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20/10/2018 07:38:46 - Farroupilha / RS
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Ata 3866 – 20/08/2018

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Thiago Pintos Brunet

Às 18 horas, o Senhor Presidente Vereador Thiago Pintos Brunet assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Alberto Maioli, Aldir Toffanin, Arielson Arsego, Eleonora Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, Jorge Cenci, José Mário Bellaver, Josué Paese Filho, Odair José Sobierai, Raul Herpich, Sandro Trevisan e Tadeu Salib dos Santos.

 

 

PRES. THAGO BRUNET: Invocando o nome de DEUS declaro abertos os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Em aprovação as atas nº 3.862 de 06/08/2018 e 3.863 de 07/08/2018. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Senhores Vereadores presentes na Sessão. Vereadora Dra. Eleonora também, está de aniversário, mas aprovou as atas. Solicito ao Vereador Odair Sobierai, 1º Secretário para que proceda a leitura do Expediente da Secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SEC. ODAIR SOBIERAI: Boa noite a todos, sejam todos bem vindos. Oficio 150/2018 – SMGDH; Assunto PL. Senhor Presidente, honra-nos cumprimentar Vossa Excelência, oportunidade em que submetemos à elevada apreciação dessa Casa de Leis os seguintes Projetos de Lei: a) Autoriza a abertura de um crédito especial; b) Altera as Leis Municipais nº 4.383 e nº 4.384, ambas de 20/12/2017, e autoriza a abertura de um crédito especial. Atenciosamente Claiton Gonçalves, Pref. Municipal. Era isso Senhor Presidente.

PRES. THIAGO BRUNET: Nesse momento então, convidamos para fazer parte da Mesa o Sr. Gilberto Galafassi que vem aqui, até esse parlamento explanar sobre sua experiência de fazer os caminhos de Santiago de Compostela na Espanha, por solicitação do Vereador Fabiano André Piccoli. Importante nesse momento Sr. Gilberto, justamente onde nós também estamos implantando um caminho aqui, não é aquele caminho tão longo assim, mas é um caminho. Nesse momento então, passo para o proponente o Vereador Fabiano André Piccoli para que faça as considerações iniciais.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Boa noite a todos e a todas. Obrigado Senhor Presidente, uma saudação especial aos colegas Vereadores, Vereadora Eleonora, ao nosso amigo Gilberto Galafassi que desde já agradeço a disponibilidade para vir aqui até esta Casa e com a sua presença também nos honra, com a sua família, obrigado pela presença, amigos, colegas de trabalho, ex-colegas de trabalho, mas amigos. O objetivo do nosso convite Gilberto, é justamente ouvir de ti como foi essa experiência, sabemos que fazer esse caminho de Santiago é o sonho de muitas pessoas e eu acredito que esse também era um sonho seu de muito tempo querer fazer esse trajeto. Um trajeto que além de toda a beleza é um trajeto espiritual, é o momento de reflexão, de encontro, um momento de pensar na vida, no que passou e pensar para o futuro. Como Farroupilha, alguns anos, desde a sua emancipação, Farroupilha é um ícone turístico e todos os governos que passaram contribuíram fazendo a sua parte no desenvolvimento do turismo, mas agora nos últimos anos, através de uma sugestão, uma ideia, de uma pessoa que é uma referencia para o turismo nacional, Senhor Tarcísio Michelon, sugeriu para o Prefeito Claiton em 2012, trabalhar com os caminhos de Caravaggio. E nada melhor ouvir quem passou por uma experiência de um trajeto turístico, um produto turístico de sucesso a décadas. De que forma a sua experiência pode contribuir na construção desse projeto que Farroupilha está tentando desenvolver e o que a gente ouve, pelas suas fotos, tiveram milhares de pessoas que te acompanharam, a tua caminhada pelas redes sociais, podemos perceber que tudo é muito simples, tudo é muito aconchegante, mas nada, ah tem que ter até cinco estrelas, tem que ter ruas, estradas asfaltadas, tem que fazer investimentos milionários para se ter um caminho que leve turistas, que fomente o negócio, porque é um negócio também, tirando o olhar espiritual de quem vai, mas é um negócio que sustenta centenas de famílias, que leva dividendos para os países pelo qual o caminho percorre. Então nada é muito oneroso, só foi muito trabalho, muita organização para que a ideia que surgiu há muito tempo atrás se tornasse um caminho reconhecido internacionalmente. Então o nosso objetivo é ouvir um pouco a sua experiência, mas também de que forma a sua experiência pode contribuir com esse Projeto que Farroupilha está desenvolvendo? Então Gilberto, te agradeço imensamente, em nome dos colegas Vereadores, esse momento temos certeza que não conseguirás relatar tudo, porque seria uma conversa para vários dias, mas no tempo que nós temos, sabemos que terás a capacidade de compartilhar conosco. Obrigado Senhor Presidente.

PRES. THIAGO BRUNET: Nesse momento então eu convido o Sr. Gilberto Galafassi para que faça uso da Tribuna, tendo o período de 15 minutos para fazer a sua explanação.

  1. GILBERTO GALAFASSI: Cumprimentando o Vereador Thiago Brunet, Presidente dessa Casa, eu cumprimento os Vereadores e cumprimento todas as pessoas que estão aqui para prestigiar e para acompanhar. E espero não desapontar o meu amigo Vereador Fabiano André Piccoli e espero poder contribuir realmente com essa questão de Farroupilha. Eu pensei bastante nisso quando estava caminhando, por que me lembrei do seguinte. Eu nasci na Busa aqui, Busa de Santi, tem uma estrada que vem de Caxias do Sul, que os peregrinos percorrem há muitos e muitos e muitos anos, quando eu era criança eu via o movimento de noite que passava ali naquela estrada e eu dizia “quem é?” “ah é o pessoal que está indo à Caravaggio”. Depois me criei ali, nasci, depois que entendi isso e hoje aquela estrada inclusive, foi aprovado por esta Casa né, tem o nome do meu pai, Luís Victorio Galafassi, que da Usina Galafassi lá de Caxias do Sul até ali em São José e de São José até Caravaggio, a estrada tem o nome do meu pai, o que me honra muito. Então vamos dizer assim, essa questão de peregrino estava na minha cabeça há muito tempo. Muito bem, então eu fiz uma apresentação e depois vocês podem… A inspiração se deu da seguinte forma, há 21 anos atrás, em 1997 eu fazia pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas de Caxias do Sul, estudava de noite e a minha esposa quando eu cheguei em casa de noite ela disse “eu gravei o Globo Repórter que tem a tua cara”. E gravou em fita cassete, porque na época não tinha nenhuma outra mídia que não fosse o vídeo cassete desse aí para gravar. E no outro dia quando eu assisti o vídeo eu me emocionei muito e disse “eu quero fazer isso, é uma coisa que eu quero fazer”. É o Globo Repórter que ainda está lá no youtube, se alguém tiver curiosidade, é bem interessante e é muito emocionante e contava então. Era uma época que não tinham tantas pessoas, vamos dizer que, percorriam o Caminho de Santiago de Compostela. Como eu não podia fazer o caminho eu me debrucei sobre os livros, aqui alguns livros, eu tenho mais, me debrucei em tudo o que era publicado na época sobre o caminho de Santiago. Primeiro livro que eu li foi o do Paulo Coelho, que é um pouco fantasioso sobre o caminho, se alguém quiser, tem livros muito mais esclarecedores do que o dele, mas o dele abriu o caminho da vida dele. Se a gente olhar o Paulo Coelho antes do Caminho de Santiago e olhar depois, ele se fez, vamos dizer, muito. Então eu debrucei sempre li muito e acompanhei e nunca podia fazer. Então às vezes quando eu me atirava para ler um pouco mais alguma coisa, depois eu tinha que retroceder porque eu não conseguia encaixar dentro da minha vida, eu sempre vendi meu tempo como executivo de imprensa e eu não conseguia encaixar isso. Então eu fiz isso. Depois para decifrar o caminho, todos os guias, eu tenho guia de 20 anos atrás, vi guias antigos espanhóis, o último guia, o guia que eu usei foi esse da Michelin, que ele é pequeno, mais simples de carregar e mais fácil até de fazer anotações. E então eu entendi o caminho, eu conhecia o caminho tanto quanto se eu tivesse percorrido ele, os nomes das cidades, porque eu inclusive, mais recentemente muitas reportagens na mídia e no Youtube, você tem uma porção de coisas interessantes para poder olhar. Esse é o primeiro passo físico, o passo de decisão foi dado lá atrás, 21 anos, isso quando eu botei o pé na porta da minha casa, oito quilos e meio de mochila, 125 quilos de peso, o que fazia com que muitas pessoas se preocupassem muito comigo. A bolsa de apostas era grande “será que esse cara com esse tamanho vai conseguir fazer?” Então eu saí da porta da minha casa, eu coloquei uma camisa escura propositalmente porque eu não conseguia me ver desse tamanho e eu botei o pé pra fora da porta, o primeiro passo que eu dei na minha casa. Aqui, já é em Saint-Jean, o primeiro choque que eu tomei, a primeira experiência em um albergue, o Beliare, que fica defronte a oficina do peregrino lá sim; aproveitando aqui para comentar um paralelo, o peregrino não é exigente, o peregrino precisa de uma cama limpa, um lugar aprazível para dormir, que ele possa descansar e um chuveiro, 99,9 % coletivo, nada de individual, quarto individual é um luxo que não se tem, mas vamos lá. O peregrino um dia pode voltar como turista, o que acontece, não é a toa que a Espanha é o terceiro país do mundo que vai gente e essas pessoas que vão percorrer o caminho, com certeza depois voltam e aí sim se dão ao luxo talvez de alguma coisa diferente talvez com a família, mas é interessante a gente fazer esse link aí, que o peregrino quer voltar depois, ele pode voltar de uma forma diferente. Então essa aqui, aqui tem gente, do Canadá, da própria Espanha, de La Coruña, tem gente da Croácia lá atrás, tem dos Estados Unidos, tem da Indonésia, da Alemanha, é uma misturança de gente. A gente para poder se entender na mesa, porque a gente fez uma conversa lá de integração, tinha que uns traduzir para os outros, porque não tinha, o que coordenava não conseguia falar com todo mundo na mesma língua, ele falava em espanhol e aí alguém falava “a gente entende espanhol”, mas os outros não entendiam. Então era uma coisa de louco, porque é uma mistura de gente, era uma torre de babel ali para poder se entender. Aqui então é Saint-Jean-Pied-de-Port, que é onde eu escolhi fazer minha caminhada e aquele é o primeiro passo lá no caminho, no dia 12 de maio desse ano, eu fui pra Espanha no dia 10 até Madrid, de Madrid de avião até Pamplona, de Pamplona de táxi até Saint-Jean, uns 80 km. E a gente quando vai de taxi passa pelo caminho, passa por lugares do caminho aí eles dizem “aqui vai passar o caminho”, daí tu vê a montanha, tu vê o rio, tu vê não sei o que aí tu diz “é aqui que eu vou passar”, começa a ferver um pouco na gente. Eu escolhi o caminho francês, que é o caminho que começa em Saint-Jean, a gente anda alguns quilômetros dentro da França que é lá naquele primeiro pontinho, entre o pontinho primeiro lá na ponta do lá de lá né. Esse pontinho aqui é Saint-Jean-Pied-de-Port, está a 200 m de altitude, a nível do mar, e o objetivo é chegar em Roncesvalles que é a primeira cidade dentro da Espanha que está a 850 m. Aqui, entre 200 e 850, tem uma altura que é 1.430 m. Então o primeiro dia, realmente é um dia que é uma prova, porque aqui não tem muita parada, só tem uma parada a 8 km e pouco quando se sobe montanha a cima, tem uma parada que se chama Orisson é um lugar que tem até um não é um albergue, é uma pousada que tem lá. E quando estava chegando lá perto confesso que eu estava desesperado porque estava frio, estava cansado e eu disse: “será que eu vou aguentar, será que não vou conseguir?”, mas quando eu cheguei lá que eu vi uma ‘muvuca’ porque estava chovendo lá fora, entrei e eu disse “tenho certeza que aqui eu não vou ficar” e fui-me embora, até porque não tinha lugar. E fui-me embora, subi a montanha, foi um dia que foi complicado porque essa é a primeira foto, vocês guardem essa imagem aqui, de manha cedo quando eu coloquei o pé na porta para sair eu fiz a primeira foto aqui. Aqui tem medo, aqui tem insegurança, aqui tem incerteza, aqui todas as coisas que podem ter de preocupação estão nessa foto aqui, depois nós vamos entender por que. E aí o seguinte, neste dia uma parte da trilha era assim e para descer a montanha do lado de lá a gente subia a montanha, quando eu fui descer eu saí às 7h da manhã nesse dia e cheguei às 4h da tarde lá em Roncesvalles. E quando a gente chega então essa aqui é a chegada, lá atrás está a colegiata de Roncesvalles; eu tenho 2000 fotos, como eu tenho aqui 15, 20 minutos. eu tenho que correr rápido e não dá para, eu tentei fazer um apanhado aqui das principais coisas.

PRES. THIAGO BRUNET: Sr. Gilberto Galafassi, o Senhor não se preocupe com o tempo.

  1. GILBERTO GALAFASSI: Eu pensei que fosse só 10 é 15, então tranquilo. Muito obrigado. Eu confesso que eu estou um pouco, é diferente falar em um lugar como esse, é uma honra para mim, mas é diferente porque aqui eu estou diante de todas as pessoas que representam uma comunidade inteira, como se eu estivesse falando com Farroupilha inteira. É assim que eu estou me sentindo falando aqui nessa Tribuna. Então aqui Roncesvalles é o primeiro lugar, que começa, muitas pessoas até pra escapar dos Pirineus ou porque não tem um compromisso de fazer o caminho desde lá do começo, optam por começar aqui em Roncesvalles. É administrada por holandeses, também é albergue, muito bem organizado, estruturado, ninguém fica fora, nesse dia eu dormi num lugar que era um albergue mais antigo, nós estávamos em 80 pessoas dormindo em camas, todas beliche, com dois banheiros; e a gente todo mundo tomou banho, todo mundo fez o que tinha que fazer. E eu não vi ninguém reclamando, muito pelo contrário, todo mundo ajudando o outro, se alguém não tinha uma coisa ajudando. Porque também você faz uma mochila, por mais que você estude tem alguma coisa que você chega lá e diz “será que”, uma coisa que eu vi já nesse primeiro dia é gente deixando coisa de lado, já mochila grande já sabia que não adiantava carregar. Aqui é a foto mais emblemática, vamos dizer do caminho, que todo peregrino quando sai da colegiata de Roncesvalles, que ela fica atrás, fica nesse sentido para cá, tem essa placa de 790. A gente encontra pelo caminho muitas e muitas e muitas placas que dizem quanto falta, então às vezes a gente vai no guia e não está igual lá, mas essa aqui fala 790. Quando a gente chega na Galícia que depois eu vou chegar lá, lá sim, lá tem uma contagem regressiva de metro a metro, mas eu estou falando de metro a metro. Então essa placa aqui, aqui sim será que eu vou conseguir, por que você quando vê que só falta 790, “eu fiz aqueles ali, mas será que eu vou conseguir?” Essa pergunta à gente se faz na frente da placa né. E já tem gente caminhando lá, com chuva, tem gente com guarda-chuva e estava com capa e levanta de manhã, independente de estar tempo bom ou tempo ruim, tem que ir embora. Eu fiquei 40 dias na Espanha, eu dormi em 37 lugares diferentes, sendo que lá em Santiago eu fiquei cinco dias, acabei dormindo em dois lugares diferentes, que optei depois por um albergue melhor do que ficar num hotel, que tínhamos ficado em um hotel junto com um pessoal. Então o que acontece, em 40 dias eu dormi em 37 camas diferentes, eu tomei banho em 37 banheiros diferentes. É diferente a experiência do que você viajar com a família em hotel como você falou, mas aqui é muito interessante. E quando a gente chega então em todos os lugares se encontra, vai encontrando as pessoas que estão pelo caminho, assim como tem gente que você nunca mais vê, você vai encontrar gente que chega contigo lá na frente. Aqui logo depois em Roncesvalles também ali tem no caminho para Zubiri, que foi a opção que eu fiz pelo guia para fazer uma quantidade de quilometragem razoável. Essas são paisagens que a gente tem oportunidade de ver pelo caminho, se a gente está com medo de chegar, essas paisagens dão uma energia na gente porque parece que isso aqui te puxa lá para frente, porque você obviamente vai querer ver o que tem lá na ponta do lado de lá né? Então é de metro em metro que se faz o caminho, se faz 800 quilômetros, mas não fazendo ‘zupt’. Aqui tem que fazer passo-a-passo, mais ou menos eu fiz uma conta, porque a gente tem tempo de pensar que se faz 1100 a 1200 passos a cada quilômetro, na minha velocidade de caminhar. Isso dá 1 milhão de passos, então 1 milhão de vezes que você não pode torcer o pé, eu falava agora para a rádio que se você torcer o pé acabou teu caminho, torceu o seu pé, você não consegue. Embora tivesse gente caminhando com dificuldade, tivesse gente caminhando de muletas, a gente viu pessoas de todo jeito caminhando, mas são propostas diferentes, eu não conseguiria caminhar se torcesse o pé, então. Aqui já é no caminho, aqui é Puente de La Reina, não, ainda não é Puente de La Reina é uma outra ponte já me ambientando é na saída também no caminho, antes de Pamplona. Já estava mais, vocês lembram aquela primeira foto, já estava um pouco mais tranquilo, já estava no segundo dia, já estava aqui já está fazendo jeito que tem ali um peregrino estilizado e tal então a gente já estava brincando, aqui então já estava começando a me ambientar diferente. Já estava conseguindo me soltar um pouco mais, para poder andar pelo caminho. E as paisagens são simplesmente deslumbrantes. As paisagens, aqui, por exemplo, o que é a preocupação que essas pessoas têm com o Caminho de Santiago. Santiago tem 1.200 anos, Santiago surgiu porque o apóstolo Tiago está supostamente, lá é o túmulo dele. Ele quando Cristo ressuscitou saiu e foi pregar na Galícia, ele foi para lá, ficou um tempo, não se deu muito bem e voltou para Jerusalém e o Rei Herodes Agripa I cortou a cabeça dele. Os discípulos dele pegaram o corpo, o que sobrou, colocaram numa urna e foram levar ele de volta para Galícia, o corpo foi depois, 800 anos depois foi encontrado o corpo com mais duas pessoas junto e aí supõe-se, escrito na urna né, Santiago. Então se é verdade ou se não é verdade, para mim, que tenho fé, é uma verdade e essa verdade eu fui buscar. Então o caminho, o que os espanhóis fizeram? Esse caminho foi a igreja católica que trabalhou em cima disso lá em 1200, 1200 anos atrás. E de lá pra cá só aumentou a quantidade de gente que caminha lá e quem se beneficiou com isso? Toda a Espanha, porque na verdade a gente cruza. Quando eu mostrei lá aquela outra, eu vou voltar só para lembrar aqui que eu acabei não, quando a gente mostra aqui a gente sai daqui e vem até, esses são todos pontinhos brancos são todos os lugares onde eu dormi, onde eu parei de noite para descansar e a gente vem aqui praticamente, aqui é o oceano atlântico e aqui tem Finisterra, os romanos acreditavam que o mundo não tinha nada para cá, nós não existíamos para cá. Então acreditava-se que caminha até Finisterra que também tem uma simbologia. Meu compromisso era com Santiago então eu fui até aqui, até Santiago de Compostela. Mas vejam a gente atravessa todo um país inteiro e vem até aqui. Então por isso que, eu nunca fui como turista para a Espanha até porque eu nunca quis ir como turista, eu fiz a questão de ir como, aqui sim é Puente de La Reina. Esses dias vocês, todo mundo escutou que um peregrino aqui do RS morreu no caminho de Santiago né? E foi no caminho aragonês que não é um caminho francês, mas aqui se encontra, aqui é o ponto de convergência dos caminhos que vem, porque na Europa não tem só esse caminho, depois quando a gente começa a pesquisar a gente vê que não tem só na Espanha, tem o caminho francês, o caminho português que sai de Lisboa, o mais comum é sair de Porto, ou de Fátima e sobe até lá; tem o caminho do norte que é o caminho que se faz lá no litoral e depois converge com esse caminho aqui e tem esse aragonês. E tem outros lugares, tem gente que sai, vamos dizer de Notre Dame em Paris e outros lugares e acaba fazendo dentro da França. Europa tem essa questão muito de caminhar. Aqui é Puente de La Reina, um lugar maravilhoso, aqui tem uma brasileira de Porto Alegre, a Natália que tem um albergue, ela tinha um albergue de oito lugares e agora ela inaugurou essa semana aqui um albergue de 20 lugares. A gente chegar num lugar, depois de estar caminhando aí 3, 4 dias, 100 km e pouco, que 100 km já é bastante. E a gente encontrar alguém, que faz um bolo de fubá com cheiro que a gente conhece, que a gente conhece, que recebe a gente e lá tinha, de brasileiro eu e mais uma pessoa que nós encontramos e tinha uma senhora da Áustria com 80 anos com a neta, uma italiana Emanuela e mais dois americanos, jovens americanos. Quer dizer, gente ali, só no albergue de oito pessoas tinha gente de 4, 5 países do mundo e eu não austríaco, alemão não falo, mas a senhora não falava também, mas a gente se entender e eu não entendo como, a gente consegue se entender. Então essas são as paisagens. Aqui essa foto aqui é interessante pelo seguinte, quando a gente não tem certeza, depois eu vou mostrar umas outras imagens, se a gente está no caminho certo, é só olhar se a sombra de manhã está apontando para o oeste, porque o sol está nascendo do lado de lá e está empurrando a gente para o oeste que é para cá, então o sol tem que estar sempre na frente da gente. Mas aí um dia eu estava caminhando, eu publiquei essa foto até e o Rodrigo Portolan disse “tem uma cara de um camarada” eu não tinha visto ele disse parece que tem uma. Isso aqui é a minha mochila, é a mochila nas costas, porque tem um momento que a gente desce e aí o sol bate diferente, nesse dia eu disse “será que eu estou no caminho errado?” E aí eu me dei conta, na verdade aqui como eu estava descendo para depois subir, o sol então estava batendo nesse sentido, mas era só por causa disso, mas é interessante que até isso lá a gente pensa. Algumas paisagens para a gente ver, era primavera quando eu fui e no caminho inteiro, diferente do que muitos lugares que são plantadas as flores, parece que é uma coisa mágica de fato, viajar um pouquinho aqui. No caminho inteiro tinham flores, aqui um exemplo né, papoulas e outras flores e como a minha filha, uma é apaixonada por flor do campo, então eu tirava todas as fotos de flores e têm lá umas 70, 80 variedades de flores no caminho que dá pra fazer um acervo só disso. É nesse caminho que a gente caminha e como eu mostrei lá atrás aquela escada que a gente descia, as pessoas conservam e mantém, é impressionante, às vezes tu está caminhando em um lugar, que tem lá uma brita branca que alguém que foi lá e colocou para fazer o caminho ficar mais aprazível para aqueles que estão caminhando e para tornar então melhor. Essa imagem uma é uma imagem da gente imaginar o que é a dimensão de caminhar, como eu mostrei antes lá na floresta, você está aqui, você enxerga até lá no fundo às vezes distância de dois, três quilômetros e aí você vê um pontinho vermelho se mexendo lá na frente é uma mochila que está se mexendo, é uma pessoa que está andando lá. Essa é uma foto de Villa Franca del Bierzo onde tem um castelo e de manhã cedo era umas sete pouco da manhã, eu capturei essa imagem. Essas fotos são fotos minhas, são fotos de celular não tem nada de técnica, nada. Para ver imagem que é, o Troitiño que tá aqui, dá para fazer um quadro. Essas imagens que a gente se depara no caminho, por isso que eu fiz. Eu estou fazendo uma misturança, porque aqui não é uma apresentação técnica; então eu estou fazendo uma sequencia muito para tentar contar, no pouco tempo que tenho o caminho inteiro. Isso aqui são as credenciais, essa aqui, eu era sócio da Associação em São Paulo desde 2004, eu não conhecia a nossa associação aqui do RS; que inclusive tem a ACASARGS que tem um representante, o Gilberto, a Dani e a Ester, que são também peregrinos, que são aqui da associação e que vieram aqui nos prestigiar e que são de Caxias do Sul, que estão aqui na plateia e também fizeram o caminho. Então não posso nem mentir e o meu primeiro carimbo é da associação lá de SP, eu era sócio desde 2004, agora eu me associei na associação porque eu nunca fui atrás, eu nunca tinha me interessado, daí que eu me dei conta. Quando a gente chega em Saint-Jean, lá o primeiro carimbo. Esse aqui é o seguinte oh, é a credencial do peregrino, assim como a gente tem o passaporte oficial, esse passaporte dá para a gente o direito de a gente então dormir em um albergue ou se hospedar em um lugar, uma média de oito, €10, alguns lugares mais ou um pouco menos, 12 ou às vezes até 6, 7 euros. Você chega, você reserva por telefone, você tem um banheiro espetacular, cama espetacular, chega lá para pagar e é 10 euros, é 12 euros, ou é oito, às vezes o lugar que “bah não sei se eu tenho lugar, mas eu vou ver se tenho, me liga mais tarde”. Liga mais tarde e ele reserva. Tu chega lá e são oito euros, se tem respeito pelo peregrino. Uma coisa que eles fazem lá, com as pessoas é respeitar, por isso que a gente se sente tão bem e a gente acaba vindo para o outro lado do mundo e divulgando, porque é um negócio muito legal. E porque a gente não pode também trabalhar em cima disso? Essa é a ideia, na verdade. Então aqui, em cada lugar que a gente passa, a gente carimba e depois quando a gente chega lá em Santiago eu vou mostrar o que acontece com isso aqui. Então aqui tem as credenciais, tem os caminhos, hoje se alguém for fazer o caminho aqui em Caxias do Sul, a gente, a associação entrega as credenciais, faz toda a ambientação, faz uma série de coisas técnicas, bem interessantes e muita gente do caminho, como eu estou me propondo a fazer, passa a ser divulgador, porque é espetacular. Aqui uma foto de uma cidade, só para entender aonde a gente passa, a gente passa dentro da cidade, a maior parte dos lugares das cidades, mesmo cidade grande com Pamplona, como Leon, como Burgos, Logroño, se passa dentro da cidade. A cidade na verdade se fez em função do caminho, não é que eles fizeram o caminho no meio da cidade, é que a cidade se construiu a partir do caminho. Através de mosteiro, através de hospitais de peregrinos e sempre foi a igreja que fez isso para acudir, porque vamos imaginar mil anos atrás, não tinha ‘Columbia’, não tinha ‘Salomon’, não tinha nada para usar de roupa, depois vou mostrar para vocês como é que os caras caminhavam. Aqui, todo mundo me pergunta “como é que tu sabe se está no caminho”? Há sinais, o símbolo do caminho é a vieira, isso aqui é o símbolo do peregrino. Então ao longo do caminho tem essa marca por tudo, aonde tiver essa marca, onde tem essa marca amarela, eu vou mostrar aqui também, uma outra, aqui é a foto das minhas botas. Aqui, por exemplo, aqui está dizendo ‘de Villa Franc del Bierzo 187 quilômetros’, aqui num lugarzinho, lá numa pedra tem uma marcação. Esses dias eu fui em uma palestra que o Gilberto falou “se você andar 500m e não achar uma seta amarela volta, você não está no caminho” porque ele é sinalizado, uma coisa interessante para fazer aqui. Ele é sinalizado, não tem uma bifurcação que não tenha sinalização, isso dá tranquilidade para a gente. Porque muitas vezes a gente está o dia inteiro sozinho caminhando, não tem ninguém junto, não tem ninguém para discutir, não tem o guia para perguntar para onde é que tu vai. E outra coisa, na Espanha tem que lembrar o seguinte, esses ‘pueblos’ são pequenos, às vezes 80, 100 pessoas, às vezes muito menos que isso e todo isso e todo mundo está recolhido, ou está trabalhando ou tá recolhido. E se for da 13h às 17h então, está todo mundo de sesta, inclusive fecha o supermercado e fecha a farmácia e fecha tudo. Sesta é tradicional e eu conversei com as pessoas de La Coruña, que eles foram até me visitar. Depois eles fizeram a primeira etapa do caminho que é comum lá na Europa fazerem isso e depois foram para casa. Só que eles moravam perto de Santiago, quando estavam chegando eles foram me visitar e eu perguntei “e esse negócio da sesta, como é que funciona”? A gente coloca pijama e vai dormir depois vai trabalhar de novo. Então eles param e a gente que está na rua não tinha o que fazer, chegava um certo horário. Então o interessante, aqui por exemplo, esse camarada a bota dele devia estar incomodando muito, porque deixar uma bota dessas aqui né, então tem gente que deixa a bota pelo caminho e se está com outra bota. Outra coisa é interessante e quando não tem sinalização amarela e fica na dúvida, como peregrino não tem tinta amarela junto, ele vai lá e faz uma marcação de pedra para sinalizar que é por aqui, para ninguém mais se perder. É bem interessante. Eu tirei diversas porque aqui está escrito né. E uma coisa interessante também que me chamou atenção, eu tirei centenas de fotos só que eu não trouxe, as casas, os comércios adotam o símbolo do caminho. É comum, muito comum casas com a vieira na frente, então tu olha para aquele e tu diz assim “aqui eu estou em casa” então o acolhimento que se tem é muito interessante. O turista quando é acolhido, ele tem, a sensação é diferente e quando a gente está longe da família da gente e que em algum lugar eles tratam da gente um pouquinho daquilo que a gente é tratado em casa, então quando a gente quer trazer turista, peregrino o que quer que seja, a gente tem que pensar nisso, na minha visão dentro dessa proposta que eu estou falando. Tem que desenvolver uma cultura de acolhimento, a questão financeira ela vem depois, por quê? Porque todo mundo que para num lugar, vai consumir, vai comprar, vai comer, vai ter que fazer alguma coisa, vai ter que comprar coisas e precisa né? Embora o peregrino não carrega muito peso, então ele não compra muita coisa no caminho, mas efetivamente. Lá também tem uma outra coisa, se você está com muito peso, você pode colocar no correio uma mala, uma caixinha e depois você, quando chega em Santiago você retira tuas coisas. Eu, por exemplo, troquei de bota no caminho por um tênis e despachei minha bota e acabei buscando lá em Santiago, então tem serviços que são agregados que fazem com que as pessoas então vão lá. Aqui quando eu falei antes da questão da marcação, aqui quando a gente entra na Galícia, era uma montanha, Cebrero, um dia de subida bem interessante, o guia até fala para fazer 12 km só nesse dia. O dia que eu subi estava chovendo, então aqui marca a entrada na Galícia, e na Galícia então que é aonde está Santiago, a medição é feita aqui, por metros, a gente olha e diz “falta tanto, falta tanto, falta tanto”. Eu não sei se é melhor não saber ou se é melhor saber, mas a gente gosta de saber. Então eles colocam a sinalização e aqui é o seguinte, aqui é comum alguém colocar uma pedra, aí vem alguém e coloca uma pedra em cima da pedra, em cima das sinalizações aqui, alguém trouxe uma foto e deixou aqui, uma bandeira e deixou aqui. Claro, a pichação não faz sentido, isso aqui já não faz sentido. Aqui também mais uma foto só para ter uma ideia da, é uma região também que produz, começa assim com essa montanha aqui, lá no começo depois tem a meseta que é parelha, são campos e campos de trigo e algumas plantações de videira, nada pendurado, é tudo no chão as parreiras, achei interessante porque eu nunca tinha visto, espaldeira tinha, mas muitas no chão. Como é em Portugal também, às vezes planta desse tamanho de parreira, mas mais no chão, então fica o ambiente bonito. Aqui é a entrada de um albergue onde, essas são minhas botas, 46 está lá em cima. Aqui os bastões de caminhada que a gente utiliza para poder, para não fazer tanta força no joelho, o bastão é utilizado. Um bastão de caminhada para poder, então os bastões ficam aqui, as botas ficam aqui fora. Quer dizer, lá dentro onde a gente dorme não tem cheiro de chulé pelo menos da bota, se é do pé o pé vai junto, mas a bota fica aqui fora. Só para ter uma ideia de como é que funciona. Aqui, ela saiu um pouco tremida essa foto, mas também é uma sinalização e aqui nessa pedra está escrito ‘buen camino’. Brasileiros, coreanos, holandeses, qualquer pessoa do mundo, a palavra, se não aprender a falar nada em espanhol, além de ‘café americano’, ‘bocadillo de jamon serrano com queso’, ele aprende ‘buen camino’. E ‘buen camino’ é uma frase que dentro dela não é só boa caminhada, ela tem a ver com “continua, vai firme, tu estás no caminho, é isso aí”. Então passava uma coreana desse tamanho assim ‘buen camino’ eles aprendem, porque eles falam do jeito que ele consegue falar, mas enfim, a gente ouve isso de todas as pessoas, tem uns que andam mais rápido, outros mais devagar. Os moradores das cidades, senhores de idade, todo mundo fala isso pra a gente, é uma coisa impressionante. Aqui eu tirei uma foto com o Marcelino Lobato Castijo, esse camarada, por exemplo, é um camarada que não consegue sair do caminho, é um lendário, todos os livros e todo mundo tira foto com esse camarada. Ele vende algumas coisas, umas conchas aqui, isso aqui é sub donativo então se você pega uma laranja, você dá um euro você dá dois euros, quanto você quiser; e ele fica pelo caminho, hoje ele vive ainda pelo caminho. Depois eu estava em Hospital de Órbigo em uma festa que teve lá e ele estava lá também. Ele estava vestido, depois vou mostrar quando eu chegar lá na frente. Aqui quando a gente chega no meio do caminho, lá em Sahagún, a gente foi visitar uma igreja lá e ganhou, “oh tienes derecho al certificado de metade del caminho”. É como se você tivesse feito à metade do caminho. Então a gente foi visitar lá uma igreja lá e acabou… isso aqui é o ponto geodésico como se fosse metade do caminho. Aqui algumas fotos que a gente se diverte também porque os caras, os amigos dizem “vai lá e tira uma foto” então são estátuas e vejam que aqui todo mundo põe a mão, porque é de bronze né? E não precisa colocar de acrílico que ninguém mexe nisso aqui. Esses dias eu vi uma cidade nossa vizinha aqui, tiveram que tirar as placas de bronze para colocar de acrílico estão roubando. Aqui ninguém mexe, muito pelo contrário, se alguém mexer, os peregrinos cuidam para que ninguém mexa, que está passando. Aqui é uma foto também de uma pessoa bebendo água lá na cabaça, então a gente também se diverte um pouco. Essa é a roupa que usavam os peregrinos lá atrás, quer dizer, aqui está a concha, aqui está o chapéu, aqui está a capa e aqui está o cajado e a cabaça de água que se levava, então, essa aqui é a cruz lá de Santiago. Então aqui, lá por um euro a gente tira uma foto com a roupa, isso foi lá em Pedroso que eu tirei essa foto, uma cidade antes não me lembro agora e tirei porque é interessante. Assim caminhávamos e aquele sujeito que estava, que eu mostrei antes lá, quando encontrei ele lá em Hospital de Órbigo ele estava com essa roupa aqui. Aqui uma pessoa que fabrica cajados pelo caminho, achei interessante e ele está sentado aqui assim e ele tem os cajados que ele vende. Aqui uma coisa que me chamou atenção, dentro dessa linha de a gente trabalhar. Aqui o alerta que eles põem em espanhol e em inglês, não chama os cachorros para ir junto contigo, porque quase todos têm dono e querem ficar ali e se eles forem junto contigo, andarem 2, 3 quilômetros eles podem se perder. É para a gente entender até onde chega esse negócio de levar a sério, de fazer uma coisa a sério em um país e a gente pode fazer isso tranquilamente, pode multiplicar. Porque é um Benchmarking vamos dizer assim. É uma coisa que está lá, então não só eu, como muitas pessoas, hoje tem um outro farroupilhense caminhando lá que é o Eugênio Razzera, hoje ele estava, a primeira cidade depois de, agora fugiu o nome porque eu estou concentrado aqui, mas enfim. O Razzera, antes da metade do caminho, também está caminhando lá e também foi a pé, está voando baixo né, ele tem velocidade, ele é mais leve que eu, ele pesa só 60 kg. Então ele está muito bem, conversei agora com ele de tarde. Carrión de los Condes é o único trecho que tem 17 km, depois dele que não tem absolutamente nada. Então ele hoje dormiu em uma cidadezinha logo depois de Carrión de los Condes, essa hora ele está dormindo porque são cinco horas. Então é interessante isso aqui que eu estava falando que eles orientam e muitos lugares eu vi isso. Aqui alguns lugares que são assim fortes, como o Morro do Perdão que é logo depois de Pamplona, quando a gente sai lá, depois tem esse lugar em cima de um morro e aqui muita gente faz uma fé, amarra uma fita, faz alguma coisa e é um lugar bem interessante, aqui tem umas esculturas, que vamos dizer assim, quando passou esse morro aqui dá uma aliviada geral para depois. Assim como a cruz de ferro, eu não tinha uma foto que eu conseguisse pegar ela inteira, essa aqui é a sequencia dessa aqui. Aqui é uma montanha de pedras que são levadas pelas pessoas simbolicamente alguém carrega o peso da sua pedra, da sua vida, vai lá e deposita. Todas essas pedras foram depositadas, mas é uma montanha de pedra, eu não tenho uma foto ideal, aqui eu não consegui, estava meio ruim o tempo nesse dia e eu não consegui tirar. Vocês vejam que está nublado, estava chovendo e eu não consegui tirar a foto ideal, mas é um lugar bem interessante, que é bem forte o caminho, porque além de chegar lá, é uma subida complicada de subir, a descida não é tão mais fácil depois, mas é um lugar que concentra bastante, uma energia bastante interessante aí. Aqui já estou chegando em Santiago é o Monte do Gozo são 4 km de Santiago. Aqui o Papa João Paulo II fez uma pregação aqui na época, tem as placas dele aqui. E aqui é o seguinte, aqui a gente tem a primeira, a 25ª, mas a mais forte das tremidas de perna, porque daqui desse morro a gente enxerga as agulhas das torres de Santiago. E aqui começa, vamos dizer assim, uma emoção tomar conta da gente porque a gente, se eu tinha lá no 790, se eu estava em dúvida que iria chegar, aqui eu tenho certeza que vou chegar e aí que bate na gente a força, vamos dizer assim, maior em chegar. E vi também gente que não queria chegar, porque o chegar é um detalhe, o caminho é que são elas. Então tem gente que dizia “eu vou adiar mais um dia, eu vou caminhar mais um pouco” como se quisesse dar a volta na própria vida. Eu vou dar uma enganada, mas não tem como né? Quando chega aqui, você já está enxergando, aqui tem uma superestrutura de público, muita gente dorme aqui, opta em fazer. Eu optei em dormir 19 km de Santiago, ou seja, 15 quilômetros daqui. Eu sai, com um amigo lá de Ancona, cinco e pouco da manhã, foi a única vez que caminhei de noite, caminhamos de lanterna, chegamos aqui era umas nove pouco da manhã para chegar em Santiago, nós chegamos em Santiago dez e meia da manhã. Mas quando chega aqui que enxerga as agulhas aqui, o bicho pega. Depois a gente entra na cidade de Santiago, então tem a sinalização oficial. Uma coisa interessante, a Europa inteira, mas a Espanha tem, em todos os pueblos que você entra, lá na primeira imagem de 790 Santiago, logo adiante tinha uma placa que dizia que era o fim, tem o começo de uma cidade com essa placa, quem já teve a oportunidade de ver na Europa e o fim dessa cidade com uma placa. Às vezes aqui no RS e aqui principalmente no RS, eu que ando de motorhome também e tenho andado bastante aí. A gente não sabe onde a gente está, claro tem um satélite, mas “onde é que eu estou? Que cidade é essa? Onde é que eu me localizo?” Então é uma coisa simples que a gente ainda não aprendeu a copiar. Então aqui é a entrada oficial de Santiago, aqui é feito de adesivos isso aqui, o pessoal cola adesivo em cima, isso aqui é só estilizado para a gente ter uma ideia. E aí o seguinte, o resumo da ópera, essa aqui é a foto, a selfie que eu fiz quando eu cheguei na frente da igreja de Santiago. Por acaso, o sol estava pegando bem ali, eu também bati, tem algumas coisas que acontecem. Vocês podem ver que aqui está uma coisa forte, depois eu tirei de novo e eu vi que era o sol que estava, quando eu olhei essa foto eu disse “mas o que é isso?” era o sol que estava bem em cima da torre da igreja. Eu ainda não peguei a porta de entrada principal funcionando, que estava em obras e agora dias atrás foi liberada. Aqui, assim como lá no começo eu mostrei que nós estávamos em muitos estrangeiros na primeira noite lá, aqui todos esses são brasileiros, aqui é do Rio de Janeiro, da Bahia, um pessoal de Curitiba que estava caminhando junto, em três, um cara de Blumenau, aqui tem uma menina de Gramado, aqui tem um menino de São Paulo que estava fazendo o caminho e depois iria para a copa da Rússia e uma moça que é também de Santa Catarina e está em São Paulo. Então aqui nós nos encontramos na Praça do Obradoiro que é a praça principal, na frente do Caminho de Santiago. Aqui é comum as pessoas chegarem e desmoronarem literalmente quando chegam, porque é uma etapa forte de cada um e cada um tem o seu motivo de fazer o caminho e tem a sua força. Então aqui, se lá tinham os estrangeiros que começaram junto, tinha pouco brasileiro, aqui tinha os brasileiros. Quando a gente termina então o caminho, falei antes da questão das credenciais, a gente chega na ‘oficina do peregrino’ que é uma estrutura que tem lá em Santiago e a gente apresenta. Então eu tenho duas dessas porque acabei emendando uma na outra, porque não cabe tudo, a gente apresenta as credenciais e a gente recebe o que chama de ‘compostelana’. Ela é dada para todas as pessoas que fazem no mínimo 100 km a pé, 200 km de bicicleta ou 200 km a cavalo, sim, tem gente que faz a cavalo. Eu encontrei um casal que estava no caminho a cavalo. Não é muito comum, não é uma quantidade grande de gente porque já é uma mão de obra diferente, mas tinha um casal efetivamente descendo a montanha. Então quem faz isso, então também é muito comum os europeus fazerem, ou muitas pessoas que não podem fazer 800 km, que não podem ficar tantos dias, fazerem os 100 km e já tem a compostelana. É uma coisa que tem que pensar que quando a gente for fazer esses caminhos, quer dizer, você pode fazer um negócio que o cara leva para casa e nunca mais esqueça, isso aqui para quem faz o caminho de Santiago. E aí o seguinte, aí também tem uma outra coisa que aí eles vendem né, que é o certificado de caminhada. Vejam que eles são sutis, a gente sabe que faz mais de 800 km, mas aqui talvez até para a gente ficar um pouco mais humilde, para a gente não dizer que é 800, mas é 800 sim. Então eles dão o certificado de que você percorreu de Saint-Jean até Santiago 799 km, mas não são 799, são 800. Isso eu tenho certeza absoluta. Como eu falava antes, vocês lembram dessa foto lá no começo, esse é o Peregrino que começou o caminho de Santiago lá em Santiago; essa cara era a minha cara no dia e eu não tenho como, porque fui eu mesmo que bati essa foto e essa é a cara que eu cheguei em Santiago. Depois ter caminhado das 5h30 da manhã até às 10h30 da manhã. Eu saí às 5h e pouco e eu cheguei lá com essa cara. Então eu não preciso dizer muita coisa, eu acho que aí a imagem, se as outras imagens não falaram nada, essa imagem fala por si só. Aqui tem meus dados, aqui eu vejo tudo gente conhecida, mas se alguém quiser entrar em contato com a gente e perguntar alguma coisa. Eu me coloco, vamos dizer assim, eu me sinto pelo tão importante que foi pra mim, pelo tanto importante pra mim essa questão de fazer o caminho, eu me sinto e eu tenho a obrigação, não é ninguém que está me pedindo para fazer isso. Sou eu estou pedindo para me colocar a serviço, vamos dizer e proporcionar para outras pessoas, tu falaste no começo da apresentação que têm interesse. Porque eu tenho visto muita gente que tem manifestado interesse e que às vezes não tem a motivação “pô, mas será que é difícil?” Tem perguntas simples, quando a gente faz o seminário, alguma coisa as pessoas perguntam coisas simples, as mais complexas eles já tem, já tiraram da cabeça. Então é interessante eles colocar e eu também quero deixar registrado que isso foi muito possível de fazer principalmente pelo apoio das minhas três escudeiras aí, da minha família, da minha esposa Márcia, minha filha Patrícia e da minha filha Catarina. E os amigos todos que mandaram apoio também, é uma energia que vai pela mídia social, mas ela vai direto para o coração da gente. Pode ter certeza, a Tissa Fagherazzi, todo mundo que está aqui, tem muitos amigos meus aqui, muitos parceiros meus de jornada aí, meu irmão, que mandaram energia para a gente e que fez muito bem. Então era isso, se alguém quiser fazer uma pergunta eu me coloco à disposição.

2º VICE PRES. ALBERTO MAIOLI: Então dando continuidade, então a Sessão eu quero aqui, o Presidente da Câmara Ver. Thiago Brunet pediu escusas e pediu para que eu assumisse os trabalhos da Sessão na qualidade de 2º Vice Presidente porque ele tinha um compromisso assumido. E desde já queremos então agradecer a presença do Gilberto por fazer seus esclarecimentos sobre essa caminhada. Então agora passamos a palavra para algum Vereador se quiser fazer alguma pergunta. Com a palavra o Vereador Raul Herpich.

VER. RAUL HERPICH: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, cumprimentar o Gilberto por essa excelente apresentação. Esse sacrifício de passar esses 800 km. Gilberto, eu tive oportunidade há poucos dias de assistir a palestra daquele Senhor que trabalha na Randon em Caxias do Sul, não sei se você o conhece. Ele tinha uma perna mecânica praticamente, fez também esse trabalho, essa caminhada. Então vê o sacrifício que dá. Então parabéns a você, pelo teu esforço, dedicação, teu ideal, teu sonho “quero ir lá” chegou. Que bom isso. Que bom se todos os sonhos pudessem se realizar, os seus foram realizados graças a DEUS. Meus parabéns. Senhor Presidente eu só peço licença para me retirar também que eu tenho um compromisso. Obrigado.

2º VICE PRES. ALBERTO MAIOLI: Passamos a palavra ao Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, demais presentes. Bom, Gilberto, nós tivemos a oportunidade de te acompanhar pelo facebook e dizer que depois nós conversamos também e era um sonho teu. Fez um estudo sobre o caminho, eu cheguei a ver na tua casa os livros que tem sobre Santiago de Compostela e cheguei à conclusão que de motorhome é mais fácil. Bom, eu tinha 32 perguntas para te fazer, mas vou fazer só 5 tá? Equipe de apoio tem? Quando vai, se tu puder de repente quando faço elas para não voltar a falar de novo, se não nós vamos ficar em um debate aqui, bem simples, se tem equipe de apoio, porque o interesse nosso em te convidar aqui, além de te parabenizar pelo caminho feito. É nós termos alguma ideia do que pode ser usado em Farroupilha, mesmo que um começo muito simples e uma quilometragem muito menor, mas que possa ser usado. E dizer que no início tu comentou sobre a estrada, que leva o nome do teu falecido pai, mas que eternizado ali e a gente na época viu o carinho com que tu recebeu isso, a família toda, o teu irmão, a tua esposa, tuas filhas, quer dizer, a família, teus sobrinhos, a família inteira e já começou me parece uma parte. Porque todas as vezes que eu te vi do lado de uma placa aqui eu me lembrava que tu estava do lado da placa do nome da estrada que é o nome do teu pai. Então o carinho, quando receberam essa homenagem que foi para ele, eu não tenho dúvidas nenhuma que tem pessoas que realmente valorizam esses nomes de ruas, que às vezes a comunidade diz que a Câmara de Vereadores é só para dar nome de rua. Mas que bom que foi dado valor e que talvez com esse nome de rua, com essas placas possa ser já um início do caminho que é já bem perto de Caravaggio e onde se tem a intenção de fazer esse caminho. Mas se tem então equipe de apoio, de quem são os albergues, se são tudo particulares ou se tem albergues que são de algum governo? Já aproveitando se tem iniciativa pública de algum governo que seja estadual, federal ou municipal. Se a igreja ainda faz investimentos, porque a gente sabe que é algo religioso, de fé. Os instrutores eu tinha anotado aqui, é claro que tem pagamentos e tal, eu vi que falou que um lugar que mais teve distancia foi 17 km, se não me falha a memória, de um albergue para outro né? Então se tem muitos albergues em cada lugar e eu vi que tinha em italiano então o ‘porco loio’ saiu né? Deve ter saído lá. E quais os primeiros passos que tu acha que seria interessante se dar em Farroupilha para que a gente pudesse começar a fazer um caminho desse. Então também mudar muito a cultura, eu acho que uma das coisas nossas aqui é mudar muito a cultura. Porque eu vi que tinha sinalização em pedra. Pode ter certeza que alguém iria errar o caminho aqui porque eles iriam virar a pedra de lugar. Então eu acho que tem que ter uma mudança de cultura primeiro. E então mais ou menos é isso, eu sei que tu fala bastante Gilberto Galafassi, mas nós temos algumas coisas assim que pudesse ajudar. Obrigado. Só para dizer que estou falando em nome da bancada do PMDB porque eles me passaram algumas perguntas também.

  1. GILBERTO GALAFASSI: Então a questão de apoio, aquilo que eu falei antes. O que eu senti, eu sai daqui com um seguro saúde porque em Portugal, por exemplo, a gente tem condições de requerer pelo SUS e lá ter o mesmo SUS, vamos dizer, como nós estamos falando de brasileiro, aqui não tem esse plano, mas eu que fui para lá. Eu fui com seguro saúde, mas no caminho tem toda uma estrutura, vamos dizer assim, já tem o posto de saúde tem horário especifico para atender os peregrinos, no caso atendem geralmente de tarde até um pouco mais tarde da noite, porque como os peregrinos normalmente saem para caminhar de manhã, das seis, sete horas da manhã que é aonde o sol está mais baixo, inverno, ou mesmo o frio, eu sai de lá e peguei dias de 7 graus, é um frio diferente porque é um frio mais seco, mas enfim. E então não tem apoio constante, o apoio é em cada lugar, quer dizer, em cada pueblo, principalmente nessa parte, se tivesse que ir a um médico, então tu tem alguém lá que vai saber qual é o lugar mais próximo, pelo menos saber aonde é que é o local mais próximo. Porque, vamos imaginar que vai ter 170 km aqui, esse de Canela para cá, vão ser, quem estiver mais perto, tem que saber quem está no caminho, se é mais perto levar se aconteceu alguma coisa para Canela, para Gramado, para Caxias do Sul ou para Farroupilha, vamos dizer, se estiver entre Caxias do Sul e Farroupilha, isso para nós aqui, vamos dizer, é suficiente. Mas lá tem um sentimento de apoio total, porque se você precisa de alguma coisa você vai na bodega, lá no bar, onde se toma café, se pergunta alguma coisa está todo mundo ligado naquilo que precisa. Tu estás lá, tu precisa de alguma coisa, então tu chega, por exemplo, em um lugar que tu vais tomar café, o cara tem creme dental pequeno, o cara tem aquelas coisas que vendem para peregrino, esse apoio ele é tão se não mais importante. Às vezes o cara precisa de um médico, o cara precisa de creme dental para escovar o dente, se ele não encontra, ele terminou o dele. Entao vamos lá, a questão dos albergues, sim, muitos albergues são o que chamam de paroquiais ou municipais daquele pueblo, paroquiais, muitos são da paróquia e trabalham sobre donativo, não tem um valor, você dá quanto você quer, a média que se dá é entre 5, 8, 10 euros, como você paga em um particular 10 euros, não tem problema nenhum. E muitas pessoas muitos albergues particulares, eu observei, o Gilberto fez em 2009, a primeira vez o caminho, aumentou muito a quantidade de albergues, tem albergues que foram inaugurados recentemente, como o caminho está aumentando tem as pessoas imagina o seguinte, vamos imaginar aqui uma situação, o Roman aqui embaixo tem a propriedade dele lá o Wilson Roman que a gente conhece aqui que é meu conterrâneo. Ele tem um restaurante, embaixo do restaurante, se ele fizer um albergue e acomodar 20 pessoas e alguém sabe que dá para parar ali e depois só tem mais 2 km para subir e ele chega no final da tarde, está feito o negócio. Então dá para fazer isso, mas em muitos lugares eram paroquiais e muitos lugares eram particulares sim. A igreja sim apoia, o acolhimento também das igrejas, o peregrino, o que ele precisa? Ele conversa com os outros peregrinos, ele troca ideia com outros peregrinos, mas quando ele vai numa missa, uma missa objetiva para peregrino e as missas são muito rápidas, meia hora, não é nada daquela missa muito comprida, mas com aquela palavra de apoio. Eu me lembro que no Cebrero, o Cebrero é um lugar mágico também que tem 2, 3 mil anos de história. Que tem aquelas casas, os celtas moravam lá, um negócio diferente, lá tinha uma igrejinha que era menor do que, um tamanho um pouquinho maior que isso aqui e o padre de Iphone. E eu disse “mas será que ele vai ficar fuçando no iphone enquanto reza” tu se pergunta né. E o que ele fez, ele colocou um representante de cada país lá em cima para ler a mensagem em cada língua, então o americano, o alemão, quem estava lá, a nação que tivesse ele tinha escrito e ele tinha as músicas gregorianas que ele comandava no Iphone, quer dizer, ele sozinho fez uma missa que é de cair. Claro, para quem está lá no caminho, caminhou o dia inteiro, está cansado e tal, tu vai lá, tu vai numa missa daquela é como se tu revigorasse, obviamente aqui respeitando as religiões, mas eu vi gente lá, os coreanos, aqueles coreanos não eram católicos, e eles choram também porque quando tu estás fazendo, quando tu tem alguma coisa espiritual envolvida aí, mexe com as pessoas, então sim, a igreja ajuda. E os primeiros passos é juntar gente que conhece, vamos dizer, essa experiência de Santiago, nós temos muita gente, a associação aqui do RS é espetacular. A Adriana Reis que é a Presidenta, embora vai ter eleição de novo né Gilberto, ela é filha do Sérgio Reis, quando eu tomei conhecimento do caminho, eu li o livro do Paulo Coelho, mas o Renato Pereira estava fazendo trabalho com ele na Colombo e ele disse “mas eu conheço o Sérgio Reis, vamos lá na casa dele, vamos lá em Porto Alegre” eu fui, há 20 anos atrás eu e a Márcia em uma sexta-feira de noite conversar com o Sérgio Reis. E o Sérgio é um cara que agora está com 80 anos, ele fez com 60 e ele até está adoentada e tal e a Adriana tem feito um trabalho espetacular na associação. E o Sérgio naquela época já fez o livro mais sóbrio que eu já li sobre o caminho, um livro bem interessante com as percepções, por que cada um que faz o caminho tem a sua percepção. Ele já dizia, o que tem? Tem que colocar uma mochila nas costas e ir lá. Porque lá eles estão organizados para receber aquela questão do acolhimento que eu falei antes. Então tem que conscientizar as pessoas de lá até aqui e dá para fazer de lá até aqui e dá para fazer outros caminhos também. Nós temos um potencial que a gente não tem noção aqui. Então dá sim para fazer coisas bem interessantes. Na sinalização, por exemplo, que cuida das estradas porque assim, a não ser uma montanha cheia de pedra que não tinha mesmo como fazer, porque tem lugares que não tem o que fazer, que não dá para ir lá para fazer. Mas muitos lugares tem estruturas, a gente percebeu que os municípios, vamos dizer assim, lá é um pouco diferente, mas enfim. Alguém foi lá colocar uma pedrinha branca naquele caminho e não é, alguém fez isso e provavelmente foi e é limpo e organizado. Uma outra coisa interessante, eu ouso dizer aqui que em 800 km, com um saco daqueles de 200 l, eu ouso aqui dizer que com um saco de 200 l, se eu pegar ele lá no começo do caminho até Santiago, eu não encho ele de lixo dentro do caminho. É uma cultura também das pessoas, o peregrino é uma pessoa muito responsável e se ele vê um peregrino jogando no chão uma coisa que não é para jogar ele vai lá ajunta e coloca dentro do lixo. Agora, eu me lembrava porque nasci em Caravaggio e faço todo ano o caminho de Caravaggio aí eu e minha esposa e tal, já levei as minhas gurias também para fazer. E a gente se apavora né, que tem que ter uma equipe da Prefeitura, tanto de Farroupilha, como de Caxias do Sul, para recolher o lixo daqui até Caxias do Sul, porque é horrível, mas isso é uma questão de cultura, aculturar se demora muito tempo. Para desaprender, se desaprende rápido, mas é um trabalho constante que tem que ser feito e orientar, fazer um folheto para quem vai caminhar. Orientar para não puxar os cachorros, orientar para não colocar lixo no chão, porque se não o trabalho se torna difícil. Aí não pode estragar as placas, essa semana circulou na internet um sujeito que foi lá nas placas da Espanha, que lá também eles gostam de pichar, lavando as placas, quer dizer, dando um exemplo para o mundo inteiro.

2º VICE PRES. ALBERTO MAIOLI: Passamos a palavra ao Ver. Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Boa noite Senhor Presidente, Senhores Vereadores, queria então cumprimentar o Gilberto Galafassi, a família dele, os amigos dele que estão aqui presentes, todo o público então presente, funcionários da Casa e fazer uma perguntinha, bem rápida as minhas perguntas. Primeiro lugar é que assim, a gente já sabe que aqui né nesse caminho que está sendo proposto a fazer, e que se tem intenção de que se faça aqui na nossa região. Ele tem aí alguma coisa, que é menos de 200 km, 170, 160, alguma coisa nesse sentido. Dizer qual é a perspectiva, no sentido comparado a de lá, por que lá você disse agora, um dos caminhos que você fez é mais de 800 km. Se tem uma perspectiva de aqui atingir uma quilometragem tão grande em função do potencial que se tem aqui. Primeiro e segundo uma questão bem rapidinho é como que iniciou de repente isso é uma pergunta bem, mais não sei, como é que iniciou isso, disse que foi a mais de mil anos essa caminhada se iniciou, que distancia se iniciou, e em função do que, exatamente?

SR.GILBERTO GALAFASSI: Essa questão de distância ela é muito relativa, por que lá se via gente que estava fazendo 800, e gente que começava nos últimos 100, gente da Europa que vai lá e faz um pedaço do caminho e depois no outro ano faz. Encontrei por exemplo uma pessoa de lá da Espanha, de Barcelona, ele disse eu passei, eu tenho 15 dias de férias, eu passei 7 dias com a família, e 7 dias eu vim com meus amigos fazer uma etapa de, eles faziam 30 km por dia, 25 km, de fazer um pedaço do caminho. Então essa questão da distância da gente atingir aqui os 170 km, eu acho que esta de muito bom tamanho. Nós temos um caminho nas missões aqui, que tem, eu não sei que tamanho que tem, mas deve ter aqui 200 e poucos quilometros. Aqui tem um caminho real também lá em Minas e Passa por São Paulo e Minas lá, que tem uma distância razoável. Eu morei em São Paulo 9 anos e via os romeiros entrando na Dutra com uma Cruz nas costas, quem já foi de caminhão para São Paulo, quem já viajou, viajou de ônibus viu, que na época perto de coiso, as pessoas acolhem lá Aparecida e tem caminhos que vão para lá também longos né. Tem uns caminhos bem longos no Brasil, já tem essa, tem coisas para a gente copiar aqui no Brasil já. Eu pessoalmente não conheço esse das Missões, eu não conheço ainda, eu quero ver se, eu tenho que conhecer né, e esse do coiso. Mas a distância acho que está de um tamanho razoável por que tu precisa ir, depende de quem vai caminhar 7 ou 8 dias para fazer isso. Então tu tem essa pessoa por 7 ou 8 dias dentro de um trecho né, o importante é a gente fazer. E a questão de como começou o caminho de Santiago, como eu falei antes. Uma vez, uma vez que o túmulo do Apóstolo lá foi descoberto, havia uma carência muito grande, estava começando a questão de peregrinações né, por que Santiago se equivale, tão se não mais do que ir para Roma, tão se não mais do que ir para Jerusalém, por incrível que pareça né. Jerusalém dizer em primeiro lugar por que tu tem todo, eu fui a Jerusalém tem Cristo lá, mas eu vou dizer para vocês uma coisa que eu senti uma energia muito mais forte, lá em Santiago do que eu senti em Jerusalém. Porque lá em Jerusalém quando a gente vai lá, é uma guerra de igrejas brigando pelo lugar, em Santiago não tem ninguém brigando pelo lugar, todo mundo se preocupa com o caminho. Então o caminho tem, depois eu posso até se tu quiser te passar um material, alguma coisa, mas o começo vamos dizer assim, foi assim foi a descoberta do tumulo e aí começaram a ir pessoas. São Francisco de Assis que é o Santo da igreja católica aí fez o caminho de Santiago, Napoleão por isso que é o caminho Francês, Napoleão Bonaparte fez o caminho. E nós dizemos o seguinte, esse cara fez a cavalo e sacaneou os caras que estavam caminhando, por que tinha lugar que para subir não era fácil, mas enfim é isso que tem, tem 1.200, claro tem 1.200 anos. E tem pueblos lá, têm lugares que tem, a igreja tem mil e poucos, a igreja de Santiago, a Catedral que é Magnifica é de 1.098, 1.100 né. Quer dizer as igrejas lá mudam, os caras vão fazendo por que demora 200 anos para fazer e tal, mas enfim tem uma história muito grande lá, acho que pode nos ajudar bastante.

2º VICE-PRES. ALBERTO MAIOLI: Com a palavra o Ver. Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, senhores Vereadores, Vereadora aniversariante do dia, Dr. Eleonora Broilo. Gilberto, o Gilberto eu já estou ficando bem mais próximo do Gilberto de tantas, de tanto a gente se encontrar para falar de coisas boas né, de coisas boas que é muito importante isso. Eu quero cumprimentar aqui também a família do Gilberto, os amigos do Gilberto e todas as pessoas que estão na Casa hoje. Uma sessão normal, normal onde nós temos um convidado Gilberto e vamos frisar isso, que trouxe aqui um número expressivo de pessoas para acompanhar a tua fala. Até de pessoas que te veem falar diariamente, como é o caso da tua esposa, das filhas, e vieram aqui também para te ouvir falar né. Então, cumprimentar o pessoal da imprensa, essa figura extraordinária que está aqui também, o Jorge Bruxel que acompanha quase que numa sequência muito direta das Sessões, o seu Menzen, os funcionários da Casa e todos que vieram aqui prestigiar o Galafassi. O que eu queria te dizer Galafassi foi mencionado quando o Ver. Fabiano André Piccoli fez a intervenção no início, antes da tua fala, de que teria que se começar um trabalho por aqui, aonde que se tivesse o acolhimento como uma das prioridades e também fontes para que isso desse certo. No decorrer da tua fala, teve algumas coisas que justificam que o acolhimento é extremamente importante, mas uma das coisas que me chamou a atenção foi, primeiro quem não esquece o seu passado e tem orgulho de dizer de onde veio, eu acho que esse é o primeiro princípio que nós devemos seguir. Quando tu falava da estrada e quem conheceu o Gigio, e que muitos passam e passaram por aquela estrada sem ter conhecido o Gigio, vão querer saber quem era o Gigio. Então eu quero te dizer assim que nós temos que marcar com muita ênfase, a história desse caminho. Que cada um se proponha a fazer, em partes desse caminho, os Caminhos de Compostela, que ali tu registraste aqui com muita maestria, com muita sabedoria, todo o caminho na tua memória sem pouco te referir ao papel e a ler. Então os Caminhos de Caravaggio aqui, eu acho que tem que haver primeiro, o grande investimento daqueles que estarão no caminho, naquilo que for traçado como tu bem mostraste aqui o caminho que tu fizeste. Mas que cada morador ou cada ponto de referência, nesse meio aqui as pessoas vivessem intensamente, e começassem como o teu começo. A tua terra aí a Capela de Todos os Santos, a Buza, por que é dali que vem a essência de toda uma grande obra. O Ver. Josué Paese Filho me pediu para, já que eu estou falando em nome da Bancada, para pedir se os Caminhos de Compostela pode ser feito por uma única pessoa, ou pode fazer por uma dezena, ou por algumas dezenas, como é que funciona também nessa parte. Há algum regramento ou não existe regramento em quantidade de pessoas.

SR.GILBERTO GALAFASSI: Obrigado aí pela deferência emociona muito, porque o Ver. Tadeu Salib dos Santos trabalhou muitos anos com meu pai e conviveu muito com meu pai, então, eu aprendi. Eu era menino eu via Ver. Tadeu Salib dos Santos lá em casa, o meu via o Tadeu vindo, dizia “eco vou ter que fazer um enterro hoje”, com chuva, com sol e tal né, mas enfim. Dois comentários eu quero fazer, essa questão de fazer, eu optei em fazer sozinho o caminho, como se diz sim. E é muito comum, o Eugenio, por exemplo, esta lá, fazendo o Caminho sozinho, o Gilberto quando fez, fez com a esposa, com a Ester junto né, eu estou planejando o próximo caminho de fazer com a minha esposa. Eu vi uma família de gente dos Estados Unidos, de Iowa, o avô e a vó, a filha com o genro, o genro mariner, mas um mariner mini né, não um mariner do meu tamanho, um mariner pequeno né, do seu tamanho assim Tadeu, contigo eu posso ter intimidade. Um cara pequeno, mas mais três meninas e uma filha, ela tinha um filho adotado, e um nenê, que ele tinha oito meses, mas pelo tamanho da cabeça do bicho, ele devia pesar lá os seus quilos, o pai carregando o filho nas costas, essa criança. Eu vi lá nos primeiros dias caminhando, me emocionava de ver aqueles caras. E depois quando cheguei em Pamplona, tinha um casal de São Paulo, por que o Caminho tem uma coisa muito interessante me permito né, que você se despoja totalmente de tudo né, do pudor, daquelas coisas bobas né, tem que dormir em um quarto com 80 pessoas, eu ronco, tu roncas, ele ronca, nós roncamos, vocês roncais, eles roncam né, vocês já sabem não tem, é inteiro né. E aí essa família, nós lá, um casal de São Paulo estava em uma cama de casal, e nós conseguimos o alojamento no último andar, no quarto andar, era um albergue, era quase um hostal, mas também 10 euros né. E eu fiquei num beliche duplo, mas não ficou ninguém em cima, com uma cortininha de coisa, então o casal ficou na cama de casal, eu na cortininha, e ali tinha uma cozinha coletiva que a gente fazia comida, e esse pessoal Americano, esses Americanos estavam fazendo comida para jantar. Por que 9 pessoas ao menu de peregrino a 10, são 90 euros, 90 euros dá para fazer uma feira no mercado bem grande, e já estavam cozinhando, ovos e comida para o dia seguinte. Então além de carregar o peso da criança, que era uma armação para carregar e tal, eles estavam fazendo comida para o dia seguinte. Até a senhora que não falava, que não falava em português, e espanhol muito menos, tinha uma filha que falava espanhol, mas pouquinho e eu falo espanhol macarrão né. Como eu falo inglês macarrão, nós conversamos. E eu perguntei para eles, porque eles estavam fazendo? “Nós estamos fazendo comida por que a gente não tem condições de comprar comida, a gente não conseguiria se manter em 9 aqui”. E aí depois quando tu chega lá em Santiago, como eu acabei antecipando, eu fiquei com medo de fazer em 40, em trinta e poucos dias, eu abri uma janela de 45 dias, depois eu não conseguia mais fazer reserva para voltar. Eu acabei ficando lá em Santiago e foi bom, foi bom; eu achei cansativo ficar lá diversos dias, mas enfim foi bom por que eu encontrei muita gente chegando. E eu fui numa missa de noite, sete e meia da noite e quando eu olho para o lado, eu vejo aquela família lá, a alegria que me deu e a mulher veio lá me cumprimentar, me abraçar. Então sim, tem gente que faz sozinho, tem gente, por exemplo, em Curitiba, tinha dois que trabalhavam juntos em uma empresa lá na Copel, os três foram fazer o caminho. E a velocidade do caminho é do mais lento, não é do mais rápido, tinha um deles que tinha dores nos pés horríveis e ele estava com problema, teoricamente ele atrasou o caminho dos outros dois que estavam super bem, que já tinham feito os caminhos aqui no Brasil, Roraima e algumas coisas malucas aí que muita gente faz né, e tinham experiência em caminho. Então tem de tudo viu Kiko, tem gente sozinha, muita gente sozinha, e também muita gente junto, e me chamou a atenção à quantidade de Coreanos que tinha no Caminho né. Por que coreano não tem católico, não é um negócio, e aí a gente foi perguntar para diversos, duas, três vezes perguntamos, para sentir. Um camarada coreano caminhou os Caminhos de Santiago e escreveu um livro e levou para lá, o que acontece? Lá tem uma competição muito grande, por qualquer coisa, eles têm os asiáticos tem essa questão da competição e de sobressair. Então quem faz o Caminho de Santiago para eles mostra uma perseverança ímpar. Por que você caminhou 800 km, dá para fazer, dá para fazer; eu fiz, dá para fazer, eu perdi 9 quilos fazendo né. Já estou recuperando, fica tranquilo, já achou, não, mas não é isso. Então sim, dá para fazer. Outra coisa que eu quero lembrar aqui dentro da tua fala, eu perguntei para o Secretário nosso de Turismo e perguntei também para o Padre Gilnei, “todos os anos vem a Caravaggio mais de um milhão de pessoas”, já vem. Tu criando essa alternativa de fazer o Caminho, alguns vão fazer desta forma, vamos dizer, já vem um milhão. Não pode ser Caravaggio que a gente irrite a gente, quando a gente chega lá em baixo no trevo de Caravaggio para entrar assim, mas que saco que não dá para entra no domingo aqui né, mas claro que não dá. Se vem um milhão de pessoas, tem que vir ônibus, e a gente vê lá em Caravaggio tu que convive lá. Então a gente já tem um potencial de uma riqueza, de uma coisa que as pessoas já vêm para cá, a gente tem tudo sabe para fazer dar certo. Mas principalmente Ver. Fabiano André Piccoli, vocês que estão à frente, fazer com que qualquer governo que venha fazer, não consiga desfazer. Isso é uma coisa muito importante, eu não pelo amor de Deus. Sou um cidadão normal, eu acho, a oportunidade que eu estou tendo aqui é ímpar para mim, como eu disse no começo Presidente, mas precisa fazer um negócio que o cara não pode ousar desfazer. Por que se lá dura mil anos, é por que ninguém ousou desfazer, aquilo que nós falávamos, quando tu me perguntou do tempo lá né. Então isso é muito interessante, fazer um negócio que fique, e que o outro tenha que dar sequência. Eu acho que isso é muito importante.

2ºVICE-PRES. ALBERTO MAIOLI: Com a palavra o Ver. Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhor Presidente, Vereadores, cumprimentar aqui o Seu Gilberto, seus amigos, familiares, demais que nos acompanham nessa noite. Muitas curiosidades, a gente tinha, mas pelas perguntas dos nossos colegas Vereadores, já muito bem explicadas aí. Só apenas uma curiosidade aí, sabe que fazendo uma conta breve aqui, em torno de 20 km por dia eram caminhados; quais foram os momentos mais difíceis dessa caminhada? Foi a incerteza daquela foto do primeiro dia, o meio da caminhada, ou a certeza que iria chegar lá no último dia?

  1. GILBERTO GALAFASSI: Tu sabe que, quando tu estas a 790, tu diz assim, será que eu vou chegar, mas quando tu estas a 20,100, a 50, e a 20 aí tu tem certeza que quer chegar. Se tu rezava, se no começo eu rezava X tempo né, até foi uma brincadeira interessante, que eu caminhava, um dia eu caminhava com o pessoal, eu disse assim, vou rezar um pouquinho e ia para a frente por que eles caminhavam mais devagar, aí o cara disse pô, o Gilberto ele sai para rezar e não volta mais. E era bem interessante, mas como tu acaba tendo uma reflexão, no começo tu reza para tentar fazer, depois quando tu esta do meio para frente, tu reza assim para não torcer o pé, para ter saúde de poder chegar. Por que pensa comigo né, que nem eu disse torcer o pé, tu não caminha mais. Então, essas, vamos dizer assim, tu organiza tua mente, tu organiza, porque a caminhada é 90%, tô parafraseando aqui; é 90% cabeça e 10% corpo. E aí o seguinte, a cabeça disse para o corpo, ele decidiu caminhar, está 9 a 0 aqui, tu te vira ali para baixo, tu vai segurando ali. E por incrível que pareça tu chega lá de tarde, por que também assim, vamos dizer que é rotina se tu analisar não é tão fora, tu caminha 6 horas e depois descansa as outras, aí tu chega lá. Na Espanha nesse horário, nessa época do ano que eu fui anoitece 10 horas da noite em média, ia dormir com o sol alto, desligava a luz do albergue com o sol alto às vezes, por quê? Por que o albergue desliga a luz literalmente. Tinha muitos lugares que desliga a internet de noite, que é para não ficar o cara navegando e os outros querendo dormir, o cara recebendo ‘blin blin’, mensagem e coisa. Então por que tem ‘wifi’ por tudo lá né, chamam de ‘wifi’ lá, tem ‘wifi’ por tudo, tu não precisa. Eu usava um chip que é muito mais fácil, aí você se comunicava. A gente fez mais ou menos em tempo real com a Spaço, o Rogério me entrevistava às vezes, eu estava lá no meio do caminho. Então, mas muita gente escutou, então a gente optou por isso, mas é bem assim. No começo tu reza para conseguir fazer, depois da metade tu reza eu tenho que chegar, por que tu não vai te permitir né, está bom.

2ºVICE PRES. ALBERTO MAIOLI: Com a palavra então agora o Ver. Fabiano André Piccoli, com suas considerações finais, por ter sido o autor da proposição. E depois nós vamos ouvir as considerações finais do nosso convidado.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente, Gilberto a gente percebe que é uma experiência de fé. E uma nova modalidade do turismo que o Brasil vem descobrindo é o turismo da experiência. Farroupilha tem como você falaste tem tudo para dar certo, nós temos que ter a consciência de que Farroupilha não será uma Compostela. Farroupilha não chegará a ter toda a estrutura que Compostela tem, por que nós temos que saber quem nós somos, a nossa história, e em cima dessa história, propor essa experiência, para que aqui quem venha. Então dentro dessa consciência de quem nós somos, o que nós temos e o que nós podemos oferecer. Acredito que o primeiro passo, é as pessoas acreditarem que é possível Ver. Josué Paese Filho, nós termos uma experiência de fé, também através de caminhos aqui em Caravaggio. E essa crença de que é possível, ela tem que ser um projeto de estado, que nem você falou antes, ela não pode ser um projeto de governo, ela tem que ser um projeto de estado. E ela tem que perpassar os Prefeitos que vierem que sucederem o Prefeito Claiton Gonçalves, por que é um projeto que leva tempo, e não vai ser de um ano, dois que vai se conseguir uma estrutura. Então o primeiro passo é acreditar, o segundo passo é fazer com que essas pessoas que acreditam, consigam se integrar para que o projeto saia. Por que nós precisamos de infraestrutura, nós precisamos de hotelaria, assim dizendo, por mais simples que seja a pousada, aquelas famílias desse caminho precisam acreditar que é possível. E que nem você falou do Roman, se alguém começar é um efeito dominó, depois a coisa engrena e vai. Então integrar essas pessoas na crença de que é possível e já existe esse sinal positivo, o Santuário está fazendo melhorias no próprio Santuário, agora nós temos uma Emenda do Deputado Mauro Pereira, que até o final do ano deve ser executada, de melhorias. O próprio Santuário está melhorando o produto turístico lá, de quem vai para o Santuário para que as pessoas fiquem mais tempo no Santuário. E essa tua narrativa, a gente espera que ela ecoe por Farroupilha e que tu possa ser um porta voz, para essas pessoas que moram no caminho, que acreditem, que é possível sim, acolher bem um turista, oferecer às vezes o pouco que se tem para essas pessoas que vem, que virão para Farroupilha para ter essa experiência de fé. Então a gente agradece Gilberto pelo teu tempo, pela tua disponibilidade e que as tuas palavras possam cativar as pessoas que estão envolvidas nesse projeto, para que a gente possa também oferecer um pouco de espiritualidade, de religiosidade, para quem acredita em Nossa Senhora de Caravaggio. É muito importante que tenhamos parceiros nesse projeto que está sendo desenvolvido. Obrigado Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. ALBERTO MAIOLI: Passamos então agora para o Gilberto Galafassi fazer a suas considerações finais.

SR.GILBERTO GALAFASSI: Bom nós já temos um componente muito importante da questão da fé, por quer os nossos antepassados nos deixaram aqui. O que fez essa gente prosperar aqui foi fé. Quando eles fizeram a primeira igrejinha de madeira em Caravaggio, para rezar para Nossa Senhora de Caravaggio e foram pegar aquele quadrinho lá e colocar lá. Esses caras tiveram fé de fazer o que se fez aqui, depois a outra igreja foi construída, depois a outra, meu pai tinha 8 anos quando construíram a outra igreja, peneirava areia lá para poder ajudar a construir o Santuário, todo mundo construiu e fez isso que está aqui. Nós temos a obrigação, vamos dizer, só de manter, por que isso não é um trabalho para nós, é um trabalho para nossos filhos, para os nossos netos que vão vir lá na frente. Eles vão lembrar disto. Outra coisa interessante que eu lembrei agora quando tu falaste, é o seguinte, 50% ou mais dos albergues que eu fiquei, são casas muito antigas, construções muito antigas, às vezes um sótão de uma casa, o camarada dá uma ajeitadinha lá e faz um albergue, não é nada de luxuoso. Então aqui nesse caminho tem muitas casas que são subaproveitadas, muitos espaços, claro que tem ser um lugar que não tenha mofo, tem que ser um lugar limpo, tem que ser um lugar, no inverno tem que ter uma lareira que pode ser um fogão a lenha para esquentar o ambiente, tem que ter um pouco dessa visão né. No verão tem que ter um ventilador no mínimo, não estou falando nem de ar condicionado, que o cara possa dormir uma noite agradável, passar um dia e dizer assim. Por que tirar os urbanos de dentro dos apartamentos e botar eles para uma experiência dessas é fantástico. Então essa questão, então assim oh, tem toda a condição de fazer, claro com o tempo depois alguém faz um investimento num albergue, em alguma coisa. Têm surgido albergues novos por que o Caminho também de Santiago, está tomando um rumo de bastante gente, está vindo gente de lugares do mundo que nunca vinha, então isso também é interessante, isso vai acontecer aqui. Eu acho que assim oh, eu acho que o caminho nesse trecho que vem de lá para cá, ele vai dar uma produtividade para coisas que estão improdutivas. Ele vai fazer o bar se tornar, claro tem que ter comida, tem que ter uma coisa, tem que ter um atendimento bom. Eu cheguei em um lugar específico lá, no último dia e eu disse, “eu quero um croissant e marmelada” né que é um, marmelada, marmelada mesmo que é, aí ela disse “no tiene”, só croissant? Si. Eu tenho que comer só croissant? Sim, só croissant. Quer dizer, está aí deve estar mal de estar lá né, mas foi a única vez que eu fui mal atendido. Por que toda vez que fui, se eu pedir um sanduiche pequeno, no mínimo ele vinha desse tamanho aqui, então é impressionante, como tu te sente bem lá. E eu quero agradecer assim de coração todo mundo que veio aqui me prestigiar, o pessoal da mídia social aí, a minha família, o meu pessoal, essa energia que faz com que a gente tenha coragem. Eu quero simbolicamente né Ver. Fabiano André Piccoli, como tu tiveste coragem de propor, o pessoal nos criticou, amigos pessoais meus pô, mas que absurdo, a Câmara de Vereadores fica discutindo. Essa aqui é uma Câmara que tem que governar a Saúde, a Educação, o Turismo, a Fé do município inteiro, aqui tem que se discutir tudo. Eu disse para esse meu amigo, por que esse Vereador que propôs isso não tem o que fazer, eu falei: Vai lá na Câmara discutir, a Câmara é aberta se tu quiser ir lá assistir, vai lá e tira a conclusão depois, então assim oh, uma resposta né. Com certeza gente assim não vai fazer nada, e a gente precisa de gente de cabeça aberta, gente que tenha coragem de inovar e de fazer, eu quero agradecer também a Associação dos Amigos de Santiago do RS, está representada aqui pelo Adão e pela Ester. E a Associação está à disposição depois eu vou fazer esse link, com quem for por que a Associação tem uma contribuição e eles têm, se eu tenho de zero a cem, 0,2 de condições de passar uma experiência minha aqui, eles os outros 99.08 são deles, que eles têm gente que já fez o caminho duas, três vezes, tem gente aí que, então a Associação está à disposição. Então acho que esse link aí é importante viu Adame, a gente depois vai colocar em link, o Adame também faz palestras, o Finger né tem feito, um trabalho, Emílio né. Eu sábado tive a oportunidade, só mais uma Presidente depois eu vou terminar né, eu sábado eu participo de motorhome, que é bem mais fácil que caminhar, como diz o Ver. Arielson Arsego, claro que é né. Em Antônio Prado eles fizeram uma festa, A Noite Italiana, e no primeiro ano foram 30 motorhomes, no segundo foi 70, e no terceiro foi 150. Cada motor-home é uma média de duas a três pessoas, 450 ingressos da Noite Italiana de Antônio Prado, foram vendidos para o pessoal de motorhome tá. Então esse ano eles fizeram, e coisa simples, um almocinho lá e tal, e eles colocaram na programação de eu falar um pouco sobre Santiago, tinha colocado antes do almoço. Eu lá, antes do almoço não dá, por que tu vê  todo mundo se movimentando para comer, então a mulher disse é a sopa está pronta, tu vai falar 10 minutinhos e tal. E aí eu disse vamos fazer o seguinte vou falar depois do almoço, ótimo, aí uma senhora disse, aí que bom, eu estava mesmo de dieta, eu precisava descansar, bom essa não ia assistir a minha palestra, e saiu. Mas ficaram umas 50 pessoas lá, começamos era uma e meia da tarde, quando eu vi era quatro horas da tarde; aqui também era para ser 15 minutos, e nós estamos aqui. Então é um negócio empolgante, interessante e que movimenta né. Então quem tiver interesse depois a gente faz o link aqui, eu sou sócio da Associação, eu estou a serviço disso e estou a serviço principalmente, da minha comunidade. Eu tenho um dever moral por estar no caminho, ali inclusive, eu vi hoje infelizmente aquela terra não é minha, por que se fosse minha ali eu já tinha um projeto, eu estou um pouco mais para lá, mas quem sabe né, a gente nunca sabe o que pode acontecer. Muito, muito, muito obrigado de coração. Só mais uma coisa, eu quero aproveitar e te dar uma concha, que tu tivesses coragem de fazer, um símbolo de Santiago, essa concha é para ti.

2°VICE-PRES. ALBERTO MAIOLI: Obrigado, bom eu na qualidade de Presidente desta Câmara nesta noite, eu quero agradecer a todos vocês que vieram aqui apreciar a nossa palestra, nosso amigo Gilberto Galafassi. E dizer de que, eu acho muito importante para mim dizer a verdade, nem parece que foi 15 minutos, por quê? Por que eu aproveitei todas as palavras que tu tens colocado aqui. Eu tenho certeza absoluta que muito importante para todos nós e olha sempre se aprende. Então eu quero agradecer de coração a presença de cada um, mas principalmente de ti Gilberto que tu vieste aqui fazer essa bela explanação que para toda a comunidade que somos nós os representantes da comunidade do Poder Legislativo, é muito importante. E eu agora vou suspender a sessão por 2 minutos para nós bater uma fotografia e depois nós retornamos as nossas atividades, e quem quiser permanecer, pode permanecer aqui na Casa, que é a Casa do Povo. (PAUSA DE 2 MINUTOS). Dando continuidade à Sessão como acordado com as lideranças será suprido o Grande Expediente e desde já passamos o espaço destinado ao Pequeno Expediente. E a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Ver. Jonas Tomazini.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, demais Vereadores, pessoas que ainda nos acompanham nesta noite. Gostaria apenas de me posicionar, pois na semana passada em razão de um compromisso profissional, justifiquei as minhas ausências nas sessões da segunda-feira e da terça-feira, mas tive a oportunidade de acompanhar pela internet a transmissão das sessões tanto na segunda-feira como na terça-feira, e também da Audiência Publica que ocorreu na quarta-feira da semana passada. Com relação à Audiência Pública começando então por esse assunto, confesso que fiquei bastante feliz, embora nós não tenhamos ainda uma participação muito grande em número de pessoas, mas a Audiência muito bem conduzida pelo Ver. Tadeu Salib dos Santos. Ela demonstrou que tinha dúvidas, a maior parte delas foi inclusive esclarecida naquela audiência e o Senhor estava participando também na sua cadeira daquela Audiência Pública da quarta-feira. E eu acho que isso vai criar uma cultura para que a nossa população vá participando, então sempre que tiver algum tema da área tributária terá que ter essa audiência para que nós possamos ter a explicação para que a população entenda o que o Prefeito em exercício naquele momento está propondo de alteração. E eu acho que isso foi extremamente positivo. Então nesta última quarta-feira, esperamos assim até o Vereador líder de Governo que em outros momentos falou agora tem que esperar por que tem que ter Audiência, acho que é só uma questão do governo se acostumar né Ver. Aldir Toffanin de saber que sempre quando ele vai ter alteração na Área Tributaria, terá que ter um tempinho ali um pouquinho maior, para que se realize Audiência Pública e não prejudicar também os trabalhos do Executivo, mas dando a oportunidade de esclarecimentos a população Farroupilhense também. Então quero até pedir desculpas pela ausência também na Audiência Pública, que eu já tinha me manifestado, o Ver. Fabiano André Piccoli, também já tinha feito isso, né. Mas fomos muito bem representados pelo Ver. Tadeu Salib dos Santos que conduziu a Audiência na última quarta-feira. Também na sessão da segunda-feira, quando eu tive a oportunidade de acompanhar, foi citado sobre aquela questão que a gente teve sobre algumas premiações recebidas por colegas Vereadores, também pelo chefe do Executivo Municipal. E eu não estava, então na segunda-feira a gente teve a sessão solene há duas semanas atrás, e na Sessão da semana passada eu não estava aqui para poder falar sobre esse assunto. Então logo eu tenha a oportunidade eu quero dizer que eu ainda não sei qual encaminhamento que a Casa vai dar com relação a isso, mas eu já tenho a documentação citada na sessão da última segunda-feira pronta. E quero esclarecer e registrar então que todas as despesas efetuadas com relação a isso, considerando a minha participação, foram despesas pessoais, não teve o acionamento de nenhuma diária por parte do município. Aliás, aqui eu tenho uma declaração do ano de 2017 dada agora né, pelo Secretário Executivo desta Casa, de que não houve o acionamento de nenhuma diária em meu nome no ano de 2017, tenho também o comprovante, de pagamento das passagens e o comprovante de pagamento da inscrição do seminário com a saída da minha conta particular aqui para anexar aos futuros documentos que sejam solicitados. E entendo que é bem importante que nós possamos esclarecer todos esses pontos, inclusive para diferenciar um do outro. Para que nós tenhamos Ver. Tadeu Salib dos Santos, nó tenhamos quem utilizou recursos públicos, quem utilizou de desculpas que estava em um evento para participar de outro, e quem utilizou apenas dos recursos particulares. Então bem tranquilo da minha parte, essa documentação está disponível, assim que a Casa solicitar, se houver a possibilidade de me antecipar até para prestar contas, eu também estou disposição para fazer isso. E agradeço a menção feita na última sessão por diversos colegas, que já sabiam mais ou menos de como tinha sido a operação no meu caso. Então nós estamos à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, inclusive interessa que a gente saiba como cada um dos colegas, seja do Executivo, do Legislativo atuou nesse sentido, e estabelecer as diferenças. Assim como o Ministério Público, é importante que ele esclareça quem está sendo investigado eventualmente, por que se não parece que está todo mundo no mesmo bolo, e isso é extremamente ruim. Acho que devemos sim procurar apontar quem utilizou do recurso público e, se de maneira equivocada, responsabiliza-los independente do período em que isso aconteceu, caso ainda ocupe algum cargo público aqui no município. Muito obrigado e era isso Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. ALBERTO MAIOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Ver. Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, colegas Vereadores, uma saudação ainda aos que nos prestigiam. Senhor Presidente, líder de Governo Ver. Aldir Toffanin, eu quero fazer um relato, não tão bom neste momento. Em abril deste ano eu fiz um Requerimento protocolado junto a Secretaria de Obras do município, Oficio de nº 35, referente a algumas reivindicações, uma reivindicação do Bairro São José, na esquina da Rua Alexandre Bartelli. E peço se possível mostrar as fotos deste sábado, as placas de sinalização da Administração Municipal constam no mesmo ponto daquela época, porem a obra não foi realizada. Então percebam é uma corrosão por baixo né, bem significativa, eu levo ao conhecimento e mais uma vez né, dessas casas, isso já foi apresentado aqui. E pedir providencias na verdade, por que podem ver tem uma garagem ali oh, e o cidadão está com dificuldade de entrar e sair da garagem com seu veículo, por que a parte de baixo está todo corroído. Infelizmente eu tinha o oficio com as fotos da corrosão, mas por um equívoco meu, eu coloquei no pendrive as fotos erradas, então aí é um equívoco meu tá. Mas eu faço um pedido que se faça essa ação, é uma ação não simples sim, mas é uma ação necessária que fazem 4 meses, que foi feita a reivindicação, protocolado junto a Secretaria de Obras, foi feita a reivindicação através deste Vereador aqui na Câmara de Vereadores e ainda não foi realizado. Então peço ao líder de Governo que tem um influencia às vezes significativa, às vezes nem tanto, que vá lá e cobre da Administração e da Secretaria de Obras, para que faça essa reivindicação, essa demanda. Quero também me deter a um outro aspecto né e algumas questões, principalmente a fala e a documentação apresentada pelo meu colega Ver. Jonas Tomazini, referente à viagem e ao recebimento desse certificado por ele em Porto Alegre. Importante sim colega Vereador que as informações, a documentação, ela seja trazida a esta Casa como o Senhor está fazendo, parabéns pela sua atitude, sem ninguém ele perguntar, sem ninguém solicitar, mas é uma decisão sua e demonstra clareza, no seu, e a lisura no acontecido do fato. Porém eu me somo à colocação do Ver. Josué Paese Filho, Ver. Tadeu Salib dos Santos e demais Vereadores, eu também, que é importante sim que se faça uma solicitação. Que os Vereadores citados, o Prefeito Municipal, tragam ou enviem a essa Casa as informações, para que os processos não sejam todos eles colocados no mesmo patamar. Teve pessoas que receberam diárias, teve pessoas ao exemplo do Ver. Jonas Tomazini que pagou a condução com o dinheiro próprio. Então é importante até para diferenciar, por que hoje todos nós políticos somos colocados no mesmo patamar, todos, infelizmente. Então eu acho que é um momento oportuno para a gente esclarecer, para que não, todos os citados não sejam colocados todos no mesmo patamar. Por que tem diferenças de ações, tem diferenças de condutas dentro deste processo. É isso Senhor Presidente, obrigado.

2ºVICE-PRES. ALBERTO MAIOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Ver. Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente. Em relação Ver. Jorge Cenci, a estes problemas de tubulação, eu também tenho um problema em uma, pior numa residência, que passa a tubulação, passa em baixo da residência, sai da rua e está desmoronando também. E aí faz o que uns dois meses que não foi feito o serviço ainda, então eu estou bastante preocupado e pressionando para que essas questões sejam resolvidas o mais rápido possível. São questões de urgência e prioridade, tem que se dar prioridade para algumas coisas. Inclusive hoje a proprietária do imóvel ela disse que vai acionar judicialmente por que está com medo que mais um pouco vai abalar a estrutura da casa. Então são questões que acontecem e que precisam ser dada atenção, vizinha do Ver. Tadeu Salib dos Santos, ali na mesma rua da sua casa, só que do lado de baixo. E só para fechar em relação à visita do Gilberto Galafassi, às vezes algumas pessoas não compreendem o que realmente acontece e tiram conclusões somente com um olhar míope das realidades. E esse é que o momento eu também que ele falou, fui criticado por algumas pessoas, o que que tu vai querer levar o cara lá para contar da viagem dele, foi fazer turismo e quer levar para a Câmara. Então acredito que nós a cada dia que passa, nós ficamos mais calejados em relação a essas questões, e outras questões que acontecem, na qual algumas pessoas não compreendem ou muitas vezes compreendem, mas não tem a dignidade de externar essa compreensão. Então era isso Senhor Presidente, muito obrigado.

2°VICE-PRES. ALBERTO MAIOLI: A Palavra com a Ver. Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Bem, boa noite Senhor Presidente em exercício no momento, colegas Vereadores, as pessoas que se encontram presentes, Seu Menzen sempre presente, nossos Assessores. Primeiro eu queria me somar ao que outros colegas já falaram a respeito dessa história das medalhas e coisa assim. Em primeiro eu gostaria de dizer ao meu colega o Ver. Jonas Tomazini, eu queria dizer a ele, parabéns pela sua transparência, e eu não esperava outra atitude do Senhor, meus parabéns; segundo eu gostaria de dizer em relação a todos os outros trazerem os documentos, mandarem para esta Casa, bom é relevante para eles né, é relevante para eles, que tragam a documentação por que afinal de contas são eles que estão envolvidos nesse fato. Eu acho que é do interesse deles trazerem para que possa ser tudo apreciado por esta Casa. Pela terceira vez, em questão de um pouco mais de um mês, eu vou falar na gripe A. Eu já cobrei duas vezes e vou cobrar pela terceira vez, providências, transparência da Secretaria da Saúde. Hoje mesmo eu atendi de 15 pacientes que eu atendi três crianças eu encaminhei para o painel viral, sendo que dois resultados vieram positivo, um não veio ainda, eu não recebi, talvez até esteja aqui, já no meu celular. Bem eu acho que a Secretaria da Saúde poderia, pelo menos, fazer uma publicidade um pouco maior sobre isso, por que as pessoas estão tranquilas ainda em relação à epidemiologia de toda essa história. Muitos acham que já passaram, outros estão supertranquilos com a vacinação, outros que não puderam fazer a vacina não estão tão preocupados justamente por que acham que já passou o perigo. Mas pelo que eu, eu estive fora quase uma semana, e volto e vejo tudo igual, ou pior. Então eu realmente não vi nada, eu não vi nada na mídia, eu não vi nada em lugar nenhum, nem uma explicação da Secretaria sobre o que está acontecendo. Uma outra coisa que me chamou a atenção que o Ver. Arielson Arsego falou sobre a mudança de cultura. E aí eu me lembrei de várias coisas que eu fui somando nessa pequena viagem que eu fiz, mas uma coisa me chamou muita a atenção. E aí somou ao que disse o Ver. Arielson Arsego, quando eu estava saindo da estrada de Flores da Cunha, Caxias e vindo para Farroupilha, havia uma placa enorme indicando Farroupilha, Porto Alegre, retorno para Caxias, etc. e tal. E essa placa estava toda pichada, estava escrita, a gente quase, não se conseguia ler, não se conseguia ver nada. E eu pensei justamente sobre isso, isso não é criança que faz isso é de adolescente para adulto e essas pessoas votam, essas pessoas votam. Como é que nós podemos querer mudar a cara do nosso país, já vou encerrar, como é que nós podemos querer mudar a cara do nosso país. Se está ali um patrimônio público, está ali para ajudar as pessoas e está sendo depredado. Era isso, obrigado.

2ºVICE PRES. ALBERTO MAIOLI: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores, com a palavra o Ver. Fabiano André Piccoli, espaço de Liderança.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Vereador Presidente, só para completar as colocações da Ver. Eleonora Broilo, a Senhora sabe que quando eu era secretário nós fizemos a parceria com o SICREDI para colocar aquelas, aquele conjunto de sinalizações de Caravaggio, dos três caminhos. A grande preocupação do SICREDI era essa, era a preservação e até tinha uma, uma clausula no contrato, que tem um tempo que eles têm que, se eu não me engano sã 10 anos, de que se houver pichações ou depredações eles têm que trocar. Faz três anos que foram colocadas, nenhuma, nenhuma teve qualquer dano, qualquer uma pedra que seja de depredação. E isso acaba surpreendendo de uma forma positiva, por que a gente espera sempre o pior. E as sinalizações também que nós colocamos no interior, eu não vi, eu ando pelo interior, elas continuam, não tem depredação. Então não dá para explicar algumas, o porquê fazem algumas e outras não, um grande medo que nós tínhamos é aquele painel no acesso secundário para Caravaggio que tem a imagem de Nossa Senhora com a iluminação, também de que fosse pichado, mas felizmente não foi. Então acredito que ainda é a exceção às pichações, as depredações, mas é uma questão cultural, se a questão, se a pessoa não consegue cuidar do patrimônio que é público, que é dele também, que esperança a gente pode ter né. Mas é um trabalho que dever ser feito com educação, um trabalho de conscientização e de integrar também as pessoas que estão próximas para que cuidem, que tomem para si aquela placa para que também cuide. Porque às vezes, e na, quem vem de São Marcos para Caravaggio, tem algumas, nas placas nas frentes das residências que o pessoal planta grama, planta flores, cuida, então aquilo, da ideia de quem um dono. E aí elas, parece que afasta as pessoas, então agora tu pega algumas placas, principalmente nas rodovias, tomada de mato, abandonada, parece que é um convite para as pessoas irem lá e depredar, então talvez esse sentimento de posse contribui para que haja o vandalismo né, era isso Senhor Presidente, obrigado.

2°VICE PRES.ALBWERTO MAIOLI: Com a palavra o Ver. Odair Sobierai.

VER. ODAIR SOBIERAI: (inaudível) presença aí. Eu só queria falar sobre a minha viajem a Brasília, com a companhia do nosso Vice-Prefeito, (inaudível) prestação de contas das visitas que a gente fez lá. Na verdade foi uma semana de recesso da Câmara, mas uma semana que não estava planejado, foi decidido nos últimos dias, mas em si a gente fez uma visita em 5 ministérios. Onde a gente conseguiu conversar com os, não com os ministros, mas com os secretários direto, com a visita na Secretaria da Agricultura onde a gente encaminhou a documentação para uma Emenda de R$ 250.000,00 que é uma reforma, uma reforma da Praça se eu não me engano é Flores da Cunha, aquela do Vagão de Trem né, que vai ser revitalizada para a Feira do Agroecológico. Foi encaminhado a documentação para uma escavadeira hidráulica um trator de esteira, no Ministério da Agricultura, tanto que o Secretário que nos atendeu, ele disse que, na verdade no dia separemos essa documentação, que as duas até o final do ano com certeza não viria, mas uma estaria garantida sim, no final do período eleitoral. No Ministério do Esporte também a gente foi lá confirmar e levar um pouco, alguma documentação que estaria faltando sobre R$250.000,00 que viria para a construção da pista atlética no campo, no Estádio das Castanheiras. Também passamos no FNDE onde tem pedidos de reformas e construção de 10 escolas e também foi discutido e pedimos como é que estava à discussão das duas creches, aquela que estão iniciadas e não concluídas. E nos deram, a conversa que eles falaram para nós é que serão retomadas as tratativas assim que, se fosse resolvido judicialmente. Por que todos os municípios da região aí colocaram essa empresa na justiça, assim que for resolvido judicialmente, serão retomadas as tratativas. No Ministério do Turismo também foi encaminhado à documentação, da questão da construção de um Pórtico em Nova Milano, pista de caminhadas e mais. E também o Ministério da Cultura onde estaria encaminhando o projeto sobre a Casa da Cultura. Quero dizer que talvez, essa visita dentro dos Ministérios ela é tão salutar, por que indo lá e contando um pouco da sua história da cidade, eles dão uma atenção maior, do que com um Deputado que está lá, mas não conhece tanto a história da cidade, então a atenção que eles dão é bem maior indo lá e conversando. Era isso Presidente, um aparte o Ver. Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Ver. Odair Sobierai. É só uma dúvida. Dessas documentações que vocês levaram, quais são vinculadas a emendas parlamentares? Que daí isso é certo que sem a emenda do Deputado esse a gente não precisa se preocupar de fica lá toda hora batendo na porta né.

VER. ODAIR SOBIERAI: Na verdade todas elas são. A maioria são vinculadas a Deputados né. Tipo assim aquela do Esporte e a praça é vinculada a um Deputado, aquela da escavadeira e o trator, não. Aquela lá é via ministério mesmo que vem para via, ministério via secretaria da agricultura.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Com a palavra o Ver. Aldir Toffanin.

VER. ALDIR TOFFANIN: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, demais que nos acompanham. Ver. Jorge Cenci amanhã mesmo vamos tentar levar, usar nossa pequena influencia, e vamos levar o responsável lá para ver se esse problema seja resolvido. Não dá para admitir que desde abril tenha esse oficio lá e não tenha dado uma resposta aí, tchê. Ver. Eleonora Broilo, uma sugestão desse Vereador em conjunto com o Ver. Fabiano, quem sabe a gente faz um requerimento verbal, com a concordância dos Vereadores, convidando a Secretária da Saúde para vir a essa Casa, de preferência a semana que vem. Para nos dar uma explicação de como esta a campanha de vacinação sobre a gripe, que ações estão sendo tomadas. Não pode? Então fizemos o requerimento na próxima semana. Acho que é importante ela vir aqui para dizer que ação esta sendo feito realmente para evitar isso aí. Nós podemos fazer o requerimento na semana que vem né, então. Vereador Jonas Tomazini, não sei se esta aí o Requerimento 107. É 107 me entregaram aqui uma cópia que seria, que até pede para os Vereadores e o Senhor Prefeito se explicar. Lhe parabenizar pela sua atitude de já se adiantar né. 107 eu tenho aqui, lhe parabenizar pela sua atitude de já se adiantar com a documentação né. Eu acho que é importante isso aí quando for votado, possivelmente a semana que vem também. Para que todos tenham a oportunidade de se explicar. E concordo plenamente com o Senhor, se alguém usou dinheiro publico tem que, no mínimo, se explicar e até devolver aos cofres públicos. Dizer que somos completamente favorável a essa ação aí, que seja resolvido, explicado, porque não os Vereadores, mas a comunidade esta pedindo uma explicação sobre isso. Era isso Senhor Presidente. Muito Obrigado. Um aparte para o Ver. Fabiano André Piccoli.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Um aparte Ver. Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Ver. Odair, Ver. Aldir Toffanin. É, estava com o Ver. Odair Sobierai na cabeça. Em relação ao convite para a Secretária acho que é importante Ver. Eleonora Broilo, porque é a 3ª vez que a Senhora menciona nesse assunto. Eu encontrei ela no final de semana passado e eu perguntei se a comissão de saúde teria contatado ela ou se teria chego até ela as preocupações da Câmara de Vereadores através das suas palavras. E ela disse que sim, e que teria conversado e que teria dado algum retorno sobre as ações. Foi uma conversa rápida em uma janta e na fila de se servir. Então acredito que as preocupações continuam, os números continuam aumentando. Ela como a responsável pela pasta, ela vem aqui então e a gente vai tecer todos os comentários, todas as preocupações e vamos sabatina-la e ver o que esta sendo feita. O que esta sendo feito, o que a gente sugere que seja feito e o que pode ser feito para que essa situação diminua e pelo menos as preocupações, que são pertinentes da Senhora, elas possam; A Senhora possa dormir tranquila, olha ‘esta sendo feito alguma coisa para resolver o problema’. Obrigado Senhor Presidente. Obrigado Ver. Aldir Toffanin.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Com a palavra o Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores. Cumprimentar aqui o Cignaghi, o Andrighetti, o Menzen. Dizer que se nós convidarmos a Secretária vai mais 15 dias; daqui um pouco termina o inverno e não fizeram nada. Então Ver. Eleonora Broilo pode vim a Secretária aqui, mas 2ª feira nós temos uma Sessão fora da Câmara que eu vejo que não vem a Secretária.  Então mais 15 dias e aí mais 7 dias para vim a outra, são 20 dias né. E acho que deva ser urgente essa situação. Bom se amanhã não sei. Mas enfim na 3ª, eu estou falando pelo Regimento Interno. Aqueles que disseram que eu tinha que ler e eu li. E vou dizer aqui Ver. Jonas Tomazini, o Senhor esta fazendo correto quem não está fazendo, correto é um Vereador chamado, licenciado chamado Catafesta que foi sim com dinheiro publico e tem que dizer. E nós aqui não vamos querer só que ele traga aqui os documentos. Nós vamos querer que esta Casa encaminhe isso para o Tribunal de Contas e vou gritar, que nem ele disse que eu grito, e grito mesmo para o Tribunal de Contas e o Ministério Publico para que seja avaliado lá. Porque ele disse que vai com o dinheiro publico aonde ele quiser, não vai mesmo! Tanto é que foi para Imbé e teve que devolver, foi para Imbé dizendo que foi ver o relógio ponto e na verdade foi em um compromisso do partido dele. Mentiu para essa Casa e nesta ultima vez nem mentir para a Casa não mentiu. O que ele fez foi tentar fazer tudo que fez escondido, porque nem prestação de contas para essa Casa não fez. Então para cada assunto aqui nós temos algo para falar hoje. No que diz respeito Ver. Odair Sobierai, quando eu vi a entrevista do Vice-prefeito Pedro Pedrozo de Brasília, eu achei que Brasília ia despencar aqui em Farroupilha. Digo vem tudo para cá. Porque, e eu vou dizer que bom que foi para lá Vereador. Que bom que o Senhor inclusive foi junto para ouvir as coisas lá, para passar os Ministérios. Mas a facilidade com que transparece isso para a comunidade ou algumas coisas que nós sabemos que já está encaminhado inclusive é uma coisa fantástica. Só que o Vice-prefeito esquece de cuidar aquilo que já está aqui em Farroupilha como, por exemplo, a Rua Gerônimo Francischini; vou ter que falar de novo da Gerônimo Franceschini. Está lá com uns tubos colocado no meio, o Dep. Marcio Biolchi conseguiu aquela verba já fazem 2 anos. Ficaram um ano para encaminhar o projeto certo, quando encaminharam o projeto estava errado e ficaram de encaminhar de novo. E aí encaminharam, mais 9 meses, e a obra tem que dar inicio de obra. Gente está lá uns tubos no meio da rua e não conseguem fazer aquela rua, que são trezentos ou quatrocentos metros de asfalto. É uma vergonha mesmo. Ver. Aldir Toffanin se o Senhor puder anotar mais uma placa, lá na Colombo passa embaixo do viaduto e vai para frente um pouquinho, para quem entra no Bairro Medianeira Ver. Jorge Cenci, deve fazer uns 5 meses que tem aquela placa lá: “cuidado obras”. É uma boca de lobo e uma, ali deve ter uma galeria que tem que ser arrumada. Esta lá aquela placa. Por isso eu digo cada coisa que foi levantada aqui pode vim mais um assunto em cima. Então tem mais uma placa lá se o Senhor puder dar mais uma olhada, nós gostaríamos também. E uma das situações que o Vereador Jonas Tomazini levantou, nós tivemos aqui nesta Casa uma audiência publica aonde, inclusive alguns, algumas pessoas que participaram inclusive o Senhor Menzen estava aqui. Hoje ele não pode se manifestar, mas naquele momento se manifestou, mesmo que não fosse da pauta a questão do recolhimento do lixo e sim era a questão das glebas, mas foi dado algumas sugestões inclusive através da fala dele, da cobrança da taxa de lixo para terreno baldio que nunca foi cobrado. Aonde tem duas residências, se cobra dois; aonde tem uma residência é claro que é um, mas aonde não tem residência eles cobram também. Então quer dizer, se tu tens duas residências tu paga dois, agora se não tem residência, tu tens que pagar um mesmo. Porque não, e isso fica sugestão talvez para o ano que vem, porque não esta taxa de lixo, então se querem realmente cobrar a taxa de lixo, porque não ser uma taxa bem menor do que é aonde tem uma residência. Pelo menos está dizendo ‘oh nós vamos cobrar taxa de recolhimento de lixo, mas ela é menor’. Se eu pago R$180,00 para recolhimento em 3 dias, eu vou pagar R$20,00 aonde não tem casa.  E nós fizemos Senhor Presidente, para encerrar, nós fizemos algumas sugestões referentes ao projeto. Nós não estamos dizendo que o projeto é ruim. Nós estamos dizendo que o projeto pode melhorar um pouco, conforme está escrito aqui, mas ele ainda não é o ideal. Do que jeito que esta eu não voto dando um cheque em branco para a Prefeitura. Já fiz isso no passado e me arrependo, quando eu confiei na questão da reforma administrativa. Agora nós fizemos sugestões Ver. Aldir Toffanin, o Senhor estava aqui também, acho que tem que ser levado ao Executivo. Assim como o Presidente na hora da audiência, era o Ver. Tadeu Salib dos Santos, conduziu muito bem o trabalho, mas que fosse repassado aquilo. O Ver. Alberto Maioli que estava aqui presente também né. Que fosse encaminhado às sugestões que agente deu para o Executivo para ver se muda alguma coisa no projeto. Obrigado Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: A palavra continua a disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, demais pessoas que nos acompanham, colaboradores da Casa. Sobre esse Requerimento 107 que veio, até eu já estive na Secretaria pedindo a ata de 2ª feira aonde o Ver. Tadeu Salib dos Santos se pronunciou na tribuna e depois eu aqui neste microfone para ter a certeza do que a gente falou. Não é um Requerimento, é Pedido de Informação; Pedido de Informação. E aqui foi muito bem colocado, o Presidente Thiago Brunet estava na mesa como Presidente, eu imaginava, o Ver. Tadeu Salib dos Santos imaginava, que ia ser encaminhado pelo Jurídico da Casa para fazer o Pedido de Informação. Pela minha surpresa hoje a tarde a Dra. Michelle me liga pedindo se ia ser feito por mim, pelo Vereador Tadeu Salib dos Santos, pela Casa. E esta gravado isso aí, está gravado em ata. Mas tudo bem teve um equivoco aí, não sei de quem tá, mas isso aqui eu pedi para o Ver. Tiago para não colocar em votação hoje, deixar na Casa para retirar na próxima 2ª feira. E já peço para o Jurídico da Casa entrar em contato com o Presidente para fazer o Pedido de Informação por escrito, por escrito. Ver. Jonas Tomazini o dia que o Senhor recebeu, o local que o Senhor recebeu, a cidade que o Senhor recebeu, tudo certinho. Se foi com dinheiro publico, se foi com seu dinheiro, que venha toda a documentação. E foi falado aqui que nós não vamos julgar ninguém, nós não temos poder de julgar, nós temos poder de fiscalizar. E aqui nós não estamos, eu ao menos e o Ver. Tadeu Salib dos Santos, não estamos caçando as bruxas. Eu acho que é um bom serviço que nós vamos prestar nessa Casa para todos os envolvidos citados. E vou citar aqui, Ver. Jonas Tomazini; Secretário, Vereador licenciado, Secretário Fernando Silvestrin; Ver. licenciado, hoje Secretario Sedinei Catafesta e o nosso prefeito Claiton Gonçalves. Depois dessa documentação na Casa, vai ser encaminhado para o Tribunal de Contas e para o Ministério Publico, é lá que vão dizer o que está certo e o que está errado.  Quem fez uso do dinheiro publico ou não fez. Porque não podemos colocar todo mundo no mesmo balaio. Agora se tiver que ir todo mundo para o mesmo balaio vai entrar no mesmo balaio, mas acredito que não. (inaudível) até do Prefeito Claiton Gonçalves que eu já vi entrevista dele tá, mas a população aí fora Presidente Alberto Maioli, estão questionando que a pessoa vai viajar dá uma entrevista na rádio e fica por isso mesmo. Mas os Senhores Vereadores, Ver. Josué Paese Filho, tu tem algum documento que diz lá que realmente não tem nada que ver com o Poder Publico e nós temos que ter isso. Por isso foi uma ideia de eu o Ver. Tadeu Salib dos Santos falamos com o Presidente que seja encaminhado pela mesa; e segundo o Presidente, ele concorda destas 3 pessoas aqui: o Prefeito, o Ver. Jonas Tomazini e o Secretário Silvestrin. Porque do Catafesta ele disse que não estava aqui naquela época, em 2014 acho que foi né. Mas é coisa que passou pela Casa. Agora se o Presidente tem todo o direito, o Presidente tem todo o direito como qualquer Vereador tem o direito de não assinar depois se for necessário tá. Aí nós vamos encaminhar o problema do Catafesta então não pela mesa, mas sim pelas bancadas que acharem que é prudente encaminhar ao Ministério Publico. Volto a dizer, eu não estou perseguindo ninguém; eu quero clareza e dar uma satisfação aí fora Presidente para a população. Muito obrigado.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: A palavra esta a disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Tadeu Salib dos Santos sempre com aquela bela oratória.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Eleonora Broilo. As pessoas que permanecem ainda aqui conosco, os colaboradores da Casa. Quando eu me manifestei na semana passada em que eu citei que o Ver. Jonas não estava na Casa, mas se estivesse não teria constrangimento nenhum de pedir a ele, de uma forma verbal aqui, que ele nos falasse de como foi procedido o recebimento. E ao mesmo tempo eu dei ênfase e coloquei que isto era uma forma de a Câmara de Vereadores ter na palavra do Vereador que era citado entre os nomes e também do Vereador licenciado que esta no Executivo e do próprio Executivo, de poderem dar uma explicação não generalizando isto a classe política de uma forma, de uma forma errônea. Porém o que eu frisei também é de que era uma forma até de defesa, de defesa. Porque se a pessoa fez, tem a ciência e a consciência de que não o fez, não o fez ferindo os princípios do que é publico, ele teria também a oportunidade de se defender através de um documento oficial enviado a esta Casa. E pedi também que fosse colocado de uma forma bem transparente aonde que o pedido deveria ser feito pela mesa diretora da Casa oportunizando a todos os partidos, independente de cada Vereador, de colocar ali o seu nome ou de não colocar naquele momento. De participar do Pedido de Informações ou não participar. Desta forma não me foi surpresa de que o Vereador chegando a esta Casa hoje demonstre duas coisas; a primeira que ele estando justificado a sua ausência na Casa, ele sabe de todo o conteúdo da Sessão que ocorreu na sua ausência. Então ele estava acompanhando todo o nosso trabalho não era pela ausência, mas sim pela distância que o impedia de estar aqui de que ele não estaria participando e já providenciando de forma antecipada a oficialização desse pedido, toda a documentação inerente porque a sua consciência diz que ele não tem nada a temer. Eu cedo um espaço Presidente ao Ver. Arielson Arsego.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Um aparte ao Ver. Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Obrigado pelo aparte Vereador. Somente me permite parabenizar a Ver. Dra. Eleonora Broilo pelo aniversário e também dizer o seguinte. Que neste requerimento o que Ver. Josué Paese Filho falou que deveria ser um Pedido de Informação e é o correto, porque nós queremos saber algumas coisas, então é um Pedido de Informação. Acho que o Presidente não deve deixar fora o Vereador Catafesta até porque ele poderá com isso dizer que não teve a possibilidade de fazer a sua defesa. Somente para esclarecer isso e acho que deve constar o nome do Vereador licenciado sim. Obrigado pelo aparte.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Obrigado pela contribuição Ver. Arielson Arsego. Ver. Josué Paese Filho também solicitando um aparte. Um aparte ao Ver. Josué Paese Filho Presidente.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Um aparte ao Ver. Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado ao Vereador Tadeu Salib dos Santos. Eu fiquei de vir amanhã nesta Casa e convido os lideres de Bancada, de todas as Bancadas, os Vereadores que quiserem vir, para falar com nosso Jurídico para ver se cabe o Pedido de Informação nesse caso com o Executivo ou não. Então tem que esclarecer bem esta situação tá e depois então fazer o encaminhamento correto como tem que ser feito. Obrigado. Obrigado pelo aparte Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Ok. Obrigado Ver. Josué Paese Filho. O que eu quis dizer na minha fala de que a importância do comprometimento naquilo que fizemos e naquilo que estamos fazendo. Ver. Jonas Tomazini obrigado pelos exemplos da sua participação, mesmo ausente, e também da sua contribuição em defender os nomes dos seus colegas desta Casa bem como o seu, a bem da verdade em qualquer situação. Obrigado Senhor Presidente era isso.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Um comunicado do Ver. Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO ANDRÉ PICCOLI: Obrigado Senhor Presidente. Eu só queria agradecer ao Ver. Tadeu Salib dos Santos hein Ver. Jonas Tomazini, por ter nos representado e ter representado a Comissão de Finanças e Orçamento na ultima audiência publica. O Ver. Jonas Tomazini como Vice-presidente estava em curso e eu estava com atividade na escola do Benjamin. Então agradeço sei que conduziste da melhor maneira possível e foi muito bem conduzida. Então agradeço mesmo, falaste em competência e tiveste muita competência também para conduzir a audiência publica.  Muito Obrigado. Era isso Senhor Presidente.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Obrigado e a palavra esta a disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado Senhor Presidente. Primeiro parabenizar a Ver. Eleonora Broilo pelo aniversário e dizer que sim sou a favor do Pedido de Informações. E Ver. Jonas Tomazini previamente já fez, disse aqui e deixou registrado na Casa das suas diárias, de tudo; então assim que os outros façam também. Não estamos aqui de maneira alguma julgando nenhum deles, mas a gente encaminha as pessoas para que possam fazer a sua análise e pronto. Sou extremamente a favor então estou junto na batalha e eu acho que isso aí é extremamente importante e que inclua todos, que incluam todos, todos que estão envolvidos. Seja feito Pedido de Informação a todos e que todos tragam as documentações, as informações necessárias para que seja feita a análise e digam pronto, tudo bem está de acordo. Estão liberados. Era isso então Senhor Presidente, só para manifestar a minha intenção de que deve sim ser feito o Pedido de Informação.

2º VICE-PRES. VER. ALBERTO MAIOLI: Obrigado Vereador, a palavra continua a disposição dos Senhores Vereadores. Se nenhum Vereador quiser fazer mais uso da palavra declaro encerrado os trabalhos da presente Sessão. Passamos, encaminhamos as. Comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento os PL 054/2018 e PL 055/2018. Nada mais havendo declaro, em nome de DEUS, encerrado os trabalhos da presente Sessão Ordinário. Muito obrigado, boa noite e que DEUS abençoe a todos nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Thiago Pintos Brunet

Vereador Presidente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Odair José Sobierai

Vereador 1º Secretário

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.