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25/06/2019 05:17:34 - Farroupilha / RS
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Ata 3916 – 25/03/2019

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Sandro Trevisan

 

Às 18 horas, o Senhor Presidente Vereador Sandro Trevisan assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Vereadores: Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Peters Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, Jorge Cenci, José Mário Bellaver, Josué Paese Filho, Odair José Sobierai, Raul Herpich, Renata Trubian, Tadeu Salib dos Santos, Thiago Pintos Brunet e Tiago Diord Ilha.

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Invocando o nome de Deus declaro aberto os trabalhos da presente Sessão. Em aprovação as atas nº 3.912 de 11/03/2019 e nº 3.913 de 12/03/2019. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado pelos Vereadores com exceção do Ver. Tiago Ilha – PRB – e Ver. Thiago Brunet – PDT. Convidamos para fazer parte da mesa ah é, desculpa. Solicito ao Vereador Raul Herpich, 1º Secretário, para que proceda à leitura do Expediente da Secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SEC. RAUL HERPICH: OK Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Senhoras Vereadoras. Ofício 046/2019 – SEGDH. Exmo. Sr. Sandro Trevisan, Presidente da Câmara de Vereadores de Farroupilha. Assunto: Pedido de Informação nº 01/2019. Senhor Presidente, em relação ao Oficio nº 36/2019, que trata do Pedido de Informação nº 01/2019, de iniciativa dos Vereadores da Bancada do MDB, encaminhamos a documentação solicitada. Atenciosamente Claiton Gonçalves, Prefeito Municipal. Ofício 048/2019 – SEGDH. Exmo. Sr. Sandro Trevisan, Presidente da Câmara de Vereadores de Farroupilha. Assunto: Projeto de Lei. Senhor Presidente, honra-nos cumprimentar Vossa Excelência, oportunidade em que encaminhamos para análise dessa Egrégia Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei nº 15 de 25/03/2019, que autoriza a ampliação de faixas e formato de empreendimento habitacional de interesse social. Atenciosamente Claiton Gonçalves, Prefeito Municipal. Era isso Senhor Presidente. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Convidamos para fazer parte da mesa o Sr. César Dalzochio, bombeiro voluntario para explanar sobre a participação e experiência como resgatante do Estado do Rio Grande do Sul no curso de resgate em minérios subterrâneos realizado na cidade de Los Andes no Chile por solicitação da Ver. Renata Trubian, a qual passo a palavra.

VER. RENATA TRUBIAN: Muito boa tarde. Cumprimento o Sr. Presidente da Câmara, Sandro Trevisan, todos os meus colegas Vereadores, cumprimento também todos os que responderam aos convites para estarem aqui presentes hoje. Uma saudação especial ao César Dalzochio, a Gicela, a Carla do Hospital Geral, que também posteriormente à manifestação do Cesar vai poder nos abrilhantar um pouquinho com o seu conhecimento. Quero cumprimentar a todos que estão nos acompanhando pelas redes sociais, os funcionários desta Casa, a imprensa e as pessoas aqui presentes. Nesta tarde, em virtude de dois requerimentos protocolados nesta Casa por essa Vereadora e aprovados pela Casa, receberemos para apresentarem atividades muito diferenciadas. Dois importantes convidados que trarão certamente conhecimento, informação e esclarecimentos a nossa comunidade. Para não me estender muito, chamo primeiramente o Sr. César Dalzochio que respondeu com muita satisfação ao chamado do Requerimento nº 139/2018 que o convidou como Bombeiro voluntário para explanar sobre sua participação e experiência como representante do Estado do Rio Grande do Sul, no curso de resgate em minérios subterrâneos no Chile, realizado no mês de outubro na cidade de Los Andes. César Dalzochio é técnico em mecânica de usinagem, foi coordenador dos bombeiros voluntários de Farroupilha durante os anos 2014 a 2016; é líder operacional durante 4 anos, gerente de abrigos provisórios em desastres naturais, foi subcomandante da cidade de Feliz durante um ano. Tem formação em resgate e extração de vítimas pela ONG SAR-Chile, é resgatista subterrâneo em mina ministrado no Chile e formado em operação de caminhões de bombeiros pela TEEX/Universidade do Texas. Atualmente César faz parte da gestão da Associação de Bombeiros Voluntários de Farroupilha e trabalha como bombeiro líder responsável pelas equipes de emergência e combate de incêndio das empresas do Grupo Marcopolo de Caxias com Sul com 3 caminhões Auto Bomba Tanque, 1 Auto Busca Salvamento e um efetivo operacional de 15 bombeiros civis divididos em 3 seções de aproximadamente 490 brigadistas. Convido então o César para, se desejar, utilizar a tribuna para se manifestar para que todos nós possamos entender um pouquinho e conhecer seu trabalho.

  1. CÉSAR DALZOCHIO: Boa noite a todos. Primeiro lugar agradecer a participação e o convite da Ver. Renata Trubian. Dizer que foi uma experiência muito incrível. Hoje eu tenho a satisfação de estar aqui falando, ter o meu grande instrutor o Capitão Américo da Aeronáutica Chilena, 9 anos como instrutor, e colega de equipe. Hoje ele é Delegado Regional aqui das emergências terrestres, aéreas e marítimas aqui na nossa região e possa dizer que é um grande amigo do peito, com certeza né. Esse curso que nós fizemos foi criado em cima de um desastre acontecido no ano de 2010 no Chile. Eram 33 mineiros na mina San José que ficaram aproximadamente 69 dias soterrados a 680 metros de profundidade. Eles foram encontrados 17 dias depois com vida e todos os 33 sobreviveram. A gente tem um carinho muito grande, é recebido com muito carinho no país, no Chile, porque um dos países que mais auxiliou nesse resgate com dinheiro para a ONU foi o nosso país, o Brasil. Então esse pessoal tem muito, como é que posso dizer, tem muita apreciação pelo povo brasileiro. Eles são muito gratos, nos atendem muito bem. A gente foi o ano passado para lá, nós fomos com veículo próprio particular em 5 pessoas representando o Rio Grande do Sul. Estávamos em 14 brasileiros representando o nosso país e várias pessoas de outras partes do mundo: México, Japão, Colômbia, Argentina, vários países estavam reunidos lá. Infelizmente a gente não pode bater foto de dentro da mina do nosso curso, nós temos uma ou duas que foi liberado né pelo nosso instrutor. Durante o ano de 2018 quem nos avaliou foi o Senhor Sérgio Luiz Chagas, que foi o primeiro brasileiro a escrever uma literatura sobre resgate em espaço confinado. Ele nos convidou no final de setembro né e a gente teve pouco tempo para se programar, como a passagem aérea é muito grande a gente optou por ir de carro. Foi uma experiência muito grande a gente saiu numa terça-feira da cidade de Feliz, eu sai daqui de Farroupilha, e chegamos no Chile na sexta-feira à noite, por volta das 22h. O curso já estava em andamento. O funcionamento lá é a seguinte questão: a gente entra dentro de uma mina e de primeiro momento entramos à noite né, e é feito somente o contato com o tato, a gente não usa lanterna, nada, para diminuir um pouco a tensão. O clima é muito muito diferente, de dia chega em torno de 34/35 graus e a noite vai em torno de 0 grau; dentro da mina a gente chegou a ter -7 graus durante a madrugada. O clima lá é bastante agitado né porque tem muitas minas no Chile né; muitas delas são ilegais assim como tem no nosso país também né e eles trabalham com muito tipo de resgate subterrâneo. Aqui na nossa região a gente trabalha bastante com parreirais. No Chile aonde a gente tem essa região montanhosa o pessoal utiliza para explorar os minérios; então a gente olha uma montanha do lado de fora ela tem apenas um buraco no meio e quando a gente entra dentro é como se fosse um formigueiro, são vários andares, tem buracos imensos dentro da mina né. E a gente pode ver a complexidade desses bombeiros do pessoal do Chile que atua nesse tipo de resgate. O meu colega, o Capitão Américo, que hoje está aqui presente já fez vários tipos desse resgate, auxiliou também o pessoal lá em 2010; ele também trabalhou no desastre da boate Kiss e ele pode nos auxiliar também depois na volta né, de minha pessoa particular, em muitas dúvidas nesse quesito de resgate subterrâneo. A gente teve lá uma experiência muito grande que é a questão do ‘breque’. No ano passado no mês de abril, no início do mês de abril, a gente fez um resgate de um Senhor soterrado aqui em Farroupilha. Eu atuei como voluntário na guarnição dos Bombeiros Militares e em torno de 4 horas a gente conseguiu retirar esse Senhor com vida né. Hoje ele tá aí firme e forte para poder contar essa história também. Outro quesito que a gente se influenciou bastante para fazer esse curso é os desastres que vem ocorrendo em nosso país né; teve a tragédia de Brumadinho que foi concluído ontem as buscas né, 110 pessoas não foram encontrados até os bombeiros fizeram uma homenagem com as aeronaves lá. E a gente pode ter como experiência ,aqui em Farroupilha, no ano de 1999 para 2000 a gente teve aquela tragédia em Sete Colônias também né, que é muito próxima do que a gente vive lá no Chile quando vai fazer esse curso. Nessa viagem a gente pôde ver muitas dificuldades também que os voluntários têm nesse quesito de cursos e valores, mas a gente vê que tudo é válido, tudo vale a pena. Hoje a nossa cidade conta com bastante pessoas voluntárias que estão aí para apoiar a causa, os militares eles são, na visão de nós cidadãos, eles são uma equipe muito reduzida, porém eles têm bastante equipamento e acho que não deixam nem um pouco a desejar, não tanto no nosso estado, mas como em outros países também. A experiência maior que a gente tem: no Chile eles trabalham com muitas pessoas. Um acidente como eu atendi aqui no ano passado, nós estávamos em torno de 10 resgatistas em todas as unidades; no Chile é atendida aproximadamente 40 pessoas em um acidente dessa proporção com uma vítima. Se tiver mais pessoas obviamente vão ter mais bombeiros disponíveis. O país do Chile ele conta hoje com 5% de bombeiros remunerados, existe um chefe de quartel e a secretária que são remunerados, os outros bombeiros eles são todos voluntários. A gente fica muito feliz, leva para nós essa causa, porque a meu parecer hoje como a gente atua tem que ter bastante essa ação voluntária no nosso meio. Existem muitos desastres, ontem na região de Bento Gonçalves se perdeu mais uma indústria pelo fogo. A gente, graças à ação da guarnição militar na semana passada, o pessoal também salvou o shopping aqui de Farroupilha de um sinistro muito grande. E a gente toma como exemplo na empresa onde eu atuo, já houveram sinistros e hoje a gente trabalha bastante nessa parte de prevenção. E hoje em dia tem que ter muito, a gente trabalhava se especializava bastante no resgate e hoje em dia nós nos especializamos mais na prevenção. Se não tiver prevenção a gente não vai ter resultado e cada vez mais nós vamos ter esse tipo de tragédia no nosso país né. A nossa cidade ela conta a meu ver ela tem pouco apoio né remunerado, nós temos poucas ambulâncias da parte do nosso governo do estado, mas eu acho que com o pouco que tem as pessoas que têm eles fazem muito para poder nos auxiliar. A outra questão também que a gente pode citar como voluntária no nosso município é que cada vez mais está tendo essa decorrência de tragédias. A gente não imagina a magnitude que o pessoal vivencia, mas tem um estudo muito recente de 1999 a 2017 morreram 149.000 jovens no nosso país vítimas de arma de fogo. Um estudo muito importante, esse nº é muito alarmante porque a gente está vivenciando e isso está se tornando rotina não só em outros municípios, mas no nosso também né. E a gente tem que estar preparado. Existem muitos tipos de tragédias, muitas chacinas que o pessoal faz também. E nessa área de prevenção nós temos que atuar bastante. Acho que eu só tenho a agradecer o convite da Senhora, de todos os que estão aqui presentes né, e nos colocamos à disposição sempre para o que precisar para nós auxiliar a comunidade; não só de minha parte, como os bombeiros voluntários, meu grande amigo Américo também que faz parte da Organização Internacional de Emergências Terrestres, Aéreas e Marítimas do Brasil. Todos nós estamos aqui para contribuir.

PRES. SANDRO TREVISAN: Nesse momento então passo a palavra aos Vereadores que quiserem fazer alguma pergunta, algum elogio, comentário. A palavra está à disposição dos Srs. Vereadores. A palavra está com o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Sr. Presidente, Senhores Vereadores, Vereadoras e demais presentes. Acho que é válido nós comentarmos aqui que toda a experiência que as pessoas aqui em Farroupilha adquirem durante a sua trajetória é importante não só para ele quanto para o município. Por isso nós da bancada do MDB gostaríamos de te parabenizar pelos cursos que tu faz. A gente sabe que é difícil, a gente sabe que sempre é do bolso; que deveria ser mais valorizado pelos entes públicos, fazendo com que já com esse interesse de se aperfeiçoar, de melhorar, de conquistar novos conhecimentos as pessoas deveriam os entes públicos deveriam apoiar para que quando aconteça alguma coisa em Farroupilha, e nós sabemos que, às vezes a gente pensa que só acontece com os outros, mas a gente sabe o que acontece. Eu vi, presenciei aquela parte que comentou primeiro aí sobre aquela pessoa que foi vítima aqui em Farroupilha. Eu visitei ele no hospital e eu vi o quanto ele agradecia pelo trabalho feito. Mas o trabalho, ele só é feito dessa maneira porque tem pessoas que conhecem. Porque se eu fosse lá para salvar ele talvez eu não conseguiria salvar ele e poderia ficar lá também. Então a gente sabe que cada um tem um conhecimento e foi procurar mais conhecimento ainda. Então dizer que para nós é motivo de satisfação, de orgulho de ter pessoas com essa capacidade em Farroupilha, assim como nós tivemos tempos atrás aqui o Alan que veio falar também dos seus conhecimentos né. É importante para o município, é importante para o Estado e o que nós pedimos, além de te agradecer de ter vindo a Casa para explanar sobre esse assunto é que, já deve fazer inclusive isso, passar esse conhecimento para os outros também porque nós precisamos disso. Quando a gente vê voluntários fazendo o trabalho de socorrista a gente sabe, e quem já precisou também sabe mais ainda, porque nessas horas de dificuldade é que a gente realmente dá a devida importância, o que não deveria ser assim. E esta Casa, Ver. Renata Trubian, através do seu convite ouve isso e é o que deveria ser feito sempre; além do agradecimento, falar isso para vocês para que vocês tenham cada vez mais o interesse e possam  ajudar as pessoas, que é esse o que vocês fazem né. É isso o que vocês aprendem, eu não tenho dúvida nenhuma de que alguém precisando vocês vão estar à disposição e com conhecimento. Então parabéns pelo trabalho que realiza; parabéns por ter tido todo esse conhecimento e que Deus proteja vocês nas horas mais difíceis, mesmo que salvando pessoas que vocês nem conhecem. Então isso é o mais importante. Que vocês tenham aí as bênçãos de Deus para poder salvar vidas. É isso que vocês fazem. Parabéns.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra está à disposição do Vereador Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente. Boa noite colegas Vereadores, Vereadoras, nosso público presente, Dr. Nelson, Janete, nossas convidadas do Hospital Geral, sejam todas bem-vindos. César, em nome da bancada do PDT, do PSB e do Partido dos Trabalhadores, gostaríamos de agradecer a tua presença aqui nesta Casa e nas palavras do Ver. Arielson parabenizar por este trabalho que é voluntário. Fazer uma viagem de aperfeiçoamento de forma gratuita para o município, para o estado tendo que tirar dinheiro do bolso. Se paga para trabalhar, salvando vidas para terceiros que se quer se conhece. Então é louvável esse trabalho de vocês e a gente como morador de Farroupilha como cidadão farroupilhense parabeniza essa dedicação que vocês têm ao próximo. E que o papai do céu vocês de forças para vocês encontrar sempre o caminho para continuar essa luta, essa batalha que é diária. Às vezes a gente passa pelo antigo posto do pedágio vê lá a viatura do resgate voluntário sábado de noite, domingo de noite; às vezes voltando de uma hora de lazer e aí têm pessoas lá fazendo do seu lazer um salvamento de vida. Então parabéns, a gente agradece e vocês são um orgulho para nossa cidade. Muito obrigado. PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra está com o Ver. Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras; quero cumprimentar aqui a Janete, Dr. Nelson do Hospital São Carlos, a Gicela que vem aqui também hoje trazer a sua presença para nos dar até uma certa orientação sobre algo que discutimos aqui nessa Casa. Cumprimentar a todos, seu Menzen aqui representando a parte comunitária, como um frequentador assíduo da nossa Câmara, e a todos que estão nesta tarde acompanhando os trabalhos da Câmara de Vereadores através dos instrumentos que possibilitam chegar até as suas casas. Também cumprimentar a todos que trabalham aqui nessa Casa e cumprimentar ao César. Dê a Cesar o que é de Cesar não é? Cesar, sabes que uma das coisas que mais me chamou atenção na tua fala foi que no Chile existe duas pessoas remuneradas e os demais são voluntários. O trabalho com voluntários e o trabalho dos voluntários, realmente por uma experiência que nós temos em Farroupilha, aproveitando a presença da Senhora Janete aqui administradora do Hospital São Carlos, eu quero te dizer de que às vezes são aqueles salvadores de uma situação. Então todo trabalho voluntário quando ele é feito são por pessoas que têm no seu interior o sentimento coletivo de ajudar e de fazer o bem sem olhar a quem. E se eles lá têm esse exemplo de apenas duas pessoas remuneradas eu acho que é uma experiência que o César também está trazendo para cá, demonstrando aí, nós temos aqui o resgate voluntário também, tu deves conhecer. O que precisaria disso tudo, quem sabe, seria dos nossos governantes algum incentivo para quem está liderando esses voluntários principalmente na questão de salvamento de vidas que não fica por menos as voluntárias do Hospital São Carlos que o objetivo também era colocar o trabalho delas, assim como os voluntários, recolherem pessoas em situação gravíssima trazer ao hospital e o hospital, via voluntárias, dar condições para que as pessoas cheguem, possam ser salvas possam receber aquele tratamento digno e que muitas vezes o tempo é que faz a diferença. Se nesse espaço entre o socorro dos voluntários e o atendimento hospitalar não houvesse a presença dessas pessoas de boa vontade talvez o resultado não fosse o mesmo devido à burocracia dos sistemas que nós temos hoje; por melhor que funcione, mas ele é burocrático. Nós hoje temos aí a própria questão de ambulâncias aonde que existe uma central reguladora em que às vezes nos impede, pela burocracia, de ganhar o tempo e que os voluntários não; eles estão pronto tomando a decisão a partir do momento da gravidade ou da situação narrada ou solicitado a eles. Eu queria te dizer tu que já assumiu o posto de subcomandante lá de Feliz que eu te desejo muita sorte, que se amanhã tu estiver na liderança que tu possa passar a teus comandados toda essa experiência, tudo isso que tu foi buscar com teus recursos, na maioria saídos do teu bolso, mas que em prol da coletividade. Parabéns, muito obrigado pela sua explanação e parabenizamos também a corporação por, em algum momento, ter te incentivado ou te apoiado para que tu pudesses buscar o conhecimento. Parabéns, muito obrigado, Vereadora Renata, cumprimentos também pelo convite; e com isso dizer que a gente se sente muito honrado e que tu lembre de Farroupilha em todas as tuas ações também. Obrigado

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Mais algum Vereador quer fazer uso da palavra? Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, demais Vereador; quero cumprimentar ao César que nos brindou com a sua experiência. Quero complementar também os representantes do Hospital Geral, ao Américo que se faz aqui presente e ter compartilhado algumas das suas experiências junto com o César, que está aqui conosco, o Dr. Nelson e Janete do Hospital São Carlos. Ao seu Menzen que sempre nos acompanha aqui na Casa, a Secretária Glória e a todos que nos acompanham seja aqui na Câmara de Vereadores ou pelos outros meios de transmissão desta Sessão. O Ver. Arielson colocou, na verdade, todas as informações praticamente que nós gostaríamos de falar, mas eu só me lembrei depois de enfatizar quem sabe a questão da prevenção. Como é importante nós discutirmos isso, porque a gente vai se dar conta na maior parte das vezes depois que infelizmente a gente já tem o fato consumado. E seja em grandes proporções como nós tivemos o caso de Brumadinho como nós tivemos esse acidente com os mineiros lá no Chile, ou seja, em pequenas proporções a prevenção é realmente importante e é importante que a gente possa discutir essa necessidade antes de acontecer algum caso em específico. E nesse sentido César eu até quero aproveitar a tua passagem para dizer que nós apresentamos no ano passado um Projeto aonde a gente trata da prevenção de pequenos acidentes nas escolas e têm pipocado Projetos assim em todo o Brasil, conhecido como Lei Lucas, para evitar o engasgamento, o afogamento das crianças, das pessoas que estão no ambiente escolar e quem sabe irradiar este conhecimento para os pais para a comunidade escolar e para a sociedade como um todo. E pretendemos aí nos próximos meses quem sabe Farroupilha possa ter também algo nesse sentido para podermos prevenir acidentes iguais a esse. Então eu também quero só referendar e te parabenizar pela tua experiência como foi dito também tivemos o Alan há pouco tempo aqui conosco, então para Farroupilha é um orgulho poder compartilhar de pessoas abnegadas, voluntárias, que fazem o trabalho que vocês vêm fazendo e conta com apoio dessa Casa Legislativa. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra está com a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite Srs. Vereadores, Presidente da Câmara, Sr. César Dalzochio e todas as pessoas que nos acompanham; o Molon, a Janete, todos os que estão nos acompanhando, o pessoal do Hospital Geral. Serei bem breve, apenas para dizer o seguinte: os que me antecederam já falaram praticamente tudo que eu gostaria de falar. Mas eu queria ressaltar que todo o trabalho voluntário, todo, é um trabalho digno de nota não dez nem cem, mas nota mil. Todo o trabalho voluntário. E este trabalho voluntário especificamente então ele seria talvez uma nota cem mil. Porque está tratando de receber, de resgatar vidas humanas. Embora todo trabalho voluntário ele trate de resgatar alguma coisa, seja resgatar a dignidade de um hospital, seja resgatar os nossos quatro patas, seja resgatar uma cidade, a dignidade de uma cidade; mas nós estamos tratando aqui de resgatar vidas que se não contassem com esse serviço estariam provavelmente designadas a ter um destino muito cruel. Eu quero também agradecer a tua presença e dizer que nós realmente precisamos de mais pessoas como tu. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereadora. Mais algum Vereador gostaria de utilizar a palavra? A Vereadora Renata Trubian.

VER. RENATA TRUBIAN: Renovar minha saudação, aproveitar para saudar as pessoas que não haviam chegado no início da minha fala. Bem-vinda Janete do Hospital, Dr. Nelson, a Secretária Glória Menegotto; uma saudação especial hoje é um orgulho muito grande por ter aqui o meu filho Luiz Henrique da Trekking RS, o Marcelo Nava da Marinha, bem-vindo Marcelo obrigado por estar aqui. Quero agradecer muito, César, a tua participação, a tua explanação. Dizer que é muito importante é bom saber que tem pessoas altruístas como você. Aos teus pais quero dizer que devem ficar sempre com o coração na mão pelo que tu escolheste fazer, mas tu certamente tem uma missão. Você veio a este mundo não por acaso e para cumprir uma missão e por isso que tu te dedicas tanto ao voluntariado e ao salvamento de vidas. Desejo que Deus sempre te proteja, São Miguel te guarde tempo inteiro para que tu possa sempre ir e retornar com alegria e com a vida. Não só a tua, mas daqueles a quem tu foi te embrenhar para o salvamento. Então quero te agradecer porque além de tu ter ido às tuas expensas para fazer este curso e te aperfeiçoar também, tirando um pouquinho do teu tempo para dividir isso com a nossa comunidade. Em nome de todos os colegas Vereadores então queremos te deixar um abraço e eu gostaria então de solicitar autorização do Senhor Presidente para a gente possa fazer uma foto aqui na frente com os Vereadores, com seus familiares. E gostaria de te repassar então uma pequena lembrança por tu dedicar este tempo aqui para nós da Câmara. Muito obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereadora. Rapidamente então dizer que é um trabalho incrível, conhecendo a mãe eu entendo o porquê que faz esse trabalho. Conhecendo minhas colegas de estadual eu entendo qual o tipo de ensinamento que tu teve na tua casa porque conheço muito bem elas. E gostaria de dizer o seguinte: além de tudo, além dessa questão de ser voluntário, de ser um bombeiro voluntário, a coragem. Eu de forma alguma consigo entrar num lugar escuro, pequenininho, embaixo; a coragem de vocês, além de tudo a coragem é algo absurdo. A gente sabe que muitos resgates deles extremamente perigosos; no momento tá tentando resgatar uma vida tu pode perder a tua. Acho que todo mundo já falou, Ver. Arielson Arsego começou com essa explanação e todos foram muito bem né nas explanações. Eu vou dizer que parabéns, parabéns pela coragem, parabéns pelo intuito, parabéns por todo teu; o cara tirar o dinheiro do bolso para sair daqui e ir lá fazer um concurso e retornar. Aí, às vezes, a gente pode pensar como Vereadores ‘ah, mas esta até demorando um pouquinho para gente ficar homenageando, a gente tá perdendo…’, vamos pensar se fosse perder alguns minutos; o cara saiu daqui e foi para o Chile pagando para trazer conhecimento. Nossa! No mínimo o que essa Casa faz é tirar um tempo para poder agradecer a pessoas como você, de coração mesmo. Parabéns pela sugestão de homenagear então esse nosso grande cidadão. Parabéns. Obrigado. Então agora a gente pode então, com a permissão de todos os Vereadores, a Sessão a gente encerra ela por alguns minutinhos para tirar fotos com quem quer tirar. A Vereadora entregue o mimo que ela tem. Certo? Então por alguns minutos encerro essa Sessão e já retornamos ao serviço. (PAUSA NA SESSÃO) Nesse momento então retornamos aos trabalhos da Sessão. Convidamos para fazer parte da mesa a Senhora Gicela Bortoluz, gerente operacional do Hospital Geral de Caxias do Sul, para explanar sobre a criação e implementação do Projeto ‘visita dos amigos Pet’ naquela instituição por solicitação da Vereadora Renata Trubian a qual passo minha palavra.

VER. RENATA TRUBIAN: Cumprimento a Senhora Gicela do Hospital Geral, acompanhada da sua assessora Carla, finalmente hoje para trazer luz ao Projeto nº 015/2018; um Projeto que já está tramitando há algum tempo na Casa e também respondendo ao Requerimento nº 025/2019 que convidou a Sra. Gicela Bortoluz, gerente operacional do Hospital Geral de Caxias do Sul, para vir a esta Casa Legislativa explanar sobre a criação e implementação do Projeto ‘visita dos animais Pet’ naquela instituição. A Gicela é bacharel em Serviço Social pela Universidade de Caxias do Sul, tem especialização em gestão de pessoas pela FSG/Caxias do Sul, também especialização em pedagogia empresarial pela FSG, especialização em política nacional de humanização do SUS/Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre; é pós-graduada em gestão em saúde pelo IAHCS em Porto Alegre e é gerente operacional há 14 anos no Hospital Geral de Caxias do Sul, 5 anos como assistente social e 8 anos como gerente. Eu gostaria novamente de agradecer a presença dos que aqui estão para ouvir um pouquinho da explanação da Sra. Gicela, e acho que antes da fala da Gicela eu acho que a gente assiste um pouquinho o vídeo né. Não sei se tu que primeiro cumprimentar o pessoal e depois passar para o vídeo, como é que nós vamos fazer?

SRA. GICELA BORTOLUZ Eu gostaria só de dar uma boa noite, boa tarde quase boa noite, ao Presidente desta Casa, a todos os Vereadores; um abraço especial então a Vereadora Renata que me fez esse convite para estar tirando algumas dúvidas ou pelo menos para dizer para vocês como é que a gente conseguiu implantar um Projeto que quebra alguns paradigmas na nossa região. Agradecer todos que estão aqui também. Depois eu vou estar aberta a perguntas; o Hospital Geral está aberto para a gente sentar, mostrar como é que funciona o nosso Projeto, tirar dúvidas e mostrar que é possível. Aí eu acho que pode passar o vídeo. (APRESENTAÇÃO DE VIDEO)

PRES. SANDRO TREVISAN: Bom nesse momento então a gente pede a Sra. Gicela que faça a explanação.

SRA. GICELA BORTOLUZ: Pode ser. Na realidade eu vou contar um pouquinho da nossa experiência ali no Hospital Geral e eu acho bem importante passar para vocês que o Hospital Geral não se preocupa só com a parte técnica, só com o conhecimento. O Hospital Geral se preocupa também com outro fator que é primordial quando se fala em área da saúde, humanização. Então todos os Projetos que a gente puder abraçar e tiver parceiros que abracem junto com a gente para humanizar a questão do hospital a gente vai levar para direção e vai tentar que, juntos, a gente possa fazer algo mais pelo paciente e pelo seu familiar. Porque a gente acredita que o hospital não precisa lembrar a todo o momento que eu sou doente, que eu estou em fase terminal, que eu estou em tratamento; hospital não precisa ser sofrimento o tempo inteiro e foi assim que a gente há mais de dois anos veio pensando o ‘Projeto Pet’ lá no hospital. Só que a gente tinha um desafio, nós não temos dinheiro. A gente passa todo mês com o pires na mão para conseguir verbas para custear as internações quanto mais montar um Projeto que envolvesse dinheiro. E foi aí que a gente teve ideia conhecendo vários Projetos do mundo todo, porque aqui na nossa região pode ser uma terapia recente, a terapia com animais, mas fora do Rio Grande do Sul e fora do Brasil essa terapia já é bastante antiga. Têm muitos hospitais na Inglaterra, Estados Unidos, países de primeiro mundo que a terapia com animal ela já se inseriu no tratamento do paciente. E aqui no Brasil a gente procurou conhecer um pouquinho o que acontece no Albert Einstein, o que acontece em Curitiba, o que acontece em Brasília; e se tantos lugares estão dando certo não teria porque aqui a gente não dar certo. Foi aí que a gente teve a ideia, sem dinheiro nenhum, de montar esse Projeto e a gente tem uma direção muito parceira que comprou a nossa ideia. Então a mais de um ano funciona a ‘visita Pet’. Como que a gente fez para não ter dinheiro e investir? A gente teve a ideia de trazer o animal de estimação do paciente. Então a família, é o paciente que nos solicita; só que a gente não é inconsequente e a gente sabe o que é a quebra de paradigma e a gente também ouvia, como provavelmente vocês escutam aqui em Farroupilha, “só o que me faltava botar animal agora dentro de hospital”. “A infecção hospitalar vai ser imensa”. O que posso dizer para vocês? Não sou médica né, minha formação é outra. Todo o nosso Projeto ele está balizado por uma médica de infecção hospitalar, que se chama Dra. Lessandra Michelin, ela trabalha junto conosco desde a elaboração do Projeto até a execução das visitas. Nenhuma visita é feita sem o consentimento do médico do paciente, isto é fundamental. Porque essa visita ela tem que fazer bem para o paciente, e ela não pode trazer risco nem para o paciente e ela não pode trazer risco também para o animal. E outra coisa, tu tem que garantir que quem não goste de animal tenha também assegurado isso. Ninguém é obrigado a gostar de animal é obrigado a respeitar, a gostar não. Então a gente procurou elaborar um Projeto pensando nisso; não ter dinheiro porque não temos dinheiro para gastar, não fazer com que o paciente melhorasse sempre pensar na terapia para melhorar e, enfim, trazer para dentro do hospital e quebrar esses paradigmas que algumas pessoas acreditam, principalmente, na questão da infecção hospitalar. Há um ano esse Projeto acontece. Nós monitoramos todas as visitas, a gente já teve mais de 10 visitas. Para nossa surpresa no mês de novembro foi nos solicitado que fosse feita uma visita em UTI, aí eu fiquei bastante receosa porque até então nossas visitas tem uma salinha pequenininha de 1 metro por 1 metro ou a gente faz no leito; sendo que o animal tem que estar devidamente vacinado ou com uma cartinha do médico veterinário dizendo que naquele momento ele não tem nenhuma patologia. Ele entra na caixa de transporte ele é acompanhado a visita toda pelo familiar e ele vai ficar com o paciente por meia hora no máximo. Então ele não vai circular pelo hospital. Tivemos algumas visitas diferenciadas? Tivemos. Tivemos a Brigada Militar que entrou com um pastor alemão foi visitar toda a Pediatria, mas com acompanhamento da equipe, com uma boa higienização. Eu não sou médica a Doutora está aqui, mas enfim o quê que eu poderia dizer para vocês, na minha opinião de 23 anos de área de saúde, o que vai garantir que não tenha risco nenhum é a tua desinfecção, é a tua higienização correta dentro do hospital. Há um ano nós estamos desenvolvendo esse Projeto, jamais teve qualquer problema de infecção por onde o animal passou. Mas a gente se precavem, a gente tem critérios, a gente não está abrindo as portas do hospital para os animais entrarem. Após essa visita, que volto a repetir ele não fica circulando livremente pelo hospital, o leito é feito toda a desinfecção com os produtos corretos, o paciente é higienizado e o animalzinho para ir para dentro da instituição também segue os critérios que eu já falei. Inclusive a gente solicita também que ele tome um banho. Na realidade, se a gente for ver, nós visitantes do hospital, eu acho que dá para contar nos dedos aquela pessoa que toma um banho antes de visitar algum paciente, ninguém tira os seus calçados quando chega no hospital, então as pessoas caminham no hospital inteiro com os calçados que pisaram na rua, pisaram no esgoto, estiveram por todos os lugares; então não lavam as mãos, outra coisa bastante importante e que o nível de infecção também, grande parte passado isso pela nossa médica infectologista, é pelo que nós levamos pelas mãos né. Tocam no paciente tocam em todos os ambientes que passam. Então assim, o risco é o mesmo né e nós não seguimos tantos critérios assim para entrar, por isso que eu digo para vocês, na minha opinião de leiga, enquanto médica o que vai garantir que a gente continue sem ter problemas de infecção é a higienização do ambiente do hospital. É o teu processo que tu já tem. Claro que tu vai reforçar, no momento que o animalzinho sair tu vai fazer todo processo de novo. Aí vocês vão me perguntar: “ah e o custo disso?” Nós não temos porque no Hospital Geral a gente higieniza um leito de manhã e de tarde higieniza tudo novamente então realmente custo nós não temos. Estamos à disposição no Hospital Geral para quem quiser vir lá conhecer fazer uma visita, eu acho que só traz benefício para os pacientes. Aqui no vídeozinho vocês viram uma pequena parcela que foi uma ONG que obedeceu todos os critérios e foi até o hospital. E o que observo há um ano tá, sou suspeita em falar porque eu gosto de bichos, mas o quê que eu observo há um ano: o paciente é outro após a visita do animalzinho, a equipe é outra. Então isso traz humanização, isso traz qualidade na assistência, isso faz parte também de uma terapia de melhora do paciente. E em caso de fase terminal como apareceu aquela foto ali, se eu estou dando direito ao paciente de se despedir de toda a família dele porque que aquele paciente que tem um animalzinho de estimação não possa ter esse direito mesmo. Então não é o hospital que está colocando os animais para dentro do hospital, é um pedido da família é um pedido do paciente para ele conviver um pouquinho mais numa longa internação. Nós tivemos visita na psiquiatria. O Hospital Geral tem psiquiatria só a ala infantil e adolescente; então vocês imaginem o que é uma criança ficar 20 dias ali “trancada” só recebendo tratamento médico e de enfermagem. Então realmente assim o que nós pudermos, volto a salientar, o que nós pudermos fazer para trazer um pouquinho de acolhimento, de alegria para os nossos pacientes sem, em momento algum, colocar eles em risco a gente vai sim tentar fazer. E a gente tem a sorte que a gente tem uma direção muito parceira; o que ela pede é que a gente não gaste, o que ela pede é que a gente não coloque em risco jamais nenhum processo dentro do hospital. E essas visitas dos animais de estimação só vieram beneficiar. Encontramos resistência em abril do ano passado como quando a gente implantou? Encontramos. Teve um ou dois médicos que chegavam para nós e diziam assim: “só o que me faltava colocarem os animais dentro do hospital agora”. Esses mesmos médicos, três quatro meses depois assistindo essas visitas, quando eles sabiam que o animalzinho ia visitar o paciente eles estavam lá para acompanhar. Porque eles veem o benefício, eles veem que é alguma coisa que está agregando ao tratamento do paciente, então se tu pode fazer isso obedecendo a tua estrutura, obedecendo o teu bolso porque não fazer. Eu acho, volto a repetir para vocês, eu acho que o hospital ele não tem que ser um ambiente somente de doença e a cura não está só na medicação. A gente pode procurar alternativas para esse paciente sair de lá de uma forma bem melhor do que ele internou, e é nisso que a gente procura desenvolver nossos Projetos e o ‘amigo Pet’ é um deles. Vários locais aqui na nossa região, eu acho que a gente foi o primeiro está há um ano, mas eu vi a semana passada no jornal Pioneiro de Caxias do Sul que o Hospital Tacchini também começou a permitir a visita dos animais Pet. Cada um vai fazer seu Projeto de acordo com aquilo pode executar. Tem vários tipos de terapias com animais. Nós começamos dessa forma enfim pelos objetivos né, pelos critérios que eu falei para vocês. O meu depoimento né sou extremamente favorável. Temos sim parceiros porque no momento que tu não tem parceiros e tu tem pessoas que só botam empecilhos, nenhum Projeto dá resultado, tanto é que a nossa primeira visita não deu certo. A nossa primeira visita era com uma menina que estava no hospital há 40 dias, ela queria que o cachorrinho dela viesse, o pessoal da enfermagem não quis muito; e realmente eles não quiseram e a visita não aconteceu porque o animalzinho foi até o hospital e a menina, do nada, teve uma febre, isso dito pelo médico, voltado muito à questão psicológica. Então é importante que as pessoas comprem as ideias junto contigo e trabalhem junto contigo para dar certo. Eu acho que tudo que vem agregar, a mudar um pouquinho a situação do paciente, vale a pena a gente começar e tendo parceiros, é como eu digo para vocês, tudo dá certo. Fico aberta a perguntas e mais alguma informação que vocês precisem, e o hospital também está sempre de portas abertas para receber.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Gicela por sua explanação. Nesse momento então eu abro no momento para perguntas dos Vereadores, sugestões, perguntas, indagações.  Vereador Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente. Gicela obrigado pela sua presença aqui, por essa disponibilidade em compartilhar experiência vivida no Hospital Geral e são várias experiências de sucesso porque depois no nosso pequeno expediente também vou apresentar um requerimento para convidado Dra. Janaína Brollo para vir compartilhar essa experiência junto com as voluntárias na questão do banco de perucas e todas as outras ações que vem sendo desenvolvidas no Hospital Geral com essa linha de humanizar o atendimento. Especificamente em relação ao Projeto da visitação, como é que é a logística se por ventura eu tenho um ente lá que está hospitalizado? Como é que é a logística de levar o paciente para essa sala de visita? Quem é que faz esse acompanhamento? É uma enfermeira, uma assistente social? Há uma data específica na semana ou no mês que essas visitas acontecem? Com que frequência o paciente pode receber a visita do animal? Todos os pacientes podem receber a visita? Essas seriam algumas dúvidas se tu puderes esclarecer. Obrigado.

SRA. GICELA BORTOLUZ: Posso. Ótimo. Excelente pergunta. Quem nos procura é o familiar, aí o familiar procura diretamente a gerência operacional porque tanto eu quanto a Dra. Lessandra Michelin, se é que a gente pode falar, somos as mães do Projeto. Então eles procuram a gerência operacional para ver da possibilidade de trazer esse bichinho até o hospital. Entramos em contato a Dra. Lessandra Michelin, que a médica infectologista, para ela também conhecer o estado clínico do paciente e, principalmente, falamos com o médico que trata o paciente dentro do hospital. A médica infectologista e o médico do paciente dizendo que isso é possível a gente vai para um segundo momento; a gente chama o familiar orienta dos critérios, vê se o animal tem a carteira de vacinação, se tem a caixa de transporte, orienta a questão do banho que não precisa ser em Pet pode ser em casa. Porque nós temos duas realidades dentro do Hospital Geral. É um hospital de bastante vulnerabilidade então não adianta tu pensar num Projeto que tu pegue só uma parcela da população. Estando OK essas orientações o quê que a gente faz?  A gente organiza a visita. Então nós procuramos organizar a visita de segunda a sexta-feira em horário que eu ou a Carla estamos lá. Aí a gente verifica a segunda questão: o paciente tem condições de ir até essa salinha pequenininha que é do lado da minha? Ele vai de cadeira de rodas com a enfermeira e, eu ou a Carla e mais um familiar acompanhamos a visita toda que dura no máximo meia hora. O paciente não pode ir até essa salinha. Ele vai receber no leito. O leito de cuidados paliativos sempre vai ter um paciente só né, que é onde o paciente já está em fase terminal. Na UTI os box são individuais, aconteceu uma visita até agora, e nos leitos o Hospital Geral ele não tem quarto individual, só isolamento. Isolamento jamais vai acontecer visita nenhuma. Aí nesses leitos que tem três pacientes o quê que a gente faz? Como o animal não circula pelo hospital ele vai no colo do familiar com acompanhamento da enfermagem, muitas vezes da própria médica do paciente porque ela sabe da visita ela quer ficar acompanhando, mas eu vou te dizer assim: o quê que a gente percebe dos médicos tá, não é nem pela questão de risco, é por eles gostarem de animais eles ficam ali o tempo todo. E a gente leva o animalzinho até a cama daquele paciente que vai ficar ali por 20 minutos/meia hora. Assim ocorre a visita. Depois volta para o colo do familiar, nós acompanhamos ele até a minha sala coloca na caixinha de transporte e vai sair do hospital; é dessa forma que acontece as visitas. Tendo condições de descer de cadeira de rodas vai para essas salinha que é como eu digo para vocês, é de 1 metro por 1 metro que fica do lado da minha, que tem uma mesa e duas cadeiras; é isso que tem dentro dessa sala e o nosso banner ‘amigos Pet’. E se for no leito a gente vai fazer todo esse tramite sendo que no momento que o animal sair é acionada a higienização para fazer a higienização do leito normalmente quando ela fazia. Não sei se cheguei a te responder tudo.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Gicela. Então nesse momento concedo a palavra ao Vereador Raul Herpich

VER. RAUL HERPICH: Sr. Presidente. Primeiro cumprimentar a Gicela pela explanação, muito importante esta visita aqui. É um assunto bastante polêmico, mas tem os seus resultados. A gente tem visto aí por alguns conhecimentos ultimamente de cachorros, principalmente Pet. Do caso agora do Boechart é um exemplo ai, o cachorro tá lá aguardando. Eu vejo que nem na minha casa minha filha tem 1 cachorro ele tem aqueles horários, tudo certinho; minha filha agora fez uma cirurgia e ele ficou na cama junto com ela tá o dia inteiro sem abandonar. Eu vi também recentemente, acho que foi em Porto Alegre, levaram até um cavalo do exército. Mas o que eu quero dizer, a dúvida que surge aqui quando esse Projeto foi protocolado pela Ver. Renata Trubian e o preâmbulo do Projeto diz assim ‘autoriza o Poder Executivo Municipal…’ Aí ficou a dúvida, qual é a influência do Poder Executivo Municipal? Porque em Caxias foi eleita uma Lei Municipal?

SRA. GICELA BORTOLUZ: Foi uma Lei, mas nós começamos um ano antes de ter a Lei. Nós não começamos depois da Lei. O Vereador entrou foi aprovada agora no finalzinho do ano, até ele veio conhecer lá no Hospital Geral, mas nós desenvolvemos esse projeto desde abril de 2018. A gente é bem anterior à Lei.

VER. RAUL HERPICH: E qual é a participação do Poder Executivo?

SRA. GICELA BORTOLUZ: É que na realidade o que fizemos: Como não tem nada que proíba tá, pelo menos eu não encontrei, de repente tenha daí eu peço desculpa né pelo meu desconhecimento. Não existe nada que de forma segura tu possa trazer o animal para dentro da instituição tanto é que o Albert Einstein tem, Curitiba tem, em Brasília tem, então nós aproveitamos para fazer esse Projeto. E depois o Vereador quis que isso fosse implantado com o direito do hospital aderir ou não. Então assim, é Lei porque tu tem isso garantido que se tu quer fazer tu está garantida para fazer de forma segura, mas nós começamos anterior à Lei e não tivemos problema nenhum até agora.

VER. RAUL HERPICH: Então acho que foi muito importante isso. Porque como é que o Poder Executivo vai influenciar ou participar de uma outra entidade, por exemplo, o Poder Executivo vai autorizar. Sim, mas tem que o ver o hospital né, vocês tiveram todo o trabalho de montar uma sala, de fazer todo esse preparo né.

PRES. SANDRO TREVISAN: Só um pouquinho. Eu acho que de repente fizemos as perguntas né; faz todas as perguntas e aí responde.

VER. RAUL HERPICH: Bom eu tenho meus 5 minutos. Não.

PRES. SANDRO TREVISAN: Pode ser?

SRA. GICELA BORTOLUZ: O que vocês preferirem.

VER. RAUL HERPICH: Pode responder.

SRA. GICELA BORTOLUZ: Posso responder? Eu acho que é mais como tu ter a garantia, como tu tem um respaldo. Acontecer ou não vai dar condições de cada local né, mas tu tem garantido que se tu quiser fazer tu pode fazer. Então eu acho que é mais para isso é para respaldar.

VER. RAUL HERPICH: Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Nesse momento então passo a palavra ao Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Vereador acho que podia ser anotado, eu passo um papel e uma caneta e ela vai anotando as perguntas e depois responde em ordem como foram feitas. Pode ser?

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Sr. Presidente, Vereadores, Vereadoras, cumprimento especial a Gicela por estar nessa Casa, demais presentes, cumprimento especial a nossa diretora Janete do Hospital São Carlos, ao jurídico Dr. Nelson Molon e funcionários da Casa. Primeiro lugar, Gicela, nós temos um problema muito sério aqui em Farroupilha do Hospital São Carlos que recentemente saiu na imprensa, acho que a Senhora acompanhou, que ele estava com a chave na porta para ser fechado por falta de recursos. Aí com a mobilização de empresários, nós Vereadores, com emendas parlamentares conseguimos salvar o hospital em 2018. 2019 agora, com o novo governo, a gente não sabe, nós Vereadores ao menos, inclusive já entrei em contato com o nosso Senador Luiz Carlos para ver a possibilidade de mais ajuda ao Hospital São Carlos, mas não teve resposta ainda. Então eu não sei como é que a Janete, a direção vai conseguir suportar as despesas do Hospital São Carlos em 2019. Eu não sei a situação do Hospital Geral, parte financeira, mas eu tenho absoluta certeza e conversando com as pessoas e quero lhe dizer, que nem a Senhora disse que gosta de animais tá eu tenho cinco cachorro em casa e um gato, tem um canil de 72 animais que a gente cuida e faz as doações, com ajuda das pessoas em ração e algo mais uns custos que tem o canil. Então são em torno de 70 animais que eu trabalho; então também gosto muito de animais. Quando eu chego em casa agora é uma festa, isso porque faz uma hora e pouco que saí de casa e já fazem uma festa; imagina, tenho certeza, de um animalzinho não vendo aquela pessoa há dez, quinze dias ou trinta dias a saudade, como nós pessoas também temos saudade quando um familiar vai viajar ou um familiar estiver mais distante a gente sente saudades né Dr. Nelson. Com o animal não é diferente. Mas a situação do hospital, do Geral no caso, e me disseram que o Tacchini agora parece que começou a receber, ainda não tinha começado não sei o que começou tá, eu sou totalmente favorável. Agora eu vejo ainda que o nosso Hospital São Carlos não tem ainda essas condições, espaço físico; porque imagina vocês o sacrifício de nós Farroupilhenses recolhendo um litro de leite para levar para o hospital, uma caixa de maça, passando com o pires. Nós temos um grupo de voluntárias aqui que elas têm que ir para o céu pelo que elas estão fazendo, pedindo por favor. Empresas doando dos automóveis para fazer rifa, doando casa para fazer rifa e buscar recursos tá. Imagina nós aprovarmos, não estou dizendo que vou votar contra ou a favor que não é o momento ainda né, de abrir as portas para os animais tendo que gastar lá uma salinha de 1 metro que seja 1 metro por 1 metro; uma pessoa para agendamento, outras pessoas da parte que a Senhora falou que faz de manhã e a tarde, da higienização, e outras despesas que vai ocorrer com certeza. Nós temos aqui no Hospital São Carlos, e a Senhora deve conhecer nosso hospital, a entrada um dia de chuva, um dia de tempo feio, na hora de visita as pessoas têm que ficar com o guarda-chuva do lado de fora do hospital porque ali na salinha de espera não tem lugar suficiente. E teria de ser ampliado essa área né. Então eu vejo que o Projeto é bom, mas ainda não é momento para o nosso Hospital São Carlos. Tem que amadurecer a ideia tirar o hospital da situação que está né, que já fazem não sei, me lembro que é o mês de março, mas não sei quanto tempo que a Janete está aqui, dois anos. A dívida que era em torno de quarenta milhões hoje está em vinte e poucos, então nós estamos conseguindo dar a volta. Mas é muito cedo ainda para gente tirar uma moedinha, para finalizar Sr. Presidente, para nós tirar R$1,00 do bolso, digo nós do hospital, tirar R$1,00 do bolso para comprar uma cadeira. A população vai à loucura então acho que futuramente eu sou totalmente favorável agora hoje eu não vejo esse momento né para o nosso Hospital São Carlos né aprovar esse Projeto. Que nem a Senhora disse pode fazer a Lei, existe a Lei, mas depende do hospital aceitar ou não aceitar a entrada dos animais. Então, mas como nós temos só um hospital não adianta fazer uma Lei agora se hospital não vai aceitar. Então vamos aguardar vamos com calma vamos amadurecer a ideia, fazer as pessoas na rua entenderem a situação para depois então não vir àquelas críticas, aquele auê na rua. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: A palavra com a Gicela.

SRA. GICELA BORTOLUZ: Na realidade é que nem eu digo no nosso hospital não alterou rotina nenhuma. Ninguém foi contratado para fazer e organizar essas visitas. A gente pegou as pessoas que já estavam lá até porque não é todos os dias que existem visitas, por exemplo, eu falei para vocês que dia abril até agora nós tivemos um pouco mais de 10 ‘visitas pet’. Até porque também tem pacientes que gostariam, mas que por condição clínica naquele momento não podem receber; tem pacientes que ficam só três, quatro dias. Então assim: possível é né, sem custo sim porque ele vai se inserir na rotina do hospital; é o hospital que vai fazer o seu Projeto de acordo com o seu bolso. Respeito sim a opinião, mas eu acho que é possível porque para nós está sendo possível e eu posso garantir para vocês que não foi alterada rotina nenhuma. Porque se ocupou profissionais que estão ali atendendo o público.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Gicela. Nesse momento passo a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite de novo a todos, em especial de novo a Janete, Dr. Molon, Seu Menzen, todas as pessoas que nos acompanham. Eu gostaria de complementar algumas coisas que disse o meu colega, o Ver. Josué Paese Filho. Primeiro em relação à Lei, nós temos o Hospital Geral já trabalhando nesse Projeto efetivamente desde março/2018 e a Lei só foi sancionada em 10/01/2019 praticamente um ano depois. Em Porto Alegre nós temos vários hospitais, vários hospitais, que atendem a esse Projeto e nós não temos Lei nenhuma. Nós temos uma Lei que tramita desde 2015 que é o PLL 263/15 que tramita desde 2015 e que somente esse ano foi ter um parecer favorável do CCJ, apenas uma mexidinha no processo e olha lá. Não impede que os hospitais, não impede que os hospitais que têm condições o façam. Eu vou dar só um exemplo, o Hospital Mãe de Deus que agora em março permitiu que dois pacientes, que estavam internados há 3 meses, recebessem os seus pets, a cachorra Rússia e o Scott. Esses pacientes não têm previsão de alta, mas a área o terraço onde eles receberam vai ser passado por uma reforma total. Esse terraço vai receber uma grama sintética, vai receber plantas naturais, vai receber bancos e de lambuja vai receber barras de ferro e pesos que vai aproveitar para que os pacientes que puderem estar ali possam também fazer fisioterapia. Então, as coisas não são tão simples embora eu ache o Projeto, Gicela, maravilhoso. Eu sou amante dos animais. Eu tenho gatos em casa, eu cuido de gatos na rua, eu ajudo as ONGs, mas eu acho que o nosso hospital neste momento carece de muita coisa, muito mais do que disse o Vereador Josué Paese Filho. O nosso hospital carece de pessoal, nós não temos um pessoal disponível para isso. Nós não temos como tirar alguém de um setor para fazer isso no dia da visita, nós não temos isso; nós temos pessoal faltando no hospital e não sobrando. Então além de não ter um local disponível, além de ter outras coisas que estão faltando, nós não temos pessoal disponível. E eu quero completar aqui dizendo que a administração além das voluntárias, tem feito um trabalho que não tem; nós não podemos nem falar sobre ele porque tem sido um trabalho que é incontável, eles têm feito milagre. A Janete, todo mundo, eles tem feito milagre no hospital. É só pelo empenho de todo mundo que o hospital não fechou. Então explicar para todo mundo, terminando, para todo mundo que nós vamos votar um Projeto que vai permitir agora que cães entrem no hospital é uma coisa muito difícil neste momento, neste momento, embora eu considere um Projeto para o futuro maravilhoso.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigada Vereadora. Mais algum Vereador? A palavra está com o Ver. Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras. Eu quero iniciar cumprimentando aqui a sempre Vereadora Maria da Glória Menegotto, hoje Secretária, e justificar também ou não cumprimento do nosso companheiro Ver. Josué Paese Filho porque ele ficou na dúvida. A Senhora mudou o visual pela extração de um dente ou a Senhora mudou o visual na totalidade, realmente olhando daqui Vereadora a Senhora está com um visual diferente justificando o não cumprimento do companheiro Ver. Josué Paese Filho. Imensa satisfação em receber aqui a Senhora Gicela, quero dizer a Senhora que na minha casa hoje são quatro habitantes humanos e nós temos mais de uma dezena de habitantes ‘pets’ que– vieram da rua; nenhum vem com pedigree, com isso, com aquilo. Na aparência sim parece que eles têm alguma raça definida, mas não por opção nossa sim, mas por necessidade deles. Esse Projeto, tudo que se fala em melhorar a condição de qualquer paciente é importante. Não importa se vem do ‘pet’, se vem da conscientização dos seres humanos que, às vezes, abandonam os seus pacientes lá que é algo assim muito mais grave do que possibilitar o acesso de um animalzinho de estimação que é o amor recíproco. É um que dá e o outro que recebe e vice-versa. O que me leva hoje a dizer alguma coisa é no sentido de aguardar uma resposta através da Ver. Renata que disse ter formulado esse pedido endereçado à direção do Hospital São Carlos para que eu possa realmente saber as condições de quem vive o dia a dia. De quem sabe dos prós e contras do acesso a esses pequenos ‘pets’. Eu diria assim eu não sei opinião da gestora Janete, mas eu queria lhe dizer também que da maneira como eu a vejo olhando sim a pessoa hospital e as suas particularidades e também aquilo que obrigatoriamente tem que ser decidido ‘olha isso aqui por uma questão disso ou daquilo’ até devido às grandes necessidades que o hospital tem e aquilo que é mais necessário no momento. Então eu preferi não falar muito sobre esse assunto e também da FARMED. Também aguardando algo mais oficial de quem está lá no dia a dia. Quando a Senhora falou de que havendo três pacientes em um quarto eu me questionei, bem o médico daquele paciente específico da visita do ‘pet’ recebe a informação e emite o parecer dele autoriza/não autoriza e os demais? E os outros dois pacientes também recebam essa comunicação, os médicos deles? Essa é a pergunta e também caso um deles diga “eu não gosto de animais e não é aqui que eu vou ter que recebê-los”. É a questão aquela também do respeito a quem não goste de animais. Como fica em uma situação adversa desta? E eu lhe diria assim: quanto a este Projeto em si, se eu tenho na minha casa e dividimos isso de igual para igual são membros da nossa família, mais de uma dezena, como seria contra em estando no leito hospitalar ou não, eles para mim são membros da minha casa. Eles têm a higienização controlada não somente por nós, mas pela Pet que cuida deles que sabe os dias de recolhimento da dupla tal, da dupla tal e assim sucessivamente a gente o faz; com cuidado permanente até pela saúde deles. Para não me exceder mais no tempo eu agradeço a sua visita, extremamente esclarecedora, bem como peço desculpas ao nosso Presidente por esses segundos a mais. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Passo a palavra então a Gicela para que responda a pergunta do Vereador Tadeu Salib dos Santos.

SRA. GICELA BORTOLUZ: Tá, sendo bem objetiva não passamos ainda por esta situação de outros pacientes não quererem, mas antecedente a toda a visita a gente passa no leito e pede que eles assinem, até porque tu tá usando a imagem deles não que isso vai ser divulgada, mas tu tá expondo a imagem deles ali naquele momento do hospital e a gente tem um termo que o familiar assina, que o paciente assina também para gente se respaldar juridicamente. E caso alguma das pessoas que estão no quarto não queira, nós não vamos nem fazer o paciente sair e nem o paciente do lado; a gente vai isolar com biombos aquela meia horinha o ‘pet’ vai ficar só na cama daquele paciente. Ainda não tivemos essa situação, mas quando tivermos a gente tem que garantir o direito de ambos.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Gicela. Nesse momento passo a palavra ao Ver. Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhor Presidente, colegas Vereadores e as colegas Vereadoras. Queria cumprimentar aqui a minha amiga Glória Menegotto, nossa sempre Vereadora, está com visual 2020 né Glória? Aí que me refiro. Muito obrigado pela presença. Um abraço aí a todas as pessoas, a Gicela por estar aqui conosco explanando muito bem a sua experiência aqui na cidade vizinha. Quero cumprimentar aqui as lideranças do nosso Hospital né, a Janete, o Dr. Molon e dizer aos colegas Vereadores que o que me deixa muitas vezes até sem entender a discussão desse Projeto e que eu tentei ler ele novamente, vai que por algum motivo eu esqueci alguma palavra e vou reler o Projeto novamente. Em nenhum momento o Projeto de Lei de autoria da Ver. Renata Trubian diz: é obrigatório a partir da aprovação dos Vereadores amanhã o Hospital receber os animais. Uma: o Projeto de Lei diz que ele autoriza, ele concede ao município a poder autorizar os hospitais públicos e privados. Que isso pode demorar um ano, pode demorar dois, pode demorar três ou cinco anos, isso vai depender da mobilização do hospital, da demanda. Porque o hospital, desculpa a comparação, ele é um prestador de serviço e que sabe essa necessidade parta do teu cliente. Quem é teu cliente? É teu paciente. Ele está lá de uma forma outra te pagando para tu atendê-lo com teu médico, com a tua enfermeira, com toda a estrutura. Se essa demanda no futuro surgir do teu cliente é uma coisa que o hospital, que é privado, vai olhar para o seu quadro e vai ver é interessante eu atender essa demanda, essa necessidade do meu cliente. Que é quem o meu cliente?  O paciente. Se o paciente lá na frente trouxer essa demanda, se lá na frente acontecer as situações pertinentes para que esse momento possa ser diferente pode acontecer. Então o Projeto não está dizendo aqui, colegas Vereadores, nenhum momento ‘aprova aqui que amanhã sai lá’. Não o Projeto só tá dizendo que pode estar no São Carlos como em outro hospital que possa ter no futuro em Farroupilha que a gente não sabe. Então às vezes eu gostaria que essa discussão ela não fosse trabalhada na questão pessoal, naquela coisa quem sabe da política, porque a Vereadora que fez e se um dia der certo todo mundo vai lembrar que ela fez. Acho que isso não constrói nada, não leva a lugar nenhum; se ela teve a iniciativa antes de todos os outros, mérito dela. É uma iniciativa louvável, talvez o momento não seja adequado por todas as questões de recuperação, de organização, mas como eu falei anteriormente, se lá no momento levou um ano aqui deu o exemplo de vocês. Tem duas apaixonadas que estão lá dentro do hospital que fizeram o Projeto acontecer com todas as seguranças necessárias. Porque isso também gerou uma demanda para que isso acontecesse. E vocês sabem que mesmo o hospital sendo público ou privado, hospital é um prestador de serviço e quem que é o seu cliente ou paciente que lá está. E que se essa demanda for uma demanda real lá na frente, a administração do hospital, Dr. Molon, vai entender se isso é adequado ou não. Não é obrigatório sair daqui aprovando e dizendo que vai começar no hospital. Às vezes as pessoas distorcem ou vão na rádio “quê que é isso”, vão na internet “vou levar a cachorrada para o hospital”, “os Vereadores não tem outra coisa para pensar”. O Projeto de Lei não está dizendo isso. O Projeto de Lei está dizendo que pode acontecer mediante o aceite ou não da instituição e que isso a instituição vai ver no momento propício, adequado, se isso é de interesse da administração do hospital ou não. E que isso no decorrer do caminho vai ter. Mas eu gostaria de me ater aqui previamente a posição pelo que eu entendo dessa discussão e lhe fazer uma pergunta: nesse período, desde a aprovação da Lei até efetivamente ela está acontecendo, neste período, essa demanda ela surgiu do paciente ou foi oferecida pelo hospital, ou foi ambos?

SRA. GICELA BORTOLUZ: Eu te diria que foi ambos e eu te diria que o Projeto não nasce da noite para o dia. Então assim foi muito tempo que a gente veio pensando, foi muito tempo que a gente veio conhecendo outros Projetos; foi com a consciência que a gente não tem dinheiro, que quem conhece o Hospital Geral vê o hospital todo mês na imprensa ou está pedindo dinheiro em Brasília ou está pedindo dinheiro em Porto Alegre. Então assim, foi pensando em tudo isso e foi pensando também na humanização. Se tu pode fazer dessa forma. Se nós esperarmos o Hospital Geral ter dinheiro, me desculpa eu trabalho lá há 14 anos, nós não vamos fazer nada. Então assim, tem prioridades? Tem. Tem outras coisas muito mais importantes? Tem. Mas será que eu também não posso oferecer um acolhimento, uma alegria para o paciente naquele momento dentro das minhas condições. Eu acredito que sim. Porque se a gente do Hospital Geral foi esperar para ter dinheiro para fazer alguma coisa, vou dizer para vocês, a gente não faria metade; nem o banco de perucas que vai vir aqui falar, porque o banco de perucas não tem dinheiro nenhum, de lugar nenhum, a não ser das voluntárias. Então assim muita coisa que acontece no Hospital Geral não é dinheiro público e não aconteceria e não vai acontecer, porque cada ano a gente tem mais dívidas.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigada, Gicela. Mais algum Vereador gostaria de fazer uso da palavra? Com a palavra o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, quero cumprimentar aqui a Secretária Glória, obrigado pela sua presença, Dr. Molon, a Janete, seu Menzen sempre aqui presente, funcionários da Casa e demais aqui presentes. Lhe agradecer, Gicela, pela bela explanação do Projeto. Acho importantíssimo as suas explanações. Eu gostaria só de fazer uma pequena perguntinha depois no final se puder responder. As visitas estão sendo feitas desde março/2018, o Projeto foi aprovado e sancionado em janeiro/ 2019 é isso né? Aumentou o número de visitas depois da aprovação do Projeto ou não? Quanto à votação eu não estou aqui dizendo que voto favorável ou contrário porque confesso aqui que não tive nenhuma posição do hospital, não estou sabendo a situação do hospital se tem condições ou não tem condições. A gente sabe da situação do hospital né, então acredito que amanhã deve ser o dia aqui vai a votação esse Projeto ou a Sugestão de Projeto e a gente amanhã pretende conversar, inclusive com o hospital, para ver qual a posição realmente do hospital. Então só gostaria de saber isso, Dona Gicela. Primeiramente de mais uma vez de agradecer pela sua presença aqui acho que foi muito importante as suas colocações e queria só ver se houve um aumento de procura após a aprovação do Projeto ou continua na mesma no mesmo ritmo. Muito obrigado pela sua presença.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Então Gicela fique a vontade para poder responder.

SRA. GICELA BORTOLUZ: De abril até a data de hoje nós tivemos um pouco mais de 10 visitas. Não aumentou e se manteve da mesma forma.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigada, Gicela. Mais algum Vereador quer fazer uso da palavra? Desculpa, Vereadora Renata Trubian, as considerações finais.

VER. RENATA TRUBIAN: Querida Gicela quero muito, muito, muito te agradecer. Dizer que eu fico muito feliz por ter ingressado com este Projeto. Eu sou advogada eu estou acostumada ao contraditório, nem sempre as teses que a gente propõe no tribunal são as mesmas dos nossos adversários. Infelizmente muitas vezes se observa muito a questão política partidária e não a ideia ou a sugestão em si. Eu vejo que o Projeto é um Projeto bom, é um Projeto inovador. Um Projeto que bastaria apenas a boa vontade das pessoas, mas infelizmente não é assim entendido por toda a comunidade, pelos meus colegas. Amanhã realmente esse Projeto vai ser colocado em votação e eu espero realmente que ele possa ser aprovado é um desejo muito grande, mas eu quero dizer que a sua participação aqui, a tua disponibilidade de vir aqui demonstrar como basta apenas um pouco de boa vontade e de permitir que os pacientes tenham, além de medicamentos, um pouco de carinho e um pouco de tratamento humanizado isso já me deixa feliz. Ter trazido à discussão tudo isso me deixa muito feliz. Então eu quero muito te agradecer e dizer que eu desejo muito sucesso para que este Projeto continue permanentemente no Hospital Geral. E com certeza pelo modelo de humanização ele vai ser ampliado nos outros hospitais em Caxias também. Então meu muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigada Vereadora. Gostaria que em nome da Casa agradecer a sua explanação, dizer que com certeza o Projeto seria polêmico isso era uma certeza que nós tínhamos né. E a Casa fica de portas abertas para qualquer momento em que quiser aparecer aqui e falar para nós a respeito desse Projeto a gente está à inteira disposição. Então em nome da Casa lhe agradeço muito.

SRA. GICELA BORTOLUZ: Obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Eu acho que agora, nesse momento, a gente desfaz um pouco suspende a Sessão mais um minuto porque a Vereadora Renata Trubian tem mais um mimo né. Bem rapidamente, um minutinho, comunicado Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Peço licença, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, tenho de me retirar, pois tenho um compromisso.

PRES. SANDRO TREVISAN: Com a permissão dos Vereadores. (SESSÃO SUSPENSA) Nesse momento então reiniciamos os trabalhos da presente Sessão. Passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Vereador José Mário Bellaver.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Sr. Presidente, colegas Vereadores, devido um compromisso assumido gostaria que os colegas pudessem me autorizar para minha retirada neste momento da Sessão.

PRES. SANDRO TREVISAN: Srs. Vereadores? Com a permissão de todas as bancadas.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Muito obrigado, Sr. Presidente e colegas Vereadores.

PRES. SANDRO TREVISAN: Comunicado Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado Sr. Presidente. Também com o entendimento dos líderes peço licença que tenho um compromisso.

PRES. SANDRO TREVISAN: Com a aprovação de todos os Vereadores.  Convido o partido do Movimento Democrático Brasileiro – MDB – para que faça o uso da tribuna. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, demais Vereadores, a quem ainda nos acompanha aqui nesta Casa. O assunto que me traz a essa tribuna nesta noite, é um assunto que desde a última quinta-feira, quarta ou quinta-feira, da semana passada eu tenho recebido algumas mensagens possivelmente os colegas Vereadores também; tem sido o assunto tratado nas redes sociais, nos grupos aqui do município de Farroupilha e alvo de muitas discussões que é com relação ao IPTU do ano de 2019. Os carnês iniciaram a sua distribuição na metade da semana passada, pelo menos os que a gente pode perceber, e já geraram algumas indagações da comunidade com relação a isso. Eu vou tentar isolar, Sr. Presidente, porque houve na verdade uma ação do município de recadastramento dos imóveis aqui de Farroupilha e esse recadastramento acabou gerando, em muitos casos, um aumento do valor de avaliação ou do valor venal do IPTU e isso fez com que muitos carnês vieram então com o aumento muito acima da correção que foi aplicado. Isso é uma coisa devido ao recadastramento que o município fez, mas o meu objetivo nesta noite é falar sobre a correção que foi aplicada, a correção inflacionária, a correção monetária que foi aplicado na base tributária, independente de ter havido ou não algum tipo de recadastramento durante o ano de 2018 e que tenha incidido em 2019. Nós tínhamos na verdade, de 2010 a 2013 o índice que corrigia a Unidade Municipal de Referência e que automaticamente corrige o IPTU era uma média aritmética simples positiva de três índices. Nós temos aí o IGPM, o INCC e IPCA; essa cesta de índices, com esses três índices, ela evitava eventuais picos de subida ou descida de um determinado índice porque diminuía o peso de cada índice a 1/3 do componente final, ou seja, se nós tínhamos, por exemplo, IGPM que dava lá em cima, o IPCA era um pouco mais controlado, INCC a construção civil se comportava diferente, então a gente acabava tendo sempre um índice mais equilibrado. Em 2013, por Projeto do atual Prefeito, acabou virando Lei a Lei nº 3868/2013 que é o que está vigorando hoje, quando foi restringida a correção da UMR à variação positiva do IGPM do mês anterior. Historicamente e claro que esse é um assunto técnico, mas historicamente o IGPM, dentre estes três índices anteriores, é o índice que tem a maior oscilação seja para cima ou para baixo. Só que aí o texto fala em variação positiva. Então ele não considera, no período de 12 meses, o mês que teve oscilação negativa do IGPM, o município considera como zero e o mês que tem positivo ele acrescenta isso na correção. Isso vai provocar, Senhores, esta situação que nós estamos aqui. E aqui eu não vou nem discutir muito aumento que teve em 2019, que foi de 10.23%. O aumento de 2019 foi 10.23%. Só que isso já aconteceu, esses carnês já foram reajustados e não há mais possibilidade de nós, na Câmara de Vereadores, discutirmos esse assunto. Então nós estamos inclusive iniciando, aproveitando este momento, iniciando a discussão para o IPTU até do próximo ano. Percebam aqui nesta tabela que nós apresentamos, para vocês entenderem, o IPTU vai considerar de dezembro de um ano a novembro do outro ano por isso que vocês estão vendo aqui dezembro/2017. Em dezembro/2017 o IGPM foi -1.08, em janeiro ele foi 001 e em fevereiro, que é o último dado que a gente tem, ele foi 088, ou seja, nesses primeiros três meses o IGPM, que é o índice oficial, está negativo em 0,19%. Essa, caso nós fechássemos hoje, o IPTU de 2020, na minha avaliação de justeza tributária seria esse índice que teria que ser aplicado, -0,19% porque é o que oscilou o índice. No entanto, segundo a proposição do atual Prefeito, com aquela Lei de 2013 que nós demonstramos, o que é considerada é o quadro de lá. Em dezembro, que foi -1.08, zero, aí em janeiro que foi 001 positivo, sim 001, em fevereiro que foi 088 positivo, sim 088; ou seja, 0.89% positivo. Nós estamos provocando aqui uma distorção na correção do imposto, não é justo aplicar só quando se ganha. O justo é ser o índice ao todo, durante os seus 12 meses, seja ele positivo, ou seja, ele negativo. Aqui tem só mais um gráfico que demonstra isso, enquanto nós teríamos aqui o índice da parte em vermelho seria a correção negativa desses três primeiros meses e lá é o que considera a Lei atual. Vou trazer também mais um dado, ah só para dizer o aluguel. Contrato de aluguel é regido pelo IGPM. O IGPM é quem corrige todos os contratos de aluguéis, mas só que o aluguel considera o índice dos 12 meses, fechado o índice dos 12 meses. Em 2018 esse índice seria 7.55%. Lembrando e retomando aqui foi 10.23%. Aqui nós temos três municípios da região: Farroupilha, Bento e Caxias; e estes foram os reajustes do IPTU deste ano. Aqui nós temos Caxias do Sul com 4.55%, Bento 7,5%; Caxias adotou o IPCA, que é o índice de inflação oficial do governo, Bento Gonçalves adotou o IGPM, 7,5%. Mas adotou o IGPM na sua integralidade, da sua maneira justa de ser adotada, e já Farroupilha 10.23%. Com isso, Senhores, nós estamos então apresentando na data de hoje, a bancada do Movimento Democrático Brasileiro, o Requerimento nº 047/2019. O que nós estamos propondo? Nós estamos colocando na justificativa basicamente as informações que nós acabamos de compartilhar com os Senhores, essa diferença de índices, essa diferença de cálculo que é o que está na Lei e o que nós entendemos ser o mais justo, tanto para o município como para a população, e estamos sugerindo que o artigo primeiro tenha então a seguinte redação “o valor da Unidade Municipal de Referência será atualizado mensalmente pela variação positiva ou negativa do IGPM e no caso de extinção ou descontinuação de índice por outro que reflita a inflação indicado pelo Poder Executivo Municipal”. Eu até poderia sugerir a volta daquela cesta de índices que nós apresentamos no começo que teria IPCA, INCC e IGPM que é o que nós tínhamos até o final de 2012, mas o Prefeito Municipal em 2013 demonstrou a sua preferência pelo IGPM e isso eu acho que é justo e é uma preferência que ele tem e nós devemos respeitar. Sei também que operacionalmente a adoção de 3 índices provoca nas auditoras tributárias uma dificuldade de atualização e de cálculo para essa correção considerando também que eles têm datas de divulgação diferentes, então agrupar tudo isso é um pouquinho mais complicado. Então vejam que nós estamos aqui sendo coerentes e ponderadas, reconhecemos que isso pode ser um dificultador; então acho que não é o caminho nós voltarmos àquela situação, no entanto também entendo e entendemos, nossa bancada, que não é o mais adequado ter a vitória só quando interessa. Deu positivo é bom para o município, vamos arrecadar mais vale, deu negativo é justo que se aplica sim daí não vale. Então a nossa proposição através deste requerimento e de acordo com o que a gente tem já de acordo nessa Casa, nós vamos deixar então o Requerimento nº 47 à disposição dos Srs. Vereadores para que seja votado na próxima semana e também discutido. O objetivo desta noite era apresentar essa metodologia de cálculo talvez ajude os Senhores Vereadores e os colegas até a esclarecer alguns questionamentos, porque teve muita gente que me perguntou: nenhum índice de inflação no ano passado deu 10.23, porque o nosso deu 10.23? E aí até entender toda essa situação não é tão simples, quem sabe assim contribua para que a gente possa evitar distorções e trabalhar, como é dito muitas vezes, com justeza tributária. Nós não entendemos que justeza tributária seja se apropriar só quando eu ganho, quando eu não ganho não vale. Era isso, muito obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Nesse momento então eu convido o partido dos Trabalhadores – PT – para que faça o uso da Tribuna e não o fará, pois o Ver. Fabiano acabou se retirando. Convido o Partido Progressista – PP – para que faça uso da Tribuna. Abre mão. Convido nesse momento o Partido Socialista Brasileiro – PSB – para que faça uso da Tribuna. Abre mão. Convido nesse momento o Partido Democrático Trabalhista – PDT – para que faça uso da Tribuna. Abre mão. Convido o Partido Republicano Brasileiro – PRB – para que faça uso da Tribuna. Abre mão. Convido nesse momento o Partido da Rede Sustentabilidade para que faça uso da Tribuna. Com a palavra a Vereadora Renata Trubian. Renata Trubian, por favor, microfone da tribuna.

VER. RENATA TRUBIAN: Sr. Presidente, Srs. colegas Vereadores. Eu não iria usar a tribuna hoje, mas devo o fazer por uma necessidade. Queria comunicar todos vocês que amanhã será meu último dia nesta Casa como suplente de Vereadora da Rede Sustentabilidade; já na próxima Sessão do dia primeiro teremos um novo colega que vai vir para cá. E eu queria aproveitar esse momento então para falar do quanto foi gratificante ter estado aqui, quanto me sinto honrada ter ocupado este espaço e eu queria deixar um agradecimento especial aos meus colegas, principalmente, agora estou grandona, principalmente aos meus colegas da bancada da situação porque muitas vezes me acalmaram, muitas vezes me puxaram a orelha, muitas vezes me ensinaram; eu realmente aprendi muito, muito embora eu tenha uma formação acadêmica no direito eu nunca tinha estado aqui e realmente eu aprendi muito com vocês. Aprendi a boa política e aprendi também que muitas vezes as coisas não acontecem única e exclusivamente porque é determinada pessoa que coloca. Infelizmente eu saio com toda essa experiência, mas carrego comigo algumas coisas que eu vejo que poderiam ser diferentes. Mas devo dizer que eu sou uma guerreira, uma batalhadora, devo voltar logo mais aí adiante. Quero agradecer também aos meus colegas da oposição por todas as batidas, os tapas, os entreveros que teve aqui, porque realmente só me demonstraram o quanto eu poderia aprender. Aprender a como ser e ao que não ser. Aprender ao que falar e ao que não falar. Então muito obrigada, quero agradecer especialmente ao meu Presidente Sandro, que inclusive me deu oportunidade de ocupar a Presidência por alguns momentos o que também me foi maravilhoso e foi uma experiência muito enriquecedora. Eu quero deixar uma fala para vocês que não é minha, mas que eu achei muito linda e eu guardei para esse último momento. Porque amanhã vai ser o momento da discussão do Projeto e a gente vai reservar todas as energias, tempos e falas para a defesa do Projeto. Eu vou ler então, peço que escutem com muito carinho: “Sou feita de retalhos, pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou. Em cada encontro, em cada contato vou ficando maior. Em cada retalho uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade que me torna mais pessoa, mais humana, mais completa. E penso que é assim mesmo que a vida se faz, de pedaço de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados. Haverá sempre um retalho novo para adicionar a alma. Portanto, obrigada a cada um de vocês que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias. E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar um dia um imenso bordado de nós”. O texto é de Cris Pizzimenti. Deixo um abraço grande para cada um de vocês, foi um prazer muito grande ocupar e uma honra muito grande ocupar, não só essa Tribuna, mas estar nesta cadeira. Peço escusas se por algum momento eu, nos debates acalorados, possa ter magoado algum colega, não foi a intenção. Obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigada, Vereadora. Passamos ao espaço destinado ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: A palavra está disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra o Ver. Odair Sobierai.

VER. ODAIR SOBIERAI: Só uma questão de ordem, um pedido. Em função da minha filha não está passando bem durante o dia levei ela ao plantão da Unimed e passaram mensagem que ela não está passando bem. Acho que vou ter que, peço a permissão de pedir a liberação.

PRES. SANDRO TREVISAN: Com a permissão dos Srs. Vereadores? A palavra continua disposição dos Srs. Vereadores. Se ninguém mais quiser fazer o uso da palavra então eu primeiramente encaminho às Comissões de Constituição e Justiça… Mas na verdade estou dando a palavra aos Srs. Vereadores, se a Senhora pedir com certeza eu lhe concedo. A palavra está a disposição da Ver. Renta Trubian.

VER. RENATA TRUBIAN: Então como eu já falei, colegas, como é meu último oportunidade de apresentar Requerimentos e vocês já devem ter recebido alguns, eu gostaria de colocar em votação o nº 040, eu vou deixar o nº 040 para depois. O nº 041 “a Ver. signatária após ouvida a Casa requer a Vossa Excelência que seja enviado votos de solidariedade a todos os lojistas e colaboradores do Shopping 585 nessa cidade pelo sinistro, incêndio por causa desconhecida, ocorrido na data de 10 de março do corrente, ocasião que gerou inúmeros prejuízos materiais prejudicando o comércio, os negócios em início de temporada de inverno. A Rede Sustentabilidade e seus membros no que couber se coloca à disposição para ajudar no que for preciso”. Eu acho leio todos e podemos votar em bloco? Requerimento nº 042 “a Ver. signatária após ouvida a Casa requer a Vossa Excelência que seja enviado votos de congratulações e reconhecimento ao Dr. Leonardo Weissheimer e a Dra. Ana Paula Deluchi Boz pela inauguração da mais nova clínica de cirurgia plástica da Serra Gaúcha, a Clínica Artisan – Cirurgia Plástica, Estética e Especialidades. A Rede Sustentabilidade aplaude ações e atitudes empreendedoras.” Requerimento nº 043 “a Ver. signatária após ouvida a Casa requer a Vossa Excelência que seja enviado votos de congratulações e reconhecimento a Associação dos Centros de Compras da Serra Gaúcha – ACECORS – através de seu Presidente Paulo Roberto Dalzochio pelos desfiles realizados na terça-feira, dia 12, e na quinta-feira, dia 14, no Clube Santa Rita, que apresentaram as novidades da moda inverno. A Rede Sustentabilidade elogia a organização de eventos com Lojistas do Brasil para mostrar a diversidade e beleza da moda produzida na cidade, o que contribui para o crescimento e desenvolvimento da indústria local”. Requerimento nº 044 “a Ver. signatária após ouvida a Casa requer a Vossa Excelência que seja enviado votos de congratulações aos integrantes da Comissão da Mulher Advogada – CMA – da OAB/RS subseção de Farroupilha, por terem sido nomeadas pela atual gestão da entidade para o triênio 2019/2021, através da coordenadora Dra. Djessica das Chagas Moreira e demais integrantes Dra. Diana Rombaldi, Dr. Rafael Alfredo Ávila Pedrotti, Dra. Angélica Fiori, Dra. Crislaine Zangalli, Dra. Karine Trott, Dra. Raquel Dondoni, Dra. Franciele Boschetti Reche, Dra. Silvia Maria Mandelli Trevisan e Dra. Morgana Simony Chiele. A Comissão da Mulher advogada além da defesa das prerrogativas das advogadas desenvolve grande trabalho e ações pelo fim da violência contra as mulheres, bem como o Projeto OAB vai à Escola que visa levar noções de cidadania a comunidade escolar. Também, importa estender agradecimento à referida comissão pela ação desenvolvida durante a Sessão Solene realizada na data 18/03/2019 nesta Casa, que consistiu em distribuição de mensagem escrita e soltura de balões brancos e lilás em homenagem às mulheres. A Rede Sustentabilidade deseja sucesso nas atividades empreendidas pelo grupo.” Requerimento nº 045/2019, “A Vereadora signatária, após ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência que seja enviado Votos de apreço e agradecimento às empresas Extinfar Extintores Ltda., e à Fachini Extintores, através de seus representantes legais, por possibilitarem de forma gratuita a recarga dos extintores do Hospital Beneficente São Carlos, os quais se encontravam vencidos. Ressaltamos que o gesto por elas praticado representa o cuidado e o carinho destas empresas para com a nossa comunidade.” E por fim o Requerimento nº 040/2019 que é uma Sugestão de Projeto de Lei. “A Vereadora abaixo firmada, solicita anuência dos demais pares para que seja encaminhada ao Poder Executivo Municipal a Sugestão de Projeto de Lei que dispõe sobre a isenção de pagamento da taxa de inscrição em Concursos Públicos Municipais ao candidato doador de sangue, plaquetas e medula óssea, e dá outras providências.” Era esses então os Requerimentos Senhor Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereadora. Então eu acho que a gente poderia, segundo a minha opinião, a gente poderia votar em bloco as congratulações que são os Requerimentos nº 041, nº 042, nº 043, nº 044 e nº 045. Estão de acordo os Vereadores? Então nesse momento colocamos em votação os Requerimentos compilados pela Ver. Renata Trubian, Requerimentos nº 041, nº 042, nº 043, nº 044 e nº 045. Os Vereadores que estiveram de acordo permaneçam como estão. Subscrito pelas bancadas do PP, MDB, PDT, PRB e PSB. A palavra então continua na verdade à disposição… Não colocamos em votação o nº 40? É Projeto Sugestão então. A palavra continua à disposição da Vereadora, tem mais 30 segundos.

VER. RENATA TRUBIAN: Eu sei da questão de que o Projeto Sugestão deveria entrar uma semana antes, a gente ali o problema das Sessões Solene e aí a dificuldade de leitura do Projeto. O Projeto foi encaminhado, na verdade, na semana passada, eu vejo que é um Projeto de grande importância para a comunidade em que se valoriza o voluntariado e a doação das pessoas e eu pediria a compreensão dos nobres colegas Vereadores para aprovar essa sugestão até porque é uma sugestão e o Prefeito depois encaminha se ele entender importante. Eu gostaria de contar com o apoio de vocês nessa minha última proposição então.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigada Vereadora. A palavra continua a disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini. Questão de Ordem?

VER. JONAS TOMAZINI: Questão de Ordem, Sr. Presidente. Sr. Presidente, até não sei de quando da apresentação real porque a gente tem na verdade até duas datas aí. A gente tem o Requerimento e parece dia 18 de Março e a não ser que esteja aqui, eu esteja me confundindo, me parece que o carimbo lá em cima tá como o dia 12 a não ser que aquele dois ali é um 9 aí está me parecendo uma situação, até tem um conflito de datas aqui entre o protocolo. A princípio parece que a data que foi feito é posterior à data que foi protocolado. Então entendo Senhor Presidente que até por ser um Projeto Sugestão ele não vai ter efeitos a partir de hoje nem a partir de amanhã. Ele terá que ir para o Executivo Municipal e depois eventualmente retornar essa Casa. Eu me lembro, Vereadora Renata, que no final do ano passado nós tivemos uma situação com aquele Projeto Sugestão dos fogos de artifício, por exemplo, né. Não foi votado no final do ano e a Senhora até escreveu nas redes sociais que devido a um acordo da Casa e até de maneira um pouco pejorativa né, a Senhora escreveu dizendo que os Vereadores não aprovaram aquele seu Projeto Sugestão. Pois bem, na verdade não ia mudar nada porque se fosse aprovado não ia dar tempo para o Prefeito mandar e ser aprovado naquele momento. Então a maneira como foi colocado, e claro que é interpretação minha né, ele não foi o mais adequado porque parece que colocou nos outros 14 Vereadores uma culpa de não ter aprovado na última Sessão do ano, sendo que não ia mudar nada para o réveillon de 2018/19 porque o Prefeito não teria tempo de mandar o Projeto e, aliás, não mudaria até agora porque o Prefeito ainda não mandou o Projeto de volta para essa Casa, se é que ele vai mandar. Então nesse sentido eu confesso que não tive tempo de avaliar o presente Requerimento como Projeto Sugestão e, assim como apresentei, eu gostaria também daqui a pouco o meu esse do IPTU, ali da UMR, eventualmente de aprovar então hoje. Mas eu sigo as regras dessa Casa e gostaria de sugerir que eles fossem votados na próxima semana, considerando que o Prefeito ou a Senhora como Vereadora de situação poderia ter pedido para Prefeito já mandar o Projeto para cá e a gente já poderia discutir quem sabe amanhã. Não é o caso, eu acho que a gente deve seguir o que discutimos até este momento. Era isso, muito obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. A palavra está com o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Sr. Presidente, Srs. Senhores, Vereadoras. Eu trago aqui um Pedido de Informações de nº 004/2019.

PRES. SANDRO TREVISAN: Não na verdade é sobre o Requerimento né? Não, mas a palavra está à disposição do Requerimento.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Ah, não não não não Senhor Presidente. Então aguardo, claro, tem razão, seria sobre o que é a Vereadora colocou. Desculpa, eu peço logo depois.

PRES. SANDRO TREVISAN: A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Sr. Presidente, Srs. Senhores, demais que nos acompanham. Referente à sugestão de Projeto da Vereadora Renata Trubian eu até entendo suas palavras Vereador Jonas Tomazini eu acho importantíssimo isso aí, mas como a Ver. Renata está se despedindo agora né, é a última Sessão amanhã, eu não veria problema nenhum também se fosse votado no dia de hoje. Mas respeito, eu próprio já tive opiniões contrárias aí, só tem que ser mantido, mas por ser um caso especial que está se despedindo, a semana que vem não vai estar aqui, então se a maioria achar que deve ser votado não vejo problema nenhum. Era isso Sr. Presidente, muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Referente ao presente Requerimento do Projeto Sugestão de Lei, essa bancada e esse líder concorda em votar na noite de hoje bem como também já antecipa seu voto favorável.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores.  Na verdade eu, particularmente, eu sei que a gente tem um acordo, o Projeto ele é um Projeto que vai para o Executivo e em função da Vereadora mesmo saindo dessa Casa, eu de minha parte posso abrir uma exceção sim. Sei que nós combinamos isso Vereadores, sei que nós combinamos, mas a nossa amiga Vereadora está se despedindo dessa Casa né, amanhã será o último dia. Então eu particularmente acho que a gente poderia colocar em votação, sei dos acordos, mas em consideração à Vereadora que estará só até amanhã nessa Casa. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Sr. Presidente, Srs. Senhores. Bom, a princípio está na Casa ou não está na Casa, o importante não é o proponente e sim a proposta. Nós não estamos aqui vendo se é uma Vereadora que vai estar aqui ainda ou não vai estar. Nós estamos decidindo e votando uma proposta, uma sugestão de Projeto de Lei. Desta forma, e com a liberação da nossa líder de bancada, e também entendendo aquilo que o Ver. Jonas Tomazini comentou. Da mesma maneira que o Ver. Jonas, nós também não lemos ainda este Projeto todo, porque iria entrar como Requerimento nós não iríamos votar nesta noite; nós poderíamos inclusive dar alguma sugestão referente a este Requerimento. Mas para que não pareça que nós estamos contrários ao Requerimento ou a Sugestão de Projeto, nós vamos votar esse Projeto nessa noite, esse sugestão melhor, esse Requerimento, mas já eixando registrado nos anais desta Casa de que nós, mesmo vindo do Executivo, da mesma forma como está aqui, se vier do Executivo tudo que está escrito igual nós poderemos modificar. Não é porque nós estamos aprovando nesta noite que nós temos que votar quando o Projeto vier para cá da mesma maneira que ele está aqui, porque nós não tivemos a condição de ler. Nós achamos que a proposta ela é boa, lendo aqui o que diz só aqui o preâmbulo do Projeto. Agora quando ele vier para esta Casa nós estamos deixando bem claro de que nós vamos analisar e quem sabe até poder fazer alguma modificação. Não é porque a Vereadora não estará mais aqui que nós não poderemos inclusive modificar o Projeto; mas desta forma, e a bancada, o Vereador Jonas que se manifestou e a bancada através da nossa líder, posso colocar aqui então que nós votaremos favorável, mas com esta colocação. Obrigado

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado Sr.. Presidente. Agora sim. Quanto a ser favorável ou não, Ver. Renata Trubian, favorável, favorável, porém o meu líder de bancada não está aqui. Em respeito a ele enfim é difícil, é difícil porque isso, por uma questão hierárquica eu gostaria da opinião dele e como ele também recebeu e não leu, eu lhe diria assim que sou favorável, sem dúvida alguma, sou. Agora gostaria é claro de que se o meu líder estivesse aqui eu seguir, em um primeiro momento, o pensamento dele como líder de bancada. Mas o que eu posso lhe antecipar é que sim, eu sou favorável a este Projeto colocando é claro que se houver algo em que nós possamos contribuir para redimir qualquer dúvida e acrescentar algo que venha a somar, a somar e construir, que nós tenhamos esta oportunidade. Era isso Sr. Presidente. Obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Encaminhamento de votação Vereadora Renata Trubian.

VER. RENATA TRUBIAN: Eu queria agradecer a colaboração dos colegas Vereadores e dizer que sim, que se esse Projeto for contemplado para vir do Executivo, com certeza e tiver alguma coisa a ser aprimorado, que bom, porque várias cabeças pensam melhor e é essa nossa função né, aprimorar os nossos Projetos. Então eu agradeço e pediria que colocasse em votação e peço o voto dos colegas então favorável.

PRES. SANDRO TREVISAN: Colocamos em votação o Requerimento… Encaminhamento de votação Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Sr. Presidente novamente, até o Vereador Arielson já colocou, mas só para não ficar; a minha manifestação foi apenas com relação ao trâmite do Projeto Sugestão algo que a gente tem combinado, mas não adentrando com relação ao mérito do que está sendo aqui apresentado. E assim como já antecipou o Vereador Arielson e já colocou a posição unânime da bancada, mas quero só reforçar o meu posicionamento nunca foi em colocar o que está aqui sendo discutido ou o que está aqui sendo apresentado. Seria só no sentido de nós seguirmos o que a gente tem acordado nessa Casa, mas quero dizer que compreendo a situação particular embora eu acho que a Câmara é mais do que qualquer um de nós Vereadores em isoladamente. Então isso aqui poderia continuar sendo discutido, mas compreendo esta situação e não me oponho então como já colocou o Vereador Arielson e também então para deixar claro que com relação ao mérito nós somos favoráveis ao segmento da matéria. Era isso, muito obrigado Senhor Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Colocamos em votação o Requerimento nº 040/2019 formulado pela Vereadora Renata Trubian da Rede Sustentabilidade.  Os Vereadores que estiveram de acordo permaneçam como estão. Aprovado pelos Senhores Vereadores com a ausência do Ver. Fabiano A. Piccoli do PT, Ver. Odair Sobierai do PSB, ausência do Vereador Josué Paese Filho do PP e Ver. José Maria Bellaver do partido MDB. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Sr. Presidente, Srs. Senhores, Vereadoras. Venho com o Pedido de Informações de nº 004/2019 com o seguinte teor: “O Vereador signatário, após ouvir a Casa, requer a Vossa Excelência, nos termos da Lei Orgânica, artigo 23, inciso XII, combinado com o Regimento Interno artigo 144, parágrafo 1º, que se oficie o Poder Executivo Municipal, no seu setor competente, para que encaminhe a esta Casa Legislativa as informações que seguem abaixo a respeito dos cemitérios de Farroupilha: Cemitério Municipal de Farroupilha Centro e Cemitério Público Nova Vicenza. Qual o número de capelinhas construídas? Quantos são os terrenos existentes com arrendamento perpétuo e que não possuem construção ainda? Qual o número de gavetas existentes com arrendamento perpétuo? Qual o número de gavetas que estão com aluguel por cinco anos?” Também apresentar o Requerimento para votação na próxima semana de nº 046/2019 do Projeto com o seguinte teor, o Requerimento Sr. Presidente. “Os Vereadores signatários, após ouvirem a Casa, requerem a Vossa Excelência, que seja enviado o Projeto de Lei Sugestão ao Executivo que dispõe sobre a obrigatoriedade por parte dos hospitais públicos e privados, do registro e da comunicação imediata de recém-nascidos com Síndrome de Down, às Instituições, Entidades e Associações especializadas que desenvolvem atividades com pessoas com deficiências no Município de Farroupilha.” Era isso Senhor Presidente, obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Então colocamos em votação o Pedido de Informações de nº 004/2019 formulado pelo Vereador Tadeu Salib dos Santos da bancada do PP. Os Vereadores que estiveram de acordo permaneçam como estão. Aprovado pelos Senhores Vereadores com a ausência do Ver. Odair Sobierai do PSB, Ver. Fabiano A. Piccoli do PT, Ver. José Mário Bellaver do MDB e Ver. Josué Paese Filho do PP; e subscrito pelas bancadas do MDB, subscrito pela bancada do PRB, subscrito pela bancada do PDT. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Sr. Presidente, colegas Vereadores. Primeiro quero dizer à Ver. Renata Trubian que nós vamos sentir muita falta da Senhora assim como também sentimos do seu colega Beto Maioli, uma pessoa também muito querida por todos nós; mas a Senhora marcou também a sua presença aqui na Câmara de Vereadores representando muito bem o trabalho das mulheres, levantando as bandeiras que você sempre trouxe junto com você, que não é de hoje né, aqui no nosso município, para mim foi uma honra e uma alegria ter dividido esse momento. Mas nós que somos suplentes a gente só tem a certeza desse dia, mas isso faz parte da conjuntura democrática e de direito que concede esses espaços de suplência e que obviamente tem que ser respeitados. Hoje eu queria falar para vocês sobre um tema que tem me feito fazer algumas análises, e análises bem profundas sobre a política e sobre o momento em que nós vivemos nesse contexto chamada: lealdade. Vou ler novamente: lealdade! Que significa respeito aos princípios e regras que norteiam a honra e a probidade; fidelidade aos compromissos assumidos. Ainda lealdade é um conceito de ser leal, de ser fiel, de estar junto. Aí diversos derivados descrevem a palavra lealdade nesse sentido. Alguns poemas também descrevem a lealdade como algo que se torna leal, que se torna acima de qualquer situação presente e fiel. Mas eu quero dizer para vocês que têm infelizmente pessoas que valorizam a lealdade e têm pessoas que infelizmente não valorizam a lealdade. E essa nossa vida ela é feita de colheita. O Ver. Tadeu usa muito bem aqui a semente; tudo que nós plantamos ele fica cultivando bem ou fica cultivando o mal, ele amadurece e um dia a gente colhe. Ou nós possamos colher uma colheita farta que realmente nos orgulhe como a gente pode só colher coisa que não presta. E isso é uma decisão de cada um. E que se nesse processo todo de plantar, de cuidar, de preservar e de colher talvez a lealdade fosse o ingrediente principal nesse processo, principalmente, na política. Mas como falei anteriormente algumas pessoas valorizam a lealdade outras nem tanto. Eu quero dizer que as que valorizam a lealdade terão espaço, independente do que acontecer, as que não valorizam a lealdade perderão espaço e poderão terminar sozinhas. Era isso Sr. Presidente, meu muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador.  A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores.  Com a palavra o Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Sr. Presidente, Srs. Vereadores. Tem um Requerimento para que seja oficiado o Poder Executivo para que realize limpeza da área que corresponde ao passeio público na Rua Vêneto no bairro Santa Rita até o Parque Santa Rita. Dê uma olhada nas fotos para ver um passeio público para quem quer fazer pista de caminhada em Farroupilha, para quem quer falar em turismo em Farroupilha. Deem uma olhada na situação da calçada que vai lá para o Santa Rita. Isso aí é um local aonde se chega a um ponto turístico do Município. Então este é um Requerimento para falar que daqui um pouco foi quem fez essa proposta, quem fez essa calçada que estava errado. O certo é quem esta deixando mato.  Agora se não bastasse isso, nós fomos fazer uma visita no Parque Santa Rita, o que nós vimos no bairro 1º de Maio em relação ao posto de saúde do 1º de Maio aonde drogadição, prostituição e fogo colocaram naquele local. Olhem a situação, pode voltar à outra foto estava um pouco melhor, a situação do Parque Santa Rita. Isso aí Vereador, eu sei que quando eu falo isso é uma vergonha, mas olhem a situação de um parque que foi revitalizado na nossa administração e aí alguns “ah porque foi na administração não sei o quê.” Gente aí falavam do Parque Santa Rita, do Parque de Imigração Italiana, olhem a situação deste parque que tinha sido revitalizado, que está caindo a ponte. E aí falavam e colocaram em um plano de governo que iam fazer uma biorecuperação no Parque Santa Rita. Além de não fazer a biorecuperação não conseguem manter o parque, não tem mais ninguém lá. A nossa preocupação, Senhor Presidente e Vereadores, é de que amanhã alguém vá invadir este local e vá colocar fogo. E eu não estou chamando para que aconteça isso, eu estou apenas aqui dizendo que poderá acontecer. Por isso faço um Requerimento para que no Parque Santa Rita se observou, fazendo uma visita ao Parque Santa Rita, se observou a situação de abandono do local. A possibilidade de vandalismo e depredação é evidente. Diante deste fato, solicito que o Executivo Municipal tome providências a fim de evitar danos e prejuízos maiores. Gente, aonde tem mato o pessoal acaba indo mais, aonde tem jogado um lixo mais gente joga mais um lixo. Vão lá roçar se não conseguem fazer nada pelo menos, pelo menos deixa limpo. A entrada do parque é portão caindo é guarita com os vidro tudo quebrado. Ou vocês acham que não vai entrar alguém ali para fazer alguma coisa? Deem uma olhada e só tem uma foto aí, uma outra que é praticamente igual. Mas se vocês forem lá olhar vocês vão ver a situação que se encontra um parque que está em qualquer um dos folhetos, dos folders poderes da administração Municipal como ponto turístico de Farroupilha. Então é uma indignação minha mesmo porque estive na Secretaria na época da recuperação desse parque que, infelizmente, se encontra neste estado. E aí vejo a calçada, vejo o parque daquele jeito, olho para o outro lado e entro no britador; há a meses parado o britador da Prefeitura porque tem que arrumar. Será que não tem ninguém que arruma? Compraram o quê lá então? Colocaram o quê lá no britador? E aí, pior ainda, a Prefeitura repassa os funcionários do britador para ECOFAR para fazer o quê? Se não funciona há meses. Ceder funcionário para fazer o quê? Ficar lá embaixo no britador sem fazer nada. Vão lá dar uma olhada e tem que buzinar lá embaixo se deixarem entrar né. Aí vocês conseguem entrar e vão ver que o britador inclusive está parado há meses. Por isso que as estradas do interior se encontram no estado que estão. Tem que comprar brita, não tem dinheiro suficiente; tem pedra quebrada lá que podia britar e o britador parado. Mais uma situação no Parque dos Pinheiros daí, mais uma das coisas que até tiraram as placas de lá. Nós na época colocamos lá, Ver. Josué Paese Filho foi um dos que foi atrás também da academia ao ar livre. Vão lá ver a situação daquela academia. Tem que cuidar para não pegar um tétano, Se se machucar lá vai dar problema para alguém, é situação de saúde. Por isso também o requerimento de nº 51 para que tome providências na iluminação do parque que é questão de segurança e na questão dos equipamentos de ginástica que é a academia ao ar livre. E aqui eu trago três ou quatro coisas que em uma passada a gente pode ver. Tem vários problemas em Farroupilha nem todos vão ser solucionados, mas coisas pequenas como esta e quando falam de turismo, gente, o mínimo tem que ser feito. Então não adianta revitalizar e não dar continuidade e não manter. Passar batom em praça é fácil. Obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Colocamos nesse momento em votação os Requerimentos, acho que pode ser colocado em bloco. Todos os Vereadores concordam?  Votação em bloco? Colocamos nesse momento em votação os Requerimentos formulados pelo Ver. Arielson Arsego do MDB. Requerimento nº 48, nº 49 e nº 051. Os Vereadores que estiveram de acordo permaneçam como estão. Encaminhamento de votação Ver. Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Sr. Presidente, Srs. Vereadores. Apenas para referente ao Requerimento nº 49, Ver. Arielson Arsego, que se trata do Parque Santa Rita. Esse Vereador foi lá e realmente viu a situação daquilo. Não sei se o Senhor chegou a entrar dentro do pátio ou não? Não. A situação até minha gente, até para ficar registrado, é pior do que nós vimos aí. Até na questão antigo onde era o restaurante. Então apenas para deixar registrado nessa Casa e dizer que já houve a cobrança por parte deste Vereador inclusive para ao menos roçar e cuidar um pouquinho mais até que haja um conserto naquilo lá, que haja alguém um novo pessoal que fica lá cuidando né. Então apenas para deixar registrado aqui que este Vereador, até preocupado com a situação, já solicitou que fosse feito algumas melhorias lá. Era isso, Senhor Presidente. Obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Outro dia nos estávamos visitando os parques e visitamos também Nova Milano, eu sou de acordo e falei isso também com o Secretário, de que se crie na verdade alguém que explore aquele local. Explore com restaurante; como locais bonitos desses explore com restaurante e que essa pessoa seja responsável pela manutenção, faça a manutenção. Porque existe uma fiscalização em função da manutenção desse local. Porque esse aproveitamento que as pessoas podem fazer no final não gera um custo ao município pra ficar reformando depois ou ficar cuidando colocando guarda, tendo que roçar. Então é minha intenção, é o que eu acredito que deveria ser feito nesses parques. Segundo informação que tive no Parque Nova Milano essa é uma ideia e é algo que eu vou defender sim nesse sentido. Que se crie alguém; aproveita. Ele vai lá e faz aproveitamento da área e faz a limpeza. Eu acho que é extremamente possível. Nesse momento, então, colocamos em votação os Requerimentos de nº 48, nº 49 e nº 051 formulados pelo Ver. Arielson Arsego do MDB. Os Vereadores que estiveram de acordo permaneçam como estão. Aprovado pelos Srs. Vereadores com a ausência do Ver. José Mário Bellaver, Ver. Josué Paese Filho, Fabiano A. Piccoli e Ver. Odair Sobierai. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra a Ver. Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Mais uma vez boa noite a todos. Eu gostaria de, lembrando alguns fatos, e lembrando também da palavra lealdade que o Senhor Ver. Tiago Ilha tanto colocou; eu gostaria de lembrar que sim, a palavra lealdade ela é muito importante em qualquer lugar, não apenas na política. A palavra lealdade é importante entre amigos, é importante na família e é importante sim na política. É importante em uma Câmara de Vereadores, em uma Câmara de Deputados e de Senadores, mas é muito mais importante na política em uma Câmara pequena, em uma Câmara de Vereadores por exemplo. Onde todo mundo se conhece, onde a comunidade nos conhece, onde nós fazemos parte do dia a dia praticamente uns dos outros. Então a falta de lealdade entre as pessoas da Câmara, de uma Câmara de Vereadores é muito pior; é muito pior do que qualquer outra falta de lealdade relacionada à política. Esse é o meu ponto de vista. Isso, essas discussões e tudo mais, não tem importância porque é para isso que nós estamos aqui. Nós estamos aqui, nós que somos da oposição, nós estamos aqui justamente para isso. Justamente para isso. Nós estamos aqui para ver o que está errado e apontar; e o que está certo nós estamos aqui para apontar também. Agora, a lealdade que o Senhor tanto falou, de boca cheia, eu concordo com o Senhor. Entre nós atingindo a pessoa que nós somos, esta não tem perdão e o Senhor sabe do que eu falo. Era isso.

PRES. SANDRO TREVISAN: Aparte Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Sr. Presidente e Srs. Vereadores. Falando em, não é meio no tema assim, mas eu tenho que ser aqui o correto e não deu tempo na minha fala de dizer que nós estivemos no Bairro Cinquentenário na 5ª feira vendo a questão das ruas do Bairro Cinquentenário. E aqui, mesmo que amanhã seja o último dia e amanhã não é dia que a gente fala isso, são discussões de Projetos, quero dizer, Vereadora Renta Trubian, que tem coisas que a gente concorda e que o Bairro Cinquentenário, que eu morei há muito tempo, ele precisa de um estudo, de uma discussão com a comunidade. E a Ver. Renata teve a visão de fazer essa reunião e um Projeto, vamos dizer assim para não dizer que a gente não fala das coisas da administração, apesar de que as pessoas da administração estavam meio confusas na hora de explicar. O Secretário de Transporte com o chefe, que é o Diretor do Trânsito, não se entendem muito bem, um quer fazer de uma maneira, o outro acha que dá para fazer de outra. Mas enfim a discussão um dizendo que tinha que ir para Conselho e na verdade não tem que ir para Conselho nenhum né; não precisa passar isso para Conselho para determinar as ruas, mas um Projeto bem elaborado, bem mostrado. Em uma discussão que nós tivemos lá no bairro junto com os moradores, uma discussão onde surgiu a necessidade realmente de se fazer algumas mudanças. Então parabenizar pela iniciativa de fazer este trabalho e dizer que acho que vai dar frutos e tomara que população entenda que é para o bem deles né. A gente sabe que lá no meio dois ou três não gostam, mas é só com o Projeto e mudando a cultura, o pensamento que vai fazer o bairro ficar melhor. Então já dizendo que a gente tem as nossas diferenças, mas volto a dizer à palavra que falei antes, o que importa não é o proponente é a proposta que ela seja discutida dentro de uma maneira que a gente possa chegar ao melhor para a comunidade. Obrigado pelo aparte.

VER. ELEONORA BROILO: Muito obrigado Vereador. Já está terminando, eu tenho só um pouquinho. Só terminando, quando nós discutimos um Projeto todo mundo sai ganhando, mas quem mais ganha com isso com certeza é a comunidade. Então só completando, muito obrigado a todos. Desculpe, mas eu não tinha tempo para lhe dar.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereadora. Ver. Tiago Ilha, espaço de liderança.

VER. TIAGO ILHA: Vereadora, a Senhora tem dificuldade de entender as palavras por isso que a Senhora passou por alguns momentos difíceis nessa Casa. Porque a Senhora tem dificuldade na interpretação, a Senhora está confundindo lealdade com respeito. Eu não sou leal com a Senhora e nenhum Vereador da sua bancada de oposição. A nenhum Vereador eu sou leal da sua bancada, nem a Senhora e nenhum Vereador da oposição. Isso não quer dizer que não respeito. Como na minha primeira Sessão deste ano usei aquela tribuna para dizer que em alguns momentos passei do limite por estar aqui chegando de primeira viagem. Mas quero lhe dizer olhando no seu olho Dra. Eleonora, se é o caso que a Senhora se refere que nós tivemos coparticipação, não me arrependo e não retiro nenhuma palavra que eu disse. E faria tudo de novo porque acredito na minha convicção e aquela foi a minha convicção mesmo a Senhora não concordando. Como a Senhora falou isso é uma Câmara de debate. Não quer dizer que se eu concordo ou não concordo com o que a Senhora fala eu sou maior ou sou menor do que a Senhora. O que aqui estou dizendo é que pode ser até que um dia, Dra. Eleonora, inclusive lhe dei um abraço aqui dizendo que a situação que a Senhora passou talvez a Senhora não precisaria ter passado porque não desejo a ninguém. Mas a defesa que eu fiz na época sobre o mérito da situação foi o que me fez simplesmente fazer a minha fala. Só isso que aconteceu naquele momento. Eu durmo tranquilo e digo aqui olhando para a Senhora: eu nunca botei um vídeo na internet, nunca fiz um compartilhamento na internet; pode vasculhar toda a minha memoria digital da minha casa, do meu IP, do meu trabalho, do meu smartphone. Jamais faria isso. Jamais faria isso. A minha discussão, aliás, todas as discussões que fiz aqui defendendo ou sendo contrário eu jamais expus o nome da Senhora e de nenhum dos Vereadores. Pegue uma entrevista que eu expus o nome, eu posso até não ter concordado, que é diferente. Como muitas vezes os Vereadores e a Senhora usou bem a sua colocação, que às vezes é o papel da oposição discordar ou concordar, apontar errado como apontar certo. Isso faz parte. Agora eu sempre procurei ter isso como respeito. A minha fala aqui ela se limita a concepção de lealdade no seu maior amplo da palavra, no ponto de vista de dizer que tenho respeito pela Senhora como tenho a todos os Vereadores da bancada de oposição, mas eu não devo lealdade política a nenhum dos Senhores. Essa é minha posição e vai continuar sendo. Quem sabe um dia poderei e terei humildade suficiente para dizer hoje devo lealdade a vocês politicamente. Porque não? Porque não? A política é assim, isso que estou falando. Agora o que a Senhora talvez quis dizer que a gente deve sim ter respeito, a Senhora tem razão. Inclusive eu mesmo nessa bancada lhe pedi e não só para a Senhora como todos os Vereadores que muitas vezes eu me excedi. E talvez naquela de estar chegando, da emoção, do calor, da discussão. Nunca vou me esquecer que uma vez em um Projeto aqui eu também tenho essa parte, O Ver. Arielson Arsego tem também, daí a gente acaba falando mais alto do que deveria e até era uma colocação simples do Ver. Jonas Tomazini e que era um Projeto simples e que eu me exaltei de forma equivocada. Situações como essa como eu poderia descrever em outro momento que eu falei de forma equivocada uma frase pejorativa ao colega Ver. Tadeu Salib dos Santos. Isso eu estou dizendo, inclusive falei na tribuna, que via com pedir desculpa, foi meu primeiro discurso do ano aqui nessa Câmara Municipal. Mas posições de defender o que acredito como o fiz naquele episódio, que só fiz isso, aqui gravado, está aqui registrado. Extracampo eu jamais fiz isso. Pode ‘hackear’ toda a minha história digital, se encontrar eu nunca mais falo em política na minha vida porque eu não fazia, não iria fazer isso de jeito nenhum. Isso não é a minha característica de trabalhar. Minha discussão, minha ideia é no trabalho e aqui na Câmara. Obrigado Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Senhor Vereador. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Espaço de liderança Ver. Renata Trubian.

VER. RENATA TRUBIAN: Foi bem lembrado e eu queria agradecer, Ver. Arielson Arsego, a sua presença naquela explanação lá do Projeto que visa alterar o sentido de tráfego das ruas do Bairro Cinquentenário. É bom quando a gente encaminha uma proposta que vêm melhorias para os moradores e a gente vê os colegas da gente de Câmara, independente de lado, participando e apoiando. Eu realmente, embora saindo da Câmara, eu vou gostar de continuar trabalhando nesta questão e sempre estarão convidados os colegas que puderem ir e contribuir, por quê? O Bairro Cinquentenário devia isso, é um bairro que eu moro e que eu vejo que tem muita dificuldade, muito acidente, muito carro raspado, muito incômodo realmente, dificuldade com os estacionamentos e eu acho que precisa um olhar sim do Executivo e até fico feliz em razão do meu Requerimento a Secretaria de Planejamento fez esse estudo. Então obrigada, Ver. Arielson, obrigada pela lembrança que até eu tinha esquecido que às vezes esqueço o que eu faço. Eu me dedico tanto, mas eu acabo esquecendo o trabalho que eu faço. Obrigada então, era isso Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereadora. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra a Ver. Eleonora Broilo no seu espaço líder de bancada.

VER. ELEONORA BROILO: Bem eu não ia usar o espaço, mas enfim acho que merece uma tréplica aqui. Em nenhum momento eu me referia à lealdade política no sentido que o Senhor colocou. O Senhor tem essa mania de colocar palavras na boca das outras pessoas. Não. Em nenhum momento eu me referi a isso até porque lealdade política nós devemos apenas às pessoas que de alguma maneira nos ajudaram de alguma forma e que a gente faz parte de um elo político. A essas pessoas nós devemos lealdade política. Lealdade política. Eu estava me referindo apenas a uma questão de lealdade por respeito, por respeito, respeito. Que é uma coisa que nós devemos ter por todos aqui dentro. Todos nós que chegamos aqui, a essa cadeira, nós chegamos por merecimento, nós chegamos a ocupar essa cadeira porque nos colocaram aqui. Então nós devemos respeito a todos nós e isso é uma coisa que eu falei desde inicio e vou falar até o final, nós merecemos respeito, todos nós. É essa lealdade que eu estou me referindo e não a outra coisa. Então por favor, atenha-se também a entender. Se o Senhor se refere a que eu não estou entendendo, acho que o Senhor também não entendeu. Mas de qualquer maneira era isso e mais uma vez eu vou dizer; as discussões aqui dentro quem mais sai ganhando realmente é a comunidade que acabam com Projetos redondos e infelizmente nem todos. Porque mesmo aqueles Projetos que nós votamos contra acabaram passando. Era isso, obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereadora. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Encaminhamos às Comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento o Projeto de Lei nº 15/2019. Se nenhum Vereador quiser mais, recado Ver. Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Sr. Presidente, demais Vereadores. Apenas para informar então que foi definido junto com a Assessoria dessa Casa, nós até eu comunicaria na reunião que nós faríamos depois, mas para não deixar muito tempo passar, o evento que se faz na semana do escoteiro, a Semana Municipal do Escoteiro, então nós temos a Páscoa que vai ser ali no meio da semana. Então foi escolhida a data do dia 17 de Abril, se eu não me engano é em uma quinta-feira, e depois então nos próximos dias nós vamos passar os maiores detalhes com relação a isso. Era isso muito obrigado Sr. Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Na verdade na última Sessão a gente tinha perguntado de fazer uma reunião secreta, mas o principal Vereador, que pediu na verdade, era o Ver. Odair Sobierai que não se encontra mais. Falta um monte de Vereadores, eu acho que vamos adiar né. Obrigado então. Se nenhum Vereador quiser mais fazer o uso da palavra, em nome de DEUS, declaro encerrados os trabalhos da presente Sessão. Uma boa noite a todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador Presidente

 

 

 

 

 

 

 

 

Raul Herpich

Vereador 1º Secretário

 

 

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.