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17/09/2021 10:11:19 - Farroupilha / RS
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Ata 3715 – 09/01/2017

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Fabiano André Piccoli

 

Às 18:00 horas, o Senhor Presidente Vereador, Fabiano André Piccoli assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Alberto Maioli, Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, José Mario Bellaver, Josué Paese, Odair Sobierai, Raul Herpich, Sandro Trevisan, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Brunet, Tiago Ilha.

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Boa noite a todos. Invocando o nome de Deus declaro abertos os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Em aprovação as atas 3.709 de 19/12/2016, 3.710 de 20/12/2016, 3.711 de 21/12/206 e 3.712 de 01/01/2017 os Vereadores que estiverem de acordo. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Gostaria de pedir vistas da ata 3.712 de 01/01/2017, para que a gente poça verificar uma situação aqui e apresentar semana que vem.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Ata 3.712 de 01/01/2017 em pedido de vistas do Vereador JonasTomazini, os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão para a aprovação das demais atas. Aprovadas por todos Senhores Vereadores.

Solicito ao Vereador Sandro Trevisan, 1º Secretário, para que proceda a leitura do expediente da Secretaria.

Solicito ao Vereador Sandro Trevisan 1º Secretário da Casa para que proceda a leitura do expediente da secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

VER. SANDRO TREVISAN:  Boa noite, Vereadores, público. Farroupilha, 09/01/2017. Ilustríssimo Senhor Fabiano, André Piccoli Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Farroupilha. Assunto apresentação de Projeto de Lei. Senhor Presidente ao cumprimentar Vossa Excelência e os demais eminentes Parlamentares, temos a honra de submeter à elevação apreciação dessa egrégia Câmara Municipal de Vereadores, o Projeto de Lei que altera a Lei Municipal nº 3.956, de 27/11/2013 Atenciosamente, Claiton Gonçalves, Prefeito Municipal. Era isso Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Sandro Trevisan. Passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Convido o Partido Progressista – PP para que faça uso da Tribuna. Abre mão do espaço. Convido o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB, para que faça uso da Tribuna. Com a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Gostaria de saudar o nosso nobre Presidente da Câmara, saudar os nossos colegas de Tribuna, agradecer a minha bancada por me permitir o espaço do Grande Expediente, saudar imprensa, autoridades, Senhoras e Senhores. Em primeiro lugar, eu gostaria de proceder à leitura de algumas partes da ata da Sessão de 02/01 que reproduzem a minha fala e a do Vereador Dr. Thiago Brunet, devido ao embate ocorrido nessa Casa. Para fins de esclarecimento do que não ficou bem esclarecido naquela Sessão. Primeiro eu gostaria de ler a fala do Dr. Thiago e a minha logo a seguir, depois a minha explanação. Eu vou ser breve, não vou usar todos os meus 15 minutos. Então o Dr. Thiago referiu-se da seguinte maneira: “Uma questão que eu gostaria de comentar aqui Dra. Eleonora e que se faz pertinente neste momento, quando a Senhora diz que a direção expulsou os médicos do hospital, isso é mentira. É uma vergonha falar isso aí. É uma sacanagem comigo, que estou lá. Eles pediram demissão porque não recebiam o salário a três ou quatro meses. ” Mais adiante ele se refere: “Eu estou há seis meses sem receber o salário lá. Seis meses! E continuo trabalhando. Trabalho de graça. ” Mais adiante o Vereador também coloca mais uma frase: “Sou uma pessoa de ideias simples, pautada em uma política simples, regada aos princípios da democracia, que são igualdade, fraternidade e liberdade. É assim que eu acredito que a política vale à pena Dra. Eleonora, uma política voltada para o bem comum. ” Bem, na realidade a minha fala que acabou suscitado toda essa confusão: “Por último, e não menos importante é o fato de que a greve dos funcionários, Senhores, os pediatras também estão em greve e não ouvi nenhum comentário aqui nesta Mesa sobre isso. Os médicos de outros municípios que não tem compromisso nenhum com essa comunidade estão ocupando os lugares dos nossos médicos que gradativamente foram sendo expulsos do nosso hospital. ” Bem, então como os Senhores veem, foi bem clara a minha explanação, em momento algum acuso o nobre Vereador Dr. Thiago de demissão de seus colegas, até porque o processo de afastamento deles, vem sendo gradativo ao longo dos últimos 4 anos, com substituições por profissionais de outras localidades que não agregam divisas financeiras para a nossa casa nosocomial. Eu estou me referindo aos plantonistas e mais uma vez nada tendo a ver com aqueles que já tem raízes profissionais inseridas nesta comunidade. Devo lembrar ainda Dr. Vereador Thiago Brunet, que o Senhor recebe o seu salário de Diretor Técnico no Hospital, que é regiro pela CLT, sendo assim, o Senhor recebe sim um salário no hospital. O senhor pode estar em atraso, com o salário que o Senhor recebe, pelos seus plantões terceirizados no CO, mas não no que se refere ao total que o Senhor ganha no hospital. Então dizer que o Senhor trabalha de graça, essa também não é uma verdade. Em segundo, eu quero ressaltar que o Decoro Parlamentar deve ser mantido sobre tudo e sobre todos, nenhum de nós necessita aqui de vitrina ou purpurina, como disse o Vereador Tiago Ilha, estamos todos navegando por um mar desconhecido, com ondas gigantes que nos arremessam contra rochedos. A saúde, e especialmente o Hospital São Carlos, são primariamente, coisas novas para todos nós, caiu no nosso colo uma situação impar e a população está esperando soluções. A população espera que a gente consiga fazer alguma coisa para resolver esse problema. Então o desrespeito, a falta de decoro, agir como se nós estivéssemos na Assembleia Federal, onde é motivo de palmas e risos, ataques pessoais, no mínimo é fazer pouco daqueles que votaram nesses Vereadores, que hoje ocupam as cadeiras do nosso Legislativo Municipal. A nossa energia deve ser voltada, ela deve ser gasta na tentativa de buscar melhorias para o Hospital São Carlos, e não flores para o seu funeral. Assim como minha bancada, eu estou aqui para agregar, não para desunir, mas isso, Senhor Presidente, eu espero que o Senhor mantenha e honre a sua posição que o Senhor ocupa e não permita que esses incidentes voltem a acontecer. Teremos embates sim, nós ocupamos sete cadeiras de oposição, mas o respeito tem que ser mantido. A Casa do povo deve ser respeitada. Se não se consegue manter o controle sobre ações, sobre atos, como é que vão conseguir manter controle sobre um governo? Se não conseguirem ouvir contrariedades como vão conseguir exercer a democracia? Se não souberem respeitar os oponentes, como vão saber respeitar o povo? Lembrem-se Senhores, um governante e seus pares provam o seu valor respeitando em primeiro lugar os seus oponentes. Este é o exercício primário da verdadeira democracia. Eu quero lembrar que entre pregar a paz durante uma campanha com cartazes e com frases de efeito e realmente mantê-la após o pleito, existe um oceano de tempereis e de promessas que provavelmente não serão cumpridas. Eu quero lembrar também, mais um pequeno detalhe: se o que foi investido no Hospital São Carlos em 2013, que eram R$ 12.000.000,00, que representava 7,5% do total da arrecadação do município, tivesse sido mantido nesse mesmo índice, durante os anos seguintes, o que hoje seria próximo de R$ 18.000.000,00, provavelmente a dívida do Hospital São Carlos não seria tão grande e o déficit mensal do Hospital São Carlos estaria quase coberto. Então, nós não podemos jogar no colo de outrem aquilo que diz respeito aos nossos governantes. Cedo um aparte ao Vereador Jonas Tomazini.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte ao Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Boa noite a todos, muito obrigado Vereadora Eleonora, pelo aparte. Eu quero só reforçar a sua tese, com algumas informações que nós já tivemos a oportunidade de juntos discutirmos, sobre o Hospital São Carlos e também usando o valor inicial que foi projetado de repasse para o Hospital Beneficente São Carlos, no ano de 2013, que foi de R$ 12.000.000,00, se nós aplicássemos aí uma correção simples, pelo índice de inflação oficial que o Governo Federal utiliza, que é o IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que tem aí 32% de correção nesse período, nós também teríamos um valor de quase R$ 16.000.000,00 para ser repassado ao hospital nos dias de hoje. Também faço um comparativo com o município vizinho. Caxias do Sul, que nesse momento investe 23% dos seus recursos na saúde, enquanto Farroupilha investe 17%. Números arredondados. Também transportando os 23% para Farroupilha, nós teríamos mais R$ 4.000.000,00 por ano para investir no Hospital São Carlos. Muito obrigado.

VER. ELEONORA BROILO: Como disse o Vereador Jonas, com sabedoria, até aplicando, simplesmente a inflação, nós teríamos uma grande parte da dívida resolvida, da dívida não, mas não teríamos um aumento na dívida. Lembrando que inicialmente nós tínhamos uma dívida que não excedia R$ 6.000.000,00 ou R$ 7.000.000,00. De qualquer maneira eu gostaria novamente de lembrar que com o esforço de todos, talvez nós consigamos chegar a algum lugar. Muito obrigado pela atenção de todos.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereadora Eleonora Broilo. Convido o Partido Socialista Brasileiro – PSB, para que faça uso da Tribuna. Abre mão do espaço. Convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT para que faça uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite a todos os presentes na Casa, boa noite colegas de bancada, boa noite Vereadores aqui presentes, colegas de Tribuna, boa noite Senhor Presidente. Gostaria de me manifestar aqui, primeiramente dizendo que sou Diretor Técnico do Hospital São Carlos e que me sinto sim responsável pela crise que o hospital vive hoje, sem dúvida nenhuma eu estou naquela Casa há oito meses e se a situação chegou a onde chegou também sou corresponsável por essa situação. Por isso, digo a todos aqui, meus colegas, Vereadores e a população que está presente, não sairei de lá sem resolver esta situação, ou resolvemos essa situação todos juntos, ou eu estarei lá também na foto fechando aquela Casa que é de todos nós. Meu pai me ensinou “nunca fuja da luta, meu filho” e isso eu levarei pela minha vida inteira e se tiver que ser marcado como a pessoa que estava lá na direção e que fechou esse hospital, serei, não fugirei dos meus princípios, não fugirei da minha ideologia e não fugirei daquilo que mais a gente tem, que é a minha hombridade, que é a única coisa que eu posso levar para a minha vida toda. Gostaria aqui de Dra. Eleonora, de pedir desculpas se por acaso fui desleal, imoral e antiético à Senhora, sinceramente, no calor do momento, nas palavras do meu primeiro dia de Tribuna, me exaltei e vou ter outros momentos que vou me exaltar também, porque conheço a minha personalidade, porque assim sou, pela vontade que tenho em resolver os problemas, muitas vezes, por muitos momentos, as pessoas vão ver aqui um menino que veio de outra cidade, mas que hoje adota essa cidade como sua, exaltado, um pouco nervoso, para que os problemas sejam resolvidos. Não tem como nós resolvermos os problemas de forma calma, a gente precisa de atitude, de coragem para combater os problemas, eu acho que essa situação para mim está resolvida, se fosse o contrário, eu não sou uma pessoa que leva os problemas para casa, eu acho que a gente também tem que tentar deixar os problemas da Tribuna e do microfone, o que é falado, aqui. Porque se a gente for levar rancor para casa, isso vai nos fazer mal, eu não levo, para mim, sinceramente, desculpa novamente Dra. Eleonora, a Senhora quando eu vim para essa cidade me recebeu muito bem, fomos colegas, companheiros, somos colegas ainda, infelizmente por alguns motivos da vida perdemos um pouco de contato, mas com certeza não vamos perder o respeito. Com relação ao Hospital São Carlos, eu gostaria de fazer uma fala aqui e gostaria que me acompanhassem. Em 1867, Karl Marx, uma pessoa idealista e talvez o grande nome do capitalismo moderno escreveu o seu livro O Capital, neste momento ele no O Capital, quem conhece a literatura, ou já leu algum resumo, acho que todos aqui também tem entendimento, ele se dirigiu ao capital e ao capitalismo moderno, na sua teoria ele dizia que todo o proletário, a relação entre patrão e proletariado tem que ser uma relação onde que se tira a mais valia desse proletariado, essa pessoa tem que trabalhar pelo seu salário e produzir um pouco a mais pelo seu patrão. É assim que é essa relação e é assim que as indústrias, os comércios e todos os estabelecimentos dessa cidade mantém esta relação que foi escrita em 1867, há 150 anos atrás. Quando nós temos um hospital, eu continuo com essa ideia e essa ideia eu não vou mudar porque tenho a certeza de que resolvendo essa parte, começamos a resolver o Hospital São Carlos. Quando nós temos, quando eu tenho um consultório e lá eu tenho duas secretárias, a primeira coisa que eu faço quando diminui o movimento do meu consultório, quando eu começo a ter menos pacientes me procurando, é demitir uma funcionária. Demitir uma secretária, para que eu não entre em crise, isso é básico. Então, na relação da mais valia, nós temos hoje um hospital em que o funcionário não consegue devolver a mais valia ao seu patrão, que é o Hospital São Carlos, pelo excesso de números, pela diminuição do número de pacientes que está indo ao Hospital São Carlos, que está procurando e por outros fatores. Então eu acredito em uma refundação do Hospital São Carlos, uma reestruturação radical do Hospital São Carlos, e essa reestruturação não tem como acontecer se não tiver medidas drásticas e lá sejam demitidas, pelo menos, umas 100 a 150 pessoas, nós temos que esqueletisar esse hospital e começarmos a trabalhar através da necessidade. Se mês que vem, daqui a dois meses houver a necessidade de contratar novos funcionários, esses funcionários vão ser contratamos, mas vão ser contratados de forma planejada, de forma organizada e vagarosamente. Eu acredito que hoje o Hospital São Carlos está inchado, a sua folha é de R$ 1.200.000,00, para um hospital deste tamanho, ao meu conhecimento e eu conheço hospitais do mesmo porte, nós temos folhas que chegam a R$ 700.000,000, R$ 800.000,00, não conheço hospital que tenha uma folha maior que R$ 800.000,00. Tem um hospital que tem 106 leitos, lá próximo a minha cidade e a folha é de R$ 700.000,00, porque eu fui atrás durante as minhas férias, fui falar com a diretora do hospital. A nossa folha está exageradamente alta. Quem é culpado disso não é aqui a minha incumbência e não é aqui que me traz a fala, como disse todos os Vereadores estamos aqui para tentar resolver os problemas do hospital. Eu acho que nós temos a obrigação aqui de trazer as situações que vem ocorrendo no Hospital São Carlos e uma das situações que ocorreu no Hospital São Carlos foi a grande greve, a grande manifestação, paralisação, que houve agora no final de ano, paralisação, greve, em um estado democrático é sempre de direito e nós temos que respeitar, o que nós podemos fazer aqui é de certa forma achar que foi um pouco precipitado, achar que foi inoportuno e isso eu acho, isso eu falei com os funcionários lá fora. No momento em que 60% dos hospitais filantrópicos do estado não tem como pagar a folha de dezembro, 39% estão com as férias atrasadas, 27% ainda não cumpriu com o 13º, 42% estão com salários de outros meses atrasados. No momento em que nós temos uma realidade dessas aqui, que saiu no Pioneiro no dia 05/01, onde é uma condição sistêmica, onde não é Farroupilha, não é Caxias do Sul, não é Porto Alegre, é uma condição que vem em todos os municípios presentes, eu acho que a greve, por parte do 13º, por 50% do 13º é no mínimo precipitada, no mínimo faltou diálogo, entendimento desta crise. Minha mãe, repito, é professora estadual e teve o seu 13º parcelado em 12 vezes de forma vertical, não houve diálogo, não houve conversa. É assim e pronto. Então eu acredito que essa greve foi precipitada. A greve ocorreu, foi uma greve legal porque teve a autonomia, a segurança e inclusive a liminar judicial, então é uma greve que é legal, ninguém vai discutir isso aí. A greve foi legal. A greve acabou na última sexta-feira em virtude de uma negociação, onde o Município de Farroupilha mais uma vez coloca dinheiro, adianta o valor da parcela para que as pessoas recebam esse dinheiro, voltem a trabalhar e diante desta situação se normalize a situação do Hospital São Carlos, ao que no meu entendimento, estava já de forma normal, porque nós estamos com déficit de pacientes lá, nós tínhamos uma taxa de ocupação entorno de 30% no momento da greve, porque naquele momento todos os hospitais que perfazem esse estado e esse Brasil, eu não tenho dúvida, eles estão sempre de uma forma ou de outra, com poucos pacientes, porque é perto de Natal, de Ano Novo, se diz que tem uma endemia de saúde durante esses períodos de grandes festas. Então serviu também para mostrar que mesmo diante de tal fato ocorrendo não tivemos nenhum problema maior no hospital, o hospital manteve o seu andamento pleno, manteve todos os seus setores funcionando de forma ordenada e organizada, é verdade com menos funcionários sim, mas isso de forma pedagógica nos mostrou que o hospital precisa sofrer esta reestruturação e essa demissão de forma obviamente planejada e organizada para voltar a andar com os próprios pés. Temos que pavimentar o hospital e isso é um dever de todos nós. O hospital é filantrópico e eu aqui, vou novamente, digo, nós temos uma Prefeitura, eu acredito que a Prefeitura deva conviver com o hospital e não viver para o hospital, a Prefeitura, como a Dra. Eleonora colocou, investiu 7,5% do seu orçamento dentro de um hospital privado, filantrópico e se isso fosse reajustado, ia aumentar com certeza a porcentagem do seu governo, porque a gente sabe que com a crise e a baixa arrecadação que houve dos impostos, o orçamento permaneceu quase o mesmo nos últimos 4 anos. Então se nós fossemos chegar em R$ 18.000.000,00 hoje, nós teríamos talvez 12% do orçamento indo para um hospital privado, não concordo. Temos um hospital aqui perto, hospital de Lajeado, não sei se a Senhora conhece Dra. Eleonora, é um hospital que eu conversei com o seu Diretor Administrativo, agora também nas minhas férias, é um hospital que tem o mesmo número de leitos que o Hospital São Carlos, tem 111 leitos, o Hospital São Carlos tem 108, ou seja, é da mesma dimensão. Esse hospital recebe da Prefeitura de Lajeado R$ 290.000,00, provando que é um hospital mais organizado, provando que nós como direção também estamos desorganizados dentro do hospital e precisamos nos organizar, para nos organizar hoje, frente à crise, repito: não tem outra forma. Temos que pavimentar o hospital e essa pavimentação não existe maneira de ocorrer sem essa demissão, para que a gente possa sim encontrar onde estão os males do hospital. Nós temos que diminuir ele, no tamanho dele, para poder crescer. É como uma sanfona, para tu fazer a nota tem que diminuir ela e depois tu fazer a nota, faz o grito lá em cima, como conhece o nosso Gaúcho aqui. Bom, gente, eu acho que frente a esses números e frente a essas condições, nos resta realmente debatermos aqui com a comunidade, obviamente, com todos os Vereadores aqui presentes, para que em breve, num período curto de tempo, encontremos uma solução. Existe uma possibilidade de os empresários da cidade darem uma ajuda, eu já fiz algumas situações assim, que acho pertinente, acho que daqui a pouco se algum grupo de empresários nos emprestar sua parte financeira, outro a parte de Recursos Humanos, outro a parte administrativa, não dando dinheiro para o hospital, porque eu não acho que isso seja legal também, eu acho que o dinheiro a gente tem que ir buscar, mas nos prestando favores, nos prestando serviço, se o hospital pudesse buscar, vamos supor algum grupo de empresários, a parte de hotelaria, o que eles receberiam em troca? Daqui a pouco colocasse a logomarca nos lençóis, na sua cama, dentro dos quartos. Então assim, publicidade, comprar publicidade dentro do hospital, eu acho que a gente tem que prever métodos anti normais para sair da crise, não adianta a gente ficar com aquele feijão com arroz, nós temos que criar ideias inteligentes, ideias resolutivas, para que sim, nós possamos sair da crise, eu tenho certeza que em breve o hospital vai voltar a caminhar com as suas próprias pernas como era na época em que o Vereador trabalhava ali, na época em que as condições também eram um pouco melhores, porque o custo hospitalar era bem menor do que hoje. É isso aí colegas. Um grande abraço.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Thiago Brunet. Convido o Partido Republicano Brasileiro – PRB para que faça uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, caros colegas Vereadores, Vereadora, pessoas que nos acompanham. Queria primeiramente cumprimentar algumas pessoas que prestigiam essa Casa, através da sua presença, do seu compromisso como cidadão, de estar aqui nos apoiando. Eu quero dizer quer fico muito feliz de ver a nossa Câmara de Vereadores, Vereadores, com participação de pessoas importantes da nossa comunidade, que eu gostaria de fazer uma breve saudação. Queria começar saudando, obviamente, a minha noiva Carla que está aqui nos acompanhando, a que manda lá em casa as vezes, os meus amigos Republicanos, meu Vice-Presidente do PRB, Paulo Teles que desempenha um trabalho muito importante na Secretaria Municipal de Saúde, a nossa tesoureira Fernanda, nosso Vice-Presidente Horácio, que está aqui conosco, o nosso amigo que está à frente em um trabalho novo, junto a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, o Adriano Colferai, meu amigo Pudim, amigo da tradição e um grande profissional da área de educação física. Queria saudar os demais partidos aqui, o nosso Secretário de Gestão Vandré, que tem através da sua experiência como Vereador, passado de forma semanal a nós Vereadores, que estamos chegando agora, né Vereador Odair? Muitas orientações sobre o andamento da Casa têm sido muito importantes. Ele e o Fábio têm nos munido de bastante informação. Isso é importante para que o Vereador possa estar aqui trazendo, quando até mesmo a nossa oposição no pedir informações sobre alguns assuntos, a gente está bem abastecida. Saudar o meu amigo Graxinha que está aqui, suplente de Vereador, os demais suplentes, a Renata Trubian, líder da REDE SUSTENTABILIDADE, meu amigo Edson Barbosa, enfim todas as pessoas que estão aqui e os amigos da imprensa. É claro que eu gostaria de estar nessa Casa e vou estar logo aqui na frente, ah, queria fazer uma saudação não menos importante, muito especial, a minha amiga Nádia Emer Grasseli, que todos os dias ao meio-dia, conversamos, algumas vezes rapidamente, né Nádia? Sobre assuntos importantes da nossa comunidade e eu conto muito com seu apoio Nádia, porque sei que você ama essa terra, ama essa cidade, você com as suas ideias tem muito a contribuir e esse Vereador e essa bancada está à sua disposição, viu Nádia? Nós temos que pensar no coletivo, e eu acho que esse é o seu pensamento também. Gostaria muito Senhor Presidente, vou estar aqui nessa Casa falando sobre tradição e um amigo meu essa semana me chamou para um mate e disse: “Tiago, na primeira semana se falou só de saúde, queremos que falem em tradição” mas eu vou falar em tradição, sem dúvida nenhuma, uma bandeira já está em análise nessa Casa, alguma sugestões desse Vereador para essa área que respeito e que tenho uma enorme admiração, mas hoje o meu assunto vai ficar também na área da saúde Dr. Thiago, porque eu acho que é papel nosso, do Vereador estar atento a situações que envolvem a nossa comunidade. Afinal, nós fomos eleitos pelo voto das pessoas, que tinham Vereador Tadeu, uma expectativa no nosso trabalho, que pudéssemos defender os interesses dela, e o interesse nesse momento norteia sobre a saúde, em especial ao Hospital Beneficente São Carlos. Então aqui eu quero relatar um breve relato. O nosso amigo Republicano Paulo, está com a mãe adoentada, sofreu na última semana um AVC e está hospitalizada no Hospital São Carlos, no setor de UTI e eu estive junto com a família, por ser muito amigo, acompanhando essa situação. E lá dentro do hospital, até eu quero preservar aqui, Dra. Eleonora, e depois eu quero pedir auxílio a Senhora, se a Senhora conhece essa funcionária, estava eu e o Paulo no corredor aflitos com a situação grave de saúde que estava a mamãe do Paulo, Dona Gabriela, e uma funcionária Senhor Presidente, viu nós comentando da situação e ela disse: “Você é o que dessa família? ” Eu falei “eu sou amigo da família” e ela disse para mim e para o Paulo “vocês tem que pegar a mãe de vocês e levar para outro hospital porque aqui ela vai morrer”. Aí eu olhei seriamente para aquela pessoa Vereador Tadeu e Josué e eu disse que eu não a conhecia e eu perguntei para ela o seu nome e ela me disse, aqui por uma questão de ética eu vou segurar o nome, mas depois individualmente se algum Vereador quiser, eu faço questão de falar, e pedi a função que ela tinha no hospital, ela era uma funcionária da Casa de Saúde. Então se a funcionária da Casa de Saúde joga contra o time que ela mesma está recebendo para defender, tem alguma coisa errada Dr. Thiago. Quando tu falas em demissões tem que se rever caso a caso, porque se a pessoa veste a camisa, se ela é do time, ela tem que defender o time, se o meu time vai mal, eu defendo aquele time. Se ele tem problemas eu admito os problemas, admito as dificuldades, mas eu o defendo e eu não posso trabalhar e receber o meu salário e estar lá na função que a mim foi dirigida e criticar dizendo que “ou vocês levam a mãe de vocês para outro hospital, ou ela vai morrer aqui”. Lá estava eu e o Paulo, pessoas que conhecemos a situação e nós falamos para essa pessoa que isso não ia acontecer e graças ao bom DEUS também e a equipe maravilhosa do hospital, não aconteceu. Mas eu fico perguntando se é uma outra pessoa, Vereador Arielson, que está lá, buscando um atendimento na saúde, está buscando ser atendida e o próprio funcionário diz “vocês vão embora porque aqui vão morrer todos”. Se a situação está como está, é uma situação grave? É uma situação grave. É uma situação delicada? É uma situação delicada. Mas nós temos que jogar no mesmo time. Por falar em jogar no mesmo time, eu acho e depois vai ser debate no Pequeno Expediente, onde estarei apresentando requerimento nessa Casa, para a criação da Frente Parlamentar de Apoio ao Hospital Beneficente São Carlos, com o objetivo de que nós Vereadores possamos entrar no olho no furacão, no olho da discussão. Para que de forma conjunta e sem olhar as cores partidárias, nós possamos nos envolver diretamente na situação. Mas, para auxiliar, para não estar buscando culpados nesse momento, para estarmos buscando uma saída, porque eu não gostaria de nesse momento, Vereadora Eleonora, que estou como Vereador dessa Casa, ver o hospital da minha cidade fechado, e eu tenho certeza que não é vontade de nenhum dos Senhores que foram eleitos pelo voto popular. Então se a gente está nessa condição, se o destino nos deu Dr. Thiago, essa condição de estarmos aqui, em frente talvez do momento mais delicado da saúde, nós temos que nos dar as mãos e buscarmos alternativas, bom a Câmara de Vereadores não tem a gerencia administrativa sobre o hospital, mas ela tem uma força política concedida pelo voto popular e essa força política tem que se fazer valer neste momento. Depois sobre esse requerimento usarei a defesa do mesmo para falar um pouco mais, mas finalizo complementando os números que o Vereador Dr. Thiago trouxe aqui. Essa matéria da jornalista Juliana do Pioneiro, no dia 05, ela é muito ilustrativa e ela nos fala de R$180.000.000,00 em atrasos do Governo do Estado a hospitais filantrópicos do RS. Nós não temos que dizer que a Prefeitura, o município ou o Prefeito não tenha que ser protagonista, e eu entendo quando algumas pessoas cobram que houve intervenção, que houve uma palavra protagonista do Prefeito em resolver a situação, houve e jamais vão nos negar isso, mas eu acho que é o momento de esquecermos de achar de quem é a culpa. Eu sei dizer hoje e digo isso com garantia que o município repassa em dia, tudo o que tem que ser repassado ao hospital e é um bom valor, um considerável valor, que eu falei aqui na semana passada de R$12.000.000,00 por ano. E está pagando em dia, aliás, agora nesse mês, isso foi o motivo da volta da greve ao trabalho, o Dr. Thiago trazia aqui, o município está antecipando o valor, para que o hospital possa cumprir e assim andar o funcionamento normal da Casa de Saúde. Então a situação é delicada sim, eu acho que não só o Governo Estadual, como o Governo Municipal tem as suas dificuldades, mas talvez se os Vereadores acharem por bem essa Frente possa estar não só junto ao município, junto ao Estado e ao hospital, buscando saídas pertinentes para a situação da saúde. Quem sabe é mais uma força ativa. Cedo um aparte ao Vereador Thiago Brunet.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte ao Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Rapidamente aqui para relatar e para complementar o que o Vereador Tiago Ilha, nosso amigo está relatando, na quinta-feira passada, eu e o Senhor Isaías, Diretor do hospital, estivemos em Porto Alegre, fomos recebidos de forma muito republicana pelo Francisco Pasa que é o Diretor do DAHA – Departamento Ambulatorial e Hospitalar do RS. Nós tínhamos como solicitação alguns repasses do SAMU, da questão da psiquiatria, da saúde mental e mais algum que eu não me recordo, os três repasses juntos totalizavam mais ou menos R$ 90.000,00. Até fomos atendidos, parece que hoje entrou uma verba do Estado, fomos atendidos ao nosso pedido, mostrando que alguns repasses do mês de março, março e abril que estavam em atraso, e esses repasses entraram no hospital.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Thiago Brunet.

VER. TIAGO ILHA: Obrigado pela informação Vereador, e eu quero finalizar, Senhor Presidente, com dois pensamentos, que falam muito sobre a questão do comprometimento. Comprometimento individual há um esforço conjunto, é isso o que faz um time funcionar, uma empresa funcionar, uma sociedade funcionar, uma civilização funcionar. O que importa é o grau de comprometimento envolvido na causa e não o número de seguidores. Era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

 PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha. Convido o Partido da Rede Sustentabilidade para que faça uso da Tribuna. Com a palavra o Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, quero dar uma saudação especial a esse povo maravilhoso que veio nos prestigiar e aqui eu quero de antemão dizer que além de todos os Vereadores que nós temos aqui, nós temos um Vereador que se destaca nessa Casa, que é o Vereador Tadeu. Mas de que maneira ele se destaca? Além de todas as qualidades que ele tem, ele tem aquele jeito pacifico de conversar, de dialogar, que isso é uma coisa muito importante, porque às vezes inclusive eu e o Vereador Arielson gritamos na Tribuna, eu acho até que é um bom exemplo para nós Vereadores se espelhar naquelas qualidades que o Vereador Tadeu tem. Mas, primeiro lugar eu quero dizer aqui que eu ouvi atentamente as colocações dos Vereadores que me antecederam e eu devo dizer o seguinte: que uma empresa quando os funcionários não produzem para se pagar, evidentemente que ela quebra. Isso é notório e é fantástico. Eu ouvi atentamente, inclusive na Sessão passada, do Vereador Jonas Tomazini, que é uma pessoa que eu tenho grande admiração, pelo conhecimento principalmente na parte burocrática, de números, que aonde dizia que o nosso Prefeito antecipava o dinheiro e agora veio dizer que se o Governo repassava tanto, nós poderíamos estar repassando R$ 1.800.000,00 por mês ao Hospital Beneficente São Carlos. Só que tem o seguinte, de onde nós iríamos tirar esse dinheiro? Da educação? Porque isso aqui amanhã ou depois vocês vão entrar e dizer que está começando a faltar cascalho, asfaltar tal rua, isso é notório. É o direito da oposição fazer isso, mas eu aqui inclusive usei essa Tribuna porque eu quero, agora não sei se é a Comissão de Educação, ou se é a Frente Parlamentar que vai ser criada, de fazer o meu pedido aqui, porque eu quero fazer o meu pedido? Porque eu vejo aqui que já comentei na Sessão passada, a disparidade de verbas de municípios. Por quê? Porque queira ou não queira nós temos um representante que nos representa na Assembleia Legislativa, independente de cores partidárias, é o primeiro aval para o Município de Farroupilha, o nosso Deputado Álvaro Boessio. E eu quero dizer aqui, porque eu digo isso? Porque o Álvaro Boessio daqui dois anos é de novo candidato, ano que vem está aqui pedindo voto, com todo direito e razão. Eu não votei no Álvaro Boessio só por uma razão, que eu tenho compromisso sério com o Kalil, mas meus filhos votaram no Deputado Álvaro Boessio, “Nós vamos votar no Deputado Álvaro Boessio, porque temos uma grande admiração, além de ser nosso amigo, nós temos o direito, nos encontramos seguido e ele é de Farroupilha” então o que eu gostaria de dizer, é que eu não sei se é uma Frente Parlamentar, ou se é a Comissão da Educação, que a Casa tem que marcar uma audiência com o Deputado Álvaro Boessio, com nossos administradores, nós temos lá o Ademir Baretta que é uma pessoa muito querida que tenho grande admiração, ou até com o nosso Governador, porque essa disparidade, aqui eu vou fazer um comparativo: habitantes – base de 60mil habitantes, 65 mil, então aqui Cruz Alta 2013 – R$ 19.000.000,00, 2014 – R$ 20.000.000,00, 2015 – R$ 20.000.000,00, Farroupilha 2013 – R$ 4.000.000,00, 2014 – R$ 10.000.000,00, 2015 – R$ 1.000.000,00. Não precisa dizer mais nada onde que está a diferença. Por que o nosso Hospital Beneficente São Carlos está endividado. E assim é em um monte de cidades, Parobé, Lajeado, Sapiranga, Santo Angelo R$ 24.000.000,00 e tem 79 mil habitantes. Farroupilha nós temos já 75 mil habitantes, então é muita coisa e nós temos um representante em Porto Alegre. Independente de cores partidárias nós temos que marcar uma audiência, para irmos lá e dizer “o povo de Farroupilha quer contribuição do Governo do Estado, tanto quanto se for possível aos outros municípios que nós temos na nossa região. Era isso que eu queria deixar dito aqui. Eu ouvi um comentário essa semana aqui do Deputado Vinícius Ribeiro, na Rádio Spaço dizendo que ele achava um absurdo os parcelamentos do Governo do Estado com pessoas que trabalham no ramo do serviço público estadual. Ele disse “porque que também não pagam parcelado o nosso salário? Salário de juiz, promotor, todos esses casos? Mas me parece ouvir de alguém, esta semana, que existe uma Lei, que eles têm amparo, que no fim de cada mês eles têm o direito garantido, que são obrigados a pagar todo esse povo. Parece que existe um dispositivo, que são obrigados a serem pagos, não passar nem pelo governo estadual. Mas ele fez um belo comentário que eu achei muito bonito e seria de dividir, tanto para aquele que ganhou R$ 1.000,00, que nem aquele que ganha R$ 40 ou R$50.000,00, que seja dividido parcelado igualmente. Bom, agora eu vou falar um pouco a respeito de Governo Federal que eu comentei aqui na semana passada e nós estamos falando sobre saúde. Eu pregava que todos vocês não estavam aqui na Sessão passada, que eu pregava na minha campanha a 10 anos atrás, que todas as Universidades de Medicina deveriam ser federalizadas. Hoje o Brasil, se todo mundo tivesse feito, quem passa no vestibular, vai fazer medicina e depois até que termina de pagar sua faculdade vai trabalhar meio dia para o governo e meio dia para eles, nós não teríamos no Brasil, uma saúde sucateada que nem nós temos hoje. E assim, eles estão falando hoje também da previdência. Eu tenho minha ideia particular, por isso que até eu gosto de ser um parlamentar, porque para mim, quando é aposentado o marido, ou a mulher, principalmente esses grandes salários, morre o marido, morre a aposentadoria, morre a mulher, morre a aposentadoria. Porque eu digo isso? Porque tem gente ali, aposentados que ganham uma fortuna e são aposentadorias vitalícias, passa para mulher, para filho e assim por diante, isso aí que causa esses rombos fantásticos na previdência. Eu acho que quando um, está aposentado, se está solteiro ele vive com a aposentadoria dele e se é casado, quando morre, morre a aposentadoria, não passa para a, b, ou c e eu não vou falar sobre a aposentadoria de agricultor de R$ 1.000,00, mas essas aposentadorias de 20, 30, 40 mil reais gente é repassada e muitos são vitalícios. Aí que está o rombo do nosso Brasil. Mais ou menos era isso a minha manifestação que eu queria fazer nesta noite. Cedo um aparte ao Vereador Jonas Tomazini.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte ao Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Obrigado Vereador Alberto Maioli pelo aparte que você me concede, eu só quero utilizá-lo para esclarecer alguns dos números que o Senhor coloca, quando citou que a gente trouxe aqui tanto na Sessão da semana passada como nessa. Primeiro, nunca falei de R$ 1.800.000,00, ta? Que fique claro que o que foi é o seguinte Vereador Alberto, eu vou tentar explicar, embora tenha pouco tempo. R$ 12.000.000,00 foi repassado em 2013, se nós só aplicássemos a inflação, o mesmo que foi aplicado no salário dos servidores do município, por exemplo, que deve ter sido o IPCA, ou IGPM, hoje esse valor seria R$ 16.000.000,00 que daria um milhão trezentos e alguma coisa por mês, e não R$ 1.800.000,00 como o Senhor relatou. O que eu coloquei também Vereador Alberto, é que como a gente tem uma situação em todo estado, eu fiz um comparativo com Caxias do Sul, que é o nosso município mais próximo. Caxias do Sul investe, os dados de janeiro a outubro de 2016, 23% em saúde e nós investimos 17%.  Quem sabe essa diferença que nós investimos a menos aqui no município tenha feito os problemas do hospital no ano passado. Muito obrigado pelo aparte

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Jonas Tomazini.

VER. ALBERTO MAIOLI: Se o Governo Estadual repassasse tanto quanto repassa o Governo Municipal, nós sobraríamos todos os meses um monte de dinheiro no Hospital São Carlos. Só isso eu digo. Cedo um aparte ao Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Obrigado pelo aparte Vereador, apenas eu gostaria que fosse, já que vai ser marcado essa audiência, que fosse também aproveitado para que fosse visto a verdadeira dívida que o Estado tem com o Município. Uns falam em R$ 1.000.000,00, outros em R$ 10.000.000,00, então que fosse aproveitado essa audiência aí para que seja visto também a dívida que o Governo tem com o município. Obrigado pelo aparte.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALBERTO MAIOLI: É, mas eu acho que é uma coisa muito importante, muito boa e eu estou vendo que todos os Vereadores aqui estão engajados inclusive para resolver o problema da saúde do Município de Farroupilha, para dar um andamento para o nosso hospital para dar um bom atendimento ao nosso município. Que eu acho que independente de qualquer coisa, nós temos que tratá-los e atendê-los com muito carinho e amor. Era só isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli. Eu convido o 1º Vice dessa Casa, Vereador Dr. Thiago Brunet, para assumir os comandos da Casa, para que eu possa fazer uso da Tribuna em nome do Partido dos Trabalhadores.

1º VICE-PRES. THIAGO BRUNET: Com a palavra então, o Vereador Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente, boa noite aos colegas Vereadores, Vereadora Dra. Eleonora, funcionários da Casa, imprensa, convidados. A pauta não pode ser outra, a não ser nesse momento saúde ou Hospital São Carlos. Queria fazer algumas considerações e dividir algumas das minhas preocupações. Os investimentos do município para o hospital, eles vêm crescendo de forma exponencial. 2013 foram R$ 12.000.000,00, 2012 se eu não me engano foram R$ 7.000.000,00, 2011 foi entre 4 e R$ 5.000.000,00, se eu não estou enganado, 2010 foi 3 milhões e alguma coisa e 2009 foi R$ 1.800.000,00, R$ 2.000.000,00, se eu não me engano são aproximadamente esses valores. Os repasses do município para o hospital. Aonde nós vamos parar? O Vereador Jonas Tomazini traz o aumento que o município deveria ter passado, levando em consideração algum índice inflacionário e eu me pergunto Vereador Jonas, aonde nós vamos parar? Até quanto desse recurso que o município passa é investido para o cidadão farroupilhense? Um debate que nós tivemos na semana passada com a Dra. Eleonora, ela me falou ao pé do ouvido que o Estado paga pelo serviço que é feito. Será que é justo Vereador Jonas, o Estado, independente de quem seja o Governador, mas o Estado como União Federativa, ou o Governo Federal, repassar para o município o valor do serviço que é feito e o Município de Farroupilha, ter que aumentar o repasse seguindo a inflação? Será que a nossa base de repasse de R$ 12.000.000,00 condiz com o serviço que é prestado para o cidadão farroupilhense? Na mesma oportunidade o nosso Chefe de Gabinete José Adamoli comentou quer o município está repassando entorno de R$ 1.000.000,00 sendo que entorno de R$ 450.000,00 é para a manutenção e custos fixos e R$ 500.000,00, R$ 550.000,00 para a compra de serviços. Se a nossa folha do hospital é R$ 1.200.000,00 nós temos um déficit só da folha, de R$ 700.000,00, alguma coisa errada tem com o nosso hospital. A Nádia que é uma das contadoras mais experientes dessa cidade, tem um furo nessa conta Nádia. Aí a gente sabe que você estava lá dentro e pode ajudar e muito a achar esse furo. Então não é justo Vereador Jonas, nós cobrarmos do município. Hoje é o Prefeito Claiton que está lá, daqui quatro anos poderá ser o Pedro, o Paulo, aonde que vai parar essa conta? Se nós subirmos a inflação, todo ano de repasse para o hospital, em 2020, 2021 nós vamos repassar quanto? Eu não cheguei a fazer essa conta, mas R$25.000.000,00? E eu quero fazer um comparativo, não que a saúde ou alguma outra área seja mais ou menos importante, a saúde é fundamental e o município deve, e tem a obrigação de investir na saúde, o que é constitucional e também o que falta para atender o cidadão. Mas comparando a 2016, o município repassou R$ 12.000.000,00 só para o hospital. Os investimentos realizados na Secretaria que eu estava comandando, nos quatro anos, de recurso livre, chegavam a R$ 1.500.000,00. Não se compara a saúde com o turismo, mas são recursos livres que saem do caixa, que poderiam ser investidos em educação, em saneamento básico não, porque é dever do Estado, mas na educação infantil, na melhoria das nossas estradas, enfim, em inúmeras áreas poderia ser investido. Então, a minha preocupação é essa. Quanto desses R$ 12.000.000,00 que o município está investindo anualmente no hospital, são verdadeiramente gastos com a saúde do farroupilhense? Eu não sei essa resposta. E acredito que nós deveríamos ter, porque é inadmissível se R$ 1,00 desses R$ 12.000.000,00 esteja sendo investido com a saúde de pessoas de outras cidades. Nós temos que ser solidários, mas primeiro nós temos que olhar para o nosso município. Nós não podemos usar o recurso dos nossos tributos investindo com a saúde das cidades vizinhas. É responsabilidade dos Prefeitos das cidades vizinhas pagarem a saúde do seu cidadão. “Conviver com o hospital e não viver para o hospital”.  Muito bem Dr. Thiago. Essa frase é de muito efeito e nós temos que levá-la para o nosso dia-a-dia. O Prefeito Claiton não pode ter todo o seu recurso livre destinado ao Hospital São Carlos, a capacidade de investimento do município para obras e algumas outras ações, não passa de R$ 5.000.000,00 ou R$ 6.000.000,00. Então nós estamos deixando de investir e o Vereador Alberto Maioli trouxe muito bem, ali na frente nós teremos buracos, falta de espaço nas escolas de educação infantil, falta brita, falta máquina, falta óleo, um gestor tem que olhar para a sua cidade como um todo, olhar 360º e não focar, Vereador Jonas, somente em uma área sendo que nós não sabemos verdadeiramente qual que é o valor gasto com o farroupilhense. Se nós tivéssemos um recurso livre de forma muito abundante, poderíamos ser solidários, mas nós temos que olhar primeiro para o cidadão farroupilhense. Nós temos certeza que o cidadão farroupilhense não está sendo bem atendido. Se o hospital tiver que voltar ao tamanho de 2007, 2008, que volte e depois se faça novos convênios, com o Governo do Estado, se atenda a outras complexidades. Então nós temos que pagar a conta e passar a régua. Essa é a opinião desse Vereador. Em relação à matéria, essa matéria saiu também no jornal Zero Hora, no dia 05/01, foi pauta no Jornal Pioneiro e no Jornal Zero Hora. A entrevista com o Diretor da Santa Casa de Uruguaiana, Giovani Cravo, sobre o hospital que atende 96% SUS, é perguntado a ele: “Como está a situação na Santa Casa? ” “Gravíssima, estamos com parte dos funcionários em greve há 30 dias, ainda não fiz o pagamento da folha de novembro, nem do 13º, não sei como vou pagar a folha de dezembro. Aí na entrevista se pede: “qual é o valor em atraso? ” “Temos em atraso pelo menos R$ 3.500.000,00 a receber do Governo do Estado” então a situação é meio generalizada e nós não podemos penalizar única e exclusivamente o Prefeito da cidade que cumpriu o que o orçamento previa no repasse para o Hospital São Carlos. Então acredito que é uma boa, Vereador Thiago, nós formarmos essa Frente Parlamentar, mas nós temos que ir atrás talvez com essa Frente, de mais informações, para poder cobrar do Governo do Estado, cobrar do Município, cobrar do Governo Federal, qual que é a responsabilidade de cada um desses entes. Agradeço a atenção dos Senhores, muito obrigado Senhor Presidente. Boa noite. Um aparte ao Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Depois nós vamos discutir o requerimento nº 009 da Frente Parlamentar, é só para dar um alerta já, nós temos uma Comissão da Saúde, que faz parte o Dr. Thiago e a Dra. Eleonora e o Vereador Tadeu e quando é feita uma Comissão, escolhido os 3 membros, qualquer Vereador pode participar, em uma visita, uma reunião, qualquer coisa. Então eu não sei, depois nós vamos discutir esse assunto, se é necessária essa Frente Parlamentar, porque já existe uma Comissão da Saúde. Muito obrigado.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Josué Paese Filho. Cedo um aparte ao Vereador Jonas Tomazini.

1º VICE-PRES. THIAGO BRUNET: Aparte cedido

VER. JONAS TOMAZINI: Obrigado Vereador Fabiano Piccoli, eu quero só pela citação, fazer novamente um esclarecimento e dizer que quando a gente fala de percentuais, principalmente esse percentual de 17% investido na saúde, foi o que aconteceu no ano de 2016, de janeiro a outubro e se nós retirarmos um valor do Hospital São Carlos que foi repassado R$ 12.000.000,00 provavelmente R$ 10.000.000,00 até o dia 31 de outubro, o município poderia daqui a pouco nem atingir os 15% constitucionais de aplicação de recursos na saúde, considerando que, pelo o que eu trouxe aqui o Município de Caxias do Sul 23%, o mínimo constitucional para investimentos na saúde é 15 e nós estávamos liberando apenas os 17%. Então se nós não tivéssemos os recursos do Hospital São Carlos na sua quantidade, nós poderíamos ter até algum risco de não cumprir esse percentual. Eu só quero também colocar que muitas vezes quando a gente coloca aqui explicações, e nós vamos discutir isso de uma maneira extremamente democrática, a gente percebe que parece que nós estamos falando de um governo que iniciou agora na semana passada e está buscando diagnóstico, explicações, mudanças. Nós estamos falando de um governo que já tem quatro anos e uma semana.

1º VICE-PRES. THIAGO BRUNET: Passo a palavra ao Vereador Fabiano Piccoli.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente e Vereador Jonas, a questão dos índices, nós temos que olhar a base dele, nós temos um repasse de R$ 12.000.000,00, antes de nós aplicarmos um índice, nós temos que ver o quanto desse valor, se é uma subvenção, está bom, foi como uma subvenção, mas o município está contratando serviços e pela fala do Chefe de Gabinete, está pagando uma parte da subvenção para custos fixos e uma parte compra de serviços. Então essa inflação, esse IPCA é em cima do que? Da compra de serviços? Quanto de serviços o município está comprando? Então, são essas questões que eu digo que não podemos generalizar e somente aplicar um índice de reajuste em cima de um valor, sem saber todas as informações. Em relação a questão de ser um governo novo, ou nem ser um governo, um governo é muito flexível e a cada ano, novas informações vem, novos problemas vem, e nós estamos aqui para sim, questionar, estamos aqui sim para criticar, e não estamos aqui para passar a mão na cabeça de ninguém. Não é a minha postura essa, se nós tivermos que criticar o governo, nós vamos criticar, se nós tivermos que buscar informações nós vamos buscar, porque governos passados também ficaram mais de um mandato e não conseguiram resolver todos os problemas, não conseguiram sanar todas as dúvidas, essa que é a mobilidade da política, a mobilidade do dia-a-dia. A cada dia que passa em uma Secretaria você tem novas informações, você tem novos problemas, e você sabe disso, você foi Secretário. Então, estamos aqui para isso, para discordar, para debater e para encontrar soluções e apontar caminhos. Seja para o Executivo, seja para nós no Legislativo. Muito obrigado Senhor Presidente. Boa noite.

1º VICE-PRES. THIAGO BRUNET: Passo a palavra para o Presidente Fabiano André Piccoli.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado 1º Vice-Presidente Thiago Brunet. Passamos ao espaço destinado ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, colegas Vereadores e Vereadora. Apresento na noite de hoje à essa Casa o requerimento da bancada do PRB, onde pedimos a essa Casa, a criação da Frente Parlamentar de Apoio ao Hospital Beneficente São Carlos, acho pertinente, no espaço anterior onde o Vereador Josué faz uma colocação até interessante sobre termos já a Comissão de saúde e meio ambiente, que debate temas ligados a essa área, pensei eu em trazer esse requerimento à Casa para que essa Frente Parlamentar de Apoio ao Hospital Beneficente São Carlos fosse especifica ao tema que é de cada cidadão dessa cidade. Que é conversa de padaria, no mercado, nas prosas, em qualquer lugar o assunto é o Hospital Beneficente São Carlos. Eu acredito que a Frente Parlamentar, prevista no regimento interno, vai dar um momento, Senhor Presidente e Vereadores, para que a gente possa discutir esse assunto e aproveitar essa Casa que representa todo o poder político constituído aqui na Câmara de Vereadores, de todos os partidos, a Frente Parlamentar como diz o Regimento Interno pode ter um indicado por cada bancada, teríamos todas as bancadas representadas, Dr. Thiago, e poderíamos fazer a frente sem dúvida nenhuma estar no olho do furacão, discutindo esse assunto e como disse o Presidente, depois de constituída, definir a sua presidência, enfim os seus membros e possa estar levando esse assunto não só ao hospital, ao Governo Municipal, Estadual e trazendo a essa Casa uma participação importante e extremamente colaborativa, sem olhar cores partidárias e pensando no bem comum. Essa foi a minha iniciativa e a iniciativa desse requerimento, Senhor Presidente. Peço que a Casa coloque em apreciação.

PRES. RAFABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha. Colocamos em votação o requerimento nº 09/2017 de autoria do Vereador Tiago Ilha.  Encaminhamento de votação, Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Senhor Presidente, cumprimentar as pessoas que estão aqui presentes nessa noite, dizer Vereador Tiago, se nós temos uma Comissão de Obras, por exemplo, vamos partir para o outro lado, uma Comissão de Agricultura, e se der um problema lá, nós vamos criar uma frente aqui, então não há necessidade das Comissões. Eu acho que essa Comissão de Saúde e Meio Ambiente, volto a repetir, com três especialistas, dois médicos e o Vereador Tadeu que é quase médico, porque viveu 37 anos junto com hospital e junto com os médicos, conhecedor do assunto. Eu não vejo a necessidade, estou preocupado sim com o Hospital São Carlos, que na segunda-feira passada, dia 02, eu levantei o assunto nessa Casa, na Tribuna sobre a saúde. Eu acho que nós estamos atirando até alguma coisa dessa Comissão, eu acho que a Comissão pode fazer essa frente, naquilo que eu vi aqui, nas suas intenções, que são ótimas, mas eu acho que a frente pode levar esse caso para frente e os Vereadores que estiverem interessados podem participar, ir lá no hospital, conversar, ver o que está acontecendo, porque isso, porque aquilo, porque tem 150 funcionários a mais, porque a folha está tanto, porque só tem 40% de leitos ocupados de 110 ou 114. Então, sinceramente Vereador Tiago, com todo respeito, eu não vejo a necessidade de criar essa frente. Eu acho que nós estamos tirando até poderes da Comissão de Saúde. Acho que a Comissão tem que se reunir na sala de reuniões, reunir todos os Vereadores e começar a trabalhar sobre o Hospital São Carlos. Realmente nós temos que começar a trabalhar. Nós aqui dessa Casa temos que mostrar, agora criar mais uma Frente, o Hospital São Carlos é saúde, saúde é Hospital São Carlos. Então eu acho que a gente está muito bem representado na Comissão de Saúde. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Josué Paese Filho. Encaminhamento de votação, com a palavra o Vereador Arielson Arsego, bancada do PMDB.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores e demais presentes, bom, primeiro dizer, o Vereador Fabiano André Piccoli comentou e cumprimentou a Nádia e falou que a Nádia era uma das mais conhecedoras contabilistas, e eu concordo com isso. Mas, no entanto, com a intervenção foi tirada, de dentro do hospital, do que nós tínhamos de interessante, do que as pessoas que entendiam e conheciam, das pessoas que estavam, de dentro do município e tentando colaborar, foram tiradas. Agora eu concordo Vereador Tiago Ilha, que nós temos que votar e entrar no olho do furacão, basta que esse olho se abra, para nós podermos entrar, ou nós vamos ter que espichar esse olho, arrebentar esse olho para poder entrar, porque todos os pedidos que nós fizemos, ou não pode, ou o Vereador não pode ir lá no hospital falar, ou o Vereador está entrando aonde é uma entidade privada, mas então nós vamos entrar, nós vamos saber quem é o Conselho do Hospital pelo menos, para começar a ver, se tiver que demitir ou fazer alguma coisa com alguém, para começar por aí e pelo menos saber quem é que manda nesse hospital. Quem é que está mandando lá? Qual é o salário da administração? Qual é o salário dos funcionários? Que tipo de contrato o médico tem em vigor? Qual a dívida do hospital com fornecedor, luz, salário, ação judicial, empréstimo, déficit mensal do hospital? Nós temos que saber qual é o repasse da UNIMED, da Prefeitura, do particular, do Estado, da União, aí nós vamos ver qual é o déficit realmente que tem o hospital. Nós temos que ver o aumento da dívida durante a intervenção, realmente teve aumento, ou não teve aumento durante a intervenção? Para nós sabermos se durante aquelas administrações trazidas o que foi feito de errado para aumentar tanto essa dívida. Nós temos que descobrir isso, e essa Frente Parlamentar talvez venha a ajudar. Então nós estamos aqui falando, ou tentando falar sobre a votação deste requerimento, Vereador, mas que talvez a Comissão poderia fazer isso, Vereador Josué, a gente pode repensar, nós falamos primeiro , eu achava que essa Comissão realmente podia fazer isso, a Comissão de Saúde e ela convidar outros Vereadores de outras bancadas, mas neste momento grave, da situação do hospital, quem sabe a Frente Parlamentar possa entrar neste olho do furacão e saber o que realmente está acontecendo, saber lá que contratos tem agora, dos médicos, por exemplo, Vereador Thiago Brunet, nós não sabemos. Quantos contratos foram feitos? Quantos processos foram realizados por não pagar os médicos? Porque entrava uma equipe, saía aquela equipe, entrava outra equipe, saía aquela equipe. E aí, os médicos entravam contra a empresa, a empresa contra o hospital e o bolo velho aumentando. Aquela neve, não é só nos Estados Unidos, é dentro do hospital também. Então é importante, ouvindo os Vereadores aqui a gente chega ao passo, não sei qual Vereador falou que tem que jogar no time, tem que jogar no time se o técnico do time deixar tu dizer aquilo que tem que ser mudado e aí ouvir aqueles que estão jogando, para tentar mudar o jogo. Porque o técnico sozinho não consegue se os jogadores que estão lá dentro não são ouvidos também, porque às vezes o técnico acha que sabe tudo, mas não sabe nada. Às vezes ele acha que tem que puxar para ele tudo, mas ele não vai resolver o problema sozinho. Então as pessoas competentes Nádia, elas têm que ser chamadas de volta sim para ajudar o hospital, se não nós não vamos conseguir sair desse problema que o hospital tem e todo mundo sabe o que é. O custo é maior do que entra. A receita é menor que a despesa, se nós dissermos agora que aqueles que estavam de greve estavam lá e não fizeram falta, claro, o hospital não tem ninguém lá dentro, ninguém acredita no hospital. Ou tu achas que aquela mulher que estava falando lá falou por nada? Ela está lá dentro do hospital todo dia ouvindo. Ela sabe o que está acontecendo. Pessoas de outras cidades Vereador, o Senhor vai me desculpar, eu tive um problema de saúde na minha família, se eu não tivesse sido atendido em outra cidade, pago por outra cidade também, eles poderiam dizer “não, tu é lá de Farroupilha, fica lá na tua cidade” não, eu atendo as outras cidades porque o meu município aqui, o hospital é referência, mas quando eu tiver que tratar o câncer de alguém, eu tenho que ir em uma outra cidade e eles lá vão dizer “não, vai lá em Farroupilha, no Hospital São Carlos, eu não vou atender o teu aqui. Quando tiver uma traumatologia, uma alta complexidade, vai lá no teu hospital porque eu não vou atender aqui, quando tiver uma neurologia vai lá no teu hospital porque aqui em Caxias do Sul nós não vamos atender” ou tu achas que a Prefeitura de Caxias do Sul não paga o Hospital Geral? Paga para atender as pessoas de outros municípios também. Talvez seja diferente, talvez a gente tenha que cobrar, não estou dizendo que está errado, mas talvez a gente tenha que cobrar um pouco dos outros municípios, mas será que os outros municípios vão querer sobrar de Farroupilha também para atender os daqui lá nas outras cidades? Então não é bem simples assim. Já passou o meu tempo, nós vamos ter muito para discutir. Voto a favor do requerimento.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Arielson Arsego. Colocamos em votação o requerimento nº 09/2017 de autoria do Vereador Tiago Ilha. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por unanimidade o requerimento de nº09/2017. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, a palavra está com o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora, plateia que está aqui conosco hoje, perdão por colocá-los como plateia. Eu queria me manifestar por algumas razões. A primeira razão pela qual eu quero me manifestar, é dizer que bom quando a gente coloca uma semente e ela começa a germinar. No nosso discurso de posse nós colocamos com muita propriedade no nosso discurso o que era a nossa preocupação. Em algumas partes dele, para a minha surpresa, vingou muito mais rápido do que eu imaginava. Aí vem a questão, primeiro, que foi fundamental e foi dito por mim de que a questão principal do nosso Partido Progressista era a questão saúde. Realmente Vereador Alberto Maioli, nós somos calmos, pelo menos no tom de voz somos calmos. Ouvir, também sabemos ouvir, isso foi lição vinda de casa, vinda do meu pai, que me dizia o seguinte: “Tu tens dois ouvidos e uma única boca, mantenha ela fechada o tempo necessário e os ouvidos o quanto mais abertos porque se eles fossem tão eficientes não precisava um de cada lado, seria um somente no meio da cabeça. ” A questão saúde, e eu coloquei em uma das partes da minha manifestação, no dia em que assumimos, aonde eu disse o seguinte “e todos seremos cobrados por isso” os Senhores devem estar lembrados, “e todos seremos cobrados por isso”, no uso da Tribuna, na primeira vez que usei a Tribuna, eu me manifestei da seguinte forma, eu disse “eu não acredito que o Hospital São Carlos feche, a não ser que haja interesses de que ele feche”  e eu continuo mantendo o pensamento de que eu não acredito que o Hospital São Carlos feche, a não ser que haja interesse para ele fechar. Parte do meu discurso no dia da posse eu disse que nós tínhamos que pensar em enxugar a máquina pública. Estão lembrados os Senhores desta parte? Dr. Thiago nos trouxe hoje que nós temos que começar a enxugar essa máquina pelo hospital, eu nem discuto isso, nem discuto. Como também não vou discutir e nem me pronunciei durante e antes de colocar em votação o requerimento do Vereador Tiago Ilha, porque no meu discurso eu também dizia uma outra coisa, “nós temos é que somar”. Particularmente eu acho que a Frente Parlamentar que se refere o Vereador Tiago, eu queria dizer Tiago que na verdade ela veio, eu penso dessa forma, não oportunista do momento, mas sim somando-se à essa Comissão que está aqui. E de outro lado, com uma Frente Parlamentar, essa Frente nos proporcionando também elementos de que sendo uma Frente Parlamentar, não será apenas uma Comissão da Câmara de Vereadores, ela terá uma força diferente, mas para isso tudo nós teremos ainda que usar o que o Vereador Josué Paese Filho disse fazendo uso da Tribuna: “Temos que abrir a caixa preta” se essa Frente Parlamentar, Vereador Dr. Thiago Brunet, nos proporcionar um ingresso facilitado à informações do hospital para nós, nós já estaremos dando outro passo muito importante. Porque está sendo um pouco constrangedor ouvir algumas coisas e dizer que Nádia Emer Grasseli hoje não faz parte de informações privilegiadas, esse gênio da matemática e esse ser humano que deu para Farroupilha muito mais do que podia, mas deu também aquilo que Farroupilha necessitava, o seu tempo, sua saúde e que hoje eu tenho certeza absoluta que é uma das pessoas que endossa qualquer pedido que seja em prol da retomada da saúde com garantia para Farroupilha. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Tadeu Salib dos Santos. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Boa noite gostaria de cumprimentar o Senhor Presidente, desejar a você uma boa gestão na frente da Casa Legislativa nesse ano de 2017. Cumprimentar os Vereadores remanescentes da última legislatura, Josué Paese Filho, Arielson Arsego, José Mario Bellaver, o tempo que convivemos também com o Presidente Fabiano, Vereador Alberto Maioli, cumprimentar todos os Vereadores que foram empossados no dia 01/01, Inclusive, me refiro especialmente à Dra. Eleonora e também cumprimentar todos os Vereadores que tomaram posse junto comigo na primeira Sessão do ano de 2017. Desejar a todos uma boa gestão, que o ano de 2017 seja um ano produtivo, sobre todos os aspectos. Desde a semana passada estamos discutindo sobre a saúde, o Hospital São Carlos, hoje então criamos esta Frente Parlamentar e espero que hoje seja indicado já os titulares dos sete partidos para essa Frente começar a trabalhar. A questão realmente é trágica, vamos dizer em outras palavras, a respeito do Hospital São Carlos. Mas o que se vê, eu quero analisar o Hospital São Carlos como uma empresa, o problema são os números, as dívidas, e elas teriam que ser pagas. Não vemos outra saída, eu ouvi que o Dr. Thiago colocou e o Tadeu agora fez referência também, sobre a questão de zerar o hospital. Vamos até tomar como base as ações do Governador José Ivo Sartori, chega um ponto que não tem mais o que fazer, temos que enxugar. Conseguiram zerar algumas empresas estatais aí, que faziam parte do governo, apesar que hoje já a justiça que manda, não deixa dispensar ninguém, é um problema sério novamente. Aí alguém falou aí de pagar salários que eu não sei qual Vereador que citou de que o judiciário recebe em dia, vimos aí que na própria Assembleia Legislativa teve um projeto que igualava todos e os Deputados ficaram com medo. O Judiciário mandou mensagem para o Legislativo, para um, para outro e para outro. Ninguém mexe. Então é difícil misturar o Estado, o município e ainda mais uma empresa que está com essa dívida, são números e tem que zerar, de uma forma ou de outra tem que zerar, se não, não tem condições. Não sei como, mas, demissões voluntárias, não sei se realmente não temos que zerar o hospital e começar do zero. É complicadíssimo, então não adianta nós aqui falarmos e vamos nos juntar, são números, são valores que precisam para o Hospital São Carlos e se ninguém colocar valores fatalmente não importa a boa vontade que nós temos de Frente Parlamentar, mas precisa de dinheiro, se ninguém coloca dinheiro infelizmente o futuro do nosso hospital é negro. Alguém falou aqui, acho que foi o Vereador Thiago falou, acho que a Santa Casa deve 1 bilhão, mas é outro nível, um outro nível bem mais alto. Aqui tem problema de energia elétrica, no mês de novembro quando eu tive a oportunidade de ser Prefeito por quatro dias, a gente pegou um pouco do dinheiro que nós tínhamos aqui na Câmara sobrando, R$ 150.000,00, não era muito, mas passamos para o hospital regularizar uma situação com a RGE, para regularizar uma situação com alguns médicos que não estavam trabalhando. Esse é o problema, os números, se ninguém colocar dinheiro, infelizmente eu não vejo uma solução a curto prazo. Médicos trabalhando, enfermeiras trabalhando e a coisa vai se degradar, se não colocarem alguém para colocar dinheiro infelizmente, ninguém gostaria que isso acontecesse, o Vereador Arielson Arsego falou agora que teve que ir a outros municípios, a intercambio SUS é isso aí. Eu tive uma palestra também em Porto Alegre a um bom tempo atrás, onde um especialista falou “o SUS é o melhor sistema de saúde do mundo” mas precisa financiar, sem financiamento, só com a palavra SUS Sistema Único de Saúde não funciona, precisa de dinheiro. Esse é o grande problema do Hospital São Carlos, dos municípios, do Estado e da União, que não repassam os valore constitucionais que deveriam ser repassados justamente para resolver esses problemas. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Raul Herpich, a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, a palavra está com o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, Vereadores, Vereadora, primeiramente…

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: No seu espaço de liderança.

VER. TIAGO ILHA: Não, não ocupei o de Vereador ainda, foi na apresentação do requerimento apenas, já ocupou tudo? Vamos lá…

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: No seu espaço de liderança.

VER. TIAGO ILHA: Espaço curto para as prosas aqui, mas enfim, Senhor Presidente, Vereadores, eu queria agradecer a sensibilidade dos Vereadores, de aprovar de forma unanime a Frente Parlamentar da Saúde, eu acredito muito nela, eu queria cumprimentar em tempo aqui, o pessoal da imprensa que são muito importantes para levar as pautas dessa Casa, ao conhecimento da população, muito obrigado pela presença de vocês, que sempre estão aqui tanto na segunda-feira quanto na terça-feira, cumprimentar ainda em tempo meu amigo Egui, Assessor Parlamentar do nosso Deputado Álvaro Boessio, o Juliano que faz um trabalho importante lá na Secretaria do Esporte e Juventude da nossa Assessora da Bancada PRB, Renata. Eu quero só dizer que como autor desse requerimento Senhor Presidente, Vereadores, Dr. Thiago, a Frente Parlamentar vai ser importante, para a informação, para discutir com a comunidade, para trazer muitos assuntos relevantes a essa área. Mas vou dizer o que disse no primeiro dia quando me pronunciei, não pode ser um negócio para brilho e purpurina, por favor, tem que ser para discutir, se é para gente ficar aqui se acusando “porque o problema é que o Prefeito botou dois, três, administrador, o problema é que na época do PMDB era assim”, eu acho que o objetivo principal da Frente Parlamentar é encontrar uma saída, para encontrar uma saída, para encontrar uma saída nós temos que descobrir toda informação, temos que ir atrás do momento atual Dr. Vereador Thiago, nesse momento atual, encontrarmos e trazermos sugestão. Bom, se nós Vereadores através da Frente, fomentamos o assunto, discutimos o assunto, buscamos indicar uma solução e nada foi feito, é um outro episódio, como o Vereador André Picolli falou, nosso dever de Vereador de situação não é só passar a mão Vereador Fabiano André Picolli, é também cobrar, quando as coisas não andarem como tem que andar, pelo bem de nossa cidade. Então, eu acho que o objetivo da Frente é sim fomentar, é discutir, é trazer formas e soluções Vereador Tadeu, da sua semente poder germinar um bom fruto, para que possa esse assunto estar definitivamente passando para uma nova fase, e, Vereador Josué, obrigado pela sua sensibilidade do voto, e quero dizer que a Frente Parlamentar pode em qualquer momento também deixar de existir, caso o assunto já possa encontrar um nível de entendimento aqui por essa Casa, né Vereador Alberto? E aí não se tenha mais nenhum tema a se discutir, então, aproveito também finalizando depois a Dra. Vereadora Eleonora, Vereador Josué vão apresentar o requerimento aí que nós assinamos de forma conjunta e brevemente eu quero dizer que esse é um assunto também muito importante que é a volta da Frente Parlamentar da Proteção e Bem-estar da Vida Animal, que eu coloquei, também assinei junto esse requerimento porque acho pertinente essa discussão e sinto na comunidade também esse debate ser muito aflorado, porque nós ainda temos muito que avançar nessa área e acho também que essa Frente vai ser importante. Finalizo dizendo então sobre a questão da Frente que espero através do conhecimento, através da informação, através da discussão que essa Frente possa ainda até promover aqui nessa Casa ou fora dela uma audiência pública e convidar a sociedade para discutir esse assunto. Nós somos representantes da sociedade, mas também queremos ouvir a sociedade, que é o cidadão que ocupa o serviço. Então eu acho que essa Frente, Senhor Presidente, Vereadores, vem num momento oportuno e agradeço pela sensibilidade dos Vereadores terem aprovado. Era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha, a palavra a disposição Senhores Vereadores, com a palavra o Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite mais uma vez, boa noite Senhor Presidente, obrigado, queria aqui começar parabenizando o Vereador Tiago Ilha pela sua atitude, pela sua coragem de propor essa Frente Parlamentar para que todos nós, juntos possamos sim, entrar no Hospital São Carlos, não acredito que tenha caixa preta, nem olho de furacão nem nada dessas coisas que só acontecem em filmes e outras coisas que não acontecem no mundo real. A Dra. Vereadora Eleonora teve a pouco tempo atrás, muito pouco tempo atrás, quando ela estava do lado de cá do muro, ela teve lá e soube avaliar e sabe que não tem olho de furacão, que não tem nenhum mistério ali né? Esteve lá num cargo também que há oportunizava avaliar as condições financeiras do hospital, e, eu acho que isso aí é um pouquinho que as pessoas criam situações que não existem. Eu gostaria de falar aqui, Vereador Jonas, o Senhor disse aqui que parece que estamos vivendo um novo governo, não, não estamos vivendo um novo governo, realmente o nosso Prefeito, ele foi mais uma vez aclamado, pela população sendo reeleito com a grande maioria dos votos né? Então, não é nenhum governo novo, é um governo experiente, um governo que faz, que sabe o que faz, e por saber o que faz, não pode, e a população não deve permitir, que coloque R$ 1.000.000,00 sem ter serviços em troca. O Prefeito ele tem que cobrar do hospital, ele tem que cobrar da população, porque isso pode fazer com que lá na frente ele tenha um problema com o Tribunal de Contas, ele tenha um problema com a questão da ficha limpa dele, e isso nós não vamos deixar, nós Vereadores de situação não podemos, e eu falo aqui como Líder de Governo, nós queremos que o nosso Prefeito voe mais alto, consiga daqui há quatro anos ser candidato a Deputado, ser candidato a Senador ao que for, e nós não queremos  fazer, não podemos fazer campanha para um cidadão que está com a ficha suja e impugnado. Então não vamos permitir que seja colocado um tostão de dinheiro, que a gente não sabe a procedência dele no Hospital São Carlos, mesmo que nós estejamos lá também como Coordenador, como Direção Técnica avaliando as questões técnicas dos médicos. Com relação as questões médicas, todos os contratos que foram realizados e feitos foram de diminuição de valor, eu acho prudente e pertinente que essa Frente Parlamentar peça esclarecimento para a Direção, para o Senhor Isaias, e documentos para que a gente possa enxergar aqui se for o caso de forma transparente. Falei na primeira vez que vou lidar com a verdade nessa casa e com a verdade não vou faltar, se for preciso, não posso intermediar, mas como Vereador a gente, junto com todas as Bancadas e lideranças, vamos sim entrar no Hospital, vamos sim ver todos os números e vocês vão ver que não tem nada olho de furacão de caixa preta, de coisa nenhuma. Tem uma situação de má administração, isso tem, está mal gerido o Hospital São Carlos, e isso já vem há algum tempo. Além, disso nós temos um custo hospitalar que nos últimos dez anos aumentou cerca de 300 a 400%. Gostaria aqui também de falar uma breve, rapidamente aqui, com relação a custeio de saúde pública, como se faz esse custeio? Aos municípios cabe o custeio de saúde básica, aos estados e União cabe saúde de média e alta complexidade, ponto. Está na Constituição, está na gaveta de todos vocês, o que vem acontecendo ao longo de dez anos ou mais é uma inversão desses valores, no momento em que o Estado ou que a União não consegue suprir com aquilo que deve, os Prefeitos, e não só o nosso Prefeito, de todos Estados, vem cada vez mais injetando mais dinheiro na alta e média complexidade. As pactuações, quando o Senhor, Senhor Vereador Arielson, vai para Caxias para um serviço de alta complexidade, esse serviço não é pago pela Prefeitura de Caxias, é pago pela Prefeitura de Farroupilha, Secretaria Municipal de Farroupilha, banca os serviços onde nós tivemos pactuações para que sejam encaminhados. Cedo um aparte ao Vereador Arielson Arsego.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Aparte ao Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Todos nós sabemos que o estado manda dinheiro, para Hospital Geral, que a União manda dinheiro para o Hospital Geral, mas pro Hospital Geral funcionar, mesmo que o município pague uma parte desse dinheiro que vai para Caxias do Sul, porque o tratamento não é pago suficiente pelas verbas que o município manda para Caxias do Sul, o município de Caxias do Sul, banca o Hospital para não fechar, e isso é sabido por todos, e basta ver as declarações do Prefeito inclusive de Caxias do Sul.

VER. THIAGO BRUNET: O mesmo acontece com o nosso. Se não fosse um milhão teria fechado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Arielson, com a palavra o Vereador Thiago Brunet, para finalizar seu tempo.

VER. THIAGO BRUNET: Bem, então para finalizar aqui, eu me exaltei um pouco, falei para que a gente não culpe apenas o Dr. Claiton, como o culpado da intervenção, da gestão, eu acho que hoje ele não é mais médico, ele está como Prefeito e como Prefeito ele tem feito o máximo para que essa cidade, possa crescer e para que nosso Hospital possa sim atender a população de forma digna e honrada. O Hospital São Carlos, eu que as pessoas se preocupam muito com a dívida, temos que nos preocupar com o atendimento, com a assistência que lá existe, a dívida deixa para a União, para os Estados e para o Prefeito, que ele que pague depois e os entes interessados que se resolvam, o Hospital Santa Casa de Porto Alegre deve um bilhão para a União, um bilhão e este dinheiro não vão pagar nunca, porém é o hospital que melhor tem atendimento do Estado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Thiago Brunet. A palavra está à disposição Senhores Vereadores, com a palavra a Vereadora Dra. Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Bom, então como eu já saudei todo mundo antes não vou ocupar meu tempo assim. Vou falar então do requerimento nº 08/2017: “Os Vereadores abaixo firmados, solicitam anuência dos demais pares, para a reativação nessa Legislatura, da Frente Parlamentar de Proteção e Bem-Estar a Vida Animal”, eu acho que não tem muito que defender, eu acho que todos aqui sabem da necessidade, que nós temos em relação ao bem-estar da vida animal. Essa é uma área que pode ser muito bem explorada ainda, e todos nós temos uma contribuição muito importante a dar, e por isso eu acho que nós, que não precisa muito de defesa, eu acho que todos aqui sabem dessa necessidade e eu peço então anuência.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereadora Dra. Eleonora. Colocamos em votação o requerimento de nº 08/2017, de autoria dos Vereadores, da Vereadora Dra. Eleonora, dos Vereadores Josué Paese, Tadeu Salib e Tiago Ilha, encaminhamento de votação Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Queria fazer uma colocação sobre esse requerimento, de que sobre os animais, eu quero fazer uma colocação muito importante, que esse requerimento é muito importante, da Frente Parlamentar, só que eu digo que quem tem animais, cada um teria que ter seu animal na sua casa e cuidar, porque eu digo isso, porque o dia de hoje muitos por aí nesse município pegam os animais pequeninhos “Ah, vou levar pro meu filho para casa”, depois vem um mês, dois, começa fazer sujeira, larga para rua, para que as ONGs têm que recolher. Isso é uma coisa, cada um deveria ter um chip, que seja cadastrado esses animais, para cada proprietário ser responsável pelos animais e não para o município, senão amanhã depois, vamos ter que dar mais atenção para os animais do que para a própria comunidade.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli, a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. A palavra com a Vereadora Dra. Eleonora.

VER. ELEONORA BROILO: Não por isso, Vereador Alberto Maioli que eu coloco que essa é uma área que ainda pode ser muito explorada, e com certeza, há muita coisa a ser feita, né? E temos muito, todos nós a fazer por ela. Por isso que eu coloquei, exatamente com essas palavras. Agora finalizou.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Agora finalizou, obrigado Vereadora Dra. Eleonora, encaminhamento de votação Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Bom no encaminhamento meu de votação eu queria deixar registrado a essa Casa o que me argumentou também na nossa reunião, onde esse assuntou me foi pedido para trazer o requerimento e assinar junto, pela pessoa Arlene, Arlene eu gostaria de registrar o nome dela aqui, eu admiro uma pessoa quando ela tem um ideal, toda pessoa que tem um ideal merece o meu respeito e tiro o chapéu, são pessoas, o Vereador Arielson hoje está agitado né? Tem pessoas que quando tem um ideal elas se dedicam mais que a sua vida. Eu sei por que fiz isso em muitos anos e faço ainda pelo tradicionalismo, e sou um defensor dos animais. Eu conversava hoje com o Vereador Dr. Thiago, que recentemente adotou também um cãozinho, quanto que é importante ter esse olhar de Políticas Públicas e defesa animal e Vereadora Dra. Eleonora e Vereador Josué, queria registrar o nome justo da Arlene, que é uma das defensoras dessa causa, e é uma das pessoas que eu respeito muito pelo seu posicionamento, e como eu falei, independente de partido, quando a causa é justa, a causa nobre vai ter a minha defesa. É eu sou favorável a esse requerimento Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha, algum outro encaminhamento? Colocamos em votação então o Requerimento nº 08/2017, de autoria dos Vereadores Dra. Eleonora, Josué Paese, Tadeu Salib, Tiago Ilha. Em votação os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Vamos então combinar, só um encaminhamento aqui, então enquanto a alguém estiver usando o tempo aqui e pedir para colocar em votação, a gente não usa “encerrei”, então a gente coloca em votação porque eu entendi que a senhora disse “encerrei”, aí a Senhora tinha encerrado sua fala.

VER. ELEONORA BROILO: Mas posso usar meus dois minutos.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Com a palavra a Dra. Eleonora.

VER. ELEONORA BROILO: Não, eu só queria fazer um comentário rápido né? Sobre, Vereador Tiago Ilha, em relação a buscar culpados ou não, nós temos que nos lembrar sempre de uma coisa, se nós vamos buscar solução, nós temos que achar causa e a causa muitas vezes, ou sempre, vai bater no culpado. Então, buscar solução, buscar causa, vai acabar. Nós vamos acabar também buscando culpado. Isso é fatal, não tem como a gente fugir disso, é só isso que eu queria dizer em relação ao seu comentário, nós não estamos querendo buscar um culpado, mas vai aparecer, fatalmente nós vamos ter essa relação né? Em relação ao que disse o meu colega de Tribuna o Vereador Arielson Arsego, sim nós precisamos ter todo o cuidado possível quando nós falamos em diminuir serviços, porque nós também precisamos de serviços fora daqui nós temos serviços públicos que vão ser usados por nós. A saúde, o SUS é universal, nós não temos como fugir disso, o SUS é universal e como tal nós não podemos dispensar simplesmente pactuações, porque nós também vamos utilizar delas para serviço de neurologia, oncologia, todos esses serviços nós vamos utilizar fora daqui. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereadora Dra. Eleonora, palavra a disposição com os Senhores Vereadores, com a palavra o Vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Bom, boa noite aos que não estavam aqui quando cumprimentei pela primeira vez, eu tinha um Requerimento que agora nesse momento faço, e depois continuo: “O Vereador secretário nesse momento faz ou requer a anuência dos demais pares para que venha a essa casa Legislativa o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano Infraestrutura e Transito, Senhor Fernando Silvestrin, para explanar sobre o trabalho que está sendo realizado, bem como método e execução que será adotado esse ano”, então nesses termos espera deferimento. Daí então ele vai ser responsável pela explicação que ele dá em função do funcionamento daí, está aqui o requerimento. Posso colocar já em votação isso? Vamos colocar em votação.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Em votação o requerimento de Nº 07/2017 de autoria do Vereador Sandro Trevisan. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores. Com a palavra no seu tempo Vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Bom, eu posso continuar em outra parte né? Bom a respeito então do Hospital, eu acho que tem algumas analogias que faço e normalmente faço analogias na vida, é uma maneira que eu vejo de entender as coisas e algum momento eu vejo em salas de aula ou na própria vida onde de repente eu estou com a minha mão aqui do lado, onde sem querer eu derrubo o copo de água e se vai, se derrubar simplesmente se foi, a gente está priorizando o culpado de quem derrubou, depois a gente tem quer ver sim que é culpado e fazer com que as responsabilidades caiam sobre os culpados. Ótimo, eu fiquei um pouco contente hoje, porque eu vi que em alguns momentos a gente começou a pensar de certa forma para poder resolver esses problemas, que é o que realmente importa, eu não estou interessado se a boa ideia vier do lado esquerdo meu, ou do lado direito. Eu estou interessado que venham boas ideias. O hospital, se a gente ficar nesse momento analisando a culpa, seria como se chegasse Dra. Vereadora Eleonora, alguém enfartando né? E eu acho que o procedimento naquele momento se ele está enfartando não é dizer “tu caminhas de manhã? Tu tens boa alimentação? Tu fumas? ” Não naquele momento irão tentar resolver aquele problema que é mais sério, e é isso que eu estou tentando fazer, eu estou tentando entender isso, para achar uma solução que resolva esse problema no momento. Os culpados depois a gente pode achar. Cedo um aparte ao Vereador Tiago Ilha.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Quando o Vereador Sandro muito pertinente, eu até escrevi aqui porque estava meio sem tempo, eu ia mostrar, mas achei um pouco indelicado. Escrevi aqui Dra. Vereadora Eleonora, o que me importa como cidadão é a solução, eu estou falando aqui não como Vereador e, sim como cidadão da cidade, o que importa é a solução, e quando falo em olho de furacão, Vereador Thiago, é que a gente não pode deixar o Prefeito, o Estado ou um só, sozinho no furacão, nós somos representantes da comunidade, nós temos que estar no calor do entrevero, nós temos que estar ali discutindo o assunto, nem que seja para levar paulada, mas nós temos que estar ali. Obrigado pelo aparte Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Tiago Ilha.

VER. SANDRO TREVISAN: Bom então é isso que eu acredito que a gente deve fazer, vamos se unir, quem sabe agora com essa nova Frente Parlamentar, seja um momento de a gente conseguir sim, entender isso de uma maneira mais profunda, e tentar resolver de uma forma lógica. É um hospital? É sim é a área diferente da minha área que é matemática, mas isso é administrativo né Tomazini, é uma questão administrativa,vão ter que ter números vão ter que aparecer números, quem sabe a gente consegue analisar isso de maneira profunda e vai ter sim que ter uma solução, é isso que eu estou empenhado, estou empenhado em tentar ver de qual forma eu posso ajudar para encontrar uma solução que seja plausível no momento, é isso que a gente tem que se concentrar, se tiverem penalidades a serem discutidas mais tarde, vamos sim discutir, mas nesse momento acho que a gente deve priorizar isso, vamos resolver esse problema, porque o problema existe né? Então vamos tentar resolver. É nesse intuito que eu acho que a gente tem que trabalhar, certo? Obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Sandro Trevisan, a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhor Presidente, quero aqui cumprimentar meu amigo Juliano, César e sua esposa, cumprimentar o Fábio, fazendo um grande trabalho lá na Prefeitura Municipal e o nosso sempre Vereador Cristiano Secco né? Guri bom, pena que meio que abandonou a política, mas um guri com futuro. A gente está com pedido de vistas referente ao Requerimento 06/2017, principalmente no que diz aqui “faltas”, quando começa a pegar a idade é brabo, “faltas e negativas de atendimento de possíveis casos que envolveriam erros médicos”, eu vejo que não tem um fato específico sobre o referido requerimento né? Eu gostaria também de ter aqui para saber quem é na verdade o Conselho de Ética no hospital? Senhor Vereador, e outro ponto que vejo muito importante, que a nossa Casa tem competência para solicitar informações do Poder Executivo e não da Sociedade Privada né? Então eu gostaria de pedir um Parecer Jurídico inclusive da Casa. Cedo um aparte ao Vereador Arielson Arsego.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Aparte Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Vereador, primeiro que o Senhor podia ter feito durante os sete dias o pedido à Procuradora com a Jurídica da Casa e o Senhor tinha sete dias para devolver o Requerimento, segundo que se nós queremos entrar no olho do furacão, e nós queremos realmente querer saber o que está acontecendo no hospital, Vereador Tiago Ilha, nós temos que começar através desses Requerimentos porque não é um pedido de informação, é um requerimento, se fosse um pedido de informação nós faríamos ao Executivo, este é um requerimento pedindo informações, mas não com o título de pedido de informação. Então eu só estou querendo colocar isso para que o Senhor fique tranqüilo em votar, esse Requerimento, porque nós não estamos votando nada contrário do que aquilo que nós falamos até agora, que é entrar no olho do furacão, se não é a caixa preta, eu entendi muito bem, até porque não sou ingênuo, Vereador Thiago Brunet, quando o Senhor fala de ficha limpa ou ficha suja, eu entendi, eu não sou ingênuo, mas o nosso candidato estava impugnado não por ficha limpa ou ficha suja, que bom que vocês pensam assim. Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Arielson Arsego, eu só peço a gentileza de nós mantermos o assunto do aparte.

VER. ALDIR TOFFANIN: Só para continuar, eu ia até comentar isso, acho que o Vereador Arielson fugiu da pauta um pouco, então eu gostaria só de dizer Vereador, que a Assessora Jurídica da Casa pelo meu conhecimento não estava na Casa essa semana, por isso que não foi pedido. Mas não vejo problema nisso, só gostaria de pedir até gentilmente agora que foi criada a Comissão Parlamentar, é isso né? Que até a bancada retirasse esse pedido de informação, a Frente Parlamentar, porque senão esse Vereador vai ser obrigado a votar contrário ao Requerimento. Não gostaria disso, ta? Não gostaria disso, era isso Senhor Presidente. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Aldir Toffanin, só para fazer um esclarecimento a Assessora Jurídica, ela trabalha vinte horas na casa, e na semana passada cumpriu a sua carga horária. Com a palavra o Vereador José Mario Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente, colegas Vereadores, quero saudar a colega Vereadora, Dra. Eleonora, uma saudação a imprensa, funcionários da Casa, e a comunidade que se faz presente nesta tarde. Vereador Toffanin, o Senhor não devolveu o pedido de vistas, eu lhe cedo um aparte para devolver o pedido de Vistas, do Requerimento 06/2017.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Obrigado Vereador, peço desculpas, estou devolvendo a Casa então o pedido de Vistas.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente então eu gostaria que o Senhor colocasse em votação o Requerimento 06/2017.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Em votação o Requerimento 06/2017 de autoria da bancada do PMDB. Em votação, os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Encaminhamento de votação, Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Eu acho, mais uma vez gente, vamos parar com esse negócio, vamos parar com esse assunto, nós criamos a Frente Parlamentar do Hospital, o assunto é o pedido de informação para Casa de Saúde.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Não, é um requerimento.

VER. TIAGO ILHA: Mas é um requerimento que trata de informações da Casa de Saúde, então se é um Requerimento que trata de informações da Casa de Saúde, vamos constituir a Frente Parlamentar e vamos usar, fazer ela funcionar. Eu acho que a Frente Parlamentar, vai ter um da Bancada do PMDB, um da Bancada do PDT, um da Bancada do PRB, todo mundo vai estar representado. Eu acho que seria, Vereador o Senhor tem uma experiência nessa Casa não vai mudar nada uma semana. Mas assim, Vereador Arsego tem a liderança aí, seguramos um pouquinho aí, o Líder da Bancada dá uma segurada aí. Vamos encaminhar para dar para a Frente Parlamentar, porque é um assunto que a gente vai discutir lá né Dr. Thiago? Se quiser fazer encaminhamento de votação. Senhor Presidente era isso o meu encaminhamento de votação.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI:  Obrigado Vereador Tiago Ilha, com a palavra o Vereador Thiago Brunet encaminhamento de votação.

VER. THIAGO BRUNET: Eu, vendo este Requerimento que envolve a Comissão de Ética e o Hospital Beneficente São Carlos, e eu mesmo como médico já fui designado a Comissão de Ética durante várias vezes, sem que nenhuma delas tivesse sido julgadas ou condenado mesmo pela Comissão de Ética ou pelo Conselho Regional de Medicina, todas as vezes que fui designado para me justificar alguma situação ou outra né, o Conselho me avalizou enfim, Graças a DEUS estou com a minha vida limpa, trabalho de mãos limpas e está  tudo bem na minha vida. Eu acho pertinente, e isto é uma ideia minha, não precisa ser de todos, que essa apuração dos fatos, apuração de algum, inclusive se houve alguma morte, e houveram mais de uma morte, porque o hospital é um local onde as pessoas também morrem, a gente salva alguns e evidentemente em uma UTI morrem, tem mortes dentro de um hospital, eu acredito que seria bem mais pertinente Dra. Eleonora, e bem mais rápido, que a Senhora instaurasse lá como sendo uma Dra. que faz parte de um Conselho de Ética do Hospital instaure e verifique os fatos e depois nos traga aqui, eu não vejo motivo porque vim por aqui esse pedido, sendo que o pedido pela Comissão de Ética Hospitalar deveria vir das pessoas que estão e perfazem a Comissão de Ética do Hospital São Carlos. Eles têm todo o direito e o dever inclusive, não só direito, de em se tratando de alguma situação duvidosa, alguma situação em que eles pensam que poderá vir a fazer mal para o paciente, ou alguma morte, ou algum erro médico, eles têm o dever de abrir uma sindicância, chamar o médico lá e conversar, só que isso aqui antes eu acredito que tenha que ser realizado internamente e não exposto aqui. Porque senão sim, isso quebra o Decoro Parlamentar e isso sim é antiético, muito obrigado. Eu acho que né, Dra. Eleonora a Senhora entendeu? Não sei qual é a posição da bancada da oposição.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Thiago Brunet. Encaminhamento de votação Vereadora Dra. Eleonora.

VER. ELEONORA BROILO: Eu não sei quanto aos colegas, mas eu acho que na Sessão do dia 02 eu tinha colocado mesmo que a Comissão de Ética ela é soberana, e ela decide sobre a necessidade ou não de abrir uma sindicância e que independente do que fosse resolvido, a Comissão de Ética tomaria as devidas providências se achasse prudente. Não sei quanto aos outros membros de nossa Bancada, mas eu acho que sendo, podendo ser encaminhando então, para essa Frente Parlamentar, a minha opinião, eu acho que pode ser retirado. Não sei quanto ao resto da minha Bancada.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereadora, Dra. Eleonora, encaminhamento Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Caros Parlamentares vejamos bem, como é tão interessante, nós temos a nossa Presidente da Comissão de Ética que faz parte do Hospital São Carlos e, ela é soberana para fazer essa Comissão e fazer todas as averiguações que precisa lá dentro. Agora eu quero aqui dizer que nós consultamos o jurídico do município, o Dr. Valdecir, e ele disse que esse Requerimento é inconstitucional, porque nós Vereadores deveríamos enviar ele para o Executivo e não para o Hospital tudo bem, então eu disse: “nós vamos lá fazer umas considerações”, mas não que nós se omitimos de não votar, nós até votaremos favorável ao Requerimento, mas acho meio ridículo fazer essa coisa, porque deveria passar pro Executivo, para depois ir para o setor competente, que deveria ser emitido o devido Requerimento. Mas eu acho que nós estamos chegando a um denominador comum e ela como Presidente da Comissão Parlamentar do Hospital São Carlos, até nem haveria necessidade de fazer esse Requerimento. Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Encaminhamento de votação Vereador Josué Paese.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Caro Senhor Presidente, eu nem ia me manifestar nesse Requerimento, mas uma coisa que eu estou vendo aqui é o seguinte: é Vereador, que esse debate do Hospital São Carlos e da saúde não vai ser nessa segunda, nem na outra e na outra que vai, isso vai muito longe, e volto a dizer a caixa preta que eu falei na Tribuna e que eu falei na imprensa, não estou acusando ninguém é uma maneira de me expressar para saber realmente, Vereador Dr. Thiago, quanto ganha, quanto o Senhor ganha, quanto deve, quanto paga, toda essas coisas, é maneira de dizer caixa preta, mas sem querer buscar lá o cara e dizer “não, o cara roubou, o cara passou a mão no dinheiro” não estou me referindo a isso, e sobre esse Requerimento, eu acredito o seguinte, a Vereadora Dra. Eleonora , Dra. da Comissão de Ética, é uma questão, hoje a Senhora é Vereadora, o Vereador Dr. Thiago é Diretor Técnico né? Diretor Técnico lá no hospital, aqui hoje o Senhor responde como Vereador. Então eu vejo assinado aqui e concordo até em retirar, já vou adiantar o Requerimento já que foi formada a Comissão de Ética né? Apesar de que podia adiantar já algum assunto, mas aqui eu vejo pessoas que não médicos e não trabalham no Hospital São Carlos, que é o Vereador José Mário Bellaver, o Arielson Arsego, Jorge Cenci, e o Jonas Tomazini. Então não adianta Vereador Alberto dizer “não porque a Dra. Eleonora faz parte da Comissão de Ética, ela pode fazer lá” não, mas nós também aqui, nós Vereadores temos que saber, qualquer um de nós pode encaminhar um Requerimento aqui, de qualquer assunto, não é porque o Senhor é agricultor que o Senhor não pode encaminhar, ou não possa encaminhar um Requerimento sobre agricultura, só porque o senhor é agricultor, então eu acho que temos que saber separar as coisas, mas eu até lhe parabenizo por retirar o Requerimento e nós discutirmos com a Frente Parlamentar. Muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Muito obrigado Vereador Josué Paese, para concluir Vereador José Mário.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Obrigado Senhor Presidente, a gente fica com muita dificuldade de entender a bancada da situação, muito difícil. Nós queríamos um esclarecimento sobre os fatos ocorridos ultimamente no Hospital, dia 02, quando foi apresentado esse Requerimento, não tinha a Frente Parlamentar que foi criada hoje, primeiro ponto. Segundo ponto, o Jurídico da Prefeitura, diz que é inconstitucional o nosso Requerimento, tem que ser encaminhado para o Executivo, se o Prefeito diz que não tem nada a ver com o Hospital, então, vamos encaminhar ao Executivo por quê? Por favor, por favor, então nós não estamos mais entendendo nada. O Hospital responde se quiser, esse requerimento, mas de qualquer forma, Vereador Toffanin, aqui tem uns fatos que a comunidade está nos questionando por isso que nós fizemos esse Requerimento, Vereador Dr. Thiago, e ninguém falou em mortes, aqui o Requerimento não fala em mortes, nós estamos apresentando esse Requerimento, esse aqui, esse aqui, o Requerimento que nós estamos encaminhando é esse, o 06/2017, nós estamos pedindo esclarecimentos, conforme a comunidade está nos cobrando. Então são por essas razões que a gente tem dificuldades. O Vereador Tiago Ilha apresenta a sugestão de uma Frente Parlamentar para ver dos problemas do hospital, nós apresentamos no dia 02 e isso aqui não vale, só a partir da Frente Parlamentar. Então é difícil manter um entendimento, Vereador, exatamente, mas esse aqui foi dia 02, a Frente foi criada hoje, portanto eu acredito que devemos ter critérios na Casa. A pedido dos colegas, dos meus colegas da Bancada do PMDB, dos colegas do PP e da oposição eu retiro o Requerimento.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Era isso Senhor Vereador? A palavra a disposição dos Senhores Vereadores. Requerimento retirado, nº 06/2017. A palavra com o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, imprensa, todos que nos prestigiam, é bom tê-los aqui conosco. Na verdade, a questão hospital, a questão saúde, ela está latente no município, bastante enfática aqui também. Então não poderia me furtar de falar sobre essa questão. Vou usar a questão Requerimento que nós fizemos dia 02, né e foi pedido vistas pelo Vereador Toffanin. Causa-me estranheza, dizer que este Requerimento é inconstitucional, tendo em vista que foi criado uma Comissão Parlamentar hoje, e pergunto: vamos buscar informações aonde? Se seremos inconstitucionais também? Eu acho que temos, nós temos, ou pelo que estou vendo não estão querendo que se esclareça essa questão saúde, essa questão hospital, essa questão dívida, o que nós fizemos foi apenas uma busca de informações. Se a intenção não é informar, eu sugiro que essa Comissão Parlamentar se extinga hoje, já. Esse é o meu ponto de vista, porque o Requerimento era para contribuir, não era para enfrentar e nem buscar culpados e sim era para colaborar. A questão aqui, uma constatação, Vereador Dr. Thiago Brunet, que o hospital está deficitário, está com pouca ocupação, né? Uma sugestão que eu lhe dou, e eu não tenho esse poder em si, de articular com a equipe médica, com os médicos, mas uma sugestão que eu dou pro Senhor e para própria administração do Hospital, que se busque os médicos que estão internando em Caxias, em Garibaldi, em Carlos Barbosa, em Bento Gonçalves, em outros lugares, que se faça uma reunião, e se chame de volta esse médicos para que eles tragam de volta esses seus pacientes pro Hospital, que daí, que daí, tendo em vista que o hospital não tem condições financeiras de bancar os encargos financeiros para demitir os seus colaboradores, eu tenho certeza que pode ser feito esse encaminhamento, eu acredito que seria bastante pertinente e, ocupar o Hospital, porque daí, não precisaria demitir as pessoas. Uma sugestão que eu deixo para o Senhor e acredito que ela seja, seja importante. Cedo um aparte ao Vereador Tiago Ilha.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte ao Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Obrigado, um dia eu vou lhe devolver esse aparte também. Vereador Cenci, e só falando talvez sobre a forma de expressão aqui dos meus colegas, quis dizer em resumo que o Requerimento começou antes da ideia da Frente, a Frente foi aprovada hoje, tudo bem, mas o pedido de vistas foi votado também, foi trazido de volta a vistas hoje para Casa, então eu quero até agradecer o Líder da Bancada, por entender essa ideia de retirar, e a ideia da criação da Frente, inclusive vai ter sua ou de quem a bancada do PMDB quiser porque será um Vereador indicado por cada Bancada a oportunidade de defender essas questões e outras, e a ideia da Frente é criar o fomento da discussão e pode ter certeza Vereador Jorge Cenci, que eu serei o primeiro junto com o Senhor a buscar as informações que forem necessárias. Obrigado pelo aparte Senhor Vereador.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Para concluir, Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Para concluir Senhor Presidente, então na verdade esse Requerimento só estava contribuindo também, ou não estava contribuindo? A busca nossa é busca de informações, como a Frente Parlamentar também tem essa intenção. Então me causou estranheza essa articulação para que fosse retirado esse Requerimento.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado.

VER. JORGE CENCI: Calma, Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Para concluir o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Então eu agradeço a oportunidade e espero ter colaborado e contribuído com alguma coisa na minha fala.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Jorge Cenci, palavra a disposição com o Vereador Alberto Maioli.

VER.  ALBERTO MAIOLI: Caro Presidente, Senhor Jorge Cenci, o seguinte, Senhor Jorge Cenci, Vereador, eu estou falando citando seu nome, o Senhor disse que o Requerimento não vale nada, e a Comissão Parlamentar não vale nada, mas vejamos bem, eu até quero e se você quiser ir junto com a gente amanhã, falar com o Procurador do Município, de dizer da seguinte maneira, esse Requerimento, deveria ser endereçado ao Executivo Municipal porque o dinheiro é tudo público e nós Vereadores não podemos interferir lá dentro. Então amanhã vamos falar com o Procurador do Município, não é eu que venho aqui, eu que entendo mais ou menos, mas ele é Procurador a quantos e quantos anos do Município, dizendo “gente esse Requerimento é inconstitucional, deveria ter passado do Vereador para o Executivo, para o Executivo encaminhar esse Requerimento” e nós não podemos interferir lá, e mediante disso, eu até gostaria de pedir aos nobres pares, Líderes de Bancada com o consentimento do nosso Líder do Governo, para ver se amanhã à noite nós pudéssemos chegar uns vinte minutos antes aqui na Câmara, que está entrando o primeiro projeto de Lei, nº 01, inclusive com essa finalidade de saúde, que nós temos esse projeto de Lei para auxílio moradia e auxilio alimentação para médicos que o nosso Município está contratando para quem vem de fora. Então justamente eu gostaria de combinar com os nobres pares amanhã de noite se pudesse chegar uns vinte minutos antes para dar o parecer nesse Projeto de Lei, que o Prefeito tem certa urgência, para contratar essas pessoas para coloca-las para trabalhar no nosso Município. Então é essa aí, mais ou menos a minha manifestação. Cedo um aparte ao Vereador Josué Paese Filho.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte ao Vereador Josué Paese,

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Olha, sinceramente, eu não estou entendendo mais nada aqui.

VER.  ALBERTO MAIOLI: Eu também não, mas o que é Lei é Lei.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Se o Requerimento encaminhado pela Câmara de Vereadores ao Hospital São Carlos, vem o Executivo, Procurador do Município dá um parecer contrário, primeiro ponto, não estou debatendo, é inconstitucional. Bom aí nós criamos uma Frente Parlamentar, Vereador Alberto Maioli, se o Requerimento é inconstitucional como é que o Hospital São Carlos vai dizer o seguinte: “não os Vereadores aqui não entram, não irão passar nada para eles” se eu estiver equivocado me corrijam? Se eu estou equivocado, por favor, me digam “olha Vereador Josué, tu estás errado” que se o Requerimento do hospital não pode ser passado pelo hospital volto a dizer, um parecer do Jurídico, do Poder Público, né? Só para finalizar, o meu tempo, eu não entendo mais nada. Obrigado, pelo aparte Vereador Alberto.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Aparte o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhores Vereadores, eu não sei por que esse drama todo aí, se a própria Vereadora Eleonora disse que a Comissão de Ética disse que tem poder para isso, o porquê do drama, que estamos parando tudo, estamos trancando informações, eu não estou entendendo Vereador. Eu não estou entendendo isso aí. Para que existe a Comissão de Ética daquele hospital? Para que que existe a Comissão de Ética? Se tem poder para isso? Simplesmente estamos dizendo o seguinte, nós entendemos que essa Casa não há necessidade de autorizar porque a Comissão de Ética do Hospital tem poder para isso. Nós acabamos de votar a Frente Parlamentar, para que? Para que então? A Frente Parlamentar tem ou não tem poder para entrar lá no Hospital e pedir informações, então é dois pesos e duas medidas, agora os Vereadores todos não estão entendendo o que está acontecendo, poxa pessoal, eu sou novo na casa. Mas burro não. Burro não. Obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador, para concluir, não tem mais tempo, temos quarenta e dois segundos, para finalizar Vereador Alberto.

VER. ALBERTO MAIOLI: Para finalizar, é bom que se discuta, mas as coisas vão aos seus devidos lugares, no decorrer da carroça. Obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli, a palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores, espaço de liderança Vereador José? Com a palavra, Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Boa noite, Senhor Presidente, demais Vereadores, Vereadora Dra. Eleonora, imprensa aqui presente, a todos que assistem a nossa Sessão e tomara que a gente consiga seguir com esse público, como já foi citado por outros Vereadores em outras oportunidades, quero em nome também aqui do Cristiano Seco e do Jessé cumprimentar a todos os presentes e convida-los a permanecerem conosco nas próximas Sessões. Quero primeiro fazer um esclarecimento com relação ao Projeto de Lei, a PEC na verdade, do duodécimo, que foi colocado em votação na Assembleia Legislativa, pelo Governador José Ivo Sartori, que se refere, Vereador Alberto Maioli, aquilo que o Senhor disse, e o Senhor ouviu a entrevista de um determinado Deputado Estadual, que então dividia as responsabilidades e as receitas do estado mês a mês, com o Poder Judiciário e o Poder Legislativo. E quero dizer que nós temos sim que ouvir a cobrança em relação ao Deputado Álvaro Boessio, e nós estamos dispostos e ele sempre está disposto a nos atender, e levar os Pleitos de Farroupilha, perante o Governo do Estado, mas também dizer que nós poderíamos buscar, Vereador Alberto Maioli, a votação dos nossos Deputados, com relação a esse assunto, não vou aqui citar todos os votos e todos os deputados, até porque isso é uma informação pública, mas só também, para entregar uma incumbência ao Senhor, a sua Deputada da Rede, Deputada Regina Fortunatti, votou contra a PEC da Duodécimo, negando que o Judiciário e a Assembleia Legislativa, também desse a sua parte na crise, então eu acho que isso é uma informação que o senhor no próximo contato pode também fazer para que ela pense diferente se o projeto for reapresentado, conto com o seu apoio nesse sentido. Quero dizer também que eu não vou entrar aqui no detalhe de parente de um ou daquele, o fato é que o Hospital São Carlos além de uma crise financeira, em uma crise de confiança, por isso que a gente ouve as pessoas dizerem “não, mas na UTI lá não sai, porque você vai lá e não está sendo bem atendido, ou tem possibilidade de ocorrer algum óbito”, a gente ouve isso, eu não consigo entender se isso é verdade ou não. Nós pedimos através do Requerimento que foi retirado nessa noite que eu acho que e poderia seguir a frente, e isso é importante quem pode dar declarações sobre a constitucionalidade do nosso pedido é a Assessora Jurídica da Casa, da Casa, o Procurador do Município vai dar os seus pareceres quando tiver lá na Prefeitura, aqui nós temos uma Assessoria Jurídica, que não pode nessa semana e nós entendemos, mas bom, enfim, talvez não deu em sua carga horária, mas ela é responsável por dar o parecer, não o Procurador do Município. Quero dizer também que o Governo, e as prioridades do Governo elas são dinâmicas, como dito aqui, e talvez neste momento a principal prioridade deva ser a saúde, em outros momentos, em outros governos, e talvez nesse governo também os percentuais investidos na saúde foram maiores do que o investido no ano de 2016. Quando falei que parece um governo que está começando, eu quis dizer que nós estamos parecendo que estamos buscando os mesmos erros de quatro anos e vamos lembrar gente, foi feito uma intervenção com polícia, no Hospital São Carlos, foram colocados diversos administradores, ligados aos mais diversos partidos da base governista, inclusive o atual. E eu acho que essas situações já deveriam ter sido resolvidas e não agora nós parecermos que estamos começando simplesmente do zero. Mas quero terminar falando da sementinha do Vereador Tadeu, Vereador Tadeu o Senhor disse no seu primeiro dia e no nosso primeiro dia aqui nessa Casa, sobre a sementinha que o Senhor gostaria de plantar, os debates serão acalorados, mas sempre respeitosos, e eu quero dizer que eu ouvi a sua mensagem, e na segunda feira da semana passada dia 02, quando a sociedade conclamava que a gente apresentasse sugestões que a gente desse caminhos eu aqui disse, nesse espaço, que o Município tinha recebido recursos extraordinários no final de 2016 e que com esses recursos poderia sim fazer uma antecipação ao Hospital Beneficente São Carlos e com isso acabar com o Movimento Grevista, que bom  que isso aconteceu, tomara que as  próximas mensagens sejam ouvidas como sugestões para que isso continue acontecendo.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Jonas Tomazini, a palavra a disposição dos Senhores Vereadores, espaço de Líder da Bancada, Vereador Dr. Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Líder de Governo, bem, rapidamente aqui, Vereador, eu acho que essa antecipação do governo do estado aos Municípios, primeiro mostra que realmente o estado não está tão quebrado assim quanto dizem, e, realmente tem problema de gestão, como tem problemas de gestão em todas as esferas, eu acredito, neste momento eu acho que quando a gente adianta um valor, a gente só empurra o problema um pouco para a frente, chega de adiantar, a Vereadora Dra. Eleonora, quando estava na direção também recebeu adiantamento, como agente recebe e não tem nada de errado nisso né? Só que a gente está apagando fogo, e eu não aguento mais ser bombeiro, eu sou médico, e não bombeiro para ficar apagando fogo no Hospital São Carlos. Eu acho que a gente precisa reorganizar nossa Casa, reestruturar nossa Casa e refundar o Hospital se for preciso, quando eu digo refundar é o mesmo Hospital, porque a estrutura desse Hospital é exuberante é um dos melhores hospitais em termos de estruturas físicas da região, tem uma maternidade sólida, bonita, tem um bloco cirúrgico novo, exuberante, então não precisamos botar fora a nossa casa de saúde, temos que sim fazer dela uma melhora no seu estado financeiro para que a gente possa atender a comunidade da melhor forma possível, esse é o meu desejo, este é o desejo de todos. Então eu novamente aqui, reitero a minha fala de que sim, devemos fazer uma proposta de demissão em massa desse hospital, para que nós consigamos inclusive enxergar onde está o problema, eu quero que este hospital tenha falta de financeiro, de pessoas, eu quero que esse hospital tenha falta lá nos Recursos Humanos “ah, está faltando gente aqui, estamos sentindo necessidade”, eu quero que falte profissionais para que a gente possa recontratar esses profissionais de acordo com a falta, hoje sobra, sobra profissionais lá e a gente não tem dimensão de quanto sobra e como esta, é melhor neste momento faltar funcionários do que sobrar, porque pacientes temos poucos, é verdade, eu gostaria de usar meu espaço de Líder de Governo para fazer uma Nota Oficial do Governo aqui: “O Município de Farroupilha, no âmbito da sua competência, realiza diversas atividades para fins de assegurar à população o acesso universal e igualitário aos serviços e ações de saúde pública, sempre em conformidade com o artigo 196 da Constituição Federal, que estabelece a saúde como direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas. Para a prestação dos serviços de assistência médico-hospitalar e ambulatorial no âmbito do SUS, o Hospital Beneficente São Carlos recebe recursos financeiros da União, do Estado do Rio Grande do Sul e do Município de Farroupilha. Mensalmente, o Hospital recebe da União até R$ 634.845,40; do Estado do Rio Grande do Sul até R$ 100.477,56; e do Município de Farroupilha até R$ 1.028.224,03. Ou seja: o repasse de recursos do Município é cerca de dez vezes maior do que do Estado e quase o dobro da União. Chamamos atenção, também, para o fato de que na divisão do chamado bolo tributário nacional, ou seja, dos impostos pagos pelos brasileiros, a União fica com 60% dos recursos, o Estado com 25% e o Município somente com 15%”, fica evidente então que se houvesse uma maior proporcionalidade da divisão tributaria, obviamente também, teria o Município arcar com mais, o Município recebe menos, e tem maior responsabilidade, e isso não acontece só com o Município de Farroupilha, acontece com todos os Municípios, onde, a cara tributária está errada né? Isso não compete a nós, é só uma questão de curiosidade, conhecimento que todos acredito que tenham. Eu sou a favor de que, querem diminuir a corrupção, querem diminuir os problemas, vamos mudar as cargas tributárias, nós damos sessenta por cento do nosso orçamento para a União, a família real foi embora em 1888, está lá ainda, estão lá se exuberando se deliciando com o dinheiro produzido com os nossos municípios, isso não é uma Constituição Federativa, eu acredito até que o Município não possa ter tanto mais do que 15%, mas o estado sim deveria ter muito mais que vinte e cinco, se nós temos um estado Federativo, o estado teria que ter autonomia inclusive, inclusive autonomia de recursos orçamentários, e não é o que acontece, quem tem autonomia é a União, que recebe, vai lá e dá quem quer, beija quem quer, e acaricia quem quer, e nós ficamos todo mundo na, não vou falar aqui o resto. É visível, assim, a preocupação da Administração Municipal de manter o funcionamento dos serviços médicos hospitalares, e não se eximir da situação, aliás, saúde pública sempre foi prioridade no Governo Municipal, juntamente com a educação, são investidos cinquenta por cento do orçamento em educação e saúde, só nessas duas secretarias nós temos 50% do orçamento, em 2016, agora no próximo orçamento são R$ 112.000.000,00 dos R$ 223.000.000,00, ou seja, a metade estão na saúde e na Educação.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Thiago Brunet. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Vereador José Mário Bellaver, no seu espaço de Líder de Bancada.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Senhor Presidente, muito obrigado, mais uma vez agradecer a presença de todos, e falar sim, voltarmos a falar da situação que se encontra o nosso hospital, nós na oportunidade, que tivemos de apresentar esse Requerimento, foi para esclarecer, volta a repetir os Senhores colegas Vereadores que não temos nenhuma intenção, nós queremos, colaborar e ajudar e ver onde que estão os problemas do hospital, dessa forma, nós Vereadores, Vereador Alberto, nós temos nosso direito, o nosso poder de Vereador de fazer essa, de pedir essas informações, nós temos que ouvir a comunidade, e a comunidade nos solicitou por várias pessoas da situação do hospital, uma informação lamentável, Vereador Dr. Thiago, que o Senhor trouxe aí nessa noite, quando que, se não me engano, foi o Senhor que disse que, o Vereador Thiago Ilha, que uma paciente que estava no Hospital, e uma funcionária disse que era para se retirar, procurar outro hospital, lamentamos isso, mas nós temos que respeitar a opinião dela, porque ela vive lá dentro, ela deve ver e saber a condução dos  trabalhos, o que está acontecendo. É o que a população nos procurou, para nós fazermos esse requerimento, para vermos o que está acontecendo, nós não estamos falando dos funcionários, a gente sabe que são competentes e cumprem com as suas obrigações, só que tem alguma coisa que não está funcionando certo. Os Senhores Vereadores de situação sabem, nós soubemos o que está acontecendo lá dentro, pelas informações dos próprios funcionários e da população que vai lá e ficam horas e horas e não são atendidas, e não foi só nesse caso, nós ouvimos através da imprensa, esses dias, de um pai que levou o seu filho ás dez horas da noite para UPA de Caxias do Sul, sugerido pela própria funcionaria do hospital, que aqui não tinha pediatra, com 39, 40 de febre, ele vai deixar o filho em casa, passar uma noite sem atendimento, então, por isso que nós queríamos os esclarecimentos Vereador Dr. Thiago, mas, mas o que nós vimos nessa noite parece que, nós estamos tendo um acordo, um diálogo, para poder verificar o que está acontecendo mas parece-me que até um certo limite, mais que isso não se pode fazer, pedir esclarecimento, lamentamos isso, lamentamos. Também gostaria Senhor Presidente de solicitar aos Vereadores de Situação, que nesse final de semana, tivemos diversos pedidos de agricultores com, algumas comunidades já iniciaram a safra, outras estão pela metade da safra, e uns que vão começar, e as nossas estradas do interior se encontram em péssima situação, principalmente no 2º Distrito onde que há uma produção bastante grande de uvas, pêssegos está no final, ameixa está no final, mas está começando a safra da uva e naquela região as estradas estão em péssimas condições, para poder escoar a produção então gostaríamos que solicitasse ao Secretário, responsável, o próprio colega Vereador Odair, que já foi Sub-Prefeito daquela região, é conhecedor de toas às estradas que existem naquela comunidade para o escoamento. Então gostaríamos de solicitar, esse trabalha para ser realizado naquela comunidade. E também Vereador Presidente Fabiano, quando o Senhor diz que, governos passados também passaram quatro anos, oito anos, doze anos na administração do nosso Município, mas o hospital funcionava. Nós éramos referência, referência na região, o hospital funcionava e com pouca dívida, com 10 ou no máximo 15% da dívida que existe hoje, e funcionava, era atendido, era lotado, Vereador Alberto Maioli, o Hospital, e tinha os médicos de confiança das famílias, e hoje os médicos de confiança dos Farroupilhenses estão trabalhando aonde?

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador José Mário, palavra a disposição dos Senhores Vereadores, Vereador Alberto Maioli, em seu espaço de Liderança.

VER. ALBERTO MAIOLI: Presidente, bom primeiro lugar devo dizer, Vereador José Mário, todos nós somos sabedores e conhecemos as chuvaradas e evidentemente que as estradas ficam, mas é importante dar um toque porque tem que cutucar para os caras tomarem providencias, nem se precisarem fazer até hora extra no final de semana se o tempo é bom, para deixar as estradas em boas condições para esse povo escoar o seu produto. Mas veja bem como são as coisas, sabem que para atender todo mundo não é fácil, eu agora quero fazer uma colocação aqui do Hospital São Carlos há dois anos atrás, veio uma Senhora do Paraná, para Farroupilha, e ela vai visitar uma gruta, ela cai no chão e quebra um braço, e ela tem uma filha que mora aqui no Bairro 1º de Maio. Veja bem como são as coisas, cheguei, e aquela mulher filha dela, do Bairro que é minha amiga, conhecida, disse “Vereador Alberto vem aqui que minha mãe está no hospital, caiu no chão e quebrou um braço” disse está bem, Vereador Alberto Maioli vai lá no hospital, naquele momento uma enfermeira morena, atendendo aquela Senhora, dali a cinco minutos chega o médico, e eu fiquei lá meia hora antes que chegasse o médico, aquela enfermeira, se aquela mulher com o braço quebrado tinha 100% de dor, quando chegou o médico ela tinha só 25% da dor de tão carinhosamente que foi atendida,  e custou o que para atende-la? Nada, somente o seu trabalho e a sua dedicação, de tratar o povo com carinho, ao contrário do que está falando ele “tu vai ter que levar embora essa gente daqui senão vai acabar morrendo”, então, veja bem como são as coisas, aquela enfermeira morena tratou aquela Senhora com tanto carinho que depois ela chegou dizer o seguinte aquela mulher, “gente como que eu fui bem atendida naquele hospital”, então não é fácil atender todo mundo com o mesmo carinho e com a mesma dedicação, isso tem pessoas que um dia estão meio revoltadas, até o próprio funcionário que não trata as pessoas com carinho, que não custaria nada, então isso, essa Comissão ou esse Conselho do hospital tem que escolher pessoas em primeiro lugar que trata todo mundo com carinho lá dentro, porque sei que tem gente que não é tratada com carinho, e não custa nada atender todo mundo com carinho, é a mesma coisa que atender, que ser mal atendido. Então essa é uma reflexão que a Comunidade também tem que fazer, porque tem gente que também que vai lá quando tem um doente que demora para ser atendido, a vontade é de quebrar tudo né, e não é bem assim, tem gente que tem paciência, que são  calmos, e assim são os funcionários, mas aquela mulher foi bem atendida, que até hoje ela me diz “Vereador Alberto”,  quando eu visito ela em Céu Azul no Paraná, “aquele povo leva meu abraço de agradecimento de carinho de gratidão para aquele hospital, de como fui bem atendida naquele hospital”, veja bem de como é  bonito isso, mas eu tenho certeza que brigando e discutindo é com um único intuito de chegar em um denominador comum, para nós ver o nosso Município, o nosso povo ser bem atendido com carinho dignidade e amor. Muito obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Alberto Maioli, palavra com o Vereador Dr. Thiago Brunet no seu espaço de Líder de Bancada.

VER. THIAGO BRUNET: Bem, logo que eu cheguei ao Município de Farroupilha, no início de 2013, eu vim com um filho, meu filho tinha três anos de idade, e numa dessas noites, em maio, por aí, ele estava fazendo três ou quatro anos não me lembro bem, ele teve uma febre muito alta, ao qual me levou buscar o Hospital São Carlos, a médica do meu filho, na época era a Dra. Vereadora Eleonora, acho até que conversamos, cheguei a ligar ela estava de plantão em Caxias, alguma coisa assim, não consegui entrar em contato, enfim, levei no Hospital São Carlos, em outra vez levei até Caxias também, e, neste dia me sentei nas poltronas de atendimento, eu era pouco conhecido no hospital, quase ninguém me conhecia, estava há três meses, quatro meses no hospital, e meu filho com febre, enfim, eu sentei para esperar o atendimento, como tem que aguardado qualquer cidadão que vá lá. Aguardei por uma hora, uma hora e meia, era uma da manhã, com minha esposa na época me cobrando, dizendo que eu teria que tomar alguma atitude, né, e, eu disse que a atitude era aguardar ser atendido, da mesma forma que a população em geral, assim que eu acredito que as coisas têm que ser, e a gente foi atendido logo depois, e fomos bem atendidos, resolveu o problema, e tudo deu certo graças a DEUS. O que eu quero dizer com isso gente, porque que estou falando essa historinha, porque, um, eu sou uma pessoa que acredita nas coisas certas, de como elas tem que ser, e quando eu me referi a este Requerimento, eu quero ser bem direto aqui, como sempre fui, não foi por medo, não foi para esconder alguma coisa, inclusive se quiserem ir lá e abrir esse Requerimento, foi porque na minha condição médica, e eu acho que a Dra. Vereadora Eleonora entende isso e acho que foi até por isso que ela retirou, talvez, porque ela viu também que não está bem ajustado no sentido de que os Vereadores podem pedir ao Hospital São Carlos qualquer informação, agora eu não acho pertinente que os Vereadores peçam uma Comissão de Ética da Instituição, Comissão de Ética é para tratar de assuntos médicos, e sendo julgado médico, ele primeiro tem que ser julgado na Comissão, por uma questão de ética, está sendo julgado, e não é culpado, como é que tu vai culpar o médico, o enfermeiro, ele quem for, sendo que ele está sendo apenas julgado lá e avaliado. Então a minha situação foi no sentido de que seja encaminhado para o Hospital São Carlos bem como a Comissão de Ética da Instituição, nós Vereadores não podemos solicitar parecer da Comissão de Ética, Comissão de Ética deve prestar esclarecimento para o conselho Regional de Medicina e para que seja esclarecido sim acho Dra. Vereadora Eleonora, que lá na Comissão de Ética do hospital a Senhora tem que levantar as questões, como foi levantado, como a Senhora já me chamou, para prestar esclarecimentos meus de situações de cirurgias eletivas que eu estava fazendo que não era para fazer, de outras situações, chamaram a mim, eu acho que se for eu a situação, chamem de novo, se for outro colega, eu acho que tem que ser atuante lá, mas eu vejo e tenho certeza da sua dignidade, confio muito na Senhora, a Senhora é uma pessoa capacitada acima da média para estar aqui e acho que foi um pouquinho mal escrito, né, no sentido de que não deveríamos solicitar a Comissão de Ética o esclarecimento, a direção do hospital, sempre, sempre estará com certeza com portas abertas para esclarecimento de qualquer dúvida, agora, a Comissão de Ética, não pode, isso aqui é ético, nós estamos falando em ética eu acho que só e essa parte do meu ponto de vista não deveria ser escrito, isso normal, agora também, concordo, acho que vamos fazer com que os nossos esclarecimentos sejam aqui e não levar para o Executivo, acho que quem deveria tomar conta disso aqui, fazer um parecer Jurídico aqui, vamos manter a Casa como independente do Executivo, concordo, né? Meu amigo Vereador Alberto Maioli, também se expressa e tenho certeza que também pensam como eu penso, no momento, no calor do momento, colocou o nome do Senhor Valdecir Fontanela para que verificasse caso, acho que devemos manter a Casa independente, para manter a Casa independente nós temos que resolver as coisas aqui. Então muito obrigado pelo espaço, um boa noite a todos e muito obrigado, a quem a responsabilidade de organizar o hospital está deste lado de cá? Né, não podemos nos sair da responsabilidade, é nossa, como Vereador da Situação e do Gestor Municipal Dr. Claiton Gonçalves, esta é nossa responsabilidade, e a responsabilidade de vocês é nos trazerem ideias e nos colaborar da forma melhor possível, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Dr. Thiago Brunet, a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, encaminhamos as Comissões, com a palavra o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, não vou ocupar muito tempo, acho que a maioria das coisas já foram ditas e pelo que eu sinto a necessidade e a vontade de todos é resolver o problema, e como nós falamos discurso não paga conta. Só vou responder ao Vereador Aldir Toffanin que aqui ninguém imagina em chamar o Senhor de burro, ninguém imagina, também não imagine que aqui desse lado tem ingênuo, nem imaginem, o Senhor entendeu muito bem o Requerimento e sabe para onde iria, até porque se nós não tivéssemos a Vereadora, que é Presidente da Comissão, nós iriamos falar para quem? Nós teríamos que ir até lá no hospital, nós não estamos tratando aqui com a Presidente da Comissão de Ética, do hospital, nós estamos com a Vereadora Eleonora aqui, bom partindo disso, o Senhor mesmo Vereador sabe que os seus colegas enquanto que o Senhor estava lá no Executivo que estavam sentados neste lado que era a situação que sentava aqui, faziam Requerimento para troca de lâmpadas, no entanto, lá na Prefeitura tinha um setor para trocar lâmpadas e não trocavam e ai os Requerimentos chegavam lá na Prefeitura para trocar a lâmpada, que era o Senhor que cuidava daquele setor, mas não necessariamente que o Senhor tivesse o conhecimento de tudo que tinha lá na rua, ou de todas as lâmpadas que estavam queimadas, mas quando os Vereadores recebiam uma sugestão ou uma solicitação da comunidade, os Vereadores de situação fazendo requerimento para trocar lâmpada, olha ver se pode isso? Tomara que eu não veja isso durante esses quatro anos agora, Vereador pedindo para patrolar estrada, de situação né? Vereador José Mário está certíssimo em aqui pedir, porque a Comunidade está pedindo para nós, e nosso lugar que nós temos é esse. Agora a desinformação na bancada ela é coisa fantástica, porque o Vereador Alberto Maioli disse que consultou o Jurídico lá, o Vereador Aldir Toffanin disse que ele não tinha o parecer do Jurídico, que precisava do Jurídico aqui, e outro já tinha informação do jurídico da Prefeitura, sintonia, sintonia precisa, que daí não dá esses percalços ai no meio das falas, de cada um, mas é questão da gente ir trabalhando, conhecendo um ao outro, mas jamais aqui teve alguém aqui quis chamar o Senhor de burro, mas também não pense que aqui desse lado tem ingênuo, falei isso primeiro também, eu cedo um aparte Vereador, não eu estou no espaço meu, posso.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte o Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Vereador Arielson, eu julgo que realmente a falta de sintonia que possa por ventura possa existir deste lado de cá, é pelo simples fato de que aqui não há nenhuma máfia montada, nem deste lado obviamente, não quero que daqui a pouco tu julgues pelo meu pensamento, mas não existe uma máfia montada uma estrutura na qual a gente dialoga mirabolante, maquiavelicamente para que falamos a mesma língua, que bom que estamos assim, que isto mostra que não estamos tentando um jogo único, nós sentamos hoje aqui de forma fria, de forma tranquila, de forma com que começamos uma Sessão na Câmara sem ter um  jogo já armado deste lado. Muito obrigado pelo aparte, era só para comentar essa questão da nossa falta de organização que na verdade não é desorganização, é um pouquinho talvez de falta de maturidade o que é bom na política viu, porque muitas vezes quando a gente é madura demais só pensa coisa ruim, muito obrigado.

VEREADOR ARIELSON ARSEGO: Quero dizer que não precisa ser máfia, e nem equipe pensando no mal tem que ter sim uma sintonia para um bom governo, para um bom governo a pessoa tem que participar, as pessoas questão nele tem que discutir, as pessoas que estão nele tem que dar opinião, tem que divergir também, tem que acatar, tem que divergir, mas tem que dar opiniões, a pessoa tem que se reunir, a pessoa tem que discutir, mas não precisa ser máfia para isso. Cedo um aparte ao Vereador Aldir Toffanin.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Um aparte ao Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Apenas para dizer Vereador que eu deixei bem claro na outra Sessão que eu estou aqui não para ser mais um Vereador, e sim para ser um Vereador. Eu tenho a minha opinião eu não quero saber se o Senhor entendeu, que eu tenho certeza que o Senhor não entendeu isso que o Senhor está falando, que o Senhor entendeu que foi, não sei o que a palavra que o Senhor quis usar aqui, que nós estávamos todos combinados, eu entendi dessa forma, e esse Vereador jamais vai votar se não tiver 100% de certeza, eu volto a dizer, não estou entendendo o drama por isso, Comissão de Ética tem poder para isso. Obrigado pelo aparte Vereador.

VER. ARIELSON ARSEGO: E eu quero voltar então a dizer para o Senhor, que quando que o senhor diz que não é burro e eu sei que o Senhor não é burro, o Senhor foi mal informado, ou mal-intencionado, obrigado Senhor Presidente.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Senhor Presidente, está acalorado e recém está começando, mas não é porque agora vai vir uma resolução depois vamos escolher os membros da Frente Parlamentar, nós vamos deixar de falar da saúde. Quero citar umas questões aqui, até porque o que nós falarmos aqui, nós vamos ter subsídios aí na frente para buscarmos soluções, buscar a transparência do que está acontecendo no São Carlos. O Vereador Thiago, Dr. Thiago, por já entrevistas, Prefeito inclusive também falou que tem de 100 a150 funcionários hoje quedaria para dispensar, pela capacidade, pelo atendimento que tem o hospital hoje. Não é de ontem, não é de ontem que o hospital, vamos dizer assim, que está com uma baixa clientela, vamos dizer assim, o bom era que não houvesse nenhum lá dentro, mas infelizmente as pessoas adoecem. Porque a direção do hospital esperou tanto tempo para enxergar isso? É a pergunta que eu faço, foi citado aqui, se eu tenho uma empresa, e tenho dez funcionários, e estou vendo no meu caixa que eu estou quebrando, não estou dando a volta, não tenho vendas, eu vou começar a demitir, infelizmente, vou tentar salvar meu patrimônio. Então não sei porque tanta demora para tomar essa atitude, na folha hoje é de um milhão e duzentos por mês é isso né Dr.? O Senhor trouxe dados importantes aqui que eu não sabia, quanto o hospital arrecada de convênios, então por isso essa Frente, Vereador Tiago Ilha, nós vamos buscar essas informações. E esse diretor que está hoje aí? Eu não conheço ele aí, conheço ele, não estou dizendo se ele é um bom administrador, se ele é bom ou mal, não sei, em quais hospitais ele já trabalhou, se ele está fazendo a coisa certinha ou não está, mas o problema do hospital não vem de uma semana, um mês, vem de muito tempo. Quem colocou, não sei quem coloca o administrador, se é o Conselho, ou se é o Executivo ou se é o Prefeito, se a coisa não está andando bem “espera aí, meu amigo, vem cá, tu toma uma solução ou dá lugar para outro” eu não estou dizendo que o Isaias é um mal administrador, não, mas já estão dizendo e o Prefeito falou, e o Vereador Dr. Thiago falou também que tem uma má administração, se tem má administração tem que mudar, ou chamar o cara e dizer “olha aqui, meu amigo aqui não está funcionando”. Uma coisa que o Senhor falou também Vereador Thiago, ou Dr. Thiago, eu vou fazer o seguinte aqui dentro eu vou chamar de Vereador Thiago e Vereadora Eleonora, que não é para se preocupar com a dívida do hospital, o importante é se preocupar com o bom atendimento perfeito, concordo, mas vai chegar num ponto que nós farroupilhenses, Executivo, nós Câmara de Vereadores, nós população, se nós não acabarmos com essa sangria, logo ali adiante, o Prefeito já deu um sinal que está sujeito a fechar em daqui 90 dias que também não acredito, viu Vereador Tadeu, de repente o Prefeito se expressou mal ou sei lá, né, também não acredito, mas vai chegar num ponto que se nós deixar a coisa desandar dessa maneira que ai vai ser fechada as portas, aí não vamos conseguir fazer nem um bom atendimento, Vereador Alberto Maioli, entende? Então são coisas que temos que debater, quando falamos em saúde, não adianta nós ficarmos nervosos aqui, que realmente Vereador Aldir Toffanin eu acho que aqui ninguém é burro, um pode ser um pouquinho mais inteligente que o outro em certas áreas, eu na minha me acho mais inteligente que qualquer dos Senhores aqui dentro, na minha área, agora na área da saúde, na área das Cooperativas Raul, na área do Gauchesco né? Cada um na área dele, então eu acho que nós temos que discutir, mas sempre se respeitando, muito obrigado.

PRES. FABIANO ANDRÉ PICOLLI: Obrigado Vereador Josué Paese Filho. Encaminhamos a Constituição de Justiça Saúde e Meio Ambiente o projeto de Lei nº 01/2017, se nenhum Vereador quiser fazer uso da palavra, declaro encerrados os trabalhos da presente Sessão, boa noite a todos e até amanhã.

 

 

 

Fabiano André Piccoli

Vereador Presidente

 

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador 1º Secretário

 

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.