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17/10/2021 16:41:09 - Farroupilha / RS
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Ata 3741 – 17/04/2017

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Fabiano André Piccoli

 

Às 18:00 horas, o Senhor Presidente Vereador, Fabiano André Piccoli assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Alberto Maioli, Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, José Mario Bellaver, Josué Paese, Odair Sobierai, Raul Herpich, Sandro Trevisan, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Brunet, Tiago Ilha.

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Boa noite a todos. Bem-vindos a Casa Legislativa Municipal. Invocando o nome de DEUS declaro abertos os trabalhos da presente Sessão Ordinária. De imediato convidamos para fazer uso da palavra e parte da mesa a Sr. Hélio Marchioro, Executivo da FECOVINHO, para explanar sobre os resultados da Safra de 2016/17 e também sobre o recurso que foi recentemente conquistado junto ao Ministério da Agricultura através do Programa PISACOP. Senhor Hélio, por gentileza, o Senhor terá aproximadamente 15 minutos e após isso abriremos a palavra para os nobres Vereadores, se quiserem fazer algum questionamento ao Senhor Hélio. Muito obrigado Hélio pela presença, pelo pronto-atendimento ao Requerimento aprovado nesta Casa.

  1. HÉLIO MARCHIORO: Muito bem, muito boa noite a todos, nós vamos tentar ser rápidos aqui na apresentação, primeiramente nessa questão do programa PISACOP que é um Programa de Produção Integrada de Sistema Agropecuário, que pelo próprio nome já diz, tem base na estrutura do cooperativismo e do associativismo, este programa foi prospectado junto ao Governo Federal, nós tivemos a oportunidade no Ministério da Agricultura de falar com o Caio Rocha que é o Diretor do DENACOP e após mantermos o contato com ele, nós tivemos o contato com o então Secretário Fabiano André Piccoli e o Fabiano abriu as portas da Prefeitura, junto com o Prefeito Municipal, para que esse Projeto fosse internalizado aqui no Município de Farroupilha. Eu vou rapidamente também apresentar para vocês o histórico disso aí então né, mais ou menos o que a gente apresentou, a possibilidade de o recurso vir, por quê? Porque nós tínhamos um programa de ATER que é Programas de Assessoria Técnica e Extensão Rural para apoiar já Projetos de ATER como a EMATER e tantos outros, no sentido de diminuir custo de produção do agricultor. Esses programas, a gente tem que ir atrás, não adianta, só que nós tivemos que seguir certos tramites. Então por exemplo, como a FEDERAÇÃO, que é a FECOVINHO, ela está aqui em Farroupilha, a primeira Prefeitura, que nós fomos buscar, foi a Prefeitura aqui de Farroupilha e pela acolhida demos tramite a todos os procedimentos etc., mas tivemos que fazer algumas opções, essas opções elas se deram na escolha das famílias, o PISACOOP é um Programa que ele atinge já um Plus de um atendimento, ou de uma assessoria técnica, em uma propriedade. Então são referências, essas propriedades serão referências a outras. Cada propriedade deverá no mínimo atingir mais 20 propriedades. De comum acordo entendemos, e não tinha como, o Ministério não liberaria o recurso se não fosse de caráter regional, então nós demos algumas prioridades que foram definidas, então primeiro, fazer parte, essas propriedades, “fazer parte do programa ATER, nas últimas edições” do programa, assim seguimos a risca. “Participarem ativamente das atividades relacionadas ao ATER”, ou seja, a assessoria técnica e extensão rural, certo? Muito bem, “Abrirem a propriedade para experimentos”, ou seja, não é qualquer propriedade rural, essa propriedade tem que estar aberta a possibilidade de desenvolvimento de novas tecnologias e aperfeiçoamento, não é goela abaixo, vamos dizer assim, que a gente iria implantar o PISACOOP, é uma propriedade que já esteja em um estágio determinado, possa ser aperfeiçoada, mas ela tem que estar de porta aberta para receber essa tecnologia. A outra questão também como pré-requisito foi que essa propriedade possa ter jovens que deem continuidade, isso eu acho que não precisa nem explicar, nós precisamos reforçar essa questão aí da sucessão rural no município e na região. E que a propriedade, uma das prioridades, que também fosse de Farroupilha, com isso a gente fez uma divisão, de comum acordo determinamos que no mínimo 40% dessa propriedade fosse de Farroupilha. Então das 10 propriedades, quatro serão de Farroupilha e as outros respeitando a própria gênese, a própria origem do Projeto, junto ao Ministério da Agricultura serão distribuídos em vários municípios aqui da serra. O investimento, a prospecção do recurso é R$ 450.000,00 em três vezes de R$ 150.000 ao ano, certo? Bom, eu deixo então pra alguma questão, eu posso passar agora para a apresentação da safra. Bom, nós temos uma apresentação rápida, e os dados são dados oficiais do Instituto Brasileiro do Vinho, cujo a FECOVINHO tem acento, e a FECOVINHO também tem acento na Câmara Setorial em Brasília, Federal e na Câmara Estadual da Uva e do Vinho e dos Derivados da Uva e do Vinho. Então esses dados são recentes, já consta vários dados da safra 2017 e assim nós podemos verificar que essa parte vermelha são viníferas, vocês podem perceber aqui essa é a safra de 2016, então vocês percebem a diferença de produção, são 300 milhões de quilos e a perspectiva de 2017, os dados não são finalizados ainda, não foram ainda. São aproximadamente 680 milhões de quilos de uva, ou seja, a gente recuperou um pouquinho a safra passada, tanto é que hoje os dados comparativos nossos, são todos dados comparativos referentes a safra de 2015. Aqui nós temos, um dado que pode interessar, a diminuição de empresas que processam a uva, ela tem sido uma curva descendente, se considerarmos o volume de uva e o número de empresas que estão processando. Aqui são os dados do setor vitivinícola 2015, apenas para comparativo, eu não vou me ater a esses dados porque nós precisamos agir aqui nos dados desta safra. Percebam Senhores, que nós temos uma curva aqui de vinhos, uvas e processamentos por empresa, vinhos e sucos, nós já temos as uvas de mesa que a gente chama, que são hibridas e americanas, hoje nós já processamos mais uvas para suco do que para o vinho de mesa. É um dado muito interessante isso, aí está a destinação. Então se somar todos os vinhos processados, nós temos 8.8%, menos o vinho de mesa 32%, e suco já somos 55% ou seja, estamos dando uma agregação de valor ao produto que até então era vendido a granel. Destino das uvas por classe de sucos então, esses são dados muito internos do setor, mas nós temos aí um aumento de suco simples e abafado em relação a comparação ao suco concentrado ou natural integral, que também está subindo, vocês podem perceber que este é o suco que mais impacta em termos de qualidade, etc, não precisa sofrer tratamento para depois ser reconstituído. Os dados são positivos, acho que vale a pena. E aqui é aquilo que eu falei, olha o vinho de mesa envasado, já ultrapassou a curva do vinho de mesa granel que era um produto, que era vendido a granel pra São Paulo, nordeste, Rio de Janeiro e lá ele era transformado em vários outros derivados, sangrias, coquetéis, etc, e eram vendidos as vezes até para nós, ou nos pontos de venda, de consumo, como se vinho fosse aquele garrafão de que tem uma parreira né? Uma folha de parreira, ou um cacho de uva, que é sangria, mas era vendido como se vinho fosse. Então esse tipo de coisa nós estamos eliminando a partir dessa atitude que foi centrar na produção de suco e aumentar a produção de vinho envasado, mesmo vinho de mesa. Nos dados do vinho de mesa totais nós temos problemas de comercialização neste ano e nós estávamos falando anteriormente numa entrevista, o problema que estamos tendo, e isso vai ser dado publicidade aos Senhores, eu não vou me ater a cada dado aí, porque isso aqui são comercialização e a diminuição da comercialização vocês percebem que o produto janeiro e fevereiro e o geral comparativo do ano passado. Nós diminuímos muito a venda, principalmente de vinhos vinífera e de espumantes. E o que está entrando muito produto através de, nós chamamos de descaminho para dar um nome mais educado, vamos dizer assim, aquilo que a gente chama de contrabando. Então percebem aí que agora em 2016, do ano passado, o total de sucos prontos para consumo, tudo é comercialização, são dados de comercialização que nós estamos falando. Podem perceber aqui em 2017 estes meses de janeiro e fevereiro teve uma queda enorme, que teriam várias causas que a gente poderia abordar e como não temos tempo, vamos deixar que vocês façam as perguntas a gente na medida do possível, dentro da nossa capacidade responderemos. Aí então é vinho, sucos e derivados, os brasileiros, nacional. A comercialização é em milhões né? Janeiro, fevereiro teve uma queda de 29% em relação sempre ao ano anterior quando se trata de janeiro a fevereiro, e aqui é o ano, todo ano passado, em 2016 tivemos um aumento então, olha só agora o que eu estava falando para os Senhores, o aumento de produto registrado importado foi de 12%, certo? E a queda na comercialização nossa, chegou a 30%. No mínimo é de estranhar essa diferença, poderia dizer “Bá, mas como diminuiu o consumo”, mas será que diminuiu 20% o consumo de produtos? É uma pergunta que a gente deixa porque acho que vale a pena, isso nós estamos tratando com a Secretaria da Fazenda, do Estado, Ministério da Fazenda, porque nós temos recebido de aumento de imposto e diminuição das vendas. É uma receita, tem um poeta Santa Mariense que é Humberto Gabi Zanata, que ele diz que é uma receita louca que nós inventamos para morrer né? Não é para viver, não sei, mas vamos ter que equacionar isso aí. Então o total de importados, vejam os Senhores, surpreendentemente também espumantes, em janeiro e fevereiro chegou 58%. É um setor e o setor nós podemos dizer assim, prioritariamente o setor vitivinícola é Gaúcho, então se trata de uma, quase que um produto genuíno nosso né? Embora tenha em vários estados evidentemente, mas nós teríamos que ter um Projeto e uma proposta diferenciada. Bom, mais ou menos é isso aí. Pode encerrar a apresentação. Eu me coloco à disposição. Então Vereador Fabiano eu estou à disposição para qualquer tipo de esclarecimento.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Hélio Marchioro, a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente, colegas Vereadores, Vereadora Eleonora, saudar a imprensa, funcionários da Casa, demais presentes e hoje uma saudação especial ao Senhor Hélio Marchioro, bem-vindo a essa Casa. Só por curiosidade que eu tenho Senhor Hélio, todos nós somos sabedores que o ano passado tivemos uma safra com uma queda brusca, não saberia dizer, mas acho que 70, 80% de queda da produção. E este ano com uma safra muito boa que nós tivemos, será que está regularizado o estoque, como é que as cooperativas, ou as próprias cantinas particulares estão hoje com seu estoque, tem comercialização, há uma reserva para todo ano, ou talvez ainda nós vimos aí que aumentou a importação, isso nos preocupa porque a importação não é boa para o nosso produtor né? Então gostaria que o Senhor comentasse um pouquinho mais da nossa safra, como é que ela se comporta, se tem produto suficiente para esse ano, ou talvez nós temos ainda que se socorrer com o importado?

  1. HÉLIO MARCHIORO: Certo. Agradeço sua pergunta e quero lhe dizer inclusive que o Caio Rocha, virá, eu esqueci de dizer isso, já foi convidado, o dia que for lançado aqui o PISACOP aqui em Farroupilha, eu não sei quando que vai ser, não vou nem me adiantar, deverá ser em junho, ele estará presente para o lançamento foi bem lembrado pelo nobre Vereador, a pergunta acho que é muito oportuna, nós tivemos uma safra que superou 50% a queda, tanto é que nós temos 680 milhões de quilos esse ano e o ano passado foi 300 milhões de quilos recebidos. Em todo caso, o que importa é o que nós recebemos anualmente, é mais ou menos 600 a 700, 650 milhões de quilos de uva. Então for superior a safras, muito embora a tendência pelo aumento de áreas que teve a gente chegar aos 700 milhões de quilo de uva. Essa produção em termos de mercado ela já restabelece o estoque regulador ou o estoque da passagem, estoque de passagem significa: nós termos no final do ano 150 milhões de litros de produto para alcançarmos o mês de abril, quando começa a entrar os novos produtos. Pelos cálculos da IBRAVIN esse estoque estaria praticamente regularizado. A safra, portanto, teve esse caráter. Nós temos uma grande preocupação, que são sistemas de controle interno do setor da cadeia produtiva, para não estarmos desprevenidos, digamos assim, no sentido da qualidade. A indústria buscou muita uva este ano, esta é, digamos assim, uma análise crítica que eu faço e eu acho que nós não podemos continuar no setor vitivinícola assistindo, alguém dentro da cadeia produtiva fica com o popular mico né, o ano passado foi o consumidor o produto subiu e baixou as vendas, possivelmente esse juntamente com a crise econômica, tenha sido um pouco a causa da baixa da venda do produto nacional em relação ao importado. Outros problemas que nós podemos colocar também Vereador, é de que nós somos do setor e sabemos que o grande problema nosso não são os importados, o problema nosso é o volume de produtos contrabandeados que entram no país. Nossa fronteira é muito grande, nós temos dialogado sistematicamente com a Secretaria da Fazenda, com o Ministério da Fazenda, porque quando tu não tens controle de um lado, nós somos sobretaxados de outro, quer dizer, então além de nós vender pouco por causa do controle, para poder abastecer a cadeia produtiva e para poder nós também termos linhas de crédito, nós somos sobretaxados tributariamente. Então nós não podemos concorrer, a poucos dias atrás a própria Secretaria da Fazenda do Estado reviu o valor de referência, ampliou para cobrança de tributos, subiu bastante dos importados, mas subiu o nosso também, então nós estamos dialogando para ver como nós podemos equacionar isso.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, pessoas presentes. Eu aqui quero apenas fazer uma colocação, quero te agradecer, em primeiro lugar por vir aqui fazer esse esclarecimento que é muito importante, mas o que eu quero falar por causa da minha atividade profissional de trabalho que vem ao encontro com esse negócio de fruticultura, viticultura e assim por diante. E ninguém mais do que eu tenho conhecimento sobre esses fatos, eu estou um pouco preocupado que se o ano que vem dar uma safra de uva igual a esse ano aqui, coitado dos agricultores. Porque eu digo isso? Porque o ano passado, o ano retrasado teve uma safra de pêssego excelente, os agricultores era pêssego e pêssego, esse ano aconteceu o que? A safra de pêssego não deu muito boa, deu muita safra de pêssego, mas o valor do produto era muito barato, os colonos agora estão pegando a motosserra e serrando fora pêssego. O que me pedem de uva, de parreira, de cavalo, é coisa de outro mundo, mas cada dia eu recebo aproximadamente uma demanda de umas 50, 60 mil mudas para vender por dia de parreira e não existe no mercado. Então eu me preocupo muito com isso, porque o que acontece, os agricultores agora vão meter cavalo, vão meter parreira e depois para absorver todo esse consumo desse vinho, desse suco, será que não é uma coisa que a pessoal planta de uma maneira desorganizada, com muita uva e depois vai dar um sufoco e vão o pessoal de novo cortar fora as parreiras? Essa é a preocupação que eu tenho.

  1. HÉLIO MARCHIORO: Vereador Alberto, eu queria alertar para um aspecto, o Instituto Brasileiro do Vinho está no processo de implantação de um programa chamado MODERVITIS, o MODERVITIS ele tem um objetivo que é de cooperar, eu como sou especialista na área do cooperativismo, vou falar da minha linguagem. Os produtores com a indústria, hoje a indústria recebe as quantidades que lhe são oferecidas, não há demanda da indústria. Então com o MODERVITIS, um dos objetivos do MODERVITIS é fazer um casamento entre quem produz a uva com quem recebe. A demanda tem que vir da indústria, qual é a uva que tem que ser produzida? Quem tem que definir é a indústria, não é o produtor que tem que definir. Sem tirar a autonomia do produtor, mas se ele fica jogando no mercado, o produto dele, por não ser, vamos assim sazonal, ou anual, a muda que ele vai comprar do Senhor é para 5 anos, no mínimo, 4 anos, em 4 anos ele vai ter que ficar quieto, ele vai ter que produzir para ver quem que vai comprar daquela luva. Isso não dá mais, nós não temos mais espaço no setor produtivo primário também para um tipo de eu diria até aventura, por que é uma aventura econômica. Então isso é uma coisa, a outra coisa e os Senhores foram autores aqui e apoiaram o apoio à implantação de mais uma indústria que no município que é a indústria da CENECOP, da central das cooperativas né, que tem objetivo primeiro servir de pulmão para o possível excedente, se der uma safra cheia, isso acho que o Vereador Mário também concorda, se der uma safra cheia na próxima safra, é a preocupação sua, nós vamos ter um problema sério, nós vamos ter que começar a buscar recurso do Governo Federal para escoar de novo produto para Rússia, como a gente já fez já recebeu esse apoio em anos anteriores. Então se nós tivermos mais concentradoras e o objetivos da CENECOP é ter uma concentradora para servir de pulmão para o mercado, tu concentra e estende o prazo de comercialização, nós diminuímos esse impacto do ano né, mas isso não é suficiente, nós temos que estar, digamos assim, preocupados, com a viabilidade da atividade agrícola do produtor, porque o caso do pêssego que o Senhor teve toda a propriedade falar, este ano nós tivemos produtor vendendo a 60 centavos o quilo do pêssego, se tu somar todos os custos como sobem, mas como não é uma área específica, é a uva a nossa área, eu também posso adiantar que a CENECOP deverá estar mirando né, também essa questão de outros tipos de suco possivelmente.

VER. ALBERTO MAIOLI: Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Senhor Hélio Marchioro, muito obrigado pela sua presença. Só uma questão sobre o suco, eu acho que o suco ainda está muito pouco difundido e caro. Eu vejo nível de no centro do país, as pessoas têm dificuldade, não acham o suco de uva que tanto admiram o suco de uva do Rio Grande do Sul, nosso aqui da Serra Gaúcha, eu não sei, mas porque que não está um pouco difundido ainda o suco de uva, a nível de Brasil?

  1. HÉLIO MARCHIORO: Muito bem Vereador, eu posso te dizer o seguinte: nós estamos numa virada de página, com relação ao suco de uva principalmente, por vários fatores e vários motivos. Primeiro é inconcebível que um paciente no hospital, em vez de tomar suco de uva, que é da nossa região, tome ainda refrigerante, isso é uma coisa que é inadmissível. Estou falando hospital, mas poderia falar de vários outros. A outra coisa que nós temos até debatido com os pais, mas nós não temos conseguido muito eco, mas isso deverá com uma força muito forte agora, uma energia muito forte vir, é porque que as nossas crianças, a própria indústria de refrigerantes, com vergonha de vender o que vende eu acho, porque vende problema, não vou entrar em detalhes, ela está tentando diminuir esse impacto do que significa refrigerante na vida de uma criança e na vida do ser humano. Então nós devemos sim promover e mudar este quadro, com relação à questão das escolas, mas não é só a nível de Farroupilha, deverá ter e logo nós temos que conquistar esse espaço. Então já são dois aspectos, outra coisa, todo processo é público, por exemplo, forças armadas e tal, porque estão consumindo refrigerante, o que nós devemos, a indústria de refrigerante para remunera-los, ao invés de estar remunerando o produtor rural né? Os nossos produtores, a nossa produção. Então eu entendo que isso são coisas que irão acontecer, seguramente não e sou vidente, mas esse caminho já está traçado. Com o programa de aquisição de alimentos do Governo Federal, com os programas do Governo Estado, com os bancos de alimentos, com a Conab, eles já estão alinhados e já estava se construindo todo um procedimento, no sentido de eu diria o seguinte, eu não sei se é diminuir o consumo do refrigerante, esse é um outro problema, mas que tem que aumentar o consumo do suco tem, se for necessário nós criarmos certas tramelas no consumo de refrigerantes, pois que seja criado. A questão é que nós temos que ter coragem para isso. Foi muito oportuna sua pergunta.

VER. RAUL HERPICH: Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Boa noite Senhor Presidente, boa noite a todos os Vereadores, os que nos prestigiam, boa noite a ti também e é um prazer conhecê-lo.  Na verdade, eu gostaria de fazer três perguntas. Ali na tua explanação tinha uma frase que me chamou atenção que é “abrir a propriedade para experimentos” pergunto: qual é o experimento? Qual é o critério utilizado para escolher as famílias? Como que é esse critério usado para escolher as famílias? E uma outra pergunta referente a uva. Nós sabemos que esse ano a uva denominada Isabel ela teve uma quantidade bastante significativa na produção, pergunto: a graduação, ela interfere na fabricação ou na produção do suco? Tendo uma graduação maior ou menor, ela interfere na produção do suco ou não? É isso obrigado.

  1. HÉLIO MARCHIORO: Os experimentos, nós temos um programa que é a ATER – Assessoria Técnica e Extensão Rural, certo? Os técnicos a campo, eles estão desenvolvendo na assessoria, vários experimentos. Então fazemos um trabalho de extensão, mas também de pesquisa, para ver quais as necessidades daquele produtor. Nós temos muito conhecimento acumulado pelos produtores, mas eles não são difundidos. Aqui em São João nasceu a Isabel precoce, através da iniciativa de um agrônomo, que é o Paulo Tesser, os Senhores conhecem, da Cooperativa São João, que levou experimento e a experiência de um produtor para a Embrapa que a testou. Citei como exemplo, me desculpe se eu me ative, mas são muitas outras experiências e às vezes experimento acumulado pelos pais e avós, como é o caso da retomada da produção aqui na Serra Gaúcha de produtos orgânicos e biodinâmicos. Seguir a lua, por exemplo, que nós, chegou um tempo que todo mundo ria, a lua tem um papel fundamental e está sendo retomado, desculpe também me ater a essa questão, apenas para lhe dar como exemplo. Muito bem, então são muitos experimentos e justamente a escolha está direcionada. Quais são as propriedades? Porque essa propriedade? Por que ela se abriu a possibilidade de atestar esses experimentos na propriedade, aberta a visitação de técnicos, outros agricultores, por exemplo, cada unidade de produção ela tem que estar aberta no mínimo 20 novas propriedades que queiram no mínimo visitar. Tem produtor que faz experimentos e inovações, mas não quer que ninguém fique sabendo, a gente respeita. Então a decisão foi em cima disso, agora a última pergunta Vereador Jorge Cenci e eu acho que é muito oportuna, a resposta que eu posso lhe dar é a seguinte: o grau não é definitivo para produção do suco, mas a qualidade sim. Certo? Eu acho que este ano, eu acho não, a qualidade da uva deste ano ele deixou a desejar, não só pela questão do grau, certo? Mas também para alguns problemas que surgiram justamente na hora da colheita. Então nós tivemos produtor, por exemplo, que a uva Isabel estava excelente e choveu no domingo, quando ele foi ver a uva na segunda-feira, estava caindo. Não vou citar dados técnicos, mas os Senhores sabem que isso é possível. Então muita gente começou a colher desesperadamente para não perder uva. E nós tivemos sim problema de qualidade, relativa de qualidade e com isso se tu colhes antes, tu tens problema também de grau. Agora, o suco não necessariamente e aliás, ele depõe contra um alto grau de açúcar, se ele é excessivo o grau de açúcar na Isabel, vai contra a qualidade do suco até um ano, ou coisa assim, porque vai ficar muito doce, muito enjoativa a gente chama né? Eu imagino que a Vereadora Dra. Eleonora tenha algum tipo de experiência já tentando fazer com que as crianças tomem suco, né Vereadora? Mas mais ou menos eu posso sintetizar dessa forma.

VER. JORGE CENCI: Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Boa noite Senhor Presidente, boa noite Senhores Vereadores, público presente. Na verdade, eu não ia fazer pergunta alguma, até que eu ouvi um comentário seu Hélio, falando a respeito dessa tecnologia biodinâmica, qual é a expectativa nessa área da biodinâmica? Que tipo de tecnologias? Tem tecnologias já que estão sendo aplicadas, ou ela está bem atrasada, como as demais áreas né? A biodinâmica não está tão avançada. E qual é que é a perspectiva de produção e comercialização nesse tipo de área da biodinâmica?

  1. HÉLIO MARCHIORO: É uma chance que tu está me dando aqui, eu sou produtor de uva orgânica e biodinâmica, então você está pisando agora no meu terreiro, vamos ver se eu consigo destrinchar essa pergunta aí. Mas é assim na verdade é incipiente nós estamos retomando um processo com aperfeiçoamento tecnológico. A escola hoje brasileira podemos dizer assim na área da biodinâmica Botucatu – São Paulo né, entretanto nós temos experiência acumulada e temos muitos técnicos que já foram se preparar e estão voltando. Eu cito o caso do centro ecológico de Ipê, que faz parte de toda uma rede de produção orgânica, a rede Eco vida né? E que tem apoiado muito isso. Agora, há pouco tempo atrás, se você falasse uva orgânica era motivo de riso, hoje só de duas cooperativas nós já chegamos, que é a Cooperativa Nova Aliança e a Cooperativa Garibaldi, nós já chegamos aproximadamente a dois milhões e meio de quilos de uva orgânica, certo? Isso eu posso dizer que é ontem. O processo, não sei se é o termo correto de usar a modernização, mas eu diria de atualização do setor da cadeia produtiva vitivinícola é muito recente. Em 2005 grande parte das vinícolas daqui elas estavam incipientes na produção de espumante, por exemplo, e hoje são referência não só Nacional até Mundial né? Nós temos o caso do pró seco que é da região da sua origem lá do Vale Trentino por aí, que é a capital do Pró seco, a Cooperativa Garibaldi ganhou um concurso mundial do pró seco. Os italianos vieram com processo para cima daqui, porque nós não podemos mais chamar de pró seco, como não podemos chamar de champanhe etc. Bom, a síntese da história é a seguinte, na questão biodinâmica nós estamos trabalhando para um lado de criar um sistema de certificação nacional, que não existe ainda. Existe a certificação para a uva orgânica, mas biodinâmica ainda não e nós temos muita deriva de venenos. Então nós temos que descartar na orgânica já no mínimo 10 a 20 m da nossa produção. Então o Senhor há de convir conosco que é um peso grande para quem produz orgânico. Aguentar não é fácil, mas eu acho que vale a pena incentivar e desenvolver. Agradeço também pela oportunidade de falar sobre o tema.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, as pessoas que nos acompanham, primeiramente agradecer também pela presença viu Hélio, muito importante esse tema né? Eu queria falar um pouquinho, a nossa cidade ela tem a indicação de procedência pela produção de uva moscatel e eu gostaria que tu nos mostrasses o que representa hoje o produto moscatel em nível de Brasil e qual projeção de crescimento dele hoje? Tem uma ideia de que esse produto possa crescer mais ainda do que ele já cresceu? Ou ele já está no momento de situação de se ponderar por aí? Era isso.

  1. HÉLIO MARCHIORO: Bom, primeiro eu acabei esquecendo de citar tantas vinícolas daqui, não tem como citar todas de Farroupilha, eu citei duas que nem são daqui eu peço desculpa por isso porque são filiadas assim como a São João que eu citei é filiada também a FECOVINHO. Peço desculpa aos Senhores, mas nós temos tantas boas pequenas e grandes vinícolas, como é o caso da Perini e outras vinícolas aqui em Farroupilha. Mas sua pergunta também é muito oportuna. O moscatel na verdade ele ocupou um espaço muito interessante, que é os espumantes né, chamados de filtrados, doce né, evidentemente com uma qualidade incomparável e o moscato nosso, produzido, acho que é motivo de orgulho nós estamos aí com a denominação já confirmada né? Aqui para Farroupilha, através da própria Associação aqui dos produtores enfim, de todo o apoio público que tem e dos Senhores, eu acho, eu não gosto muito de dizer, o achar é um negócio pouco científico certo? Mas não tem hoje dados que posso lhe dizer, comprovar, pesquisa do próprio Ibravin que diz “o mercado do moscatel deverá crescer tanto por cento” certo? Agora, a curva de crescimento ela é uma constante e o consumo do brasileiro para moscatel pode ser até maior do que o de brut, por quê? Porque o próprio preço é um preço mais acessível, o grau alcoólico é menor, cai o ambiente do clima Brasileiro né? Tu tomas ele de geladinho, é agradável etc. Eu não vejo nenhuma, não tem nenhuma expectativa de final de ciclo, vamos dizer assim, de crescimento comercial para o moscatel.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite Vereadores, Presidente, Senhoras e Senhores, mas meu boa noite especial ao Senhor Hélio Marchioro que eu já conheço de longa data, muito bela a sua explanação, muito explicativa e eu queria dizer duas coisas. A primeira, em relação ao sucesso com o suco e as crianças, tudo depende muito da idade em que a gente começa a introduzir o suco para que ele se torne palatável às crianças né? Então em torno de 7, 8 meses quando os sucos podem começar a ser introduzidos, depois do suco de laranja etc., se a gente começa a recomendar o suco de uva integral, a criança aprende a tomar o suco de uva integral e ele se torna então palatável e a criança aprende, e gosta. É a única maneira de fazer com que a criança tome o suco de uva e aprenda a gostar. Então tudo depende muito da orientação que se dá. É extremamente importante não só a nível de paladar, mas inclusive a nível de tornar o intestino regulado etc., mas eu tenho muito mais do que uma dúvida, eu tenho uma curiosidade que pode ser uma bobagem, mas eu gostaria muito que o Senhor pudesse esclarecer. Em relação às castas de uvas viníferas, eu gostaria de saber, se em relação aos vinhos importados e aos nacionais se os cortes que nós usamos se seria isso que poderia fazer a diferença entre a qualidade de alguns vinhos importados e aos vinhos nacionais, se os cortes que nós usamos, se seria isso que poderia fazer a diferença entre a qualidade de alguns vinhos importados e alguns vinhos nacionais. Porque nós temos vinhos importados muito bons, e vinhos importados que não são bons, mas alguns são muito bons e nós temos vinhos nacionais que são muito bons, mas muitas vezes a gente não consegue competir com esses vinhos importados e eu queria saber justamente se é em função desses cortes, ou o que faz essa diferença? Não sei se é uma bobagem me desculpe.

  1. HÉLIO MARCHIORO: Vereadora Eleonora, eu quero publicamente agradecer por todo apoio que a Senhora me deu até então, acho que a Senhora está perdendo uma cliente, mas tudo bem, a pergunta sua, cliente particular que é a minha filha. Sua pergunta é muito oportuna e de fato acho que a Senhora fez, eu diria que isso é matéria para uma dissertação, para uma pesquisa, para um trabalho que deveria ser feito. Na questão do suco de uva é fantástico porque hoje até um adulto se começar de uma hora para outro tomar suco integral puro ele vai ter algum distúrbio que ele vai sentir, então tu tem que se adaptar a este produto, porque nós estamos tão acostumados a não tomar produto puro, que a gente vai estranhar, o teu organismo estranha. Interessante também como quanto mais nós incentivarmos a diminuição do uso de agrotóxicos, nós vamos ter um produto de melhor qualidade. Então corroboro com a sua apresentação com relação a ação do suco pela qualidade, pela saúde, porque tudo isso implica, agora não adianta também nós incentivar o consumo de suco imaginando que é integral, e eu estou fornecendo para criança o néctar que tem, agora obrigatoriamente parece que 50% do suco original, mas isso não quer dizer que o néctar seja inferior ao refrigerante, por exemplo, mesmo assim nós estamos tomando produto de melhor qualidade possivelmente. Muito bem, com relação à segunda questão, e sobre o suco tem pesquisas e pesquisadores excelentes que já estão trabalhando. Com relação a questão do vinho, existe uma questão fundamental que eu acho que a Senhora pautou, que é a seguinte, uma coisa é a qualidade e outra coisa é a distinção, é a diferença, por exemplo, um produto chileno ele pode ser melhor ou pior, e tem produto ruim e bons, portanto o problema eu fabrico, é a indústria né? Então nós podemos ter bons, excelentes vinhos aqui no Brasil certo? Dependendo da forma, ou a gente usa o “fabrico” porque de fato tu não fabrica vinho né, tu elaboras, certo? Até peço desculpas se alguém já estava pensando em me dar um cutucão aqui né? Pois a elaboração, a técnica, o apuro, o aperfeiçoamento da elaboração tem sido crescente e isso depende muito também da qualidade da uva, e é por isso que a pergunta do Vereador com relação a qualidade da uva foi fundamental, nós temos que nos preocupar sim pela qualidade de uva, desde o uso excessivo de agrotóxico, para que não detecte agroquímicos e agrotóxicos no produto. Imaginem os Senhores o suco que nós damos para as crianças. Então nós temos que ter esse cuidado. Até a elaboração dele, então no caso dos nossos vinhos, eles são distintos, nós nunca vamos TRT um vinho por melhor que seja, igual a um vinho chileno, o terroir do Chile, o solo, as condições são diferentes, são distintas. Então produtos diferentes. Eu cheguei a botar um apelido na minha propriedade lá e chamar de “terroir de chuva” para que? Para desmistificar um certo pré-conceito com o vinho nacional. Porque nós não vamos tomar vinho chileno, tomando vinho brasileiro. Não vou tomar vinho espanhol, tomando vinho brasileiro, como não vamos tomar vinho da Argentina, nenhum Malbec aqui imaginando tomar aqui um vinho brasileiro porquê? Ele tem especificidade e tem uma acidez, uma leveza que talvez seja uma necessidade de estabelecer uma identidade mais profunda com relação a esse produto. Com relação aos cortes, que eu não posso esquecer, talvez a gente ainda não tenha encontrado um encaixe de cortes tão, diria assim, um pouco de vinho da Fronteira, um Tanac da fronteira com um merlot daqui souvignon, sei lá. Talvez a gente não tenha encontrado ainda esse ideal. Por isso que algumas vinícolas têm conseguido com alguns cortes produzir excelência em termos de vinho. Tu tomas e dizes o seguinte “não, esse vinho é um vinho especial”, mas também é verdade que mesmo os varietais produzidos aqui, com apuro, com produto de boa qualidade, uma uva de boa qualidade, também temos aqui os varietais sem cortes que são de extrema, eu diria assim, é agradável tomar, é bom e quando é bom e eu gosto, e não causa dano é porque o produto é bom. Portanto tem que ser valorizado. A outra coisa é que tem um pré conceito também muito grande, de que tudo aquilo que vem fora é melhor do que aquilo que é daqui e aí é o nosso complexo vira-lata que nós temos, que o brasileiro se diminui em relação aos outros países e os Senhores também podem ter certeza de que tem muito país olhando para o produto nacional, principalmente espumantes e sucos, inclusive querendo vir investir aqui no Brasil para poder produzir o produto que nós e só nós conseguimos produzir, salvo raras exceções de algumas regiões do mundo. Então fique bem claro, não é só nisso também, agora estão descobrindo na região aqui do centro campanha aqui o azeite de oliva, já recebemos notícias que tem grandes empresas, principalmente de Portugal querendo vir aqui investir para produzir o azeite que aqui nós produzimos com uma acidez de excelência que às vezes nem eles conseguem produzir. Apenas para dar mais valor e erguer a cabeça, e talvez seja isso que falte muito ao povo brasileiro e a todos nós, der sermos mais respeitados, mas também fazer para que isso possa ocorrer, nos valorizar mais. Eu agradeço a sua pergunta pela oportunidade que trouxe para nós valorizar ainda mais o produto nacional.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Se nenhum Vereador quiser mais questionar o Senhor Hélio, nós agradecemos a sua disponibilidade por estar aqui, por trazer as informações a respeito da PISACOP e também em relação à safra, essa Casa está sempre à sua disposição, sempre que assim o desejar. Considerações finais?

  1. HÉLIO MARCHIORO: Sim, eu quero agradecer muito a oportunidade, a esse chamamento e a essa, vamos dizer assim parceria que a gente pode estabelecer aqui. Agradecer a todos os Vereadores também, a ti em especial Presidente, pela oportunidade em dizer que este caminho do PISACOP já tramitou a Secretaria da Agricultura que está dando todo apoio para que isso possa ocorrer, o Projeto do PISACOP está já em tramite final da liberação do recurso, vai para um processo seletivo e começaremos o trabalho. Também quero deixar aqui registrado, eu não poderia sair daqui sem fazer isso, é de que não importa se nós estamos em uma empresa privada, se estamos em um empreendimento individual, ou somos empreendedores individuais, eu só pediria a todos os Vereadores este segundo final de atenção. Não existe nenhum Projeto hoje de sociedade humana que não esteja incluído os sistemas de associativismo ou de cooperação, nós não precisamos trabalhar só com o cooperativismo, mas todos, nós só vamos dar um passo adiante em termos de Farroupilha, se nós estivermos unidos e trabalhando em conjunto. O país é da mesma forma, não tem um modelo que possamos implantar aqui, que não seja um pensado em conjunto e pensado em todos. Para pensar em todos, nós, a Lei que é elaborada aqui e é discutida, tem que sempre premiar o geral da população e nunca o individual, não apenas no verbo que eu estou largando aqui, mas na prática. Então eu faço esse apelo, quem quiser seguir lideranças, pode ser o Papa Francisco, quem for, ninguém defende outro modelo que não seja de cooperação entre as pessoas, entre os projetos, entre os empreendimentos etc, para não falar na questão meramente cooperativa. Agradeço imensamente o nome da FECOVINHO, em nome de todas as cooperativas que a compõem e agradecer aos Senhores e não prescindir de uma outra oportunidade para tratarmos de outros Projetos que poderão estar aí a caminho. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Senhor Hélio. Faremos uma breve suspensão de 2 minutos. Senhor Hélio, fica a sugestão aqui para os colegas Vereadores, após ser implementado o PISACOP e nós tivermos as pesquisas acontecendo nessas 4 famílias farroupilhenses, nós poderíamos organizar uma visita dos Vereadores no final do ano, ou quando tiver na época de a safra para a gente poder ver na prática o que foi aprovado aqui dando resultado para o farroupilhense e para a região. Então dois minutos de suspensão.

 

(INTERVALO PARA DESFAZER A MESA)

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Vamos retomar a nossa Sessão Ordinária. Passamos agora ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Saudamos e agradecemos a presença da ex Vereadora, ex Presidente Maristela Rodolfo Pessin, seja bem-vinda Maristela. Convido o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB, para que faça uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Boa noite Senhor Presidente, quero saudar os colegas Vereadores, a Vereadora Dra. Eleonora, saudar a imprensa, funcionários da Casa, também quero saudar a ex Presidente desta Casa, colega Vereadora Maristela Rodolfo Pessin, obrigado pela presença. Também quero agradecer a todos os presentes desta noite nesta Casa. Um agradecimento também aos meus colegas Vereadores Arielson, Eleonora, Jorge e Jonas pela oportunidade de usar a Tribuna nessa noite. Senhor Presidente ocupo a Tribuna nesta noite para externar a minha preocupação e a minha indignação com as ações do Prefeito Claiton, com a Presidência desta Casa, com os Vereadores que o apoiam, e como desenrolar dos atos e acontecimentos que vem ocorrendo. Estou no sexto mandato como Vereador, a qual já foi Presidente. Também já comprei a Secretaria Municipal de Obras por oito anos, acompanhei as administrações do Prefeito Avelino Maggioni, do Prefeito Wilson Cignachi, e Prefeito Clóvis Zanfeliz, do Prefeito Bolívar Pasqual e do Prefeito Ademir Baretta, nas quais sempre houveram discussões, todavia com muito respeito e clareza nas ações. Vejo agora, nesse governo, um enfrentamento constante com as lideranças políticas e com os Vereadores de oposição, sempre se atacando e ofendendo, o que não condiz com o cargo que ocupa. Esta Casa já chamou a Brigada Militar para estarem presentes. Lembram da discussão e da votação do Projeto de Lei da Identidade de Gênero? Na última Sessão tiveram que estar presentes os membros da Brigada Militar. Quem os chamou? Eu entendo a situação dos Vereadores de situação, que apoiam a atual Administração. Também entendo a situação do Prefeito Claiton, e o quanto difícil se torna a defender o fechamento de um Posto de Saúde, a intervenção do Hospital São Carlos com policiamento, o aumento abusivo de IPTU votado a toque de caixa, E a Identidade de Gênero. É difícil, compreendo vocês. Mas tenho absoluta certeza de que, se houvesse diálogo, muito desses conflitos não teriam prosperado. Esta falta de diálogo com vocês, com a sociedade, com as entidades e com a oposição tem sido prática reiterada de um governo autoritário, que têm dificuldade de executar um governo democrático, permitindo que esta Casa sofra o reflexo desse autoritarismo. Permita, Senhores Vereadores, Senhora Vereadora e Senhores presentes, que eu deixe aqui minha preocupação com o comando desta Casa. Ressaltando que, nesses últimos tempos pedimos auxilio da força policial, tivemos encerramento dos trabalhos no meio da manifestação de Vereadores, além das imparcialidades as nossas falas nas falas dos edis que usam a Tribuna em momentos de manifestações políticas. Senhor Presidente, o cargo exige equilíbrio. Mas vamos lá. Estou vem ocorrendo nesta Casa, quando a defesa da atual Administração se torna indefensável. Assim, utilizasse-se de ataques e ofensas, desqualificando os contrários e terceirizados seus erros. Estimados Vereadores, o argumento de ter tido êxito em duas eleições não dá ao Prefeito Claiton o direito de ofender e culpar as Administrações anteriores. Ou, para ele, tudo estará resolvido nesta Administração, não havendo a necessidade de novos governos. Lembro a todos e deixo registrado nos anais desta Casa as interrogações, as promessas e os conflitos criados nesses quase cinco anos, tais como: fechamento do Posto De Saúde Industrial, fechamento do Posto De Saúde do Bairro 1º De Maio, o aumento abusivo do IPTU, quanto foi mesmo? 80% ou mais? A UPA, umas enrolações de cinco anos inauguraram o que? A UTI Neo Natal, agora a UCI, tendo sido inaugurada as paredes. Sem falar dos acontecimentos que tem havido nesses últimos meses e nesse último final de semana. A permuta do terreno da garagem de máquinas da Prefeitura com o terreno da UPA, Feira do Produtor com falta de diálogo, a prometida segurança com a guarda municipal e melhoria das câmeras de monitoramento, a construção de novas escolas com pisos anatômicos, além das coberturas das paredes de amianto, Habitação, o apoio das cooperativas, mas nenhuma saiu neste Governo, sem contar os 400 terrenos e os prometidos apartamentos, principalmente Minha Casa Minha Vida do Bairro Industrial. Asfalto para o interior de 24 km, empréstimo do Badesul. Concluir o asfaltamento para o Salto Ventoso, mas apenas foi feito e 500 metros, novas empresas, novos empregos, berçário industrial cadê? E, quase ia me esquecendo da construção de elevada no Santa Rita, tendo, por fim, executado Projeto do Prefeito Ademir Baretta, o Campus da Universidade Federal qual é o terreno tão comentado? E, por fim, o Hospital São Carlos e as constantes trocas da Diretoria. A intervenção com a força policial, 100 novos leitos um hospital na qualidade do Albert Einstein, cadê? Tem uma dívida de quase 50 milhões, isso que nos resta. Caros colegas Vereadores, estou sim preocupado com o nosso município, e não quero fazer críticas, simplesmente por questões políticas, mas não me considero um político barato, se a minha tarefa de Vereador de oposição é de alertar, o farei, sem medo de futuros ataques. Meus colegas, Senhor Presidente, reflitam o que eu estou falando nesta noite. Muito obrigado e boa noite.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador José Mário Bellaver. Convido e peço a gentileza do 1º vice-Presidente, Dr. Thiago Brunet para assumir os trabalhos, para que eu possa fazer uso da Tribuna em nome do Partido dos Trabalhadores.

1º VICE- PRES. VER. THIAGO BRUNET: Com a palavra o Vereador Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Boa noite Senhor Presidente, colegas Vereadores, Vereadora Eleonora, uma saudação especial a imprensa, público presente, funcionários da Casa. Antes de começar minha pauta aqui, eu brevemente darei algumas respostas ao Vereador José Mário, primeiro em relação à Brigada Militar no episódio da semana passada. Eu estive em reunião com a Tenente-Coronel Cristine Rasbold na quinta-feira de manhã, justamente para questionar o porquê da presença da Brigada Militar que essa Casa não chamou. Então eu peço a gentileza do Senhor de ter essa resposta definitiva e eu falei isso lá na Rádio Spaço na quarta-feira que eu não havia chamado a Brigada Militar e eu falei na sua presença. Então isso é ponto passado e o que a Tenente Coronel me posicionou é que é uma nova postura da Brigada Militar aqui de Farroupilha que ela vai estar mais presente na comunidade de Farroupilha, ela disse “Fabiano vocês vão ver a Brigada Militar outras vezes na frente da Câmara, assim como na frente da algumas escolas, assim como na frente da Prefeitura e caso haja alguma descrença na minha fala, nós teremos a possibilidade de fazer essa mesma pergunta pra ela nas próximas semanas, que tem um convite pra ela vir falar sobre a questão do sossego público, nós tivemos a Comissão de Segurança que a visitou e ela está devendo uma visita, devendo no bom sentido, a essa Casa, ela deverá vir nos próximos dias. E em relação Vereador José Mário, a se preocupar com o comando dessa Casa, eu respeito a sua opinião, sei da sua trajetória, assim como de outros Presidentes, como a Presidente Maristela, cada Vereador tem uma postura, cada Vereador tem uma forma de trabalho e como também já lhe falei por telefone e pessoalmente, foi pra preservar a sua palavra, infelizmente o Senhor estava com a palavra naquele momento, mas a as vezes gerar polêmica ela gera mais frutos do que o entendimento, também respeito essa posição, mas estamos com tentando conduzir essa Casa da melhor forma possível e se sim se em algum momento o Regimento Interno não for seguido, não nas nossas conversas, mas em qualquer outra oportunidade, as alternativas serão usadas e nós tivemos que chamar a Brigada Militar para preservar a segurança de todos não dos Vereadores, de todos aqui dentro, ela será chamada. Isso eu lhe afirmo categoricamente. Bom algumas outras informações, com muita satisfação na última quinta-feira, nós tivemos participando de um workshop no CEAC sobre a Sala do Empreendedor. O Sebrae organizou um workshop onde vieram, se eu não me engano foram 23 municípios para conhecer o processo de liberação de alvarás na Cidade de Farroupilha. Com muita gratidão pude para fazer parte desse processo de implementação dessa forma de liberar alvarás, que é referencia hoje no estado e no Brasil. Então fiquei muito feliz pelo reconhecimento do Sebrae, em relação a esse trabalho que levamos mais de dois anos para implementar. Bom, não podia deixar aqui de tratar do que dos últimos acontecimentos em relação a divulgação da tão famosa lista do Janot e antes de entrar na lista de Janot eu queria fazer leitura aqui de algumas frases de um texto sobre delações premiadas: “As delações premiadas são confissões-informações prestadas por cidadãos que já reconhecem ter cometido delitos e pretendem, através de uma colaboração formal com o Ministério Público e o Poder Judiciário, obter reduções significativas de penas e até condições especiais para o cumprimento das mesmas. Trata-se de um outro processo, de natureza jurídico-política, que caracteriza bem os momentos de “exceção” que submetemos, hoje, a democracia brasileira. Momentos que pervertem o Estado de Direito, ferem o direito de defesa e promovem linchamentos pela mídia de alguma forma”. As delações, elas fazem parte do processo judiciário, aonde que como políticos que somos também, saber filtrar e lutar para que os meios de comunicação não façam uma crucificação antes do processo judicial ter finalizado. Vivemos alguns dias em que ouviu-se falar, acha-se e essa lista do Janot abriu inquéritos e aí está o bom desta lista porque os inquéritos serão abertos e as pessoas poderão se defender, contrapor e aqui não estou defendendo nenhum político do meu partido, estou fazendo uma fala geral em relação as delações premiadas, em relação a lista do Janot. Um político que não está na lista, que não foi aberto inquérito, foi mencionado hoje ou ontem, em um noticiário aqui no estado, na qual o delator que era o Pedro Novais, um diretor da Odebrecht disse “ouvi falar que alguns Deputados poderiam ter sido apoiados via caixa dois”. Perguntado se teria algo de concreto ele disse que não foi de ouvir falar. Não cita valores e nem em que momento. Esse Deputado no momento da aprovação da medida provisória que beneficiaria a Odebrecht nem era Deputado. Então nós temos que ter muito cuidado com as delações por causa dessas questões. Então com a lista de Janot foram abertos 98 nomes e foram encaminhados para abertura de inquérito, os investigados por partidos políticos e que foram abertos inquéritos. PT 20 nomes, PMDB-16, PSDB-13, PP- 9, PSD- 6 e assim vai adiante. Então a lava-jato, o balanço da operação após a lista de Fachin, antes da lista nós tínhamos 37 inquéritos e 5 ações penais em andamento, com a divulgação da lista então foram abertos os novos inquéritos, nós temos então 113 inquéritos abertos e o político que tem mais inquéritos abertos é o Renan Calheiros com 13 inquéritos. Os investigados então antes da lava-jato 109 investigados e depois 195 investigados, desses 195 investigados, nós temos 104 que tem foro privilegiado, sendo dois Ministros do STJ, dois Ministros do TCU, 8 Ministros de estado do Governo Temer, 64 Deputados e 28 Senadores, totalizando 18 partidos políticos investigados.  Da lista de Fachin, dos 90 investigados nós temos 39 Deputados Federais, 24 Senadores, 8 Ministros de Estado, 1 Ministro do TCU, UM Deputado Estadual, 3 Governadores e mais 22 pessoas sem foro privilegiado no STF, incluindo os ex Presidentes Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Roussef e Fernando Henrique Cardoso, os 3 últimos Presidentes e antes de chegar número de inquérito quero reproduzir a fala de um dos donos da Odebrecht, Emílio Odebrecht, que disse ontem no Fantástico para quem assistiu o fantástico disse assim: “engana-se quem acha que a corrupção no país e na Odebrecht começou a 5, 10 anos. Há 30 anos que a corrupção na Odebrecht, a Odebrecht em pagando propina para políticos de todos os partidos e de todas as simpatias” os dados, eu tomei nota do valor gasto com propina, se eu não me engano 172 milhões de reais só da Odebrecht como propina nos últimos 10 anos com políticos de todos os partidos. E para finalizar em relação à lista, os Políticos com maior número de inquéritos Aécio Neves 5, Romero Jucá 5, e o Renan 4. Não é um número místico, mas são números que afrontam o cidadão brasileiro. Aqui anotei 730 Milhões de dólares gasto em propinas de 2012 a 2013, dois anos. E o e o Romero ontem também no Fantástico mostrou a situação dos delatores, para quem assistiu, os relatórios estão vivendo tudo numa boa, fizeram as delações, botaram as informações da mídia e eles estão vivendo com a sua tornozeleira muito bem, muito obrigado. Reproduziram daí a fala quando mencionaram o Romero Jucá em uma gravação que o Sérgio Machado fez a dois anos atrás, que ele disse “tem que mudar esse governo para estancar essa” aí ele falou um palavrão e aí cortou, mas começava com “P”. Uma fala do Romero Jucá para o Sérgio Machado. Então na noite de hoje, o eu que eu trago de reflexão e de preocupação? De que nem tudo que essa turma fala é verdade, mas tem muita verdade no que eles falam, tem muita verdade, só que é inadmissível, inadmissível acredito que seja uma palavra muito pesada, mas, pensar eu vou citar um nome de um político que não é do meu partido, Germano Rigotto. Passou 4 anos na no governo do estado, foi Deputado Federal e Estadual, e se colocado no meio de um lamaçal desses com uma suspeita de ter recebido em 2010, 100 mil reais. E então assim, eu falo desse, mas tantos outros, Manuela d’Ávila aí eu estava ouvindo Ônix Lorenzon falando também, que ele estava revolto com a situação, que ele nunca tinha sido citado. Então nós temos que ser para saber separar o joio do trigo e pessoas corruptas pessoas que fizeram uso do seu cargo ou do seu poder para se beneficiar existem, eu sempre falo isso, em todos os partidos independente de sigla, independente de esfera, mas nós temos que saber separar esse joio do trigo, e não generalizar, porque o primeiro sinal da generalização é a nossa falta de capacidade de interpretação e de separar o joio do trigo. Então reflitamos sobre isso, porque isso nos afeta também, que nós não isso não estamos nessas listas e nós não somos políticos dessa estirpe aqui. Muito obrigado e uma boa noite a todos.

1º VICE- PRES. VER. THIAGO BRUNET: Solicito a volta do Presidente à Mesa dessa Casa.

 

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Seguindo o nosso Grande Expediente. Convido o Partido Socialista Brasileiro – PSB, para que faça uso da Tribuna. Abre mão do espaço. Convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT, para que faça uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador Dr. Thiago Brunet.

VER. DR. THIAGO BRUNET: Boa noite Senhor Presidente, boa noite aos demais colegas, assim como as funcionárias e os funcionários dessa Casa, setor de imprensa e queria fazer uma homenagem especial à essa figurinha que está aí na frente, meu filho Caetano. Filho, o pai pede para que você se sente aí um pouquinho ta? Vamos ver se eu tenho voz de comando. Então faz algumas semanas já que ele vem me questionando “pai me leva lá para Câmara, pai que eu quero assistir lá uma Sessão” e eu venho dizendo “isso aí é coisa de adulto filho, acho que tu não vais gostar, vai ser muito chato e tal” e hoje ele pediu de novo, eu digo “então vamos lá” né? Ele é uma pessoa que assim como todo mundo que está aqui tem suas qualidades e também como seu pai tem alguns defeitos, mas sem dúvida nenhuma o seu coraçãozinho é um coraçãozinho que pensa no bem e durante a campanha, foi muito engraçado porque ele me ajudava muito grande a campanha e partia dele “pai deixa eu te entregar uns cartõezinhos, uns santinhos”. E aí ele ia lá e as pessoas vinham depois e me diziam assim “o teu filho é uma figura, veio aqui me entregou o santinho em disse que se eu quisesse votar no pai dele, vota, mas se não quisesse não tinha problema”. Então sempre de forma a gentil, de forma amável, foi muito engraçado também uma situação que ele me questionou, ele disse “pai” nós conversamos muito e ele participa das reuniões e ele disse assim “pai eu acho que nós não vamos conseguir ganhar pai” na cabeça dele era ganhar ou perder né?  Eu digo “por que filho” “porque eu não vejo teu adesivo nos carros, eu acho que nós temos de fazer uma estratégia, a gente pega agora e vamos lá e colamos os adesivos né? ” Aí eu expliquei para ele “a gente não pode colar, as pessoas têm que colar, elas têm que ser sentir”. Então ele estava muito preocupado e me deixou muito feliz porque no domingo, na segunda-feira logo após a eleição ele tinha ido para casa dos avós dele em Tenente Portela e a primeira ligação que eu recebo foi dele às 6:30 da manhã ele me acorda e ele gritava o telefone “pai conseguimos pai conseguimos, mas eu achava que nós não iríamos conseguir” criança é simplesmente fantástica. Então o pai te ama muito filho, siga sempre sendo esse menino exemplar, como o Senhor está sendo aqui nesta Câmara, se comportando muito bem e se o destino quiser assim, um dia o Senhor também possa usar essa Tribuna. O que me traz hoje a essa Tribuna é alguma situação e alguns questionamentos dos nossos Vereadores aqui tanto de oposição como até de situação, que tivemos sobre a ECOFAR, mas antes desse questionamento, eu gostaria também, assim como o Vereador Fabiano, de só pautar algumas questões que foram colocadas aqui pelo Vereador José Mário Bellaver, uma pessoa que eu admiro e que sabe o quão elegante ele é no microfone, nas suas palavras e o como ele é gentil comigo também. E gostaria aqui de deixar claro que a toda ação tem uma reação. Isso está na física e está nas relações humanas e talvez as pessoas aqui não tenham a dimensão de como foi a transição lá em 2013, de um governo para o outro, e o Claiton foi naquele momento muito criticado e muitas vezes criticado com palavras fortes, com palavras ameaçadoras, de revolta e eu acho que as pessoas se moldam as situações ocorridas e naquele momento eu me lembro muito bem, a gente escutava situações no hospital, escutava nas ruas, de que o Prefeito tinha que voltar para o seu consultório, que tinha que renunciar o cargo por que não entendia nada de administração e sim entendia de medicina. Enfim, críticas normais, sem dúvida nenhuma, que toda mudança de governo gera, só que de alguma forma sorrateira e eu posso aqui dizer que isso aconteceu, não quero botar aqui culpa em ninguém, até porque não sei se teve uma animosidade política nisso, mas sem dúvida nenhuma ele recebeu ataques sorrateiros também, dentro da sua própria residência, ligações de ameaças à integridade física dele e de sua família. O que não estou dizendo aqui, e que fique bem claro, que tenha animosidade partidária, mas que isso faz com que lá no epicentro da sua família e no epicentro da sua masculinidade, tu ou geralmente tu preze pela sua família, tu preze pelo seu legado e pelas suas história e isso fez, sem dúvida nenhuma, eu não tenho dúvida nenhuma, porque eu era muito ligado ao Prefeito Claiton, como ainda sou, fez com que ele se fechasse muito para as questões políticas e hoje talvez ele tenha uma atitude um pouco mais forte, um pouco mais firme. Porque desta forma foi que ele aprendeu, ele teve que ser forte, teve que ser firme para fazer um primeiro mandato que foi muito criticado também e com a ajuda de DEUS e com ajuda de todos nós que estamos aqui, que apoiamos ele que estamos do lado dele, ele conseguiu também com a ajuda de todos nós que estamos aqui, que apoiamos ele, que estamos do lado dele, ele conseguiu também um segundo mandato e é dessa forma democraticamente que a gente tem que respeitar também as atitudes do Dr. Claiton, muitas vezes também não acho que seja a melhor atitude, mas eu entendo, e entendo o passado e os acontecimentos que talvez levaram ele a muitas vezes ter essa atitude firme e forte. Era essa mais ou menos a explicação que eu tenho aqui para dar. Agora voltando principalmente ao nosso assunto aqui, e aos pontos que eu gostaria de tratar, Vereadores, a primeira situação, hoje a ECOFAR é uma empresa destinada a limpeza desse município, a limpeza do lixo e foi questionado aqui, se eu não me engano pelo Vereador Arielson, de que existiam pessoas trabalhando já da Prefeitura Municipal sendo alocadas na ECOFAR, verdade, existe. Existe uma pessoa que está hoje cedida a ECOFAR através de uma portaria de designação. Então essa pessoa foi designada, conforme a Lei legalmente pelo nosso Prefeito através de uma Portaria de designação e está lá para prestar um serviço de apoio à ECOFAR, um apoio administrativo há ECOFAR pelo reconhecimento que ela tem. Outra situação que eu gostaria de informar aqui é com relação à questão financeira. A Farroupilha Ambiental gastou em 2015 e eu peguei hoje com o Gilmar lá, nós pegamos cópia, os Senhores Vereadores todos aqui na situação têm, a Farroupilha Ambiental gastou em 2015 um valor estimado em 7.256.000 reais aproximado, em 2016 a ECOFAR teve um custo de 6.034.000 um valor um pouco abaixo, mas não tão significativo quanto no momento em 2015 Brasil para ter uma comparação como nós tínhamos conversado, desculpe então foi erro meu. 2015 Farroupilha Ambiental teve um custo anual de 7.256.000 reais aproximado, em 2016 o custo que houve pela ECOFAR já em atividade foi de 6.034.000, uma economia e de um milhão e duzentos que realmente não justifica aquilo que o Prefeito Municipal fala que tem uma economia de 300.000 mês, não gera economia por quê? Porque em 2015 inclusive a ECOFAR teve que ser montada e a sua estrutura administrativa feita de forma mais rápida como aqui bem alguns Vereadores tiveram esse entendimento e votaram a favor ou contra, mas teve a votação aqui na Câmara em 2015, os Vereadores sabem disso, por quê? Porque a Farroupilha Ambiental, como era o último ano do seu mandato e do seu contrato de 12 anos, eles exigiram para que houvesse uma permanência daquele valor, um ágio, um valor de 5.000.000, de 30% do valor, porque segundo responderam através de ofícios para a Prefeitura Municipal, que eles estavam tendo prejuízo com o novo contrato e queriam aumentar o contrato em 30%. Então foi isso que levou o Prefeito e levou toda a Administração Municipal a elaborar e a criar a ECOFAR. Porque se fosse renovado com a Farroupilha Ambiental, esse valor que estava em 7.200.000 reais iria receber um ágio, conforme a empresa queria de 30% para renovar o contrato. Então por isso, justifica a criação da ECOFAR. Além de ter diminuído, se nós colocar 30% em 7.000.000 iria para 10.000.000 esse novo contrato e aí sim nós iríamos ter uma economia hoje em torno de 350.000 reais como o nosso Prefeito Municipal anuncia nos veículos de comunicação e na rádio aí por fora. Esta é a explicação técnica, essa é uma explicação pautada em documentos que eu tenho. Se houver alguma manifestação dos Vereadores da oposição, eu acho que deve haver se for o caso, não tem problema a gente vai atrás e eu vou questionar, como assim fui e como assim alguns Vereadores foram comigo questionar a saúde financeira da ECOFAR.

VER. THIAGO BRUNET: Hoje a Ecofar conta com aproximadamente 103 funcionários, segundo nos passaram, então são 103 pessoas mais uma pessoa designada da Prefeitura Municipal através de uma Portaria para também compor esta equipe. Gostaria que todos os Vereadores aqui e está fala que eu faço já é pensando na aprovação daquele Projeto que nós colocamos em pauta e que deixamos em segunda discussão, quero que vocês avaliem com carinho a questão do trabalho da ECOFAR, uma vez que um dos fatores que mais me leva hoje, acreditar na ECOFAR é a proximidade com a população. Hoje nós temos no setor administrativo, nós temos pessoas pelas quais a população e a comunidade de Farroupilha podem cobrar, podem conversar, na Farroupilha Ambiental não eram pessoas daqui, eram pessoas de fora que estavam interessados em vir aqui fazer o seu serviço, pegar o seu dinheiro em ir embora. Então a proximidade quer a ECOFAR tem hoje com a população eu acho que é um benefício muito importante para todos nós e para a comunidade de Farroupilha. Queria dizer também com relação à aprovação do Projeto se todos os Vereadores aqui tiverem a sensibilidade de que é importante essa aprovação para tentar fazer com que otimizamos os recursos humanos da Prefeitura Municipal, que alocaremos se for necessário assim para a ECOFAR, a ECOFAR ela tem alguns Projetos para frente, ela não quer apenas se manter viva e com a sua saúde financeira através do município, ela tem e deseja participar de processo de licitações processo de licitação de obras Prefeitura, aqui, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Ipê, Antônio Prado que são municípios próximos, que sem dúvida nenhuma talvez a ECOFAR teria um substrato e uma saúde tanto do ponto de vista do ponto de vista econômico, quanto de recursos humano para também realizar o trabalho em outros municípios. Então Senhores, mais ou menos esta situação que eu tenho para passar com relação à ECOFAR, queria aproveitar o meu pouco tempo que tenho também para vir a esta Tribuna e da mesma questão da ECOFAR, documentada e através de papéis, como assim o Vereador Jonas Tomazini gosta, que é acostumado através de seu trabalho enfim, até o dia de hoje foi repassado ao Hospital São Carlos pela Prefeitura Municipal o valor de R$ 5.030.000,00, esse é o valor e tem R$ 416.000,00 que vai até o final de semana. Então nós podemos botar que até o mês de abril, sim Senhor, cedo um aparte ao Vereador Arielson.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Obrigado pelo aparte Vereador, só gostaria de saber se esses R$ 5.030.000,00 foram só o repasse daquele está no orçamento entre os R$ 12.000.000,00, ou é um repasse entre as verbas que vem do estado, mais as verbas que vem do Governo Federal e as Verbas do Município? Só para ter o entendimento.

VER. THIAGO BRUNET: O seu questionamento foi o mesmo meu, os Vereadores estavam lá, igual o meu, eu acho que do Vereador Tiago Ilha também teve este questionamento. Não. Este aqui é Fundo Municipal de Saúde os repasses, com os repasses o município passa hoje para o hospital São Carlos com os repasses Estaduais e Federais por que como nós somos hoje Saúde Plena tudo passa pelo caixa único, nosso da saúde, então, com os repasses esse valor vai chegar até o final do ano em torno de 25 milhões de reais se eu não me engano 24 ou 25 milhões, isso aqui é 5 milhões sem os repasses então nós temos até o mês de abril em quatro meses nós vamos ter 5 milhões e meio. Se nós formos ver que foi aprovado doze milhões e quinhentos, até o final do ano nós temos quase a metade deste orçamento destinado, claro que nós tivermos um acréscimo que nós mesmos votamos a favor aqui, um crédito especial no valor de um milhão, então, nós temos quase a metade do orçamento da Prefeitura sendo colocado já até o mês de abril no Hospital São Carlos. Muito obrigado Senhor Presidente, era isso que eu tinha para o momento.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Dr. Thiago Brunet. Convido o PRB, através do Vereador Tiago Ilha, para que faça uso da Tribuna.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, caros colegas Vereadores, Vereadora pessoas que nos acompanham aqui na Sessão e que através do seu prestígio também prestigiam esta Casa, a imprensa as pessoas que nos acompanham, Senhoras e Senhores. Primeiramente eu gostaria de trazer uma apenas uma ponderação quando o Vereador José Mário Bellaver usa essa Tribuna e faz algumas questões na sua fala, eu acho que eu não até hoje eu não escutei a tal entrevista onde que o Prefeito haveria dito a palavra políticos baratos, que o Senhor relatou aqui, eu não escutei a referida entrevista, mas eu quero, eu não tenho aqui procuração nenhuma para defender o Prefeito, mas eu quero te dizer sem dúvida nenhuma que ofensas não se deve dizer nem o para o seu principal adversário, posso discordar da sua ideia, como aqui estou e vou discordar da sua ideia, mas eu a acho que tudo tem que ficar no ponto de vista das ideias. Concordar ou discordar faz parte da política e do movimento democrático que vivemos do nosso país há muitos anos e ainda bem que mesmo assim, com esse movimento democrático que vivemos a política está vivendo seu momento de pior descrédito da sua história. Haja visto que o nosso Presidente Vereador do Partido dos Trabalhadores relatou o que todos nós estamos aqui estamos infelizmente acostumados a sentar na frente da televisão ou quando nós temos qualquer acesso algum meio de comunicação de nos deparar com tudo que está acontecendo, está sendo relatado e mostrado no nosso país. Infelizmente isso é reflexo de anos e anos de comportamento humano, que vai muito além da questão política, vai do comportamento humano e que talvez se o meu avô estivesse vivo ele iria dizer da criação em que pessoas têm as mais altas oportunidades de servir, de trabalhar pelas pessoas e ocupam desta oportunidade para manchar não sou o seu nome, como nome de muitas pessoas que vivem. Porque eu fico pensando também, me colocando como membro de uma família de todas as pessoas que estão sendo investigadas e que são com seu nome extremamente exposto, não com um com pena da pessoa que está sendo investigada, em absoluto, ela vai ter o seu direito de se defender, mas com pena do familiar que está vendo lá seu pai e seu irmão. Isso são coisas que a política atrás, mas, todo mundo que quer estar na política tem que estar disposto à exposição, sem dúvida nenhuma, isso faz parte da situação que nos conduz até esse momento. E para ponderar ainda Vereador José Mário, eu não vi não vejo nenhum problema de ter a Brigada Militar aqui, ou numa escola, ou no bairro, ou no posto de saúde. Eu não tenho medo de encontrar a Brigada Militar, eu acho que tem que ter medo de encontrar a Brigada Militar ou receio quem tem algum problema com a Brigada Militar. A Brigada Militar é uma instituição criada para nos defender se ela está aqui por algum motivo no seu planejamento estratégico de segurança, aqui está, eu agradeço a Brigada Militar de estar aqui, estar no bairro, estar no colégio, estar em qualquer outro lugar, acho que é salutar, é importante a Brigada Militar. Eu não vejo como uma ofensa a essa Casa a Brigada Militar estar aqui na frente, eu acho que a Brigada Militar tem que estar em todos os lugares, infelizmente com a sua estrutura que tem não consegue, aliás, até pouco tempo não conseguia nem receber o seu salário então imagina a situação. Também eu quero dizer que eu defendo sim o Prefeito Claiton Gonçalves, porque eu acredito no Prefeito Claiton Gonçalves, eu não estou aqui só por conveniência, por que talvez ser Vereador suplente, pela condição do Prefeito ter chamado um Secretário, me deu a condição de ser Vereador, em absoluto, estou defendendo Prefeito Claiton porque eu acredito. E quero dizer que o Prefeito Claiton não é perfeito, o Prefeito Claiton é cheio de defeitos, como todos nós aqui somos, ele teve muitos acertos, acertos que deram a condição dele te ter sido eleito pela grande maioria dos votos, mas também teve erros, também terá erros, isso faz parte de administrar. Os Senhores aqui que estiveram em outras administrações, sabem que o erro faz parte, eu acho que seria ingênuo qualquer político da cidade dizer assim, “bom na minha época eu só acertei. Não, o meu governo era perfeito, eu fazia tudo dava certo”. Todo mundo teve erros e acertos, isso faz parte, agora não dá condição de usar palavras que denigriram a questão pessoal e comecei aqui no discurso falando Vereador, eu também nessa parte sem dúvida nenhuma como Vereador de situação estaremos policiando, sim não sou nós, como todos integrantes do governo acho que a discussão tem de ficar nas ideias e não ir para o lado pessoal, isso o Senhor está coberto de razão, e eu lhe dou razão. Como eu disse aqui na Tribuna em outras vezes não é porque somos Vereadores que temos e de situação que ter compromisso com o erro, como eu falei que o nosso governo acerta e erra, nós vamos estar aqui, defendendo e também aceitando as críticas, porque eu acredito que a oposição em qualquer governo tem que ser construtiva, para que a situação possa estar se capacitando cada vez mais, possa estar se superando cada vez mais e dando um resultado melhor a população. A gente sabe que o ano começou numa forma difícil em todas as Prefeituras nós tivemos algumas decisões que certamente não é fácil de defender como o Senhor comentou aqui, o Senhor tenta se colocar, são situações difíceis, mas eu internamente cobrei muito a questão do fechamento do posto Industrial, e o Vereador Thiago sabe o quanto mala eu sou nas reuniões aqui, porque eu brigo mesmo, mas eu consegui ser convencido que  essa situação a partir de hoje não vai se chamar mais posto do América, posto América e do Industrial, porque todos os serviços que estavam sendo prestado Industrial, serão ampliados no América e nós temos dever de acompanhar se isso vai acontecer. Também uma notícia importante que a imprensa já noticiou, o América através de uma composição que tem o Governo do Estado participando, a Secretaria Municipal de Saúde, vai conseguir fazer e depois o Vereador Dr. Thiago tem mais propriedade um assunto também vai complementar, fazer a vídeo de telemedicina para as pessoas que têm problemas de visão, sair lá do posto América vai ter mais de 500 procedimentos, 500 procedimentos mês, a pessoa vai poder ir lá ao América e através de telemedicina consegui já saí com a sua receita para mandar fazer seu óculos. Veja bem que notícia importante, no posto do América e do Industrial, não é mais o posto da América, a gente sabe que toda mudança há e que talvez Vereador José Mário, nós da situação que não fomos tão inteligentes de saber que antes de tomar algumas decisões, nós devemos estar dividindo ela um pouco mais quem sabe esse foi o nosso erro, mas a gente aprende, como eu comecei meu discurso dizendo que um governo é feito de erros e feito de acertos, já lhe cedo, depois que terminar meu raciocínio. Por exemplo, eu tenho informações quem me chegam que a Brigada Militar está ali fora nesse momento, para complementar a questão da Brigada Militar, eu não vejo problema nenhum da Brigada Militar estar lá, eu acho que faz o seu dever. Como eu falei que um governo é feito de erros é feito de acertos, o Governo do Prefeito Claiton que eu muito orgulho em fazer parte, está fazendo ótimos acertos e está aqui um relatório dos 100 dias de governo, está disponível aqui o relatório de 100 dias de governo, que aqui me faltaria tempo para destacar as principais ações, mas toda vez que a gente olha, a gente olha o governo a gente tem que olhar os defeitos sim, tem que cobrar para fazer superar, mas a gente tem que reconhecer as qualidades, se um dia o destino me conceder a oportunidade de ser um Vereador de oposição e talvez os Senhores estiverem aqui, ou estiverem lá na Prefeitura, eu vou criticar sim, mas eu vou elogiar quando for necessário. Porque não é admissível aceitar que o governo que aí está, que foi respaldado pela população na sua grande maioria dos votos, só pensa coisa ruim, só fez coisa ruim 4 anos e foi concedido o seu direito por mais 4 anos e aqui eu não vou pessoalizar toda a polêmica envolvida na candidatura do candidato adversário, que até hoje não conseguiu computar seus votos, nem vou entrar nessa seara pelo respeito à pessoa, que e ao líder que é o Bolívar Pasqual, não vou aqui comentar. Então este governo tem boas ações sim, têm ações importantes que tem um aqui no relatório destacando todas elas, mas eu quero por uma questão de respeito lhe ceder ou um aparte ao Vereador José Mário.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador José Mário.

VER. JOSÉ MÁRIO BELAVER: Obrigado Presidente, obrigado Vereador Tiago. Eu volto a repetir faltou diálogo no fechamento do posto eu gostaria até de encerrar esses comentários a respeito do Posto de Saúde do Industrial só que nós, mais uma vez queremos dizer que faltou diálogo e Senhor sabe do comportamento das atitudes do Senhor Prefeito, ele não aceita dialogar com a população e o que aconteceu com o povo, com a direção, com a liderança do Bairro Industrial. Obrigado pelo aparte.

VER. TIAGO ILHA: Está bom Vereador, discordo um pouco do Senhor, eu acho que o Prefeito é uma pessoa sensível sim, ele tem passado por momentos difíceis e eu vou dizer para os Senhores que é essa cadeira e esse cargo ocupado é um cargo difícil, de tomar decisões, eu acho que a gente não pode personalizar tudo o que não dá certo é culpa do Prefeito Claiton, que dá certo sei lá é o Secretário, é o fulano de tal. Então eu acho que a gente não pode também pessoalizar tudo que é ruim é do Prefeito para sei lá, politicamente ser atacado, ou tudo o que é bom, bom aí não foi o Prefeito, foi outras questões externas que concederam a ele o êxito, mas eu acho que nas suas condutas e principalmente nas condutas que prezam pela legalidade, pela honestidade, pelo bom trato do dinheiro público, eu concordo com todas as ações do Prefeito Claiton. Eu até posso reconhecer que o jeito dele é um pouco bruto, até reconheço isso, mas eu prefiro um Prefeito bruto, que seja honesto com dinheiro do povo e isso eu prefiro ir e me orgulho muito e era o que eu tinha para o momento, era só isso Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha. Convidamos o partido da REDE da Sustentabilidade, através do Vereador Alberto Maioli, para que faça uso da Tribuna.

VER. ALBERTO MAIOLI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, pessoas que se encontram aqui presentes, funcionários da Casa, imprensa, uma saudação especial a Vereadora Maristela Rodolfo Pessin. Eu até vou fazer alguns comentários e dizer ao Vereador José Mário Bellaver que pode acreditar que não é a intenção de nenhum Vereador aqui presente, ofender Vereadores de situação ou oposição, a gente pode ter divergências de ideias e questionamentos e eu acho que nós temos que discutir e brigar sobre questões para fazer com que seja sempre melhor as coisas para o nosso município. E daí me lembrei que tive o privilégio de legislar junto com o Vereador Sedenir Bampi e Vereador Sérgio Rossi e os Vereadores Tomaz Gressana e Irineu Pergher e mais uns outros Vereadores, se tu assistisses uma daquelas Sessões e quando eles brigavam, aí sim era de arrepiar os cabelos mesmo. Mas isso é coisa da vida que não tem problema nenhum e com toda a calma que tu falas do Prefeito Municipal, tu sabes que ninguém é perfeito nesse mundo e hoje o Prefeito Municipal tem as suas qualificações, eu ainda agora quando tu falaste do Posto de Saúde do Bairro Industrial, inclusive foi convidado o Presidente do Bairro, não compareceu na reunião, mas foi convidado também. Então não são fáceis as coisas, outra coisa se realmente ele fizer aquilo que ele prometeu fazer o Prefeito Municipal, de lá fazer uma escola para colocar umas 100 crianças turno integral lá dentro quantos pais vão ficar contentes? E outra coisa que no Posto de Saúde como bem salientou o Vereador Tiago, que agora irão fazer mais ou menos 500 consultas por mês dos olhos, aí as pessoas que aqui estavam da diferença de um posto a de um bairro para o outro é de 800 metros. E as pessoas que estavam aqui reivindicando moram na metade da distância de um lado e do outro, gente do céu, o importante é atender as pessoas bem, isso que é importante. E você está preocupado com a situação do Município de Farroupilha. e é importante Vereador José Mário Bellaver, agora se tu fizeres uma reflexão dos últimos anos, como é que tu encontras o Estado do Rio Grande do Sul? Como é que tu encontras o país que nós estamos vivendo? Gente, aí sim é de se lamentar, eu acho que nós temos que tirar o chapéu para nosso Prefeito Municipal. Agora por falar em país, gente, fazem uma reflexão quanto nós estamos trabalhando para pagar esse povo, quanta gente envolvida nesses processos, nesses inquéritos, gente que ganha fortunas, pessoas que nós confiamos, colocamos lá com o nosso voto e hoje é um desperdício para o país. Por isso que talvez reflita até nos próprios municípios, isso é milhões e milhões gastos com juízes e promotores, tem que fazer uma reflexão dessas coisas e depois claro vai aparecer nos municípios também por quê? Porque não tem verba para fazer isso, não tem verba para fazer aquilo, vocês estão vendo nos meios de comunicação as roubalheiras que acontecem nesse país. Bom uma outra coisa que eu quero falar para vocês, no final de semana que passou teve jogo do Inter e o Caxias, o Inter ganhou de 1×0 e domingo teve jogo do Grêmio e Novo Hamburgo deu 1×1, mas eu li no jornal quinta-feira, vocês sabem qual é a folha de pagamento do time de Caxias do Sul? R$ 240.000,00, vocês sabem qual é a folha de pagamento do time do Internacional por mês? 62 milhões, estava no jornal de quinta ou sexta-feira, até vou procurar o jornal para mostrar, era para eu trazer junto para provar aqui, R$242.000,00 e 62 milhões da folha de pagamento. Então vejam bem Senhores como são as coisas, é o fim da picada a diferença de um time que nos representa muito bem o time do Caxias, contra o time do Internacional. Mas outra coisa que bem salientou o líder da bancada do PDT, quanto ao Projeto de Lei que nós vamos votar amanhã sobre a ECOFAR, eu acho que é uma coisa muito importante e tenho certeza que a maioria dos Vereadores concordam com isso e hoje as pessoas para trabalhar tem que ser em contratadas e não fazer em tantos concursos públicos e eu não preciso dizer porquê. Porque se são pessoas que se contrata para trabalhar, que se tem o conhecimento para fazer o serviço, evidentemente que se permanece no cargo, que nós somos sabedores e vocês também sabem Vereadores, quantas e quantas pessoas que começaram a trabalhar dentro da Prefeitura Municipal de Farroupilha, não com concurso e se mantiveram dentro do trabalho até o fim da sua carreira, até se aposentar, que isso eu acho uma coisa muito bonita. Então as pessoas não precisam ter concurso para poder permanecer no cargo e sim trabalho e dedicação era essa minha manifestação Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli. Convido o PP, para que faça uso da Tribuna com o Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Senhor Presidente, imprensa e demais pessoas que nos acompanham essa noite, era para o Vereador Tadeu ocupar a Tribuna, mas obrigado Vereador Tadeu. Quero iniciar aqui um assunto que o Vereador Presidente levantou, sobre a roubalheira, maracutaia, que existe em Brasília. Realmente Presidente Fabiano, chega a dar nojo de abrir o jornal, ligar uma televisão, porque tu não vês uma notícia boa. Eu quero dizer aos Senhores que logo, logo, ali adiante, pode ter certeza disso, quando meia dúzia de cafajeste, estiver na cadeia, na cadeia, não aquela mordomia, naquelas mansões com uma tornozeleira e fazendo o que bem entende, que bela prisão. Mas quando meia dúzia de cafajestes for para a cadeia de verdade e eles, como disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que essas delações que eles estão fazendo e levantando é para diminuir o tempo de prisão, por isso tem os delatores. Mas quando esses cafajestes forem para a cadeia, eles também irão ser delatores, porque eles vão morrer podre na cadeia se não delatar, eles vão apodrecer na cadeia. O Senhor levantou aqui e é verdade Presidente, os Senadores Aécio Neves e o Romero Juca, 5 inquéritos, e o Renan Calheiros 4. Eu acho que tem mais para vir, pode ter certeza que tem mais, vai dobrar, quantos o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem? E aí não apareceu, eu não estou aqui criticando ex-Presidente Luiz Lula da Silva e nem o PT. Porque o meu partido PP, Partido Progressista, foi o primeiro partido no país, o primeiro que se tivesse sido PT era perseguição o primeiro foi o PP, partido, não pessoas do partido que está sendo investigada e logo, logo, vem o PMDB, o partido do PT, partido do PSDB e assim por diante pode ter certeza. Que bom que foi o meu partido primeiro, aí vem dizer que minhas contas foram aprovadas, está tudo legalizado, o que eles querem responder é isso aí, nas minhas contas foram todas aprovadas, bilhões e bilhões e ainda vamos chegar a trilhões. Ontem à noite, até bacana a propaganda na TV da cerveja Itaipava, chama atenção até? Aquelas lindas garotas, olha o que apareceu agora nesse Lava Jato, Cervejaria Itaipava, desviava por outra torneira para contagem dos litros, que eles pagavam os impostos sobre a quantidade de litros, desviavam para dar propina para esses velhacos desses políticos, uma montoeira de dinheiro, e assim vão aparecer outras empresas, que são inclusive as nossas, o nosso INSS que dizem que está falido e não é verdade, isso é para enganar o povo, isso é para tirar o salário dos mais miseráveis desse país, porque nos outros eles não mexem, é balela. Mas como eu gostaria que tivesse 10, não precisaria mais, 10 Sérgio Moro nesse país e que todas as questões e todos os Processos caíssem nas mãos dele, que me desculpe, mas lá no Supremo Tribunal Federal, daqui dez anos ou daqui 15 anos, eu estou com 64 anos eu tenho certeza absoluta, que eu não vou ficar sabendo se esses caras foram condenados eu não. Mas aqueles que caíram nas mãos nas mãos do Sérgio Moro, pode ter certeza que em 2017 já vai gente para cadeia. Interessante né? Quantas mães, Vereador Eleonora e mulheres que estão aqui presentes, quantas mães que cometeram crimes, não importa o crime que estão presas, separadas dos maridos, abandonadas, mães solteiras que estão presas e crianças de berço não de 9, 10, 11 anos, que estão abandonadas nas mãos de parentes, nas mãos de cafajestes talvez, elas estão presas a Madame, a Primeira-Dama do Rio de Janeiro, está com seus filhos, dois pesos e duas medidas. Vereador Thiago Brunet, concordo com que o Senhor falou que a Farroupilha Ambiental era difícil ter contato com eles porque era pessoas de fora, concordo com o Senhor, fizeram um bom trabalho, deixaram de fazer um pouco, podiam ter feito mais, talvez os custos dele que se falavam, principalmente nas campanhas políticas que ia mais dinheiro para o lixo, do que para saúde, não estou questionando isso agora, mas era difícil realmente ter contato com eles. E assim aconteceu, não estou aqui criticando pelo amor de DEUS, estou aqui para ajudar. Porque eu não sou um político barato, eusou um político farroupilhense e não me considero um político, sou Vereador sim, eleito pelo povo, aprendi isso com o meu pai, quando foi Vereador nesta Casa que está lá no quadro. Eu sou um farroupilhense de sangue, eu luto pela minha cidade, então eu não admito, não sei se quis me atingir também? Espero que não, de ser um político barato. Mas voltando ao Farroupilha Ambiental, quero dizer o que era difícil também, Vereador Thiago Brunet e Doutor do Hospital São Carlos, com certeza que muito o Senhor fez lá também, sempre tentando dar um bom caminho para o hospital, também era difícil conversar, porque era tudo gente de fora os administradores, gente que nós tinha, tenho certeza para quem conhece Farroupilha, sabe que nós que temos gente capacitadas, gente que quer ver Farroupilha andar para frente, seja ela na Prefeitura, seja no Hospital São Carlos, seja ela nas indústrias, ou em qualquer lugar, mas passou  diversos, que eu como Vereador praticamente tive poucos contatos com eles. Estive lá algumas vezes e não consegui muitas vezes nem conversar e quando conversava era aqueles dois minutos. Então nós temos que valorizar a nossa a gente, não que pessoas que vem de fora não têm capacidade, não, ao contrário, hoje eu nós somos um município segundo a estatística se eu não estou equivocado de 53% de imigrantes, que bom que esse pessoal veio para cá, por isso que Farroupilha chegou à décima nona economia do Estado. Vi entrevista recentemente de um Secretário, que hoje não tem mais terreno em Farroupilha, que está difícil para trazer indústrias, que as administrações passadas doaram tudo, doaram e por isso Farroupilha chegou na décima nona economia, mas essas administrações passadas Vereadores, eles desapropriaram, eles permutaram, eles foram buscar essas terras para botar empresas para trabalhar aqui em Farroupilha. Primeiro Distrito Industrial do Rio Grande do Sul onde tem a Tramontina, onde tem a Soprano, onde tem a Trombini, aonde nasceu a Grendene, a fábrica de garrafões, para quem conhece Farroupilha sabe disso. Depois veio o segundo, primeiro e segundo, veio o de Caravaggio, veio o do São José, veio do Porto Seco do Burati, aonde eu tenho maior orgulho que até existe o nome de uma rua chamada de Josué Paese, meu pai que nasceu lá em Monte Bérico, inclusive tem uma rua do teu avô, que também é da terra lá. No Bairro Cinquentenário, no Bairro América, no Bairro Santa Rita, por isso que essas empresas estão hoje aqui. Então o município o Prefeito que está aí hoje, ele tem que se preocupar em buscar fazer mais um loteamento, mais num distrito industrial, principalmente nessa época loteamento de terras de 1000m², 1500m², que tem fabriquetas de porão que querem aumentar e tem tudo para crescer e não tem para onde ir. Imagina os Senhores e eu digo uma coisa com certeza aqui Vereadores, se conseguir uma área de terra aqui em Farroupilha, não preciso ser aqui nos arredores do centro, isso aqui não existe mais, antes do loteamento ficar pronto, vamos pegar para 50 empresas, de mil, mil e quinhentos e 2 mil metros e o Presidente Fabiano esteve na Secretaria e sabe disso, o Senhor sabe disso, antes de ficar pronto o loteamento vai faltar lotes para outras empresas 50 antes de ficar pronto o loteamento, vai faltar lote para outras empresas, 50, estou botando 50 agora, antes de ficar pronto o loteamento já tem gente na fila pedindo o terreno, ouaté pagando o terreno se for necessário. Então eu vi esse Secretário falar na semana passada que tudo em Farroupilha foi dado, lógico que foi dado, era do município, essas indústrias hoje estão aqui no município gerando renda e emprego. Eu vou voltar de nos políticos baratos, eu sinceramente não me incluo nisso, mas eu quero deixar registrado aqui mais uma vez, para não ser repetitivo, mais uma vez e a minha maior testemunha se chama Prefeito Claiton Gonçalves, que eu fui o Vereador, me desculpe os Vereadores que estavam aqui nas outras épocas, que de 2009 a 2012, eu fui o Vereador que mais trouxe emendas de Brasília. E todas as obras estão concluídas, a maioria 80% concluídas nas mãos do Prefeito Claiton. Essa é a verdade e o que eu sentido Prefeito Claiton, para finalizar que faltou um pouco de sintonia independentemente de oposição e situação, de nós ter ido mais seguida Brasília, porque eu nunca fiz uma viagem a Brasília, eu provo isso com documentos, que eu não trouxe uma verba do lá, nunca, depois a gente perde um pouco a coisa. Então Senhores Vereadores, eu quero dizer novamente eu sou um farroupilhense, adoro minha cidade, aonde eu criei a minha família, estou criando meu neto de 9 anos, com muito orgulho, só para finalizar, agora não me chamo você tocou para mim de Vereador barato, porque eu não sou um moleque. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Josué Paese Filho. Passamos nesse momento para o espaço destinado para o Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, colegas Vereadores, Vereadora Eleonora, a todos os funcionários da Casa, a imprensa, quero deixar aqui também registrado, tivemos a presença da Ex-Presidente e Vereadora Maristela Rodolfo Pessin, nesta noite conosco e agradecer a permanência sempre fiel dos nossos colegas funcionários dessa Casa. Eu ia usar a Tribuna hoje, mas parabéns ao nosso líder de bancada, por usar e usar tão bem a Tribuna falando de história, do passado, do presente e projetando porque não um futuro. De cada pouco a gente tira um pedaço e se constrói alguma coisa, eu hoje vou apresentar nessa Casa um Requerimento que será ampliado a partir de amanhã, com mais alguns Requerimentos que virão, hoje até por uma questão de tempo, não houve tempo suficiente de minha parte, para que trouxesse mais. Prevenir ou remediar, olhar para frente, fazer o bem sem olhar a quem, esse Requerimento aqui, parece privilegiar e digo que sim, privilegia sim, porque essa informação, eu a presenciei e me preocupei, as questões onde estão situadas as nossas escolas, sejam elas escolas municipais, que aí vem toda uma responsabilidade, sejam elas estaduais e também as escolas particulares. Permita Senhor Presidente, dizer que eu tenho certeza absoluta que o Senhor, se parou 10 minutos na frente da escola do seu filho, o Senhor teve a minha preocupação, na mesma escola onde está a minha neta, e onde está minha vida lá, digo isso a vocês. Assustou-me que mesmo em condições horríveis, a Rua Pena de Moraes, passado o INSS, cheia de buraco, tudo para não se andar, havia naqueles 10 minutos, mais de 100 km por hora, veículos passando em frente a uma escola, é preocupante. Por isso que eu venho com este Requerimento, vou ampliar, enviando uma sugestão a partir de amanhã também ao município, porque chorar não, em situação nenhuma, ser pessimista nem pensar, agora a gente querer prever e prevenir, eu prefiro prevenir, aí eu endosso toda a preocupação de avô, a preocupação de pai que vem dali eu tenho certeza que a minha filha e o meu genro, comungam comigo, desta preocupação. Daí me dizem, porque que não seguram a criança adequadamente, Vereadora Dra. Eleonora, quem pode dizer que a criança é estável? Não, tem um momento que ela é criança. Então Senhor Presidente eu estou entrando com esse Requerimento que diz o seguinte, “o Vereador signatário, após ouvir a Casa requer a Vossa Excelência que seja oficiado ao Poder Executivo Municipal, no seu setor competente para que veja a possibilidade de instalar um redutor de velocidade em frente à Escola de Educação Infantil Dei Bambini, Rua Coronel Pena de Morais, 256 A, Bairro São Luiz, tendo em vista a alta velocidade praticada nessa via, colocando em risco alunos, pais e professores.” Era isso Senhor Presidente e só dizer que a partir de amanhã eu quero ampliar além dessa específica, eu quis tocar um pouco nos Senhores, amanhã eu trarei alguma coisa reforçando a mais, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tadeu Salib dos Santos. Colocamos em votação o Requerimento de nº 061/2017, de autoria do Vereador Tadeu Salib dos Santos. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores. Se me permite aqui, Vereador Tadeu, como sugestão o Líder de Governo, há hoje um quebra-molas, meio quebra mola, ali um pouco antes, talvez ele pudesse ser deslocado um pouco para frente, enfim. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, imprensa e a todos os que prestigiam a nossa Sessão, eu quero nessa manifestação fazer algumas colocações rápidas apenas, recebi uma ligação e também mensagem não deu tempo de a gente fazer como Requerimento já tinha passado do nosso prazo regimental e vejo responsável pela iluminação pública, então aproveito para passar aqui um recado para que a gente daqui a pouco evite fazer mais um documento na próxima semana. É um ponto de iluminação na Rua Guilherme Engers no Bairro Vicentina, bem próximo à esquina com a Rua Ângelo Bartelle, como referência de na frente da casa da dona Odete Razzera. Então se puder durante a semana dar uma olhada para que a gente evite ter que fazer todos esses trâmites talvez desnecessários. Segundo assunto rápido que eu quero colocar, é com relação a esses a tudo que foi colocado ao momento político que o país vive, eu acho realmente tem um momento delicado, concordo com manifestação de vários colegas que nos antecederam e inclusive de que eu acho que é o momento de nós não generalizarmos, não colocarmos todos no mesmo lugar, isso é importante para que possa ser quem investigado for, quem julgado e penalizado tem assim que cumprir a sua pena, mas que também possa se extrair coisas positivas desse processo, porque eu acho que nós estamos vivendo um momento aonde a política, a sociedade brasileira como um todo, deve ser depurada isso é bastante importante. E também claro, gostaria que no nosso dia a dia a gente vem analisando números da economia e percebe-se que as medidas do atual Governo Federal, no campo econômico e aqui estou afastando na questão política, tem dado resultado uma retomada da economia do país, redução de taxa de juros, retomada da criação de empregos, cenário mais favorável, caindo risco Brasil, com relação às agências de classificação de risco e eu gostaria que este cenário político talvez ficasse um pouco descolado dessa questão econômica. Porque senão nós vamos sacrificar na verdade o pai de família, a mãe que sustenta os filhos que tem em casa e que vai acabar tendo dificuldade que não vai ter o seu emprego de volta caso a gente interrompa esse ciclo de crescimento que nós vivemos hoje. O próximo assunto também rápido é correlação algumas informações que o Líder de governo o Vereador Dr. Thiago Brunet trouxe com relação à ECOFAR, embora informações importantes, ainda não são todas as informações levantadas pelas bancadas de oposição na semana passada, eu acho que tem alguns assuntos aqui, é um Projeto que pode sim trazer reflexo, sejam eles positivos ou negativos para o futuro do município, Vereador Alberto coloca por exemplo, algumas coisas que seriam vantajosas, nós apontamos outras situações que podem ser discutidas e eu acho que aquele tipo de Projeto que agente eventualmente tem que refletir um pouco mais e quem sabe fazer como a gente fez em outras oportunidades aqui nesse ano, uma construção conjunta para que a gente tem a melhor solução quando tiver então a deliberação sobre o mesmo. E com isso, já engato o último assunto que eu quero colocar, quem sabe não seja o momento ainda de nós decidirmos sobre esse Projeto da ECOFAR, até porque amanhã então, os Vereadores que fazem parte da Comissão do Legislativo em Ação, alguns puderam outros não puderam, na semana passada participar da nossa reunião com os grupos escoteiros. Amanhã então, nós teremos a Sessão do Legislativo em ação, que está marcada para iniciar as 19h00min, a marcação dessa data foi um entendimento através da Assessoria do Presidente. Porque nós tínhamos marcado na quarta-feira, iria ser no dia 19/04. Só que a Câmara já estava reservada então, para outro eventohá bastante tempo, diante dessa impossibilidade depois ia ser véspera de feriado e aí a gente passava da semana que foi determinado, nós entendemos então que ela seria realizada amanhã às 19h00min horas, após a Sessão que nós temos normalmente nas terças-feiras, com isso claro, eu sei que no final da Sessão de terça da Semana passada eu já não estava no Plenário por que eu estava ali na reunião. Peço a compreensão dos nossos líderes, para que a gente possa encaminhar uma pauta, que seja rápida, no sentido de que a gente encerre a Sessão de amanhã dentro da possibilidade, no máximo 18h30min, 18h40min, para que então possa ser preparada a Sessão do Legislativo em ação, pois nós estaremos com todos os grupos de escoteiros aqui, eu acho que não seria legal da nossa parte nós invadirmos a data e o horário já marcado, visto que nós teremos convidados prestigiando essa Casa, então, Senhor Presidente, para encaminhamento é só isso para que haja essa compreensão dos líderes para que a gente possa cumprir esse horário com essa exceção, visto que a gente teve dificuldade com a data original, muito obrigado, era isso Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jonas Tomazini. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Dra. Eleonora.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite Senhor Presidente, Vereadores, Senhoras e Senhores, imprensa todos aqui presentes. O que eu gostaria de colocar nessa noite é uma Emenda que traz uma soma considerável para Farroupilha, quarta-feira da semana passada dia 12, mas antes deixa eu colocar uma coisa, o nosso Líder colocou da preocupação dele com Farroupilha, essa é uma das preocupações que nossa bancada tem tido e conversado, muito nós temos sido uma bancada bastante coesa nas discussões e nas nossas conversas, nas nossas preocupações, há muito tempo já que a gente vem discutindo sobre uma das nossas grandes preocupações na área da saúde que é com a evolução da UPA, até porque com a UPA funcionando, nós podemos desagregar do hospital o atendimento primário do pronto socorro, isso diminuiria muitos gastos do pronto socorro,essa é uma das preocupações da nossa bancada. Como nós tínhamos uma reunião marcada em Porto Alegre, o Vereador Jorge Cenci, a Ex-Vereadora Maristela Rodolfo Pessin e agora suplente de Vereadora e eu, no gabinete do Secretário de Finanças, Giovane Feltes, nós aproveitamos para colocar o da nossa preocupação então, com a UPA que está com o casco por assim dizer pronto, através de verbas Federais e nós colocamos a nossa preocupação com as verbas estaduais. Então ficamos gratamente surpresos com o nosso acolhimento e podemos dizer que virá logo para Farroupilha, para a UPA, R$ 700.000,00, para aquisição de equipamentos, nós tivemos a intermediação do nosso Deputado Álvaro Boessio, que nos ajudou muito. Então nós podemos passar essa grata notícia, da vinda em breve dessa Emenda então, através do gabinete do Giovane Feltes para Farroupilha, para Upa, da parte do Estado, para aquisição da compra de equipamentos. Outra coisa que eu gostaria de falar é o seguinte, não é porque nós somos Vereadores de oposição que nós não queremos que dê certo, nós estamos fazendo o nosso possível para que as coisas deem certo e como disse o Vereador José Paese Filho, nós não somos Vereadores baratos, nós somos farroupilhenses e como ele eu também sou farroupilhense de sangue e mais do que ninguém eu tenho interesse que isso dê certo, meu avô também está naqueles quadros e eu quero que dê certo. O senhor Vereador Tiago Ilha, o Senhor bate sempre na mesma tecla, em relação aos fatos do Senhor Prefeito, mas eu quero lembrar que 34.000 pessoas disseram não ao seu Prefeito, só quero lembrá-lo disso. E mais uma coisa eu concordo plenamente com o Senhor Vereador Tadeu, em relação ao seu Requerimento eu acho mesmo que todas as escolas, escolinhas, têm que ter o redutor de velocidade, era isso e muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, Presidente demais Vereadores e a todos que nos prestigiam. Apenas para colaborar então, com a fala da Vereadora Eleonora, estivemos na última quarta-feira a convite do Deputado Federal Giovane Feltes, hoje Secretário do Estado do Governo do Rio Grande do Sul, tratando de alguns assuntos e por sorte ou por o destino nos proporcionar, fomos informados então que viria uma verba o valor do Governo do Estado do Rio Grande do Sul para equipar a UPA do nosso município. Acho que é importante sim, também é importante citar e que fique registrado que foi uma reunião elaborada e solicitada pelo nosso Deputado Álvaro Boessio a qual o Secretário acatou e nos presenteou eu diria não a nós em si, a bancada do PMDB, mas em si ao município com esse recurso que ele é importante sim para que a UPA ela venha logo ali na frente, poder ser utilizada, poder ser literalmente o cidadão farroupilhense usufruir dela. Também por intermediação do Deputado Álvaro Boessio e também por alguns Deputados do PP, Partido Progressista, OAB, a CICS, hoje à tarde também aconteceu uma reunião junto ao Secretário João Gabardo da Saúde, para tratar de assuntos a qual a nossa bancada já havia enviado um ofício junto à Secretaria de Saúde, solicitando uma audiência então, para que o nosso município também fosse contemplado com algumas portarias do Estado que são referentes ao Portas Abertas, acrescentar os leitos de UTI e também que seja colocado o plantão presencial de Traumatologia. Então foram essas algumas sugestões, que nós mandamos via ofício e hoje parece que a CICS, a OAB e alguns Deputados do PP, juntamente com Deputado Álvaro  Boessio estiveram tendo esta reunião.Também cabe ressaltar e volta um pouco diferente ao recurso no valor de R$ 700.000,00 quero aqui fazer um elogio ao nosso Governador José Ivo Sartori, que não tem medido esforços para contemplar as nossas demandas, às vezes não contemplando como esperado sim, mas fazendo algumas ações, para que o nosso estado, o Estado do Rio Grande do Sul, ao qual ele herdou falido, vem a contemplar as expectativas da população, venha a pagar os professores em dia, o funcionalismo em dia,a Brigada Militar em dia, quem sabe logo ali na frente ele vai conseguir isso, mas às vezes tem que ser tomado alguns remédios amargos para que isso aconteça, era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jorge Cenci. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente, (falha no microfone) e demais que nos assistem nessa noite. Vereador Tiago Ilha, o Senhor (falha no microfone), que eu tenho um carinho enorme muito grande pela Brigada Militar, aonde que muitos trabalhos foram feitos em parceria com essa Casa e com a comunidade que eu moro então eu tenho o maior carinho pela Brigada Militar e não estou dizendo que eles vêm aqui na frente da Câmara, (falha no microfone) e não deveria acontecer. Mas, nós somos sabedores da dificuldade que tem a Brigada Militar, de efetivo, sabe que tem algum local que tenha mais necessidade de estar aqui na frente da Câmara de Vereadores. Nós Senhor Presidente, no meu manifesto no Grande Expediente, eu não falei que quem me chamou a Brigada foi o Presidente ou algum Vereador, ou alguém, ou que seja de costume de agora em diante que a Brigada venha à frente da Casa, eu não falei, não indiquei nenhum nome e não falei que alguém da Câmara ou algum Vereador ou Assessor tenha chamado a Brigada Militar na última segunda-feira. Eu só citei que ela estava na frente desta Casa. Mas também se tem conhecimento Vereador Tiago e Vereador Thiago Brunet, que a Brigada foi chamada sim no hospital, na intervenção do hospital, que a Brigada foi chamada no dia primeiro de janeiro de 2017, aqui na frente desta Casa. Por isso que nós estamos lamentando desses fatos que já ocorreram e como conhecimento do que aconteceu. Também Vereador Thiago, nós não somos contra o que está acontecendo e nós fizemos possível para que o Prefeito tenha uma administração perfeita, que tenha um trabalho voltado à comunidade mais algum acontecimento tem, o Senhor relatou muito bem que as atitudes às vezes não são de agrado da comunidade, da população e tem ocorrido isso. Agora, eu sempre respeitei a pessoa do Senhor Prefeito Municipal, agora essas críticas aqui, são críticas políticas, nas divergências, Vereador Alberto nós temos. Nós fomos eleitos por uma parcela da população, para defender essa comunidade, não é o Prefeito que vai dizer e também Vereador Tiago Ilha, eu acho que o Senhor é o único que não ouviu a entrevista do Prefeito, quando ele chamou políticos baratos, eu acho que todo mundo ouviu, a comunidade ouviu. Então dessa forma que a gente também, não gostaria de entrar nesse detalhe pessoal com qualquer Vereador, eu volto a repetir eu estou na sexta legislatura, eu sempre eu respeitei a todos e não é agora que vou desrespeitar alguém desta Casa ou de forma do Prefeito ou a população. Senhor Presidente, eu gostaria de ceder um aparte a Vereador Thiago Brunet.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Aparte Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Rapidamente aqui para finalizar esse assunto, eu gostaria que de manifestar minha preocupação com a segurança de todos nós aqui nessa Casa Senhor Presidente, há poucos dias atrás, estivemos na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre e para que a gente possa entrar lá passava por no mínimo três ou quatro cidadãos armado reforço da Polícia Militar e Civil até inclusive. Na Câmara em Caxias do Sul não é diferente, Caxias do Sul também tem sempre um policial militar ali na frente. O que queestá acontecendo, hoje todos os políticos são colocados numa mesma sacola muitas vezes na concepção da população, de alguns cidadãos que se manifestam publicamente, publicamente, como um perigo para todos nós aqui, porque eu já li em redes sociais, tem que entrar lá dá uns dois, três tiros, matar uns dois Vereadores, para aquela cambada parar. Então eu só gostaria de me manifestar aqui publicamente, a minha preocupação para a segurança todos nós, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Espaço de liderança Vereador, que acabou o tempo.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Está bom, se necessário eu pedirei após, obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador. A palavra está à disposição. Com a palavra o Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Tinha guardado minhas coisas aqui, mas vou falar mais um pouco, aproveitando o nosso amigo da iluminação, já foi feito um Requerimento e eu pediria encarecidamente, não para mim, para aquela comunidade, se for possível, claro, ali no Bairro Bela Vista. Inclusive sábado teve um jantar, agora sábado que vem terá outro, já que falaram em segurança aqui, lá tem estacionamento inclusive no mercado De Cesaro, tem o Clube e tem um poste, praticamente na frente do Bairro Bela Vista, que se daria, beleza, foi colocado a luminária completa lá? Mas tudo bem, isso lá no Stefano Crippa, foi colocado, o pessoal mandou agradecer, se pudesse colocar aquela lâmpada se for possível completa bem na frente da, já lhe cedo um aparte, já vou lhe ceder agora.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Obrigado pelo aparte Vereador, apenas para esclarecer, assim que teve o Requerimento, estivemos nos dois locais onde o Senhor tinha feito o Requerimento naquela noite, se não me engano, Stefano Crippa, já tinha sido resolvido, no dia até, estivemos lá de noite, estava resolvido e na frente do salão também levei o César lá, é um local que tem que colocar uma lâmpada completa, lá, eu acho que essa é a dúvida dele, mas está tudo tranquilo, mas vai ser resolvido.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Até se precisar eu vou junto para mostrar, onde seria o caso, senão p Presidente De Cesaro, é só ligar para ele. Mas tudo bem, dentro do possível eu tenho certeza que aquela comunidade vai ser atendida. Inclusive Vereador Thiago, realmente eu sou, concordo com o Senhor Perfeitamente, tem gente, tem formação de opinião, tem que ir lá à Câmara, dar tiro, ter que ir lá não sei aonde dar paulada, tem que bater, porque não fazem nada. Eu vi uma entrevista, na rádio hoje, aonde um cidadão, também disse que nós vivemos nas custas do povo. Eu não ia levantar esse assunto, disse também, que é uma inverdade, porque quando a gente fala a verdade, eu respeito à opinião de todo mundo, ou eu concordo, ou eu não concordo, não sou obrigado a concordar, mas eu respeito, seja elogio, ou seja, crítica. Agora chegar a entrar no ar, que ganha 5, 6, 7.000 por mês, é uma mentira, que trabalha uma vez só por semana na Câmara, é uma mentira, e um Padre, eu não sei se ele é mal informado ou quem tem má intenção, para prejudicar nós Vereadores, essa é a verdade. Ele que se coloque a disposição, ele que venha aqui, inclusive então, voltando na iluminação, eu estive naquela região no 3º Distrito, eu combinei lá com uma pessoa, de fazer aquele trajeto Vereador Aldir Toffanin, quando o Senhor era encarregado no Setor de iluminação, que eu fui com o meu carro e o Senhor foi sentado de carona, e o Senhor levou a cinta junto lembra? E nós passamos, “aqui está queimada”, o Vereador Aldir Toffanin descia e amarrava uma fita no poste, para depois o caminhão ir e saber onde era a lâmpada queimada. Eu fui para o interior ontem, me pediram quatro lâmpadas queimadas, eu tenho certeza César, se você mandar o caminhão nesses 4 lugares amanhã e concertar as 4, na quarta feira tem gente ligando para mim ou na Prefeitura, pedindo, o caminhão passou aqui e não arrumaram a minha. Mas a gente sabe que quem concerta as lâmpadas não vai subir poste por poste, para ver se está ou não está queimada. Então eu vou passar essa semana na comunidade de Linha Paese, de Vila Rica, de Monte Bérico e vou sair aqui em baixo no Burati, vou fazer um levantamento e vou amarrar uma fita e depois eu vou avisar, quando estiver pronto o levantamento aí quando o caminhão faz, faz um arrastão e esse cidadão que diz que o Vereador vem aqui uma vez por semana e vive nas costas do povo, ele deveria fazer a mesma coisa no bairro dele ou aonde ele frequenta, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Josué Paese. Com a palavra o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, gostaria de cumprimentar todos que nos acompanham até essas horas, eu só queria deixar registrado aqui, que estava vendo atentamente aquela lista Vereador Presidente, parabéns pelo seu trabalho. De 88 políticos, tive a felicidade nesse momento, olhei, olhei e chamei a atenção do Vereador Raul e não vi a sigla PDT, então gostaria de dizer que fiquei muito contente, poderá aparecer, mas só de não aparecer nessa lista, já me deixa bastante aliviado. Então gostaria também de dizer que vendo essa lista, e vendo outros que vem vindo aí, o Brasil está mudando, realmente está mudando. Porque há pouco tempo atrás nós não víamos políticos na cadeia e hoje estamos vendo, tem outros o Vereador Arielson não perde nada, tem outros que estão aí com tornozeleiras, estão muito bem colocados, que até o Vereador Thiago me disse, dessas eu também quero. Então dizer que eu fiquei muito feliz em ver que o PDT, ao menos nessa lista, tem poucos Vereadores, de repente não recebe propina, não tem dinheiro para campanha, era isso Senhor Presidente, muito obrigado. Lhe cedo um aparte.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Que bom que a gente ouve pelo menos uma boa notícia, obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado, a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Eu não ia falar, mas vou falar só por causa do Vereador Josué Paese Filho, Vereador Josué Paese filho, tu levantaste uma coisa muito importante que é uma das questões para nós Vereadores brigarmos para que nossa cidade tivesse muito mais empresa. Mas uma coisa eu vou salientar que aqui no Bairro Santa Rita, foi doado lotes para diversas, diversas empresas, nós aqui, tu votaste aqui 2 ou 3 vezes o prolongamento de fazer a empresa e agora nós temos que restituir de volta aqueles terrenos, porque eles não construíram. Isso é uma coisa que bem breve o Executivo vai levar para a Câmara de Vereadores, um Projeto de Lei, para que a gente pudesse doar aqueles lotes para empresas se instalar no Município de Farroupilha, que isso é uma coisa que eu defendo e tem que ser. Porque onde não tem empresa, não tem rendimento, não tem ICM, não tem imposto, não tem emprego, agora vou ceder um aparte ao Vereador Josué Paese Filho.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Concordo perfeitamente desses terrenos que foram doados, e nós aqui, veio Projetos para a Câmara, dando mais prazos, por questões financeira, ou por questões que não conseguiu financiamento, ou por questões de crise e não construíram. Se venceu o prazo, diz para o Prefeito mandar o Projeto para essa Casa, se é para doar para outras empresas, e quer criar renda, benefício para esse município, tem a aprovação desse Vereador. Porque não adianta fica lá o terreno vazio, baldio, se não construiu a empresa que pena que essa empresa não tem condições, agora também, ir prorrogando o prazo e não desenvolver nada naquela área, também não é justo, obrigado pelo aparte Vereador.

VER. ALBERTO MAIOLI: Acontece que agora o Executivo está pegando certidões atualizadas de cada terreno, não se sabe aquelas que estão empenhoradas, porque foi um monte de barbaridade. Mas o Executivo, está fazendo uma coisa boa, eu acho que é muito importante isso aí, temos que ver se realmente tiver empresa para se instalar em Farroupilha, agora eu vou ceder um aparte para o Vereador José Mário Bellaver.

PRES.FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Obrigado pelo aparte Vereador, só para salientar que realmente o Município de Farroupilha, se tornou a 19º economia do estado, justamente por esse incentivo que as administrações passadas deram para essas empresas, poderem ter empregos e rendas para o nosso município, quem não se lembra que nos anos de 95 até 2000, depois da saída de uma empresa que dava muito emprego aqui na nossa cidade, passamos uma crise de emprego muito difícil. E a partir do ano de 2001, quando o Prefeito Bolivar Pasqual assumiu o Poder Público, a Prefeitura Municipal de Farroupilha, foi incentivada essas criações de loteamentos para que essas empresas pudessem se estabelecer em nosso município, e aí que foi dado um salto para ter emprego e retorno de ICM do estado, só para colaborar Vereador Alberto Maioli, obrigado.

VER. ALBERTO MAIOLI: E para concluir eu inclusive sempre defendo para que sejam dados os terrenos para termos bastante médias e pequenas empresas, porque se acontece de dar uma zebra, em alguma empresa grande, vocês sabem que o baque é grande para absorver a mão de obra de todos os funcionários, para finalizar eu quero dizer a vocês que em Brasília, está sendo a reforma política, vocês podem me acreditar, que esses caras que estão ali dentro, eles não vão ser expulsos da política, eles vão fazer política, que não se votam mais em pessoas, votam no partido, daqui uns 7, 8 anos, vão estar os mesmos lá dentro, pode acreditar, era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, demais Vereadores, Senhores presentes. Eu quero fazer só dois ou três comentários, quando o Vereador Thiago Brunet diz que o Prefeito teve ataques sorrateiros, quero dizer que por parte, pelo menos da bancada do partido do PMDB pode deixar o Prefeito tranquilo que não foi e não é esta a conduta do PMDB, o Senhor não chegou a dizer que foi do PMDB, mas por isso que as cobranças que nós fizemos ao Prefeito, e nós não temos o dever ou a obrigação de saber que o Prefeito, que houve alguns ataques sorrateiros ao Prefeito. E se houve esses ataques e se não foi nós, não nós que temos que ouvir algumas coisas do Prefeito e Vereador Tiago Ilha, atitudes fortes e firmes eu acho que as pessoas que estão no meio político têm que ter, tem que ter as suas convicções, tem os seus partidos, tem as suas ideologias, enfim, eu acho que tem que seguir os seus princípios, porém, não precisa usar adjetivos e menosprezar as pessoas que estão do outro lado. Também não podemos ficar fazendo política com raiva porque ela acaba ficando pior para a comunidade de Farroupilha e o timoneiro ou a pessoa que está com o Prefeito é o que deve ter o respeito com todos, para poder ser respeitado e poder conduzir bem o município, então, nessas palavras que nós colocamos. Vereador Alberto Maioli. Quando o Senhor fala do Grêmio e do Inter, de valores, não foi isso que nós ouvimos na reforma administrativa. Na Reforma Administrativa nós votamos um Projeto nessa Casa, ao qual eu votei favorável naquela época, que foi dito que não iria aumentar tanto, e quando nós fomos ver, o valor da folha de pagamento aumentou e bastante e amis os valores dos CCs, estavam 30%, 40% maior do que quando era no governo passado. Então isto de dizer que o valor dos CCs, ele melhoria o comportamento, o trabalho dos funcionários, não é verdade por aquilo que o Senhor colocou, porque a folha de pagamento de seis milhões e não é sessenta milhões eu não acredito, deve ser seis milhões, contra duzentos e poucos mil, tu vês que não teve muita diferença, vamos ver o último jogo, porque até agora, não teve tanta diferença. A questão Vereador Josué Paese Filho, das empresas eu acho que não é de mérito nenhum em quanto se tinha, em quanto se havia possiblidade de poder ajudar as empresas e fazer com que o desenvolvimento de Farroupilha, pudesse ser feito, nós fizemos e inclusive fomos buscar áreas no Governo do Estado, aonde tinha estação experimental, que eram 84 hectares de área e nós fomos buscar do Governo do Estado, quando o Governo Olívio Dutra, não quis devolver para o município, nós fomos depois na época do Governo Germano Rigotto, buscar os 40 Hectares que eram do município e tinha sido doado até que tivesse a estação experimental, até que tivesse o objetivo da estação experimental e mais 40 hectares que eram do estado e que foi doado inclusive para o município, por isso que tem o distrito industrial do Santa Rita e teria mais espaço para fazer mais distrito industrial, só que tem que ir atrás, tem que achar, tem que cavoucar e aí fazer o  distrito industrial. Teve outro distrito industrial do América que nós fizemos permutas de área de vizinhos para poder montar aquele distrito industrial, então tem outras maneiras que dá para daqui a pouco fazer. Mas, dizer sim, deram os terrenos, Vereador Presidente, nós sabemos que com uma contrapartida da empresa é melhor, mas hoje talvez se tem essa possibilidade, mas no passado, a briga fiscal era tão grande e a doação de área era tão grande que não tinha condições de brigar com eles se nós não fizéssemos isso. Talvez nós não teríamos algumas empresas que nós temos em Farroupilha hoje, inclusive com ajudas, com maquinários, não só com área de terras a Prefeitura comprou máquinas Projetos elétricos e vários outros Projetos. E comentar Vereador Josué Paese Filho, a questão do cidadão que se manifestou hoje o Pe. José Mussoi, vou dizer aqui, eu digo o seguinte, os Vereadores recebem da comunidade, os Padres também, tem lugares aonde eles pedem para o Padre sair, tem outros lugares que o Padre si e não querem a volta dele nunca mais, e tem outros lugares que o povo quer o Padre, porque acha um bom trabalho e dizer mais, se a Igreja Católica hoje perde muitos fiéis para outras igrejas, não é por nada, tem algum motivo, então ganhar a vida nas costas dos outros não é bem assim, mas eu tenho que respeitar a opinião dele, eu vou respeitar a opinião dele, mas vou colocar aqui as minhas colocações. Ele falou da questão do IPTU também, talvez não tenha sobrado para mim, porque a questão do IPTU eu votei contra, obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Então só dois comentários, um, nós recebemos um documento na semana passada do Presidente da OAB, subseção Farroupilha, na qual o Assessor o Raphael estará pegando as assinaturas e hoje eu estive em São Marcos na reunião do Parlamento Regional, na qual a subseção de lá também me entregou a mesma cópia em relação ao Comitê Suprapartidário, acredito que o Raphael já chegou em todos os Vereadores para pegar a assinatura, será entregue para a Subseção essa Semana. Encaminhamento Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Sobre esse assunto até nós conversamos com ele, tive um contratempo que eu e o Vereador Tadeu, realmente não conseguimos ler esse documento, então nós vamos, já estou levando para casa hoje, vamos ler, para amanhã, para não dizer como acontece com certas pessoas, que assinou sem saber, então nós vamos dar uma lida e amanhã a gente conversa sobre esse assunto. Por isso que o PP ainda não assinou, obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Perfeito, encaminhamento, primeiro aqui Vereador José Mário, o Vereador José Mário levantou a mão antes, só um minuto.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Da mesma forma Senhor Presidente a bancada do PMDB também recebeu hoje e nós não tivemos a oportunidade de ler e analisar, então amanhã com certeza nós daremos uma resposta com certeza a essa moção, é uma moção né? Obrigado Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Sim, na verdade Vereador não é o da nossa Frente, é um manifesto do Comitê Suprapartidário da Serra Gaúcha. Encaminhamento Vereador Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Foi entregue Senhor Presidente, pelo Presidente da OAB semana passada, pelo Presidente Rafael Portolan Coloda, na mesma noite eu pedi que fosse entregue um para cada bancada e eu tenho que entregar isso hoje, porque ele me pediu que voltasse dia 17/04. Ou assina hoje, senão eu tenho que devolver para o Rafael Portolan Coloda hoje, essa foi à determinação, então não sei, nas bancadas aqui faltou o PMDB e PP.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Se os líderes assim quiserem nós podemos suspender a Câmara por alguns minutos para, podemos encerrar, outro informe que eu queria dar aos Senhores em relação a este, ao que o Vereador Thiago comentou na Tribuna, a Câmara de Vereadores está tomando os devidos encaminhamentos legais, em relação àquela postagem do cidadão que incitou a violência contra os Vereadores para que alguém devesse entrar na Câmara e dar 2, 3 tiros e então, estamos encaminhando judicialmente essa questão. Uma questão de ordem, Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: O Vereador Thiago falou desse assunto, em 2 tiros, 3 tiros, o Senhor está repetindo agora, eu realmente não, saiu nas redes sociais aqui, foi para nós aqui em Farroupilha isso? Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Algum Vereador, a palavra continua à disposição. Se nenhum Vereador mais quiser fazer uso da palavra, em nome de DEUS declaro encerrados os trabalhos dessa Sessão. Lembrando de amanhã o nosso Legislativo em ação, ás 19h00min, um boa noite a todos.

 

 

 

 

Fabiano André Piccoli

Vereador Presidente

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador 1º Secretário

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.