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17/10/2021 16:43:46 - Farroupilha / RS
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Ata 3739 – 10/04/2017

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Fabiano André Piccoli

 

Às 18:00 horas, o Senhor Presidente Vereador, Fabiano André Piccoli assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Alberto Maioli, Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, José Mario Bellaver, Josué Paese, Odair Sobierai, Raul Herpich, Sandro Trevisan, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Brunet, Tiago Ilha.

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Fabiano André Piccoli

 

Às 18:00 horas, o Senhor Presidente Vereador, Fabiano André Piccoli assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Alberto Maioli, Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, José Mario Bellaver, Josué Paese, Odair Sobierai, Raul Herpich, Sandro Trevisan, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Brunet, Tiago Ilha.

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Boa noite a todos. Bem-vindos e bem-vindas à Casa Legislativa Municipal. Invocando o nome de DEUS declaro abertos os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Em aprovação as atas nºs 3.737 de 03.04.17 e 3.738 de 04.04.17. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovadas por todos os Senhores Vereadores, com a ausência do Vereador Dr. Thiago Brunet. Solicito ao Vereador Sandro Trevisan, 1º Secretário dessa Casa, para que proceda a leitura do Expediente da Secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SEC. SANDRO TREVISAN: Boa Noite Senhor Presidente, colegas Vereadores, público presente.

Senhor Presidente, é um Projeto de Lei então, honra-nos cumprimentar a Vossa Excelência, oportunidade em que encaminhamos para análise desta egrégia Casa, Projeto de Lei que autoriza permuta de imóveis e da outra providencias. Atenciosamente, Prefeito Claiton Gonçalves.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Sandro Trevisan. Temos a presença nessa noite dos integrantes da AMAFA, que farão uso desse espaço para relatar os trabalhos e todas as ações que vem sendo desenvolvidas pela AMAFA. Por solicitação do Vereador líder da bancada do PMDB José Mário Bellaver, o convite foi feito. Convidamos para fazer parte da Mesa a Sra. Elaine Bartelle, Presidente da AMAFA, para explanar sobre os trabalhos desenvolvidos pela entidade, por solicitação do Vereador José Mário Bellaver o qual passo a palavra. Por solicitação do líder da bancada, passo a palavra ao Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Boa noite Senhor Presidente, boa noite demais Vereadores, boa noite a Presidente da AMAFA, Elaine Zanella Bartelle e a todos os membros que aqui se fazem presentes e todos os demais presentes na Sessão de hoje. Nós convidamos então, mês de fevereiro ou março a AMAFA para que se fizesse presente nessa Casa por alguns motivos. Primeiro pela importância que tem a entidade e o trabalho que realiza no nosso município. Também por nós termos passados agora no dia 2 de abril, na semana passada então a gente teve a comemoração do Dia Mundial Da Conscientização Do Autismo, que é a data reservada para se discutir, para se conhecer mais sobre esse assunto nós não conseguimos fazer um convite para que fosse no dia três em função de que a gente já tinha escrito para Tribuna Livre o que aconteceu na semana anterior e por isso que nós estamos aqui hoje. Nós queremos já de antemão agradecer Elaine, a tua presença, a gente sabe também que além das atividades normais que a AMAFA tem, a entidade está envolvida com um grande Projeto que é a sua nova sede que estão as portas aí de ser inaugurada que vai certamente qualificar muitos serviços prestados pela entidade na oportunidade em que nós falamos da AMAFA, os mais diversos Vereadores aqui presentes se manifestaram também se colocando à disposição, entendendo a importância dos trabalhos realizados para que apoiassem seja da maneira a com o seu trabalho, seja com as causas, seja no orçamento do município que é destinado a entidade, os Vereadores aqui diversos deles se colocaram à disposição da entidade. Por isso eu acho que essa integração entre a Câmara de Vereadores e a entidade AMAFA é bem importante que ela ocorra, eu comentava que tenho a oportunidade por fazer parte do Conselho da AMAFA, ter a oportunidade de conhecer um pouco mais do que ela realiza, mas aí a gente tem uma legislatura nova, Vereadores que talvez não conhecem o trabalho realizado e por isso a gente achou importante que vocês estivessem aqui nesta noite para explanar um pouco mais do que o que é realizado. Agradecemos então desde já e estamos atentas as explicações e renovamos esses nossos votos de nos colocados à disposição da entidade sempre que necessário através do trabalho aqui da Câmara de Vereadores.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jonas Tomazini. De imediato então passamos a palavra a nossa convidada da noite, a Senhora Elaine Bartelle, que é Presidente da AMAFA, seja muito bem-vinda, a Senhora tem um tempo regimental de 15 minutos para as suas colocações.

SRA. ELAINE BARTELLE: Obrigada. Eu agradeço então o convite, é bem importante para nós e eu gostaria de em primeiro lugar passar um vídeo para vocês terem uma ideia melhor do que a AMAFA faz, e depois eu abriria para algum questionamento, se alguém quiser fazer alguma pergunta, alguma explicação mais especifica sobre algum tópico, alguma coisa, aí eu estarei à disposição.

(EXIBIÇÃO DE VÍDEO DA AMAFA)

SRA. ELAINE BARTELLE: Bem, como vocês viram uma parte ali apareceu centro de Caxias CDC, desde janeiro a AMAFA é a nova mantenedora do CDC de Caxias do    Sul, fomos convidados a participar da licitação pelo Poder Público e em função da AMAFA ter sido a única entidade a apresentar todos os documentos exigidos em dia, foi a escolhida então para a administração do Centro Dia que é todo mantido pelo Governo Federal. A gente não tem aporte nenhum de verba, a gente apenas vai administrar a verba que o Governo Federal repassa e fazer os atendimentos necessários. Agora eu deixo aberto para algum questionamento, se alguém quiser fazer, alguma explicação.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Eu, para abrir a rodada, eu gostaria que se possível a Senhora explanasse um pouquinho sobre o andamento da obra, como é que está a previsão, eu ouvi os rotarianos esses dias comentando que falta ainda um valor.

SRA. ELAINE BARTELLE: Eu gostaria até de convidar o pessoal do Rotary então para falar sobre essa parte, que eles são mais, digamos assim, técnicos e vão poder explicar melhor.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Com a permissão das lideranças de bancada podemos, por gentileza.

  1. CRISTIANO LAMB: Boa noite a todos, eu faço parte do Rotary, hoje sou atualmente o tesoureiro do Rotary e sou vice-Presidente da AMAFA. Essa obra ela entrou, essa obra que vai ser concluída agora até junho, é um Projeto da Tramontina que colocou na mão do Rotary para de administrar junto as outras empresas, ainda quando seu Mário Bianchi estava em vida e como eles não queriam construir sozinho está Sede e queriam que toda comunidade participasse, todos os empresários, ele passou para o Rotary. De lá para cá nós começamos a trabalhar junto às empresas na captação e no meio do caminho, em 2013 surgiu a oportunidade de fazermos um Projeto de Lei Rouanet para a capação de recursos, em vez de mandar nossos impostos para Brasília, eles acabam ficando aqui e não oneram o nosso empresário. Então ela é uma obra de um milhão quatrocentos e noventa e um com setecentos e trinta e nove reais e quarenta e três centavos. Essa obra hoje ela falta captar somente, já foi captado R$1.374.988,00 e falta captar R$ 127.890,00, da Lei Rouanet falta R$ 74.676,00 o que acontece, quando esse Projeto entrou na Lei Rouanet, ele entrou em 2013, de lá para cá com a inflação que tem no nosso país, os custos subiram, só que o valor do Projeto não pode ser modificado. Então ele foi aprovado neste valor. Quando fechamos o contrato com a construtora o valor ficou maior. Então fora o Projeto Lei Rouanet, nós temos hoje que captar por fora R$ 127.890,00, fora a Lei Rouanet. E praticamente R$ 1.491.000,00 que é do Projeto, esse está praticamente capitado falta R$ 112.000,00 para arrecadar junto as empresas. Mas os nossos parceiros, a Tramontina, a Colombo já sinalizou que vão nos pagar, vão aportar esse valor. É uma obra de 703 m² de área fechada e 528 m de área aberta. Não sei se todos sabem aonde está sendo construído, lá perto do ginásio dos sapateiros, atrás do ginásio dos sapateiros, fica uma obra, um terreno que foi doado pela Prefeitura, então basicamente em termos de valores seria isso. Não sei se alguém tem alguma dúvida a mais. Isso é para a construção, então quer dizer, assim que estiver pronto vai faltar toda a mobiliária, toda parte da mobília, então é mais um trabalho que o Rotary vai fazer junto com a AMAFA.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Cristiano, por gentileza fique aqui na Mesa, se algum dos nossos Vereadores tiver mais questionamentos. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Dra. Eleonora, quero cumprimentar a todos que estão nos visitando aqui na Casa do Povo nessa noite, pessoal da AMAFA, moradores do Bairro Industrial, quero cumprimentar também o pessoal da imprensa que daqui a pouquinho deve estar por aí também conosco e os que já estão, e os funcionários desta Casa. Queria pedir ao Luciano, tem uma noção Luciano, depois de concluído a outra física o mobiliário e todos os equipamentos que a gente sabe que lá também terão necessidade de equipamentos diferenciados, equipamentos que se adequem as necessidades da AMAFA. Tem uma noção de valor disso hoje, de quanto aporta isso hoje depois da obra concluída e entregue esses valores já estão garantidos? O mobiliário e mais equipamentos, enfim o que importaria isso hoje? Tem uma noção já ou não?

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Vereador, se o Senhor puder fazer todas as perguntas aí depois encerra sua fala e passamos a palavra para a Elaine.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Primeiro se o Rotary assumirá isso, ele contará ainda com o apoio das empresas envolvidas na construção, ou ele vai começar uma nova campanha do zero. Seria isso.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador.

  1. CRISTIANO LAMB: Um tempo atrás, logo que se iniciou essa captação e ainda em 2011, nós tivemos essa preocupação junto ao Rotary e chegamos a fazer um levantamento de toda mobília que ia dentro para fazer um Projeto junto ao Rotary Internacional. Entendeu? Que o Rotary tem muito disso. Então você pega um país, lá na Alemanha, enfim Itália, qualquer país e você faz parceria com ele, entra com contrapartida. Estou só dando um exemplo, o Rotary, deu lá R$ 300.000,00 de mobília, o Rotary entra com 20%, os outros 80% viria em contrapartida que é um fundo do Rotary, um fundo internacional, ele é próprio para Projetos Internacionais, assim como a gente faz Projetos lá para fora, eles também fazem Projetos pedindo verbas aqui. Então na época se chegou a fazer um levantamento e passava de R$ 200.000,00, isso nós estamos falando de 5 anos atrás. Com certeza ele fica em torno de R$ 300.000,00 com certeza a parte de mobília. Só que para conseguir fazer esse Projeto a obra tem que estar pronta, se não tu vais me perguntar “então porque não estão encaminhando já” a obra tem que estar concluída para que aí a gente consiga fazer o Projeto junto ao Rotary Internacional. Essa é uma possibilidade, se caso a gente não consiga, nós vamos começar a passar o chapéu nas empresas novamente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Senhor Presidente, cumprimentar a Mesa ao cumprimentar a Mesa cumprimento os demais Vereadores, só da pergunta do Vereador Tadeu, esse Projeto do Rotary Internacional, depois da obra pronta, o Senhor tem ideia, vamos dizer, se for aprovado, a demora para vir esses recursos da Alemanha ou da Itália, da onde for, o Senhor tem ideia de demora, é bastante demorado, burocracia ou é uma coisa bem? Obrigado.

  1. CRISTIANO LAMB: Ele não tem, não é um Projeto demorado, em torno de três meses no máximo, vamos colocar 6 meses talvez, em torno de 3 meses, tem todo um descritivo para preenchimento enfim, isso nós já fizemos a anos atrás, então a gente tem mais ou menos o que precisa. Então torno de três meses aí, mais tardar 6 meses no máximo a gente teria como estar com esse valor em mãos.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Faço um outro questionamento agora, a Senhora Elaine. Quantas crianças, jovens e adultos hoje a AMAFA atende aqui em Farroupilha? Se as atuais instalações são insuficientes para atender essa demanda? E a AMAFA, ela atende só Farroupilha o ela atende região também?

SRA. ELAINE BARTELLE: Não, ela atende região também. Nós temos atualmente 34 usuários e lista de espera, e temos esses 34 porque tem alguns que frequentam duas vezes por semana, ou três, não vem todo dia, porque se fosse todo dia gente não tem espaço físico para atendimento, e temos uma lista de espera de mais de 10 pessoas. Então assim, atendemos regionalmente, temos pessoas de Caxias do Sul que vêm bancadas pela própria família, temos convênio com o Município de Carlos Barbosa que tem alguns que vem via Promotoria, então vem um aporte da Prefeitura de lá, ela traz eles e vem buscar, são, se não me falha memória 7 usuários do Município de Carlos Barbosa, já atendemos Bento Gonçalves anos atrás também, hoje já não temos mais nenhum porque eles conseguiram abrir com ajuda da AMAFA inclusive, que orientou de como eles poderiam abrir um espaço porque Bento Gonçalves na época tinha 54, na época e tínhamos  um menino também que vinha de São Marcos de Caxias do Sul, tínhamos um menino também a família trazia, por não ter encontrado atendimento que desse resposta para o que eles almejavam. Ele frequentou certo tempo a AMAFA e depois por motivos de saúde na família e agora não está vindo, mas a gente espera que futuramente consiga. Temos feito algumas inclusões também, não são muitas porque o quadro é bem complexo né? O autismo em si dificilmente ele está sozinho, o autismo ele é, como a gente diz é o espectro do autismo, então geralmente vem acompanhado de outras síndromes e aí a gente tem que fazer análise pra ver o que pesa mais, se é o autismo, ou se é a outra síndrome que acompanha. Nós temos um usuário lá que chega a ter quatro síndromes no mesmo usuário. Então esse é um complicador bem grande para a família, para quem faz o atendimento, e para os próprios médicos, porque daí tu tem que ver o que pesa mais, primeiro tratar aquilo, para depois chegar naquilo que pesa menos e as vezes nem sempre o autismo é o que pensa menos. Então esse é um complicador bem grande para fazer o atendimento, por isso que o atendimento assim é bem complexo, ele precisa ser um atendimento assim com bastante capacitação do profissional, que é o que a AMAFA tem feito né?     Capacitado bem a equipe, a gente está sempre buscando. As pesquisas estão avançando bastante então a gente está sempre acompanhando isso para que tenhamos qualidade no atendimento e consigamos dar uma resposta pelo menos satisfatória naquilo que a família almeja. Por que eu coloco isso até como familiar, a gente bota uma expectativa muito grande, porque é muito difícil para uma família que passa nove meses idealizando aquele filho perfeito e maravilhoso que irá chegar e depois se depara com uma criança com um problema, que na maioria das vezes a gente não entende. Hoje já um pouco mais os médicos conseguem colocar a gente a par, mas eu, no meu caso meu filho hoje tem 40 anos de idade, na época os médicos não sabiam dizer o que era, o que era que ele tinha, o que eu tinha que fazer, onde é que eu tinha que buscar ajuda. Então esse é um complicador bem grande. Então assim, foi uma luta muito grande pra chegar até aqui, então eu procuro sempre passar a minha experiência para os pais que estão hoje, para dizer “olha, nós temos dois caminhos, esse é o das pedras, eu já fiz e já sei que nem tudo dá certo, esse aqui eu já diria que é o caminho certo de percorrer. Então é melhor ir por aqui.” A gente oferece essas duas opções, aí cabe a família escolher. Então seriam esses moldes que a gente está trabalhando e que a gente tenta proporcionar aquele apoio para a família para ele sentir que não estão sozinhos, eles não são os únicos, hoje no Brasil nós temos um aporte de mais ou menos 2.000.000 de autistas, não é preciso esse número a gente não tem como precisar. O número de nascimento de autistas está aumentando, não só em função de hoje os médicos conseguiram diagnosticar mais precocemente, mas ele está realmente aumentando. Então a estimativa de daqui cinco, 10 anos, é bem pesada. A gente sabe que daqui uns 10, 15 anos, 20 talvez, a gente vai ter um número bem expressivo de autistas a nível mundial e isso é uma preocupação muito grande, porque não se tem centros de atendimento que façam o tipo de trabalho, digamos que a AMAFA faz. No Rio Grande do Sul são apenas 11 entidades que trabalham dessa forma, trabalhando o autista para que ele tenha uma certa autonomia, que ele consiga uma certa autonomia, que ele consiga se desenvolver e se adequar e interagir com o mundo como ele, é o nosso mundo. Porque o autista ele vê o mundo de uma forma totalmente diferente, ele processa, o cérebro do autista processa as informações de forma diferente do nosso e esse é um complicador bem grande, por isso que o autista ele tem surtos, ele grita, ele agride, porque ele não compreende o que está se passando, o que para nós é apenas um carro que passou e buzinou, para eles é como um tapa na cara. O cérebro interpreta de uma forma muito estranha digamos assim. O cérebro do autista tem muito mais conexões do que o nosso. Ele tem mais neurônios, mais sinapses, e isso cria uma confusão muito grande no cérebro do autista porque é muita informação ao mesmo tempo e o cérebro não consegue processar isso. Então eles surtam a todo momento. Esse é o principal motivo da gente trabalhar com uma rotina individualizada, indivíduo a indivíduo, que é para tentar centrá-los para que eles fiquem naquele esquema, formar tipo um esquema para eles, para eles conseguirem processar essa gama de informações que vem para eles. Para vocês terem uma noção também o autista, a gente está olhando aqui, tu percebes o que está aqui e alguma coisa ao teu lado. A visão do autista é 360°, então vocês imaginem, tu processar um ambiente ao mesmo tempo com 360 informações. Então essa é a grande dificuldade que existe da síndrome do autismo.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Senhor Presidente, eu gostaria de fazer uma pergunta, com o filamento dessas construções, essas novas construções que estão fazendo, vai ter uma capacidade de quantas pessoas para o atendimento? Mas eu vejo também que vem mais um outro problema sério, que é o problema da questão de como essas pessoas precisam de profissionais muito bem preparados para fazer atendimento, como é que está essa questão desses profissionais? Porque vai ter um aumento da quantidade de pessoas e para de ser atendido com essas novas instalações, é isso né? E com isso também o aumento da demanda de profissionais que eles têm que estar bem adequados a essa função, então qual é a perspectiva nesse sentido? Quanto que aumenta? E qual a perspectiva em relação aos profissionais que podem atender? Isso é fácil? Eu acho que não é uma coisa tão fácil de conseguir isso também né?

SRA. ELAINE BARTELLE: Não é fácil, eu diria assim, a obra foi projetada para 50 atendimentos, mas isso assim, 50 folgados, não quer dizer que a gente precise só atender até o número de 50. Porque as salas já foram projetadas com previsão de alguma coisa a mais. Mas o Projeto em si é para 50 pessoas. Com relação ao atendimento, a gente tem feito um trabalho, inclusive essa semana estivemos no CESF com as cadeiras de pedagogia, que serão os próximos profissionais a entrar na área da educação, para ver na verdade assim o que eles sabiam de autismo, se sabiam de alguma coisa, como é que eles viam essa questão e a gente ficou bastante preocupado, porque realmente assim a faculdade não te dá uma base nenhuma para trabalhar com essas pessoas. A AMAFA pertence também a rede gaúcha de autismo, e dentro da rede gaúcha a gente tem procurado as universidades para que elas façam um trabalho de inserir mais conteúdo dentro da universidade, para que mais pessoas saiam com pelo menos um pouco melhor de conhecimento sobre o autismo e o deficiente, porque não é só o autista, existem outras deficiências e essas pessoas vão para a rede de ensino sem capacitação nenhuma. É por isso que eu costumo dizer que o Governo lançou a inclusão, ótimo, beleza, mas ela entrou como exclusão, porque ela chega na escola e escola não está preparada, o profissional não sabe o que fazer com aquele aluno, os próprios colegas não sabem como interagir com esse aluno. Então assim, a gente começou uma casa pelo telhado, não foi feito alicerce, nós precisamos em primeiro lugar preparar o terreno, fazer o alicerce, para depois levantar obra. Isso não foi feito. Então isso é algo que a AMAFA tem feito, procurar as escolas e colocar que os profissionais têm que ter capacitação. Outra coisa que a gente tem batalhado bastante é sobre o monitor em sala de aula. No caso do autista, o autista não pode ter troca de profissional, ele precisa formar vínculo, o mesmo vínculo que ele tem com a família, ele tem que ter na escola. Então assim, a escola bota monitor, aí por questões de logística ou financeira, ou seja, o que for, de repente está indo muito bem aquele aluno, e daqui 3 meses “não, mas esse profissional aqui está muito bom, então ele vai lá para a outra escola que aquela outra escola está com problema”. Esse é o grande erro, está dando certo, porque ele formou um vínculo com aquele aluno, é por isso que está dando certo. Então o que tem que fazer é capacitar outros profissionais para que tenham a mesma dinâmica de atendimento, para que também dê certo. Esse rodízio que o município, as escolas do município estão tentando fazer para tentar se adequar, é totalmente falho, no meu modo de ver. Tanto que não está dando certo.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Eleonora Brio.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite a todos. Senhora Elaine, com o diagnóstico cada vez mais precoce, do espectro autista, qual é a idade mínima de inclusão na AMAFA?

SRA. ELAINE BARTELLE: Na AMAFA, a gente tem recebido assim, em torno de três tem chegado para nós até não tenho um número preciso, mas em geral eles vem para nós com 3, 4 anos, que é quando tem recebido o diagnóstico, mas já se tem hoje, já se sabe, já se tem de concreto, que a partir de dois meses já se consegue fazer um diagnóstico de autismo e isso eu costumo dizer, o pioneiro nesse é a Universidade Federal de Minas Gerais, ela está fazendo um trabalho fantástico dentro da escola de medicina, que os pediatras estão saindo já com este conhecimento que até pouco tempo não se tinha né?

VER. ELEONORA BROILO: Como a Senhora disse, os pediatras hoje têm condições sim de fazer o diagnóstico precoce né? Nas avaliações 2, 3 meses já se tem alguma noção. Então por isso que eu perguntei da idade mínima, se poderia haver uma inclusão mais precoce de 3 anos.

SRA. ELAINE BARTELLE: Na verdade assim, a família já começa, se tem um pouco de conhecimento, ela já começa a perceber que aquela criança, aquele bebê, tem alguma coisa diferente. Por exemplo, a criança que não gosta de ficar no colo dos pais, a criança que não gosta de barulho, aquela criança que gosta de ficar quietinha no berço, olhando para a luz, a criança que gosta de coisas que giram, ventiladores em geral, que a gente tem esses de teto, ela fica fixa, se tu deixar ela a tarde inteira ali ela está feliz da vida, a gente pensa né, porque ela não demonstra emoção. A gente acha que ela está bem, que ela está tranquila “ah que bebe calmo” isso é um dos alertas sabe? Então a gente costuma dizer, a partir do diagnóstico precoce, tu procurando um atendimento precoce, tu consegues fazer a inclusão dessa pessoa na rede de ensino, de uma forma normal, como qualquer outra criança. É obvio que ela sempre irá precisar de um suporte, de um atendimento especializado, mas ela vai conseguir FREQUENTAr uma escola e levar uma vida praticamente normal.

VER. ELEONORA BROILO: Obrigada.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, cumprimentar todos da AMAFA, do Rotary, o que eu tenho para perguntar é o seguinte, às vezes a gente faz algumas reuniões dos Vereadores do estado, ou mais da nossa região, e a gente sabe que como foi citado aí, em torno de 11 entidades que presta serviço para as pessoas, para os autistas. A minha pergunta seguinte, eu vi também que são em torno de 50 alunos que vão poder, a próxima construção é para 50 alunos. Nesta quantidade, tem como, ou precisa ou não devemos fazer isso, dizer para os outros municípios mais próximos daqui se tem vaga, não tem vaga, porque eu vi que Carlos Barbosa, por exemplo, vem até meio judicial e a Prefeitura paga por alunos né, que essa é uma outra pergunta que eu quero fazer. Se a Prefeitura de Farroupilha, com o repasse que faz, ela dá mais ou menos a quantidade, ou valor igual ao que paga uma criança de um outro município, por exemplo Carlos Barbosa, se está criança de São Marcos por exemplo, ela não está mais vindo porque a família não consegue mais trazer ele pra cá, se ele entrasse na justiça em São Marcos, talvez ele conseguiria vir pra cá com a Prefeitura de São Marcos e os outros municípios poderiam, se tem alguma criança que tem alguma, essa deficiência ele teria condições através da justiça, de ser atendido aqui em Farroupilha? Então essa pergunta.

SRA. ELAINE BARTELLE: Eu diria assim, hoje, nesse momento não, depois da obra nova aí vai depender da procura porque é obvio que a obra foi projetada para 50 atendimentos, também com folga né? Então assim só depois que a gente começar a funcionar lá dentro é que a gente vai ter um dado mais preciso, digamos assim, foi projetado para 50, estamos com 50, quantos mais conseguiremos atender? Eu não saberia te dizer hoje esse número, mas com certeza mais, porque a gente está dando jeito ali também então sempre a gente consegue fazer, até assim, porque, por exemplo, hoje na AMAFA a gente está com 34, iniciamos com seis, aqueles 6 que iniciaram, eram seis praticamente adultos que viviam trancados dentro de casa, naquele período mais que seis não teríamos condições de atender. Porque eles estavam em casa sem atendimento nenhum, com 20, 22 anos 18. Então assim eram casos bem críticos. Hoje eles frequentam a sala como qualquer outro aluno, então hoje os que vem para nós na faixa de 3, 4 anos é a fase assim ideal eu diria dentro daquilo que vem diagnosticado. É óbvio que quanto antes iniciar o tratamento melhor, mas é uma fase ainda em que tu consegue trabalhar o autista e consegue socializar ele para conviver muito bem como uma escola normal.

VER. ARIELSON ARSEGO: E o valor é esse de Carlos Barbosa.

SRA. ELAINE BARTELLE: Carlos Barbosa paga, são 80 mil por ano, dá mil e poucos reais para cada um que era na época, até já está um pouco defasado, era na época, seria o valor mais real de cada atendimento. É obvio que para Farroupilha a maioria aqui, a não ser assim, algumas famílias que fazem um aporte por conta, todos são atendidos gratuitamente. Não existe assim um valor x que cada um tem que dar, algumas famílias com maior poder aquisitivo então já em função de terem encontrado respostas “não, mas eu tenho condições então cada um estipula um valor e dá por conta” entende? Mas a AMAFA não cobra atendimento, a não ser para os que são fora do município, aí sim, aí tanto familiar quanto institucional tem um aporte porque senão não tem como.

  1. CRISTIANO LAMB: Se me permite, o que vai limitar também a capacidade de atendimento é a verba, por que nós não dependemos só da Prefeitura né? Nós dependemos do bingo, do brechó, enfim. Então vem dinheiro de tudo quanto é jeito né? Então nós fizemos para 50 pessoas que nós não íamos fazer uma obra desse tamanho para 30. Vai ter a capacidade para 50, talvez até 100, se trabalhar em dois turnos, porém o que vai nos limitar em atender é o dinheiro. Porque se a Prefeitura não botar mais aporte, se nós não conseguir arrecadar através de um bingo, não tem como colocar cem pessoas, que vai custar mais. Isso também vai nos limitar né?

SRA. ELAINE BARTELLE: Até porque para trabalhar em dois turnos tu precisa de duas equipes e aí é dobra a folha de pagamento.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente, colegas Vereadores, uma saudação a colega Vereadora Eleonora, saudar o Luciano a Elaine e toda a equipe da AMAFA pelo belo trabalho que estão fazendo, as pessoas do Bairro Industrial, funcionários da Casa e demais presentes nessa Sessão. A Senhora se referiu aquelas seis pessoas, 6 adultos que iniciaram, eu me recordo muito bem na época que eu era Secretário e a gente visitava seguidamente instalações lá em São Luís. Eles ainda continuam na AMAFA ou eles já estão junto com seus familiares? E se a Senhora tem conhecimento de alguns que já não estão na AMAFA e qual é o comportamento que eles estão tendo, se eles estão em casa, se estão adaptados. Porque eu me recordo muito bem naquela época, naquela ocasião tinha um jovem de Carlos Barbosa, aquele não era fácil, me recordo que em um almoço lá no salão do São Luís, o pai dele teve muita dificuldade para até almoçar com ele e como é que ele estaria hoje? Ele já está convivendo com os demais tranquilamente? Porque a Senhora bem referiu que se fizer, se começar jovem é mais fácil lógico né? E esses 6 que eram adultos, como é que está hoje o comportamento?

SRA. ELAINE BARTELLE: Eu te diria que eles estão bem, é que talvez tu não recorde, ele apareceu nas imagens, ele continua com nós. Então assim, o autista será autista sempre, ainda não existe o prognóstico de cura, principalmente porque ainda não existe um medicamento para autismo. Não tem nada nisso, está se fazendo muita pesquisa no mundo todo, mas ainda não temos medicamento para o autista, como tem para o câncer, como tem para outras doenças, enfim né, para o autismo ainda não temos isso. Então assim, o que se tem é uma melhora na qualidade de vida né? Tanto para o autista, como para sua família e essas técnicas de atendimento que a gente faz na entidade e que a gente procura passar para a família né? Orientar a família de como ela tem que seguir com isso em casa também que é então para diminuir os surtos que o autismo provoca. E daí tu conseguir ter um manejo melhor dentro da família. Esse menino que você se refere é um menino que ele começou, ele ficou quase um ano sendo atendido no pátio da escola, não tinha condições de entrar no prédio nem nada. O Paulo está ali, que é o que atende ele até hoje. Ele trabalhou muitos anos com capacete, ele era extremamente agressivo, porque a família não sabia sequer o que ele tinha, ele passou 22 anos acorrentado a uma árvore, por desconhecimento da doença e por não ter ninguém que soubesse manejar. Então foram 22 anos como a gente costumava antigamente ter o cachorrinho acorrentado do lado de fora da porta, eles mantinham o filho. Porque? Por não saber como lidar e por morar na beira do asfalto. Então era preferível ver o filho acorrentado e seguro, do que soltar e ele ser esmagado embaixo das rodas de um caminhão. Então isso na época foi até bastante questionado, a RBS fez uma entrevista e as pessoas não entendiam porque a família agia assim. Foi na época que a AMAFA abriu, a gente fez uma busca ativa, já se tinha conhecimento dessa situação e nos propusemos a fazer esse atendimento. Aí eu mexia com Paulo, eu dizia “Bá Paulo, todo dia uma camisa nova, impossível assim a AMAFA não tem dinheiro” porque como ele era altamente agressivo, ele puxava, ele rasgava. Hoje ele FREQUENTA a sala de aula, obvio que via Promotoria a gente conseguiu então o Município de Carlos Barbosa fez um quarto para ele, com banheiro, com tudo, ele FREQUENTA dentro de casa hoje com a família, ele dorme no quarto dele, ele levanta, ele bota o chinelinho, ele vai para o banheiro, ele volta, ele senta na mesa, faz as refeições junto com a família que antes era impossível, eles colocavam o prato no chão e empurravam com pedaço de pau, porque não podia chegar perto. O banho era de mangueira porque também não dava para chegar perto, isso era inverno e era verão. Então foi a situação mais crítica que já veio para a AMAFA, foi o caso assim mais cabeludo eu diria. E isso a gente tem conhecimento de “N” casos que acontecem no nosso Brasil afora, situações desse tipo. Então por isso que a gente tenta fazer esse trabalho com universidades, através da rede Gaúcha, para conscientizar, principalmente os nossos legisladores, a nível de município a nação, de que é preciso haver políticas públicas para o atendimento dessas pessoas. Por que na situação em que se encontram não é vida nem para eles e nem para as famílias. Porque ninguém pede para ter um filho autista, ninguém pede para ter um filho deficiente, eles vêm. Eu diria “nós somos escolhidos para ter um filho assim, porque não é qualquer pessoa que tem estrutura emocional, nem física e nem financeira para bancar uma situação dessas” começando pelo custo alto do atendimento, até pela carga emocional que existe. Então assim, a gente precisa de mais Leis, mais proteção, mais entidades com aporte que façam esse atendimento e que desonerem um pouco as famílias para que essas pessoas tenham mais qualidade de vida.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, demais colegas Vereadores, a todos os componentes da AMAFA e os demais que nos prestigiam. Na verdade, não é uma pergunta em si, eu apenas quero me manifestar e parabenizar a ti né Elaine e a todos os demais componentes da entidade. Não tenho conhecimento profundo do trabalho em si, mas eu imagino a dedicação e o voluntariado das pessoas para se fazerem e trabalharem com as pessoas que portam essa necessidade especial. Então era apenas uma manifestação de apoio e dentro da nossa possibilidade, a gente se coloca à disposição também para estarmos juntos, se engajarmos nessa luta, nessa batalha que ela é constante. Obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jorge Cenci. Com a palavra o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, gostaria de cumprimentar a todos que fazem parte e que prestigiam essa Sessão. Eu queria apenas cumprimentar Elaine, a ti, ao Luciano, a AMAFA, falei aqui na oportunidade em que o Vereador Jonas levantava esse assunto, essa bandeira, dando os parabéns também pela iniciativa dele. Quero dizer que a bancada do PRB, esse Vereador também está à disposição, só entende essa situação quem tem na família, eu tenho um irmão de 29 anos que é autista, que mora na cidade de Veranópolis, que se tivesse trabalho semelhante do que tem aqui na nossa cidade, tenho certeza que a nossa família, principalmente nos primeiros anos, teria tido um apoio maior. Mas, por um outro lado, eu falei aqui na Sessão também, o autista nos ensina muito sobre a vida, sobre o comportamento, sobre esse mundo paralelo que a gente não entende em um primeiro momento, mas que convivendo a gente passa a entender e passa até a nos questionar o mundo que nós vivemos. Será que o nosso mundo é o perfeito? Ou será que o nosso mundo é o imperfeito. Então parabéns pela iniciativa, pela entidade e nós nos somamos a essa causa sem dúvida nenhuma. Era isso Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha. Com a palavra o Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, demais pessoas que estão aqui presentes, eu quero também apenas para deixar registrada a minha saudação a Elaine, o pessoal do Rotary, da AMAFA e de dizer que eu sei que é um trabalho altamente benéfico que vocês estão prestando para a comunidade da nossa região da Serra Gaúcha. Então só vocês mesmo que sabem e eu sinto dentro de mim quanto amor que vocês dedicam para essas pessoas e só com o amor de vocês que essas pessoas se tornam mais excelentes, mais carinhosas, mais vividas e que fazem parte de integração da sociedade. Então justamente por esse motivo que quis usar esse meu espaço para agradecer o trabalho de vocês, que eu sei que é feito com tanto carinho e com tanto amor. E que DEUS continue abençoando vocês e lidando para essa comunidade tão maravilhosa. Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli. Com a palavra o Vereador Dr. Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite a todos, Senhores Vereadores, Vereadora Eleonora, boa noite a comunidade que nos prestigia, aos componentes da AMAFA, parabéns pelo trabalho realizado. Eu queria pedir desculpa por ter me atrasado a Sessão, eu tinha um compromisso e não consegui escutar a explanação de vocês, que com certeza iria contribuir muito para o meu conhecimento. Gostaria de dizer que em 2007, logo depois que me formei, dia 16 de dezembro de 2006, eu fui trabalhar, fazer a saúde da família no Ceará e este cenário que a Senhora Elaine comentou, de ver um cidadão amarrado numa árvore, eu vi lá bem lá no sertão nordestino, um cidadão não amarrado numa árvore, mas sim uma pecinha e com uma porta de ferro e em baixo da porta de ferro tinha um buraquinho onde eles faziam a mesma coisa, com um pauzinho eles colocavam a comida deste cidadão para que ele comece. E eu vejo aqui o despreparo que nós profissionais da área da saúde tem com relação a AMAFA. E eu fico me questionando e vejo assim, temos que socializar o autista? Temos. Mas temos que socializar o conhecimento sobre autismo com os profissionais da área da saúde, tão importante quanto é socializar o autista. Então eu tive essa experiência e de forma, nós como somos mais novos a gente é mais corajoso, a gente vai ficando velho e vai ficando com mais medo, e por desconhecer também a doença, naquele momento eu solicitei a família que abrisse aquela jaula para que a gente pudesse conversar, e eles disseram “Dr. não dá para abrir” e eu disse “dá para abrir, vamos abrir, isso aí não é jeito de um cidadão morar” na minha cabeça, culpando já pelo preconceito com os pais que estavam fazendo aquilo com aquele cidadão. Sai dali naquele primeiro momento eu disse “não, vou denunciar, isso aí não é uma forma” para completar aqui abriram realmente a porta e eu entrei ali e eu só estou vivo hoje porque a família foi lá me defender, porque é aquela situação do capacete né? Quem cuidou já de um autista sabe bem a agressividade que aquele cidadão tem, por desconhecimento de quem cuida e pela própria doença que muitas vezes o torna agressivo. Então eu queria só né parabenizar vocês, como disse bem o Vereador Alberto     Maioli, é com o amor que vocês plantam, que sem dúvida nenhumas essas pessoas conseguem conviver com mais amor, dando amor a gente recebe amor e eu tenho certeza que com esse trabalho voluntário de vocês, as pessoas que ajudam eu acho que ajudamos mais a nós mesmos, como eu sempre digo? Então parabéns pelo trabalho de vocês e a gente sabe, eu tenho um tio meu que é Vereador na cidade de Santana do Livramento e ele fez uma cartilha do paciente autista, seguindo recomendação da Ana Amélia Lemos que é uma Senadora vinculada ao Partido Progressista, que tem uma cartilha Nacional né sobre o paciente autista. Então não sei vocês têm conhecimento, até fica minha pergunta aqui: tem conhecimento sobre esse Projeto da Senadora Ana Amélia, se vocês seguem alguma situação ou como é que funciona hoje? Muito obrigado.

SRA. ELAINE BARTELLE: Não, nós temos da Rede   . Gaúcha, que foi impresso pela Assembleia Legislativa, a gente tem essa cartilha, mas essa que tu comentaste não tenho conhecimento. Soprando estava afim de conhecimento a Senadora Ana Amélia

VER. THIAGO BRUNET: Só pra afins de conhecimento, a Senadora Ana Amélia ela trabalha bastante com o paciente autista e a nível Federal pelo Senado tem alguma coisa de cartilha sobre o autismo. Muito obrigado Senhor Presidente, obrigado e parabéns ao trabalho de vocês.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado passamos então agora a palavra a bancada proponente deste convite para que faça suas considerações finais, com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Obrigado novamente Senhor Presidente, quero aproveitar então depois da minha manifestação inicial, ao Rotary que se faz aqui presente, não só nesta noite, mas através de todo o auxílio que tem dado a entidade e tem somado inclusive a AMAFA a credibilidade do Rotary tanto na sua organização municipal, nos seus distritos e também com a sua organização internacional e a gente sabe que isso é essencial e foi essencial e será também na busca de recursos para complementação desse Projeto tão importante. Quero cumprimentar também a Diretora Vânia e em nome dela todos os membros e colaboradores da AMAFA que estão então todos os dias trabalhando para que a gente possa propiciar uma melhor qualidade de vida para todos os usuários dessa entidade. E finalizo dizendo que a gente faz mais esse movimento hoje enquanto bancada do PMDB, complementando então as informações e as ações que nós já tomamos em outras oportunidades. Importante lembrar que o nosso governo esteve ao lado da entidade quando da criação da AMAFA em 2013, o PMDB estava no governo do município e foi parceiro de todos os momentos para que ela fosse criada, para que ela tivesse sua estrutura inicial, para que ela pudesse ser mantida, nós tivemos também essa ação importante, que foi a doação do terreno para a entidade e que agora então vai possibilitar que através desse esforço com todas as entidades, principalmente o Rotary, a gente possa ter um local que dê uma melhor acolhida e até mesmo dependendo como colocou o Cristiano antes, possa aumentar o número de atendimento, dependendo dos recursos. Então isso também foi uma ação que nós tomamos e enquanto Legislativo, a bancada do PMDB foi a responsável pela proposição da criação do Dia Municipal, de discussão do aspecto autista. Eu acho que isso é importante conforme foi colocado por outros Vereadores e aqui o Vereador Dr. Thiago levantou essa questão, quem sabe a gente possa utilizar essa data que maneira a levar mais informação, que eu acho que é o objetivo dela, para os profissionais da Saúde como o Vereador Dr. Thiago colocou a Vereadora Dra. Eleonora colocou dessa forma também, quem sabe para os profissionais da educação, para que a inclusão ocorra, mas ela ocorra dentro dos limites em que seja uma operação em que todos possam ganhar, que possa ganhar quem está sendo incluído, que possa ganhar a família, que possa ganhar entidade, mas que isso não ultrapasse limites de que daqui a pouquinho a gente possa inclusive jogar fora um trabalho que foi realizado pela entidade em outras oportunidades, quem sabe nesse sentido é um tema e o Vereador de Jorge Cenci faz parte, junto com o Vereador Tiago Ilha e o Vereador Sandro da Comissão de Educação aqui do Legislativo para que a gente possa também discutir com o Executivo Municipal os casos em que estão sendo colocados essas inclusões e que se tiver que nós nos envolvermos né Vereador Tiago? Neste assunto, e você com a experiência que tem, de ter um familiar, que nós possamos então encontrar o denominador que seja melhor para todas as partes que em tão estão envolvidas nesse processo. E finalizo Elaine, finalizo também dizendo que nos dá orgulho nesse momento ver a AMAFA como um exemplo, a AMAFA como exemplo atendendo usuários de outros municípios, a AMAFA como exemplo tendo toda sua documentação em dia e sendo convidada para participar de Projetos inclusive em outros municípios, como é o Centro Dia, que é esse Projeto que a AMAFA está como mantenedora desta atividade em Caxias do Sul. Então nós estamos realmente muito felizes, parabenizamos como foi feito pelos demais Vereadores o trabalho que vocês fazem, e como foi reforçado por todos aqui, nos colocamos à disposição enquanto Poder Legislativo, para contribuir nesse processo de crescimento da entidade. Era isso, muito obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jonas Tomazini, agradecemos então a presença de todos os integrantes da AMAFA, Senhora Elaine, parabenizar pelo trabalho de todos os profissionais junto a essas crianças que são especiais, e eu me recordo aqui uma frase em que há quase 5 anos atrás eu ouvi de uma profissional que trabalha com vocês, que está aqui, a Janete Fred, que numa visita que eu fiz na residência dela, ela mencionou que trabalhava com vocês e ela se referiu aos alunos como “os meus pequenos amores” não me lembro a palavra certa, mas isso demonstra o carinho que esses profissionais têm com essas crianças. Gostaria de parabenizar o Rotary também pelo trabalho que vem fazendo, o apoio a AMAFA e todos os outros Projetos, parabenizar pelo evento de ontem, do costelão, muito bem organizado, estava muito bom e finalizo parabenizando em memória o Seu Mário Bianchi que desde a primeira reunião que em 2013, que a Prefeitura fazia lá com a Tramontina, ele aparecia na sala e falava do Projeto da AMAFA. Então uma justa homenagem que o município fez, foi denominar o Centro de Eventos do Município com o nome do Seu Mário e essa empresa Tramontina, que tem um olhar tão especial pelo social também. Muito obrigado, convido vocês se quiserem permanecer nós continuaremos a nossa Sessão. Nós faremos um intervalo de dois minutos para que vocês possam se deslocar. Muito obrigado pela presença.

SRA. ELAINE BARTELLE: Agradecemos a oportunidade.

 

(INTERVALO PARA DESFAZER A MESA)

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Convido os Vereadores para que voltem as suas bancadas. Passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Convido o Partido Socialista Brasileiro – PSB, para que faça uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador Odair Sobierai.

VER. ODAIR SOBIERAI: Boa noite Senhor Presidente, Senhores Vereadores e Vereadora Doutora Eleonora, pessoal da AMAFA que estava presente, ao Rotary, nosso colega de partido que estava presente aqui, o Leo Guth, suplente de Vereador, funcionários da Casa, imprensa aqui presente. Em nome da bancada do PSB, quero deixar alguns assuntos registrados, em nome do Vereador Sandro e da Assessora Daniela. Primeiramente gostaria de parabenizar o Senhor Presidente desta Casa, que atendeu ao pedido da Bancada Socialista, mesmo com o Requerimento retirado, em comum acordo com todos os Vereadores desta Casa, hoje recebi a informação que já foi encaminhado à bancada gaúcha na Câmara dos Deputados a esta Câmara de Vereadores contra a Reforma da Previdência. Não sabemos se nossa moção será atendida, é questão de tempo, mas deixo aqui registrado a nossa contrariedade a essa reforma que mítica de forma extrema os direitos dos trabalhadores, da classe mais vulnerável deste país. Neste sentido, quero deixar também registrado que o nosso Deputado José Stédile, já se posicionou contrário a reforma da previdência. Este mesmo Deputado já encaminhou inúmeras emendas a Farroupilha. Na área da educação, da saúde, do turismo, da pavimentação da segurança pública, que aqui, outros colegas Vereadores falaram de R$ 300.000,00 através da Bancada Gaúcha, nosso Deputado José Stédile também está destinando esses R$ 300.000,00 como as outras bancadas anunciaram para a segurança. A última e mais recente entrega do documento oficial referente à emenda sobre o número 28650006- pelo Ministério das Cidades no valor de R$ 509.768,00. Recurso esse que será destinado ao asfaltamento da Rua Humberto de Alencar Castelo Branco, Bairro do Parque, aonde está sendo construído o Hotel Holiday Inn, está rua no futuro também poderá servir como uma válvula de escape, para o trânsito da Rua Barão do Rio Branco. A previsão é que esta obra seja empenhada até o final do ano. Estamos no aguardo. Também quero deixar registrado de minha parte e do Vereador Sandro, que a gente está empenhada na busca de emendas à saúde para o nosso Hospital São Carlos, que hoje é uma das grandes necessidades. Quero deixar também aqui, alguns valores de emendas que o nosso Deputado trouxe, R$ 500.000,00 para o Salto Ventoso, R$ 1.000.000,00 para o Bairro 1º de Maio, R$ 750.000,00 na Rua Papa João XXIII, R$ 250.000,00 para a Escola Nova Sardenha, R$ 350.000,00 para a mobília da UPA, R$ 250.000,00 para a pavimentação no        Rio Burati, R$ 750.000,00 para a Escola Presidente Dutra. Então somando todos os valores de emendas aplicadas e que estão encaminhadas, elas chegam a próximo de R$ 4.000.000,00. Só queria deixar registrado isso aí. Quero apresentar um Requerimento, que é bem simples, mas de suma importância. Na última sexta-feira estivemos em reunião com o Secretario de Gestão e Desenvolvimento Humano, Vandré Fardin, um momento muito produtivo, onde a gente conseguiu trocar umas ideias, vou ler o Requerimento. Requerimento nº 059/2017: “O Vereador signatário, depois de ouvida a Casa, requer a anuência dos demais pares para que seja encaminhada a Secretaria de Gestão e Desenvolvimento Humano, sugestão de compilar e consolidar as Leis, no site da Prefeitura Municipal. ” Assim, essa compilação e consolidação atenderá a Lei Complementar nº 095/1998. Lei Federal que trata da consolidação e da redação dos textos normativos. Usei como exemplo, que na semana passada a gente aprovou um Projeto que modificou o Estudo de Impacto de Vizinhança, Código de Edificações, Plano Diretor e o Código de Posturas, foi aprovado na última terça-feira. Que inclusive para nós da Bancada, creio eu que os Senhores também, que em algum momento sentiram dificuldade em ir atrás e buscar essas Leis, o que foi modificado, onde que está. Então realmente através dessas dificuldades estou encaminhando esse Requerimento, tem os dados aí, que mais ou menos 600 Leis precisam ser compiladas. Ali na tela tem o exemplo da Lei consolidada. A cada alteração feita por determinado diploma legal, a redação anterior é desconsiderada. Ou seja, somente o texto mais atualizado tem feito legal, o texto antigo não aparece mais apenas aquilo que está em vigência. Então lá tem um número que a gente vai ter que entrar em um outro local, procurar esse texto para poder comparar. O que eu estou sugerindo, é a Lei compilada. Como é que ficaria: É a integração de todas as leis pertinentes à determinada matéria em um único diploma legal. Ou seja, o texto antigo permanece na redação, porém taxado. Sem efeito normativo. Então através dessa taxa ainda a gente consegue ler e fica todo um artigo abaixo, como era e o que foi mudado. Vai agilizar muito, imaginem nós, Vereadores, que temos o papel de legislar, imagina um cidadão comum, lá fora terá que procurar, ele não vai conseguir, ele vai, então isso vem muito a beneficiar e com certeza servirá para maior transparência aos usuários. Sendo isso Senhor Presidente, peço que logo mais seja colocado em votação. Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Odair Sobierai. Convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT para que faça uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Senhor Presidente, Senhores Vereadores e as pessoas que nos prestigiam nessa noite. Tenho dois Requerimentos aqui para serem encaminhados, o primeiro é o seguinte: “O vereador signatário requer a anuência dos demais pares para que esta Casa Legislativa encaminhe ofício, juntamente com Manifesto Contrário à Reforma da Previdência (em anexo) proposto pela Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Pública, para os Deputados que compõem a bancada gaúcha na Câmara Federal, bancada gaúcha no Senado e respectivos gabinetes do Presidentes da República, Senado e Presidente da Câmara dos Deputados Federais.” Esse Ofício, claro, já foi encaminhado agora pela audiência pública, mas é importante já que nós criamos a Frente Parlamentar, aonde cada bancada tem sua assinatura aqui para que a gente possa dar mais um incremento nessa manifestação contrária à reforma da previdência que já tem avançado bastante. O Michel Temer, Presidente da República em já recuado em várias atividades, então eu acho que a gente tem que estar atento e mostrar também o nosso descontentamento e a nossa posição frente a essa reforma, que na realidade não é mais basicamente uma reforma da previdência, mas assim uma supressão de benefícios. Então único objetivo dessa reforma é tirar os benefícios dos trabalhadores e quer que seja votado né? Um outro Requerimento: “O vereador signatário requer a anuência dos demais pares para que esta Casa Legislativa encaminhe ofício, convidando a Sra. Elisabete Grendene Bartelle que venha utilizar o espaço da tribuna livre para explanar especificamente sobre o Hospital São Carlos. ” Essa solicitação se deve porque na semana passada, quando eu me manifestei, que eu estava usando a palavra, ela sinalizou que ela queria se manifestar e no final da Sessão eu conversei com ela e ela disse que ela gostaria de vir a essa Casa na Tribuna Livre explanar sobre o Hospital São Carlos. Então eu acho oportuno por que ela se propôs a vir aqui, então não é nenhum questionamento, nem uma posição de dizer que somos contra ou a favor, então ela é importante opinião dela como fazendo parte do Conselho. Cedo um aparte ao Vereador Josué Paese Filho.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Vereador Raul, eu falei antes da Sessão ainda com o Senhor sobre este Requerimento, eu acho que é muito importante, eu acho que tem duas situações aqui, a Tribuna Livre quem tem que pedir a Tribuna Livre teria que criar um Ofício da Elizabeth, ela teria que pedir por Ofício, para usar a Tribuna Livre, e segundo ponto, ela veio falar sobre o Hospital São Carlos né? Até seria bom colocar aqui porque me parece, segundo informações, que ela faz parte do Conselho, é Presidente do Conselho, então a “Presidente do Conselho do Hospital São Carlos”. Então seria, pelo cargo que ela exerce também perante o Conselho, que é um dos mais importantes da nossa instituição. E o Ofício encaminhado por ela, mesmo se precisar eu falo pessoalmente com ela, mas só para não fugir do Regimento da Casa, eu aprovo da maneira que está aqui, mas só para deixar um alerta, mas eu aprovo, muito obrigado.

VER. RAUL HERPICH: Vai ser formulado o convite se ela quiser vir. Cedo um aparte ao Vereador Jonas Tomazini.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Só para contribuir então, eu acho que o que o Vereador Josué apontou, nós também tínhamos identificado essa resolução 554/2016 quando trata da Tribuna Livre então é quando eles solicitam. Eu acho que é só uma questão de redação para que a Câmara convide ela que se faça presente, aí pode acontecer e não na Tribuna Livre, a Tribuna Livre a primeira segunda-feira de cada mês, conforme previsto nessa resolução que foi na sua Presidência inclusive, é quando então a entidade se manifesta com interesse em participar, nesse caso enquanto nós convidamos, seria mais ou menos como convite que hoje foi realizado e que esteve aqui a AMAFA, quando a Câmara convida, eu acho que só esse termo então pra que a gente fique dentro do Regimento, nós também já havíamos identificado e iríamos colaborar. Era só isso e muito obrigado pelo aparte Vereador.

VER. RAUL HERPICH: OK Vereador, ela solicitou, então a gente vai convidar ela e agora quando ela quiser ela vem, é de livre e espontânea vontade, ela não está sendo convocada, está sendo convidada. Ela pode usar espaço porque ela pediu, por isso que eu estou fazendo Requerimento. Senhor Presidente, nós estamos aqui apresentando mais um próximo Projeto que vai entrar nesta Casa amanhã. Um Projeto muito importante e eu estou um pouco a par, porque no momento em que eu assumi lá a Prefeitura no mês de outubro do ano passado, casualmente naquela semana a gente conseguiu fazer esse trabalho, em função do Governo do Estado, na época o funcionário da Secretaria de Administração esteve na Prefeitura junto com o pessoal do jurídico, a respeito da questão do fórum e da Delegacia de Polícia, em primeiro lugar eu gostaria de me reportar aqui um pouco a Lei Municipal nº 3.209 de 21 de novembro de 2006 que diz o seguinte: “Autoriza o Poder Executivo Municipal a realizar permuta de imóveis, e dá outras providências.” Durante o Governo do Prefeito Bolivar Antônio Pasqual, essa Lei foi aprovada e votada pela Câmara, aonde que inicialmente falava sobre uma permuta: “Imóvel que o Estado do Rio Grande do Sul oferece ao Município: Terreno urbano constituído do lote n.º 5 e parte do lote n.º 6, da quadra n.º 100, com benfeitorias, situado na esquina das ruas 13 de Maio e Prefeito Schneider, nesta cidade, com área superficial de 1.000,00 m², devidamente matriculado no Registro de Imóveis desta cidade” e “Imóvel que o Município, em troca, oferece ao Estado do Rio Grande do Sul: Terreno urbano, situado na Av. Paulo Broilo, esquina com a Rua 13 de Maio, nesta cidade de Farroupilha, RS, com área superficial de 1.820,00 m², destacado de uma área maior devidamente matriculado no Registro de Imóveis desta cidade” “Considerando que a avaliação do imóvel de propriedade do Estado do Rio Grande do Sul é superior a do município de Farroupilha, este, em complemento à permuta, pagará ao Estado do Rio Grande do Sul a importância de R$ 432.776,50, dividida em três parcelas anuais e sucessivas.” Todos os orçamentos que nós tivemos nos últimos anos esses R$400.000,00 apareciam no orçamento, então aquela conversa que tivemos no mês de outubro aqui na Prefeitura Municipal depois junto com o Prefeito Claiton estivemos em Porto Alegre também tratando sobre esse assunto. Então: “Autoriza o Poder Executivo Municipal a realizar permuta de imóveis, e dá outras providências. ” “Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a permutar o imóvel descrito no inciso I deste artigo, de propriedade do Município de Farroupilha, pelo imóvel descrito no inciso II, de propriedade do Estado do Rio Grande do Sul: I – área de terras com 1.820,00 m², localizada na Av. Paulo Broilo, esquina com a Rua 13 de Maio, Farroupilha, RS, destacada de uma área maior matriculada no Registro de Imóveis desta cidade sob n.º 16.184, avaliada em R$ 1.400.000,00 (um milhão e quatrocentos mil reais); II – área de terras com 1.575,00 m², com prédio de alvenaria, localizada na Rua Ângelo Bartelle, Farroupilha, RS, matriculada no Registro de Imóveis desta cidade sob n.º 4.927, avaliada em R$ 1.400.000,00 (um milhão e quatrocentos mil reais). Art. 2.º Fica desde já autorizada a cessão de uso do imóvel especificado no inciso I do artigo 1.º desta Lei, ao Estado do Rio Grande do Sul, a título precário, durante o período necessário a efetivação da permuta. Art. 3.º Revogada a Lei Municipal n.º 3.209, de 21-11-2006, esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. ” Lembro bem que naquele momento que nós fizemos aquela reunião com os representantes da Secretaria de Administração do Estado do Rio Grande do Sul, inclusive avaliação do Município de Farroupilha onde está sendo construído o Fórum porque essa Lei 3.209 de 2006 para permuta do terreno onde está sendo construído o fórum, pelo antigo Fórum que era para ser para Câmara de Vereadores, mas em função da precariedade daquele prédio aquele Projeto não andou e por isso está sendo revogada a Lei. Agora então aquele pois momento foi feito uma avaliação e o município tinha um valor maior pela avaliação dos nossos técnicos da Prefeitura e com os técnicos também do Governo do Estado. Mas o Governo do Estado e me lembro que o Secretário de Administração disse o seguinte: “o estado não dá retorno, ou seja, o estado não devolve dinheiro não devolve nada. ” Naquele momento nós estávamos reivindicando mais uma área de 200 m² no Bairro 1º de Maio, aliás junto ao Posto de Saúde e aos fundos do CTG Aldeia Farroupilha, e que pertence hoje a Escola Olga Brentano

VER. RAUL HERPICH: Estava estipulada, mas novamente voltou impasse porque o estado não dá retorno, o estado não devolve. Então em reunião que teve agora e foi feita uma nova avaliação e foi feito avaliação de 0 a 0, quer dizer R$ 1.4000.000,00 do terreno onde foi construído o fórum e R$ 1.400.000,00 na área onde está a delegacia e o terreno também naquela área. Então apesar de que se vamos analisar o prédio hoje foi construído sem autorização, não tem habite-se, não tem e PPCI, não tem propriedade, apenas foi construído em cima do terreno da Prefeitura, então o Estado também tem interesse, o Poder Judiciário também tem interesse para resolver mais rápido possível esse impasse para que o fórum possa então, finalmente inaugurar a obra e já está praticamente com toda infraestrutura pronta, e mobiliário, já faltando apenas este detalhe. Então através desta Lei a gente consegue regularizar isso, vai o terreno do Fórum novo para o Estado, Poder Judiciário e vem para o município a área e a construção da antiga delegacia. Então eu acho que o imóvel poderá ser muito bem utilizado a propriedade do município, aí não tem uma destinação para esta obra, mas, é de vital importância também. Então o que a gente estava falando hoje, sobre esse Projeto, porque na realidade no Governo do Estado foi assinado aqui um Requerimento pelo Secretário Raffaele Di Cameli, da Secretaria de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos. O Estado do RS concorda com a alteração do Projeto da permuta realizada na Lei anterior, faz essa troca agora, a permuta entre o terreno do Fórum e a Delegacia de Polícia, o Governo do Estado concorda com essa alternativa também, o Município de Farroupilha também. Então haverá oportunidade de regularizar essa obra, a inauguração e também o município também toma conta de voltar a ser dono daquela área onde está a Delegacia de Polícia, tanto a obra como o terreno, o terreno, como a construção. Então, é um Projeto que tem uma certa urgência, já foi distribuída para todas as bancadas hoje, esperamos que amanhã sejam dados os Pareceres para que a gente possa votar amanhã esse Projeto, em função do Governo do Estado e o Poder Judiciário tem urgência para inaugurar as novas instalações. Então isso que a gente está apresentando hoje, eu sei que é um pouco complicado, apresentar num dia e votar no outro, um Projeto de tal importância, mas nesse momento é necessário até para ter menção do Governador do Estado nessa questão, para que a gente possa então finalizar esta transação, em estado precário, depois tem que fazer escritura, mas através da Lei que a gente vai votar amanhã, fica então oficializado essa permuta. E eu acho também para o Município de Farroupilha é importante, em 1º lugar que o prédio antigo do Fórum não era adequado para Câmara de Vereadores, e o município não tem nenhum gasto em relação das avaliações. Então foi feito um encontro de contas entre o Município de Farroupilha e o estado do RS, foi feito avaliação dos três profissionais, do Roberto Corteletti, do Rogério Pergher, do Rodrigo de Alava Souto do CREA, que é assessor do Departamento de Administração de Patrimônio do estado do RS. Então a gente vai colocar isso para amanhã, para que a gente possa votar isso amanhã, para que a gente possa resolver essa questão que está pendente á muito tempo. Então eu acho que o Governo do estado, assim como o Governo do Município de Farroupilha tem essa aprovação, e o Município de Farroupilha, também não terá prejuízo, receberá um bem imóvel bem localizado, que é o prédio da antiga Delegacia de Polícia, que poderá depois ser utilizado para os fins necessários. Então mais uma vez eu quero agradecer a Senhor Presidente, Senhores Vereadores e as lideranças de bancada, para que a gente consiga amanhã, discutir e votar esse Projeto de importância, para que a gente possa botar de uma vez por toda essa questão das permutas. Então eu acho também, que nós viemos para cá, nós Vereadores e não houve mais interesse no antigo prédio do Fórum, também totalmente inadequado para a Câmara de Vereadores, não tem elevador aquele prédio, para começar, 3 pisos e não tem elevador. Então não era adequado, naquela oportunidade talvez a ideia era que pudesse vingar, mas, importante que a gente está revogando essa Lei de 2006 e criamos essa nova Lei para colocar um ponto final nessa transação entre Governo do Estado e Município de Farroupilha. Era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Raul Herpich. Passamos então ao espaço destinado ao PRB que abre mão, ao Partido da REDE da Sustentabilidade que abre mão, PP, abre mão, convidamos o PMDB através do Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores, cumprimentar os meios de comunicação, os moradores do Bairro Industrial demais presentes, a nossa suplente de Vereadora Arlene. Bom, Vereador Odair Sobierai, um dos Deputados pelo que nós vimos aqui, o Deputado que é do seu partido, um dos que mais trouxe Emendas durante os anos em que está em Brasília eu acho que de Emendas mesmo em valores só o Deputado Wilson Cignachi do PMDB que era de Farroupilha, que trouxe mais que esses valores em quanto foi Deputados nos 4 anos. Depois nós temos alguns Deputados do PT que trouxeram, tipo os Deputados Henrique Fontana e Pepe Vargas e tínhamos numa época, o Deputado Mendes Ribeiro, que trouxe um valor significativo também para Farroupilha, estando pouco tempo na Câmara Deputados e depois uma doença grave acabou retirando ele também tanto do Ministério quanto da Câmara de Deputados. É importante sim, nós temos que ir atrás das verbas, é do Município de Farroupilha, sem importar quem está na administração, ou sem importar que partido faz parte os Deputados que nós apoiamos, cada um com o seu partido, cada um com o seu representante, mas tentando buscar as verbas para o nosso município. Não foi assim não foi diferente na época em que o PMDB estava na administração fizemos várias obras, deixamos muitos recursos para Administração Claiton, na época do primeiro mandato e qual pode ser feito várias obras com o encaminhamento e a busca de valores através das Emendas Parlamentares. Acho também que tem algumas coisas que não deveriam ser através de partidos políticos ou pensarmos em eleições, ou pensarmos em votos, ou tentarmos diminuir pessoas, quando nos pronunciamos, Vereador Raul a permuta infelizmente nós vamos aqui aprovar ou rejeitar um Projeto, que infelizmente a Delegacia hoje vai ficar isolada ali, para o Município de Farroupilha, onde nós poderíamos ter a garagem da Prefeitura lado, tendo mais um prédio agora e nós vamos ficar infelizmente com um prédio menor, o qual acho que vale aqui um pedido de informação, ou se não for um pedido de informação, que trouxessem esta Casa se a Prefeitura já está pagando ou não o aluguel aonde é a garagem da Prefeitura. Nós não temos esse conhecimento e gostaria se possível Vereador Thiago, que trouxesse a esta Casa, se já está sendo pago ou não os valores já me parecem completar 3 anos, era um ano sem, depois conseguiram com proprietário mais um ano e não sei agora se já está sendo pago ou não. Porque a garagem da Prefeitura, o pátio onde fica as máquinas da Prefeitura, ele não foi mais construído pela administração que tinha através daquele Projeto que nós aprovamos aqui, um ano para ser construído em outro local. Mas, o que me traz aqui nessa nesta noite, a mais nesta Tribuna é falarmos sobre a questão do Posto de Saúde do Bairro Industrial, e não poderia ser diferente, porque isso? Porque lá, antes da eleição, nós vamos repetir aqui aquilo que falamos na Sessão passada, nós falávamos sobre o posto e fomos desmentidos, fomos contrariados nas emissoras de rádio e ouvimos o Senhor Prefeito Municipal num órgão de imprensa aqui da nossa comunidade falando do Posto Saúde como se tivesse toda a razão, como se fosse o DEUS na terra, o qual não é verdade. Na verdade, dando ou tentando colocar adjetivo a políticos de Farroupilha, chamando como políticos baratos, como políticos do acaso, como políticos de ocasião e que a política capitaneada por políticos baratos, ele não ia dar a resposta. Ele pode não dar uma das vamos comentar sobre o que o Prefeito disse, nós não somos obrigados a ficar ouvindo as palavras do Senhor Prefeito Municipal por mais que ele seja o Prefeito e ficarmos calados. Nós também temos uma representação que somos Vereadores.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Por gentileza, só um minuto Vereador. Só para atitude de conhecimento, nós agradecemos a presença de todos, mas há um Regimento Interno, em que ele nos orienta que não pode haver manifestação da plateia. Então nós pedimos a gentileza e a colaboração de todos, para que a gente possa seguir o Regimento, muito obrigado Vereador.

VER. ARIELSON ARSEGO: Primeiro para dizer, que nós não capitaneamos nada, nós fomos chamados por uma comunidade que não foi ouvida pelo Prefeito. O Prefeito, já que ele faz algumas colocações aos Vereadores, o Prefeito, é um Prefeito seletivo, o Prefeito seleciona as pessoas que ele quer falar, ele atende algumas pessoas de uma maneira, e outras de outra maneira, esta é a seleção que o Prefeito faz para atender os munícipes de Farroupilha. E agora não estou nem falando do fechamento ou não do Posto de Saúde, estou falando da maneira com que atende as pessoas, da diferença com que faz com as pessoas de Farroupilha. Por que não é admissível colocar a culpa dos seus erros nos Vereadores da oposição os dos partidos que não fazem parte da Coligação que ele tem, ou dos que aqui representam o Senhor Prefeito Municipal. Nós não somos obrigados a ficar ouvindo o Senhor Prefeito dizendo que foi algumas pessoas, alguns políticos baratos que foram no Bairro Industrial tentar mobilizar a comunidade, ao contrário nós fomos chamados pela comunidade que não foi ouvida, nós fomos chamados pela comunidade e tentamos aqui mesmo nessa Casa na semana passada, sensibilizar através dos Vereadores, sensibilizar o Prefeito para que não fechasse o Posto de Saúde. Eu dizia no início, nós falamos ainda antes da eleição que iria fechar o Posto Saúde do Bairro Industrial e era o que nós estávamos enxergando e aquilo que algumas pessoas do próprio Bairro Industrial enxergavam. O Prefeito tem que ser humilde o suficiente para rever os seus atos, para tentar junto com a comunidade achar uma atitude melhorou pelo menos ir conversar ou receber essa comunidade se não fazer até um convite para comunidade fosse até Prefeitura e ser ouvida. Uma comunidade que juntou mais de 2.000 assinaturas e não foi esse Vereador e nenhum Vereador da oposição, Vereador Josué Paese Filho, buscar assinaturas no Bairro Industrial. Foram os moradores que foram buscar essas assinaturas que nós também temos aqui, é mais de duas mil assinaturas, foram os moradores foram buscar, não foram os Vereadores de oposição ou qualquer Vereador barato. Porque para mim Vereador barato ou Vereador caro, eu não sei qual é a diferença, mas sei a diferença do político que atende a comunidade, aquele que não atende, aquele que ouve, aquele que não ouve, aquele que realiza as coisas em que a comunidade está pedindo, aquele que não realiza, aquele que tem a soberba e aquele que não tem. O que nós queríamos pelo menos, seria um pouco de respeito. Falando em fazer política barata, política barata é mentir para comunidade, dizendo antes da eleição que não vai fechar o posto e passando eleição ir lá e fechar o posto. Mesmo que o atendimento seja feito agora lá no Bairro América, aí sim é política barata, me parece que alguns termos acabam chegando ao próprio autor do termo. Quando se diz que não serve para um Posto de Saúde e que vai ser reformado, por que não reformar e voltar o Posto de Saúde então? Quer dizer se não serve, que pode ter perigo, que vai morrer alguém, para colocar crianças em contra turno serve? Se serve para isso, serve para um Posto de Saúde, basta que se faça dele as ampliações ou as necessidades de mudanças que devem ser feitas agora. Porque na época que foi construído o posto e ele servia sim, como Posto Saúde, porque foi inclusive aprovado para os Ministérios, pelo Ministério da Saúde foi aprovado pela Coordenadoria, porque caso contrário o Município de Farroupilha, não receberia os recursos para a construção daquele Posto de Saúde e depois inclusive foi ampliada, para quem conhece a história a princípio o Posto de Saúde pode ser dentro do salão comunitário, porque não tinha lugar e foi aberta lá assim, por uma administração que atendeu o povo do Bairro Industrial e colocou lá dentro do salão comunitário, depois então construído outro e aumentado. Mas os anos passam e as coisas vão mudando, talvez sim se tenha que fazer um Posto de Saúde maior, talvez sim, aí, entendendo aquilo que Prefeito coloca, que aquele Posto de Saúde do jeito que está possa não atender a população, mas se dá para fazer uma reforma que dá para colocar o Centro Ocupacional, ou um contra turno escolar dá para fazer a reforma para colocar um Posto de Saúde de novo lá no Bairro Industrial, pessoas têm, pessoas para serem atendidos com certeza tem. Então política tem que fazer na hora certa, mas com responsabilidade e verdade, se ele tivesse atendido a população eles não teriam chamado nós, nós não teríamos ido lá ao Bairro Industrial para ouvir a comunidade podem ter certeza disso. Mesmo que não ficasse aberto o Posto de Saúde e os moradores ainda hoje não acreditam no fechamento do Posto de Saúde e infelizmente, nós colocamos alguns moradores que nos procuraram que a decisão pelo Senhor Prefeito está tomada. A não ser que dentro desse tempo ainda consiga ver que lá no bairro América talvez não consiga atender todas as pessoas inclusive do Bairro Industrial, Bairro Alvorada e do Bairro América mesmo, talvez quem saiba a gente possa realmente voltar atrás, mas com as palavras ditas pelo Senhor Prefeito a respeito de algumas pessoas, eu tenho certeza Vereadores, que lá na comunidade não é o pensamento que eles têm dos Vereadores que foram lá para ouvir a comunidade, eu tenho certeza disso, e sempre fui e quero dizer aqui Senhor Presidente, mesmo que os aplausos não possam acontecer, manifestações não possam acontecer aqui, parabenizar os moradores do Bairro Industrial pela mobilização que tiveram lá no Bairro Industrial, lá sim vocês podem ser mobilizar é a casa de vocês, o lugar de vocês, vocês podem sim se mobilizar. Mas eu não vim aqui pedir aplausos nenhum, não precisa de aplauso nenhum, basta que eu possa ir até o bairro conversar, que eles conversem comigo, que eu possa levar essas reivindicações para comunidade, sempre fiz assim a política, sempre fui assim desde a época das associações de bairros pela UAB, Vereador Jorge Cenci, também fui assim, mesmo estando no partido de situação, em alguma ocasião que eu não concordava, por exemplo, no Bairro Cinquentenário, na mesma questão de um Posto de Saúde, na época, repassando o dinheiro para o Brasil de Farroupilha e não repassando o dinheiro para a construção de uma creche. Eu estava como Vereador suplente e não votei o que o Prefeito estava repassando que era dinheiro para o Brasil de Farroupilha, porque eu achava que a Creche lá no bairro era o que a comunidade estava pedindo, era o que a comunidade estava solicitando. Nós já tivemos reuniões com o Prefeito, Vereadores na Legislatura passada, quando o Dr. Paulo Kern era médico do Posto de Saúde e é ainda lá do Cinquentenário, nós fomos lá no Prefeito e ele atendeu a nossa reivindicação, por isso nós achávamos que, quando os moradores vieram aqui, quando nós falamos aqui, quando os Vereadores da situação atenderam e ouviram, disseram que iriam falar com o Prefeito, provavelmente devem ter falado e não tido a ressonância, não ter tido a vontade do Prefeito de voltar atrás, naquela época ele voltou, naquela época ele fez, naquela época ele chamou o  Pró- Saúde, e os  moradores do Bairro Industrial, neste caso, não estão sendo atendidos. Mas nós não precisamos fazer uma briga, os moradores foram lá, silenciosamente fazer a sua manifestação, sem quebradeira nenhuma, ao contrário do que eles pensam do Bairro Industrial, sem quebradeira nenhuma, somente com palavras de ordem, somente com manifestações, com pessoas, com faixas, cartazes. Mas, dizer que não fez nada dentro do bairro, não é nenhuma calunia, nenhuma difamação, não é nenhum desrespeito, com o Senhor Prefeito, é a realidade só. Então Senhores Vereadores, mais uma vez, nós voltamos a essa Tribuna e pedimos, eu sei que é uma tarefa difícil Vereadores, eu sei, eu sei que se dependesse de repente de algum Vereador, iria amanhã chegar no Prefeito e dizer “Prefeito, não fecha o Posto de Saúde do Bairro Industrial, vamos reformar e vamos dar de volta para o pessoal do Bairro Industrial esse Posto”. Mesmo assim eu vou pedir de novo, mesmo assim vou solicitar aos Vereadores e se tiver alguma reunião, apesar que é difícil, mas nem vou me colocar à disposição para ir na Prefeitura, porque acho que se não ouviu os Vereadores de Situação, muito menos os de oposição. Então, eu sei também que algumas pessoas podem pensar, “ah, isso é política, do jeito que o Prefeito pensou, política barata de fazer”, mas não, sou Vereador, tenho que defender a comunidade, como diz o Vereador Thiago Brunet, é essa comunidade mesmo que paga nosso salário, o Senhor disse isso na outra Sessão. É a comunidade que paga nosso salário, é essa comunidade que nós temos que defender, e por isso o Senhor iria tentar interferir junto ao Prefeito, e tentar que deixasse aberto o Posto de Saúde do Bairro Industrial, então é uma verdade, por isso que nós estamos aqui falando. Então dizer que 1º se ele falasse com a população, eles não iriam nos procurar, falta humildade para o Prefeito, transfere a culpa de seus erros, se não serve para Posto de Saúde, não serve para contra turno, e politico seletivo, ele escolhe com quem quer falar, política quem fez foram eles na época de eleição, dizendo que não iriam fechar o Posto de Saúde e agora foram lá e fecharam, coisa que nós achávamos que ainda poderia ser revertido. Obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Arielson Arsego. Colocamos então nesse momento os Requerimentos apresentados no Grande Expediente. Começamos com o Requerimento nº 059/2017, dos Vereadores Odair Sobierai e Sandro Trevisan, na qual requer a anuência dos demais pares para que seja encaminhado para a Secretaria de Gestão e desenvolvimento Humano, sugestão para compilar e consolidar as Leis existentes no site do município. Os Vereadores que estiverem de acordo, permaneçam como estão, encaminhamento Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, além de concordar e votar a favor, se o Vereador Odair Sobierai assim entender, eu gostaria de subscrever o Requerimento, porque realmente é uma necessidade, quando a gente tem que procurar as Leis é muito complicado, já foi feito uma parte das Leis do Município de Farroupilha, dessa maneira e acho que é interessante sim, é importante, se o município fizer isso, vai ser melhor, inclusive para aquelas pessoas que precisam procurar as Leis, que querem saber algo sobre o município, às vezes a gente olha e é a Lei número tal, só que daquela foi feita algumas correções, algumas alterações através de Emendas e acaba se perdendo e as pessoas acabam fazendo alguma coisa errada depois, por não ter tudo na mesma Lei. Obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador, encaminhamento Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, obviamente vamos estar favorável sim, eu gostaria muito também com entendimento da bancada do PSB dos Vereadores de subscrever também, porque achamos muito importante esse projeto e não só para quem está aqui trabalhando e tem esse compromisso de estar muito informado como cidadão que busca informação e através dessa sugestão vai ficar é mais fácil entendimento e compreender esse tema.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha. Subscrito pela bancada da Rede, PDT, encaminhamento de votação Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Senhor Presidente, também vamos subscrever com a permissão da bancada do PSB. E dizer o seguinte que eu lembro que lá em 2010, Caxias do Sul, iniciou um trabalho junto com o Executivo e a Câmara de Vereadores, aonde diminuíram mais de 35% das Leis, que nós aqui em Farroupilha, temos muitas Leis, que falam praticamente do mesmo assunto, dizem a mesma coisa. Então fizeram um levantamento, não sei se já terminaram, mas, eu concordo com a ideia do PSB, de dar uma olhada, fazer uma modificação geral das nossas Leis, que vou dizer uma coisa para os Senhores, dá para diminuirmos no mínimo 30%, e fica uma coisa mais transparente e mais clara, não só para nós aqui da Câmara de Vereadores, como do Executivo e para a população também. Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Josué Paese Filho, colocamos então em votação o Requerimento de nº 059/2017. Os Vereadores que estiverem de acordo, permaneçam como estão, aprovado por todos os Senhores Vereadores, subscrito pelas bancadas do PMDB, PRB, REDE, PDT e PP. Passamos então agora a votação dos Requerimentos de nº 055/2017 e 056/2017, de autoria do Vereador Raul Herpich. No 056/2017, o qual convida a Senhora Elisabeth Grendene Bartelle para que venha explanar sobre o Hospital São Carlos. 055/2017, perdão. Os Vereadores que estiverem de acordo, encaminhamento Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Só com um só com uma ressalva feita no Grande Expediente então, eu só verifiquei aqui é resolução realmente se for utilizada a Tribuna Livre, o pedido pela Presidente no caso deve ser feito por escrito e protocolado junto à Secretaria da Casa. Então o pedido verbal nesse caso apenas não caberia e aqui não estou entrando no mérito né, de todo a necessidade a importância e aí também a possibilidade de ouvir a Senhora Elisabeth, que deve ter muito assunto bem importante para compartilhar com a Câmara de Vereadores. Mas, então que se o convite for expedido por essa Casa que não cite a Tribuna Livre e se for por Tribuna Livre, que se peça para que a convidada então, possa fazer esse Requerimento por escrito, conforme a resolução 554/2016 que instituiu a Tribuna Popular na Câmara de Vereadores de Farroupilha.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jonas Tomazini. Encaminhamento de votação Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Eu só pediria ao Vereador Raul e quero parabenizar pela excelente ideia conversando com a Senhora Elisabeth, que só se tivesse como modificar aqui, “convidando a Senhora Presidente”, até pelo cargo que ela exerce, Presidente do Conselho, Senhora Elisabeth Grendene Bartelle, obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Josué Paese Filho. Podemos alterar aqui a redação Vereador Raul?

VER. RAUL HERPICH: O que ela me solicitou, então não quero nem uma polemica, o que é, não é, ela se ofereceu para vir trabalhar, me convoca eu venho, então eu fiz o Requerimento. Então está a cargo dos Vereadores se quiserem ou não quiserem, obrigado.

PRES.FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Raul Herpich, então podemos seguir, vamos deixar encaminhado assim, caso venha o Ofício dela, ela usa a Tribuna Livre, senão ela vai utilizar o espaço, como uma convidada da Câmara de Vereadores. Os Vereadores que estiverem de acordo, com a aprovação do Requerimento nº 055/2017 permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores. Em votação o Requerimento de nº 056/2017, o Vereador Raul Herpich, na qual requer a anuência dos demais pares para que seja encaminhado oficio juntamente com manifesto contrário a Reforma da Previdência aos Deputados que compõem a bancada gaúcha na Câmara, no Senado, Presidente da República, Presidente do Senado, Presidente da Câmara dos Deputados. Vereadores que estiverem de acordo. Encaminhamento de votação Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, apenas como Vice-Presidente da Frente Parlamentar sugiro ao nosso Presidente Vereador Raul, que aceite uma solicitação minha que vai ser feita nesse momento. No Artigo 4º onde diz, “ainda fere de morte os princípios”, eu sugiro, “ainda fere de forma grave”, apenas retirando a palavra “morte”, sugestão.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Encaminhamento Vereador Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Ok, até tinha mandado solicitar essa alteração, mas não foi feita, então Presidente, por favor faça o encaminhamento, obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Perfeito, então encaminharemos o manifesto com a alteração, mencionada. Os Vereadores que estiverem de acordo, permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Gostaria de colocar em votação, o ofício nº 060/2017, de minha autoria, na qual solicito que a Polícia Rodoviária Estadual faça, eu não sei a palavra se é blitz, se é monitoramento, se é averiguação, na rodovia RS 122, em frente a Soprano, nós temos muitos motoristas que não estão respeitando o Semáforo, na sinaleira bem em frente a Soprano, onde alguns motoristas, ficam na pista da esquerda para converter, a pista da direita, os motoristas estão seguindo livres, e já teve diversos relatos de pedestres que foram quase atropelados nesse local. Então peço a anuência e a concordância Senhores Vereadores, para que seja encaminhado esse oficio ao Comandante Givanildo Schiavon, o Comandante da PRE Farroupilha. Os Vereadores que estiverem de acordo. Encaminhamento Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, só como sugestão, que se altere a sinaleira do lado direito entre a Soprano que está equivocada o tempo dela em si. Está em vermelho para entrar e para o pedestre também está em vermelho. Então a sugestão é que seja feita uma alteração no cronograma da sinaleira naquele local, obrigado Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jorge Cenci. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores o requerimento nº 060/2017. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Boa noite novamente Senhor Presidente, cumprimento também a imprensa aqui presente, o Senhor Menzen do Bairro Imigrante, Senhor Jorge lá do Bairro Primeiro de Maio, meus amigos Raul e Silonei do Bairro Cinquentenário, a todos moradores do Bairro Industrial que se fazem aqui presente. Quero então apresentar dois Requerimentos. Requerimentos de número 057/2017 e 058/2017. Que faça a leitura então. Requerimento 057/2017, o Vereador abaixo firmado requer a Vossa Excelência, após ser ouvida a Casa, que seja oficiado ao Poder Executivo, para que veja a possibilidade da recolocação dos paralelepípedos da Rua Vicente Zamboni, no Bairro do Parque, a pedido dos moradores conforme foto em anexo. Nós não sabemos exatamente quem foi que fez a retirada desses paralelepípedos se eventualmente foi a CORSAN, talvez não ainda não tenha colocado, ou se foi alguma obra de tubulação do município, mas realmente está prejudicando bastante até a trafegabilidade desta rua, a gente tem aí o estacionamento de uma empresa, o depósito na verdade, entrada de caminhões de uma empresa que movimenta muito no Bairro do Parque. Tem empresa BRISTOT na lateral então, movimenta muito, mas aí tem um trafego de caminhões bastante elevado e isso tem prejudicado inclusive as atividades da empresa e também os moradores que estão ali próximos. Então eu solicito aprovação deste Requerimento Senhor Presidente, Requerimento 057/2017.

PRES.FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Colocamos então em votação o Requerimento nº 057/2017 de autoria do Vereador Jonas Tomazini. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Encaminhamento Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, só para aproveitar essa solicitação do Vereador Jonas, se me permitir, gostaria também de colocar mais um lugar, na Rua Canela, nº 84, Bairro Industrial, uma lâmpada queimada, foi me passado hoje. É uma lâmpada só no Bairro, deve ter mais, mas se puder deixar o Vereador Aldir Toffanin, não está aí, se estivesse eu já iria passar direto para ele.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador, colocamos esse no requerimento 058/2017, pode ser? Bom então depois você pode fazer a leitura então. Em votação o Requerimento de nº 057/2017 de autoria do Vereador Jonas Tomazini. Os Vereadores que estiverem a disposição permaneçam como estão. A palavra continua a sua disposição Vereador Jonas.

VER. JONAS TOMAZINI: Aproveitar para colocar em votação o Requerimento número 058/2017, onde nós pedimos então a possibilidade da troca de lâmpadas na Rua Augusto Pessin no bairro Bela Vista, em frente os numerais 136 e 180 elas são quase em sequência. Então como duas lâmpadas assim queimadas ao mesmo tempo acaba provocando então acaba provocando assim bastante dificuldade para os moradores aí com a sua permissão solicitar inclusão desta dessa lâmpada então que o Vereador Arielson coloca na Rua Canela 84 isso? Bairro Industrial, coloco em votação então Senhor Presidente o Requerimento 058/2017 com esta inclusão.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Colocamos em votação o Requerimento nº 058/2017, de autoria do Vereador Jonas Tomazini. Vereadores que estiverem de acordo, permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores. O Senhor tem mais um tempo regimental para concluir as suas colocações.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, eu quero aproveitar também a minha a minha manifestação no Pequeno Expediente para assim como fez o Vereador Arielson anteriormente para parabenizar a bancada do PSB pelo Requerimento 059/2017, aonde sugere então, que o Poder Executivo faz essa compilação das Leis, é uma prática já executada pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado e isso facilita muito o acesso às Leis. Então eu acho bastante importante, que nós enquanto município possamos avançar nisso e acho que vai facilitar para nós Vereadores, para a população em geral, para os contadores, para os advogados, enfim, a todos tem a ganhar com isso. A gente sabe que vai dar um trabalho lá para Secretaria de Gestão, mas é bem importante que isso aconteça e parabenizo Vereador Sandro, Vereador Odair, por essa iniciativa quero me manifestar também a gente não fez um Requerimento hoje ainda, porque a gente quer ver a formatação que deve ter para que seja então, como manifestação aqui na Câmara, com relação ao Bairro Cinqüentenário. Nós temos tido algumas reclamações de diversos moradores daquele bairro com relação ao barulho que uma determinada empresa tem feito em horários inapropriados e também com decibéis né, acima do permitido acima do tolerável, vocês os demais Vereadores devem ter recebido também reclamações, talvez tenham recebido reclamações nesse sentido, a gente sabe que a Câmara de Vereadores tem neste caso uma atuação limitada com relação a isso, o que a gente pode fazer o que nós estamos fazendo aqui hoje que é então explanar e compartilhar com a comunidade o que está acontecendo, mas que cabe através do através da Prefeitura com seu Setor de fiscalização, através da Brigada Militar, caso esteja excedendo a Lei Estadual que fala de decibéis ao meio ambiente, porque poluição sonora também se encaixa nisso. Então para que nós possamos fazer um esforço concentrado no sentido de resolver isso até porque esse assunto já vem se arrastando algum tempo. Os moradores se colocam à disposição para eventualmente fazer manifestos abaixo-assinados procurar Ministério Público, mas se nós pudermos e hoje na imprensa foi dito que o assunto já teria chegado a Câmara e que nós discutiremos, eu acho que é importante que a gente faça algo conjunto nesse sentido, levanto assunto para que a gente possa quem sabe através da Presidência inclusive fazer uma discussão maior, era isso muito obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jonas Tomazini. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Dra. Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite Senhoras e Senhores, boa noite Vereadores, boa noite Presidente, imprensa, moradores do Bairro Industrial muito carinhosamente, boa noite em especial a minha amiga Arlene, que está por aí, que eu não consigo enxergar, nossos assessores, o Remo, pai da minha nora, muito querido, eu gosto muito, meu marido que deveria estar por aí, mas eu acho que eu o perdi. Bom, enfim também parabenizo os Vereadores Odair Sobierai e o Vereador Sandro Trevisan, pelo Requerimento nº 059/2017, não vou entrar em detalhes, não preciso, acho que já falaram sobre ele. Bom, o que eu quero falar é realmente sobre o que houve e o que está acontecendo no Bairro Industrial, que eu acho realmente que é o que deve preocupar a todos nós. Eu vou citar algumas palavras que já foram ditas pelo Vereador Arielson, políticos baratos, de ocasião, ao acaso, bom sobre isso eu quero dizer algumas coisas. Primeiro lugar nos fomos chamados pela comunidade, eu particularmente estava no aniversário do meu filho tranquilamente comemorando com ele, com a família, que família é uma coisa muito importante, com os amigos, quando veio essa convocação pela comunidade do Industrial. Eu larguei tudo no domingo à tarde e junto com o Vereador Arielson, nós fomos ouvir a comunidade e olha que é minha votação não foi expressiva Vereador Dr. Thiago, como o Senhor disse na segunda passada, que sua votação foi significativa, a minha não foi lá, a minha foi significativa no centro, mas não importa, não importa, eu sou Vereadora e sou Vereadora e quero honrar minha cadeira, porque eu preciso e devo prestar contas as pessoas que precisam de mim. E nesse momento quem precisa é a comunidade do Industrial e nós fomos levar o nosso apoio a essa comunidade, nós não formos levar um partido, nós não fomos lá fazer política, nós não fomos lá do nada, nós fomos chamados, porque precisavam do nosso apoio. Hoje, por exemplo, uma gestante foi fazer vacina do Industrial foi fazer vacinas no bairro América e a profissional de saúde que atendeu comunicou que não podia fazer vacinas, porque não tinham vacinas lá, porque não tinha o refrigerador adequado para armazenar essas vacinas, eu vi a carteirinha da gestante, realmente a vacina não foi feita, ela teve consulta e não foram feitas as vacinas, consultas com o Doutor Luiz Geraldo Melo que era pediatra lá no Bairro Industrial, já estavam sendo marcadas no Bairro América muito antes dessa confusão da gente saber, de toda essa confusão. Então, eu quero lembrar o seguinte, se político barato é aquele que anda ao pé da comunidade? Eu sou uma política barata, e vou continuar sendo durante os meus 4 anos. Não é ofensa nenhuma isso, vou continuar sendo sim e quero ser e vou levantar quantas vezes for preciso, vou brigar, vou pedir para os Vereadores da situação, olharem de perto essa comunidade que precisa da gente, vou lembrar, vou encerrar, um segundo para encerrar? Uma palavra que o Vereador Tadeu diria, uma pedra, com uma pedra eu posso fazer uma arma, ou eu posso fazer, por exemplo, um peso de mesa, ou como diriam os nossos antigos, eu posso fazer uma sopa. Era isso, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereadora Dra. Eleonora, com a palavra o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores uma saudação ao pessoal do Industrial e a todos que nos prestigiam. Na verdade, eu quero também me manifestar diferente algumas declarações do Prefeito Municipal ao qual tentou nos desqualificar, ao qual tentou denegrir e jogar para a população algumas palavras que pelo seu, pela sua posição, neste momento, eu entendo que não cabe a um Chefe do Executivo usá-las, como se manifestou o Vereador Arielson e a Vereadora Eleonora. Eles foram chamados no domingo à tarde no domingo à tarde, eu não pude me manifestar porque estava em outro compromisso, mas eu digo mais, toda essa confusão toda essa desarticulação na verdade ela se vem por um despreparo do nosso Prefeito Municipal, Vereador Thiago. Porque se ele tivesse ido lá à comunidade e conversado com a comunidade, informar a comunidade que ficou sabendo pelas agentes de saúde, ou por terceiros, talvez acrescentando alguns serviços no posto do Bairro América e conversando de forma coerente, não de forma autoritária, querendo denegrir as pessoas, eu acho que talvez esse embrólio, ele teria tomado outro rumo. Me causa também estranheza uma situação no meu ponto de vista gravíssimo e só vou me manifestar para que fique registrada nesta Casa, o Prefeito Municipal nunca chamou uma associação de moradores para ser ouvida, nunca chamou a entidade máxima que representa os bairros para ser ouvida, a União dos Bairros para ser ouvida, e nesse episódio maldosamente, repito, maldosamente, chamou quatro representantes de bairro e um representante da entidade, para responsabilizá-los num ato, transferir a responsabilidade do ato e ter respaldo para se defender. É lamentável a conduta que foi tomada nesse episódio pela Administração Municipal. Se eu erro, eu devo assumir a minha responsabilidade, se eu tenho uma ação para fazer eu devo assumir que ação é por minha conta. E digo mais, chamar políticos baratos, políticos de ocasião, me permita Senhor Presidente, o político barato tem 35 Requerimentos aqui, para ajudar a Administração Municipal, só agora em 2017. 35 ofícios protocolados, dentro de cada Secretaria, eu não fiz pela Câmara de Vereadores eu vou lá ao Secretário e aqui estão todos eles protocolados e assinados pelo recebido. Então tem que respeitar as pessoas e a ditadura já acabou faz tempo, temos alguns exemplos de ditaduras militares e tem que respeitar todos vocês fizeram votos, todos nós fizemos fotos no industrial ou não? Ou algum de vocês não fez? Então temos que respeitar as pessoas sim, é fundamental ter respeito e ouvir as pessoas se não acontecer a sua demanda, dar as explicações necessárias sim. E uma questão que o Prefeito aqui usou, que o equipamento está defasado, claro que está defasado, é um posto que foi construído há 30 anos atrás. Pergunto, os que estão sendo construídos hoje, daqui há 30 anos, vão estar atualizados? Não, então tem que ter um pouco mais de diálogo, um pouco mais de respeito com as pessoas e não tentar desqualificar. O mal das pessoas é tentar desqualificar o que a outra fala, respeito é importante e todos nós estamos eleitos democraticamente, não somos políticos de ocasião não? Ou vocês não estão reeleitos? Então tem que respeitar as pessoas. Era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jorge Cenci. Com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, demais Vereadores, Vereadora Eleonora, saudei aqui já anteriormente os moradores do Bairro Industrial, agora já um pouco mais reduzidos, alguns já deixaram a Casa do Povo, quero saudar as demais pessoas que estão aqui nesta Casa e que não estavam aqui anteriormente, sejam todos bem-vindos. Senhor Presidente, eu gostaria de apenas registrada aqui o Requerimento de número 054/2017, que diz no seu teor o seguinte: “o Vereador signatário após ouvir a Casa, requer a Vossa Excelência, que seja enviado convite ao padre Jocimar Romio, para que se possível venha esta Casa Legislativa, explanar respeito da Campanha da Fraternidade 2017, que tem como tema Fraternidade, Biomas Brasileiros e Defesa da Vida e como lema: Cultivar e Guardar a Criação. ” Gostaria que se possível o Senhor também colocasse em votação.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Colocamos em votação o Requerimento de nº 054/2017 de autoria do Vereador Tadeu Salib dos Santos. Os Vereadores que estiverem de acordo, permaneçam como estão, se me permite Vereador, já está formalizado o convite eles devem estar vindo a esta Casa muito em breve, fazer essa explanação. Com a palavra o Vereador Tadeu.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Muito obrigado Senhor Presidente, eu fiz questão de ler esse Requerimento porque ele me dá alguma esperança, Fraternidade, olha como as coisas coincidem. Eu queria dizer aos amigos do Bairro Industrial que aqui permanecem, que eu não tinha achado importante me manifestar hoje, porque eu me manifestei na semana que passou. La na minha fala eu disse o seguinte, eu acho que a questão do Industrial está decidida, é pelo fechamento. Se dependesse de nós Vereadores, também iria fechar, se os Senhores lembrarem disso, quem estava aqui, vai lembrar, porque eu disse, politicamente nós somos minoria, se fosse possível a votação, fecharia o posto. Mas uma das coisas que eu gostaria de trazer aos Senhores, é da minha preocupação, no sentido de o Posto de Saúde já diz lá no final, saúde, pensei que a minha preocupação seria apenas a Frente Parlamentar, e como o Vereador da questão saúde ao Hospital São Carlos, ali vamos ter que concentrar esforços, porque ainda temos esperanças. Na questão do Industrial, eu gostaria de dizer aos Senhores que eu recebi, algumas dezenas de ligações, porque que não me convidaram para ir lá? Não sei, mas de pessoas bem próximas que tinham o meu telefone, não pela atividade de Vereador, mas por alguma razão o meu telefone estava na agenda deles e eles me ligaram. E a todos eu dei a mesma resposta, não se desgastem pelo fechamento do posto, porque isto está decidido e vai acontecer. Agora lembrem-se quem estava aqui na semana passada que uma preocupação deste Vereador e acredito que de muitos aqui, inclusive dos nobres Vereadores, alguns até da situação, tomara que não vire uma questão social ou com danos muito pesados para a comunidade do Industrial. Porque a conquista do posto, lá no passado, foi uma grande vitória, o fechamento hoje, não é derrota de vocês, mas sim um desafio quem vai ter que provar para vocês, que vocês não terão uma questão social para ser respondida, porque a questão saúde é vocês irem para o Bairro América e exigir o que é direito de cidadão de vocês, que é o que está sendo oportunizado, neste momento. E para finalizar Senhor Presidente, isso sim eu lamento, em falar, peço ao Senhor de avançar um minuto só.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Espaço de liderança?

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Pode ser no espaço de liderança? Permite? Isto sim, eu iniciei falando em Fraternidade. Fraternidade se houver Fraternidade, nós conseguimos pelo menos a não atingir a questão social, que poderá abalar muitas pessoas do Industrial, tomara que não aconteça. Porque o posto na minha opinião, que pena, e explanei isso, ainda na semana passada, que vocês não sejam injustiçados na questão social. Agora eu vou falar de alguma coisa, que essa sim, essa me deixa muito triste, porque é irreversível, não depende de nós. Nosso ex Vereador desta Casa, a quem eu tenho um apreço muito grande, um carinho muito grande, ele como cidadão de Farroupilha, ele contribui muito com a comunidade de Farroupilha, além de ex Vereador, está a foto dele ali, Ex-Presidente desta Casa, é a ele, que eu pediria, que nós tivéssemos um grande respeito. Porque ele ontem teve uma passagem pela perda da mãe dele, Dona Nair Crocoli Busetti, que é o Ex-Presidente desta Casa, Nilton Bobi Busetti, Senhor Presidente. Que pena que nós tenhamos como referência trazer essa notícia aqui, mas nós temos a humildade, de pedir que a grandeza a qual representa a Casa do Povo, envie os votos de pesar a família Busetti, em especial ao nosso Ex-Presidente desta Casa, Nilton Bobi Busetti, seja enviado, através da Casa. Eu acredito que de todos os Senhores Vereadores os votos de pesar, os nossos sentimentos e agradecimentos pela existência da D. Nair, como empresária, como cidadã, e como uma grande mãe que emprestou seu filho para também ser o Presidente desta Casa do Povo em algum momento. E para encerrar, e agora não evadindo ao tempo, queria dizer aos nobres Vereadores e se o Presidente no final desta Sessão, se for possível e estiver dentro nosso Regimento, que nós possamos fazer sim, um minuto de silêncio, em homenagem também ao nosso Ex-Vereador, Ex-Presidente, e também a grande empresária que da colônia veio para a cidade e aqui ela fez um verdadeiro papel de cidadã, ela gerou empregos, gerou fontes para muitas famílias e eu volto ao início, sendo fraterna com as pessoas. Tomara que o Bairro Industrial para encerrar, e eu quero voltar lá no início de novo, que vocês recebam alguma notícia fraterna, de esperança, vocês tenham retorno aquilo que foi prometido a vocês, que vocês busquem aquilo que foi dado como alternativa, não desistam, porque saúde é coisa única, lutem por aquilo que foi prometido, que vocês têm como alternativa agora. Quem conseguiu 2000 assinaturas, vocês têm objetivos, acreditem, continuem acreditando, nos objetivos de vocês. Muito obrigado, era isso Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tadeu Salib dos Santos. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Senhora Vereadora Eleonora, demais aqui presentes, uma saudação especial aos moradores do Bairro Industrial nos acompanhando e os demais aqui presentes. Eu gostaria de apenas trazer nesta Casa nessa noite, um abraço, um abraço de agradecimento do Clube de Mães do Bairro América, em especial a Vereadora Eleonora, Vereador Josué Paese Filho, que estavam presentes nesse vento e no domingo quando estávamos fazendo a limpeza do salão pediram que deixar ser registrado aqui o agradecimento pela presença lá. Eu gostaria de dizer Vereador Jorge Cenci, que o Senhor disse que Prefeito nunca chama as entidades para conversar e quando chama é um aproveitador, fica difícil, ficou difícil né? No meu entendimento é nunca chama, se não chama, não chama, se chama é um aproveitador, aí ficou difícil. E infelizmente tem coisas que realmente não passam por essa Casa aqui, eu também gostaria até que ficasse uma crítica construtiva Vereador Tadeu, que o Senhor adiantou o nosso voto, disse que se viesse para essa Casa iria ter o fechamento, porque a bancada de oposição é minoria, deveria vir para cá e aí nós íamos ver, porque eu gostaria de deixar registrado nessa Casa a minha tristeza por esse fechamento. Conforme falei na última Sessão por muito e muito tempo os meus pais, moradores do Bairro Industrial utilizaram este Posto de Saúde e foram muito bem atendidos lá. E hoje é um dia triste pelo fechamento do posto e hoje também fazem 17 anos que meu pai faleceu. Então eu gostaria de deixar aqui as minhas palavras de dizer que estou triste sim pelo fechamento do posto, infelizmente muitas coisas realmente não dependem desta Casa. Era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Aldir Toffanin. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Senhor Presidente, Vereadores, pessoas que estão aqui presentes, eu queria fazer uma referência de cumprimentar a filha do Abajuba, em nome dela cumprimentar toda comunidade do Bairro Industrial e também não poderia deixar de registrar aqui a presença do meu filho Rafael, que me orgulho muito que é o filho do coração, todos são filhos do coração, é claro meus filhos. E aqui eu quero fazer alguma referência quanto ao Bairro Industrial, do Posto de Saúde, gente eu acho porque nós estamos discutindo muito e fazendo até pouco se eu fosse olhar, em primeiro lugar quero dizer para o Vereador Jorge Cenci, tu tens uma grande liderança de chegar em cada Secretário, tu pega agora o líder do Bairro Industrial, com a comunidade e marcar uma reunião com o Prefeito Municipal e se ele não te atender, fala com nós Vereadores que nós vamos juntos. Outra coisa que eu vou dizer aqui, será que o Prefeito de Farroupilha, por fechar agora neste momento, o Posto de Saúde no Industrial para ter equipamentos com mais qualidades mais aperfeiçoadas no bairro América, para atender a demanda daquela população, será que é uma coisa tão grave? Eu tenho certeza absoluta Vereador Jorge Cenci, se for prejudicado muito aquela comunidade do Bairro Industrial, eu tenho certeza que vocês podem se reunir em falar com o Prefeito, que ele vai ter a sensibilidade de deixar aberto aquele posto. Mas eu tenho certeza, aqui vou fazer uma outra colocação, o que que ele vai fazer com aquele posto? Ele vai atender contra turno, com 110 crianças daquele Bairro Industrial. Será que não é melhor aquelas crianças, daqueles pais, ficar dentro do colégio, para os pais poder ir trabalhar? E atender todo mundo naquele Posto de Saúde do Bairro América? E você sabe quantos metros da de posto ao outro? Não dá nem 1000 metros, eu fui medir hoje de manhã. do Abajuba, eu não sei qual é o posto mais perto. Certamente claro que lá era a casa que vocês iam, que a gente não gostaria de trocar, não vou dizer que o Prefeito foi correto, vou dizer porque o que deveria ter?  Um porta voz, de chegar lá naquele bairro, falar com o líder do Bairro, com a comunidade, mas sei que as coisas não são difícil e todo mundo não pensa que nem a gente, que se fosse eu ter sido no caso Prefeito, eu queria ter mandado um líder, falar com o Presidente do Bairro, reunir as lideranças, para ver o que é benéfico, nós vamos ter que fechar agora para fazer as melhorias. Se depois não for conveniente no Bairro América, nós vamos voltar aqui para esse bairro de novo, é isso que deveria ter sido feito, é claro, mas não podemos agora fazer um monte de barbaridade, por causa de um posto. E aqui vou dizer mais uma coisa para vocês, não era de falar, mas eu vou falar, eu quando tive o filho mais velho pequeno, para levar ele para o médico, eu vou salientar agora, que eu fiz dois quilômetros a pé com ele nas costas e depois tive que pedir carona para levar para o hospital, aqui está tudo perto, está fácil. O que eu não gostaria que acontecesse era de não ser atendida população pelos médicos, aí eu fico triste agora se tem qualificação de atender bem as pessoas, dentro do bairro América gente. Quando que fizeram o posto do Industrial, que coisa, boa que bela conquista, mas não tinha um posto no bairro América, agora foi feita no Bairro América, um posto que dá para atender uma demanda maior, gente, com mais qualificação não vamos ficar desamparado é esse o problema e se for realmente muito prejudicado Vereador Jorge Cenci, por favor e eu venho junto eu quero ir junto contigo. Claro que cedo uma parte o Vereador Jorge Cenci.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Um aparte ao Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Agradeço o aparte Vereador. Eu na verdade estou licenciado da entidade então tenho um representante que é o Celestino, que mora no bairro América, então sugiro que o Senhor de essa sugestão a ele. Mas eu digo mais, não adianta os líderes estão aqui, o Líder de Governo o líder da Câmara, então, porque não, uma sugestão então, que se faz um chamamento, o Senhor mesmo, Vereador Thiago, faça um chamamento via rádio que eu tenho certeza, que dá para lotar qualquer ginásio da cidade uma sugestão do Vereador Jorge Cenci.

VER.ALBERTO MAIOLI: Tudo bem, mas aquilo que eu falei anteriormente, Vereador Jorge Cenci, você já tem um acesso muito grande, e você é um bom Vereador, não vou dizer que não, você é uma pessoa querida. Agora tu tens que fazer isso aí, não vim aqui só porque quero brigar, quer fazer, não podemos nós ficar contra a comunidade, ninguém a comunidade são que nós precisamos e eles precisam de nós. Nós temos que atender da melhor maneira possível, para que todo mundo fique bem atendido essa é a qualidade de um Vereador, legislar para o bem de toda a comunidade independentemente de qualquer coisa, era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, caros colegas Vereadores, nossa colega Vereadora, cumprimentar as pessoas que prestigiam essa Casa, de forma carinhosa de moradores do Bairro Industrial que estão aqui e que tiveram paciência de estar conosco desde o início da Sessão, trazendo a sua reivindicação justa através também das suas manifestações, ocorridas nos últimos dias. Eu quero dizer primeiramente que as manifestações são sempre válidas, em qualquer reivindicação e vocês estavam buscando por uma reivindicação que vocês achavam e acham justo e eu acho que essas movimentações e essas reivindicações é direito de vocês, vocês fizeram uma forma ordeira, também queira dar os parabéns a quem movimentou essas manifestações, que elas ocorreram dentro de um respeito e reivindicando que vocês foram levar. Nós nos envolvemos com essa situação toda e como é bom ser Vereador de oposição né Vereadores? Então quando a gente está no outro lado, jogar pedra é sempre fácil. Mas eu quero falar sobre já falei aqui na Câmara de Vereadores, sobre o “olho do furacão”, administrar é decidir e democraticamente a população desta cidade elegeu o Senhor Dr. Claiton Gonçalves, Prefeito Municipal democraticamente. Todas as ações que o Senhor Prefeito com a sua equipe executa, todas as suas ações, elas têm um poder de compreensivo pela comunidade e por uma parte da comunidade de não compreender. Mas eu quero dizer que o mais importante sobre a decisão que o Vereador Aldir Toffanin lembrou bem, e eu quero complementar Vereador Tadeu, não é divergir, mas é complementar a tua fala, que tem algumas ações para as pessoas que estão aqui, devem saber disso, que não dependem de nós exclusivamente, de nós Vereadores, nós temos o poder de legislar, todos vereadores inclusive os da outra posição sabe de legislar não de executar. São poderes distintos, nós podemos e vamos sempre poder interceder, como vocês também o Vereador Jorge Cenci, é um Vereador de oposição, nos contou aqui que vai conversar seguidamente com os Secretários. Então é o poder dele de liderança, conversando com Secretários, pedindo a sua para reivindicação. Assim como nós de situação então, isso não difere em nada, mas, nós Vereadores não temos o poder de executar e dizer assim, bom vamos votar aqui como o Vereador Tadeu comentou, não fecha o posto, nós não temos esse poder, não é poder do Vereador. Vereador não pode fazer isso, por mais que o Vereador Aldir Toffanin comentou na sua tristeza também, de estar fechando um posto. O que eu quero dizer, é que a decisão tomada o mais importante neste momento é assegurar o atendimento para a população, mas um atendimento que seja de qualidade que seja um atendimento que possa ir ao encontro da necessidade da população, nós estivemos eu estive hoje pela manhã também no novo posto do América, já tinha ido lá em outros momentos e a gente observa a estrutura grande do posto. Eu conversei muito nos últimos dias com o pessoal do Pró-saúde, também com a Secretaria Municipal de Saúde e eles nos colocaram como para todos Vereadores, depois o Vereador Dr. Thiago vai colocar, algumas coisas que de certa forma são os benefícios e o Vereador Tadeu comentou sobre notícias boas, em benefícios que vão trazer para a comunidade, que não dá para gente entender que é uma notícia ruim que vai atender com mais de 90 crianças no contra turno. Não dá para dizer que é uma notícia ruim, que nós vamos atender mais de 90 crianças no contra turno, que também é uma necessidade, conversei com a Secretaria de Saúde conversei com o Senhor Prefeito antes de vir para cá. Porque mesmo sendo Vereador de situação também discordo do Senhor Prefeito em muitas coisas e perguntei para ele, “Senhor Prefeito conversei com uma Senhora lá Industrial e ela me disse que ela está com problema de locomoção, por estar uma idade avançada como é que ela vai fazer para ir até o novo posto e a família tem não tem condições de levá-la, não tem nenhum veículo na família? ” O Prefeito disse, comentou que todas as medidas serão colocadas assim que tiver a necessidade das mesmas toda situação que tiver necessidade de locomoção por algum integrante da família, toda situação que tiver, será certamente compreendida pelo Executivo Municipal, pela Secretaria Municipal de Assistência Social, pela Secretaria Municipal de Saúde e procure esse Vereador e se assim não for. Se tiver alguma situação de locomoção, nós também estaremos presente para que o mais importante possa acontecer, que é a população ser bem atendida, era isso Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Dr. Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite novamente, todos os colegas e em especial nesse momento a comunidade do Bairro Industrial. Gostaria de deixar claro aqui, que desde que vim para essa cidade, há 4 anos atrás, sempre quando solicitado no salão de festa do Bairro Industrial, fiz o meu serviço, fiz meu trabalho, junto às igrejas locais e assim fiz quando nem tinha a intenção de ser candidato a Vereador. Conheci o bairro mais propriamente dito na campanha, onde entrei na casa muitos cidadãos, alguns até que estão aqui, pelo que eu consigo lembrar, identifiquei que o bairro é um bairro composto basicamente e aqui todos os Vereadores que estão a mais tempo na casa aí na cidade sabem, de imigrantes de pessoas trabalhadoras que vieram de outras cidades e assim como eu da fronteira, para ter uma vida melhor aqui na cidade aqui na cidade, na Serra Gaúcha. Então primeiro quero dizer que me dedico muito com esse bairro pela questão de decomposição desse bairro de ser 80% sem dúvida nenhuma de ser imigrantes então, tem uma identificação muito grande, com essas pessoas. E eu gostaria aqui de falar uma frase aqui gente, e os Vereadores aqui, estão talvez mais preocupados do que eu, talvez por não ter conhecimento técnico do que está acontecendo, o Posto de Saúde fechou, o serviço ampliou gente, nós temos hoje, se nós contarmos o número de consultas médicas que será realizado no posto América, vai ser o maior do que tinha antes no posto América e o posto Industrial. O posto América ele foi feito e na sua gênese lá atrás, há três anos, quando foi construído, ele foi construído com o propósito de atender a região inteira, de atender 40 mil pessoas, até 40.000, 35 mil pessoas, ele tem uma capacidade para atender 35 mil pessoas, dá para atender o Bairro América dá para atender o Industrial. Então, primeira coisa que eu gostaria que é que nós tiramos da cabeça que o posto Industrial fechou, o posto Bairro Industrial mudou de lugar, o posto do Bairro Industrial agora é o posto do Bairro América também, é o posto do Bairro América e o posto do Bairro Industrial e nós somamos com isso, aquele posto que vai ser reformado nós vamos lá colocar noventa crianças de contra turno. O Prefeito hoje, ele gasta mais com esse serviço, isso vai sair mais caro, eu não estou entendendo, o Prefeito tirando dinheiro do bolso, para fornecer um atendimento mais digno as crianças e as pessoas e a população está reclamando. Eu acho que isso também o contraponto Senhores Vereadores, o Prefeito está gastando mais, vamos ver quanto nós vamos gastar, quanto o Executivo vai gastar, para fornecer esse atendimento. Eu entendo a população, já falei sou muito identificado com a população daquele bairro e eu quero pedir aqui do fundo meu coração um pouco que vocês deem um pouco de fundamentação nessa decisão do Prefeito e confie nele, confiem nele porque este homem é um homem certo, um homem justo, e um médico. Ele atuou como médico, durante 30 anos nessa cidade, eu tenho certeza que vocês conhecem gente que ele fez o parto, que ele atendeu, de forma seletiva, Vereador Arielson Arsego, de forma seletiva, o nosso Prefeito ele atendeu muita gente de forma seletiva. Porque muitas e muitas vezes ele destinou o domingo que ele tinha para ficar com a família, para atender de forma seletiva, pessoas menos favorecidas no seu consultório de graça, durante 20 anos ele fez isso, de forma seletiva, como o Senhor mesmo pontuou. Ele escolhia pessoas que não tinham não tinham condições financeiras e atende lá no seu consultório. Então eu acho que nós temos que respeitar a decisão do nosso Prefeito, até porque ele está respaldado por 24.000 votos, conforme falou o nosso Vereador Tiago Ilha há pouco tempo. Então a população escolheu e ele tem a caneta para fazer a execução dos fatores e dos trabalhos de nosso município, é dele. Então, gente, nós temos que respeitar, eu sei que a população está um pouco sestrosa, um pouco ansiosa, acabou de sair. Mas eu tenho certeza que o serviço prestado lá no Bairro América, lá no posto, que agora não é mais o posto apenas do Bairro Industrial, é o posto América, Industrial, será melhor e se não for, se o serviço se tornar pior, a população vai vir até nós, até os Vereadores e vai fazer as suas reivindicações. Tinha muito pouca gente do Bairro Industrial, viu Vereador Arielson? Muito pouca, gente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Concluindo Vereador.

VER. THIAGO BRUNET: Muito pouca gente eu achei.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador. A palavra está à disposição, Vereadores por favor, Vereador Arielson, Vereador Thiago, sabemos dos espaços que são destinados aos Vereadores e peço a gentileza que façamos uso desse espaço. Com a palavra o Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente, colegas Vereadores, funcionários da Casa, ainda (falha no microfone) comunidade que está presente nosso reconhecimento e o nosso respeito a todos. Na segunda-feira passada, vamos…

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Só um minuto Vereador José Mário Bellaver. Se o assunto continuar em conversas paralelas eu vou encerrar a Sessão. Sessão encerrada, um boa noite a todos, declaro encerrado os trabalhos desta Sessão.

 

 

Fabiano André Piccoli

Vereador Presidente

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador 1º Secretário

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.