser atendimentos de planos particulares e assim por diante. Então um hospital para ele ter qualidade, para ele conseguir se manter sustentabilidade ele tem que ter essa equação do 60/40 muito, muito, viva no seu dia a dia econômico também como entidade, como empresa, como sociedade. Nós precisamos entender que hoje dentro da sociedade, os planos de saúde cresceram muito e vão crescer muito mais. O Governo Bolsonaro ele deve apresentar nos próximos meses aí uma modificação na área dos planos de saúde, principalmente dos planos de saúde individual, aonde vai facilitar o acesso; hoje nós temos muitos planos de saúde corporativos ou coletivos né. Há uma grande discussão hoje no Congresso Nacional o próprio Presidente Rodrigo Maia já falou que eles querem simplificar o plano de saúde individual; isso daria mais acesso para as pessoas e nós da ANAHP discutimos isso muito claramente sabe por quê? O brasileiro em todas as pesquisas que você vê hoje o brasileiro ele, há 5 anos atrás ele dizia que o maior sonho do brasileiro era ter um carro ou ter um telefone celular. Hoje as pesquisas indicam que a prioridade das famílias brasileiras é: casa própria e plano de saúde. Então há um mercado muito grande aí, nós perdemos em torno de três milhões de vidas com o fator do desemprego nos últimos anos; já há uma retomada, nós já temos números de entorno de 500 a 600 mil planos de saúde novos somente a partir desse ano. E esse pessoal, ele precisa ter hospitais para se atender, para serem atendidos e nós precisamos ter estruturas nos nossos hospitais, sair um pouco. Porque os grandes hospitais públicos estão nas grandes capitais; o interior do Brasil ele carece, talvez ainda, de estruturas públicas de hospitais. Então aí é só um número para a gente poder dialogar mais. O saldo de admissões e desligamentos de empregos formais na saúde. Esse é o número que eu acho fantástico pessoal. O setor de saúde empregou de junho/2018 a junho/2019, o setor de saúde como todo, foram em torno de 106.000 novas vagas. Só o setor de hospitais foi responsável por 52.000 dessas novas vagas; os hospitais brasileiros estão contratando e isso não é um número meu ou da ANAHP, isso é o número do CAGED. Quando os hospitais brasileiros estão contratando, um repórter me perguntava à semana passada “o quê que está acontecendo de diferente no setor de hospitais que eles estão contratando?” Eu rebati ele com o número de 2017 a 2018. Nós contratamos 37.000 pessoas a mais do que demitimos nesse período de 2017 a 2018. O quê que acontece? As pessoas estão vivendo mais e como elas vivem mais, elas precisam de mais cuidados, elas precisam ter mais acesso, eles investem na sua saúde e investem no dia a dia. A média de idade do brasileiro nos anos 50 era 47 anos, eu estaria no final da minha vida né se eu vivesse na década de 50, 47 anos; hoje a média de idade do brasileiro é 76 anos. Se a gente acabou de fazer uma reforma da previdência porque o brasileiro está vivendo mais, nós precisamos dialogar que esse brasileiro quer saúde, esse brasileiro quer estrutura, esse brasileiro precisa de acesso. E esse acesso tem que vir na simplificação dos planos de saúde para que eles possam ter acesso ou investimentos no SUS; e o melhor investimento no SUS que pode ser feito, é rever a tabela SUS. Nós enquanto ANAHP estamos trabalhando também em um grupo hoje lá em Brasília com parlamentares aonde a gente está pedindo a revisão da tabela SUS. Uma tabela que está defasada e que obriga os hospitais; a gente não pode negar acesso para ninguém agora o que a gente quer é contrapartida, é sustentabilidade. O profissional médico que está ali muitas vezes ganha R$10,00 por uma consulta do SUS. Você estuda, não me levem a mal, às vezes é uma falta de valorização do nosso profissional; o SUS paga, a Doutora sabe muito bem, de R$10,00/R$12,00/R$15,00; cesarianas paga R$70,00/80,00. Nós não podemos mais; isso nós não mantemos as portas abertas. Hoje eu estive no São Carlos, a gente vê o trabalho que vem sendo feito, é a comunidade que está fazendo o dia a dia, complementando. E veja bem você faz o trabalho que deveria ser feito pelo governo, muitas vezes fica com as dívidas para o próprio governo e o Governo aquela dívida ela é reajustada mensalmente e a nossa tabela se você pegar o reajuste dela nos últimos anos não existe reajuste aí, pelo menos consideráveis, nos últimos 10, 15 anos. Então nós, enquanto entidade, estamos lutando para que os nossos hospitais tenham uma tabela do SUS digna para se trabalhar e isso vai valer para todos os hospitais brasileiros, filantrópicos que fazem o atendimento SUS. Então aqui é só para vocês entenderem que mesmo em meio a todas as dificuldades que esse país passou nos últimos anos, mesmo com uma das maiores taxas de desemprego, que chegou aos 13 milhões de desempregados, o setor hospitalar brasileiro ele se manteve. Por que uma coisa também é o seguinte eu falava para um repórter dias atrás “ah, mas caiu o número de planos de saúde como é que vocês contrataram mais?” Daí eu disse: “pessoal essas vidas não deixaram de existir, elas saíram dos planos de saúde privados e elas foram para dentro do SUS e os nossos hospitais são portas abertas e precisam seguir atendendo”. Então é para vocês verem como a saúde pública tem feito. E houve muito mais acesso né. A gente vê que os hospitais estão investindo, estão oferecendo novos serviços; a terceira idade tem uma gama de novos serviços por quê? O brasileiro vive mais e a gente precisa estar atento a isso. Bom nós lá na ANAHP temos uma, talvez um dos grandes diferenciais que nós temos, e hoje eu comentava para o Daniel Bampi, um dos grandes diferenciais que os hospitais da ANAHP têm é o seguinte: nós levamos aquela fórmula de que o quê não pode ser medido não pode ser avaliado. Nós medimos tudo. Os hospitais da ANAHP eles têm, diariamente eles são avaliados em 342 indicadores; tudo que acontece dentro do hospital vira um número aonde a gente avalia todos esses números e publicamos anualmente o ‘Observatório’. Nesse ‘Observatório’ está o conjunto de procedimentos que o hospital faz, mas você pode me dizer assim “ah, mas é o faturamento?” Não! Tudo que acontece dentro de um hospital. Nós queremos ouvir o técnico de enfermagem, nós temos indicadores para eles; nós temos indicadores para área da limpeza, para enfermagem, para o médico. E esses indicadores eles nos dão um apanhado para que os nossos administradores hospitalares tenham diariamente fórmulas para comparar a outros hospitais similares a eles. Ali o hospital pode avaliar se o que ele está fazendo, sempre mantendo claro né o anonimato do hospital que está sendo comparado; a gente leva em conta hospitais do mesmo tamanho, com o mesmo número de leitos, regiões. Então nós temos esses indicadores nossos. Então aqui só para você ter uma ideia de taxa de ocupação né a gente tá trazendo um exemplo: a taxa de ocupação média dos hospitais do Rio Grande do Sul é 75,87%; se você levar em conta que a hotelaria brasileira uma taxa média 52%, hospital se tornou um grande negócio no Brasil. Hospitais lá no norte, por exemplo, aonde há um número menor de hospitais a taxa média é 79%, a mesma coisa no centro-oeste. Então se a gente não medir, a gente não vai conseguir avaliar e nós criamos então o ‘Observatório’. Diariamente a gente está medindo todos esses indicadores hospitalares e esse sistema de indicadores a gente nominou ele como SINHA – Sistemas de Indicadores Hospitalares ANAHP. Esse sistema de indicadores são indicadores de performance e são indicadores de desfecho. Os performances são dados, eu sempre digo assim para a gente poder enumerar: um é da porta do hospital para dentro, performance, tudo que acontece dentro do hospital. E o ICHOM que é o sistema de indicadores de desfecho, que é um novo sistema que nós estamos colocando no mercado, ele é um sistema que vai medir da porta do hospital para fora. Aqueles pacientes oncológicos, pacientes de traumato; a gente quer saber como é que ficou a vida desse paciente depois da experiência dele dentro dos hospitais. E aí vocês podem dizer assim: “mas esse indicador de performance do SINHA é novo?” Não. Isso já é medido há 12 anos nos grandes hospitais brasileiros. E a gente agora está trabalhando para que isso possa ser levado a mais hospitais. Nós estamos então fazendo uma nova plataforma de tudo isso onde nós vamos abrir gratuitamente para alguns hospitais para que esses hospitais possam fazer toda a análise de performance dentro dos seus hospitais. Nós queremos ajudar hospitais públicos, Nós queremos ajudar hospitais filantrópicos que não são nossos associados; é uma tecnologia que a gente conseguiu dominar, que a gente tem visto que ela dá excelentes resultados dentro dos hospitais e que muitas vezes os hospitais eles não têm como fazer o seu sistema e com quem se comparar. Então o que nós vamos está disponibilizando e isso foi uma das minhas lutas junto ao conselho da ANAHP que a gente abrisse isso e hoje eu tive a honra de fazer o primeiro convite a um desses hospitais. Serão 30 hospitais em um projeto piloto que a gente terá no Brasil todo aonde nós vamos abrir gratuitamente para que eles possam usar o SINHA e hoje eu tive a honra de fazer esse primeiro convite ao Hospital São Carlos aqui de Farroupilha. Que eu quero ver eles dentro do SINHA, que eu quero ver a gente poder estar fazendo, medindo certos procedimentos, medindo tudo o que acontece dentro do Hospital e eles poderem se comparar a outros hospitais. Fui muito bem recebido pelo pessoal do Hospital São Carlos, tivemos uma reunião excelente ali de uma hora e meia, e eu entendo que a gente, através disso, vai estar levando o Hospital São Carlos para dentro de um ecossistema diferenciado. Um ecossistema de hospitais que realmente tem feito a diferença hoje no Brasil com sistemas de qualidade e que isso pode ser uma porta para novas parcerias. Nós precisamos é estar junto vendo o quê que está dando certo em outros hospitais, medindo aquilo que a gente pode fazer de melhor aqui; e quem sabe nós já tivemos aqui, há um tempo atrás, um pessoal de um hospital filiado nossa que foi o Sírio-libanês que fez um projeto junto com o Hospital São Carlos. A gente pode ampliar isso para outros projetos, outras parcerias, e eu entendo que o fato de eu vir aqui hoje, eu acho que Deus tem um plano em tudo, é a gente começar esse diálogo essa aproximação. É muito bom estar lá, é muito bom ver tudo isso acontecendo e é melhor ainda ver isso acontecer na terra da gente também. Então quando eu entro em um desses grandes hospitais em São Paulo eu quero o que eu vejo lá aqui para minha comunidade, que a minha mãe tenha acesso a isso que meus irmãos tenham acesso a isso e é isso que eu quero lutar. Se eu puder trazer boas coisas de lá para cá, e isso eu disse hoje ali para a Diretoria de São Carlos contem comigo naquilo que for possível. Sugeri também ao Vereador Tadeu e quero sugerir a vocês existem leis que a gente já sugeriu em outros municípios e que beneficiaram muitos hospitais; pequenas leis que fazem coisas fantásticas no dia a dia dos hospitais e que a gente já vai encaminhar a vocês essas sugestões também. Então que a gente possa estar construindo, esse pode ser só o primeiro passo, mas que ele seja um primeiro passo de muito diálogo que a gente possa ter pela frente. O consórcio ICHOM ele é um consórcio então internacional, ele fala em desfecho né para simplificar seria da porta do hospital para fora; e esses dois sistemas, só para vocês terem uma ideia, a gente apresentou eles em um evento de hospitais na Colômbia agora fazem dois meses e apresentamos eles na Holanda fazem três meses. A gente, a ANAHP, foi premiada porque realmente é um diferencial que nós estamos colocando. São raros as entidades no mundo que hoje aplicam indicadores como nós aplicamos e no volume de mais de 300 indicadores aí no total. Nós temos também um programa de cotação conjunta ANAHP que a gente busca tudo que os hospitais precisam comprar em volume e essa compra depois ela se torna unificada, mas na hora da cotação a gente cota para 100, 120 e até mais hospitais que queiram participar da cotação conjunta. Às vezes, hoje eu explicava aqui no São Carlos: eu quero comprar 1.000 luvas eu sozinho posso comprar 1000 luvas, mas eu em um volume com outros grandes hospitais eu posso cotar um milhão de luvas, o meu preço ele pode cair consideravelmente 20%, 30%, 40%; e nós fazemos tudo isso através de plataformas digitais, tudo isso anonimamente, ninguém vai saber qual foi o volume que o Hospital São Carlos vai querer ou que o Hospital Tacchini quer ou que o Pompéia quer. Só o fornecedor que ganhar esse processo quando chegar lá a conta toda ele vai dizer: bom eu vendi um milhão de luvas então foi 1.000 luvas para São Carlos, 100.000 luvas para o hospital tal e assim por diante. Isso a gente ganha em escala, ganha volume. Sozinho ninguém vai a lugar nenhum. Quando a gente une forças com processos como este da cotação conjunta a gente pode fazer muita coisa e diminuir os custos da saúde pública brasileira. Então a gente vem trabalhando isso também através de uma plataforma. E no Congresso Nacional de Hospitais Privados é aonde a gente debate tudo isso, é um evento para 4.500 líderes que a gente faz no mês de novembro, nós trazemos experiências do mundo inteiro na área do que está dando certo na saúde mundial hoje; então vem gente da Holanda, vem gente da Bélgica, da Suíça, Estados Unidos, México, Singapura, Japão. Nós trazemos especialistas na área hospitalar do mundo inteiro para debater o que a gente pode melhorar no setor da saúde pública brasileira. Então CONAHP é um evento que acontece todos os anos e esse ano estou então à frente da comissão pelo fato de ser o CEO da entidade e é um evento desafiador; ele dobrou de tamanho, ele vai acontecer no Transamérica, é um lugar gigantesco. Nós vamos ter lá mais de 10 mil metros de área instalada de evento, temos 100 expositores e nós devemos ter representações aí de 20 países no evento desse ano. Então é um desafio para mim que cheguei no dia 20 de fevereiro lá na ANAHP, um desafio enorme estar à frente desse evento. Bom pessoal, sou Marco Aurélio Ferreira quero agradecer para vocês. E como eu disse hoje lá no Hospital São Carlos a gente está à frente de tudo isso e graças a Deus é uma oportunidade ímpar e nada melhor do que poder contribuir com a minha cidade. Muitos dos Vereadores que estão aqui sabem da minha forma de trabalhar, sabem da minha forma de atender, de dialogar; eu sou muito franco e muito transparente. Agora eu gosto sim de trabalhar pela construção, eu gosto sim de trabalhar pelo bom resultado e gosto sim de poder ajudar as boas causas. E saio daqui dizendo para os Senhores: o Hospital S. Carlos é uma excelente causa. Existe sim, essa Câmara de Vereadores pode aprovar e propor projetos; projetos interessantes que podem injetar 4, 5 milhões de reais no Hospital São Carlos com uma pequena Lei que vocês podem fazer na comunidade. Nós vamos enviar essa sugestão. Isso já deu certo em outros lugares, a gente já tem exemplos de como isso pode ser feito, como isso pode ser usado e aqui Farroupilha, eu tenho para mim, que até pela força industrial que existe nessa cidade existe sim grandes possibilidades da gente poder fazer aqui um trabalho bem interessante. Estou à disposição para perguntas, estou à disposição para o diálogo e quero dizer a todos os Senhores o meu muito obrigado; vocês não têm ideia da honra que é para mim estar falando aqui nessa noite para vocês. A gente viaja o mundo e uma vez eu vi um poeta que ele dizia “o homem é uma árvore que anda, mas por mais que ande ele precisa se abastecer nas suas raízes”. As minhas raízes estão aqui. Obrigado.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Marco Aurélio. Nesse momento passamos então aos colegas Vereadores para suas colocações, perguntas e esclarecimentos. A palavra está à disposição. Uma pergunta então, Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Na verdade me chamou a atenção, Marco Aurélio, quando tu disseste e aí vem àquilo que tu encerrou: são pensamentos verdadeiros que nos mostram o caminho. Se tu comprares bem, melhor tu vai vender. Até onde a ANAHP está pensando quem sabe em um dia ajudar o setor público, o setor público, que é bem complicado e quem sabe a ANAHP, por toda essa experiência em hospitais e em compras grandes, pode entrar também no sistema público para contribuir. Já foi pensado nisso ou não?

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Excelente pergunta. Até porque como é bom a gente ouvir as perguntas e aí acaba vindo. A primeira experiência da ANAHP com o setor público ela está ocorrendo agora no Distrito Federal; estamos bancando um grande curso, em torno de US$95.000 custa, aonde a gente quer acabar com infecção nos hospitais públicos. Então nós estamos com um instituto IHI, que é um Instituto Americano, e nós fizemos, estamos fazendo, é um curso de 9 meses. Nós estamos então com 14 hospitais da área pública do Distrito Federal junto com 16 hospitais ANAHP do Distrito Federal e nós estamos fazendo além de uma interação com eles para eles viverem o dia a dia como é no setor público e como são nos hospitais privados e nós temos esse pessoal do IHI que está fazendo toda essa dinâmica de avaliação, de construção, de dia a dia e fazendo esse curso juntos lá em Brasília. É a nossa primeira grande experiência de investimento em qualificação no setor público, mas a gente entende que nós precisamos ir além. Então agora nós estamos fazendo essa primeira e a gente acredita que haverão muito mais; nós queremos dentro do CONAHP a gente está propondo também uma grande parceria pública. Eu estarei com o Ministro agora da Saúde no dia 13, em Brasília, aonde a gente vai levar um outro plano para o Ministro onde os hospitais da ANAHP possam está auxiliando os hospitais públicos também. Nós estamos aí eu só não posso falar porque como é uma coisa, primeiro a gente tem que levar para o Ministro né então, mas nós estamos trabalhando. Esse curso com o IHI é o nosso primeiro grande, vamos dizer assim, estar de mãos dadas com o setor público, realmente é uma experiência que vai ser de nove meses e ali a gente tem um trabalho muito grande, um trabalho muito interessante pela frente. Até posso mandar depois maiores informações, mas a gente quer ir além.

Com a palavra o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. Cumprimentar primeiro aqui também o Marco dizer que é um prazer te receber aqui e nós podermos ouvir aquilo que está sendo feito nos hospitais e mais do que isso acho que mais do que nessa noite aqui nessa Casa dizer que tem algumas Leis é claro que a gente possa fazer essas Leis na Câmara de Vereadores de Farroupilha e que isso possa ser usado também no hospital o qual cumprimento aqui já o Dr. Nelson Molon que está aqui parece que representando o Hospital, o Presidente da CICS, o Daniel, a Secretária Rosane, o Secretário Silvestrin, o Secretário Vandré, enfim todas as pessoas aqui e desejar aqui uma boas vindas ao Sílvio que assume nesta noite e desejar um bom trabalho também. O que me chamou atenção foi a questão dos planos privados mesmo que não seja da parte aqui, mas deve estar no Congresso e pela sua vivência dentro do Congresso eu gostaria de ouvir um pouco mais sobre isso. Por exemplo, quem vai ser o administrador desses planos, quem vai, quem vai ser? Os médicos vão ser associados? Como é que funcionaria isso? E outra questão é como você vê as Emendas Parlamentares para que os hospitais possam funcionar. Porque o que a gente vê, e o ano passado foi um exemplo disso, que se não tivessem Emendas Parlamentares o hospital teria uma grande dificuldade principalmente no final do ano e esse ano não deverá ser diferente. E nós sabemos que as Emendas Parlamentares em um ano de eleição, em um ano que tudo precisa para ser votado às vezes os Deputados, na persistência ou nas votações, acabam barganhando um pouco e o Presidente abrindo um pouco ou o Ministro e acaba vindo os valores; só que nesse ano não é assim. Então pela tua vivência também dentro do Congresso Nacional o quê que para ti, qual teu sentimento em relação a essas Emendas Parlamentares; se tem uma maneira de se encaminhar alguma proposta ou algum projeto que possa vir do Governo Federal através não só daquelas Emendas normais dos Deputados né, mas de outra maneira, através do Ministério, se tem essa condição.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Muito obrigado pela pergunta. Bom, os planos individuais de saúde é uma discussão que agora as próprias operadoras estão começando a apresentar propostas e o Deputado tanto o Deputado Rodrigo Maia que hoje preside a Câmara dos Deputados quanto o Ministro Luiz Henrique Mandetta já se pronunciaram sobre essa questão dos planos de saúde né. A gente viu que esse ano os planos individuais eles tiveram menor percentual de aumento e esses percentuais tudo isso que ocorre tanto no plano de saúde passa pela Agência Nacional de Saúde – ANS – no Rio de Janeiro. Ela é uma agência assim como é ANATEL, como é a ANEEL, ela é a agência que regulamenta o setor de saúde privada no Brasil né, a questão dos planos, de saúde suplementar. Eles vão fiscalizar a tudo; há hoje uma discussão muito grande porque existe uma parte de setores de planos de saúde que querem que saia da agência e vá para o CONSU, que é um conselho na área do setor de saúde que foi montado no final do Governo Temer, ele não avançou muito, mas ele está aprovado a sua criação; ele de fato ainda não foi nomeado conselheiros para esse CONSU. Eu defendo que ele seja mantido na Agência Nacional de Saúde até eu tenho a prerrogativa como CEO da ANAHP eu também tenho um assento no Conselho da ANS, da Agência Nacional de Saúde; eu participo de reuniões, de todas essas reuniões, aonde são fiscalizados os planos de saúde. Só para você ter uma ideia, Vereador, quando a ANS foi fundada lá em 2001, havia no Brasil 3.400 planos de saúde; hoje existem em torno de 700 planos de saúde. A ANS fiscalizou e tirou do mercado porque muita gente recebia o dinheiro investiam em outras coisas menos em saúde e quando o paciente precisava, quando o cidadão precisava, o plano não tinha como bancar. Então muitos planos de saúde foram retirados do mercado, então a gente vê. Eu confio muito no trabalho da ANS até porque é um órgão altamente técnico, eu defendo muito por ter trabalhado no Congresso Nacional, eu defendo muito as agências brasileiras por que nas agências por mais que as pessoas digam: “ah fulano se tornou diretor de agência porque foi indicado por um parlamentar”; mas a grande diferença é que toda indicação precisa passar pelo Senado, toda indicação ela precisa passar pelo plenário para ser aprovado. Então ele tem que apresentar o currículo ele tem que ser sabatinado. Você ser diretor de uma dessas agências passa por no escrutínio enorme então eu confio muito nas agências porque ela é ela mantém sempre; troca governo os diretores podem ficar porque eles têm mandato, ele só renova o mandato se o presidente indicar novamente o nome deles para o cargo em questão e eles não podem ser indicados mais do que uma vez. Então ele pode ter um mandato e ser indicado, então são mandatos muitas vezes de dois anos outra de três anos dependendo da agência, mas a ANS faz um grande trabalho no Brasil e tirou do mercado muitos planos de saúde que não faziam a coisa certa. Por isso que nós descemos aí de mais de três mil planos para em torno de 700 planos. O que eu vejo é que vai ocorrer nós na região sul vemos a UNIMED muito forte, ela detém a maior parte do mercado; eu acho que a Unimed deve ter mais de 60% do mercado, mas hoje em São Paulo para você ter uma ideia já é muito assim: a AMIL tem em torno de 20% do mercado, Bradesco tem 18% do mercado, SULAMÉRICA tem 18% do mercado. Você vê muitos planos de saúde que estão entrando no mercado e eu acho que esse fenômeno que a gente já viu na região sudeste ele agora começa a se espalhar pelo Brasil. Nós vamos ver aqui nós temos esses dias eu estava no Hospital Tacchini em Bento Gonçalves, o Hospital Tacchini administra 60 mil vidas com o TACCHIMED, aqui a Marcopolo ela tem o MARCO SAÚDE que é um plano de saúde da Marcopolo interno para seus funcionários; vão começar a surgir novos planos de saúde eu creio muito nisso. A sua segunda pergunta em relação às Emendas Parlamentares eu digo para o Senhor que as Emendas Parlamentares têm sido a tábua de salvação dos hospitais filantrópicos. Por quê? Como a tabela SUS não reajusta, as Emendas elas acabam cumprindo um papel fundamental ainda mais depois que se desvinculou as Emendas para área de investimento que você só podia comprar equipamento, que você só podia fazer reforma, tal; as Emendas agora eu posso usar o dia a dia do meu. Eu posso comprar medicamento, eu posso pagar a conta, eu posso fazer; então as Emendas Parlamentares elas cumprem um grande papel; mas aí eu penso naqueles hospitais que não tem um bom relacionamento com o parlamentar, eles acabam não se beneficiando tanto das Emendas Parlamentares. Eu acho que o mais justo seríamos nós termos essa reforma da tabela SUS como a gente tem defendido, uma reforma da tabela SUS aonde a gente tenha um pagamento aos profissionais da área de saúde que seja mais justo e condizente com a realidade do que o profissional executa diariamente, até pela valorização do profissional. Eu entendo que se talvez nós reformássemos a tabela SUS o quanto antes, se nós defendêssemos, se todas as nossas Câmaras de Vereadores defendessem isso uma celebridade nesse debate sobre a tabela SUS eu acho que seria muito mais justo. Porque a Emenda por mais que eu defenda também a Emenda, acho que ela é visível, mas você imagina se o meu hospital não tem um bom relacionamento com parlamentar eu acabo não acessando muitas vezes e aí eu tenho essa diferenciação. Então as Emendas elas têm completado aquilo que o SUS tem falhado que é uma remuneração mais digna daquilo que a gente precisa no dia a dia dos nossos hospitais.

VER. ARIELSON ARSEGO: Direto do Mistério para os hospitais, sem Emenda?

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Eu digo uma valorização da tabela SUS porque daí o hospital ganha pela sua produtividade, quanto mais o hospital produzir, quanto mais pessoas no hospital atender ele vai ter um resultado financeiro melhor. É isso que eu vejo; aí você estará premiando. Eu vou dar um exemplo para o Senhor: houve uma Emenda de bancada tempos atrás na agricultura e cada parlamentar podia indicar cinco municípios, cada parlamentar podia indicar cinco municípios com alguma máquina; eu vi um pequeno município aqui no litoral do Rio Grande do Sul aquele município acabou ganhando sete máquinas e municípios de porte como Bento Gonçalves ganharam uma máquina, Farroupilha deve ter ganhado uma ou duas. Por quê? Porque na verdade os parlamentares do partido do qual o Prefeito, como eles tinham poucos municípios, eles doaram todos para esses poucos municípios. Aí eu me lembro de que o Prefeito daquela cidadezinha “eu nem sei o que eu vou fazer com tanta máquina”. A questão das ambulâncias. Houve no final ano retrasado, houve ali, a gente podia indicar ambulâncias para os municípios; quando veio a lista tinham municípios que tem quatro, cinco ambulâncias e outros não tinham nenhum. Aí foi mudado o critério que município que já tivesse uma indicação de ambulância não poderia ter outra. É isso que a gente precisa ter em conta. Nós precisamos é atender a sociedade como um todo e muitas vezes a Emenda se ela não é se a gente não põe uma lupa em cima, alguns ganham muito e outros não ganham nada. Por isso que eu defendo uma equidade e a equidade ela tem que vir como? Através do atendimento. O SUS ele é um grande plano. Muitas pessoas podem dizer “pô, mas o SUS tem as suas falhas”. Tem. Mas nenhum outro país do mundo tem um plano como o SUS; talvez a Inglaterra. A Inglaterra tem uma saúde pública muito forte. Aí outros podem dizer “ah, mas têm países pequenos”. Não pessoal, o SUS atende 200 milhões de brasileiros. Qualquer um de nós aqui pode ir agora a um hospital e ser atendido pelo SUS. O SUS é um plano de saúde vamos dizer assim, entre aspas né, é um modelo de saúde aonde ele dá acesso a todo mundo. Agora nós precisamos manter a sustentabilidade levando em conta que ali há profissionais, que ali há hospitais, que ali eu tenho que pagar a luz, a água, o telefone, o dia a dia, o médico, o enfermeiro; nós precisamos levar em conta a sustentabilidade do SUS. Esse é um debate que nós precisamos fazer.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Com a palavra o Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Senhor Presidente, novo Presidente nesta noite, nobres Vereadores; quero dar uma saudação especial ao Vereador que assume hoje nessa Casa, o Silvio, desejar sucesso nessa temporada que passa aqui. Cumprimentar as pessoas aqui presentes, mas acima de tudo quero aqui agradecer o Ver. Tadeu por ter feito esse pedido para que o Marco Aurélio viesse nesta Casa faz alguns esclarecimentos sobre hospitais, sobre saúde. E eu aqui quero dizer que sempre a gente vem no mundo com uma missão para ser cumprida e a gente sonha quando é pequeno; eu tenho certeza que você sonhava de ser alguém na vida e hoje você é uma pessoa de grande representatividade. Eu quero dizer aqui como é que é bom sentir o coração de tua mãe nesse momento pulsar fortemente por causa do trabalho benéfico que você está fazendo para a população brasileira. E aqui eu quero te agradecer por ter vindo a Farroupilha certamente porque a gente sabe nunca sabe quem chega e sempre se aprende mais. E você certamente veio aqui abrir as porta desse povo de Farroupilha para nós Vereadores poder ter algum conhecimento de que nós pudéssemos aprimorar trabalhos para em busca de sustentabilidade para saúde do município de Farroupilha. Então apenas isso eu queria agradecer, mas outra coisa que eu quero dizer para você devido a minha atividade profissional de trabalho que é totalmente ligado agricultura; e agradeço a DEUS todos os dias por me dar essa profissão e principalmente trabalhar com planta. E uma coisa que a gente vê nesse interior que eu passo de visitar muitas e muitas família, casais aposentados, de dizer o seguinte: “Beto nesse mês me tocou tirar dinheiro da poupança porque a aposentadoria minha e da minha esposa não conseguimos pagar o plano de saúde”. Então isso é uma coisa que eu fico tão indignado que sempre digo e continuo dizendo aqui aquilo que você falou que para mim o melhor plano de saúde que nós temos no Brasil é o plano SUS. Eu digo que é isso; então isso é uma das minhas coisas que às vezes fico pensando “mas pensa bem estes casais que poderia pegar esse dinheiro para usufruir, passar um fim de semana, passear. Não! Tem que gastar tudo para pagar um plano de saúde”. Mas quero te agradecer de coração pela presença de ter vindo aqui nesta Casa.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Obrigado, Vereador Alberto Maioli. E o Senhor, me lembro do Senhor com os viveiros né; o Senhor planta as mudas aí, faz as mudas que o Brasil planta Brasil afora né. Conheço muito bem a sua história, o Senhor é do Planalto né? O Senhor fez muitos votos em Planalto né?

VER. ALBERTO MAIOLI: Claro.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: É eu me lembro. Dizer que realmente o plano de saúde brasileiro; eu ainda posso falar? O plano de saúde brasileiro ele dá esse salto, ele se torna caro quando a gente mais precisa né? Que é na terceira idade. Esse é um outro debate que a gente, dentro dos hospitais, começou a dialogar agora né. Existem já planos de saúde no Brasil que eles estão; o PREVENT SENIOR é uma linha de plano de saúde para terceira idade e ele está dando muito certo principalmente no sudeste por quê? Ele é um plano voltado para terceira idade. Eles desenvolveram um plano de saúde com acesso muito fácil, com valores diferenciados, menores; então a gente vê que vem surgindo muitas ideias no Brasil de planos de saúde diferenciados inclusive para a terceira idade. Porque quando, eu vou lhe dizer uma coisa: nos últimos oito anos eu usei meu plano de saúde um dia que eu tropecei no móvel e acabei tendo um problema no meu pulso. Foi a única vez que eu usei, mas talvez depois dos 60 anos, 70 anos, 80 anos, eu vou usar muito mais o meu plano de saúde e nessa hora ele duplica ou até triplica o valor. Mas o que eu creio é que o mercado vem se adequando rapidamente e ofertando novas possibilidades. Então um exemplo que lhe dou esse PREVENT SENIOR que é um plano voltado para terceira idade está crescendo muito, existe hoje o DR. CONSULTA que é um outro plano que a gente já vê aí falando muito que há um crescimento muito forte também e a gente vê que os hospitais vêm oferecendo demandas. Nós vamos ter uma discussão pela frente muito grande que é telemedicina; existem hoje novas ferramentas tecnológicas e que nós vamos ter aí, o Conselho Federal de Medicina já abriu esse debate sobre a telemedicina depois ele acabou se recolhendo. Nós temos a questão das especialidades que a gente precisa levar para um país continental, você não consegue levar um médico especialista para o interior da Amazônia ou para cidades pequenas e hoje existe já essa possibilidade através da telemedicina, mas tudo isso a gente precisa ouvir os profissionais, precisa ouvir quem faz o dia a dia da saúde pública brasileira e da saúde privada que são médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem. Eu acho que nós temos um momento ele é um momento de transformação, virá muita coisa nova. As tecnologias estão apresentando muitas novidades principalmente para essas pessoas do interior. Muitas vezes uma Senhora ou um Senhor não tem condição de vir até o médico e hoje através da telefonia celular, outras ferramentas, a gente pode acessar a essas pessoas de uma forma diferenciada. Tudo isso já há uma discussão também no Congresso Nacional para que essas modificações aconteçam né. A tecnologia está sendo inserida nos hospitais, no dia a dia do cidadão e a gente acredita que isso vai ser benéfico inclusive para diminuir o preço dos planos de saúde com outros tipos de atendimento que possam vir através da tecnologia. Obrigado.

VER. ALBERTO MAIOLI: Obrigado.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Com a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite presidente, boa noite colegas Vereadores, Senhor Marco Aurélio Ferreira, que eu já conheço há bastante tempo, gostaria de parabenizar a dona Eva, sua mãe, em nome dela toda sua família que está aqui para prestigiá-lo, a Tetela, o Renato, Dr. Nelson, a Tissa, Daniel Bampi, Secretários, a Janete, a Beth, funcionários do Hospital São Carlos e todas as pessoas que estão aqui nessa noite. Eu não tenho na realidade nenhuma pergunta, as perguntas que eu tinha foram respondidas. Eu tinha algumas perguntas, mas dois Vereadores que me antecederam que foi o Ver. Tadeu e o Ver. Arielson fizeram as perguntas que eu tinha. Mas eu não poderia deixar de parabenizar. Eu não poderia deixar de te parabenizar pela tua caminhada, pelo teu trabalho, pela sua excelente explanação que foi muito clara. Eu não poderia deixar de parabenizar a ANAHP pelo trabalho que ela tem feito e principalmente também eu não poderia deixar de parabenizar o Hospital São Carlos pelo trabalho que eles têm realizado; a equipe da Janete, da Beth à frente do conselho, eu não poderia deixar de parabenizar essas pessoas, a sua equipe de trabalho que conseguiram levar o São Carlos depois de estar praticamente fechado, com as portas fechadas, chegar a ter essa ilustre visita hoje com esse convite. Tenho que parabenizar o Hospital São Carlos. Parabéns, Ver. Tadeu, por essa proposta, parabéns ao PP; eu acho que a gente precisa sempre a gente não pode nunca esquecer de parabenizar as coisas boas que acontecem. Então embora sem perguntas eu preciso lhe agradecer pela sua presença, agradecer pela sua bela explanação. Muito obrigada.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Eu que agradeço Vereadora. E realmente a Senhora está coberta de razão. Hoje quando eu entrei lá no Hospital São Carlos eu não sei se os Senhores já fizeram parte do dia a dia da Diretoria de um hospital; eu presidi o Hospital Bom Pastor em Ijuí. Eu sempre digo assim: que você presidir uma entidade filantrópica você fica com toda a responsabilidade quando se o salário atrasar eles não vão lá em busca de um terceiro né, Vereador, eles vão olhar sempre para o Presidente, para quem tá dirigindo o hospital, para quem está no dia a dia. Então eu valorizo muito, muito, quem se dispõe a trabalhar filantropia no Brasil, quem se dispõe a fazer parte do dia a dia de uma instituição como do Hospital São Carlos. Porque de todas as coisas que eu fiz na minha vida eu sempre dizia para os meus filhos “o que me deu mais resultado na minha vida foi ser Presidente de um hospital que eu nunca ganhei um centavo para isso”. Porque isso é outra coisa que as pessoas precisam saber: quem faz filantropia, quem participa de diretoria do hospital não ganha nada! Ganha incumbência né. As meninas estão ali elas sabem o que eu estou dizendo. Ganham incumbência, ganham desafio, mas você ganha muito, você ganha muito quando vê as coisas acontecerem. Quando você vê um resultado mudando, quando uma mãe para você na rua e diz assim “olha minha filha sobreviveu porque lá no hospital teve quem atendeu”, quando você vê uma pessoa dizendo “olha meu marido se acidentou e lá no hospital atenderam”. Esse é o ganho que a gente pode ver. É as vidas humanas que são salvas, é o dia a dia. Então, quando a gente vê tudo que estão fazendo e hoje eu participei com a Janete com o pessoal ali, quando você vê que eles estão vencendo etapas que eles estão avançando; eu vou até arriscar dizer que daqui três, quatro anos nós vamos ver esse hospital falando de alta complexidade, de três ou quatro áreas de alta complexidade, nós vamos ver esse o hospital falando em construção de nova área para idoso, falando em investimentos, vai passar essa fase aí. Nós, quando eu presidi o Hospital Bom Pastor, o nosso Hospital estava fechando as portas; era um pequeno hospital de 50 leitos fechando as portas. Um grupo assumiu lá em 2003 um desafio, aquele grupo a gente começou a sonhar porque eu acho que quando a gente tem um objetivo; nós tivemos uma pessoa que liderou o grupo, o Doutor Secchi, e eu me lembro que ele dizia assim: “nós não temos dinheiro para pagar as contas do mês, mas precisamos sonhar em ter um grande hospital novo”. Porque quando a gente sonha grande, a gente vai trabalhar com muito mais afinco para chegar. Eu quero dizer para vocês que em outubro agora aquele pequeno hospital continua lá com 50 leitos, mas nós vamos inaugurar o nosso novo hospital com 150 leitos, com UTI, com salas de cirurgia nova. Nós compramos um terreno e a partir daquele terreno nós fomos sonhando o hospital que nós queríamos. Fomos buscando parceria de Rotary, de Lions, fomos buscando recurso rifa, campanha do saco de cimento; chegavam pessoas no hospital com um saco de cimento em um carrinho de mão “eu quero ajudar”. E a gente fazia assim da maior alegria dizia “pô ele deu o melhor dele, ele trouxe um saco de cimento”. E teve pessoas que doaram 100 sacos de cimento, teve pessoas que, teve um Senhor que doou uma propriedade com 15 hectares, ele disse “é a minha forma de ajudar, eu não tenho herdeiros eu não tenho filho moro sozinho lá fora, eu vou doar minha propriedade para vocês”. E tudo isso por quê? Porque a gente levou para a sociedade que nós queríamos fazer algo grande e inovador. Então agora em outubro a gente vai inaugurar o nosso novo Hospital Bom Pastor. Então não é só o fato de construir um hospital; o mais difícil não são construir as paredes é o dia a dia, é a folha de pagamento, é um insumo, é cuidar das pessoas, é ter alguém para receber, é ter alguém para fazer. Então eu digo assim hoje eu me senti muito feliz quando estava lá dentro do hospital porque eu vi que elas estão sonhando; essas pessoas que estão ali estão com os pés no chão, mas estão sonhando alto. Me falaram em alta complexidade, eu gostei de ouvir isso, me falaram em novos projetos, eu gostei de ouvir isso, e ao final eu pude dizer para elas “contem comigo que eu quero estar dentro disso aí também”. Esse momento difícil ele vai passar vocês podem ter certeza que nós vamos ver um Hospital São Carlos muito em breve falando em outro nível de excelência, os meus parabéns ao Hospital São Carlos e contem comigo.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Com a palavra o Vereador Leomar Guth.

VER. LEOMAR GUTH: Boa noite, Senhor Presidente, colegas Vereadores, as demais pessoas presentes aqui hoje. Vereadora Eleonora, público presente, nosso Secretários, nossa imprensa; gostaria de cumprimentá-lo, Marco Aurélio. Assim eu acho que, primeiramente cumprimentar o nosso colega Vereador Tadeu também né, porque a gente começar a semana com um assunto desses um debate desse é muito importante. E saúde é sempre prioridade; isso é eu digo assim educação e saúde é prioridade, mas se a gente não tiver saúde como que a gente vai educar.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Não adianta.

VER. LEOMAR GUTH: É. Então assim gostaria de saber na realidade mais cumprimentá-lo até pela noite de hoje e até essa questão da saúde é importante a tua presença hoje aqui, a gente debater como você falou que vai estar à disposição de nós Vereadores também porque a gente tem umas demandas muito grande. Às vezes a gente consegue resolver, às vezes a gente está lá incomodando a Secretária Rosane, que faz um excelente trabalho, parabéns Secretária. Então a gente fica de mãos amarradas que a nível Estado então assim é importante a tua presença aqui hoje para a gente poder estar nos próximos dias estar te procurando aí de repente buscando alguma ajuda né, buscando ideias, projetos que é muito importante para nossa saúde né. E assim, até estava conversando com o colega Vereador Odair Sobierai, poderia deixar um pouco mais claro para nós a questão de como é que funciona os critérios para ser associado; critérios, valores dos hospitais.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Que bom que você me lembrou. A Secretária Rosane está aqui, o Prefeito Claiton me ligou ele me disse que estaria fora, não poderia vir aqui, me explicou até o motivo, obrigado pela sua presença. Dizer que hoje, na ANAHP, os critérios de elegibilidade, para você se tornar um sócio da ANAHP, é você buscar uma certificação; um reconhecimento que você está em busca de um sistema de qualidade. Hoje no Brasil existe a ONA que ela te credita ela diz: olha o teu hospital está em busca tal; existe ONA 1, 2 e 3. Eu acho até que o Hospital São Carlos em um período lá atrás trabalhava essa questão das zonas; hoje eu conversava com o pessoal e eles estão hoje já em busca disso tudo. Nós dentro da ANAHP queremos ajudar eles com o SINHA que é o nosso sistema integrado que a gente avalia aí todo o dia a dia do hospital. A gente quer dar um primeiro passo com eles e posteriormente, mas a gente quer trazer o Hospital São Carlos para viver esse ecossistema de hospitais diferenciados. E aí como passar do tempo eu tenho certeza que o São Carlos acabará sendo um dos hospitais ANAHP. O nosso grande, o primeiro grande como é que vou dizer assim, a primeira porta de entrada são as certificações né; a gente, os hospitais ANAHP precisam ser hospitais que buscam certificações de excelência. Então agora o São Carlos ele está ajeitando a casa, ele vai entrar no nossa SINHA e a partir disso eu tenho convicção que logo, logo, nós veremos ele também nessas certificações todas né, Janete, como conversávamos hoje à tarde.

VER. LEOMAR GUTH: Obrigado.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Eu que agradeço, Vereador.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Sedinei Catafesta.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Senhor Presidente neste momento em exercício, Ver. Fabiano A. Piccoli, cumprimentar a Vossa Excelência, a mesa e em especial meu amigo Marcos que está aqui visitando a terra natal, sua mãe Eva, seu irmão e toda a sua família que está aqui te prestigiando. Os nossos amigos que estão nesta noite, os amigos da área da saúde que por muito tempo fiz presente ao Hospital São Carlos e levo essa bandeira; me formo esse ano em pós em administração hospitalar vendo a realidade dos hospitais que o Marcos vem vivendo agora a nível Brasil. Ela vem de norte a sul com a mesma realidade que os hospitais vêm passando uma dificuldade tremenda, mas que de linha de frente tem pessoas que remangam as mangas e tocam o barco para frente e no nosso município o nosso atual Governo vem dando esse amparo vem investindo. Por que cabe sim aos municípios este aponte, este investimento, aonde a Constituição deixa bem claro que o dever também é da União e do Estado, mas a maior fatia cai para o município. Então dizer a ti, Marcos, a tua vinda traz horizontes de outras ideias para nós aqui, te desejar um profícuo trabalho. Agradecer cada vez que nosso município, cada um desses parlamentares ou os nossos representantes do Executivo estivemos lá em Brasília junto a Ana Amélia agradecer esse carinho, essa atenção dada por Farroupilha; sei que você tem o berço aqui, mas nunca deixou de atender igual todos os municípios gaúchos então o que você vem hoje colhendo é o fruto que tu plantou lá no passado. Esta pessoa eu quero te desejar um trabalho maravilhoso e que tu possa sim buscar Farroupilha mais uma vez debaixo dos braços, junto com todos buscarmos um apoio maior para o Hospital São Carlos, nossa única casa de saúde, que vem se mantendo e graças a Deus por nenhum dia nem uma hora ela fechou as portas. Isso é importante. A gente vê nos noticiários tantos outros hospitais no Rio Grande do Sul ou no Brasil que fecharam, não conseguiram se manter nessa crise tremenda que o Brasil vive e enfrenta, mas aqui a gente tem aí se mantendo. Agradecer a presença da Secretária Rosane que está aqui representando o Executivo, uma batalhadora na área da saúde, meu Secretário colega Vandré, meu ex-colega e os demais que estão aqui, o Jorge que vem de Garibaldi visitando a cidade e os familiares do nosso Vereador que assume hoje; te desejar, Silvio, um profícuo trabalho e conte conosco aqui neste período que estamos aqui na Casa Legislativa, a Casa do povo. Marcos, parabéns! Sucesso sempre. Conte conosco.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Obrigado Ver. Catafesta. O Ver. Catafesta é um amigo, eu brincava assim né, Ver. Fabiano A. Piccoli, o Ver. Fabiano também já esteve com a gente, eu dizia “os nossos clientes do gabinete” eram Vereadores, Prefeitos então a gente recebia, mas para nós não tinha bandeira partidária era o Rio Grande do Sul porque o Senado ou um Senador ele representa o Estado né. Então a gente recebia todo mundo com a mesma forma. Dizer para você que você tem razão mesmo assim quando você fala: “olha muitos hospitais fecharam as portas”. A gente precisa olhar também que na verdade a saúde ela mudou, hoje ela tem muita tecnologia embarcada, tem muita; hoje se você for dentro de um hospital como São Carlos e você ver o que há de tecnologia lá em todas as áreas. Muitos hospitais não tinham não comportavam essa dinâmica tecnológica. Então quando a gente vê notícias dizendo: ah diminuíram o número de leitos hospitalares no Brasil. Não. Os leitos eles vão migrando né. Um pequeno hospital ele não consegue manter um determinado serviço, então esses hospitais realmente acabam fechando, mas outros hospitais aumentam a sua linha de serviço. Se você ver a estrutura que o Hospital São Carlos tem ela é gigantesca para o município como é Farroupilha, você ocupa ali eu acredito, não fiz essa pergunta, mas eu acredito que ele deve ter em torno de 120, 130 leitos; é mais ou menos isso né? Ele é um hospital que para uma população; e a gente tinha antigamente que tínhamos o Hospital Cibele né. O Hospital Cibele acabou fechando, mas você vê que o São Carlos assumiu a função de dois hospitais e ele faz esse serviço, ele tem uma demanda tecnológica e cada dia mais o que nós vamos ver talvez sejam menos leitos e um aparato tecnológico, serviços médicos; o paciente ele precisa ser atendido com uma rapidez muito maior e a soluções precisam estar à mão de quem faz a saúde, do profissional de saúde. Ele precisa ter salas de cirurgia, UTIs, ele precisa ter uma estrutura tecnológica para dar o atendimento. Então às vezes as pessoas dizem “ah vão construir um novo hospital”. Construir, volto a dizer pessoal, não é o fato de construir parede, não é o fato de levantar um prédio. O que precisa é o dia a dia; é manter, manter o profissional, é manter todo esse aparato tecnológico, é manter os insumos, medicamentos, inovação, todo dia surgindo novos tipos de serviço. Então, quando a gente vê um hospital que se mantém forte mesmo em todas essas crises e outra coisa que a gente precisa falar: boa parte desses hospitais que acabaram ficando no meio do caminho eram dívidas fiscais antigas, elas continuam corroendo. É aquilo que eu disse: se nós tivéssemos um acompanhamento da tabela SUS como remunerar as dívidas que os hospitais têm com; os hospitais teriam dinheiro a receber. Mais ou menos como a dívida do Estado com a união né. Se nós pegarmos o que se devia 20 anos atrás e dividimos por procedimentos com tabela SUS de 20 anos atrás e trouxermos hoje os hospitais pagam isso em dois ou três anos. O grande problema é que as dívidas elas foram sendo reajustados quase que diariamente e a tabela SUS ficou lá dez, quinze anos atrás. Então eu louvo quando; eu sempre digo assim: “eu louvo os que ficaram em pé e os que se mantêm porque esses sim demonstraram pujança e força em um ambiente tão difícil como é a saúde pública brasileira”. Obrigado, Vereador.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite, Senhor Presidente, boa noite demais colegas Vereadores. Desculpa meu atraso, mas estava no hospital também. Parabenizar ao excelente trabalho prestado pela equipe do Hospital São Carlos aqui, Janete, Elisabeth, Molon; realmente as palavras da Doutora Eleonora são verdadeiras. Foram muito importantes para que o nosso hospital hoje estivesse e está angariando novos horizontes. Mas o que eu estou aqui, eu acho que todo mundo já falou, eu queria aproveitar um pouco o teu ‘know how’, teu conhecimento, que eu vi que tem bastante para fazer uma pergunta bem específica. Tu falaste bem aí que o nosso sistema é talvez o melhor sistema de saúde do mundo né, a cláusula pétrea da nossa Constituição, terceira, e que é baseado no sistema inglês que é o sistema Beveridgiano; deve ter estudado já?

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Sim, sim.

VER. THIAGO BRUNET: Vem da raiz do nome. Só que na Inglaterra, ao contrário do Brasil, eles usam 12% do orçamento em saúde e nós usamos 4%. Então nós temos um problema do SUS que é na raiz, na essência, na gênese. Nós temos um sistema que é para todo mundo, só que o orçamento é para quase ninguém. Então por isso que nós temos hoje muitos planos de saúde coisa que na Inglaterra não acontece.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Não acontece.

VER. THIAGO BRUNET: Por quê? Porque lá eles têm um orçamento 12% do orçamento inglês é para saúde, nosso país 4%; então nós queremos fazer uma saúde inglesa com um orçamento brasileiro aí não tem como né. Então é essa primeira questão que eu queria falar porque tu tocou no assunto e acho interessante. Segundo problema que nós temos é um problema que nós não temos um SUS, nós temos 5.400 SUS. Porque o SUS não vem todo ele da verba Federal. Ele vem um pouquinho da verba Federal, 12% de todos os Estados tem que ser investido na saúde então…

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: 15% dos municípios.

VER. THIAGO BRUNET: 15% dos municípios. Então quanto mais evoluído e mais rico for o Estado melhor vai ser a saúde daquele Estado e quanto mais evoluído e rico for a cidade mais dinheiro vai vim para o SUS daquela cidade. Então nós temos aí um problema também de gêneses que eu acho né; se quer fazer o SUS acho que o dinheiro tinha que vim todo Federal para que todos fossem contemplados se nós não tivesse essa diversidade de SUS que existe no nosso país. Mas a minha pergunta, isso é só para questão de conhecimento, mas a minha pergunta vem assim: hoje nós não temos hospitais privados talvez, 100% privado, todos os hospitais dão um jeito na Lei em alguma situação de pegar uma ‘verbinha’ Federal esta é a verdade. E a minha pergunta é bem simples, é uma curiosidade que eu tenho; nós temos hoje dois hospitais ditos privados no país, muito fortes, que são o Sírio-libanês e o Albert Einstein.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Isso

VER. THIAGO BRUNET: E estes dois hospitais eu tenho certeza ele só estão abertos porque tem dinheiro público lá dentro.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Eles são filantrópicos né.

VER. THIAGO BRUNET: Mas a filantropia eles fazem através de outras atividades…

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Isso.

VER. THIAGO BRUNET: …não lá dentro muitas vezes no hospital né. Então eu queria ver assim, a minha pergunta assim pelo teu ‘know how’, pelo teu conhecimento, primeiro hoje talvez 80% do dinheiro de saúde vai para os grandes hospitais então esse dinheiro não está descentralizado. Se nós pegar aqui no Rio Grande do Sul 80% da verba Federal e Estadual talvez está lá na Santa Casa em Porto Alegre. Se tem algum projeto, se tem alguma visão daqui para frente para descentralizar um pouco essa verba. E a segunda questão: quanto do dinheiro que tem do orçamento e receita do Sírio-libanês e do Albert Einstein é publico? Só para nós ter uma noção do dinheiro que vai para esses hospitais.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Eu não sei se o Senhor estava aqui quando eu mostrei uma tela. Hoje nós temos em torno de 6.000 hospitais no Brasil, em torno de 2.410 desses hospitais eles são hospitais públicos que pertencem à União, Estados, Municípios. Daí se divide em torno de 1.800 hospitais que são totalmente privados, pertence a capital privado, e existem em torno de 1.746/1.796 são hospitais privados sem fins lucrativos; que são os filantrópicos né Sírio e Einstein estão nessa linha né. O Sírio ele pertence à Associação das Mulheres, foi uma associação de mulheres árabes que fundou ele. E o Sírio-libanês, dentro da filantropia, ele faz investimentos em áreas e existem parcerias tanto do Sírio quanto do Einstein hoje com Prefeituras. Aqui mesmo uma parceria que houve com o Hospital São Carlos acho que ele foi alvo do PROADI, que era um investimento, aonde o PROADI fazia o investimento dessa filantropia que o Sírio teria que desembolsar e ele faz esse investimento. Nós dentro da ANAHP, nós não discutimos o PROADI porque eles são de associados nosso, o Sírio e o Einstein são associados. Nós temos 120 hospitais e temos quatro hospitais que fazem parte do PROADI, mas o PROADI ele tem hoje eu acho que o PROADI tem uma ação hoje em pelo menos dois mil municípios no Brasil. Eu não domino esses números do PROADI porque não é uma coisa que eu tenha isso muito na minha cabeça porque não é algo da ANAHP. Mas o PROADI ele desenvolve ele tem pelo menos em torno de 100 programas diferentes para ajudar municípios, para ajudar outros hospitais nas mais diversas áreas; mas tudo dentro da Lei da filantropia fiscalizado pela Receita Federal, pelo Ministério da Saúde. Então tanto o Sírio quanto o Einstein eles são hospitais filantrópicos. É que na verdade dias atrás eu estava com o pessoal da França para a gente explicar o modelo de Saúde Brasileira, é bem difícil porque nós temos: hospitais filantrópicos que a sociedade administra que atende ao público, mas não é público; hospitais privados, hospitais universitários, hospitais municipais, hospitais estaduais, hospitais escolas né. Lá em Pelotas nós temos lá os hospitais; Pelotas é uma cidade que tem faculdades de medicina e hospitais passam sérias dificuldades né, sérias dificuldades lá em Pelotas o Senhor conhece muito bem. Eu estive esses tempos lá em Pelotas e fiquei impressionado porque eu não tinha visto mais maca em corredores e eu vi lá em Pelotas, isso me parecia uma cena que eu pensava assim “olha aqui no Estado por mais difícil que a saúde está nós não vemos”. E Pelotas tem uma séria dificuldade; era um hospital até acho que o PA que é administrado pela fundação lá. E aí eu conversei com a Prefeita inclusive na época, a gente tentou ajudar e tal, mas é uma cidade que tem uma dificuldade na área da saúde muito grande. E aí eu vou te dar outro exemplo que eu sei que tu também esteve lá, tu pega a pequena Tenente Portela né e nós temos, como?

VER. THIAGO BRUNET: Lá sobra dinheiro.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Sobra dinheiro na pequena Tenente Portela que buscou; a Mirna ela buscou várias especializações, buscou ela com a força dela né por isso que eu digo que é a sociedade; ela buscou lá, eles na verdade se tornaram referência de várias áreas. Lá o pessoal de Ijuí tem áreas lá em Tenente Portela que é referência. Então é um pequeno município que com a força e é um hospital filantrópico né. Então eu vejo assim eu já participei de debates aonde agora, por exemplo, na reforma da previdência e na reforma tributária alguns parlamentares nos chamaram porque eles queriam acabar com a filantropia dentro dessa linha né “ah, mas o hospital tal isso, hospital tal aquilo”. Olha, pessoal, o hospital filantrópico ele é fiscalizado de ponta a ponta qualquer centavo. O que eu acho é que se há desvios ou que se há alguma coisa que não está muito, que a sociedade não tenha entendido, nós precisamos colocar luz em cima desse debate. Eu já vi hospitais, a gente já viu coisa acontecendo com Santas Casas; no Rio de Janeiro teve um exemplo de dívidas enormes, a própria Beneficência Portuguesa em Porto Alegre teve um problema. Nós precisamos é colocar luz sobre o que ocorreu e que trouxe até esse momento. Eu volto a dizer também que o que nós precisamos entender é que nós viemos de um momento onde por anos a gente vê os hospitais sofrendo com uma tabela SUS que ficou defasada e ao mesmo tempo multas, juros, sobre impostos que a gente não consegue pagar e que muitas vezes é o próprio fundo de garantia do trabalhador. Quer dizer, eu estou fazendo um serviço que o Governo deveria fazer, eu estou pagando para isso e eu sou multado ainda quando eu não consigo. Então na verdade o que nós precisamos é discutir o modelo de filantropia brasileiro aonde a gente salte de 4% de investimento para os 12% talvez como é o exemplo lá, e que se o SUS tivesse seguido a linha inicial, hoje nós teríamos talvez 9% ou 10%; porque 9% do PIB brasileiro está na saúde: 4,5% no SUS e 4,5% está em outras áreas da saúde suplementar e tal. Mas a gente precisa é discutir esse modelo e nós estamos propondo essa discussão no Congresso Nacional. Agora o modelo da filantropia ele também é um modelo que deu certo no Brasil e eu acho assim é um modelo onde a sociedade pode participar. E tem inúmeros exemplos aí que são; a gente está falando da pequena Tenente Portela que o Senhor conhece né e que eles conseguiram lá ter um hospital de excelência em uma cidade que tem 27 mil, 25 mil habitantes né; um grande hospital que se tornou referência para toda a região lá é o maior da região toda lá está em Tenente Portela que tem 27 mil habitantes eu acho que deve ter isso aí né Doutor. E a grande Pelotas passando por dificuldades e tal, mas isso vem muito dessa gestão do se unir a sociedade, trazer a sociedade para dentro do hospital, de pôr luzes em cima de todo o debate. Muito obrigado pela sua pergunta.

VER. THIAGO BRUNET: Parabenizar então pelo teu trabalho; desculpa Fabiano, mas só para que eu não tinha parabenizado. Parabenizar pelo teu conhecimento que a gente vê que é bastante no setor e que bom que tu está junto com a gente, acho que só tem a crescer e a somar com o nosso Hospital São Carlos. Muito obrigado.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Vamos construir.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Thiago Brunet. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Então, Marco, infelizmente a situação do nosso Hospital São Carlos não é privilégio só nossa é uma realidade brasileira, mas felizmente nós temos uma união de esforços que começa pela Superintendência, pelo Conselho, Dona Beth, parabéns pelo trabalho que vocês vêm fazendo; pelas nossas voluntárias de saúde que vivem o hospital, pensam 24h o Hospital como fazer para buscar recursos, para fazer melhorias e para quem segue elas no facebook vê que diariamente estão entregando alguma coisa para o Hospital. Nós temos também o envolvimento do Poder Legislativo, aqui o Vereador Arielson colocou da nossa luta e tu és um porta-voz também dessa nossa luta por Emendas Parlamentares. Em 2017 uma sugestão do Vereador Josué Paese Filho em uma assembleia do Hospital sugeriu essa nossa luta e fomos a Brasília e conseguimos o ano passado quase que R$2.000.000,00 de Emendas de diversos Deputados de diversos partidos. As nossas brigas na consulta popular que eu ouvi a entrevista de vocês hoje de que chegou o equipamento; uma briga né, Sandra, com o Izidoro Zorzi lá, a Janete, foi uma briga de dedo para conseguir mais recursos então nós temos a participação dos poderes constituídos. E aí nessa linha é três perguntas e dois pedidos eu tenho para te fazer. O município através do seu Poder Executivo também faz a sua colaboração no hospital e parte do recurso é por incentivo e parte é compra de serviço. Nós sabemos das dificuldades que os municípios vêm passando e das responsabilidades que a cada ano sobrecai nas costas do Prefeito e os recursos para investir em saúde acaba sendo o constitucionalmente obrigado e não há sobra de recursos para aportar mais incentivos para os Municípios. Como fazer? A primeira pergunta: como é que tu vê daqui para frente essa relação dos municípios que sobrevivem dos incentivos também que os municípios repassam frente às dificuldades financeiras que os municípios passam; como é que você vê isso daqui para frente? Dentro dessa linha, nós temos a defasagem da tabela SUS que é um grande ralo que os recursos do hospital vai também para cobrir a falta desse parâmetro superior da tabela SUS, mas nós temos o teto dos gastos públicos. Como é que vai ser essa disputa que nós estamos brigando para subir a tabela SUS, mas nós temos uma Lei nacional que impede o aumento dos gastos em saúde e educação, que é os gastos do teto impostos. E a terceira pergunta: nós estivemos em Brasília agora em maio no Ministério da Saúde e o Doutor, não me recordo dele, mas ele foi Secretário da Saúde de Porto Alegre.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Gabardo. Ah não! Tu tá falando do…

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Elmo acho que é.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Ele foi Secretário da Saúde. Não é Elmo?

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Erno. O Doutor Erno comentou que ele tinha uma das missões dele era fazer um estudo nacional sobre a situação dos hospitais por causa da sua baixa taxa de ocupação. Então nós temos hospitais pequenos com uma sobra de leitos e hospitais grandes com falta de leito, mas toda a cidade quer ter o seu hospital. Então nós temos que ter uma visão de nação e a Secretaria dele estava fazendo esse estudo para unificar e trabalhar de forma regional. Se você tem conhecimento de como está esse estudo no Ministério da Saúde? Então essas seriam as três perguntas, e dois pedidos. O primeiro pedido é: esse ano a bancada gaúcha destinou recurso da Emenda gaúcha para hospitais fundo a fundo que é fundo estadual e o nosso Hospital ficou de fora. E a gente está tentando, pressionando a bancada gaúcha para que as Emendas desse ano, para o ano que vem, sejam para hospitais que tenham gestão municipal; então é o primeiro pedido que através dos seus contatos na bancada que colabore com esse pedido. E o segundo pedido é colocar Farroupilha a disposição quem sabe tenhamos quem sabe algum dia no futuro um congresso da CONAHP na nossa cidade ou na nossa região; porque se vier para a região Farroupilha também será beneficiada.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Ah muito obrigado Ver. Fabiano A. Piccoli. Vamos lá pelas perguntas então. Dias atrás nós realizamos em Bento Gonçalves uma reunião até eu falei hoje para as meninas, reunimos os hospitais da Serra, foi muito produtivo; Prefeito Pasin esteve com a gente aonde a gente pode apresentar um pouco e no futuro quem sabe nós podemos fazer aqui realmente com você está colocando. Agora sobre as Emendas da saúde eu fui um dos grandes defensores, lá atrás, sobre as Emendas da bancada. Quando estava no Congresso Nacional como chefe de gabinete da Senadora, eu sempre disse para os hospitais que nós deveríamos colocar essa Emenda de bancada ela deveria ser anualmente para saúde. Isso foi uma das lutas que eu sempre tive lá em Brasília; que ela fosse impositiva e que ela fosse para os hospitais. E hospitais para mim é os filantrópicos, é os públicos. Eu sou um pouco contra, o Doutor deu uma saída agora, mas quando você vê, por exemplo, tem um hospital o GHC de Porto Alegre já é um hospital público retém um orçamento de três bilhões de reais tá, que é o Hospital Conceição né. Ele já tem um orçamento enorme, já é público e ele ainda tem recebido Emenda da bancada. Então fica realmente difícil você ver isso. Teve um ano uma Emenda na bancada acho que em torno de R$60 milhões, eu disse isso você pode dividir em 50 hospitais, 40 hospitais e dá 150/200 mil reais para cada hospital. Então eu defendo sim é que a gente tenha um olhar sobre quanto desses recursos estão indo para os hospitais filantrópicos e para fazer o dia a dia e quanto é o governo mandando para ele mesmo. Porque os públicos já têm orçamento votado anualmente aonde esses hospitais já recebem dinheiro público; os hospitais públicos já têm esse dinheiro. Então eu acho que é a Emenda, essa Emenda da bancada, ela tem que ser os hospitais filantrópicos porque os públicos já estão dentro do orçamento da União. Nós, hospitais filantrópicos e outros hospitais, é que precisamos entrar, quando nós não estamos quando tem uma oportunidade como é a Emenda da bancada. Então ter essa diferenciação é uma das coisas que eu digo para os Senhores para os Senhores lutarem. Vou de traz para frente. Você falou sobre a questão da Lei do teto. Realmente a Lei do teto ela foi votada e eu acho que é um avanço para o Brasil, mas a Lei do teto ela era muito clara. Eu vejo um país quando ele tem e aí talvez alguns podem discordar do que eu vou dizer, mas a Lei do teto ela estabeleceu tetos para algumas áreas a saúde ela tem alguma flexibilidade, mas quando nós vemos que a saúde tem uma flexibilidade e ela fica com o maior volume e quando a gente vê uma reforma da previdência que acabou de ser aprovada e o próprio Governo fala em 1 trilhão e 930 bilhões de economia; quer dizer que se vai economizar um lado esse dinheiro vai ter que aparecer do outro lado e se ele vai aparecer do outro lado eu quero que ele seja investido naquilo que é prioritário para o brasileiro. Já que eles elevaram meu nível de minha idade para me aposentar, me dê qualidade de vida. Então se o brasileiro vai economizar, se o Brasil vai economizar com a reforma da previdência que haja investimento é a hora da gente começar também a tratar sobre isso. Se o Governo fala tanto em 1 trilhão com a reforma da Previdência, novecentos e poucos bilhões, vamos começar a dialogar aonde haverão investimentos desse recurso que será economizado; aí a gente pode ter uma visão diferenciada sobre a Lei do teto. Porque na verdade se eu economizo o meu orçamento eu aumento, se diz que eu tenho que gastar ‘X’ em saúde, como o Doutor acabou de falar, eu preciso dizer “opa joga para dentro esses 900 e poucos bilhões que você falou que vai economizar” e vocês vão ver que melhora muito a situação da saúde no Brasil como um todo. A tabela do SUS, nós estamos lutando por que eu continuo acreditando, como eu disse antes, ela leva a equidade, ela leva o hospital que produz muito recebe mais, hospital que produz pouco; e esse é um outro grande problema que nós temos no Brasil. A gente fala em um número nós temos duzentos e poucos milhões de habitantes e nós temos aqui 6.000 hospitais, olha bem. A Holanda eu estive com o embaixador da Holanda há uns 10 dias atrás e o pessoal da área da saúde da Holanda. A Holanda tem 70 milhões de habitantes e tem 80 hospitais. A Holanda tem 70 milhões de habitantes e tem 80 hospitais, mas são hospitais grandes, estruturados, gigantescos. Uma sociedade não se move; o embaixador me dizia isso “Marco não é o número de hospitais é a qualidade que esses hospitais têm”. E eles lá têm um sistema misto tem plano de saúde e tem investimento do governo. Ele dizia assim “não adianta você ter um monte de hospitais aonde você não consegue levar especialidades; não adianta você ter Hospital aberto e você só tem um clínico geral lá, você não ter nenhum especialista de uma determinada área”. Então esse é outro ponto que nós vamos precisar rever no futuro. Se nós queremos uma saúde forte nós precisamos regionalizar. O Hospital São Carlos vai ter que lidar com algumas especialidades, vai ter que ter ali um diferencial e alta performance naquilo que ele está fazendo; o hospital de Bento vai ter outras, de Caxias outras e assim por diante. Uma vez apareceu um hospital de uma cidade próxima aqui eles tinham construído 20 leitos de UTI e eles queriam que o SUS reconhecesse os 20 leitos de UTI. Eu me lembro que eu fui até o SUS e na época o pessoal do SUS disse: “olha nós não podemos trazer esses leitos porque eles fizeram e não conversaram com a gente, nós temos sobras de leitos de UTI naquela área ali. Eles deveriam ter investido em outras áreas que nós temos deficiência, eles teimaram em investir em leito de UTI. Eu não posso contratualizar porque me sobra leitos de UTI naquela região”. Então o que nós precisamos ter é muito claro quando um hospital for crescer ou quando ele for escolher a linha de serviço é saber se já não existe na área algo similar. Não adianta eu querer fazer coisas que na área já existem e aí eu sobreponho serviços e eu vou ter toda uma estrutura montada e não vou ter nem SUS nem outras áreas para estar dando o atendimento que eu deveria dar né Doutor. Então nós precisamos é verificar se esses pequenos hospitais eles conseguirão sobreviver a essa nova área tecnológica da medicina que vem por aí ou se nós temos que na verdade é regionalizar um pouco mais as nossas estruturas; investirmos aí em especialidades naqueles hospitais que têm condições de manter algumas especialidades. Nós falar em média e alta complexidade em hospitais que tenham condição de ter média e alta complexidade. Porque não adianta, eu me lembro que eu trabalhava no gabinete da Senadora e um dia me apareceu um determinado hospital ali do centro perto de Santa Maria e ele me disse: “não, nós vamos ter lá nós vamos ter ali alta complexidade nisso, nisso, nisso”; eu disse “vocês já tem profissionais na cidade para isso?” Ele disse: “não!” Daí eu disse: “mas” e ele “nós vamos fazer o hospital, a Prefeitura vai investir no pessoal”. Vocês precisam ter o profissional, vocês precisam dialogar com o Ministério da Saúde se existe um campo para isso. “ah, mas a gente vê que tem fila lá para determinados equipamentos”. Pessoal, mas às vezes tem fila porque é para manter a dinâmica daquele equipamento em funcionamento né. Eu tenho uma talvez uma fila de um dia, dois ou três ou pode ser uma semana, coisas que são normais, mas isso não quer dizer que você tem um nicho para fazer um investimento desse tamanho. Começaram a fazer a obra esses dias eu passei por lá estava lá parada a obra. Então essa é outra resposta que eu quero te dar. Nós precisamos é verificar se a regionalização comporta pequenas estruturas hospitalares. Hoje eu dava um exemplo para as meninas que eu fiquei impressionado com um hospital em Salvador que tem 50 leitos e um faturamento enorme, mas 30 dos seus leitos eles colocaram para UTI porque havia uma necessidade de UTI. Aí o mercado absorveu; o mercado foi lá e completou todos esses leitos de UTI. Essa dinâmica em cada região é diferente. Em uma região falta uma coisa na outra tem sobreposição então nós precisamos também é estudar essas dinâmicas da área da saúde; o que a região precisa? Em uma região as pessoas vivem mais, você tem que investir em áreas aonde possam atender essas pessoas mais idosas, no outras regiões nascem mais você tem que investir em pediatria e assim por diante. Então cada região tem uma dinâmica local que a gente precisa estudar. E os incentivos; em que áreas você fala incentivo? Ah. A filantropia muitos municípios eu me lembro de Prefeitos que eles diziam assim: “Marcos eu já atingi o teto constitucional de gastos do município eu não consigo mais contratar determinados serviços de saúde porque eu já estou no teto ali”. Isso eu ouvi de muitos Prefeitos. Bento Gonçalves é um exemplo de um município que ele atingiu o gasto com a folha de pagamento e ele não podia contratar mais profissionais na área da saúde, e ele acabou na verdade contratualizando com uma fundação, acho que a Fundação Araucária na época, e ele acabou trazendo para cá para que ele pudesse ter profissionais. O Hospital Einstein né, você citou antes, ele administra vários postos de saúde em São Paulo; tem aquela rede de corujão da saúde que só para te dar um exemplo no município de São Paulo que são postos de saúde administrados pelo Hospital Albert Einstein. Eu creio e aqui eu vou dar uma visão né, uma opinião do Marco Aurélio, que no futuro os hospitais vão ter que assumir outros serviços né. Nós lá no Bom Pastor, no hospital que eu fui Presidente, nós assumimos os CAPS; nós assumimos três CAPS no hospital. Por quê? Porque nós já tínhamos uma estrutura hospitalar que nós tínhamos lá toda uma área de dependentes químicos que a gente tratava que precisavam de atendimento psicossocial e nós administramos e encampamos três CAPS para o município, dentro do hospital. Eu creio que esses exemplos a gente vai ver talvez aí. Eu já vi hospitais assumindo UPAs, eu já vi hospitais assumindo postos de saúde e eu acho que o futuro, até pela tendência de que a gente vai ver que a folha vai bater no teto constitucional, conforme vai passando os anos a gente vai ver uma das saídas será essa parceria muito mais forte entre municípios com os hospitais das suas cidades e regiões. Eu vejo que os hospitais vão ter ainda mais esse desafio pela frente de poder ajudar e contribuir em parcerias público-privadas para fazer o atendimento necessário.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Marco. Antes de darmos sequência pedimos a gentileza para o proprietário da Pajero e IRX3409, se estiver presente aqui na Câmara, que está estacionado aqui no posto e eles vão fechar o posto. Passamos então agora ao Vereador Tadeu para que faça as considerações finais.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Presidente, se o Ver. Arielson mexer naquele botão aí eu vou atirar essa xícara nele; mas eu achei que ia botar 10 minutos lá, mas está tudo bem, está tudo bem. Última perguntinha, Marco Aurélio; aqui na Câmara é bom porque a gente diz na frente assim “vou atirar essa xicrinha aqui”. Última pergunta: a sua esposa é de onde?

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Minha esposa é de Ijuí.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: De Ijuí.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Foi ela que me levou para lá.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Olha só que fantástico. Marco Aurélio eu vou falar mais com o coração e falando com o coração eu cometi um pequeno equívoco aqui ou me passei despercebido e pela emoção de poder falar para ti. Quando foi feito o convite e que confirmaram a tua vinda aqui, eu já estava me preparando psicologicamente porque tu sabe o quanto eu gosto de ti; o quanto eu te admiro pelo teu trabalho, pela tua maneira correta de ser e a excelência com quem você trata as coisas e cumpre com aquilo que tu promete. Eu acabei não citando aqui o Silvio que está chegando nessa Casa hoje. Então as minhas desculpas aos familiares que eu não citei; hoje eu não citei como de início, mas farei isso na sequência sempre. Prometo isso. Seja bem-vindo, Silvio. Eu queria agradecer aqui a presença da dona Janete, da dona Beth, da Tissa; eu queria agradecer de uma forma muito especial à dona Eva, a dona Eva por estar aqui nessa noite. E eu quero lhe dizer dona Eva que pelo que eu sei é a primeira vez que o Marco Aurélio está vindo aqui, pelo menos neste ano e no ano passado e no ano anterior. Mas eu imagino o seu coraçãozinho hoje olhando ele como filho presente aqui na Câmara de Vereadores e a Senhora ouvindo ele. Ao mesmo tempo eu perguntei para o Marco Aurélio de onde era a esposa dele; se justifica Ijuí ser tão grato a ti pelo que tu construiu lá com incentivo de quem te ama muito e tem em ti uma verdadeira inspiração pela felicidade. Que vocês continuem sendo felizes tá; torcemos muito por vocês. E dizer, Marco Aurélio, que tu deixou aqui hoje uma sensação para nós assim extremamente boa; por todo o esforço da Janete, da dona Beth, também das nossas meninas trabalhadoras do hospital, que a gente sabe o quanto elas trabalharam, que são as voluntárias, de todas as pessoas que acreditaram e hoje o bom é que nós temos a televisão mostrando isso. Eu queria dizer a toda à comunidade de Farroupilha que talvez em algum momento, em algum momento, nós venhamos até vocês para dizer assim: vamos concretizar o sonho de quem trabalhou. E o Marco Aurélio falou muitas vezes: ele trabalhou no hospital de Ijuí sem ganhar um centavo é uma realidade hoje. Muitas pessoas poderão nos ajudar a concretizar o sonho das voluntárias, da direção e das pessoas que levaram críticas enquanto trabalhavam noite após noite, dia após dia para que o hospital ficasse aí. Então eu quero dizer que a comunidade vai chegar no momento que vai lembrar de ti, Marco Aurélio, em um momento muito especial. A tua presença aqui engrandece a Câmara de Vereadores e eu o desejo que tu tenha a maior riqueza do universo, essa é única e é isso que eu te desejo durante toda a tua caminhada: muita saúde; porque nós precisamos muito de ti como ser humano de coração grande que tu é. Obrigado, Senhor Presidente, e obrigado, Marco Aurélio, pela tua presença aqui.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Tadeu. Então Marco Aurélio agora suas considerações finais, por favor.

  1. MARCO AURÉLIO FERREIRA: Quero agradecer. Feliz é o Fabiano Feltrin de ter um sogro assim que é poeta, radialista, né Fabiano. Além de casar com a filha ganhou um sogro que tem um diálogo fluente né. Eu quero agradecer cada um dos Senhores Vereadores pela oportunidade, pelo debate e realmente você falar de coração aberto; eu não sabia as perguntas, não sabia o que falaria, mas quem me conhece sabe que eu sou muito transparente né. Eu falo aquilo que eu penso aquilo que eu defendo e eu acho que talvez a minha caminhada de vida, que me trouxe até onde eu estou, foi essa transparência sempre muito, muito latente né. Às vezes a minha esposa diz “oh amor para”; mas a gente precisa dizer a verdade se não dizer a verdade eu acabo na verdade tropeçando ali na frente. Então eu saio hoje daqui, realmente com a visão muito legal do que eu vi lá no Hospital São Carlos. Eu volto a dizer: quem faz o dia a dia de um hospital filantrópico, quem ajuda como voluntário; para mim se o voluntariado no Brasil fosse mais valorizado, ao menos fosse respeitado né. Porque nós somos muito rápidos na crítica, mas a gente demora a participar de algo, a gente levanta e vê um hospital como esse e pensa: quantos mil atendimentos são feitos por ano ali dentro, quantas mil pessoas passam ali. E às vezes você chama para criar um grupo com 10, 20 ou 30 voluntários e é difícil você conseguir um grupo ali que esteja sempre junto. Então parabenizar o Hospital São Carlos, volta dizer “estou à disposição Beth, Janete, estou feliz de estar aqui”. E dizer para os Senhores que levo e levarei pela minha vida a lembrança dessa noite aqui como uma das melhores lembranças da minha cidade de Farroupilha. Digo que Ijuí manda no meu coração porque me deu a esposa que estou com ela há 30 anos e me deu dois filhos lindos: uma filha com 26 anos, casada, que mora em Porto Alegre; um filho que mora lá, estuda em Brasília, com 21 anos e que agora botou na cabeça que o sonho dele é ser Vereador, quer entrar na política. Eu disse “filho não serei eu que vou te tirar essa vontade. Se tu quer voltar para tua terra e fazer algo por ela, eu acredito, que a Câmara de Vereadores é um bom espaço para você começar a debater mudanças”. Eu respeito muito o Legislativo porque são vocês que caminham no dia a dia da cidade; Silvio, você que tá chegando aqui hoje meus parabéns; eu acho que é a Glória que você está substituindo? Não? Ah, o Presidente; ah tá. E a Glória é Vereadora? Eu não vi a Glória hoje aí também e queria dar um abraço na Glória porque quando eu era menino eu levava o jornal lá na Glória; era minha cliente não que eu seja tão novo assim né, mas também conheço a Glória há muito tempo. Então deixar um abraço Silvio para você, todos os outros Vereadores; mas eu acho que o Legislativo cumpre um papel fundamental. Em uma sociedade que precisa ser ouvida as Câmaras de Vereadores quando trabalham, quando fazem o que tem que fazer elas cumprem um papel fundamental. E hoje nós tivemos um diálogo aqui que eu acho que podem enriquecer não só a saúde aqui de Farroupilha, mas eu saio enriquecido daqui com muito do que ouvi, com muito do que eu aprendi dos Senhores; e volto a dizer “eu acredito sim no nosso sistema único de saúde, acredito no SUS”. Eu acredito que as coisas vêm melhorando no dia a dia do Brasil e eu acredito que com Vereadores que fiscalizem, que construam nós já avançamos muito nesse país. E esse país que a gente quer chamar de minha nação, cada um de nós tem a sua nação, independente da sua ideologia, bandeira, eu acho que cada um de nós pode com um pouquinho construir esse país. Obrigado, Ver. Tadeu, obrigado, Ver. Josué Paese Filho que foram os proponentes; obrigado Presidente e a cada um dos Senhores pela recepção. Eu me senti acolhido aqui hoje à noite e muito obrigado e contem comigo sempre. Uma boa noite a todos vocês.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Marco Aurélio. Queríamos agradecer ao Vereador Tadeu pela proposição desse convite e saudar o Secretário Amarante, ao Renato Ex-Vice-Prefeito, imprensa e, Marco, certa vez eu disse para a Senadora Ana Amélia, nos corredores do Senado, agradeci a receptividade que nós tínhamos ao entrar no gabinete dela. Sem olhar bandeira partidária, sem olhar cor, sexo, qualquer coisa. E você representa isso. Falamos o seu nome e da outra menina, a Bonina que sempre nos recebeu muito bem; e esse reflexo daquele trabalho que você tinha com todo mundo é o reflexo da sua vida. Então nós agradecemos a presença mais uma vez, Farroupilha continua sendo a sua cidade seja sempre muito bem-vindo aqui. Vamos suspender a sessão por 2 minutos para desfazer a mesa. (SESSÃO SUSPENSA). Vamos retomar os trabalhos da Sessão Ordinária. Passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: E de imediato eu peço para que o Vereador Arielson Arsego assuma os trabalhos da Casa para que eu possa fazer uso da tribuna. Uma questão de ordem, Vereador Odair Sobierai.

VER. ODAIR SOBIERAI: Senhor Presidente, com a anuência dos demais pares eu pediria que tenho que sair por um compromisso.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Liberado, Vereador Odair Sobierai. Com a palavra então o Presidente Arielson Arsego.

PRES. ARIELSON ARSEGO: Convido o Partido dos Trabalhadores – PT – para que faça uso da tribuna. Com a palavra o Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Senhor Presidente. Rapidamente só alguns assuntos; recebemos algumas reclamações de alguns moradores de Caravaggio, na estrada que liga Caravaggio a Capela de Todos os Santos, em relação ao corte de algumas árvores, mais especificamente 29 árvores. Não sei se os Senhores também receberam essa reclamação. Esse corte foi feito pela RGE; a Secretaria de Meio Ambiente acionou a RGE e hoje, na manhã de hoje, teve uma reunião na Prefeitura Municipal na qual se estabeleceu algumas linhas de trabalho e a RGE irá replantar essas árvores. E, além disso, houve alguns outros acordos de algumas situações que a RGE não vinha cumprindo. Então se os Senhores receberem alguma reclamação em relação ao corte dessas árvores, foram feitas pela RGE e de forma abrupta sem diálogo com a Secretaria de Meio Ambiente; e a partir de agora se iniciou uma nova linha de trabalho na qual haverá mais um diálogo entre a RGE e a Secretaria de Meio Ambiente nessas podas e cortes. Também gostaria de agradecer a comunidade da Capela de Todos os Santos, a Busa, pela participação na inauguração de ontem da praça e também do salão; agradecer a presença dos colegas Vereadores. E essa inauguração então do salão comunitário que desde 2011 a comunidade, que está completando esse ano 135 anos, vem trabalhando, a administração passada contribuiu através de uma subvenção que entrou no orçamento e foi destinada no primeiro ano ou segundo ano do Prefeito Claiton; nós também tivemos um compromisso do Vereador Josué Paese Filho que buscou uma Emenda Parlamentar com o Deputado Renato Molling para a construção de quatro praças: Vila Rica, Monte Bérico II, Monte Bérico III e Capela de Todos os Santos. E a Emenda veio do Ministério do Turismo e nós não pudemos aplicar a Emenda na pavimentação e na construção das praças. Em conversa com o Prefeito Claiton o Prefeito Claiton foi sensível a essa situação e destinou então um valor de R$75.000,00 de recursos próprios para a construção dessas quatro praças. O Vereador Deivid, enquanto Secretário do Planejamento, trabalhou na elaboração dos projetos; o projeto da Busa foi a arquiteta Marta Galafassi que é filha da terra que fez o projeto e doou à comunidade, mas através de índices da venda de índices construtivos se fez possível a execução das três praças e a quarta, de Vila Rica, deve estar em vias de licitação se eu não estou enganado. Então muito em breve, Vila Rica também receberá a praça. Então a comunidade da Capela de Todos os Santos fez inúmeros eventos para construção do salão e também colocou um recurso além do R$75.000,00 na construção da praça. Então nós temos um belo exemplo de quando uma comunidade se une, se organiza, se mobiliza, participa, busca recursos, sensibiliza o poder constituído para que os seus sonhos se tornem realidade. E dentro dessa linha, quero aproveitar e convidar todos os colegas Vereadores para no dia 9 de agosto, às 19 horas, na teremos uma reunião na comunidade de São José, na linha Palmeiro; a comunidade está se organizando para buscar o asfaltamento desse trecho que é de aproximadamente 3.9 km. Nós já fizemos algumas reuniões com algumas lideranças da comunidade e na última viagem a Brasília, nós conseguimos o selo do PRODETUR+TURISMO, a Secretaria de Turismo fez o cadastro e foi deferido; nós saímos de Brasília, o Prefeito Claiton, a Deputada Francis e eu, com o selo do PRODETUR+TURISMO que possibilita o município a buscar a linha de financiamento com prazo de 20 anos e com a taxa que foi para o Projeto do Salto Ventoso era de 6,5+TR, um pouquinho acima da taxa do BADESUL, mas o prazo de pagamento é maior. Então a comunidade está se organizando, está mapeando todos os moradores; já está pensando em outros projetos para serem executados de forma conjunta com esse projeto. Muito provavelmente virá para essa Casa a autorização para o município contratar o financiamento. Então é importante todos nós Vereadores participarmos dessa construção coletiva com a comunidade. Fica então o convite, dia 9 de agosto, é sexta-feira, não essa a próxima, às 19h na comunidade. Queria aproveitar também para fazer a leitura de dois Requerimentos que depois ao término do Grande Expediente; sabemos que não praxe fazer a leitura de Requerimento, mas em função de estar na Presidência.  O requerimento nº 118. Nós temos alinhavado para o mês de agosto vir o Darcy Loss Luzzatto virá aqui a essa Casa falar sobre ‘el talian’ que será um Projeto que nós já falamos aqui nessa Casa que após a vinda do Seu Darcy nós faremos a apresentação do Projeto de Lei para tornar o ‘talian’ língua oficial do município de Farroupilha, a segunda língua do município. E nós teremos dentro dessa linha de nós debatermos o ‘talian’ nessa Casa, nos próximos dias, nós teremos a Doutora Giorgia Miazzo que é uma italiana que seguidamente vem para o Brasil e ela tem um estudo muito grande sobre o ‘talian’. E, ela nas cidades que ela visita durante as suas férias ela tem um projeto que ela intitula “descobrindo e cantando em talian”. Então como ela estará aqui na região nós fizemos então esse Requerimento para que ela pudesse vir a essa Casa falar um pouco do ‘talian’ também para nos aprofundarmos o nosso debate e ela estará aqui na semana do dia 12 de agosto. Então se todos os colegas concordarem, já tem um convidado para Casa, para vir a essa Casa dia 12, mas se todos os colegas concordarem ela viria dia 12 também. E o Requerimento 121 é um Pedido de Informações para o comandante da PRE, o Tenente Marcelo Stassak, sobre as mudanças de velocidades que existem nas nossas duas rodovias: na 122 e na 453 nos limites do nosso município. Porque eu ouvi uma entrevista há um tempo atrás, se não me engano foi do próprio Comandante, de que nós temos mais de 40 mudanças de velocidade nesses dois trechos. Que uma hora e 60 depois é 80 depois vai para 40 depois volta para 60 depois volta para 80. E há um estudo feito também pelo Stassak que seja uma velocidade única nesse trecho porque a gente está dirigindo e muitas vezes não tem a placa ou se tem logo em seguida muda; então só para nós termos o conhecimento desse levantamento técnico, se há e se houver, se ele possa compartilhar conosco. Então Senhor Presidente eram essas as colocações. Muito obrigado.

PRES. ARIELSON ARSEGO: Convido o Ver. Fabiano A. Piccoli para que retome os trabalhos da Sessão.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Arielson Arsego. Dando sequência então ao Grande Expediente convidamos o Partido Progressista – PP – para que faça uso da tribuna; abre mão. Convidamos o Partido Social Democrático – PSD – para que faça uso da tribuna. Com a palavra o Ver. Sedinei Catafesta.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Presidente, boa noite a Vossa Excelência, boa noite aos demais colegas parlamentares dessa Casa. Quero aqui registrar Ver. Tadeu parabenizar pelo seu Requerimento da vinda do Marco Aurélio aqui trazer então um pouco do seu conhecimento na parte dos hospitais do nosso Brasil, que muito vem a contribuir. Essa Casa é uma Casa que muito batalhou e batalha dia após dia na área da saúde e te parabenizar. Parabenizar por essa sua iniciativa. Cumprimentar aqui o nosso colega que hoje assume uma cadeira dessa Casa, Silvio seja bem-vindo; e também registrar aqui um agradecimento em nome da comunidade que todo o teu trabalho junto com o nosso colega Fernando, nosso Secretário que era de Obras e hoje é nosso Secretário de Desenvolvimento Rural, que você esteve ao lado dele neste período importante do desenvolvimento dessa cidade. E te agradecer que o teu trabalho foi profícuo e um trabalho louvável pela comunidade e eu, como parlamentar e na ocasião como Secretário do Esporte, estive acompanhante teu trabalho. Desejar a ti e a família que está aqui nessa noite um maravilhoso trabalho, como já anteriormente registrei conte conosco que a bancada do PSD está aqui à disposição para somarmos nas ações do nosso município. Seja bem-vindo. Registro aqui a presença do Jorge; Jorge Alberton foi por 7 vezes, 7 mandatos, Vereador de Garibaldi, foi também meu colega lá na empresa Menor Preço Mobiliários que muitos disseram que ela era uma empresa-fantasma. Então ali na frente nós vamos provar a realidade desta empresa e de todos os fatos como já relatei aqui nessa tribuna. Cumprimentar meu colega Amarante, seja bem-vindo, o Amarante também assumiu um desafio grande e vem tocando a cada dia os trabalhos junto à comunidade no que se refere às obras do nosso município junto com o Fernando e toda a sua equipe. Obrigado por esse tempo que estivemos juntos lá na Prefeitura de Farroupilha e que muito a gente somou e muito foi feito. Então te agradecer esse apoio, essa amizade que se construiu nesse longo do tempo. Presidente, trago aqui um Requerimento e, por favor, possa ser divulgado mais adiante a imagem. Esse final de semana passou-se ocorreu um acidente bem grave entre a santa de Caravaggio, muitos talvez já receberam este vídeo; porque o que é ruim circula rápido né, é vapt-vupt que as coisas acontecem, quando é coisa boa não se passa.  Então as coisas ruim; vocês devem ter recebido esse acidente. E o que me traz a essa tribuna é que por diversas vezes indo à Secretaria do Esporte, que hoje está localizado em frente ao Cinquentenário, aqui em frente da Santa tem a nossa escola estadual Carlos Fetter e esta escola está localizada em um ponto crítico, de muito movimento e que o que aconteceu neste final de semana aonde o jovem com seu carro decolou e andou mais de 150 metros até chegar ao mercado ali perto, De Cesaro. Se isso fosse durante o dia e no período de aula aonde as crianças fazem a sua educação física e também toda a parte do recreio nesta quadra, seria uma tragédia gigantesca onde Farroupilha mais uma vez estaria no cenário das televisões, etc. e tal, nos meios de comunicações passando esta matéria negativa. Então eu trago esse Requerimento para o DAER, Senhor Presidente, e na próxima semana estarei aqui apresentando então uma Moção de apoio, de apelo, para que o DAER e as outras Câmaras de Vereadores do Estado do Grande do Sul possam vir conosco para que o DAER seja de fato fechado né; e que seja então utilizada apenas a Secretaria de Desenvolvimento, a Secretaria que hoje de Infraestrutura, porque ter o DAER e a Infraestrutura o DAER hoje não faz é nada. Disseram para nós que estariam tapando os buracos, os buracos ainda continuam; descendo aí a Polícia Rodoviária Estadual o buraco está ali é vergonhoso bem no acesso que dá a nossa cidade. Então esse Requerimento é no km 119 da 453 em frente à escola; que possa ali ser desenvolvido ou colocado o sistema de ‘guard rail’ para que as crianças, os professores, os pais, os pedestres pudessem ter um pouco mais de segurança. Porque ‘guard rail’ entra para o caminho de Caravaggio e antes ali porque foi fechado o acesso à escola e sim aberto pelo Município ao lado então do cemitério. Então, Presidente, depois eu coloco em votação, trago a imagem aos vossas excelências para analisar que é sim uma realidade que pode futuramente acontecer, Deus faça que isso não ocorra, mas é algo que está ali caindo de maduro por um período gigante e a escola está em uma localidade perigosa, porque está com uma rodovia que passa muito e muitos veículos durante o dia. Vou relatar aqui brevemente, deste ano de 2019 foi um ano importante para o PSD, partido que cresce muito na cidade, um partido que já vem se preparando para as eleições/2020; onde já estamos trabalhando com mais de 20 pré-candidatos a Vereadores sendo que 11 são mulheres e a gente tem aí um apoio grande do nosso Deputado Federal, que é o único Deputado que representa o Rio Grande do Sul na bancada do PSD, que é o Deputado Danrlei e em 2019 mandou, destinou para o município de Farroupilha valores importantíssimos tanto para o esporte tanto para educação, para o lazer. E aonde três praças, Deivid, te agradecer o trabalho que você fez na Secretaria do Planejamento; não tenha dúvida que a tua marca ficou lá. Se a Secretaria se iniciou porque tu esteve lá, um engenheiro qualificadíssimo, de alto nível. Te falo de coração o trabalho que tu fez para todas as Secretarias, todos que vinham lá a tua procura, você estava sempre à disposição, sempre ajudando o próximo tá.  E ali você deixou prontos os três projetos: Bairro Industrial que não tem uma praça de lazer, agora vai ter. O Bairro Industrial terá praça de lazer. Deputado Danrlei. Uma praça com quadra de futebol de areia, vôlei de areia, com toda parte do parquinho para as crianças, pista de caminhada. Nova Sardenha também, o  projeto já está na Caixa Federal. Uma praça de lazer para o Bairro Imigrante também não tinha essa praça. Trouxemos também R$ 360.000,00 que é para a 8ª etapa da pista de caminhada para Caravaggio. Importantíssimo projeto que vem vindo, sendo desenvolvido pela Secretaria de Planejamento e que agora estamos chegando aí na conclusão da 6ª etapa, mais a 7ª, e agora tem já o recurso para a 8ª etapa. Um valor muito importante para que possamos chegar até Caravaggio. Uma via de ida e vinda com segurança para que as pessoa que ali utilizem nos finais de semana ou nos finais das tardes, tenham a segurança para ir até o santuário para a prática do esporte, para a religião e para até mesmo para um happy hour com os amigos e dar uma caminhada para continuar sua vida. Então, e também eu quero aqui registrar a Monica que é a nossa presidente do movimento mulher do PSD, é a nossa contribuinte junto agora a o nosso partido e agora faz parte aqui da Câmara de Vereadores, ela é a nossa assessora da Casa e nesse período que esteve junto a liderança do partido ela teve um encaminhamento de R$ 250.000,00 que é então para o fechamento da quadra do Presidente Dutra que ali teve um muro caiu com uma forte chuva no passado no ano de 2018 e que agora então há o recurso para essa situação e também para o fechamento e também a colocação ali de armários para que as crianças que por muitos anos, Ver. Leomar, ali a prática do esporte é terrível; quando chove molha dentro quando não chove tem o sol, é a bola que vai para fora. Isso é uma escola tem outras que precisam dessa atenção, mas essa aqui está já a solução foi buscada e estamos aí trabalhando também pela Secretaria de Planejamento a execução desse Projeto. Então, Presidente, eu registro aqui porque é importante quando a gente vai buscar o recurso e que ele realmente apareça no município e que de fato aconteça e os Projetos sejam então posto em execução e a comunidade possa usar de uma maneira, além da segurança, com um espaço adequado para a prática dos seus esportes e das suas atividades. E na semana que vem, estaremos aqui recebendo na Casa para explanar sobre o Projeto da ‘tampinha do bem’ que é um Projeto Sugestão para que o Executivo possa então oficializar em Farroupilha, como em outros municípios do Estado já tem, aonde do plástico possa sair uma renda significativa para que hoje a defesa dos animais de Farroupilha possa ter esse recurso para compra de rações, castração e entre outros afazeres que tem hoje no canil municipal e semana que vem estaremos debatendo esse Projeto. Por isso eu peço, Presidente, que o Requerimento nº 110 permaneça ainda em discussão até que a nossa professora da UCS venha na semana que vem para explanar sobre esse Projeto. Então muito obrigado e uma boa noite a todos.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Sedinei Catafesta. Dando sequência então convidamos o Partido Socialista Brasileiro – PSB – para que faça uso da tribuna. Não temos nenhum Vereador presente; opa perdão Vereador Sílvio. O Senhor não vai usar a tribuna? É o hábito de olhar para direita aqui. Convidamos o Partido Democrático Trabalhista – PDT; abre mão. Partido Republicano Brasileiro; abre mão. Partido da Rede Sustentabilidade; abre mão. Partido do Movimento Democrático Brasileiro; abre mão. O Partido Progressista; abre mão. Então colocamos em votação o Requerimento nº 118 de autoria do Vereador Fabiano A. Piccoli. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores. Em votação o Requerimento nº 121 também de autoria do Ver. Fabiano A. Piccoli. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; encaminhamento de votação Ver. Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Obrigado, Senhor Presidente. Cumprimento aos colegas Vereadores, à TV Serra, imprensa que nos acompanha, todos que se fazem aqui presentes, Secretários Municipais. Eu sou a favor do Requerimento nº 121/2019. Mas apenas por uma questão redacional acho que embora a Polícia Rodoviária saiba a quilometragem, mas acho que para sair direitinho aqui da Câmara além dos pontos que nós estamos colocando, sugiro que se coloca aí principalmente trevo da Tramontina, quilômetro 61 acho que é né; e também no limite de Bento até o viaduto torto também é o final aonde a 453 segue a rota do sol e a 122 segue para Caxias que a gente coloque também o número do quilômetro. Só para ficar apresentável a questão redacional esse Ofício que sairá da Câmara de Vereadores para a Polícia Rodoviária Estadual. Era só isso, Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador. Faremos essas inclusões, obrigado pela colaboração. Em votação então o Requerimento nº 121, os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Vereadores com a ausência do Vereador Odair Sobierai no Requerimento nº 118 e nº 121. Em votação o Requerimento nº 120 de autoria do Ver. Sedinei Catafesta. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores com a ausência do Vereador Odair Sobierai. Passamos então agora ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Um comunicado? Comunicado do Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Peço a anuência de todos os Vereadores para que eu possa sair agora no Pequeno Expediente porque amanhã estou saindo de férias depois da Sessão e preciso resolver algumas coisas até uma certa hora hoje. Pode ser?

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador. Está liberado.

VER. THIAGO BRUNET: Questão pessoal. Muito obrigado.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Passamos então ao espaço do Pequeno Expediente; a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Deivid Argenta.

VER. DEIVID ARGENTA: Obrigado, Senhor Presidente; colegas Vereadores, colega Ver. Eleonora. Na verdade eu tenho que só saudar a presença do Silvio Souza o qual foi meu colega no Executivo e juntos fizemos um excelente trabalho né Silvio. Saúdo também o Secretário Amarante, Secretário Fernando, que formaram um belo time na época e desenvolveram muito na questão de pavimentações; não tinha tempo ruim para o Silvio, de tarde, de manhã, de noite. Então Silvio é um prazer estar aqui contigo de novo. Só te dar as boas-vindas.  Minha fala em nome do PDT são essas: seja bem-vindo e conte conosco. Obrigado, Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Deivid Argenta. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. Nós íamos usar o Grande Expediente acabamos não usando nesta noite, mas provavelmente faremos se a liderança de bancada ou se os Vereadores da bancada MDB não precisarem talvez na semana que vem. Mas podemos fazer alguns comentários como, por exemplo, como nós cobramos para que o Executivo Municipal nos enviassem ou enviassem ao Observatório as respostas dos Ofícios solicitados aonde o Observatório falava sobre ECOFAR, falava sobre a concha acústica e falava sobre o Pedido de Informação do Procurador-Geral do Município. Nestes termos aqui, Senhor Presidente, já que o Prefeito em exercício é o Presidente desta Casa e ele ficou de fazer essa solicitação ao Executivo e nós não recebemos estas respostas gostaríamos que fosse então amanhã, se possível, enviado através dos assessores aqui da Casa que enviasse então ao Prefeito em exercício as solicitações e que mandasse de volta a essa Casa as respostas solicitadas pelo Observatório. E uma das questões diz respeito à ECOFAR. Na semana passada eu comentei que ia falar algumas coisas sobre a ECOFAR, ainda não tenho todos os dados, mas uma das coisas que eu quero fazer agora porque nós enxergamos na cidade alguns containers novos né e isso é bom porque não tinha mais nem como abrir o contâiner de tanto cheiro e no estado que eles se encontravam. Na verdade nunca é feito uma reposição, nunca é feito um concerto, nunca é feito uma limpeza e a ECOFAR recebe do município de Farroupilha e paga para empresa que faz o recolhimento do lixo ou que tem a terceirização dos serviços de limpeza publica que é no caso recolhimento de lixo, capina, varrição, destinação final e separação do lixo; ela recebe. Uma empresa que foi criada e volto a dizer aqui, todas às vezes vou falar isso, uma empresa que foi criada, ECOFAR, e acaba terceirizando o serviço para uma outra empresa. Esta empresa estava a seis meses trabalhando no município e feito um aditivo para mais 3 meses. E tinham empresas em Farroupilha que estavam tentando entrar na licitação e não saia a licitação; então qual é o motivo de não sair à licitação? Porque tem empresas daqui, próximas de Farroupilha, que querem assumir a ECOFAR. E na verdade nós estamos aí com empresas de bem longe daqui, empresas que ganham várias coisas em Farroupilha, e que nós estamos aqui encaminhando por enquanto e semana que vem provavelmente falaremos mais. ‘A bancada do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – MDB – após ouvida a Casa requer a Vossa Excelência que seja solicitado ao Executivo, Senhor Prefeito, para que nos informe a quantidade de containers destinados à coleta de resíduos adquiridos nos anos de 2017, 2018 e 2019. Bem como cópia das notas fiscais e valores pagos’. Então estamos fazendo este Pedido de Informação para que seja então votado pode ser agora, Senhor Presidente?

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Colocamos em votação do Pedido de Informação nº 8/2019 de autoria dos Vereadores da bancada do MDB. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores com a ausência do Vereador Thiago Brunet e Odair Sobierai. Com a palavra o Vereador Arielson Arsego no seu tempo remanescente.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, ainda continuando eu gostaria de falar e aqui nós temos o Secretário de Obras e aproveitando esta noite e dizer só mais um assunto: boca de lobo. É inacreditável que no inverno tenha o cheiro que tem nas bocas de lobo em Farroupilha. Se nós formos ver o desodorante que foi usado então pelo Secretário, então na época o Roque, não adiantou nada. Eu falava desodorante passado nas bocas de lobo. Porque usaram um produto, gastaram um dinheiro para ir fazer a limpeza das bocas de lobo e na verdade não adiantou absolutamente nada. Nós fizemos um trabalho na época em que adiantou, Vereador José Mário Bellaver, que é refazer a boca de lobo sinfonada; aonde tem cheiro que volta é culpa sim dos moradores que largam dentro do esgoto. Mas que nós sabemos que com a caixa sifonada aonde dá para fazer porque tem lugares que não dá porque não recolhe água suficiente, mas que daí tem que refazer algumas inclusive feitas bocas sifonadas porque estão rachadas e vaza água e quando vaza água não segura o cheiro. Então é este o problema e eu ouvi muito bem na imprensa em Farroupilha inclusive o Vice-Prefeito Pedro Pedrozo falando aos quatro ventos: “eu vou resolver o problema; nós estamos fazendo uma atrás da outra”. Então é isso que gostaria de colocar Senhor Presidente para não passar o tempo e não abusar aqui do relógio que eu estou controlando. Obrigado, Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Ver. Arielson Arsego. Antes de passar à palavra a resposta dos três ofícios já deve tá na Casa; só acho que não foi distribuída. Porque na semana passada eu estava com as três respostas e o Fábio Rasch ele pediu “só me empresta que eu vou mandar para não ter que ficar procurando”, que tinha duas respostas que já haviam sido mandadas para o Observatório. Então já deve estar na Casa as respostas dos três pedidos. E só para colaborar: a Secretaria de Meio Ambiente está fazendo um levantamento de todos os pontos que tenham os containers e o estado deles, então provavelmente muito em breve também teremos essa informação. A palavra continua à disposição de Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereador Eleonora; quero cumprimentar aqui o Secretário Amarante também o Secretário Silvestrin, seu Bassani, todo o pessoal que está aqui conosco, o Quirino. O Quirino também presente aqui conosco, muito obrigado pela presença. Senhor Presidente, eu tenho aqui, não imaginava que o Secretário Amarante estaria aqui hoje, mas é endereçado à Secretaria de Obras; aonde hoje verificando pessoalmente um problema que está acontecendo na Rua Seberi, esquina com Rua Antônio Grendene nº 794, em frente a esse número. E a preocupação dos moradores porque no meio da rua a rua está se rompendo o paralelepípedo e está sumindo; ela está formando ali um buraco e esse buraco deve ter a uma profundidade bem equivalente. O que deve ser que embaixo alguma coisa está levando a estrutura do calçamento e logo, logo, afetará quem sabe abrindo mais. E a preocupação é que nesta via passa um ônibus de linha; de linha obrigatória passar por aquele local e uma grande concentração de veículos circulando por ali também. Então vamos oficiar esse pedido através do Requerimento nº 119/2019, mas já antecipamos solicitando aqui ao Secretário Amarante para dar uma olhadinha porque a noite se torna ainda mais perigoso o que está acontecendo nessa via. Era isso, Senhor Presidente, obrigado.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Ver. Tadeu. O Senhor fará o uso do tempo após, depois da votação?

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Não. Não a necessidade.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Em votação o Requerimento nº 119 de autoria do Vereador Tadeu Salib dos Santos. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores com a ausência do Vereador Thiago Brunet e Ver. Odair Sobierai. A palavra continua à disposição de Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente e demais Vereadores, quero primeiro fazer um breve relato sobre a audiência pública que nós tivemos na última quarta-feira. Embora a gente vai ter condições de falar detalhadamente sobre os Projetos que foram apresentados na audiência pública amanhã quando eles provavelmente vão entrar em discussão então até porque eles estavam aguardando a realização da audiência pública. Acredito que a gente possa, aqui no Legislativo, contribuir com algumas sugestões, algumas que a gente já levantou inclusive na noite da última quarta-feira. Mas eu gostaria de solicitar também, e pode ser por meio digital, que seja disponibilizado para a Câmara de Vereadores, para as bancadas as duas apresentações que foram feitas pelos Secretários Municipais. A gente teve o Secretário, quer dizer Secretário Municipal não; teve o arquiteto Pablo que apresentou pela Secretaria do Planejamento e o Secretário de Finanças então que faz uma apresentação. Até porque tem alguns dados aí que da nossa posição a gente não conseguia acompanhar direito naquela noite então que seja disponibilizado para esta Casa e como eu disse não precisa nem ser impresso pode ser só os arquivos para as bancadas. Também gostaria de solicitar, Senhor Presidente, como líder de governo também, os dois últimos cálculos atuariais que foram feitos pelo Município com relação ao Fundo de Previdência do Município. A gente sabe que os cálculos são feitos aí em torno de março ou abril se eu não me engano o prazo regulamentar; tanto o que foi feito em 2018 com dados de 2017 e o que foi feito em 2019 com dados de 2018. Eu tive oportunidade de solicitar em outras vezes para o Secretário Vandré, mas acho que acabou não sendo oficial; então se puder ser assim senão para não terá a necessidade de fazermos um Pedido de Informação visto que talvez seja até obrigatório o envio para esta Casa dessas peças dos cálculos atuariais. Se tiver necessidade de fazer formalmente é só nos orientar que nós faremos na próxima semana, mas talvez não tenha essa necessidade. Com relação ao Pedido de Informação apresentado pelo Vereador Arielson, acho que é importante nós retomarmos esse assunto da ECOFAR. Acho que e aí um dos valores que vai apresentar e essa apresentação que foi feita na última quarta-feira, o município está arrecadando muito mais recursos com a taxa de coleta de lixo. É bom lembrar que hoje está sendo cobrado taxa de coleta de lixo de todos os terrenos baldios aqui do município, algo que não era cobrado antes, mas a gente não percebe esse aumento de arrecadação com melhoria dos serviços prestados para o contribuinte. Nós não percebemos o aumento da área de containers, nós não percebemos e tivemos denúncias apresentadas aqui na Câmara de que a coleta não estava, quem sabe, sendo feita da melhor maneira. Então além de estar arrecadando mais não se percebe melhoria nesses serviços então acho que é importante que a Câmara de Vereadores continue envolvida nesse assunto. E para encerrar, Senhor Presidente, e quero cumprimentar aqui os Secretários Municipais eu já fiz isso antes, mas reforço. Recebi também durante essa semana, a gente não fez Requerimento por entender que não era necessário nesse momento, mas com relação à Praça da Matriz a gente tem recebido algumas reclamações também com relação à iluminação. Sei que este assunto já foi tratado nesta Casa me parece que já foi atendido o Secretária Amarante, em outras oportunidades e a gente sabe que isso é sempre algo que tem que estar sempre trabalhando, mas me parece que tem zonas escuras eu tive a oportunidade de presenciar isso na Praça da Matriz e isso tem muitas vezes ocasionado, quem sabe, a presença de pessoas que não deveriam estar ou causando insegurança para quem transita pela Praça da Matriz. É um dos pontos turísticos da nossa cidade, foi remodelado na gestão do Prefeito Baretta, eu acho que deve ter esse constante cuidado pra que a gente tenha ela de maneira apresentável. Na semana passada nós citamos com relação aos brinquedos que são utilizados pelas crianças na praça e agora então vem a questão da iluminação. Sei que daqui a pouco com alguns corretivos a gente pode manter ela da melhor maneira tanto para os farroupilhenses como também para os turistas, para os visitantes que vêm até o nosso município. Era isso muito obrigado, Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado,Vereador Jonas Tomazini. A palavra esta à disposição de Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente, colegas Vereadores, quero saudar a colega Vereadora Eleonora, saudar o Leandro da TV Serra, uma saudação aos Secretários Municipais Fernando e Amarante, também funcionários municipais; quero saudar meu vizinho Maurício, bem-vindo à Casa. Quero me referir a alguma situação Vereador Catafesta a respeito do DAER. Eu acredito que são uns três meses que há uns buracos próximos à comunidade da Vicentina. É uma vergonha o que o DAER andou fazendo nesses dias; botou meia dúzia de pazada para fazer os tapa-buracos lá onde que havia necessidade de fazer um conserto. Aonde que já deu acidente, deu morte, e infelizmente o DAER continua na mesma forma. O DAER, tendo o DAER e não tendo o DAER, eu acho que não tendo a comunidade se reunia e fazia melhor os tapa-buraco; vamos ser bem sinceros né.  Infelizmente o DAER é um peso morto que está, só para receber salário. Também aproveito Senhor Presidente já que temos o Secretário Silvestrin por várias vezes já a comunidade nos cobra de um patrolamento da estrada do Farrapos até São Marcos, a estrada velha, que até certa altura a família Bartelli está sendo feito; mas dali até a comunidade de São Marcos realmente ela está em precárias condições, e há tempo Secretário que não está sendo feito este trecho. E outro trecho que a comunidade está cobrando também é do campo do Flamengo que vai sentido a Linha 30 passando pelos Demomi e Pasa, a estrada naquela região também está desde a safra da uva, antes da safra da uva também, que teria que ter feito essas melhorias e agora o pessoal ainda nos cobra essas melhorias também. Também, Secretário, por várias vezes o Senhor até veio e o Senhor está sabendo do problema da tubulação ao lado lá da comunidade de São Marcos aonde que nós temos assim, a comunidade nos cobra né. Aí até foi depositado tubos e infelizmente não sei o quê que houve foi retirado então se pudesse dar uma atenção nessa nesse trecho seria bastante importante, aproveitando o momento que o Senhor está aqui mais uma vez, fazendo essa cobrança. E também quero ressaltar, na última semana quando teve aonde que havia um rolo compactador fazendo a compactação da estrada de Caravaggio a São Marcos aonde que teve um cano danificado, estourado, próximo a 458, conhecido na colchoaria antiga que nós temos em São Marcos; aonde que estourou um cano e mantendo o contato com o Secretário Amarante solicitamos uma máquina e de fato a hora que o Senhor prometeu, a máquina estava no local para fazer a manutenção. Então a comunidade agradece pelo trabalho realizado naquele momento, importante que a comunidade estava sem água devido a esse cano que tinha estourado. Então nós estamos sempre à disposição da comunidade e tentando cobrar dos colegas, dos Secretários, que possam sim fazer as manutenções e devido a essas melhorias que nós precisamos para que a comunidade tenha assim um melhor atendimento no nosso interior. Então era isso, Senhor Presidente, muito obrigado.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador José Mário Bellaver. Com a palavra o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, colegas Vereadores. Quero saudar o Leandro da TV Serra, o Secretário Amarante, o Fernando, fugiu o nome o Presidente do PR, o Balsani, desculpe Balsani; e também quero fazer uma saudação ao Silvio, bem-vindo né, a sua esposa uma saudação também. Quero também falar sobre uma reivindicação antiga que acontecia e era muito constante, de muitos anos né, e ainda existe a demanda né, Secretário Amarante, que é da Avenida Veneza entroncamento da Rua Francisco Balbinot com a Rua Deodoro Wessiteimer. Também quero agradecer embora seja o vosso trabalho né, trabalho da administração, mas pelo atendimento e por ter colocado naquele local uma raspa de brita para amenizar um pouco a situação que é muito precária naquele local tendo em vista ser um local muito íngreme e a água com muita frequência vinha lavando e levando embora os trabalhos que eram feitos naquela região. Porém ainda falta alguma coisa que o Senhor também tem conhecimento que é o passeio público e também a iluminação; para quem não tem o conhecimento é naquela região entre a Colombo e as empresas ali, que é a divisa do bairro São Roque com o bairro Medianeira. Sabemos que é uma constante reivindicação de todos os Presidentes de bairro, eu recordo eu me envolvi no movimento comunitário em 2000 e tinha Presidentes antes a mim que também cobravam e reivindicavam alguma ação um pouco mais diferente porque era feito o patrolamento e logo a chuva levava. Então agradeço a sua atenção em si e para ressaltar eu como Presidente de bairro fiz esta reivindicação para todos os Secretários de Obras que passaram pela Administração Municipal; então foram muitos, e muitas reivindicações e sempre em cima da mesma tecla. “Fomos atendidos”, mas foi um bom trabalho. Seguindo na mesma linha e quero fazer uma colocação que no último domingo aconteceu as eleições nas associações de moradores do nosso município; aonde que teve uma única comunidade que teve uma disputa. Isso eu vejo como Ex-Presidente, por 8 anos, da União das Associações de Bairros como uma preocupação. Uma preocupação porque as comunidades elas estão perdendo a sua essência que é uma essência de buscar suas demandas, de construir uma comunidade melhor e infelizmente as pessoas estão deixando de fazer esse trabalho voluntário por muitos motivos. Infelizmente eu falo com tristeza isso porque a gente sabe que teve muitos bairros que não tiveram inscrições de chapas e isso não é bom.  É um cidadão lá, um líder comunitário, que está deixando de contribuir para sua comunidade, mas também contribuir com a Administração Municipal. Porque o Presidente de bairro é ele o primeiro que recebe a sua demanda, sua reivindicação e leva para a Administração, para a Sec. de Obras ou para a Sec. da Saúde ou para qualquer outro órgão competente a demanda daquele morador. E eu vejo com tristeza isso e acho que é um fato muito grave. E infelizmente eu vejo que esse enfraquecimento tem um pouco de culpa da Administração Municipal por ter meio que deixado de lado as associações e acho que isso tem que ser retomado, e acredito eu que é um elo muito grande; que é ali que tá o problema é ali que está a primeira demanda. Então eu acho que é fundamental que isso se retome e tenho certeza que isso vai acontecer ali em 2020/2021. Então seria isso, Sr. Presidente, obrigado.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Jorge Cenci. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Ver. Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Só parabenizando o Vereador Sílvio que antes eu não tive oportunidade de cumprimentá-lo. Mas eu gostaria muito de complementar as palavras do Vereador Jorge Cenci. Eu fiquei ouvindo enquanto ele estava comentando o que estava acontecendo nas associações e eu vinha pensando exatamente naquilo que ele concluiu no final da sua fala. Acho que como tudo na vida a gente vai perdendo muito da nossa vontade. Quando as coisas não acontecem uma vez, não acontecem duas, não acontecem três, a gente vai perdendo muito da nossa vontade; a gente vai perdendo muito daquela garra que a gente tem de lutar, de fazer alguma coisa, Ver. Cenci. E eu acho que isso acabou refletindo nas associações de bairro porque vão atrás, fazem os seus pedidos, vão atrás e não acontece, e não acontece. Perdem muito daquela vontade. Então há o pensamento coletivo de, “mas porque é que eu vou me estressar, porque é que eu vou atrás se nada acontece”. Então eu só queria realmente complementar a fala do Vereador Cenci e dizer que enquanto ele falava, realmente eu vinha pensando nisso. E acho que é um fato grave, muito grave. Porque quando a pessoa perde a sua essência quando ela perde a essência daquilo o que ela quer e que ela faz, ela deixa também a sua dignidade de lado; isso não pode acontecer. Então eu concordo que a gente tem que buscar isso que foi deixado de lado. Era isso boa noite.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereadora Eleonora. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Se nenhum Vereador quiser mais fazer uso da palavra. Com a palavra o Vereador Leomar Guth.

VER. LEOMAR GUTH: Obrigado, Senhor Presidente. Eu acho que só para reforçar até que ouvindo o colega Vereador Jorge Cenci, a Doutora Eleonora, é preocupante né porque assim o Presidente de bairro não existe pessoa que conheça mais a comunidade do que ele. Eu sempre tive aquela ideia assim algumas pessoas não concordam comigo, talvez alguns colegas não vão concordar também, mas se nós tivesse um Presidente em cada bairro ouvindo as demandas do bairro eu não sei se dá para a gente, não concordo muito com a colega Ver. Eleonora, não se faz nada. Eu acho que teria que ouvir as pessoas antes. Vocês falaram “ah eu acho que está acontecendo isso, eu acho que tá acontecendo aquilo”, mas vocês não falaram “ah eles estão falando que não acontece nada”. Vocês estão deduzindo que não aconteça nada, que eles estão parando devido a isso, mas enfim. Na minha opinião, se nós tivéssemos em cada bairro um representante, que o representante é a pessoa que mais conhece o bairro lá na periferia, seja no centro, seja no bairro, seja onde for independente do Bairro; até menos Vereador a gente poderia ter entendeu. Porque se cada. A gente pensa assim em uma cidade, não é, eu estou defendendo, não é, como eu poderia explicar isso; não é tirar o nosso de lado, mas enfim assim nós temos uma cidade com 75 mil habitantes né nós temos 15 Vereadores. Eu comparando com outras cidades acho bastante Vereadores entendeu. Se nós fossemos ter um representante de cada bairro nós poderíamos até ter menos Vereadores, gerar menos custo para o munícipio, mas enfim é triste saber, Ver. Eleonora, que eles não estão; não sei se o porquê disso. A gente precisaria saber o porquê que não está tendo mais Presidentes de bairro. Porque imagina se nós tivesse em cada bairro um Presidente quanta coisa a gente poderia estar trazendo para cada Vereador né. Sim.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Um aparte Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Ver. Leomar Guth, eu ouço no meu consultório muitas vezes não é só doença, muitas vezes as pessoas vão para desabafar. E eu ouço o que você puder imaginar e mais um pouco. E as pessoas comentam as coisas. O que eu estou dizendo aqui que não faz uma vez, não faz outra, eu não tirei da minha cabeça. São as pessoas que comentam. Nada do que eu falei aqui eu tirei da minha cabeça. As pessoas vão e comentam. Então assim eu acho que antes de nós procurarmos saber vocês têm que procurar saber o que está acontecendo. São vocês que tem que tentar saber.  São vocês que tem que ir atrás. São vocês que tem que saber por que isso está acontecendo. E não nós.

VER. LEOMAR GUTH: Eu entendo a sua colocação, mas antes.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Tem mais dois minutos Vereador.

VER. LEOMAR GUTH: Ok obrigado. Eu entendi que tu tinha deduzido que as pessoas tinham acontecido isso entendeu? O meu trabalho, estou todo o dia na rua, todo dia eu levo alguma demanda para alguma Secretaria; todo dia, todo dia. Então essa questão ‘vocês’. Se nós podemos fazer um comparativo quantos Vereadores vão para a rua ouvir as demandas? Não é só a situação que tem que fazer isso. Claro eu sempre digo criticar é muito mais fácil. Eu admiro o trabalho do Ver. Jorge Cenci; eu já encontrei ele várias vezes na Prefeitura, no CEAC.  Tem muita coisa que a gente não precisa estar aqui. Aqui as pessoas que estão em casa não precisa estar ouvindo “ah isso, aquilo”. Tem o contato direto com o Secretário; acho que tem que existir isso entendeu. Tem que existir o contrato direto com o Secretário. Muito Requerimento. Eu outro dia questionei o Vereador Jonas, o Ver. Jonas me explicou o por quê. Eu entendi a colocação dele né. Como eu sou novo eu tenho que entender como é que funciona também antes de sair falando coisa né. Então muita coisa que eu dou os parabéns para o Ver. Jorge, eu encontro ele na Prefeitura, no CEAC, levando até os Secretários; coisa que as pessoas que estão assistindo que estão em casa não precisam estar ouvindo umas coisas assim. Então acho que tem tanta coisa que dá para a gente resolver mais fácil né. Mas essa questão dos Presidentes de bairro seria muito importante que cada bairro tivesse um Presidente. Acho que a gente poderia resolver muita cosia mais rápido né que eles conhecem cada bairro melhor do que muitos de nós. Obrigado, Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Leomar Guth. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Então reforçamos as boas vindas ao Ver. Silvio Souza, seja bem-vindo, bom trabalho neste período que estará conosco. Então se nenhum Vereador quiser mais fazer o uso da palavra, em nome de DEUS, declaro encerrados os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Uma boa noite a todos Até amanhã.

 

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador Presidente

 

 

 

 

 

Fabiano A. Piccoli

Vereador 2º Vice-Presidente

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa e Apoio Administrativo.