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17/08/2019 07:34:54 - Farroupilha / RS
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Ata 3924 – 22/04/2019

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Sandro Trevisan

 

Às 18 horas, o Senhor Presidente Vereador Sandro Trevisan assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Vereadores: Alberto Maioli, Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Peters Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, Jorge Cenci, José Mário Bellaver, Josué Paese Filho, Odair José Sobierai, Raul Herpich, Tadeu Salib dos Santos e Tiago Diord Ilha.

PRES. SANDRO TREVISAN: Invocando o nome de DEUS declaro abertos os trabalhos da presente Sessão. Solicito ao Vereador Raul Herpich, 1º Secretário, para que proceda à leitura do Expediente da Secretaria.

1º SEC. RAUL HERPICH: Ok, Sr. Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora e demais presentes que nos prestigiam nesta noite. Convite: Caminhos de Caravaggio: Os Prefeitos de Gramado, Farroupilha, Caxias do Sul, Nova Petrópolis e Canela convidam você para o evento ‘Lançamento Caminhos de Caravaggio’. Os caminhos serão uma rota que une o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio de Canela com o de Farroupilha em uma experiência de contemplação da natureza, atividade física e fé. Participe. Dia 4 de maio de 2019 às 15h no auditório do Santuário Nossa Senhora de Caravaggio, Farroupilha/RS. Era isso Senhor Presidente, o Expediente do dia.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Cumprimentar rapidamente a Vereadora Tetela, funcionários dessa Casa e a grande família AMAFA. E cumprimentando eu quero convidar para quem faça parte da mesa a coordenadora da AMAFA Aline da Rosa, o educador social Paulo Ricardo da Silva, a professora Aline de Almeida, a equoterapeuta Cristina Pereira e a educadora física Daniela Dossin para explanar sobre a AMAFA por solicitação do Vereador Jonas Tomazini, o qual passo a palavra nesse instante. Podem subir ficar a vontade. Então nesse momento passo a palavra ao Ver. Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Obrigado, Senhor Presidente, boa noite aos demais Vereadores; quero cumprimentar primeiramente a Elaine Zanella Bartelle, Presidente da AMAFA, e em seu nome Elaine, também me permita, em nome da Aline, do Paulo, da Anelise, da Cristiane, da Daniela que fazem parte da mesa, cumprimentar a todos os demais colaboradores, a quem apoia essa importante entidade aqui do nosso município. Cumprimento também a sempre Vereadora Tetela, ao seu Menzen, ao Dutra e a quem também nos acompanha nesta noite, seja aqui na Sessão ou também através das redes sociais. Disse isso também na semana passada que eu acho que a divulgação das nossas Sessões pela internet elas propiciam momentos em que eventualmente quem não está nesta noite aqui acompanhando a Sessão poderá ter acesso à mesma através da publicação nos nossos canais digitais, e isso é importante para difundir o trabalho que é realizado pela entidade e as discussões que essa Casa efetua. Então em nome da bancada do MDB nós convidamos a AMAFA, como já fizemos nos anos de 2017 e 2018, cada ano com o seu momento. No ano de 2017 nós tínhamos a preparação, vamos dizer assim, foi apresentado os trabalhos da AMAFA e também a preparação porque estava muito próximo de se ocupar a nova sede da entidade; no ano passado em 2018 a vinda da entidade aqui foi logo depois da inauguração oficial e este ano então até por sugestão da coordenadora Aline, o objetivo é quem sabe apresentar o trabalho identidade em diferentes áreas de atuação e por isso então nós temos a mesa repleta de boas ações que serão ditas logo em seguida. Quero dizer que esta Casa se preocupa com a causa do autismo. Aqui foi produzido em 2015, por iniciativa da bancada do MDB, e principalmente liderado pela Vereadora Tetela, foi incluído no calendário oficial de eventos do município, o dia municipal de conscientização do autismo, que é no dia 2 de abril, que também é comemorado o dia mundial de conscientização do autismo. E no ano de 2018, também por iniciativa da bancada do MDB, nós fizemos uma Lei e foi aprovada pelo Prefeito depois que torna obrigatória a inserção do símbolo do autismo nas placas de atendimento preferencial para pessoas com transtorno do espectro autista. Isso acabou então com o decreto sendo mais recente do dia primeiro de abril, começou a vigorar de fato agora neste mês de abril, um dia antes do dia municipal da conscientização do autismo; e nós estamos vendo agora os primeiros movimentos das nossas entidades, os nossos lojistas trabalhando para que nós possamos ter uma sociedade inclusiva, que nós possamos discutir o assunto, retirar alguns tabus e para isso que o trabalho de vocês é tão importante, tanto no dia a dia dos atendimentos que são realizados na identidade como também no dia a dia da conscientização da nossa comunidade em geral. Sr. Presidente, quero agradecer a presença de todos nesse primeiro momento, não tenho nenhum questionamento, apenas então acompanhar a apresentação que será feita pelos diferentes setores da entidade. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Então nesse momento eu passo a palavra, Aline? Pode, pode ficar a vontade para utilizar a tribuna. Gostaria só de dizer nesse momento que o Thiago, o Vereador Thiago Brunet, ele não se encontra em função de uma reunião no hospital com a Secretária Estadual de Saúde. A justificativa dele.

SRA. ALINE DE ALMEIDA: Boa noite a todos. Gostaria de agradecer então a presença de todos e saudar a todos aqui presente. Meu nome então é Aline, eu sou coordenadora da AMAFA – Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha, e gostaria de expressar minha alegria de estar novamente falando aqui na Casa sobre a pessoa com transtorno do espectro autista. Gostaria de começar passando um vídeo que é da campanha da AMAFA e após passarei a palavra para o meus colegas que vão falar de cada área onde tem as atuações da AMAFA. (VÍDEO) Então agora eu vou passar a palavra para o educador social Paulo onde ele vai explanar a área da Assistência Social.

  1. PAULO RICARDO: Senhoras e Senhores, boa noite. Gostaria de agradecer a oportunidade ao nosso Senhor nosso Deus e também agradecer a oportunidade ao Presidente da Câmara de Vereadores, Seu Sandro Trevisan e ao Ver. Jonas Tomazini e aos demais aqui presentes. Boa noite, pessoal, em nome de Jesus estou aqui. Gostaria de cumprimentá-los e agradecer a todos e a todas aqui presente. Meu nome é Paulo Ricardo da Silva, eu sou educador social da AMAFA e trabalho com adultos com transtorno de espectro autista há mais de nove anos. A AMAFA foi fundada em 9/8/2002 realizando atividades na área da assistência social, educação, cultura e arte. Na área da cultura e arte por onde foi construída a sede nova, através da Lei Rouanet, realiza atividades esportivas, música, danças e oficinas; na área da assistência social, a área na qual trabalho, atende a serviços de proteção social especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias. Adaptado prioritariamente a pessoas com transtorno de espectro autista, o serviço tem caráter contínuo e planejado, voltado ao atendimento gratuito de pessoas com deficiência estendendo as suas famílias. Aproveitando a oportunidade, gostaria de expressar que fiquei muito feliz e contente de saber essa semana, que o município de Farroupilha, através do Decreto 6585 de 1º de abril de 2019, o qual regulamenta a Lei Municipal nº 4447 de 24/09/2018, tornou-se obrigatório a inserção do símbolo de autismo nas placas de atendimento preferencial. Logo, como educador social, gostaria de deixar uma reflexão, ou melhor, duas reflexões: quando você ver um autista desorganizado em um mercado, banco ou padaria, ou em outros lugares, ofereça prioridade à família; pois muitas vezes a tolerância do filho ou da filha de estarem em tal estabelecimento tenha passado. E a segunda reflexão, em nome do nosso Senhor Jesus, gostaria de deixar a todos aqui presente é o dia a dia, nosso dia-a-dia. E Jesus disse-lhes amarás o Senhor, teu Deus, todo dia do teu coração e de toda a tua alma e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento e o segundo semelhante a este é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Amém. Glórias a Deus. Obrigado pela oportunidade. Agradeço em nome do nosso Senhor Jesus Cristo, amém, glórias a Deus. E vou passar a oportunidade agora para Ane em nome de Jesus.

PRES. SANDRO TREVISAN: Fica à vontade.

SRA. ANELISE DE ALMEIDA: Boa noite! Cumprimento a todas e todos aqui presentes. Meu nome é Anelise de Almeida Gajardo, sou professora da rede municipal e professora cedida para a AMAFA. Acredito que a inclusão começa no coração, em aceitar e acolher o que é diferente para nós e sem querer levar tudo para o que consideramos normalidade. Segundo Vincent Van Gogh a normalidade é uma estrada pavimentada, é confortável para andar, mas nela não crescem flores. Vivemos ainda em uma sociedade com padrões e pensamentos muito rígidos, e desejamos que todos e todas se encaixem ao nosso modo; por isso, muitas vezes, temos dificuldade em acolher e aceitar e respeitar o que é diferente. Esse modo de agir faz com que não desenvolvamos atitudes de empatia. Até a pouco tempo as pessoas com deficiência ficavam escondidas em suas casas e faltavam políticas públicas para o acesso às instituições educacionais, e melhores condições de vida para esses indivíduos. Hoje temos leis que obrigam as escolas em os incluírem, mas quem trabalha com educação sabe que esses alunos e alunas estão integrados nas escolas; mas não inclusos como define a lei.  Pois falta o aporte de uma equipe multidisciplinar e devidamente preparada para atender tais necessidades. Fizeram com que acreditássemos em uma história que isso aconteceria, mas de fato estamos longe do ideal e vamos nos adaptando. Leis existem no papel, mas o acesso e a fiscalização das mesmas são ilusórios. Na AMAFA procuramos através do AEE – Atendimento Educacional Especializado – desenvolver um trabalho que visa observar, conhecer e compreender o estilo cognitivo dos alunos e alunas que frequentam a entidade para, a partir daí, traçar estratégias. Levando em conta que cada pessoa tem seu modo de pensar, relembrar e/ou resolver problemas, esse estilo nas pessoas autistas ocorre de forma diferenciada. Para os autistas e as autistas é importante que algumas questões sejam observadas: a previsibilidade, o controle de distratores, a aprendizagem sem erro, uso de orientações visuais, organização sensorial, atividades estruturadas, instruções claras e criação de rotinas; assim a AMAFA é um ambiente que procura atender a estas necessidades. São necessárias também, fazermos adequações curriculares para buscarmos estratégias necessárias para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e metacognitivas, socioemocionais, motoras e psicomotoras e comunicacionais. O planejamento, então, deve contemplar as AVDs – Atividades da Vida Diária – e as AVPs – Atividades da Vida Prática – que tem como um dos objetivos a maior autonomia dos sujeitos. Desenvolvemos um currículo funcional para que possamos abranger as necessidades específicas de cada indivíduo, pois alguns além do espectro possuem comorbidades associadas. Cada autista é único e isso tem que ser respeitado. Ao terem maior autonomia na execução de tarefas, consequentemente serão mais independentes, produtivos e felizes. Dentro os pilares da AMAFA estão o acolhimento, a formação de vínculos, o respeito e uma aprendizagem significativa. O objetivo da AMAFA não é realizar o mesmo trabalho que é realizado na escola regular seguindo uma visão prevista no currículo escolar, mas sim preparar esses alunos e essas alunas para desenvolver suas potencialidades conforme suas particularidades, e contribuir para a autorregulação dos sintomas e sinais do espectro. Como educadora fico extremamente preocupada com a possibilidade de pessoas com familiares de deficiência ou autismo priorizarem o ensino domiciliar como sinaliza o atual governo, pois estaríamos afirmando a nossa incompetência, negando o direito de acesso das cidadãs e dos cidadãos autistas às políticas públicas já existentes e promovendo a segregação; pois muitos não teriam condições de prover as terapias necessárias para auxiliar no tratamento do espectro e entender o raciocínio autista respeitando e reconhecendo a maneira que as pessoas percebem, entendem e organizam o mundo. Criando assim uma gentileza autista como afirma Katrien Van Heurck, ortopedagoga, professora especialista em autismo e deficiência intelectual. Hoje eu acordei pensando ‘eu gostaria de transformar o mundo, eu gostaria que todas aquelas centenas de pessoas que estavam aqui quando foi falado em gênero nessa cidade, estivessem aqui hoje defendendo a inclusão. A inclusão é uma luta solitária, a inclusão é uma luta das famílias e é uma luta de alguns educadores e educadoras’. A AMAFA só existe porque um dia um grupo de pais se mobilizou, porque faltava sim acesso a políticas públicas. Contaram com algumas pessoas sim, mas a AMAFA hoje precisa de vocês aqui. Sim (inaudível) é uma grande polêmica, mas quem ficaria totalmente prejudicada seriam as mulheres novamente. As pessoas não têm condições, alguns têm de prover as suas terapias outras não. A AMAFA mudou a minha vida. Se antes eu queria mudar o mundo eu vi que não podia, mas eu mudei o mundo em que eu vivo e ali o trabalho é transformador. Eu vendo o Gustavo aqui, o André, que são nossos alunos; que partilham de grandes momentos com a gente. Que eles podem falar o que é autismo. Eu estou aqui falando como educadora, mas eles realmente sabem o que é e o que eles passam; e essas famílias que muitas vezes sofrem preconceito até na sua própria casa. Então agradeço imensamente a oportunidade de estar aqui e contamos com vocês sim; sinto que não tem mais mulheres nessa Câmara de Vereadores. Algo acontece que as mulheres não chegam até aqui, mas isso seria um outro assunto. Muito obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado.

SRA. CRISTINA PEREIRA: Boa noite a todos, gostaria de agradecer a todos pela oportunidade. Meu nome é Cristiane e sou responsável pela equoterapia da AMAFA juntamente com a psicóloga Mariliza e com o auxiliar guia que é o Senhor Albino. Faz dois anos que com muito orgulho exerço essa função que me mostra diariamente resultados muito positivos. O Projeto equoterapia ele é mantido pelo COMDICA e chama-se ‘Equoterapia – Uma nova linguagem ao alcance de todas as crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista e outras deficiências.’ Mas o que é a equoterapia? A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo como principal terapeuta dentro de uma abordagem multidisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação. Pois através dos movimentos rítmicos tridimensionais, ou seja, em três eixos distintos: para cima e para baixo, para um lado e para o outro e para frente e para trás. Através desses movimentos o cavalo estimula o desenvolvimento da mente e do corpo do paciente. Principais benefícios da equoterapia: altera e melhora a resposta do sistema nervoso central, desenvolve o afeto devido ao contato direto da pessoa com o cavalo, estimula a sensibilidade tátil, visual e auditiva, melhora a postura e o equilíbrio, aumenta a autoestima e a autoconfiança promovendo a sensação de bem-estar, melhora o tônus muscular, permite o desenvolvimento da coordenação motora e a percepção dos movimentos e faz com que a pessoa se torne mais sociável facilitando o processo de integração nos grupos. No autismo, a equoterapia alcança ótimos resultados, principalmente em função da interação social, já que esta é uma das principais características do autista; pois ela ajuda a diminuir a agressividade e aumentar a sociabilidade da criança, além de melhorar a linguagem e a área emocional. Isso tudo porque o praticante autista aprende a superar alguns medos; melhora sua expressão facial, olha nos olhos, acena dizendo oi/tchau e busca fazer amizades com os que estão presentes durante a Sessão. Assim como toda criança tem suas necessidades, portanto, os exercícios eles variam de criança para criança, bem como o tempo em que os resultados podem começar a ser notados. Cavalo e autismo: uma relação de amor e confiança. Obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Cristiane. Nesse momento então passo a palavra a Daniela, é isso? Perfeito.

SRA. DANIELA DOSSIN: Boa noite a todos. Me chamo Daniela Dossin e sou formada em educação física. Dou aula de natação para a instituição; esse trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2013, com auxílio de um acadêmico de educação física, Mateus Paim, hoje atendemos crianças e adolescentes da instituição. Na água nós criamos ambientes lúdicos onde desenvolvemos e aperfeiçoamos habilidades motoras, cognitivas, sensoriais, a melhora do convívio social; além de trabalhar isoladamente as dificuldades específicas de cada aluno. Tendo em vista os inúmeros benefícios que a prática de natação pode trazer as pessoas com Transtorno do Espectro Autista e como visto em muitas pesquisas científicas, o meio aquático, além de desenvolver a psicomotricidade, noção de espaço e tempo aliada a outros materiais e outros colegas, desenvolve a socialização, comunicação e verbalização, fatores essenciais para o desenvolvimento afetivo e social, além de aliviar espasmos musculares e em desenvolver e aumentar a coordenação motora ampla. Existe uma melhora significativa na capacidade cardíaca e respiratória o que contribui também para o desenvolvimento da autoconfiança, criatividade e atenção levando ao aumento da consciência corporal. Nesses seis anos, muitas crianças e adolescentes passaram pela água. Muitos objetivos foram conquistados e muitas barreiras foram quebradas; hoje temos crianças que nadam, mergulham e fazem coisas que nem imaginávamos atingir. Eles superam seus medos e os seus limites. Hoje a natação é muito mais do que o nado propriamente dito. São aulas cantando, brincando, fazendo competições de quem pega o maior número de bola, mas também há uma troca de afeto e carinho; é um convívio, é o amor. Obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado. Nesse momento, então passo a palavra aos Srs. Vereadores para algum questionamento. A palavra esta à disposição dos Srs. Vereadores. Ou simplesmente algumas colocações né, não necessariamente questionamentos. A palavra está à disposição dos Srs. Vereadores; com a palavra o Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Senhor Presidente. Boa noite a todos os colegas Vereadores, Vereadora Eleonora, Ex-Vereadora Tetela, Ex-Presidente desta Casa, obrigado pela presença, imprensa, pais, familiares, amigos, funcionários da AMAFA. Primeiro parabenizar o proponente, a bancada proponente desta ação, parabéns pela iniciativa, Ver. Jonas Tomazini. E essas ações elas têm um objetivo bastante grande de divulgar o que vem sendo feito, porque a única forma de nós sensibilizarmos as pessoas é mostrando o que é feito. O trabalho que vocês fazem, ele precisa ser divulgado, ele precisa ser notorizado, porque nós precisamos lutar e mostrar a importância da socialização dessas das crianças, não só das crianças que tem, essas crianças especiais, mas todas as crianças. E nós temos que lutar sim por essas novas tendências que nós estamos vivendo na qual a gente ouve, abre aspas, os pais das crianças com deficiência, pais de crianças com autismo, esse é um grupo muito grande que tem conversado com esse Ministério. Eles gostariam de educar os filhos em casa. Muitos deles entendem que os filhos não estão se adaptando na escola. Tem criança com autismo que sofre mais indo para escola do que ficando em casa. Então a proposta também vem para atender essa parcela significativa da população. É um absurdo, é um absurdo ler isso; e é um absurdo ler isso de uma Ministra da nossa nação. O trabalho que vocês fazem a luta diária para incluir, para socializar, para através da equoterapia, da natação e de todos os outros trabalhos melhorar as condições da existência dessas crianças. Não, Ministra dos Direitos Humanos; se eu falei Educação me perdoe. Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. É lamentável, porque a gente sabe o trabalho que vocês desenvolvem, a importância do trabalho para essas crianças e a inclusão realmente começa pelo coração. E nós temos que nos sensibilizar em perceber os momentos de auxiliar na fila de um banco; nós estávamos nesse verão no Beto Carrero e uma família sentou na nossa frente em uma das atrações, e a mãe e o pai estavam constrangidos, eles olharam para trás e nos disseram “olha a gente está sentado aqui porque nosso filho tem espectro autista” e daí a gente disse “não, a gente percebeu”. E aí começamos a conversar e a família colocou o quanto que no parque, naquele dia, tinha sofrido por ter a preferência nas filas e as pessoas começavam “oh, olha só o tamanho dessa criança aí, vocês não tem vergonha na cara”. Já toda a complexidade da família no dia a dia, porque a gente sabe das dificuldades. Então tem toda essa questão e ainda os pais têm que explicar, dizer “não, porque o meu filho é especial, por isso”. Então nós temos que desenvolver em nós mesmos a sensibilidade de perceber e auxiliar na medida do possível, não só nós legislando; mas na nossa vida, no nosso dia-a-dia para que essas crianças possam cada vez mais estar incluídas no nosso dia a dia, nas nossas famílias e lutar contra o preconceito. Esse é o nosso grande desafio. E lutar contra isso que talvez de uma forma ingênua, não ocasional, mas ingênua, é uma forma de preconceito de excluir essas pessoas e querer dizer que a família vai ter condições. Primeiro, condições financeiras, segundo é condições físicas e até emocionais de conduzir todos estes trabalhos que, em uma escola que nem a AMAFA, vocês proporcionam. E aqui, para finalizar, Senhor Presidente, esse sonho que é de muitos também um dia foi, um Senhor que já está lá em cima, Sr. Mário Bianchi que na Tramontina sempre lutou muito pela inclusão, lutou muito pela realização desse espaço que hoje acolhe tão bem essas crianças. Então parabéns pelo trabalho e contem conosco. Obrigado, Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores; com a palavra o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores. Quero dizer que ouvi atentamente todas as palavras que foram ditas aqui. Em momento algum deixei de ouvir, apenas feito um comentário no meio de uma das apresentações. Mas dizer que nós, muito mais do que qualquer outra pessoa quem sabe, e por muito mais tempo que algumas pessoas, trabalhamos e achamos muito importante o trabalho da AMAFA. Desde a administração do Prefeito Pasqual e a Ver. Tetela que estava aqui também na Câmara de Vereadores e na Administração Municipal, na Fundação, e cumprimentar aqui a Elaine e vi agora o Hilário; que por muitas e muitas vezes o Hilário vinha comentando e cada pouco ele vinha pedindo alguma coisa e dizia “bah eu fico até meio assim em pedir, mas nós temos essa urgência, nós precisamos disso.” E nós estávamos naquele local, naquele lugar, naquela hora, para atender. Eu não acredito que homens ou mulheres aqui, fariam a diferença no pensamento do atendimento às pessoas que estão lá na AMAFA, porque eu não tenho dúvida nenhuma da necessidade e do trabalho que vocês fazem. O ‘Paul’ veio aqui e falou e parecia que nós estávamos em um culto, porque ele traz aquilo que é o pensamento e ele veio falar com o coração, muito mais que um educador, com o coração. Toda hora falando em Deus, toda hora me parece pedindo a proteção, as bênçãos de Deus para que esse trabalho possa continuar e que ele possa dar conta de um trabalho que realmente é muito, eu não tenho dúvidas, difícil. E sei da capacidade de todos vocês, acompanho, porque nós temos também o Ex-Prefeito Pasqual que tem se dedicado muito e ele faz isso não para ganhar alguma coisa; poderia estar fora, poderia não estar lá, ele não ganha nada para isso. Mas ele também trabalha com o coração, trabalha com uma vontade, trabalha com a alma né, e assim como os pais que fundaram isso. E me lembro uma época o Hilário veio e disse “oh nós vamos precisar mais algumas coisas porque nós vamos ter lá o cavalo e é difícil, vai ser uma novidade”. E hoje ouvindo a explicação, ver o benefício que tem né, a importância que tem; assim como tem a importância lá vendo a Daniela na natação e tudo, todas as partes. Quem esta administrando, os pais que fundaram, as professoras. Então é muito mais do que dizer aqui para vocês de que eu enquanto estiver aqui, tudo que passar por esta Casa, Ver. Jonas, e tudo aquilo que nós discutimos através das ideias que vieram, não quem sabe de um Vereador individual, da comunidade passada para um Vereador e discutida na Câmara de Vereadores, aprovada por todos os Vereadores, para que a gente pudesse fazer pequenos gestos, mas que pelo que eu ouvi ali na hora que o Paul falou “olha se vocês enxergarem alguém, não precisa ter Lei, enxergar alguém”. É claro que as pessoas às vezes não sabem né que daqui um pouco é um autista que tenha algum problema, mas que tem um limite de poder estar em algum lugar e que daqui um pouco ele se sente desconfortável lá e o pai a mãe tem que ficar mais um pouco e não tem como sair logo, que dê a preferência. Na verdade nós vamos ver aqui uma bobagem de fazer uma Lei para fazer um atendimento desses, mas por mais que seja uma bobagem virando uma Lei tem mais uma possibilidade que seja cobrado, que seja atendido para aqueles que não entendem o que é. Então, somente aproveitando os minutos que eu tinha aqui, de parabenizar o trabalho de todos vocês que fazem parte da AMAFA, desta grande família que é a AMAFA. Então tudo que depender de nós, nos estaremos aqui disponíveis para poder ajudar. Obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores; com a palavra o Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Vereadora Eleonora, quero dar uma saudação a Vereadora Tetela, Hilário Lovato. E não poderia deixar aqui de cumprimentar uma pessoa muito querida, que foi meu grande treinador por muitos e muitos anos, que sobrou só um pouco de cabelos brancos; esse homem foi um grande guerreiro como treinador, quantos títulos no ‘amizade’ que nós conquistamos. Mas um agradecimento muito especial que eu quero abrir aqui as portas do meu coração é para esta família da AMAFA. Eu não sei falar muito bonito, mas eu quero dizer do fundo do meu coração de que o trabalho que vocês vem prestando para estas famílias, para estas pessoas, são de fundamental importância. E quem não reconhece o trabalho que vocês fazem é porque são gente que não tem coração, principalmente que nem esse aqui que leu o Ver. Fabiano A. Piccoli, que me antecedeu. São gente que não tiveram formação, que nem parece ser gente; gente que não tem coração. E eu então quero só parabenizar vocês e eu também vou falar, de pedir para quem Jesus interceda junto a Deus para que a partir de hoje o trabalho de vocês, da família da AMAFA, pudesse sempre ter força, garra, luz e determinação para prestar esse trabalho altamente benéfico que vocês fazem para a comunidade de Farroupilha. E de dizer que a tristeza jamais pudesse se arquivar nas páginas de suas tão preciosas vidas. Muito obrigado e que Deus nos abençoe.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Eleonora. Quero cumprimentar aqui o seu Cardoso, que já foi mencionado pelo nosso colega Ver. Beto Maioli, a Ex-Vereadora e Ex-Presidente dessa Casa Tetela, sempre uma alegria ver a senhora aqui. Meu compadre Dutra também hoje nos dando a alegria de sua presença aqui, Hilário, Juliano e especial a família AMAFA. Não tenho nenhum questionamento para fazer, tive a oportunidade de visitar a AMAFA alguns dias atrás e vi o carinho, a dedicação que é dado para aquelas crianças. Então eu quero só aqui deixar registrado nos anais dessa Casa, a minha gratidão; meus parabéns a cada um da família AMAFA. Pessoas que se dedicam dia e noite, noite e dia para o bem de um ser humano que muitas vezes está tendo preconceito; muitas vezes como foi colocado por nossos Vereadores que me antecederam aí, são xingados porque estão em uma fila. Muito preconceito recebe essas crianças, essas pessoas com esse problema aí. Então apenas dizer “parabéns a cada um de vocês, continuem assim e que Deus abençoe cada um que está fazendo esse belíssimo trabalho.” Era isso Sr. Presidente, muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores; com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sra. Vereadora. Senhora Ex-Vereadora Tetela, sempre Vereadora e Ex-Presidente desta Casa, Ex-Prefeito e sempre Prefeito Pasqual, nossa saudação ao Senhor também e a todos que estão nos acompanhando aqui e pelas redes sociais. Falar da AMAFA né Dona Elaine é falar de amor. É falar da expressão maior: amor, amor. Falar de vocês profissionais é reconhecer que vocês, antes de se tornarem profissionais, vocês colocaram dentro de vocês e colocaram para fora amor. Porque ninguém se profissionaliza para ganhar, estamos falando em dinheiro; quando não se tem amor por aquilo que se faz, não importa o quanto se ganha, não estará ganhando nada. Eu queria dizer ao Paulo que pode ser um sonho, mas Paulo tu descobriste através dos ensinamentos bíblicos, independente da tua religião e da minha, quando a gente assume e entende a palavra, a gente divulga; a quem nos abençoa e pelas bênçãos que recebemos. Uma outra reflexão que eu fazia, diz alguma coisa do passado, diga de onde vens e eu direi quem tu és; sabendo de onde tu vem eu sei quem tu és, porque ali está uma referência. Vocês tem uma família invejável em todo o segmento e isso tudo começou com amor e veio a fé, e consagrou o que tu colocou para nós aqui. Vocês eu acho que tem uma missão né; Annelise? Anelise. A Anelise tocou em um ponto que pena que nós não temos essa Câmara hoje cheia; ela deveria estar, ela teria uma razão para estar. Mas o que infelizmente na política nós temos que dizer, muitas vezes, que os grandes são pequenos demais por isso  que eles falam algo, como relatou aqui o Ver. Fabiano A. Piccoli, e que não vale a pena a gente escutar a não ser no sentido de comprovar. É melhor ouvir isso do que ser surdo né; então vamos continuar. Mas tem alguma coisa que eu queria que vocês levassem: a missão de vocês, a missão. A missão de vocês seja abençoada pela fé, demonstrada pelo Paulo, pelo carinho e reconhecimento do MDB, na pessoa também do Ver. Jonas, que vieram e colocaram para que todos, todos, se não fazem por que não está escrito ou de alguma forma cobrado de nós a preferência para que nós possamos entender que essas são as prioridades maiores que nós temos no universo maior que é dentro da maior instituição que existe e da maior empresa chamada família. E para fechar, eu quero dizer a vocês que assim: eu me sinto gente, me sinto feliz e me sinto com a minha fé renovada mesmo que muito pouquinho posso se fazer; mas uma das noites que eu ponho a minha cabeça no travesseiro e durmo tranquilo é a ‘noite do bingo da AMAFA’. Eu acho que é tão pouco que se faz pela amplitude tão grande que é o amor demonstrado por todos vocês. Que vocês sejam símbolo do amor acima de tudo. Muito obrigado

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Senhor Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite Srs. Vereadores, boa noite Sr. Presidente. Boa noite a todas as pessoas que estão aqui representando um segmento da AMAFA e de uma maneira especial eu gostaria de cumprimentar a família do educador social Paulo Ricardo da Silva, a família que aqui se faz presente; Tetela, minha amiga, seu Menzen, Pasqual que tem dedicado sua vida a AMAFA, Senhora Elaine e todos os funcionários da AMAFA que aqui se encontram e todas as pessoas que estão aqui conosco. Como disse, acho que foi o Ver. Tadeu, que disse que pena, acho que foi ele que disse “que pena que hoje tem pouca gente”.  Que pena. Que pena mesmo. Eu queria parabenizar o Vereador Jonas por esta iniciativa e dizer o seguinte: todas as pessoas que se dedicam, eu não vou dizer que trabalham na AMAFA, porque elas são pessoas que se dedicam, se dedicam de coração, de alma; se dedicam a AMAFA, tem uma missão. E eu vou dizer que eu me sinto pequena, muito pequena, quando eu comparo, apesar de tudo que a gente tenta fazer, eu me sinto muito pequena frente ao que vocês fazem. Minha sobrinha trabalhou durante alguns anos na equoterapia, a Luciana Pasko Pedó, não mais trabalha porque está morando próximo de Lisboa, no Algarve, mas a saudade que ela sente da AMAFA, dos colegas, dos pacientes e do cavalinho é muito grande. Ela, sempre que a gente fala, ela refere muita saudade de todos. E durante esse período eu pude conhecer um pouquinho mais dos resultados da equoterapia e de todas as outras terapias que são desenvolvidas pela AMAFA. Eu só posso dizer parabéns, parabéns pelo trabalho que vocês desenvolvem, parabéns pelo amor que é colocado neste trabalho. E tudo aquilo que puderem contar com a gente, podem ter certeza que, eu pelo menos, vou estar à disposição. Muito obrigado pela presença de vocês aqui e mais uma vez desse esclarecimento para nós. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereadora. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Tá. Poderíamos chamar então quem? Gustavo e André para que pudessem vir até aqui. Obrigado. Bom, eles permanecem por aí. Agora, nesse momento, eu gostaria de ceder a palavra ao Ver. Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, colegas Vereadores, as pessoas que nos prestigiam aqui. Gostaria de cumprimentar todos os integrantes da AMAFA, todas as pessoas que são voluntárias desse Projeto; e o André e o Gustavo, não precisa falar aqui, mas depois que vocês falarem uma vez vocês vão querer falar sempre e aí vão tomar conta do pedaço. É só no começo que dá um pouquinho de vergonha mesmo. Mas a gente queria cumprimentar esse trabalho da AMAFA, cumprimentar a iniciativa, aliás, muito mais do que uma iniciativa uma bandeira que o colega Vereador Jonas vem trazendo desde o início do seu mandato. E nós acompanhamos que essa bandeira veio muito forte nessa atual legislatura e eu me sinto muito feliz em dividir com o senhor, Vereador, esse momento e ver essa ação que se desenvolve e que traz nessa noite esse exemplo de Projeto que dá certo. Já coloquei aqui na Casa, eu tenho um irmão que é autista, hoje tem 32 anos de idade mora na cidade de Veranópolis, e eu adoraria que lá na cidade tivesse um Projeto tão bem estruturado quanto vocês têm aqui. E que vivendo a vida do meu irmão que é dois anos apenas mais novo do que eu, nós tivemos boa parte da nossa infância e da nossa adolescência muito de forma conjunta. E que nos primeiros anos de vida até mesmo a família, e aí eu me coloco na condição talvez de muitos irmãos e irmãs que passam por essa situação, a gente demora para entender o que está acontecendo, demora para entender o conjunto de toda a situação. Mas depois que nós entendemos, eu falei aqui já em outras oportunidades, cada vez que eu visito a minha família e que eu posso estar junto com ele eu digo que eu volto com uma mensagem diferente; e essa mensagem muitas vezes é me dado através do gesto, essa mensagem muitas vezes é me dada através da fala, essa mensagem muitas vezes é me dada, Ver. Tadeu, através do olhar. Então o autista tem muito essa condição de nos ensinar muito mais do que a gente imagina e até digo e vou mais além, a minha família permaneceu unida todos esses anos pela mensagem que diariamente o meu irmão passa para todos nós e que através dos anos, de todas as dificuldades que a nossa família enfrentou e que enfrenta, tem muitas vezes na pessoa dele o ponto de equilíbrio, de união da nossa família. E eu sempre acreditei que nada na vida de ninguém acontece por acaso. E isso que vocês estão fazendo e que o respeito e a dedicação que vocês têm com todos os integrantes; e esse trabalho bonito que AMAFA realiza há muitos anos e que o Vereador Jonas, com propriedade, defende aqui na Casa, é um trabalho que nós devemos cada vez que tivermos a oportunidade, nos somarmos a esses Projetos e que outras pessoas possam estar sendo voluntárias e certamente auxiliando a entidade né, que ela possa permanecer ativa na nossa cidade dando exemplo de cidadania, dando exemplo de amor ao próximo, dando esse exemplo de inclusão. E a professora falou muito bem aqui e me somo também às palavras do meu colega Ver. Fabiano, que tenho lamentado muito as declarações da Ministra, do Presidente que eu mesmo votei, e por consequência esse meu desânimo como eleitor passa também pelo meu voto de ter confiado; porque as declarações da mesma cada vez vêm se piorando Vereador, o Senhor tem razão. Que nós vivemos em um mundo que devemos buscar na inclusão a forma de viver em sociedade de forma equilibrada, todas as pessoas têm que ser incluídas. E nós vivemos talvez em um dos países que aparentemente parece não ser, mas mais desigual, de maior nível de preconceito com todos os tipos de situações que nosso país convive. Inclusive hoje na fila do banco eu presenciei uma situação de preconceito não pelo uma pessoa com deficiência, mas sim pelo uma pessoa de uma cor diferente da outra que eu fiquei assim banalizado; no ano de 2019 ainda ter essa situação na nossa cidade de Farroupilha. Então são coisas que a nossa sociedade precisa crescer como ser humano, para que aquele patrimônio, Ver. Tadeu, que é a família, possa ser preservado e que comece lá nas nossas famílias; que talvez a palavra que mantém uma família, que mantém uma sociedade é que a gente mais esquece que é o respeito. Que ele possa permanecer nas nossas convicções e nas nossas falas também. Então só quero dar os parabéns, Sr. Presidente, pelo belíssimo trabalho que AMAFA faz na nossa cidade. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Neste momento passo a palavra ao Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, colegas Vereadores, Vereadora Tetela, todos que nos prestigiam. Quero aqui fazer uma referência a Elaine e, em seu nome, todos os colaboradores, familiares, que fazem parte da família AMAFA, também a Aline, a ti né e os demais envolvidos eu diria, não na questão profissional, mas também na questão humanitária, uma questão mais coração e aqui quero fazer uma referência à colocação do Vereador Tadeu, que o Senhor foi muito cirúrgico na colocação, a palavra amor, a palavra dedicação. E apenas me manifesto em si, para parabenizá-los né, é uma construção que a gente sabe que vem de longa data e, além desta construção, sabemos que a entidade necessita, sim, de auxílio e nós diante desta questão, a gente se coloca também à disposição e acredito que todos nós para somarmos e dentro das nossas condições também estender a mão para que a entidade e a instituição possa sim fazer o seu papel. Também quero fazer uma referência às famílias né, a gente sabe que tem um amor maior ainda, perante a seus filhos, e isso é muito importante para que a pessoa que tem este problema consiga ter o convívio melhor em si dentro de um contexto possível. Então eu quero parabenizar os novamente e reforço: estamos à disposição. Obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Senhor Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra o Vereador Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Vereadora, demais pessoas que nos acompanham esta noite e os professores, pais, alunos da AMAFA. Muito obrigado pela presença de vocês e parabéns pelo trabalho que vocês têm realizado junto a essa tão importante entidade de ajuda de pais e filhos que tem o problema da AMAFA. Eu digo assim: “felizes são as pessoas, os casais que não têm filhos com problema de autismo, excepcionais, drogados, alcoólatras, mas não menos felizes são os pais que tem filhos com esses problemas”. O autista e excepcionais são de nascença enquanto que drogados e alcoólatras são ao longo do tempo. Mas todos esses merecem o seu trabalho, a sua dedicação e claro ‘ah os professores recebem para trabalhar’. Evidente, mas trabalham com um amor muito maior do que qualquer outro tipo de atividade escolar; pode ter certeza, tanto na AMAFA como nos excepcionais, na APAE, a gente vê uma coisa assim totalmente diferente. A dedicação que tem esses professores e trabalhadores dessas duas entidades com o amor que dedicam a esses alunos. Às vezes aquilo que o pai não pode dar, que a mãe não pode dar, mas que professores vão conseguindo dar essa educação e essa ajuda de convivência para tornar eles também inclusos na sociedade. Porque agora a pouco ouvimos alguns testemunhos aí que problemas, os excepcionais com esses problemas estão excluídos da comunidade. Muito errado isso, essa colocação. Porque tem duas entidades, APAE e AMAFA, que tem se dedicado justamente a essas crianças. (inaudível) também às vezes porque a dificuldades que até a AMAFA como a APAE tem de manter as suas escolas, que são entidades autônomas, não são repartições públicas e praticamente se sobrevive de doações, de auxílio do Poder Público Municipal e Estadual, professores com atendentes. Mas me lembro agora, eu quero me referir que aqui nós tivemos, há duas ou três semanas atrás, nos recebemos um ofício da AMAFA solicitando brindes para o bingo. Então veja a dificuldade que também tem às vezes os pais dos alunos, os próprios professores, a dificuldade que talvez tenha para angariar prêmios para fazer esse bingo que sempre é um sucesso, mas também precisa oferecer os brindes para que possam ser sorteados entre os que participam do bingo. Eu sempre tenho me dedicado, este ano não, mas o ano passado a gente doou um aparelho de televisão; eu acho que teve duas oportunidades que tive a condição de doar aparelho de televisão para ser sorteado lá no bingo. Isso que é necessário, que nós temos a nossa responsabilidade também. Temos filhos normais então eu tenho que ajudar as pessoas que não têm. Não tem na minha família, na minha esposa tem lá na APAE. A gente sabe a dificuldade que tem para manter isso e o trabalho que dá essa pessoa, os pais às vezes ficam excluídos da sociedade em função de se dedicar exclusivamente aos filhos excepcionais como da AMAFA e da APAE. Então eu quero mais é cumprimentar os professores, os pais pela dedicação, o poder público municipal que tem ajudado bastante e propriamente as entidades e as pessoas. E eu solicito e peço encarecidamente que quem tem condições, vamos ajudar as entidades, porque se nós temos filhos normais temos que agradecer e ajudar aqueles que têm dificuldades. Então tem talvez problema com todo esse tipo de pessoas com deficiência, mas mesmo assim não são devem ser excluídos da sociedade devem ser incluídas cada vez mais em função do que os professores têm feito, a direção da escola tem feito para incluir essas pessoas cada vez mais na sociedade. Muito obrigado e mais uma vez cumprimentos e bom trabalho a todos vocês.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Senhor Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Nesse momento eu gostaria que vocês todos aqui prestassem muita atenção porque o André queria fazer um convite a todos vocês, né André. Faz o convite lá para nós, pode falar no microfone aí.

  1. ANDRÉ: Vá conhecer a AMAFA.

PRES. SANDRO TREVISAN: Eu já conhecia o André porque ele é sobrinho do professor Kiko, que por coincidência é Kiko Paese também. Que é uma pessoa que eu considero porque ele tem o coração maior do que ele mesmo, quem conhece o Kiko sabe do que eu estou falando e daí então a gente volta e meia faz churrasco na casa dele e ele está lá, o André. E parabéns a vocês pelo que vocês fazem. A AMAFA é uma entidade que não tem; todo mundo já falou e não tenho que ficar falando com palavra, a gente fica falando palavras e palavras e na verdade o que vocês fazem é algo louvável. Meus parabéns a todos vocês. Eu vivo em sala de aula e sei das dificuldades, às vezes as pessoas acham que as crianças, crianças e adolescentes são todas iguais, e não é verdade. Elas possuem as particularidades delas. Têm crianças que você fala algo uma vez só é suficiente, tem outras que isso não pertence ao mundo delas. Elas vão tentar conjecturar isso eternamente e não vão conseguir. E a culpa é dessas crianças? Não, são situações diferentes. Como é que tu vai querer que alguém que é daltônico que perceba a cor que eu estou percebendo. Não é verdade. A gente vive em ambientes, mundos diferentes, são mundos diferentes. Infelizmente a sociedade parece que não quer entender ou não faz força para entender, e nós Vereadores aqui estamos à disposição. O ano passado foi feito um pedido que não interessa muito no caso, eu vou dizer por que é; mas assim os Vereadores aqui tanto situação como oposição se dedicaram a uma causa em favor da AMAFA, que foi um pedido feito do Executivo, uma coisa que eu sei que é substancial para AMAFA, que é de suma importância. Meus parabéns a todos vocês e todos os Vereadores aqui tenho certeza que estão disponível sempre, o que vocês precisarem, o que a gente puder ajudar a gente com certeza vai ajudar, isso de coração, todos os Vereadores independente da situação. Nesse momento então é parabenizar a bancada pela iniciativa de trazer a AMAFA, agradecer, então, aqui então a Eliane, o Paulo, Anelise, Cristiane, Daniela; agradecer toda a AMAFA e nesse momento eu passo a palavra então ao nosso Vereador proponente né. Tudo bem Ver. Jonas? Fique a vontade.

VER. JONAS TOMAZINI: Obrigado Sr. Presidente. Eu quero cumprimentar então o Dr. Hilário Lovato, ao Ex-Prefeito Bolivar Pasqual, que não estavam no início quando nós fizemos a primeira saudação. E quero rapidamente parabenizar novamente pelo trabalho que vocês desenvolvem, eu acho que cada um dos anos que vocês vieram aqui teve a sua importância. Cada momento em que a entidade está vivendo a gente percebe que numa crescente, desde lá de 2003 quando na gestão do Ex-Prefeito Pasqual a gente teve a oportunidade também de contribuir para a formação da entidade. E agora esta Casa, representado pelos mais diferentes partidos, ter então toda essa consciência e assim a gente forma pessoas também que estão cientes da necessidade, cientes da importância que a AMAFA tem para o contexto da comunidade como um todo. Quero falar também que a gente falou aqui de Legislação né. Muitas vezes nós não gostaríamos ou até gostaríamos não precisar de algumas Legislações, como foi dito pelo Ver. Arielson, pelo Ver. Fabiano A. Piccoli, mas se faz necessário pelo menos quem sabe até nós conseguirmos criar essa conscientização; e eu citei no começo duas Leis específicas que foi a inclusão do dia Municipal e agora essa que insere o símbolo do autismo no atendimento preferencial. Quero dizer também que nós já estamos trabalhando e um próximo passo que seria a regulamentação no âmbito do município de uma carteira de identificação para o autista, que isso acho que facilitaria ainda mais situações em que a gente possa alcançar e ter aí visualmente a identificação como foi dito pelo aquela situação relatada pelo Vereador Fabiano A. Piccoli anteriormente. Quero dizer também que hoje antes de vir para cá uma das entidades, a CDL, já me telefonava dizendo que vai disponibilizar para todos os seus associados um adesivo com a identificação com a inserção do símbolo do autismo para identificar as lojas, então que o atendimento preferencial nesses estabelecimentos estará também estendido às pessoas com espectro autista. Então acho que isso são avanços e passos que a gente vai dando para criar essa conscientização cada vez maior. Então no mais eu quero agradecer e dizer também que esta Casa, através do Presidente, das nossas redes sociais, se coloca à disposição; depois será feito uma matéria com a participação de vocês e a gente vai colocar sobre as informações sobre a campanha que vocês estão realizando agora. E quem sabe que isso possa também, além da participação direta nossa, que possa contribuir um pouquinho difundindo essa campanha que a entidade está fazendo. Muito obrigado pela participação de vocês, pela vinda dos colaboradores, dos familiares a esta Sessão e nós, como tido por todos os colegas, estamos à disposição.  Muito obrigado, Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Com a permissão dos Srs. Vereadores, suspendemos a Sessão por dois minutinhos aí para desfazer a mesa, bater fotos. (SESSÃO SUSPENSA) Senhores Vereadores reiniciamos os trabalhos da presente Sessão. Passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Convido o Partido Socialista Brasileiro – PSB – para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT – para que faça uso da tribuna, abre mão. Convido o Partido Republicano Brasileiro – PRB – para que faça uso da palavra; abre mão. Convido o Partido da Rede Sustentabilidade para que faça o uso da tribuna; abre mão. Convido o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – MDB – para que faça o uso da Tribuna; abre mão. Convido o Partido dos Trabalhadores – PT- para que faça o uso da Tribuna; abre mão. Convido o Partido Progressista – PP – para que faça uso da tribuna; abre mão. Passamos ao espaço destinado ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra Ver. Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Sr. Presidente, colegas Vereadores. Eu gostaria só de falar do Requerimento que nós estamos apresentando hoje. Como é um Projeto Sugestão de Lei, nós vamos deixar a semana inteira na Casa; ele versa sobre um tema que nós já apontamos aqui sobre e levamos ao Executivo sobre uma brecha no Projeto de Lei que concede a gratuidade da passagem de estudantes universitários, que nós mesmos votamos aqui a sua modificação e justa modificação. Porém ele está sugerindo ao Município nos casos aonde que o estudante, mesmo tendo o curso em Farroupilha, que ele ganha bolsa de estudo de 50% ou mais, ele possa também ter a gratuidade. Porque se ele ganhou uma bolsa de estudo porque ele não tem condições de pagar o curso e obviamente ele tem o direito de também, estando em todos os critérios, de ganhar a passagem. A gente foi instruído pelo jurídico, tanto do Executivo quanto o jurídico aqui da Casa, que esse aí cabe um Projeto Sugestão de Lei e não um Projeto de iniciativa de Vereador, alteração de Lei, portanto nós estamos fazendo essa sugestão de Lei. O Projeto vai ficar na Casa aí para que seja votado na próxima semana e apenas gostaria de apresentar e deixar ele na Casa. Gostaria também de apresentar o Requerimento nº 62/2019 que requer dos demais pares que seja encaminhado a RGE, aqui até o texto, conversando até com colega Vereador Arielson, ele pode ser melhorado aqui no e eu peço que seja melhorado, para que seja encaminhado a RGE que apresente uma data na sua agenda para que possa estar participando dessa Casa da audiência pública tratando sobre o tema de energia. Então peço também que seja olhado essa questão e seja colocada em votação Senhor Presidente, Requerimento nº 62/2019. Depois eu volto.

PRES. SANDRO TREVISAN: Sobre o Requerimento a Casa está providenciando, tentando fazer um agendamento também né a respeito desse assunto, mas colocamos em votação o Requerimento formulado pelo Ver. Tiago Ilha. Os Vereadores, Requerimento nº 62/2019, os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores aqui presentes com a ausência do Vereador Thiago Brunet. A palavra continua com o Vereador.

VER. TIAGO ILHA: Sr. Presidente obrigado pela compreensão é um tema importante que nós vamos debater. Eu estive agora pouco também no Hospital Beneficente São Carlos acompanhando a deputada Francis Somensi que recebeu a Secretária Estadual da Saúde Arita Bergmann; lá esteve também, está ainda acredito, no encontro o nosso colega Vereador Thiago Brunet, estava em uma outra agenda quando a Secretária que estava em Beto acabou confirmando a sua vinda aqui. A Deputada tinha solicitado que ela abrisse uma agenda para Farroupilha e ela acabou dizendo “olha Deputada estou em Bento e aqui estou em um compromisso e se a Deputada entender, posso ir agora mesmo à tarde”. Por isso que essa agenda foi meio aproveitando que a Secretária estava em Bento e imagino que por essa condição não foi ampliado e nem convidado imprensa nem os colegas Vereadores e acredito que foi isso, mas a gente acompanhou essa agenda. A Secretária se mostrou de muito boa vontade, isso eu trago aqui aos colegas Vereadores, de buscar alternativas para buscar incremento de renda do Estado. A gente sabe que dinheiro novo não virá porque o Estado não tem condições de pagamento, ele não tem nem condições de arcar o que já deve aos hospitais, mas, porém abrir algumas portas que muitas delas são de relação política e a nossa vai ter participação decisiva que é a cofinanciamento dos outros municípios. Mas também alguns recursos que já existem e que poderão ser remanejados para Farroupilha em situações que acontecem em outras regiões que não estão sendo utilizados e que estão ociosos em outras regiões e que, pelo passado, por ter colocado naquelas regiões hoje a Secretária entende que tem que realocar recursos que já estão em outras regiões. E por não estar sendo utilizados poderão vir ao São Carlos, de várias ordens e que tecnicamente aqui eu me atrevo a comentar, porque não é de meu conhecimento aprofundado sobre os temas técnicos abordados pela Secretária, mas acredito que a mesma ou inclusive a nossa Deputada vai estar abrindo essas situações ou mesmo o hospital. Mas o que eu percebi no encontro, é que a Secretária está abrindo possibilidades de recursos para o nosso hospital, de ações também coletivas sobre o PAR lá em Brasília e que poderão, somados a muita articulação também política, trazer para o nosso município novos serviços, novos recursos, Sr. Presidente, que possam ser importantes para o nosso hospital. Mas o que me deixou mais feliz é que eu pude perceber na fala da nossa Secretária Estadual que ela tem um olhar para Farroupilha, ela tem uma relação com a nossa Secretária de Saúde por ter trabalhado com ela muito tempo, ela tem uma porta aberta com a Deputada Fran e hoje também com a direção do hospital que estava lá. Acredito que nós poderemos nos próximos meses trazer outras notícias importantes, para concluir, Senhor Presidente, ao nosso Hospital Beneficente São Carlos.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, demais Vereadores. Quero novamente agradecer pela oportunidade e apenas apresentar o Requerimento nº 64/2019, aonde então a bancada do MDB após ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência que seja convidado o Sr. Américo Santiabanes, para fazer apresentação sobre a importância dos primeiros socorros. O objetivo aqui, o Sr. Américo já esteve conosco aqui em algumas Sessões acompanhando, mas ele já tem uma vasta experiência nesse tipo de treinamento, também outras questões de emergência, de calamidade; então nós gostaríamos de convidá-lo para que, através da entidade que faz parte do seu conhecimento profissional, possa então explanar essas informações para essa Casa. Sabemos da agenda bastante movimentada que temos na Câmara, mas dentro das possibilidades então quando tivermos um espaço em uma segunda-feira gostaríamos de convidá-lo para se fazer presente nessa Casa. Peço que o Senhor coloque em votação então o Requerimento nº 64/ 2019.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Em votação o Requerimento nº 064/2019 formulado pela bancada do MDB. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores com a ausência do Vereador Thiago Brunet. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. A palavra está à disposição do Vereador Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Sr. Presidente, colegas Vereadores, Vereadora Eleonora. Em relação à visita da Secretária Estadual, é muito importante essa aproximação do Governo do Estado com o Município de Farroupilha. Sabemos de tantas vezes que nós peregrinamos pela Secretaria Estadual de Saúde, todos os Vereadores; nos encontrávamos por lá, às vezes em algumas agências em conjunto com o Gabardo, com o Dr. Francisco Paz. E sempre éramos alertados às dificuldades que o Estado tinha e tem em relação a recursos para a saúde, recursos para as estradas, recursos para serem investidos naquilo que é responsabilidade do Estado e o Estado não o faz. A vinda da Secretária é um alento porque nós, dessa forma, diminuímos as distâncias na busca das soluções dos problemas, que são problemas de ambas os entes federados. E a vinda dela então aqui para o hospital, junto com a Dep. Fran, é um sinal de que sabe-se das limitações orçamentárias, mas sabe-se também dos problemas e trabalhando em conjunto a busca de soluções ela se torna mais fácil. Da mesma forma que na área da saúde o município vem investindo além do que seria sua responsabilidade constitucional, o Prefeito Claiton Gonçalves também na última semana tomou a decisão de fazer uma recuperação emergencial nos trechos da 122, da 453, para que nós possamos evitar um pouco o congestionamento, Ver. Alberto Maioli, de carros parados nos acostamentos para trocar pneu, trocar roda, chamar guincho para, assim como foi o ocorrido com a Clementina, uma amiga que daqui uns dias estará aqui explanando junto com a Diretora do Hospital Geral acerca do banco de perucas; ela caiu no buraco daqueles ali da frente do VALENTINI e deixou roda, pneu e eixo dianteiro do carro. Um custo de quase R$5.000,00. Então o debate é grande “ah o município deve fazer esses reparos? É de responsabilidade do Estado? Vamos continuar brigando com o Estado? Vamos deixar para o Estado fazer? Vamos pressionar o DAER? Vamos, vamos, vamos, vamos.” Enquanto isso o número de pneus estourados só aumenta. Na última sexta-feira estávamos na Rádio Spaço, Ver. Jorge, Ver. Jonas, Ver. Tiago e eu. E eu falei que se fosse gestor, faria o mesmo. Porque em uma noite que nem hoje quem é que vai enxergar um buraco daqueles que tem na estrada? Ninguém enxerga, por mais que você esteja andando devagar; e os acidentes que acontecem são poucos ainda frente ao descaso que nós temos. E eu falei também que não é um problema desse governo, não foi do governo passado; quando Tarso foi Governador e o Beto Albuquerque Secretário nós, eu sempre lembro esse fato, o Ver. Jonas e eu ainda não tínhamos uma relação de amizade como assim hoje a tenho, nós trocávamos farpas pelo então twitter sobre os buracos da Jacob Versteg. Ambos cobrávamos do Beto Albuquerque e um dia Beto Albuquerque escreveu para mim “cara nós assumimos há 6 meses, para de encher os caneco”. Eu disse “não importa o tempo que você assumiu. Tem que resolver!” Não resolveram, durante todo o mandato não resolveram e felizmente aquele trecho da Jacob Versteg já tem uma solução e daqui uns dias será anunciada. E não está tão ruim a situação quanto nós temos em alguns trechos da 453 e da 122. Sr. Presidente, peço espaço de líder de bancada também.

PRES. SANDRO TREVISAN: Espaço de líder de bancada Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Então nós temos que resolver o problema. Nós estivemos em fevereiro, se eu não me engano, uma comitiva do MDB de manhã cedo com o Secretário de Transportes que é o Costela e depois nós estivemos com outra comitiva com a Dep. Fran, com o Deputado aqui, o Neri carteiro; também foi uma diferença de uma hora entre as duas comitivas e por uma sugestão do Vereador Arielson foi emergencialmente tampado os buraco. Quando nós vamos ter uma operação tapa-buracos de forma mais efetiva do governo estado? Acho que nós vamos ter que continuar esperando sentado. E não é uma crítica ao governo, mas é a falta de recurso que faz o Estado não olhar para uma região pujante como a nossa como deveria olhar. Nós temos o próprio exemplo do Hospital São Carlos. Uma conversa com a Janete na quinta-feira e ela disse que é desde setembro que têm alguns recursos do Estado que não vêm para o hospital. Então nós não temos na saúde o Estado cumprindo a sua parte. E não vai cumprir nas estradas. Não é responsabilidade do Prefeito Claiton resolver esse problema, mas os munícipes que ali param, que ali quebram seus carros, que ali arriscam as suas vidas também é responsabilidade do Prefeito Claiton. Nós temos duas rodovias que cortam o coração de Farroupilha, que são estaduais, mas assim como no passado, nós procuramos uma parceria com a Tramontina para resolver um problema que o Estado também não ia resolver e o município está arcando com um custo de quase R$3 milhões; mas de lá, de dezembro de 2016 quando foi entregue a obra, até hoje quantos acidentes nós tivemos nesse trecho? Pouquíssimos. Quantos acidentes nós tínhamos antes desse Projeto de semaforização? Então é sim a responsabilidade do município, e aqui eu parabenizo o Prefeito Claiton pela coragem de ter que fazer alguns ajustes para resolver um problema que é um problema do Estado. Mas não é um problema do Estado, é um problema do cidadão farroupilhense que ali deixa os seus pneus, suas rodas, seus eixos em uma noite agora que nem hoje e que felizmente poucas vidas foram ceifadas por causa desses problemas. Uma grande operação de recapeamento não será feita, não podemos esperar que o município vai pegar e vai tirar, Vereador José, um trecho de 15 a 20 km entre os limites de Caxias, Bento e São Vendelino porque seria sim, seria um absurdo. Mas o mais emergencial, o mais prioritário será feito e será feito muito em breve. O Governo está fazendo o levantamento, nas próximas semanas também será posto um edital, uma licitação e nós teremos então, até a entrada do nosso inverno, esse trecho recuperado. Reforço, sabemos que não é responsabilidade do município, mas o município precisa fazer a sua parte e na medida do possível, será feito. Então mais uma vez parabenizo o Executivo Municipal, o Prefeito Claiton, por essa coragem de resolver um problema que não é da sua responsabilidade. Vai ser acionado judicialmente a cobrança do Estado, mas o município não está sendo omisso em um ponto que é tão importante e tão fundamental para nossas vidas. Trabalhei na SOPRANO durante quatro anos e durante os quatro anos a gente só ouvia, Vereador Tadeu, as freadas porque o cruzamento era o antigo ainda; e também infelizmente vimos um acidente como uma trabalhadora que estava vindo do VALENTINI, era uma, uma e pouco, de bicicleta falecer embaixo de uma van. Era responsabilidade do município resolver o problema ou buscar uma solução? Não, mas a prioridade é salvar vidas. E falamos isso na sexta-feira. Algumas pessoas discordam e eu respeito, mas o município não pode ficar omisso. Uma peregrinação para um tapa-buraco que durou, na primeira chuva levou tudo. Depois fez de novo e na segunda chuva levou tudo de novo. “ah tem que abrir, botar, melhorar a drenagem, melhorar.” O Vereador José, sabe muito melhor como é que funciona, eu sou leigo nisso, mas tem que fazer um serviço melhor; como foi feito o ano passado pelo Governo do Estado em alguns trechos, na frente da VIDROFORTE foi tirado todo o recapeamento, foi mexido na base, botado brita, finalizando Senhor Presidente, para que a drenagem funcionasse melhor. Infelizmente parou aqui na descida da Julieta, se tivesse sido contemplada até aqui Bento teria sido bom.

PRES. SANDRO TREVISAN: Concluindo, Vereador.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Mas enfim, fica esse registro e o nosso parabéns ao Executivo Municipal. Obrigado, Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra o Vereador Odair Sobierai.

VER. ODAIR SOBIERAI: Sr. Presidente, colegas Vereadores. Ver. Fabiano A. Piccoli eu acho que tu foi bem feliz nas colocações e também eu acho que é uma obra muito importante, e no meu ponto de vista acho que os perímetros urbanos da cidade, na verdade eles deveriam ser cuidados mesmo pelo Executivo. E que mandasse a conta para o Estado pagar, mas de responsabilidade. Esse exemplo da frente da TRAMONTINA, moradores do Medianeira, Monte Pascoal, Ipanema, Centenário que passam todo dia. Tudo bem que passam pessoas de outras cidades, mas o maior fluxo de pessoas é pessoas de Farroupilha. Então por isso que eu acho interessante e importante essa obra que nosso Prefeito vai fazer. Gostaria de apresentar um Requerimento nº 63/2019, que é uma sugestão de Projeto; ele vai ficar durante a semana para os Senhores analisarem e a semana que vem a gente vota. ‘O Vereador signatário, após ouvida a Casa, requer, a Vossa Excelência que seja encaminhado ao Poder Executivo Municipal, a sugestão de Projeto de Lei que torna obrigatória a apresentação de exame toxicológico para as pessoas nomeadas em cargos em comissão do Poder Executivo Municipal e da Câmara de Vereadores de Farroupilha’. Na verdade hoje a gente sabe que os concursados todos eles têm que fazer, antes de assumir o concurso eles têm que fazer esse exame. Então a pedido e conversando com várias pessoas que entraram como concursado “porque que o CC não precisa fazer?” Se ele já exerce um cargo de chefia ele tem que ser o exemplo. Então por isso estou encaminhando esse Requerimento que fica para semana que vem a gente votar. Era isso, Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra então continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra o Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Vereadora, demais pessoas que nos acompanham. Tenho o Requerimento nº 066/2019 ‘o Vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência que seja oficiado o Poder Executivo Municipal ou ao seu setor competente, aqui eu peço para a Casa retificar porque repete duas vezes ´para que/para que` é para que seja feito, retira fora ´o possível` a troca de duas lâmpadas na Linha São José; a primeira lâmpada é passando a chácara do Moacir Marchetti e a segunda lâmpada logo em seguida. Os dois postes estão marcados com fita’. Obs.: este Vereador entregou pessoalmente aqui nesta Casa para o Secretário, no mês de fevereiro, e não foi executado ainda a troca de lâmpadas. E são quatro postes naquela localidade e têm alguns alunos que desembarcam aqui na 122, onde era o desvio do pedágio, e é uma escuridão só. E o pessoal estuda em Caxias. Então eu peço; na L. São José lá embaixo inclusive tem a reciclagem, a chácara do Moacir, tem a sede da SOPRANO, lá embaixo para o lado de cá. Então por favor, entreguei pessoalmente aqui na Casa para o Secretário, ele me prometeu que ia fazer logo em seguida e não está feito; e me ligaram hoje, me ligaram hoje pedindo por gentileza senão eles vão acabar chamando os eletricistas e trocando por conta as lâmpadas. Cedo um aparte ao Ver. Aldir Toffanin.

PRES. SANDRO TREVISAN: Aparte ao Ver. Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Obrigado pelo aparte, Vereador, apenas para contribuir. Essas lâmpadas é lá onde que há um tempo atrás o Senhor até solicitou, que tinha dado um problema, e queimou diversas né? Pode deixar que nós vamos encaminhar para o César o Requerimento e tenho certeza que assim que melhor o tempo, que eles tiveram grandes problemas. Até se nós andarmos pela cidade vê um grande numero de lâmpadas queimadas, inclusive hoje andei cobrando dele o primeiro poste antes de chegar na sinaleira que está as duas queimadas. Então vou encaminhar para ele aí e tenho certeza que assim que o tempo melhorar vai ser feito. Obrigado pelo aparte Vereador.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Eu agradeço Ver. Aldir Toffanin, faz esse favor de falar com o César. E já esta aqui no requerimento os dois postes estão marcados com fitas para chegar lá e saber qual é que tem o problema para não estar fazendo análise em todos eles. Obrigado, Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Em votação o Requerimento nº 066/2019 formulado pelo Vereador Josué Paese Filho. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores com a ausência do Vereador Thiago Brunet. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores.  Com a palavra o Ver. Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Sr. Presidente, Srs. Vereadores. Eu quero aqui dar a minha sugestão daquilo que levantou o Ver. Fabiano A. Piccoli desses buracos que tem nas estradas e eu dei até uma entrevista hoje na rádio. De que o Prefeito, para mim, deve comprar ou ir buscar emprestado do DAER imediatamente asfalto para poder tapar estes buracos, não esperar fazer licitação. Porque se espera fazer licitação vai acabar morrendo gente e quebrando um monte de carro; que ontem a noite já quebrou quatro ou cinco lá na frente do ESTOFADOS ITÁLIA, logo para cá do posto que vai para o Amizade. É um absurdo os buracos, são grandes “assim” e com cerração não tem visibilidade. E aí vai acontecer o que além de quebrar carros? Amanhã ou depois vai começar a morrer gente. Então acho que deveria imediatamente; claro que para botar uns par de saco de asfalto não é tão difícil e depois fazer os reparos que tem que fazer, senão vai ficar ali 15, 30, 40, 50, 60 dias para fazer licitações e vai morrer um monte de gente. Daí o culpado é quem?  Eu não sei se é o Governo do Estado ou o Prefeito de Farroupilha que andou dizendo que ia mandar arrumar. Então se é para mandar arrumar que faça dessa maneira. Veja a viabilidade de buscar asfalto no DAER e poder fazer logo esse tapa-buraco, e senão que pegue asfalto do município se tiver. Obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Encaminhamos às Comissões de Constituição e Justiça, Direitos e Garantias Fundamentais o Projeto de Lei do Legislativo nº 05/2019. Se nenhum Vereador quiser mais fazer uso da palavra, em nome de DEUS, declaro encerrado os trabalhos da presente Sessão. Uma boa noite a todos.

 

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador Presidente

 

 

 

 

 

Raul Herpich

Vereador 1º Secretário

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.