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26/01/2021 15:35:19 - Farroupilha / RS
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Ata 3932 – 20/05/2019

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Sandro Trevisan

 

Às 18 horas, o Senhor Presidente Vereador Sandro Trevisan assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Vereadores: Alberto Maioli, Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Peters Broilo, Fabiano A. Piccoli, Jonas Tomazini, Jorge Cenci, José Mário Bellaver, Josué Paese Filho, Odair José Sobierai, Raul Herpich, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Pintos Brunet e Tiago Diord Ilha.

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Invocando o nome de DEUS declaro abertos os trabalhos da presente Sessão. Solicito ao Vereador Raul Herpich, 1º Secretário, para que proceda a leitura do Expediente da Secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SEC. RAUL HERPICH: Ok Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Senhora Vereadora e um cumprimento especial a ‘Turma do Filó’, muito obrigado pela presença de vocês. Hoje a comemoração, uma data muito importante que é os 144 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. Convite: IX Sarau Artístico e Literário do Colégio Estadual Farroupilha. O Colégio Estadual Farroupilha tem o prazer de convidá-lo para ‘Sarau Artístico e Literário do Colégio Estadual Farroupilha’ a realizar-se no dia 30/05/2019, nas dependências da Câmara de Vereadores de Farroupilha, às 19h, com tema ‘Flores de Maio’. Desde já agradecemos a sua presença. Atenciosamente Elezita Ferrari. Ofício nº 92/2019 – SEGDH. Exmo. Senhor Sandro Trevisan, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Farroupilha. Assunto: Pedido de Informação nº 12/2018. Senhor Presidente em atenção ao oficio nº 097/2019, que trata do Pedido de Informação nº 12/2018, de iniciativa dos Vereadores da Bancada do MDB, e de conformidade com as informações fornecidas pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura encaminhamos a documentação solicitada. Atenciosamente Claiton Gonçalves, Prefeito Municipal. Ofício nº 94/2019 – SEGDH. Exmo. Senhor Sandro Trevisan, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Farroupilha. Assunto: Projeto de Lei. Senhor Presidente, honra-nos cumprimentar Vossa Excelência, oportunidade em que encaminhamos para análise dessa egrégia Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei nº 30 de 20/05/2019, que outorga o direito de construir, através de Índices de Aproveitamento – IA, e dá outras providências. Atenciosamente Claiton Gonçalves, Prefeito Municipal. Convite: Fundação Nova Vicenza de Assistência. Prezado Senhor, os Presidentes dos Conselhos Diretor e Deliberativo da Fundação Nova Vicenza de Assistência, Sr. Marcelo Sordi e Sr. Gilmar Signori, convidam para reunião ordinária a ser realizada no dia 27/05/2019, às 19h, na sala de reuniões da Câmara de Indústria, Comercio e Serviços de Farroupilha – CICS, localizada à Rua da Republica, 425, 6º andar, sala 604 – Centro, para a seguinte pauta: apresentação do relatório de atividades exercício 2018. Farroupilha, 09/05/2019. Gilmar Signori, Presidente do Conselho Deliberativo, e Marcelo Sordi, Presidente do Conselho Diretor, que assinam o presente Requerimento. Era isso Senhor Presidente o Expediente do dia de hoje.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Convidamos para fazer parte da mesa o Presidente do Círculo Cultural Italiano, Ricardo Ló, e para explanar sobre os 144 anos da imigração italiana convidamos a Vice-Presidente Ortenila Trentin; e também o Senhor Leandro Adamatti, Presidente da Associação Nei Tempi del Filó. Nesse momento então passamos a palavra a Vice-Presidente Ortenila Trentin que poderá utilizar, se quiser, a tribuna ou fique bem à vontade.

SRA. ORTENILA TRENTIN: Boa noite a todos, ao Presidente dessa Casa, os Vereadores, as autoridades aqui presentes, ao público que está nos prestigiando, a turma do ‘filó’, os ‘Nani’ da Linha Jacinto. Como hoje é um dia muito importante para nós, que acredito que a maioria aqui é descendente de imigrantes italianos, a gente não podia deixar de fazer uma homenagem àqueles desbravadores, os nossos heróis. Normalmente a gente fala assim a partir de 1875 da chegada deles; eu vou me ater assim, eu vou explanar as causas da imigração italiana. Porque não foi só de uma pessoa ou de outra que eu já escutei assim está, mas eu tenho até vergonha de dizer que meus antepassados eram italianos porque uns diziam que eram fugitivos, que eram bandidos; sabe, infelizmente ainda hoje a gente escuta isso, claro que são pessoas que de repente não tiveram acesso à história. Então eu vou explanar assim bem rapidamente as causas da imigração. Deus criou a pessoa humana para ser livre, gozar de felicidade; depois da vida e da saúde o que o homem mais quer é a liberdade e ser feliz. Porém essas aspirações não se realizam quando faltam determinadas condições econômicas como um pedaço de terra, casa própria, alimentação, vestuário e paz. Na Itália de 1800 a 1870 não havia paz. Em 1796 aconteceu a invasão napoleônica, de Napoleão Bonaparte, que durou até 1815; depois veio a dominação austríaca por isso que hoje têm muitos nossos italianos que são austríacos, porque a Áustria tinha tomado uma parte da Itália. Depois então vieram as lutas pela unificação total da Itália que aconteceu em 1870, aí vamos relembrar o seguinte: o quanto Giuseppe e Anita Garibaldi trabalharam nesse sentido, tanto é que ela morreu lá na Itália também. Então assim a imensa massa dos agricultores que não possuíam um palmo de terra, nem casa própria, o desemprego se alastrava; vigorava o feudalismo que quer dizer o seguinte: era só propriedade rural do dono do feudo, então os agricultores eles não tinham terra; uns pouco soberanos eram donos de todas as terras. Não se divisava nenhuma luz no fundo do túnel, seria sempre pagar aluguel das sugadas terras e das pobres casas. O país encontrava-se na miséria era tudo por fazer, estradas, pontes, hospitais, indústrias, e o governo não dispunha de recursos para realizar essas necessárias e inadiáveis benfeitorias, pois os donos das terras não pagavam impostos, quem contribuía eram os pobres agricultores. Vejam o absurdo disso. Miséria. Moravam todos: avós, pais, filhos, noras e netos amontoados dentro de uma pobre pequena casa de alvenaria; de propriedade do dono das terras a quem sempre pagavam aluguel. Na parte térrea funcionava a estrebaria, lá também se guardava as colheitas e o pasto. A família se alojava na parte superior com uns poucos e apertados quarto e cozinha; durante os meses do rigoroso inverno, por causa do frio e da neve, não se conseguia trabalhar os campos, a família toda passava o tempo e os dias no estábulo transformado em estufa natural pelo calor e hálito do gado. Até quando os nossos primeiros chegaram também usavam esse método, eles dormiram na parte de cima e embaixo os animais que lhes ajudavam a aquecer. Além dessa situação havia as epidemias: malária, pelagra e cólera; e muitos morriam por não poder pagar um médico. A numerosa massa popular era impedida de votar porque o título eleitor deveria ser comprado por alto preço e contando que a maioria era analfabeta, a quase totalidade do povo era analfabeta. Então eles pensavam “queremos emigrar”. Diante de toda essa horrenda situação e sem previsão de mudanças favoráveis, os enfim dos miseráveis compuseram os seguintes versos: “l’Italia è ammalata e spedita dai dottore. Per guarire l’Italia bisogna tagliar la testa ai signori” (a Itália esta doente e desenganada pelos médicos, para curar a Itália é preciso cortar a cabeça dos ricaços). Em face dessas horrendas dificuldades reacendeu-se reviver o gene, o espírito e o ideal dos ‘velhos vênetos’; foram assaltados pela coragem, pelo pioneirismo pelo caráter desbravador, pela disposição de vencer sempre, pela bravura e pelo trabalho. Como seus ancestrais, decidiram emigrar enfrentar o desconhecido e vencer pela luta. O governo italiano pouco fez para solucionar a sorte de seus súditos e impedir a emigração, pelo contrário, nesse êxodo via uma válvula de escape de uma explosão social de consequências imprevisíveis. Quem se opunha a saída dos miseráveis agricultores eram os abastados latifundiários (i Siori) que completavam suas vastas propriedades incultivadas e a produção diminuta. Enquanto todas essas desagradabilíssimas dificuldades torturavam os miseráveis da Itália aparece no norte inúmeros representantes dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil; eram embaixadores desses países pagos para aliciar os agricultores e operários. Esses emissários eram verdadeiros corretores que recebiam porcentagem sobre cada indivíduo, além das gratificações pagas pela companhia de navegação. Prometiam viagem grátis, 50 hectares de terra, alimentação por 6 meses, sementes, ferramentas de trabalho, isenção de impostos; os representantes da igreja, os bispos, os sacerdotes, os verdadeiros amigos do povo recomendavam calma, moderação e prudência. Não foi um gesto de fuga nem ato de covardia, pois somente os corajosos, cuja maioria eram vênetos, se decidiram pela imigração. A imigração italiana no Rio Grande do Sul, fatores determinantes. A empresa imigratória no Brasil está associada a esse processo de transformações. De um lado a mudança da política de terra – porque até 1850 as terras não eram vendidas, eram dadas, como a gente sabe, para quem lutava na guerra; não tinha propriedade de terra – que tentará democratizar a propriedade e do outro a necessidade de mão-de-obra livre e branca para substituir a mão de obra negra e escrava que até então sustentava a produção do país. O Piemonte, a Lombardia e depois os Vênetos foram os grandes responsáveis pela emigração em um primeiro momento. No Rio Grande do Sul, em 1875 tem início a última etapa do povoamento com a chegada das primeiras levas de imigrantes italianos; esses vão se localizar nas terras devolutas do império situadas na encosta superior do Planalto. Na nossa região, na 1ª Légua, situada ao norte da Picada Feliz, lugar que os imigrantes chamaram de ‘Barracone’ (Barracão), nome dado ao abrigo que o governo fizera construir nessa localidade a fim de alojar os imigrantes recém-chegados e, em seguida, Nova Milano. Foi então em 20 de Maio de 1875 que três famílias oriundas de Omate, Monza, chegaram à Nova Milano: Stefano Crippa, Luigi Sperafico e Tomazzo Radaelli. Então eu quero aqui render a minha homenagem aos nossos antepassados porque eles realmente foram de coragem e que nunca a gente tenha que escutar a palavra de que eles não eram; claro eles eram analfabetos, mas porque não tiveram condições, mas eles tinham profissões, eles eram carpinteiro, eles sabiam fazer assim as profissões. Só que como diz um escritor ‘tanto a Itália como o Brasil foram um madrasta para os italianos’; porque eles só prometeram e muito pouco cumpriram. Então eu agradeço e passo a palavra agora para o Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado a Vice-Presidente Ortenila Trentin pela sua explanação representando o Círculo Cultural Italiano. Nesse momento eu passo a palavra então ao Presidente da Associação Nei Tempi del Filó, o Senhor Leandro Adamatti, para que faça a sua explanação.

  1. LEANDRO ADAMATTI: “Un saluto al Presidente consiglieri Sandro Trevisan, voglio saludar anche tutti nostri consiglieri e de una forma speciale la nuostra consegliera Eleonora Broilo. E anche un saluto al casal Copelli, Expedito e la Natália, e tutto el grupo cultural Nei tempi del filó che è qua. Un saluto al Ricardo Ló, Presidente del Circulo Culturale Ítalo-Brasiliano qua di Farroupilha e anche la Ortenila, Vice-Presidente, e tutti che fa parte de nostro círculo qua di Farroupilha” (Boa noite Presidente Vereador Sandro Trevisan, cumprimentar todos os Vereadores e de maneira carinhosa nossa Vereadora Eleonora Broilo. Também saudar o casal Copelli e o Grupo Nei tempi del filó que aqui se encontra. Cumprimentar o Ricardo Ló, Presidente do Círculo Cultural Ítalo-Brasileiro de Farroupilha, também a Ortenila, Vice-Presidente, e todos que fazem parte do nosso Círculo aqui de Farroupilha). “Encoi l´un giorno próprio a punto” (Hoje é um dia muito especial). E eu quero como primeira palavra colocar aqui a lembrança desse momento e a criação desta ocasião. Primeiro agradecer a sensibilidade da Câmara de Vereadores, na pessoa do Vereador Presidente Sandro Trevisan, mas também agradecer muito, mais uma né, a brilhante ideia do Ricardo Ló para fazermos algo no dia da etnia italiana. Ricardo se tu não tivesse tido essa ideia o dia 20 de maio seria só mais um dia 20 e nós passaríamos sem lembrarmos os 144 anos da imigração italiana no Estado do Rio Grande do Sul. Eu quero falar um pouco, depois da contextualização que a Ortenila colocou, da Itália daquela época, e os descendentes imigrantes italianos que vieram para cá eles vieram com um sonho muito grande, que aqui encontrariam “il salame picasu, ma è gamia catai il salame picasu e anche a la cucanha”(teria salame a vontade, mas não encontrariam nem salame nem nada), pelo contrário eles encontraram aqui muitas dificuldades. As dificuldades que os descendentes de imigrantes italianos que chegaram a Serra Gaúcha encontraram foram muito grandes, era mato isso aqui mão tinha nada. O saudoso Padre Fabio Piazza, que semana passado nos deixou, ele dizia que os descendentes de imigrantes italianos se alimentaram,  o primeiro alimento foi o pinhão, foi o pinhão. Eles construíram as primeiras casas, as conhecidas choupanas, cobertas com palhas com pastos para se proteger. Não foi fácil o início, foi muito difícil; então aquele Projeto vendido lá na Itália não se materializou na chegada aqui na América. Mas eles tiveram junto com as dificuldades veio algo que talvez supera tudo, a fé. Valores de fé, de família foram trazidos na bagagem da Itália, cruzaram o Oceano Atlântico da Itália até o Brasil. Eles logo se organizaram em comunidades e como surgiram as comunidades também? O centro de uma comunidade sempre era a igreja. A igreja e o salão comunitário onde eles se reuniam aos finais de semana para fazerem festa, para se encontrarem; porque durante a semana “il laureva tanto chó de sol a sol e quando e comecieva ancora escuro el finia quando lera escuro” (se trabalhava de sol a sol e quando se começava ainda estava escuro e terminava só de noite). Se organizaram em comunidade colocando em prática o verdadeiro sentido de comunidade, comum unidade, todos participavam. E bonito ver que nesta organização das comunidades a igreja sempre foi o ponto referencial. O sino na comunidade foi o primeiro meio de comunicação, ainda algumas comunidades no interior né pessoal da Linha República, grupo Nani que também está com a gente; ainda hoje algumas comunidades do interior comunicam quando falece alguém ou quando tem dias festivos por meio do sino; no Blauth, está aí.  Eu levo muito lá da minha região de Caxias do Sul, quando toca o sino na capela três vezes e para é sinal que alguém partiu. Então uma forma de comunicação. Vamos andando um pouco mais, Farroupilha berço da imigração italiana no Estado do Rio Grande do Sul. Isso ninguém tira de nós, isso é nosso, isso a história nos deu. Nós somos a referência. Nós não estamos dizendo que os outros não são importantes, é diferente, mas isso é nosso. Só que talvez nós não valorizamos como deveríamos valorizar e outros gostariam de estar no nosso lugar. Nós temos a história nas nossas mãos e eu quero citar aqui para os Vereadores e para quem está presente também, vou citar um exemplo e se eu mentir vocês se acusem; no sábado passado o Nei tempi del filó esteve na festa da Colônia em Gramado, região Germânica Ver. Raul Herpich, e foi algo fenomenal; nós desfilamos pela Rua Borges de Medeiros no desfile que acontece lá, os carretos, a grande maioria, são puxados por bois, juntas e bois. E Gramado estava, para variar, mais uma vez lotada, Ver. Tiago Ilha, de turistas e impressionante como a cultura italiana convida, a cultura italiana é simpática a esses turistas. Era foto, ‘self’,  foi vídeo para tudo que era canto, a gente não faz ideia onde a gente vai hoje com as redes sociais. Então a nossa forma de ser original, simples, cativa Ver. Aldir Toffanin muito as pessoas e por isso que nós precisamos bater no peito, nós precisamos bater no peito, e fazer a ‘mea culpa’ porque talvez nós não estamos fazendo jus ao título que nós temos, de berço da imigração italiana no Estado do Rio Grande do Sul. Nós precisamos ter ações, hoje 144 anos o ano que vem 145 anos; hoje nós passamos desta forma, mas o ano que vem é inconcebível nós não termos um evento que marque os 145 anos da imigração italiana. Nós temos o dever de fazer, nós município de Farroupilha. Eu queria colocar também de que houve uma época e os Senhores recordam disso de que falar “parlar il talian”, que é um dialeto né, não podia né cortava a língua, “taiar la língua”, não podia. E quero dizer assim hoje, mais do que nunca, nós temos que ter orgulho de falar o ‘talian’. Claro tem os seus regionalismos, cada região tem uma linha enfim, mas vamos falar o ‘talian’ língua que a gente aprendeu. Porque se nós não fizermos isso, os nossos filhos, essa onda nem chegará até os nossos filhos; então nós precisamos fazer isso. Grupo Nei tempi del filó: na condição de Presidente eu tenho uma responsabilidade grande e a tens também Ricardo a partir de agora. Nós temos que propagar cada vez mais a nossa cultura italiana e eu sempre faço questão de dizer isso Senhores Vereadores, a cultura italiana não é mais importante, mas ela acolheu, foi a cultura mãe que acolheu todas as outras etnias que hoje fazem a nossa Farroupilha. Não somos mais só uma cidade de italiano somos uma cidade de italianos e alemães, de tantas outras etnias que hoje fazem o nosso município; então nós temos uma responsabilidade bastante grande. E nós queremos termos o grupo do filó e também do Círculo tenho certeza, acredito que posso falar pelo Círculo, nós nos colocamos ,Vereador Presidente e demais Vereadores, a inteira disposição desta Casa Legislativa e levem também ao Executivo Municipal  esse desejo de que nós não queremos fazer nada mais, apenas queremos contribuir. Queremos estar juntos Ver. Fabiano Piccoli, líder do governo, estar junto com o município também representando o nosso município. Porque lá em Gramado nós tínhamos uma faixa que dizia assim: grupo cultural Nei tempi del filó, embaixo estava escrito Farroupilha; vai o nome do município de Farroupilha, então nós queremos divulgar Farroupilha e nós vamos agora depois de Gramado tem Arroio do Sal tem outras regiões que também nós estaremos levando a nossa cultura. E o Círculo também com esse trabalho da língua Italiana são frentes que não concorrem entre si, pelo contrário, elas acabam se juntando se somando para um resultado positivo. Para encerrar eu quero também dizer que o 20 de maio, desde o ano de 2001, ele foi sagrado, foi instituído o dia da etnia Italiana; tem uma Lei no Estado do Rio Grande do Sul, de autoria do Ex-Governador José Ivo Sartori, criando o dia da etnia italiana ou o dia da imigração italiana no Rio Grande do Sul. Valorizemos esta data, celebremos esta data, e acima de tudo vamos levando esta bagagem cultural. Um povo que não tem passado não vai ter presente e certamente não vai ter futuro. Nós carregamos uma bagagem e esta bagagem nós precisamos levá-la à frente. Precisamos do envolvimento das escolas cada vez mais na cultura italiana, na perpetuação da cultura italiana. E nós estamos à inteira disposição. “Volemo far festa volemo mostra a le persone come lera sti anni endrio, como che se cateva fora polito e come chi feva il filó chó. Il laurea tutto il giorno e ira estraqche ma de note in di al fare il filó. È portea le robe par magniar e canteva le donne le justeva fea tricot e tanti laori” (vamos fazer a festa, mostrar como era a vida antigamente, como se reuniam e se divertiam. Trabalhavam o dia todo e mesmo cansados se reuniam de noite; levavam as comidas, cantavam, as mulheres levavam o tricô e assim passavam o tempo). E nós perdemos um pouco isso. Por isso que o grupo do Filó hoje também procura, na medida do possível, mostrar, pelo menos mostrar o que era feito no passado. Viva o 20 de maio, viva o dia da imigração italiana. “Taliani brava gente!”.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Senhor Leandro Adamatti, Presidente da Associação Nei tempi del filó, pela sua explanação. Nesse momento e após também nós teremos o Grande Expediente e o Pequeno Expediente onde todos os Vereadores poderão falar, se quiser, naqueles momentos; mas agora eu passo rapidamente se algum dos Vereadores quiser fazer algum comentário. Então a palavra está à disposição dos Srs. Vereadores, se alguém quiser; se alguém quiser deixar para o Grande Expediente e  Pequeno Expediente fique à vontade né. Então a pedido dos dois grupos, do Círculo Cultural Italiano e do Nei Tempi del Filó, grupo Nani que também está aí, eles pediram para que fizessem no final, para fazer o encerramento dessa manifestação aqui. Que a gente pudesse então encerrar a Sessão, suspender a Sessão por alguns minutos, que  eles queriam homenagear a Câmara de Vereadores, como diria um amigo, com uma cantoria; pode ser? Então suspendemos a Sessão só para desmanchar a mesa e depois nós vamos ao trabalho. Suspendo a Sessão por um minutinho só então. (SESSÃO SUSPENSA).

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Bom, então nesse momento retornamos ao trabalho da presente Sessão. Convido o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – MDB – para que faça o uso da Tribuna. Com a palavra o Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores. Gostaríamos aqui de cumprimentar nesta noite o grupo Nei Tempi del Filó, o grupo Nani e dizer que para nós é uma satisfação muito grande recebê-los aqui nesta Casa em comemoração ao 144 anos da imigração italiana. E disse muito bem o Leandro em que comemorações em que datas específicas nós temos que realmente fazer uma comemoração daquilo que é a nossa origem, mesmo que nós tenhamos pessoas aqui que não sejam italianos, que não sejam descendentes dos italianos, mas que nós temos a certeza de que vieram para uma cidade onde foi colonizada pelos italianos, onde foi feita pelos italianos junto com os alemães. E aqui foram bem tratados tiverem seus empregos, contribuíram, ajudaram para o crescimento, mesmo sendo de outras raças. Mas enfim aqui só salientar e dizer que para nós então é uma satisfação ouvir as histórias e ouvir aqui que no tempo passado os coronéis ou aqueles que tinham eram os abastados e que eles tinham muitas terras. Hoje mudou um pouco, não mudou muito, porque tem muita gente que tem muita terra e muito poucos que tem pouco ou até eu quero dizer ver muita gente que tem pouca terra. Então mudou daquela vez quando vieram para cá e tal, mas hoje se tu for olhar e pegar as pessoas os grandes que tem muito são poucos, os que tem pouco são muitos. Cumprimentar o Ricardo Ló, cumprimentar o Leandro Adamatti e a Ortenila que vieram aqui em nome dos grupos e que vocês continuem assim, porque quem sabe nós consigamos atrair mais pessoas jovens para que elas se engajem a este movimento bonito que é cultivar as nossas raízes. Eu lá em casa, eu já não sou mais, agora já sou vovô né, mas eu lá em casa se eu não soubesse falar italiano eu não comia às vezes porque eu morava junto com a ‘Nonna’ né. E aí para pedir polenta, para pedir comida, tinha que saber alguma coisa em italiano porque as respostas às vezes vinha como italiano. Eu vi primeiro aqui quando ele falou “tagliar vie le teste” (cortem as cabeças) alguém pode ter achado que iam cortar as pernas da cadeira de repente né, mas a gente sabe o que está dizendo então isso é bonito. A gente poder entender as pessoas. Por exemplo quando fui Secretário de Obras se eu não conhecesse, se eu não soubesse ou se eu não entendesse o que as pessoas estavam falando, principalmente no interior, é difícil. Porque tu chega lá e eles começam a falar e falam; a minha mãe fala metade italiano/metade português. Então a gente lá no interior mais ainda né do que na cidade, mesmo na cidade tem muitas pessoas que falam meio a meio e aí daqui um pouco eles acham que estão lá falando no interior e continuam falando italiano. Graças a Deus eu tive a possibilidade de aprender, pelo menos o nosso aqui, o italiano que dava para me entender com as pessoas. Então parabenizar e dizer que a gente até fica assim emocionado porque nós conhecemos todos vocês, todos, e sabemos da vontade e da determinação de vocês de continuar. Quando vai lá com o ‘fuquinha’ dar aquelas entrevistas e depois sair na TV né; é bonito porque não são todas as pessoas que acabam indo lá, isso Leandro é não vergonha. Ser aquilo que tu é mostrar de onde realmente tu veio né Copelli. Porque se não fosse algumas pessoas para divulgar assim; e as pessoas, alguns dão risada porque acham que é um folclore, outros porque acho bonito, engraçado. Mas enfim eu aonde eu vou as pessoas “quem é aquele pessoal lá que faz aquelas brincadeiras lá e tal”. Digo “é gente lá de Farroupilha que conhece, que tem um grupo”. Mas enfim meus colegas Vereadores do MDB também vão falar, mas eu gostaria Senhor Presidente eu vim aqui para falar hoje sobre ECOFAR. ECOFAR é que faz a limpeza na nossa cidade, que recolhe o lixo né; deveria pelo menos recolher todo lixo direito, pelo menos deveria colocar o lixo no lugar correto e bem posto. Pelo menos deveria ter os containers limpos, pelo menos deveria ter as ruas varridas, pelo menos deveria ter mais containers a cada vez que passa o tempo. O que nós enxergamos? É mato na rua, é lixo jogado; quando passa demora um tempo para ir pintar os cordão e aí já está o mato ali crescido e aí pintam em cima. Enfim eu diria de novo, Ver. Aldir Toffanin, “é uma vergonha. O trabalho da ECOFAR é uma vergonha em Farroupilha”. E aí falavam que iam colocar essa tal de ECOFAR para melhorar o serviço. Aí constituíram uma empresa, contrataram funcionários, demitiram todos os funcionários e agora contrataram uma empresa para fazer esse serviço contratado pela ECOFAR, mas para quê? Para quê que precisa ter a ECOFAR? Para ter mais emprego lá, mais gente para comandar a ECOFAR. Vai lá e destitui a ECOFAR e coloca a Secretaria do Meio Ambiente, a Secretaria de Obras, e faz eles contratarem a empresa através de uma licitação. “Ah, mas ficou mais barato”. Não é verdade, não é verdade! Ia custar R$300.000,00/mês a menos não sei o quê. Em 2015 os valores que nós tínhamos eram entorno de R$600.000,00; em 2016 baixaram para R$500.000,00. Mas quem não lembra 2016 e a média que nós fizemos aqui deu R$500.000,00 porque em janeiro e fevereiro, a metade de fevereiro, eu vou falar o que é o correto que eu estou vendo nos números o que o analisei dos números do Pedido de Informação que eu fiz. E eu olhei todos esses documentos que tinham aqui. Se mandaram bastante papel achando que nós íamos olhar, estavam enganada; nós olhamos todos porque nós pedimos todos e quando a gente pede a gente olha. E aí quando nós olhamos todo aqui janeiro e fevereiro não tinha, aí baixou para R$500.000,00. Mas vamos na realidade mesmo que foi 2016. 2016 R$600.000,00 e daí já tinha a tal de ECOFAR, e agora já está em R$680.000,00. Lá em 2017 já era R$680.000,00; em 2018, está aqui os documentos, R$682.226,91 é a média paga para a ECOFAR. Então dizer que baixou nós acreditamos, mas o serviço que baixou; baixou a qualidade do serviço, esse sim baixou. Agora os valores, os valores não. Por isso que tem que aumentar o IPTU, por isso que tem que cobrar taxa de lixo em terreno baldio. Porque se paga. E quando se diz que se reduziu o valor dos salários em Farroupilha é mentira, o valor dos salários em Farroupilha na média, vou falar dos CCs, CC em Farroupilha a média que tinha era R$3.000,00/R$3.500,00 no outro ano. Hoje é R$5.500,00 a média do valor dos CCs em Farroupilha. E vão para rádio dizer que diminui os salários. Mentira! Os salários não diminuíram, os salários são maiores e eu tenho a relação aí comigo para quem quiser olhar. Todos os cargos, nomes dos cargos, nome da pessoa que ocupa o cargo e o valor em média salarial. Quando se tinha 130 e agora se tem, se tinha 160; na administração passada no Governo do Baretta tinha 160 CC, agora tem 127. Perceberam que tem menos né? Tem menos agora gente, mas o salário é muito maior. Daria para pagar 180 pessoas, não 160. E mais, nessa questão de salários ou de número de pessoas, se vocês forem ver “ah, mas nós estamos atendendo agora 3.000 crianças e antes atendiam 200”; mas fora as crianças que eram atendidos pela Fundação. Tinha crianças que eram atendidas pela Fundação Nova Vicenza e que a Prefeitura paga e ainda paga hoje. E aí se vocês forem olhar no contrato emergencial e temporário que a semana passada; vocês conhecem o ‘zap zap’? Mandaram para eles dizendo que eles iam fazer a saída da demissão dessas pessoas. Dali 30 dias estariam fora, já estavam nos 30 e vão contratar outros através de uma outra empresa, sabe quantas pessoas são? 100 pessoas! 100 pessoas só neste contrato; mais o que aumentou o Pró-saúde. Que aumentou um monte de gente lá dentro do Pró-saúde. Aí vem falar em número de pessoas dentro da Prefeitura Municipal. Vamos parar com a brincadeira. Então Senhor Presidente uma das coisas é isso. Outra questão gostaria de ver as fotos, eu não sei se o Gabinho tem as fotos aqui? E agora gostaria de parabenizar ao pessoal das Lojas Quero-Quero que fez uma ação nesse final de semana no sábado, já que tem que tapar os buracos na RS e daí não faz o tema de casa, que é, por exemplo, isso aí é a Casa da Criança. Essa é a Casa da Criança. Olha o estado da Casa da Criança. Isso aí não é um prédio desocupado, não é um prédio que estava abandonado, não é um prédio jogado ali; é um prédio que está sendo usado para atender as crianças do nosso município. Agora vocês estão vendo ele mais bonito né. Essas fotos aqui olha, esse é o antigo depois vai vim o normal. Então eu quero parabenizar o Grupo Quero-Quero que através das suas lojas aqui de Farroupilha; estou fazendo Senhor Presidente um Requerimento ‘os Vereadores da bancada do MDB que enviam votos congratulações e agradecimentos à equipe da Lojas Quero-Quero pelo trabalho voluntario realizado na Casa da Criança de Farroupilha’. Um trabalho pelos funcionários com material doado pela empresa, mas um trabalho louvável e que nós aqui não podemos deixar passar em branco; Senhores Vereadores eu gostaria inclusive da subscrição de vocês neste Requerimento. Eles já fizeram outras ações aqui no nosso município também, mas a gente sabe que isso é importante. Eu não estou dizendo que as pessoas não devam fazer, devem fazer sim, mas quanto melhor estiver para dar manutenção melhor é. Então o que eu quero chamar atenção também é que os prédios públicos da nossa cidade tem que ser dado manutenção. Não adianta nós, lá na nossa época Vereadores, nós termos feito junto com a Tramontina uma ampliação daquela Casa da Criança fazendo lá um salão para que pudessem ter atividades esportivas e agora não ter bola, deixar os pátios tudo sujo, tudo sem pintura, tudo cheio de limo, as paredes caindo o reboco. Quer dizer isso aí nós não admitimos na cidade. Eu acho que está errado por isso nós gostaríamos de dizer a vocês que assinassem junto conosco para que a gente mandasse e que a Quero-Quero não parasse de fazer o que está fazendo pelo município. Outra questão é quando nós estávamos na Administração Municipal e quando assumiram, assumiu outra Administração, falavam: “já fazem três dias que o posto de saúde do Belvedere foi construído e não abriu ainda”. Já faz três anos que a UPA foi construída não abriu ainda, eu diria agora. E aquele posto de saúde do Primeiro de Maio continua lá abandonado, todo quebrado, drogado, prostituição lá dentro e está lá daquele jeito e veio os Secretários aqui dizendo que ia ser feito um Lar e não sei o que e ba, ba, ba, e mais nada saiu Ver. Josué Paese Filho, mais nada saiu Ver. Tadeu Salib dos Santos. Aí falavam do posto de saúde do Belvedere porque uma empresa construiu e estava com problema, era uma vergonha; mas e agora? Esta no Pioneiro de hoje: “menos de um ano após inauguração do centro especializado em saúde precisa de reformas em Farroupilha. Menos de um ano depois entrar em funcionamento no bairro Centenário o Centro Especializado em Saúde da Família precisará de reformas. O prédio na Rua Oderico César passou a concentrar os atendimentos de médicos especialistas em Julho/2018, agora a Prefeitura realiza uma licitação para melhoria da obra. Conforme o memorial descritivo da reforma o telhado, pintura, pavimentação externa, os banheiros precisam de intervenção. Entre os problemas estão infiltrações e fissuras. Também será preciso corrigir inclinações na área externa para evitar a entrada de água – como é aqui no Parque dos Pinheiros né –  e instalar equipamentos para a ventilação do sanitário”. Meu Deus! Será que alguma coisa certa aquele posto? Será que fizeram alguma coisa certa nessa obra? E aí vem falar do posto de saúde do bairro Belvedere. Tu vê como a língua é o chicote às vezes né; e está aqui oh. E aí nada melhor, eu ia dizer outra coisa, nada melhor que um dia após o outro. Nada melhor que um dia após o outro. Cadê o acompanhamento dessas obras? Aí agora fizeram, agora está certo, fizeram através da Secretaria lá, a construtora foi notificada e depois multada para assumir a obrigação de fazer lá as intervenções da obra né. Então este é o posto de saúde lá do bairro, só para dar o retorno para quem falava, do Bairro Belvedere. Da Quero-Quero falei. Outro assunto Sr. Presidente não vai dar agora, mas eu volto depois no Pequeno Expediente, que eu quero falar sobre Rua Barão do Rio Branco. Obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Convido o Partido dos Trabalhadores – PT– para que faça o uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente. Uma boa noite a todos os colegas Vereadores, Vereadora Eleonora, nossos amigos que acompanham essa Sessão. Agradecer a presença do grupo Nei Tempi Del Filó através do presente Leandro Adamatti, que às vezes a cabeça fica pensando uma coisa já querendo falar outra e aí os nomes fogem. Uma saudação ao Círculo através do amigo Ricardo, a Ortenila, ao Grupo Nani da Linha República e todos os integrantes de todos esses grupos que verdadeiramente mantém viva a nossa história. Porque nós, a nossa geração, eu cresci em uma casa que meu pai e minha mãe falam o dialeto, mas não falavam em casa. Mas quando eu ia na casa da minha falecida Nonna ela também, Vereador Arielson, só falava em ‘talian’. Nonna Libera que já está no céu. Como é importante a gente manter a nossa história na pauta, na agenda do desenvolvimento de uma cidade. Eu tenho uma satisfação muito grande de ter sido Secretário de Turismo e nos pudemos fazer várias ações juntas. Quem lembra de quando nós fomos lá para aquela cidade perto de Santa Maria, Silveira Martins, fazer um filó lá que eles tinham a festa italiana deles enfim, e outras atividades também, isso foi em 2013 se não me engano, os ENTRAI, os 140 anos da imigração italiana que não foi à festa que todo mundo sonhava, mas foi um marco porque naquele momento o Governo Italiano reconheceu Farroupilha como berço da imigração italiana. Foi naquele momento, naquela atividade que nós conseguimos fincar os pés e dizer: Farroupilha é o berço da imigração italiana reconhecido pela Embaixada Italiana. E algumas outras ações que nós plantamos lá no passado que hoje estamos colhendo como, por exemplo, a revitalização do Parque da imigração italiana que era um habitat de cavalos, nós pudemos revitalizar; não ficou uma obra talvez que nós sonhávamos, mas foi o que deu para fazer e hoje é um parque aonde nós temos referências da nossa história. Que nós podemos levar nossos filhos e contar que aqui nós recebemos um Presidente da República e agora, há poucos dias atrás, nós entregamos também um outro espaço que vai ser palco para nós continuarmos a lembrança da nossa história, que nós denominamos lá o Museu da Uva e do Vinho, mas que é um espaço de resgate. Um espaço que ali abrigar exposições, vai abrigar um pouco da nossa história. E nessa quarta-feira nós vamos também entregar a ampliação do Museu Casa de Pedra, que também é um resgate da nossa história. Dessa forma a gente comprova que sim, esse Governo ao qual me orgulho de ter sido Secretário e ao qual hoje também me orgulho de ser Secretário, tem um olhar para nossa história. Tem um olhar que se preocupa com a nossa história. E dentro dessa linha o Prefeito Claiton está buscando parcerias para nós resgatarmos a nossa antiga Prefeitura, que se tornou a nossa biblioteca e hoje na parte inferior tem a Secretaria do Turismo, para que nós ali também tenhamos um outro espaço de resgate e manutenção da nossa história italiana. Está sendo trabalhado alguns Projetos, eu estive em Brasília há um mês atrás e nós debatemos essa questão em um dos tantos fundos nacionais que tem para cadastramento de Projetos. Então está sendo pensado, está sendo realizado ações no que tange essa nossa história que é tão bonita; e dentro dessa linha eu aproveito para compartilhar com os Senhores que por sugestão de alguns amigos vou apresentar nas próximas semanas uma sugestão de Projeto de Lei, via Requerimento, para que depois o município possa decidir. Um Projeto de Lei para criar, para tornar o ‘talian’ língua cooficial do nosso município. O ‘talian’ já é reconhecido nacionalmente como patrimônio da nossa história, mas nas próximas semanas então estarei apresentando essa sugestão de Projeto de Lei que vai para Executivo, o Executivo ele estuda e depois remete para aqui para nossa apreciação para tornar então o ‘talian’ língua cooficial do município de Farroupilha. Que é mais uma forma de nós reconhecermos a nossa história, sabemos que o ‘talian’ é nossa língua que foi; o dialeto Vêneto que veio para cá e acabou tendo interfaces com outros dialetos de outras regiões, mas é o dialeto que nós aprendemos  é o que está o som no nosso ouvido. Não é a língua italiana. Se nós quisermos a língua italiana a gente vai lá no Círculo e faz um curso de língua italiana, mas depois lá no filó nós falaremos, na verdade não falarei, eu ouvirei, porque não sei falar o ‘talian’. Então é uma forma de nós reconhecemos essa herança histórica que nós temos e deixar registrado em Lei e com algumas ações que nós podemos perpetuar essa língua que passa a ser uma língua mãe também da nossa cidade. Então nós vamos nas próximas semanas e quando formos votar a gente estende o convite para vocês para estarem presente. Queria aproveitar o espaço aqui colega Vereadores só para pedir uma correção, nós recebemos o Projeto de Lei nº 30 que foi lido no Expediente da Casa e no corpo do Projeto está nº 31. Então só peço que os Senhores alterem para nº 30 porque toda a redação oficial que veio do município no Ofício, que está no sistema está como nº 31. Então só foi um erro, só peço essa correção de nº 30, de nº 31 para 30, que o corpo do texto é o mesmo. Quando o Vereador Arielson colocou as imagens da Quero-Quero eu lembrei de uma ação que quando era funcionário da Soprano nós fizemos na Casa Lar. Fizemos uma vaquinha entre os colaboradores da nossa unidade, que era unidade de fechaduras, e nós trocamos todas as fechaduras da Casa Lar. A Casa Lar para quem não conhece é o espaço que cuida das crianças que são abandonadas ou são retiradas das casas. E porque eu falei isso? Porque que bom que a sociedade civil também tem um olhar carinhoso para os espaços públicos, para os prédios públicos. Porque o município sim tem que ter um cuidado, tem que manter,  preservar, cuidar, mas a sociedade civil também tem o seu papel e também pode colaborar, contribuir. Eu tenho a mais absoluta certeza que todos vocês aqui também fazem as suas boas ações com vizinho, com alguma associação, com alguma entidade, com alguma campanha, e é assim que a gente constrói uma sociedade. É com todo mundo participando na medida do possível. Então se cada um fizer a sua parte nós vamos conseguir construir uma sociedade melhor, uma realidade melhor para os farroupilhense. E, como líder de governo, trazendo só alguns contrapontos da fala do colega Vereador Arielson, em relação ao posto de saúde ele muito bem pontuou que a empresa foi notificada e fará os reparos necessários. E é assim uma obra pública, é difícil você apontar todos os erros na hora de uma vistoria. Eu fiz uma pequena obra na minha casa e domingo, e sábado de noite minha mulher, a Mayara, me mostrou “olha aqui está vazando”. Trocamos um box está vazando água tem que chamar o cara para fazer o reparo, é responsabilidade deles. E assim como as obras públicas são de responsabilidade, tem um prazo de carência, e a empresa tem que ter ser responsabilizada e tem que cumprir o seu papel; se vai cumprir não se sabe, mas tem uma lista negra de empresas que ficam desabilitados de participar de licitações públicas quando elas não cumprem o seu papel. O dinheiro é público elas têm que executar a obra; se foi mal feita e agora está sendo percebida ela tem que corrigir o problema. Se ela não corrigir ela tem que sofrer uma penalidade para isso. É assim quando uma empresa privada faz uma obra em uma empresa privada, ela é responsabilizada. Tem que ser feita assim também na obra pública. E em relação a UPA eu também lamento muito a UPA não estar aberta; lamento profundamente, mas infelizmente não é só Farroupilha que tem a sua UPA fechada. Inúmeros municípios no país estão com a sua UPA fechada porque o Governo Federal e o Governo do Estado não cumprem com seu constitucional de investir em saúde. Sobrar para o município investir o que é dever do Estado e da União, já estamos fazendo em outras áreas inclusive no Hospital São Carlos. Alguém de vocês tem ideia de quanto se investe no Hospital São Carlos por ano? Quantos milhões? R$13.000.000,00 vão ser investidos esse ano no Hospital São Carlos. Teria que ser mais porque a saúde ela é fundamental. Mas são R$13.000.000,00. Se nós analisarmos R$13.000.000,00 nós poderíamos construir 13 escolas, eu não estou fazendo trocadilho com número para ninguém fazer essa; é R$13.000.000,00 orçamentário que nós estamos investindo. Nós poderíamos construir 13 escolas por ano no município; 13 escolas. Então não é pouco recurso, é bastante recurso, mas a saúde ela sempre precisaria mais. Em termos de comparação a arrecadação do nosso IPTU esse ano vai dar 14, 15 milhões. Então o imposto que mais traz recursos para os cofres do município, nós temos três impostos que caem no município: ISS, ITBI e IPTU. ISS e ITBI não geram metade desse valor, não tenho de cabeça o valor, mas não gera a metade. Então o imposto que é o do município vai todo ele para o hospital e falta.  Então o Governo do Estado que deveria botar 25% na UPA e o Governo Federal botar 50% do custeio na UPA não vão botar, e o quê que o município faz? Fecha o Hospital e investe na UPA? Claro que não! “Ah, mas poderia ter se pensado diferente”. Sim, concordo. Poderia ter sido pensado diferente. Talvez se tivesse sido olhado para frente e visto o que estaria acontecendo no País e no Estado talvez teria que se declinar do recurso da UPA que era um milhão e pouco, mas aí o Governo ia apanhar  porque abriu mão do recurso da UPA. Então para vocês verem como é difícil administrar o município. Agora se o Governo do Estado e o Governo federal cumprissem a sua parte nós teremos a UPA aberto. Então com essa justificativa até para que nós tenhamos uma ideia macro dessa situação, Sr. Presidente, encerro a minha fala e já agradeço aos colegas por essa alteração e esse erro que aconteceu na diagramação do Projeto. Obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Convido o Partido Progressista – PP – para que faça uso da tribuna Com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Eleonora; cumprimentar também a Associação Nei tempi del Filó, o Grupo Nani e dizer que não iria ocupar a Tribuna hoje, mas tenho razões para aqui estar. Razões as quais eu também muita gratidão. Muita gratidão a duas personalidades que hoje dirigem tanto a Associação quanto o nosso Círculo Italiano aqui de Farroupilha, o Ricardo Ló. Cumprimentar primeiramente o nosso Presidente por ter trazido, feito esse convite a essas personalidades que levaram o Ver. Josué Paese Filho na emoção antes e disse “eu tenho um chapeuzinho amarelinho desse na minha casa e eu poderia ter vindo hoje tipicamente vestido e autenticamente vestido a esta Casa, que pena não ter lembrado antes Ver. Josué Paese Filho”. Mas eu queria dizer ao Ricardo primeiramente que, lá na década de 80 Ricardo quando eu cheguei aqui e conheci o Nelsinho da Colombo, Nelsinho da Colombo, e fazendo amizade com essa riqueza de pessoa, eu tinha ele também como uma referência. Eu conhecia, falava na Colombo “eu conheço o Nelsinho lá”.  Conheci o sócio do Seu Colombo na época também e algumas pessoas que se tornaram referência. Mas na rádio Miriam o Ricardo Ló e o Heitor Marcelino Arruda. E quando eu cheguei aqui nu e cru, imaginem vocês uma mistura de Sírio Libanês com negrão em uma terra de italiano. E eu, na minha atividade, muitas vezes as pessoas falavam comigo em italiano e eu querendo me fazer um ‘italianinho novo’ na cidade eu dizia “si, si”; de repente alguém me cutucava, mais próximo, e dizia “tu estás concordando com isso? Tu é louco?” Não, não , não, mas também não sabia nem o quê que eu tinha ouvido e muito menos o que eu tinha respondido. Então alguma das coisas o professor Ricardo Ló, que era professor de filosofia, passou a ser para mim uma referência de respostas italianas e quero dizer a vocês que 144 anos, eu estou me referindo há 40 anos atrás, e eu já tenho muita gratidão a uma pessoa, ao Ricardo, por conseguir me explicar algumas coisas. Certa vez, ele não deve nem lembrar, mas ele me deu um livrinho de traduções italianas; vinha em português de um lado e italiano do outro e esse livreto deve estar comigo, na minha casa, guardado entre as relíquias que eu guardo quando recebo algum presente que é importante. E dizer Ricardo quanto é importante o teu trabalho e agora com esse gurizinho, o Leandro Adamatti. Tu na divulgação, há mais de 40 anos na rádio Miriam, do ‘talian’ sabe quanto tu já viajaste por conta própria para levar o nome de Farroupilha para fora; o quanto foi buscar informações lá de fora para trazer aqui e enriquecer. A época em que o Leandro dirigiu a Radio Miriam; o Leandro participava em tudo que era atividade. E o ‘talian’ foi um dos teus carros-chefes em falar, em divulgar e também te levou a dirigir essa Associação que está em muito boas mãos. Porque tu tem um Copelli que é único. Com essa menininha linda do lado aí enfim, linda e ele fica enciumado comigo, ele sabe disso; eu fui ali dei um beijo nela antes e ele me cutucou. A sorte é que foi um pouquinho mais acima de um lugar, mas pegou bem ponta da costela. Mas dá para perceber e eu quero dizer que eu sinto muito orgulho de vocês e me sinto realmente em uma Terra aonde que o acolhimento que houve há 140 anos, que Farroupilha acolheu a esses italianos, está em muito boas mãos no papel que vocês fazem hoje de não deixar no esquecimento aquilo que é a verdadeira história de Farroupilha, tanto é que ela é a nossa terra italiana no nosso Rio Grande do Sul e no nosso país. Voltando a Sábado passado eu quero aqui cumprimentar e aí vamos falando de história e não poderia o Partido Progressista ter eleito pessoa melhor e por uma questão até de que isso é um mérito de Josué Paese Filho. Parabéns ao Ver. Josué Paese Filho. Dizer de que realmente ser um Progressista me deixa muito honrado em tê-lo como Presidente deste Partido; e desejo que na tua caminhada muito sucesso, muita serenidade, sensibilidade e não desistir daquilo que tu acredita e daquilo que realmente tu faz uma verdadeira revolução para que em defesa da tua agremiação. Eu queria dizer aos Senhores que eu estou sentado ao lado do Presidente do Partido Progressista aonde eu sou só o Vice, nada então. Estou ao lado do líder de bancada, eu sou o Vice-líder, não sou nada. Quero dizer aos Senhores que eu estou sentado ao lado de um Vereador de três legislaturas e uma outra também foi suplente assumindo também nessa Casa, eu estou na primeira e já aprendi muito, mas sou apenas um ‘Vereadorzinho’ de primeira viagem, estou ao lado de uma experiente Vereador. Então Ver. Josué Paese Filho sucesso a ti, que Deus te ilumine a tua caminhada. E dizer do meu orgulho de poder estar aqui nessa Câmara e contemplar algumas falas e usar destas falas e dizer que eu endosso plenamente e com convicção as palavras do Ver. Arielson quando se fala em ECOFAR. Então dizendo isso os Senhores sabem que a gente tem uma preocupação também, o embelezamento da nossa cidade. A nossa cidade tão rica culturalmente como é, uma cidade que almeja no futuro bem próximo estar como destaque na questão turística, em que os Senhores terão um papel importantíssimo de auxílio para que isso realmente se torne uma realidade ativa, não pode estar com a estampa que ela está hoje. É lamentável, realmente a nossa cidade poderia estar, quem sabe, com uma empresa que realizasse pelo aquilo que faz com mais eficiência. Que Farroupilha possa realmente receber isso como também um alerta, que cada cidadão faça sua parte; possa separar o seu lixo, possa contribuir com o meio ambiente e trazer para Farroupilha a contribuição individual de cada cidadão. Mas em termos de empresa eu queria dizer aos Senhores que realmente nós estamos deixando a desejar, só conseguimos a ver os destaques quando são pinturas para coibir estacionar aqui ou ali, ou vaga para isso ou para aquilo, privilegiando em muitas vezes quem sabe até algumas entidades e questões de lojas e de outros que colocam o espaço muito grande e não determinando propriamente um horário específico para uma carga e uma descarga. Então era isso na noite de hoje, dizer de que o Filó ensina muitas coisas para nós, principalmente uma das coisas que a gente esquece, de ser feliz que não custa nada para ninguém. Então vocês proporcionaram isso para a gente, a felicidade, e que Deus dê saúde plena para vocês e vida longa para que nós possamos reconhecer em vocês um motivo para ser feliz, que vale a pena de verdade. Uma boa noite e que essa noite também seja feliz para todos os Senhores que vêm trazer essa felicidade para nós. Muito obrigado, boa noite.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Convido nesse momento o Ver. Fabiano A. Piccoli, 2º Vice-Presidente dessa Casa, para que assuma os trabalhos na Presidência para que eu possa fazer o uso da Tribuna.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Ver. Sandro Trevisan. Com a palavra, falando o nome da bancada do PSB, Vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Boa noite. Gostaria então de primeiro não fiz, não cumprimentei o nosso suplente de Vereador Léo Guth. Tudo bem então. Falar para vocês que eu sim também sou lá, essa nonna, bisnonna que o Ver. Arielson falava era a mesma, ‘a nonninha do pichinin’ (avó do pequenininho). E dizer que a ‘nonninha do pichinin’ falava tudo em italiano né; ela não sabia falar em português. E eu gostava muito dela. Ela era muito querida, eu vivia junto, vivia atrás dela e o quê que aconteceu com isso? Eu aprendi a falar italiano, comecei a entender. Hoje não falo muito bem porque a gente não tem o costume de ficar falando, mas eu entendo tudo. Até primeiro o Ricardo disse “quer que eu faça a tradução?”. Eu digo “no, no core mio no” ( não, não precisa não). E daí quando eles dizem assim para mim “tu é italiano?” Eu digo “sim”, mas como é que entende? Daí eu penso “va al naso” (olha o nariz) né; como é que não pode ser italiano “va al naso” (olha o nariz). Então não tem com um nariz desse o cara dizer que não é italiano né. Agradecer a vocês que estão presentes nessa noite porque Farroupilha deve muito aos imigrantes italianos, 144 anos né Ricardo; é uma data extremamente expressiva. Minha mãe, meu pai, toda a minha família dos dois lados são de descendentes de italianos então eu tenho um imenso orgulho de ser italiano, tenho imenso orgulho de ser criado no interior, lá no meio do mato, lá trabalhando na agricultura, orgulho imenso disso. Antigamente se vinha do interior para cá na cidade e quando se chegava aqui na cidade se tinha um preconceito principalmente no colégio, estudava de noite, preconceito absurdo “colono, colono, colono”. Então eu vejo que hoje isso mudou muito, que bom. E bem-vindos a esta Casa. Bom eu gostaria de falar um pouco agora então sobre, rapidamente falando ele é extremamente temperamental esse nosso; tu consegue passar Rose para mim lá primeiro, obrigado. Então Vereador Sandro, 2019, Presidente da Casa; segundo por favor Rose; então Projeto de Lei do Legislativo nº 04/2019 – extinções de cargos do Legislativo. Então assim quando começou o ano a gente observou e isso não é legal, eu não acho interessante, mas eu acho que tem certas necessidades que devem ser feitas; e algumas coisas que foram feitas foi um corte de funcionários aqui dentro. Muitas pessoas devem ter dito “tu fica contente de falar de corte de funcionários”. Não, não fico contente. De forma alguma eu fico contente com isso, mas eu acho que tem uma coisa mais importante que é a responsabilidade de quem assume uma Casa dessas e vê a quantidade de pessoas que é necessário estar trabalhando e essa quantidade que deve ficar trabalhando na Casa. Então são Presidentes diferentes, são vontades diferentes, mas eu nesse caso pretendi isso. Por favor Rose. Então o que eu queria dizer? É uma obrigação, a gente tem essa obrigação; o povo quando elege, eu tinha essa cara, era o que eu falava na minha campanha, que eu disse que as coisas têm que ser enxutas, tem que ser redondas e não que essa Casa não seja uma Casa enxuta. Aqui estão os Presidentes que antecederam, muita gente conhece; essa nossa Casa ela é extremamente enxuta, se comparada a outras Casas ele é extremamente enxuta. A gente tem 6% ou 7% do orçamento do município né, poderia o Legislativo, a Câmara de Vereadores, pegar por Lei 6% ou 7% do município. Absurdo, absurdo! Nós ocupamos aqui 1%, um e alguma coisinha na nossa Casa Legislativa. Rose pode passar para mim. Então essa responsabilidade acho muito importante. Essas diferenças, pessoal, elas somam, eu já vou fazer uma relação do que isso significa essas diferenças, em si é uma coisa, mas depois do salário vêm os encargos, encargos patronais e depois encargos patronais vem à questão 13º, férias, fundo, e tudo isso vira um monte, uma bola de neve. E é bem pouquinho. Mas essa diferença da mais de R$200.000,00 no ano de economia em um lugar que utiliza praticamente 1% daquilo que é recurso do município. Então imagine só, a gentileza utiliza só uma fração bem pequenininha e consegue essa economia de 1% em função do que? Algumas questões tecnológicas que foram implementadas, simples, mas que conseguiram ser implementadas. Pode passar mais um Rose para mim. Nesse sentido o que acontece é o seguinte eu tenho um slide ali que está mostrando, Rose, a quantidade de impostos arrecadados, os tributos arrecadados; tenta por mais um para mim, mais um para frente. Então olha só o que foi arrecadado ano passado no impostômetro, essa é a figura do impostômetro; esse impostômetro se olhar a primeira casa lá fala em trilhões. No Brasil se arrecadou R$2.38, quase 39, trilhões de reais. Essa é a quantidade de impostos arrecadados no Brasil. O quê que eu fiz? Eu fiz uma regra de relação simples, uma regrinha de três, fazendo uma análise proporcional da economia, da diferença de porcentagem feita de economia e joguei isso no valor arrecadado de impostos se analisar uma economia naquela quantidade arrecada a nível de União. Pode passar o próximo Rose, faça o favor. Então olha só, aqui aproximadamente 200, o valor total, gastos então no ano passado na Câmara, que é o valor próximo desse ano também com essa pequena economia, chega a três milhões. Pode passar o próximo que é o valor gasto. Em uma regra de três a gente chega fazendo uma análise da proporção entre o valor que se gasta na Câmara, o que é economizado, com o valor de total de tributos em uma relação de regra de três bem simples. Eu acho X = 158 bilhões. Eu fiz várias vezes porque eu achei estranho esse valor sabe, é alto. Mas é essa regra de três porque significa quase 6%, quase 7%, e daí tu vai analisar: 158 bilhões. Um colégio de um milhão, como tínhamos comentado primeiro, isso aí equivale a 158 mil colégios desses. Então é uma quantidade absurda. 158 bilhões dividido por um milhão vai dar 158 mil colégios, a nível de Brasil.  Parece pouco quando a gente faz uma porcentagem, mas se a gente levar no montante, que é um absurdo a quantidade de imposto cobrado, essa quantidade se torna muito muito dinheiro. Se a gente pensar a nível de previdência, por exemplo, querem fazer a previdência para economizar na ordem de um trilhão, o que eu acho que não vai chegar a isso, cinco ou seis anos de economia em função de Câmara de Vereadores já chega no valor significativo, perto disso. Então voltando a uma análise tá, o que quero dizer para vocês é o seguinte: que essas considerações, essas análises para mim são extremamente importantes levando em consideração a Câmara de Vereadores extremamente enxuta. Nossa Câmara de Vereadores é extremamente enxuta. Se acharem que eu que estou falando uma coisa podem fazer uma pesquisa. Vão ver a quantidade de assessores, quantidade de funcionários da Casa; até bem enxuto mesmo. Aí então com isso eu acho que vem à tona essa questão de uma certa responsabilidade que precisa se ter aqui dentro da Casa Legislativa. Aí pergunto para vocês: os Presidentes, todos os Presidentes, têm questões extremamente importante. O Ver. Thiago Brunet, por exemplo, no ano passado levou a Câmara de Vereadores às comunidades fazendo essa integração entre as comunidades. Então cada Presidente tem uma intenção de fazer com que isso melhore e eu acho que é o que está acontecendo. Volto ao fato dizer o seguinte as demissões; gente as demissões eu acho que deveriam ser feito da seguinte forma: a gente consegue uma economia, a gente precisa entender que os governos precisam fazer uma economia, precisam começar a economizar e logo em seguida fazer o quê? Uma reforma tributária para diminuir a quantidade de impostos. O quê que isso traz de benefício? Traz produtos mais competitivos a nível de mercado externo, por exemplo. Se a gente tem menor quantidade de tributos aqui, quem sabe essa pessoa que hoje não pode mais trabalhar porque perdeu o serviço amanhã eu consiga abrir sua própria empresa. Por quê? Porque a quantidade de valor de custo dos produtos ela está sendo diminuída porque a parte significativa, o que tem, o tributo ele acaba sendo uma quantidade muito pesada para formação de preço dos produtos da empresa. Então o que a gente precisa? A gente precisa no nosso Brasil, que está indo na contramão, é diminuir a carga tributária, diminuir a quantidade de impostos. “Ah, mas existe já pessoas que ganham, a nível de governo e união, um salário bem alto e isso é direito adquirido; não dá para baixar”. Sei lá que mude-se a Lei, é questão pétrea sei lá; que mude essa a Lei. Porque assim aquele que está lá na fila do hospital, que está morrendo, também tenho direito adquirido de receber tratamento e não recebe. Então nesse sentido que eu vejo Ver. Alberto Maioli que as coisas precisam começar a mudar nesse sentido, as coisas precisam começar a mudar nesse sentido para que a gente comece a pensar em um novo caminho senão infelizmente nós vamos estar fadados ao fracasso. O governo criando mais custos, o governo aumentando o valor de impostos, a gente tem um produto cada vez mais caro; a gente percebendo que é melhor comprar um produto de fora, importado, porque tem custo menor do que o nosso, automaticamente as empresas daqui quebram, a nossa não consegue vender para fora, a quantidade de empregos aqui dentro diminui, ou seja, aumentar os impostos ao invés de conter as despesas e diminuir essa carga tributária está levando o Brasil, o país, cada vez mais ladeira abaixo. Então gostaria de dizer para vocês que amanhã à noite a gente vai aprovar, por em votação essa Lei, desculpa, e então já de antemão peço aos Srs. Vereadores para que olhem com carinho para que a gente possa votar e aprovar isso porque ela se tornando Lei esses cargos que não é uma quantidade absurda, pois a Casa não ocupa a quantidade absurda de cargos, mas essa quantidade sendo votado, ela só pode retornar a Casa, novos funcionários, se for aprovado nova Lei. Então no momento que estes cargos forem extintos por Lei para retornar tem que ser aprovado nova Lei. E isso eu tenho certeza que enquanto eu tiver aqui, nesse sentido, isso não vai acontecer porque o meu voto é contrário e acredito que os Srs. Vereadores também pensam dessa maneira tenho certeza absoluta disso. Então agradecer a presença de todos vocês, dizer que essa sim é uma Casa do povo e importante ver as pessoas que na verdade representam a população que iniciou tudo isso, uma das partes da população importante que iniciou tudo isso. Muito obrigado por todos vocês estarem aqui presente, funcionários, público presente, uma boa noite a todos.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Ver. Sandro Trevisan. Convido para que reassuma a Presidência dessa Casa.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Nesse momento convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT – para que faça uso da tribuna. Com a palavra o Vereador

Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Boa noite Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sra. Vereadora; especial cumprimentar a Diretoria do Círculo Italiano e os queridos “capelli di paglia”(chapéu de palha) do Filó, que tanto sucesso tem feito em Farroupilha e nesse Rio Grande do Sul afora. Me sinto hoje até um pouco deslocado né porque sou o único Vereador aqui de origem alemã, germânico, mas mesmo assim acho que vale a pena mencionar porque os nossos descendentes, meus descendentes, tiveram há 50 anos antes, em 1825, vieram para o Brasil. Aportaram em São Leopoldo, principalmente nos municípios mais perto dos rios, que era o único meio de transporte que tinha naquela época, depois os italianos começaram a subir o morro porque não tinha mais lugar perto do rio começaram a subir o morro. Mas também teve um episódio aí que poderia ter sido diferente, a questão do Luís Bugre que que trouxe a primeira família de alemães subindo a Serra, nas sete colônias, a família Versteg. Então se talvez naquele momento não tivesse acontecido aquela, eu nem sabia como explicar direitinho falar uma palavra que representa bem aquele episódio da morte de toda a família, do sequestro, dos índios caingangues destruindo toda a casa, animais, tudo; quem sabe os alemães teriam subido um pouco antes, mas aí parou isso quando aconteceu isso com a família Versteg, parou de subir a serra e depois os italianos vieram em 1875, com iniciativa dos Governos Brasileiro e Italiano, que trouxeram então para cá e já foi bem explicado aqui inicialmente de que vieram aqui para substituir a escravidão né, os italianos lá. Inclusive está passando o episódio na TV Globo agora com a novela ‘Terra Nostra’ que representa bem esse episódio aí dos italianos que vieram para o Brasil somente para substituir os escravos. Mas o que eu queria me referir hoje é um assunto que está latente em todos os órgãos de imprensa, nos meios políticos hoje, que é a reforma da Previdência. Um assunto polêmico que tem dado muitos debates e a gente fica até sem palavra de fazer, tomar uma opinião. Mas eu tenho aqui uma opinião de duas pessoas importantes na vida política do Rio Grande do Sul que justamente debateram sobre esse assunto e eu queria trazer um pouco desse conhecimento para vocês. Que é o Ex-Governador Jair Soares, que foi Governador do RS e Ministro da Previdência pelo Partido Progressista, e considerado de direita e o outro lado tinha o Paulo Paim, que é Senador do Partido dos Trabalhadores, e o PT é visto como um partido de esquerda. Estiveram na Rádio Guaíba conversando sobre esse assunto, ambos disseram a mesma coisa, não há, sem desvio de recurso pelos governos, o déficit da previdência social.  O desvio acontece por meio da DRU – Desvinculação das Receitas da União. O que vem a ser isso? De cada R$100,00 que são contribuído, uma contribuição do INSS, de cada R$100,00 o governo tira R$30,00 e não presta conta disso. Era 25 no tempo do Governo da, eu não sei bem se foi do Lula ou da Dilma passaram de 25 para 30%. Então todo esse dinheiro que é arrecadado pela previdência e outros impostos, 30% é retirado para outros fins menos da Previdência. Autorizada 30% do total das receitas. O déficit da previdência é uma fraude afirma Jair Soares que ele repetiu perdeu articulando cada palavra, não há dinheiro público na Previdência. Segundo ele o Estado em qualquer nível só contribui como empregador. Paim, o petista, e Jair Soares, o progressista defenderam em uníssono o sistema solidário de repartição e criticaram a proposta de capitalização. Sem garantia pública, explicou, o trabalhador, transformado em poupador compulsório, ficará à mercê da saúde do sistema financeiro; isso que os bancos são hoje grandes contrários à reforma da Previdência ou aliás, a favor da reforma da previdência dificultando a cada vez mais a vida dos trabalhadores para que todos vão para a iniciativa, para poupança bancária, para no futuro se aposentar. Então o banco quer é o recurso das pessoas, dos trabalhadores. Esse sistema já não deu certo em outros países, certamente não vai dar no Brasil. Porque fica todo o dinheiro fica retido nos bancos e qual é a garantia? O banco quebra: ‘tchau, foi se o dinheiro’. E quantos bancos já quebraram no Brasil e quanto dinheiro já foi perdido. Os dois estão prontos para debater com defensores da reforma proposta pelo Presidente Jair Bolsonaro. Com excelente memória e números na ponta da língua, Jair Soares já não obtém respostas do ministro para suas manifestações sobre a reforma da Previdência. Os conhecimentos do Ex-Governador parecem incomodar. Jair aceita o estabelecimento de uma idade mínima para a aposentadoria. Pede, contudo, ponderação: “Na Alemanha, está em 64 anos e só chegará a 67 em 2030”. Jair Soares salientou que desde que FHC foi Presidente para cá esta é a sexta reforma da previdência e não se resolve o problema. Diz o Ministro com a reforma haverá uma economia de um trilhão de reais; estão dizendo que vão economizar um trilhão de reais em dez anos, mas o governo, através da DRU, já tirou um trilhão e quatrocentos bilhões da previdência. Então esse é dinheiro que é do trabalhador que foi tirado, um bilhão e 400 milhões. Então é difícil de entender, ninguém quer abrir mão dos seus direitos. Vi uma matéria no jornal a semana passada e dizia o seguinte: que os Ex-Presidentes custam R$12.000,00 por dia a nação; R$12.000,00/dia cada um custa. Mas aí vamos voltar para o Estado, um Ex-Governador ganha R$32.000,00. E aí nós temos aqui uns talvez não recebam de outra forma, mas estão recebendo. Simão, Jair Soares, Brito, Rigotto, Olívio, Ieda, Tarso, Sartori, viúvas de Triches, de Guazzelli, do Amaral, todos recebem R$32.000,00/mês. Então nesse ninguém quer mexer, quer mexer no do trabalhador; não dá aumento real do salário mínimo que esse ano aumentou quatro ou cinco reais, uma vergonha. Não tem saúde, segurança, educação; agora para os Governadores e para os Ex-Presidentes tem dinheiro e tem dinheiro bastante. Aqui então ele fala também aqui do Chile, a previdência ficou toda privada não tem mais pública, 20 já quebraram. Criticou também as desonerações, quantos segmentos da economia foram desonerados de pagamento da cota patronal. Só a dos funcionários. Então quer dizer que para crescimento, ah para baratear os produtos, mas não barateou os produtos e não teve crescimento.  Disseram ambos: o Brasil não vai quebrar se a reforma não passar, salientaram; ironizaram que a preocupação com a quebra, não falam da dívida trilionária de um país com seus altos juros. Temos agora a questão de mês passado em um evento em Brasília dos Vereadores e tivemos um palestrante da Receita Federal aposentada e ela falou bastante coisa sobre a previdência e falou também da riqueza dos bancos. Hoje quem tem lucro é banco; bancos com lucros absurdos e para onde é que vai este dinheiro? Diz ela que de todo lucro do banco o dinheiro que sobra entre entrada/saída e saída/entrada, juros, vai tudo para o Banco Central onde estão depositados hoje um trilhão e duzentos bilhões de reais. E o governo paga juro aos bancos para manter esse dinheiro lá. Então dinheiro tem só que está preso, ninguém bota a mão só o governo e os bancos. Depois de ouvir então os dois disseram o seguinte: que a reforma da previdência, só uma coisa a concluir, a reforma da previdência é um engodo, é uma mentira, é uma coisa que está sendo forçada para justamente prejudicar o trabalhador; o único prejudicado é o trabalhador. Se querem lucrar um trilhão em dez anos, mas já tiraram um trilhão em 10 anos  e não melhoraram a situação. Então ninguém quer abrir mão, todo mundo quer o dinheiro deles e o trabalhador que contribui lá, que é obrigado a contribuir, não tem o seu devido retorno. Mas vamos falar um pouco também do nosso querido Rio Grande do Sul. Não dá para entender a situação que encontra-se o nosso Estado. Se nós voltarmos um pouquinho na história as entidades que o Rio Grande do Sul tinha; cito primeiro a VARIG – Viação Aérea do Rio Grande Sul, mesmo sendo uma empresa particular, era referencial na aviação do Brasil e no mundo. Quebrou. Um grande passivo trabalhista que ninguém consegue pagar, ninguém acerta com os prejudicados. A Viação Férrea do Rio Grande do Sul. Me lembro do tempo da escola, o tempo da antiga Maria Fumaça; tinha uma estação trem em toda cidade do Rio Grande do Sul. Hoje tem um programa na Globosat que fala sobre o ‘Brasil visto de cima’, difícil tu ver uma cidade que não tenha mais uma estação férrea. Ah virou museu, virou deposito, virou ruina como aqui em Nova Sardenha, um exemplo; aqui até deram uma reformada. Em todo o Rio Grande do Sul e todo o Brasil um transporte barato comparado aos transportes, que era útil na época e ainda hoje é entre os países da Europa desenvolvidos desenvolvem o transporte ferroviário; aqui no Brasil, no Rio Grande do Sul, fechou. Companhia Estadual de Silos e Armazéns, quanto patrimônio; só aqui em Garibaldi tem um ‘elefante branco’ lá de cimento para nada.  Era do Rio Grande do Sul, dinheiro nosso que foi colocado lá. A CRT comunicação foi vendida. CEEE tem uma parte ainda, mas a maioria foi vendida que a RGE aqui da nossa região, inclusive de tema aqui de discussão aqui há pouco tempo nessa Câmara de Vereadores pelo alto custo da energia elétrica para as residências. Duvido alguém de vocês que nós últimos três ou quatro anos não triplicou a conta de energia elétrica. Triplicou, nos últimos três anos triplicou e não tem para quem reclamar. Que aqui eu disse naquela noite na tribuna eu disse “é uma empresa que gera lucros que o contribuinte que paga”. O DAER, uma sucata, não consegue fazer nada. A SINTIA foi extinta. Então tantas coisas que diminuíram, pessoal, custos e cada vez o Estado mais endividado e mais quebrado. Própria Farroupilha, veja bem nós tínhamos a Receita Federal, nós tínhamos (inaudível) Estadual, fiscalização de ICM e ICMS tudo fechada. “Ah para economia”, mas se vê resultado dessa economia? Cadê a economia? Cada vez se gasta mais, cada vez o déficit é maior, é salário atrasado todos os meses; agora já faz quase 40 meses, 48 meses que o salário nunca é pago em dia para os funcionários públicos estaduais. Mas só pensam em mexer no dinheiro do contribuinte; tem que aumentar o ICM, agora foi aumentado o ICM 1% esse ano. Tinha vencido em 31 de dezembro, mas o atual Governador disse que tem que aumentar e comprou Deputados; está lá, mais 1% (inaudível). E assim vaí. Assim como a DRU, a desvinculação das receitas da união; mesma coisa. A Deputada, que era Ministra, passou de gabinete em gabinete dizendo “olha Deputado o Sr. tem liberação de recursos  para o seu município, mas o Sr. vai ter que votar a favor dos 30%”.  Então todas são negociações e quem paga é o contribuinte que paga seus impostos rigorosamente em dia e faz sua contribuição para a previdência e não tem esse devido retorno que devia ter em função daquilo que é pago e do retorno que vem, que é mínimo. Ok obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Convido nesse momento o Partido Republicano Brasileiro – PRB – para que faça uso da tribuna. Com a palavra o Ver. Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Boa noite ou ‘buena sera’. Como estava pedindo ajuda do Ver. Alberto Maioli, ‘quanti parole’ né. Essa Câmara de Vereadores tem a prerrogativa de todas as bancadas se pronunciarem e eu gostaria de agradecer, começar aqui Senhor Presidente, meus colegas Vereadores, agradecendo a presença de vocês aqui e que como me sinto feliz neste momento em estarmos junto com vocês comemorando, não só aqui como vamos continuar após a Sessão, esse dia tão importante tão simbólico e de grande representação para o nosso município. Eu tive uma honra muito grande de presidir o ENTRAI junto com vocês, né Leandro, quando fui Presidente do ENTRAI e foi um dos maiores presentes da minha vida. Porque eu vinha e sou oriundo da Tradição Gaúcha onde que vinha fazendo outros trabalhos voltados à cultura rio-grandense, que se mistura muito com a cultura italiana haja visto que a nossas principais personalidades da música do Rio Grande do Sul tem a sua origem italiana né. E aqui na serra quase que em sua totalidade. Então não só falar dos nossos instrumentos, dos nossos gostos que também se criam; aliás, a cultura gaúcha é uma mescla de todas as colonizações seja ela italiana, espanhola, alemã como bem aqui trouxe o meu colega Ver. Raul. Mas eu me lembro de uma frase, de uma campanha, que daquele ENTRAI nós estávamos trabalhando junto com vocês que ‘somos todos italianos de sangue ou de coração’. Até uma campanha que foi vinculada na RBS TV que eu me identifico com essa campanha ‘somos todos italianos de sangue ou de coração’ porque nós vivemos Leandro nesse lugar que é o berço da imigração italiana no nosso estado. Então quero só agradecer a presença de vocês, dizer que me sinto feliz em dividir essa noite com cada um de vocês. Senhor Presidente, colegas, eu venho trazer alguns temas entre eles o relatório das nossas idas a cidade de São Paulo a pedido e convite do Senhor Prefeito Municipal, pois nós protocolamos nessa Casa o Projeto nº 65/2019 que se referia à questão do transporte coletivo urbano e esse tema o Prefeito Municipal está de olho, alguns modais rodoviários voltados à sustentabilidade. Então nós estivemos também acompanhando essas agendas e que o Prefeito Municipal também aproveitou para apresentar o município para conhecer esse sistema, e que o município de Farroupilha virá a público para apresentar esse Projeto tão logo ele possa estar sendo iniciado ou o assunto levantado no nosso município. Estivemos também em Brasília onde nos encontramos com a ANEEL, com Agência Nacional de Regulação Energética, e eu trago aqui para vocês; dentro da conversa que nós tivemos na ANEEL que foi motivado uma denúncia que esse Vereador recebeu do contribuinte Bento, que trouxe uma questão de que se nós, por um acaso, lá na nossa conta de energia estaríamos pagando uma cobrança indevida segundo as bandeiras tarifárias. Porque na nossa conta aparecia bandeira verde – TE e um valor, e que a Lei diz que bandeira verde nunca pode ser cobrada. Nós convidamos a RGE, a representante veio aqui e nos deu algumas explicações, eu confesso que fiquei com mais dúvidas ainda, então achamos por bem visitar a ANEEL, Agência Nacional, para perguntar: um está dizendo uma coisa, outra está dizendo o que é. O que eu tenho certeza e posso afirmar a todos os meus colegas Vereadores e que havia nas contas de energia que agora, depois da nossa motivação aqui Vereadores, já não veio mais na conta de energia a palavra bandeira verde acompanhado do TE; quem pegar sua conta em casa vai ver, está TE agora. Então o que nos disse a ANEEL que no mínimo existiu uma desinformação da RGE. O que é uma desinformação? Uma informação errada que fazia o leitor da conta imaginar que aquilo poderia ser uma cobrança e que na verdade era só a TE – uma taxa que é regulamentada. Também descobrimos nessa visita a Brasília de que essa taxa tem que ser prefixada sim, mas eles não tinham condição de nos dizer se a conta da nossa cidade, da nossa região, estava correta ou não. Então o quê que eles pediram? Olha você faça um chamamento e nos apresente o relatório de toda essa situação e nos apresente aqui na ANEEL a amostra de algumas contas de energia. Então essa semana nós fizemos um chamativo pelas pessoas que vinham reclamando, juntamos, o Rodrigo vai me lembrar, 140 contas aqui da cidade de Farroupilha que nós estamos enviando junto esse relatório para a ANEEL um ofício que nós vamos mandar endereçado ao Presidente. O quê que eles nos falaram? Eles pedem de 30 a 60 dias para analisar essas contas que nós estamos mandando, que são de pessoas que tinham essa dúvida; estou pagando mais eu não estou? Está certo ou não está? Eu não tenho condições de dizer então fui procurar lá na Agência Nacional. Então eles vão fazer uma espécie de uma auditoria nessas contas, vão olhar essas contas e vão nos responder. Farroupilha essas contas que vocês mostraram nos mostram que está tudo certo. Beleza. Vou vir aqui, vou informar a Câmara de Vereadores; vai vim à informação direto para a Câmara de Vereadores, Senhor Presidente, respondendo que está tudo certo. Mesmo assim convidamos também para estarem aqui na Câmara de Vereadores no próximo dia 26 de Junho aonde que nós vamos realizar uma audiência pública para tratar desse tema e aí a ANEEL ficou de mandar um representante que essa Casa deve, Sr. Presidente, acompanhar para ter ou não ter essa confirmação desse representante. Então está aqui o relatório; nesse relatório a gente narra um pouquinho do que aconteceu desde o recebimento da denúncia nesse Vereador, todas as falas que aconteceram no dia que esteve aqui representante da RGE, o convite para audiência pública e anexo é esta vão as 140 contas que o Rodrigo falou. Então se ainda mais alguma pessoa quiser mandar uma das suas contas procure a nossa bancada que até o dia de amanhã o Rodrigo deve estar enviando aí, em nome da Câmara de Vereadores, com uma correspondência registrada para ANEEL para regular ou auditar essas contas da Rio Grande Energia. Então essa eram os dois relatórios que eu gostaria de dizer para vocês. Enfim, gostaria também de dizer que chegou a hora desse Vereador dizer um até logo a essa Casa Municipal. Primeiramente a minha vida tem dado uma reviravolta nos últimos 40 dias, nos vem um convite que me deixou muito honrado de estar lá no Governo do Governador Eduardo Leite, na Casa Civil, com uma condição de trabalho que bah! Me deixou extremamente com vontade de assumir porque era um desafio e tanto e quem aqui vive a vida política sabe o quanto que seria importante trabalhar na Casa Civil do Governo do Estado Rio Grande do Sul, mas naquele momento nós estamos não porque gostaríamos de continuar aqui na nossa cidade exercendo o nosso papel. Passando esse convite nós tivemos um novo convite e é o que me traz aqui hoje, pedir a Câmara de Vereadores no Requerimento que nós estamos apresentando nº 84 em que nós pedimos a votação no final desta nossa manifestação, Senhor Presidente, que pede a nossa saída da Câmara Municipal por um tempo indeterminado para assumir uma função no Executivo Municipal a frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Um desafio que, novamente essa pergunta me fez e hoje a minha esposa me disse “Tiago não estou te vendo tão empolgado com esse convite”. E eu disse assim “não. Eu estou muito empolgado, muito feliz, mas eu estou tentando me concentrar porque o desafio é muito grande”. Então o desafio é extremamente grande e tudo que eu faço na minha vida eu tenho medo desgraçado de não acertar, eu procuro fazer tudo para dar certo e também por outro lado eu disse para ela “eu adoro ser Vereador, como eu me sinto bem sendo Vereador”. Eu acho que essa impressão que todos vocês tem. Mas aqui algumas pessoas já estiveram no Executivo, sabem que é importante também, e você tem uma ferramenta muito maior de poder executar políticas públicas que talvez é o que nos motiva a estar aqui; então pelo compromisso popular com as pessoas. Então esse convite e o Ver. Arielson trazia pauta, Ver. Tadeu falava da pauta, outros Vereadores falavam da pauta que era relacionado ao meio ambiente né; direta ou indiretamente né Vereador. Então o que me deixa assustado Vereador é que a gente sabe do compromisso. A gente sabe do compromisso, sabe da necessidade, porque a Secretaria do Meio Ambiente ela trabalha no dia a dia das pessoas; seja lá no lixo através da situação transversal com a própria ECOFAR, seja na capina, seja na conservação das praças e parques, seja no Horto Municipal para deixar a cidade embelezada, florida e com aspecto bem agradável e ser bem receptiva. E também a preocupação do que é nosso né Ver. Tadeu, nosso solo, nosso lugar que nós vivemos, a cidade que nós amamos, que nós vamos deixar para o nosso filho, problemas crônicos que a gente tem que enfrentar. Então tudo isso me fez aceitar esse desafio e estar caminhando nessa direção. E eu desde já vou precisar da ajuda de toda a comunidade, de todos os colegas Vereadores, e tem usado o Vereador Arielson que o mais importante é a gente abrir o diálogo e o Governador Eduardo fala isso eu concordo com ele, “a gente tem que conversar com quem concorda e com quem não concorda com a gente”. Muitas vezes até com quem não concorda faz a gente sair né do nosso comodismo. E fazendo isso eu queria saudar e cumprimentar porque o nosso suplente Leo Guth, através dos trâmites naturais dessa Casa, deve assumir amanhã uma cadeira aqui e eu estou muito honrado do Senhor assumir essa cadeira porque confio no seu potencial, no seu trabalho, nas suas bandeiras de lutas; que estará trabalhando aqui nessa Casa com todos os colegas Vereadores oportunizando aquelas lutas pessoais que tu tem, que eu sei disso Léo, e que tenho certeza que aqui você vai viver um momento maravilhoso. E quero dizer aos meus colegas Vereadores, o Ver. Toffanin falava aqui a semana passada, espero que o Senhor continue falando e que o Senhor não vá embora porque o Senhor faz um excelente trabalho; mas eu quero dizer que todos vocês aqui, a gente já brigou, acertou, se xingou muitas vezes, mas aqui é um aprendizado fantástico. Eu nunca tive essa condição que estou tendo agora de estar na frente como Secretário, aqui muitos já tiveram essa oportunidade; espero poder honrar com muito trabalho é só isso que eu tenho para dizer. Vou tentar me dedicar o máximo, quero ouvir vocês porque vocês são representantes do povo e tenho certeza que vocês vão me ajudar trazendo muitas demandas que essa Casa e através dos seus mandatos enxergam lá na rua. E que comigo podem ter certeza que todos os Vereadores estão com as portas abertas para que a gente possa estreitar o diálogo e não precisa protocolo nenhum; apenas meu telefone está à disposição 24 horas por dia, como falou aqui hoje, com whatsapp, com outros, a gente tem uma forma muito rápida e precisa de se comunicar. Então eu quero dizer que o que eu aprendi aqui na Câmara de Vereadores talvez me ajude também nesse novo desafio que eu só tenho uma coisa para entregar, minha vontade de dar certo. De me dedicar do primeiro ao último dia para conseguir entregar. Eu acho que estar à frente da Secretaria é servir né Ver. Arielson?  Ver. Arielson teve muitos anos aqui, o Ver. José Mario Bellaver, enfim, tantos outros, Ver. Jonas, Ver. Fabiano Piccoli, o Ver. Alberto Maioli por algum momento, o Ver. Raul; enfim diversos Vereadores tiveram esse momento de estar. Mas Ver. Alberto Maioli a sua experiência, por exemplo, só na questão de conhecer as plantas como poucos conhecem nessa cidade, quero sentar muitos dias lá no teu lado e aprender contigo também porque tenho certeza do teu conhecimento, da tua sabedoria. E assim eu quero fazer com a comunidade. Então nos procurem estou à disposição e que esse desafio possa me dar à certeza que eu fiz o meu trabalho da melhor forma possível. Não é sobre resolver todas as coisas, mas é a tentar dar o seu melhor. Acho que isso é ser servidor público e a partir de quarta-feira, às 8 horas da manhã, aonde que nós vamos receber essa, após ser empossado nessa função, estou aberto a aprender com vocês para que a gente possa junto servir a população. Que nesse dia de festa que marca para mim o momento de fechar um pequeno ciclo para abrir um novo espaço, possa o bom Deus me conceder toda a luz necessária para que eu possa fazer um bom trabalho. Eu agradeço mais uma vez a presença de todos vocês e que nesse dia de comemoração nós todos vamos dizer ‘viva a cultura italiana do Rio Grande do Sul’. Muito obrigado e boa noite.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Convido nesse momento o Partido da Rede Sustentabilidade para que faça uso da tribuna. Com a palavra o Ver. Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: “go tre papelette qua in mano.  Un le per saudar le tutti, dopo vo parlar qualquer roba e per fine vo fara la cantata” (tenho 3 lembretes na mão. Um para saudar todos, depois vou falar um pouquinho e por fim foi cantar um poema). Senão não seria meu jeito. Primeiro lugar quero cumprimentar nosso querido Presidente, Vereadores, Vereadora Eleonora, esta família ‘del filó’ que beleza! O Sachetti, um grande trabalhador, um dos maiores produtores de uva de mesa do município de Farroupilha, Gobatto, Menzen, imprensa, o nosso amigo suplente de Vereador que vai assumir também, Ricardo Ló, Leandro Adamatti, a Ortenila, filha do falecido Wilson Tartarotti e da Dona Amélia Claudino Mucelini e de Palmira Beria Mucelini (retificação de acordo com solicitação feita na ata nº 3939 de 11/06/2019). Tu falou uma coisa muito importante que me chamou a atenção. Que os italianos vieram da Itália como bandido é mentira. Eu tive o privilégio de estar na Itália e um síndico que era um Prefeito, síndico pela Itália é um Prefeito, que se nós não tivesse o nossos antepassados vindo embora da Itália não teria nenhum italiano porque teria morrido tudo lá. Realmente era isso que acontecia, não tinha nenhum italiano aqui porque ia morrer tudo lá. Graças a Deus que aqueles nossos antepassados conseguiram escapar e vir embora. Falar de italiano, de bandido, eu quando ia no colégio “me da una rabia ancora encoi”(me da uma raiva ainda hoje); eu não sabia falar português, não sei nem hoje falar o português correto, falo meio italiano, mas quando dizia palavra “stianni”(antigamente) eu apanhava da professora, aquela sem vergonha. Mas tudo bem. Bom “adesso di qualquer robetta sol per” (agora umas palavrinhas só para) não ficar só na canção. Que do nosso Presidente que está lançando um Projeto de Lei aqui para a Câmara ficar mais enxuta, e parabéns eu vou já favorável ainda hoje voto o Projeto de Lei, não amanhã hoje ainda. Mas assim deveria ser e infelizmente todos os segmentos da vida politica que das vezes eu critico e das vezes me criticam porque eu digo as verdades. Que por causa de apadrinhamento politico botam pessoas incompetentes em setor que não sabe representar. É porque me ajudou a fazer campanha, é porque isso, porque aquilo. E realmente é isso que acontece. Agora que se gasta dinheiro evidentemente que na Prefeitura se gasta dinheiro bastante; no hospital que vai ‘mil contos por mês’ é um salário que vai em uma Secretaria da Agricultura ganha um milhão e pouco só por ano. “Gente il fini una vergogna esmarça dei cane” (uma vergonha como um cachorro podre). Mas vai fazer o quê? Agora quero dizer uma coisa para vocês. Que o Ver. Raul falou da previdência e eu sou meio grosso para falar. A previdência tem 20% do povo brasileiro que ganha mais do que os 80% da outra população. Isso é uma ladroeira. E vocês aposentados, vocês que ganham salário mínimo, não ganham suficiente para pagar a Unimed, que é uma outra roubalheira. Que é um direito que nós teria garantido pela Constituição Federal. Isso que me deixa indignado às vezes. É um direito que nós temos garantido pela Constituição Federal. “Ma final va fare che? Le cosita è la vita e noi antri avanti, contente, facere e fin quel signor el ne asa.  Tutti quase di capel le due Meloto qui gamia el capel…”(Mas fazer o quê? Assim é a vida e nós vamos em frente, feliz, contente e que assim DEUS permita. Quase todos de chapéu menos as duas Melotto que falta o chapéu). Mas parabéns por estar aqui presente também. “E lora adesso per mi encerrar la me stacholada perché romai le hora de andar e mangiare e doppo di ancora el pequeno expediente, ma mi parlo adesso per far la me musica doppo no ocore pu que parlo perché ta tutto bene per mi. La me voche le mia tanto buonna ma preste atencion a il conteudo de la letra qui go fato perché mi son de nova milano del quarto distrito”(E agora  chega desse falatório porque está chegando a hora comer e ainda tem mais o Pequeno Expediente, mas agora vou fazer o meu poema porque depois para mim está tudo bem. Minha voz é mais ou menos, mas presta atenção na letra que fiz porque sou de Nova Milano no 4º distrito); e é um direito até que eu tenho de cantar uma música para mim foi eu que fiz a música ainda né, imagina se não seria eu. Agora vou pedir uma coisa quando terminar de cantar pode bater palma também, só quando terminar de cantar. De cantar versos pro povo eu sempre tive meu plano, eu moro em Farroupilha distrito Nova Milano; lugar tão maravilhoso de gente que tanto amo, é um povo hospitaleiro com muito calor humano; pra esta gente querida eu canto qualquer instante, e quando vocês me ouvirem até bom que se levante; é um povo trabalhador igual nosso bandeirante de quando aqui chegou os três primeiros imigrante; três famílias aqui chegaram desbravando o infinito, tudo aquilo que fizeram hoje está mais bonito; mas antes de eu cantar eu sempre me certifico era Crippa e Radaelli e a outra Sperafico; esta é uma linda história da nossa imigração e o trabalho continua com a nova geração; tem uma palavra linda que se chama educação isto é fruto de um trabalho desta bela criação; os exemplos que deixaram me obrigou de escrever era uma vida dura não tinha o que escolher; quantas noites sem dormir e até mesmo sem comer, mas plantaram belos frutos para podermos colher; esses nossos imigrante sua missão já cumpriu e as novas gerações quantas belezas que viu; foi tantas dificuldade que na pele ele sentiu que Deus abençoe a todos também os que já partiu.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Nesse momento colocamos em votação Requerimento de nº 087/2019 formulado pela bancada do MDB e apresentado pelo Ver. Arielson Arsego. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores. Requerimento nº 87. Subscrito? Subscrito por todas as bancadas. Em votação o Requerimento de nº 084/2019 formulado pelo Ver. Tiago Ilha da bancada do PRB. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores. Passamos então neste momento ao espaço destinado ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, demais Vereadores. Quero aqui até não me estender por muito tempo, mas fazer o meu cumprimento aqui ao Ricardo Ló, a Ortenila e em nome de vocês três cumprimentar a todos vocês que estão presentes na nossa Câmara de Vereadores nesse dia que é tão especial, e que nós possamos comemorar outras datas, outros 20 de maio juntos e quem sabe até de uma maneira mais aprofundada e com um reconhecimento, quem sabe, até melhor de que representa esta data para nossa região, para o nosso município e para o nosso estado. Quero apresentar o Requerimento de nº 082/2019 Senhor Presidente aonde ‘o Vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência, que seja enviado ao Poder Executivo para que realize manutenção na travessa da Rua Alicio Otavio Maioli, ao lado da empresa J&J Embalagens, no Bairro Cinquentenário – Distrito Industrial de Caravaggio’. Nós temos na verdade essas ruas que estão aí no distrito industrial de Caravaggio que estão com bastante dificuldade, algumas de trafegabilidade, a gente sabe que aí tem inclusive alguns estabelecimentos comerciais que foram autorizados; a gente tem também empresas que utilizam para escoamento da sua produção e recebimento de insumos. Então eu gostaria que o Senhor pedisse a votação desse Requerimento e que possa o Prefeito Municipal atendê-lo com a maior brevidade possível.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado .Vereador. Em votação Requerimento de nº 082/2019 formulado pelo Ver. Jonas Tomazini da bancada do MDB. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os seus Vereadores. A palavra continua com o Vereador.

VER. JONAS TOMAZINI: Também para abordar assim rapidamente alguns assuntos eu quero dizer, Ver. Arielson, que eu lembro daquela situação da inauguração lá da unidade básica de saúde do bairro Belvedere. Que se eu não me engano foi inaugurado numa quarta ou quinta-feira e ela abria na segunda e nós tínhamos integrantes da atual administração que colocaram que foi feita uma inauguração e que só foi colocada em funcionamento dois ou três dias depois que ela foi inaugurada. Isso está registrado em redes sociais, a gente tem isso para comprovar, e eu fico imaginando a vergonha que tem, na verdade, essas pessoas hoje de saber que colocaram placas de inauguração em serviços como a UPA, em serviços como UCI Neonatal e que até hoje passaram aí mais de dois, estamos indo para o terceiro ano, e que ainda não colocaram os serviços à disposição da população. Nós podemos utilizar exemplos de UPAs fechadas, mas também podemos utilizar exemplos de UPAs abertas. E nós temos duas próximas nas cidades que são mais próximos do nosso porte, e que são cidades vizinhas, que é Caxias do Sul e Bento Gonçalves, e as duas estão com UPAs funcionando. Caxias inclusive uma funcionando e a outra que está sendo reestruturada de atendimento de posto de saúde para UPA em breve. Com relação aos  recursos que estão sendo repassados para o Hospital São Carlos nós temos dois apontamentos a serem feitos; nós temos o apontamento de que o percentual do orçamento que hoje é repassado para o hospital é praticamente o mesmo que era repassado a 6 ou 7 anos atrás e temos que fazer também um adendo aqui no sentido de que o Farroupilha não tem serviço de atendimento 24 horas do município. Não tem, é só pelo Hospital São Carlos. Então outros municípios têm serviços de atendimento 24 horas e isso poderia fazer com que o recurso repassado para o hospital fosse diferente, mas Farroupilha tem um compromisso com o hospital porque inclusive não tem serviço Municipal de atendimento 24 horas. Então nós entendemos que o recurso de hoje pode sim ser melhorado e Farroupilha teria que ter um compromisso maior com uma única Casa de Saúde, tanto para internação hospitalar como também para o atendimento emergencial, visto que não teve capacidade de colocar, por exemplo, a UPA em funcionamento. Embora tenha lá colocado uma placa de inauguração. E para concluir eu gostaria de dizer com relação à postura do Governo Municipal perante o Governo do Estado e a gente disse isso na imprensa e eu quero cumprimentar aqui o Ramon do jornal Informante, em que nós percebemos que nesses cinco meses de 2019 houve uma diferença muito grande da Administração Municipal com o Governo do Estado. E aqui eu não estou analisando as pessoas, não estou analisando a competência de cada um, mas apenas dizer que mudou muito essa relação; da briga, de querer disputar, de entrar na justiça, se passou a uma situação muito mais calma só porque se mudaram os nomes. E eu acho que isso não é a postura adequada para os gestores municipais. Era isso muito obrigado Senhor Presidente.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente. Queria apresentar o Requerimento nº 81 e nº 83. O nº 83 é para que nós possamos convidar o escritor e professor Loss Luzzatto para que venha a esta Casa falar um pouco do Projeto e do livro dele sobre o ‘talian’, dentro dessa nossa sugestão de Projeto de Lei que tornará então o ‘talian’ língua cooficial do município. Então depois se o Senhor quiser botar em votação já esse Requerimento.

SANDRO TREVISAN: Colocamos em votação o Requerimento de nº 083/2019 formulado pelo Ver. Fabiano A. Piccoli da bancada do Partido dos Trabalhadores. Os Vereadores que tiveram de acordo permaneçam como estão. Encaminhamento de votação Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. Eu gostaria de nesse momento em votar a favor do Requerimento, mas deixar aqui um pedido para que se o Senhor quiser nós temos aqui inclusive encaminhado na época pelo Presidente do Filó, o Ricardo Ló, que dispõe sobre a cooficialização da língua do ‘talian’ – vêneto brasileiro; a Língua Portuguesa no município é um outro município. Mas tinha uma cópia de uma Lei, a intenção da apresentação deste Projeto e, se possível, então já que como o líder do governo encaminhará ao Executivo Municipal para que se torne aqui então uma, como mistura o dialeto Vêneto, Lombardo, Trentino, enfim; gostaríamos nós, também, de poder participar desse Projeto ou de encaminhar, pelo menos, para que o Senhor possa ter alguns dados, se é que já não tem esse aqui também. Obrigado Senhor Presidente.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Senhor Vereador. A palavra continuando, ah desculpa vou colocar em votação. Em votação o Requerimento de nº 083/2019 formulado pelo Ver. Fabiano A. Piccoli da bancada do Partido dos Trabalhadores. Os Vereadores que tiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado pelos Senhores Vereadores. Subscrito pelas bancadas, todas as bancadas. A palavra continua com o Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente. E sem dúvida Ver. Arielson nós podemos assinar, todos os Vereadores assinar este Projeto de Lei que é um Projeto de Lei para a cidade. Então a gente pega as informações que vocês têm com a sugestão que nós estamos trabalhando e vamos ver se a gente pode aprimorar esse aqui, assinamos todo mundo o Projeto de Lei. Eu nem apresentei o Requerimento ainda porque a gente está ainda trabalhando e vamos trazer o Darci aqui para gente ouvir ele e depois a gente apresenta um Requerimento quando todos os Vereadores assinando a sugestão do Projeto de Lei. E o Requerimento nº 81 é para que nós possamos enviar um ofício de parabenização a Escola Santa Cruz pelos 95 Anos de atuação na comunidade farroupilhense, que ocorreu no dia 7 de Maio. A escola então ela passou, ela foi adquirida em 74 pelo município depois de 75 o prédio então passou a pertencer à rede Municipal de Ensino e passou a chamar Escola Municipal de 1º Grau Incompleto Santa Cruz. Em 77 então foi autorizado o funcionamento da 7ª e 8ª série, então passou a ser chamado escola de 1º Grau Santa Cruz   e em 99 Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Cruz. Então Senhor peço que coloque em votação o Requerimento nº 81.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Em votação o Requerimento de nº 081/2019 formulado pelo Ver. Fabiano A. Piccoli. Encaminhamento de votação Ver. Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Só para acrescentar, acho que é importante o Requerimento do Ver.  Fabiano A. Piccoli. Mas só para a gente se lembrar um pouquinho atrás, a questão de não muito tempo atrás, nessa tribuna nós tínhamos então, hoje é falecido, sempre lembrado Prefeito Clóvis Tartarotti, que falou justamente sobre essa questão da Escola Santa Cruz. Ele ficou sabendo que as irmãs, me lembrar, as irmãs queriam vender sair de Nova Milano, foi lá e disse “não, o município vai comprar”. E não tinha recursos. Depois de ter assumido o compromisso, termo de compromisso com a direção da escola, que ele foi atrás de recursos do Governo do Estado, Secretaria da Educação; ele foi lá e conseguiu adquirir esse patrimônio que hoje é do município de Farroupilha. Só para deixar registrado então esse ato de coragem do então Prefeito Clóvis Tartarotti, que merece homenagem em função de ter adquirido aquele patrimônio das irmãs lá em Nova Milano. Muito obrigado Sr. Presidente.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Colocamos em votação então o Requerimento de nº 081/2019 formulado pelo Ver. Fabiano A. Piccoli da bancada do PT. Os Vereadores que tiveram de acordo permaneçam; aprovado por todos os Senhores Vereadores. Subscrito por todas as bancadas. A palavra continua à disposição do Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Só consertando o tempo que não foi parado; tem dois minutos e meio. Então para finalizar, só Ver. Jonas, a UPA de Caxias, que bom que está em funcionamento, agora a diferença é que o governo Municipal de Caxias ele investe no Hospital Geral informações que, não tenho desse ano, mas é menos de R$2.000.000,00/ano no Hospital Geral. E nós, ela é referência em alta complexidade para nós em alguns serviços, mas a população de Caxias é mais de 500 mil habitantes; e o município injeta do recurso próprio em torno de R$2.000.000,00. Nós aqui em Farroupilha, uma população de 70 mil habitantes, em um hospital que é a única nossa casa de saúde nós botamos R$13.000.000,00. Então a gente sabe que é um valor que vem sendo posto, os governos anteriores também com uma proporcionalidade em relação ao orçamento que poderia ser maior, mas é um grande volume de recursos aplicados. E eu discordo do Senhor quanto faltou competência. Se o Governo do Estado e o Governo Federal tivessem cumprido a sua parte a UPA estaria aberta. Porque o município não teria investido, não teria que desembolsar tanto recurso; mas Governo do Estado e o Federal não cumprem a sua parte. Não cumpre nem com o Hospital São Carlos. Não cumpre nem com a nossa educação, não cumpre com os buracos das rodovias que não tapa, não tem capacidade de tapar. E não é esse governo. É um problema financeiro histórico do Governo do Estado que o Governo Tarso não cumpriu, o Gov. Sartori não cumpriu e agora o Gov. Eduardo Leite não está cumprindo. Então é uma falta de recurso, mas uma falta de prioridade desses entes federados com o município de Farroupilha. E o erro, aí eu acho que foi um erro a falta de competência do Governo Federal, lá atrás, ter iniciado um processo de ter as UPAs, que é uma ideia legal, mas não dá sustentabilidade com a manutenção e o custeio. Porque desses R$13.000.000,00 R$500.000,00 que o município coloca no hospital é de incentivo, o quê que é incentivo? É um dinheiro para pagar os custos fixos e os custos outros que existem; e os outros R$500.000,00 é compra de serviços. Como é que o município vai conseguir sustentar uma UPA e um Hospital São Carlos nos mesmos moldes, com a mesma aplicação de recursos. Nós não temos condições. E isso não e o Prefeito Claiton, não é o Prefeito Baretta, não é Prefeito Pasqual e o próximo Prefeito, não tem condições. Então eu discordo, respeito, mas eu discordo. Acho que talvez a falta de competência foi lá atrás de planejar e talvez uma falta de planejamento porque talvez fosse a oportunidade do município de falar: não, nós não vamos investir na UPA porque senão não vamos ter recurso para aplicar. Então talvez aí nesse ponto eu concordo, mas não que haja falta de competência. Podemos discordar ou até concordar na entrega da obra, botar placa; essas coisas a gente concorda, mas no mais não. Obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Arielson Arsego. Pode ser? Depois o Senhor.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. O planejamento da UPA foi feito Ver. Jonas, o planejamento da UPA era ser feito do lado do Hospital São Carlos. Na época em que se fez esse Projeto foi uma busca de recursos para colocar lá no Hospital São Carlos, lá no plantão aonde é feito o atendimento pronto-socorro 24 horas; ao lado do hospital era para ser colocado a UPA. O Senhor Prefeito mudou o planejamento feito na época da busca de recursos que foi feito pelo MDB e pelo PP. Nós fizemos a busca do recurso para instalação de uma casa de saúde ou de um local de saúde para atendimento 24 horas. Tinha lá neste local já instalação, a entrada de energia elétrica. E esta administração por achar que devia fazer um elefante maior construiu ela em uma troca, em uma permuta de terreno, equivocada em um valor super diferente que deveria ser. Trocou a garagem da Prefeitura, entregou, pegou aquele terreno da onde está construída a UPA, atrás do cemitério; vendo depois que fez errado, mais um mau planejamento que fez, vendo que fez errado pegou a garagem da Prefeitura de volta e deu 10 terrenos para o proprietário que tinha aquele terreno. Então gente 13 terrenos. Então dizer que não houve planejamento na época Ver. Fabiano A. Piccoli, o Senhor vai me desculpar, mas é aquilo que o Senhor disse: a visão que o Senhor tem e a visão que nós temos. Mas que naquela época Ver. Jonas Tomazini, com toda razão, foi feito errado; foi feito errado. Deveria ter sido colocado ali, aí não precisava o pronto atendimento. Aí o dinheiro que vinha do Governo Federal, por menos que viesse, viria. Hoje para o pronto atendimento do Hospital são Carlos não vem. Se fosse assim na época hoje abriria uma porta, quem sabe viria para o lado do hospital, mas tem aquele que dizem “não, mas não ia”. Não ia poder? Mas ficar um prédio fechado 3 anos pode? Aí inventaram que ia ser feito o Hospital do Amor, que ia ser feito não sei o quê, as cidades ao redor do nosso município. Onde é que está o Hospital do Amor?  Mais uma vez foram lá na imprensa falar e o povo ouve e, às vezes, acha que está feito; mas não está feito também. E aí nós ouvimos falar que um outro, uma outra atividade lá; também não fizeram. Pegue aquele posto de saúde converse com o Governo Federal, ou melhor, a UPA, coloquem lá dentro o pró-saúde e parem de pagar aluguel. Coloca o CAISME, coloca sei lá eu o quê de atendimento de saúde, mas para de pagar aluguel. Se não tem dinheiro para botar a UPA funcionar e tem dinheiro para pagar aluguel; termina, vai lá e pega e bota essas partes do município que trabalham com saúde lá dentro da UPA, e para de pagar o aluguel, daí sobra dinheiro. Quando nós estávamos no governo nós pagávamos R$330.000,00 de aluguel por ano. Hoje se paga mais de R$1.100.000,00 de aluguel por ano. E vem na imprensa dizer que tem um superávit ou uma sobra dinheiro porque estão cuidando do dinheiro de Farroupilha. Permito um aparte para a Ver. Eleonora.

PRES. SANDRO TREVISAN: Aparte Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Obrigado Ver. Arielson Arsego pelo aparte. Só para lembrar que na primeira gestão do Prefeito Claiton mais de 60% da verba que entrou para o Hospital São Carlos veio da União Vereador Fabiano A. Piccoli. Da União e do Estado. Nunca, nunca teve tanto dinheiro da União e do Estado como na primeira gestão do Prefeito Claiton. E mesmo assim olha o que aconteceu com o hospital. Muito obrigado.

VER. ARIELSON ARSEGO: Vereadores se aumenta IPTU, se aumenta impostos. Nós ouvimos aqui o Vereador Raul Herpich na tribuna dizendo que não deve aumentar imposto né; foi o Senhor falou? Na verdade aqui foi aumentado. Os Vereadores da situação votaram para aumentar o imposto do IPTU em mais de 80% em um ano e mais 80% no outro. E aí se arrecada esse dinheiro, e o orçamento do município subiu. Para vocês terem uma ideia lá no governo do Prefeito Baretta, nos quatro anos, foi R$482.000.000,00; nos quatro anos do Prefeito Claiton foi R$812.000.000,00. R$330.000.000,00 a mais; e sabe quanto foi a mais para o Hospital? Nenhum pila! Foi sempre R$13 milhões, sempre 13, 13, 13, 13, sem falar do número também Vereador Fabiano A. Piccoli.  Mas sempre foi assim. Se, aumentou o tamanho do orçamento dessa maneira porque não aumentar um pouco o tamanho ou a fatia que vai para o Hospital. Vamos ver em percentual quanto é isso. Obrigado Senhor Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Sr. Presidente, colegas Vereadores, saudar a Vereadora Eleonora. Uma saudação especial nesta noite ao Ricardo Ló, ao Leandro Adamatti, a Ortenila, o casal do Expedito e a Natália Copelli, enfim a todos os componentes do Filó, do Círculo Italiano; uma saudação carinhosa a todos os presentes nesta noite. Os Vereadores que me antecederam falaram da história e eu também gostaria de lembrar alguma coisa que eu aprendi, há muitos anos atrás, com meu avô. Meu avô faleceu com 88 anos e fazem 55 anos, 56, que ele faleceu.  Então imagina foi um dos primeiros italianos que chegaram aqui na serra, que pertencia ao município de Bento Gonçalves. Eu me recordo que eu ia visitar ele, eu era um gurizinho, e ele picava o fumo numa mesa e aquela mesa ela estava até afundada de quanto fumo que ele cortava para fazer o cigarro Ver. Alberto Maioli. E ali ele fazia um cigarrinho para mim também, imagina só o avô. E contava essas histórias, das dificuldades que tiveram, com o sofrimento que passaram naquelas ocasiões; imaginam há 100 anos atrás, 120, as dificuldades que existiam Leandro. Sem moradia, sem dinheiro, sem casa; e as casa era coberta, não recordo quem, o Leandro que deve ter falado, cobertas de capim e em redor eles cortavam árvores de um porte médio e depois preenchiam com barro para não passar o vento. Imagina aquelas crianças, aqueles pequenos, o sofrimento para criar essas criaturas que passaram naquela época. E ele me lembrava muito bem, e que eu guardei,  que uma irmãzinha dele, a mãe dele disse que passou uma noite inteira, que o pai do meu avô foi para um moinho no Machadinho, Nova Milano. Saia às costas com 20, 30 quilos de milho e saia lá dos caminhos de pedra e ia à Nova Milano ou Machadinho para moer o milho e não conseguiu voltar. E ele, meu avô, perdeu uma irmã que a mãe dele ficou com toda a noite, que não tinha iluminação, com ela morta no colo. Imaginam a tristeza daqueles nossos antepassados. E muita gente não se lembra, não é divulgado. E o Filó, a participação que eles tinha sempre se visitando as família. A capelinha que hoje ainda existe no interior, só que hoje se não está em casa o vizinho põe em cima do muro, põe na porta. Naquela época não, era levada na família e aquela família que entregava a capelinha se rezava o terço. Vejam só a diferença daquele tempo. É bom que vocês continua mantendo o grupo, permanecendo essa tradição, tendo essa cultura que está se perdendo. Acredito que 98% já se perdeu infelizmente né, mas graças a vocês ainda está viva e permanece no nosso município, que bom. E concordo plenamente contigo Leandro que o ano que vem tenha que ser feita uma comemoração no 145 anos da imigração italiana no nosso município. Parabéns  mais uma vez para todo o grupo, a todos os incentivadores, e  continuem que com certeza terão muito apoio inclusive dessa Casa; com certeza vão ter esse apoio para festejar 145 anos da imigração italiana no próximo. Também dizer, cumprimentar o colega Ver. Josué Paese Filho que no último sábado foi eleito Presidente do PP. Parabéns, sucesso ao vice também e toda a executiva do PP para que continue trabalhando em prol do nosso município. E dizer também que os colegas falaram da UPA, do Hospital, e eu me recordo muito bem que ano passado a administração, Prefeito, integrantes da administração, dizia “o estado nos deixa mais encargos para o município, a união não repassa recurso e deixa mais compromisso para o município” e se hoje o Prefeito indo encontro do Estado para assumir mais ônus para o município. Ainda não está bem claro essa situação Ver. Jonas, eu acredito que tem que ser revisto todo esse trabalho que está sendo feito pela Administração Municipal. Era isso Sr. Presidente muito obrigado.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite Presidente, colegas Vereadores. Boa noite Ricardo Ló, Ortenila, Adamatti, todos integrantes do grupo Nei Tempi del Filó, grupo Nani e todas as pessoas que continuam nos acompanhando apesar do adiantado da hora. Antes de colocar dois Requerimentos que eu tenho de lê-los eu gostaria de dizer uma palavrinha para o Adamatti. Adamatti eu queria te dizer que podem tirar tudo de nós, podem tirar tem importância da nossa festa da Fenakiwi; podem tirar tudo de nós, mas não pode tirar o orgulho que nós temos de ser o berço da imigração italiana. Isso não vão conseguir tirar de nós. Podem até não fazer evento nenhum para comemorar esses 144. Podem não fazer nada. Podem não fazer evento nenhum que multiplique o fato, nem mesmo que multiplique a divulgação da nossa cultura, mas esse orgulho não vão tirar de nós. Era isso que eu queria te dizer. Obrigado, muito obrigado. Bom tenho dois Requerimentos que eu gostaria de ler e contar com o apoio e a votação favorável dos Senhores. O Requerimento de nº 085/2019 que enquanto eu leio fotos ilustrativas serão vistas no mural. ‘A Vereadora signatária, após ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência, que seja enviado ao Poder Executivo que realize limpeza e manutenção dos acessos à passarela que liga o Bairro Pio X ao Bairro Industrial’. Na realidade a gente poderia pegar o gancho do Ver. Arielson. Desculpem o dedão, não é plantação de tomate é meu dedão mesmo. Vocês podem observar que nós não temos, não tem como os munícipes chegarem à passarela. A uma passarela que foi feito melhorias nesse Governo, mas que os municípios não têm como chegar até ela. Eu fiquei mais de uma hora lá observando e as pessoas se aventuravam, com crianças e tudo, por baixo porque elas não têm como chegar aos acessos, não tem. O mato é alto, às vezes mais alto que as próprias pessoas, e as pessoas se aventuram, se aventuram por baixo da passarela. Esses moradores do Pio X, esses moradores do Industrial, por acaso eles não pagam IPTU? Por acaso a vida deles vale menos do que esses que vão ali e que passam pelos buracos? A vida deles vale menos por acaso? Só um pouquinho, eu só vou que eu vou terminar e depois já lhe cedo o aparte. Eu acho que limpar o acesso para as passarelas vai evitar a acidente, vai evitar acidente no futuro. Então eu gostaria muito que os Senhores me ajudassem, o Senhor principalmente Ver. Aldir Toffanin. Que os Senhores me ajudassem nisso, mas não a mim porque eu estou só representando pessoas dessa comunidade que vieram me procurar e me pediram, por favor, para representa-los aqui. Sim eu concedo um aparte.

SANDRO TREVISAN: Aparte Ver. Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Obrigado pelo aparte Ver. Eleonora. Apenas eu queria contribuir com a Senhora que esse serviço já foi executado no dia de hoje. Já está então limpo o local. Obrigado pelo aparte.

VER. ELEONORA BROILO: Nossa! Muito obrigado. Bola de cristal. Muito obrigado. Eu vou lá de novo, com certeza. O Requerimento então de nº 86/2019 ‘os Vereadores signatários após ouvida a Casa requerem a Vossa Excelência que seja enviado votos de congratulações e sucesso as idealizadores da ‘campanha Joaninha’: Laura Cunha, Valentina Peters Piazza e Fernanda Dani. É bem rápido.

SANDRO TREVISAN: Espaço de líder de bancada?

VER. ELEONORA BROILO: Já estou terminando. Para quem não sabe a ‘campanha Joaninha’ então se refere a, tem o objetivo de arrecadação de ração para cães e gatos abandonados. Essas meninas conseguiram retirar

SANDRO TREVISAN: Concluindo Vereadora.

VER. ELEONORA BROILO: retirar do luto algo tão gentil e maravilhoso como a ‘campanha Joaninha’ em prol de Joana Rossler Roncatto. Muito obrigado, era isso. Eu gostaria de colocar então em votação ambos os Requerimentos.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereadora.  Em votação então o Requerimento nº 085/2019 formulado pela Vereadora Eleonora Broilo da bancada do MDB.  Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Encaminhamento Ver. Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Sr. Presidente, Srs. Vereadores. Eu já havia solicitado esse pedido verbalmente até a ECOFAR e hoje às duas horas da tarde eu recebi as fotos onde o trabalho estava feito. Então acho que não há necessidade do Requerimento; se quiser a gente favorável, não tem problema, mas até lhe pediria para retirar o Requerimento Era isso Sr. Presidente, obrigado.

SANDRO TREVISAN: Então encaminhamento Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Vereador até que bom que foi feito. Acho até que dar uma olhada, tem que ver se foi feito do jeito que o Vice-Prefeito Pedro Pedroso falou que ia fazer. Porque ele foi na rádio há um ano atrás falar que ia fazer isso e hoje tem aqui o Requerimento e eles fizeram hoje Ver. Aldir Toffanin. O Vice-Prefeito foi na rádio e as pessoas que não moram nesse local, que moram nos outros bairros vão achar que é verdade o que ele foi lá falar. Que ele disse que ia fazer tudo calçadas para que o pessoal pudesse passar da rua São Jeronimo e que fosse dar lá nos condomínios e lá no bairro Industrial,  com as telas todas ao redor; as telas até eu acho que ainda tem porque na época que nós colocamos eles arrancaram tudo, mas com as telas e que iam fazer um piso ali sobre os trilhos do trem para que as pessoas pudessem caminhar melhor. Mas isso foi um ano atrás. E hoje por coincidência, que bom! Tomara que tenha sido feito. Mas eu acho que o Requerimento pode ficar também Vereador; também quando chegar na Prefeitura, se foi feito, arquiva e pronto.

SANDRO TREVISAN: Em votação então o Requerimento nº 085/2019 formulado pelo Vereadora Eleonora Broilo da bancada do MDB. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores. Em votação o Requerimento de nº 086/2019 formulado pela bancada do MDB e apresentado pela Vereadora Eleonora Broilo. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores e subscrito pela bancada do PP, subscrito por todas as bancadas. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Sr. Presidente, colegas Vereadores. Quero aqui fazer uma saudação a todos que estão nos prestigiando, quero e nominar também Leandro Adamatti, Ricardo Ló, a Ortenila, que representam as entidades; também quero fazer uma referência à família Polli do Bairro Medianeira, família Copelli também do Bairro Medianeira e o Gobatto do bairro Santa Catarina e a todos que representam aqui o grupo Nani, o grupo Nei Tempi del Filó; e é importantíssimo a presença de vocês assim como a dos demais que nos prestigiam. Eu vou me deter apenas a esse assunto porque acho que no dia que nós  comemoramos uma data tão importante que é hoje, nós farroupilhenses ou as instituições também, a nossa Câmara de Vereadores pelo menos está fazendo uma pequena parte que é importante sim o resgate né dos nossos familiares, avós, bisavós; e o mais importante é resgatar sim a vinda dos imigrantes que nos proporcionaram estar aqui hoje, acho que é fundamental. Eu acho que também é fundamental que o Governo Municipal tendo em vista  nós sermos o berço da imigração italiana no Estado se faça, pelo menos no ano que vem, na minha leitura, um movimento um pouco mais forte e um pouco mais incisiva; tendo em vista que é uma comemoração no meu entendimento, por ser de origem italiana, mas eu acho que é um movimento que não pode ser esquecido ou ser tratado, na minha leitura, como está sendo tratado. Acho que tem que ser feito sim algo mais forte demonstrando que nós realmente usufruímos, não só o grupo Nani ou o grupo Nei Tempi del Filó ou as pessoas que estão inseridas nesse contexto, mas Farroupilha tem que abraçar essa causa porque só assim a gente ter o respaldo e ser vistos como realmente somos, o berço da imigração italiana. Seria isso e parabenizo vocês pelo movimento, por estarem aqui. Obrigado Sr. Presidente.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Senhor Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Vereadora Eleonora. Bem rapidinho porque já temos a hora bem avançada “go visto grostoli e un bicherot de vin lora femo presto qua” (vi grostoli e vinho então vamos andar rápido aqui). Primeiro lugar eu quero agradecer a presença de todos vocês em nome dos Presidentes e estava pensando aqui: imagina como é que estaria hoje, vamos pegar aqui em Farroupilha Estado do Rio Grande do Sul, se não tivesse pessoas como vocês? De chapéu, de camisa xadrez, de colete, que se usavam antigamente. Será que esses três Ver Alberto Maioli, que o Senhor usou na sua canção, os três primeiros imigrantes , será que eles seriam tão lembrados assim se não tivesse esse pessoal aí representando os italianos? Acho que não; com certeza que não estaria. E se vocês pararem e as novas gerações não continuarem vai desaparecer. “Me parlo un pochetin talian e capisco tutto”. E tenho a honra de dizer que a minha filha ela fala o italiano, que ela fez o curso de italiano ai no Circulo Italiano. Ela fala o italiano, ela pratica muito o italiano e o meu neto, com 11 anos, muita coisa ele já esta falando porque ela insiste, conversa com ele na brincadeira, e ele vai pegando. “Se no, niente”.  Então parabéns para você, mas parabéns mesmo de coração pra todos os Senhores e Senhoras. Que nem eu disse vou ser bem rapidinho. Só para completar Ver. Arielson além dos 13 terrenos talvez você, não é que esqueceu, mas de repente com outros assuntos; além dos 13 terrenos mais R$100.000,00 para esse empresário fazer as escrituras. Dinheiro público! Os 13 terrenos. E não vem me dizer que não. Esses 13 terrenos e mais R$100.000,00 foi em troca daquela terreno sim que está lá que hoje continua sendo das maquinas, na garagem. Porque foi feito dois negócios, mas na realidade os 13 terrenos e os R$100.000,00 foi em troca daquele terreno lá embaixo. E terrenos escolhidos pelo empresário; não é pega esse pega aquele, não. Nós fomos visitar os terrenos. Tem um terreno na Vicentina que eu não troco aquela terreno sozinho para onde está a UPA hoje. Um terreno eu não troco. E (inaudível) o Ver. Josué Paese Filho tem razão. Mas tudo bem; está feito está feito. Mas não precisava ter feito tudo isso. E o líder de governo Ver. Fabiano A. Piccoli falou que o Governo não mandou e é verdade, tanto o Estadual que nem o Federal. Mas se não tivesse inaugurado a UPA talvez Vereadores não seria tão comentado hoje, mas inauguraram está lá a placa. Como inauguraram a UTI ou ACI, como é que é? UCI. Inauguraram está lá à placa colocada. Vereador que assume hoje, já vou lhe dizer Ver. Leomar Guth, sucesso nessa cadeira que o Ver. Tiago Ilha está deixando hoje. Ver. Tiago eu aprendi aqui dizer uma palavra do meu ex-colega Vereador Lino Troes, que não é do meu partido. ‘Sou um Vereador de construção’. Então eu quero lhe ajudar nessa nova empreitada que o Senhor vai ter. Uma delas, que eu acho que é uma falta de respeito com as famílias, com as pessoas dentro de casa que pegam o lixo seletivo e coloca aqui, o orgânico coloca aqui. Chegam nos containers Ver. Tiago, eu tenho foto para mostrar, vão lá largam correto o seletivo no amarelo orgânico o orgânico no verde; passa o caminhão, no mesmo momento, e carrega os dois, e eu tenho as fotos. Então quero lhe ajudar, aonde eu enxergar que tem um erro eu vou lhe ajudar; pode contar comigo. E no restante mais uma vez parabéns aos Senhores e logo atrás nós vamos aí tomar um belo vinhoto! Obrigado.

SANDRO TREVISAN: A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Sr. Presidente, ainda as pessoas que nos acompanham aqui. Nesse momento em que faço oficialmente a minha última fala como Vereador nesse momento do município eu gostaria de fazer um agradecimento muito especial primeiramente ao nosso Prefeito Claiton Gonçalves e ao Vice Pedroso por confiarem a mim essa missão. Queria agradecer a nossa bancada em que muitas vezes ‘peleamos’ juntos como diz o outro né, nas lideranças desse momento aqui do colega Ver. Fabiano A. Piccoli e também na liderança do Vereador Aldir Toffanin, e no primeiro momento do Ver. Thiago Brunet. E dividir com todos vocês o meu agradecimento de nesse momento que a gente muitas vezes está aqui discutindo, discordando, mas eu tenho certeza que ao mesmo tempo a gente está aqui se respeitando, porque isso faz parte de um momento político em que vocês observam, nesse momento, uma bancada de oposição uma bancada de situação e isso faz parte da discussão. Acho que quem não quer discutir não vem para a política. Isso faz parte da discussão concordar ou discordar. Quero agradecer o Vereador Jonas com muitos trabalhos que a gente acabou convergindo no ponto de vista das suas iniciativas e muitas delas eu falei aqui, ao meu colega que esteve aqui meu lado Ver. Odair Sobierai, também da mesma forma, com muita tranquilidade e trazendo situações muito propositivas. Quero também dizer ao colega Ver. Jorge Cenci, que é uma liderança comunitária, que eu aprendi a respeitar através das suas visões que sempre foram muito bem válidas; assim como todo o carisma do Ver. Alberto Maioli, as suas cantorias, o seu conhecimento que vai poder nos ajudar nessa nova empreitada. A Vereadora Dra. Eleonora Broilo que trouxe aqui temas muito importantes relacionados à área da saúde, de importante relevância ao município, suas defesas também de Projetos aqui como aquele da ação solidária que eu acho que vai acabar valorizando o voluntariado que acho que ser muito importante no nosso município. O Ver. Fabiano A. Piccoli que traz, na sua forma jovial e atualizada, muitas informações e que me ajuda também no meu dia a dia e que me fez crescer também muito como Vereador. O Ver. José Mário não pelo futebol né Vereador, que eu não gosto de lembrar desse episódio, mas pela sua experiência e seu carisma de muitas vezes nos ajudaram aqui também com as suas experiências . Ver. Aldir Toffanin que traz na sua característica principal a humildade, isso o Senhor nosso Jesus nos mostrou que é, quem sabe, o pilar principal de um homem de um ser humano e o Toffanin tem isso no seu DNA. Ver. Arielson que fizemos diversos debates aqui, tanto de lá quanto de cá, mas tenho certeza que ambos conseguimos aprender com esse debate, com essa discussão que faz parte e que, acima de tudo, sempre foi muito respeitosa e o respeito que o Senhor tem por mim a reciproca é verdadeira também. Quero também agradecer o Dr. Thiago Brunet que se ausentou aqui, está ali o Vereador Thiago, que debatemos, dividimos muitas pautas juntos aqui; temas importantes que agora Vereador Thiago, como a água, vamos estar trabalhando de forma conjunta. Aliás, uma grande discussão importante que devemos fazer na nossa cidade. Ver. Tadeu que me ensinou sobre a sementinha e que a gente procura sempre estar regando e cultivando para que ela possa nos dar bons frutos; assim como os pilares que nós comungamos muito que é a família, que é o nosso património principal e que ela a gente deve estar sempre colocando em primeiro lugar. Vereador Raul Herpich que traz aqui de diversos mandatos, de Presidente dessa Casa a Secretário, sua visão também como advogado de temas importantes que nós vamos discutir, que vocês continuarão discutindo. O Ver. Josué Paese Filho que, além de eu ser cliente dele muitas vezes no lado profissional, nós dividimos também muitas coisas do dia-a-dia e isso fez a gente se fortalecer quanto pessoa, como ser humano e também como Vereador. Vereador Sandro que nós estivemos aqui conversando né, lado a lado, muitos temas polêmicos e outros que a gente acabou convergindo, discutindo, discordando, mas que muitas vezes, como o Senhor costuma dizer que na questão da matemática, a gente tem que chegar a um resultado preciso; e acredito que o poder público tem esse compromisso de entregar para o cidadão de uma forma muito precisa muito coesa e essa tem sido a nossa lição. Então com todos vocês eu acabei de uma forma de outra com os colegas que trabalham aqui na Câmara Municipal e com as pessoas que nos auxiliam em especial hoje é o Rodrigo, que é o nosso assessor da bancada, que vem desempenhando um grande trabalho à frente da bancada do PRB e que acredito que o Vereador que empossa aqui amanhã, Ver. Leomar Guth, vai poder aproveitar muito bem do trabalho dele, que faz aqui na bancada. A todos vocês o meu agradecimento e um até logo. Que eu espero um dia poder estar retornando a esse lugar que eu gosto tanto, que respeito e admiro. Muito obrigado Senhor Presidente.

SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Sr. Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Eleonora. Quero cumprimentar aqui todos os componentes do grupo Filó, os nossos italianos aqui nessa Casa, cumprimentar o Juliano, sempre presente nessa Casa, o Seu Menzen, o meu amigo ‘gringo lá do Bairro América nos dando a alegria de estar aqui nessa noite. Primeiramente eu gostaria de falar para os Senhores um fato lamentável que aconteceu hoje no final da tarde com um empresário que também é farroupilhense, estou me referindo ao Senhor Jaime Andreazza, que estava prestes a inaugurar mais um empreendimento, mais um mercado no Bairro Pio X, no município de Caxias do Sul e hoje por volta das 17:45 aproximadamente, no prédio onde estava verificando as obras para logo logo fazer essa inauguração o teto dessa  e este empresário, pelo que estou sabendo, se encontra hospitalizado. O estado dele diz que é estável, então gostaria de deixar aqui registrado o nosso, desejar a ele pronto recuperação porque é um grande empresário que dá muitos empregos também em Farroupilha, na região toda. Então desejamos que logo logo esteja de volta aos seus empreendimentos, seus negócios, e que esse episódio não passe de um susto. Essa é uma vontade minha e tenho certeza que é uma vontade de todos os Vereadores aqui presentes. Gostaria de cumprimentar e parabenizar o Vereador Josué Paese Filho pela eleição no ultimo sábado e dizer que essa Casa está virando a casa dos Presidentes Vereador Presidente Sandro. Temos aqui 3 Presidente né tchê; 4 Presidentes, temos também o Thiago, 5 com o nosso da Casa né. Mas me refiro a Presidentes de Partido então tem 4 Presidentes nessa Casa aqui. E voltando, Ver. Eleonora, no Requerimento nº 83, se não me falha a memória, apenas para dizer que é um Requerimento muito importante, sem dúvida nenhuma muito importante. Não sei se foi coincidência ou não, foi às 2 horas da tarde que nos passaram as fotos que estava sendo feito; que bom que foi feito né, mas acredito que foi protocolado até depois desse horário o Requerimento né? Mas importantíssimo. A Senhora só fez o Requerimento porque alguém solicitou é assim que funciona essa Casa aqui. Também quero aqui cumprimentar o Vereador Tiago, lhe  parabenizar pelo grande trabalho que desenvolveu nessa Casa até o dia de hoje. Dizer que foi uma alegria muito grande ter o Senhor aqui nessa bancada e também esse Vereador, até surpresa para muitos, está aqui nessa Casa ainda hoje né; a gente deve ficar até o final do mês, nem para sentir saudade já estou de volta. A gente deve ficar até o final do mês e dizer que poderemos até fazer parte da mesma pasta quem sabe, já que recebemos o convite também para ingressar essa pasta, mas primeira mão a gente preferiu não aceitar esse convite haja visto acho que não é muito para nossa área. Mas desejo e sei que capacidade o Senhor tem de sobra e desejar muito sucesso mesmo nessa caminhada que não vai ser uma caminhada fácil. No mesmo tempo aproveitando para cumprimentar o futuro Vereador, Vereador a partir de amanhã, o Leomar Guth, desejar sucesso nessa Casa. E já deu para sentir hoje que tem dias que é fogueira aqui. Então seja bem-vindo a essa Casa e terei a honra e a oportunidade de ser Vereador com o Senhor durante ao menos por três Sessões. Um aparte para o Vereador Fabiano A. Piccoli.

PRES. SANDRO TREVISAN: Aparte Vereador Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado pelo aparte Ver. Aldir Toffanin. Só também para parabenizar o Ver. Josué Paese Filho pela eleição, Vereador Tadeu por ser o 1º Vice; sucesso na nesse desafio porque não é fácil conduzir um partido em ano pré-eleitoral e eleitoral, então desejo sucesso. Também agradecer ao Vereador Tiago Ilha, desejar sucesso na empreitada como Secretário e dizer que continue contando comigo, estarei sempre ao seu lado. Dar as boas vindas ao Ver. Leomar Guth, seja bem-vindo Léo, e que tu possas exercer a vereança com o maior sucesso possível. E o Ver. Aldir Toffanin então até o final do mês. Obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Senhor Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver.  Odair Sobierai.

VER.  ODAIR SOBIERAI: Boa noite Sr. Presidente, colegas Vereadores; queria saudar o aqui o Adamatti, o Ricardo Ló, Ortenila e, em nome deles, saudar todos aqui presentes. Dizer que não sou descendente de italiano, sou polonês, e no início do século passado os primeiros registros da família Sobierai foram Caxias do Sul depois logo São Marcos e ali em direção ao Rio da Prata foram se instalar em Getúlio Vargas. Quer dizer que se não fosse a imigração italiana talvez, não tinha colonização na época, e talvez a minha família não tinha se instalado primeiramente em Caxias, São Marcos e depois Getúlio Vargas. E dizer também que meus irmãos, primeiros irmãos mais velhos, eles no colégio eles não sabiam falar o português, era só o polonês. E de uma forma ou de outra dentro foi se perdendo por que não se pratica e da mesma forma italiano né, se você não praticar, com certeza, com o tempo também vai se perder o (inaudível). Então só desejar os parabéns a vocês e que continuem representando o município e preservando a tradição. Queria saudar o nosso Vereador Ver. Josué Paese Filho e parabenizar pela Presidência do PP, desejar sucesso. Desejar sucesso também ao Ver. Tiago Ilha nessa nova empreitada e ao Ver. Leomar Guth também, seja bem-vindo. E dizer que sai governo entre  governo e parole parole parole parole. Se faz tudo e os problemas são os mesmos, há 20 anos atrás se fazia e hoje continuam os problemas; então é parole parole parole. É isso Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Então nesse momento eu vou dizer que a gente chega ao final sim, para contentamento de muitas pessoas. Agradecer rapidamente a presença de todos vocês nessa Casa. Eu vou encerrar, fiz um combinado, vamos encerrar a Sessão e logo em seguida a gente vai ter o prazer de ouvir uma canção. Então nesse momento nada mais a ser tratado declaro encerrado, em nome de DEUS, os trabalhos da presente Sessão.

 

 

 

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador Presidente

 

 

 

 

 

 

 

Raul Herpich

Vereador 1º Secretário

 

 

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.