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04/07/2022 08:39:02 - Farroupilha / RS
Acessibilidade

Ata 4153 – 25/10/2021

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sra. Eleonora Peters Broilo.

 

Às 18 horas a senhora 1ª vice-presidente vereadora Eleonora Peters Broilo assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes vereadores: Calebe Coelho, Clarice Baú, Cleonir Roque Severgnini, Davi André de Almeida, Eurides Sutilli, Felipe Maioli, Gilberto do Amarante, Juelci de Souza, Juliano Luiz Baumgarten, Marcelo Cislaghi Broilo, Mauricio Bellaver, Sandro Trevisan e Tiago Diord Ilha.

 

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Senhores vereadores, boa noite a todos. Declaro abertos os trabalhos da presente sessão ordinária. Verificando o quórum, estamos com 14 vereadores, com a ausência justificada do nosso vereador-presidente Tadeu Salib dos Santos. Então iniciamos a nossa sessão ordinária de 25/10/2021. Em aprovação as atas nº 4.147 de 27/09/2021 e nº 4.148 de 28/09/2021. Os senhores vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovadas por todos os senhores vereadores. Neste momento por uma questão de urgência do nosso convidado, ao qual eu tenho o orgulho de apresentar, o doutor Rodrigo Krás Borges, nós vamos com o acordo de todos os senhores vereadores nós vamos trocar o protocolo desta Casa. O expediente desta Casa que seria lido neste momento passará a ser lido depois da apresentação do nosso convidado que falará sobre fibromialgia. E de imediato, se os senhores estiverem de acordo, todos estão de acordo? E de imediato então convido o nosso convidado o doutor Rodrigo Krás Borges, nosso reumatologista, para explanar sobre a síndrome da fibromialgia, seus sintomas e tratamentos. De imediato, convido para que ele pelo tempo de até 30 minutos possa fazer uso da palavra. O senhor pode ocupar a tribuna. É um prazer tê-lo conosco, boa noite.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Boa tarde a todos. Gostaria de dizer a vocês que é uma grande honra estar aqui hoje, agradecer muito ao convite da Câmara de Vereadores especial a minha colega e amiga Eleonora, vereadora Clarice e aos demais integrantes. O propósito da minha presença aqui hoje eu julgo muito importante, muito nobre, porque essa doença realmente ela é extremamente relevante no cenário não só da reumatologia, mas da medicina de uma maneira geral em virtude da abrangência que ela pode ter tanto no sentido de muitos sintomas associados à dor. Dor não é o único problema aqui, mas também a relevância social que ela tem. Impacto de qualidade de vida do paciente, impacto socioeconômico importante, aumento do custo de utilização dos serviços de saúde e impacto numa série de esferas. Isso tudo a gente consegue melhorar e otimizar se a gente entender bem a doença como que a gente pode abordar ela da maneira adequada, o quê que a gente pode fazer para não perder tempo, não maltratar o nosso paciente e tornar nossa abordagem mais eficiente. Então vou tentar não ser muito técnico, certo, estou à disposição se por algum motivo alguém não entender termo pode me interromper, não tem problema nenhum, a gente conversa para esclarecer. Mas o objetivo não é esgotar o tema é colocar alguns aspectos importante da doença e depois eu me colocar à disposição de vocês para eventuais perguntas. Eu moro em Farroupilha desde 2007, só para falar um pouquinho de mim, comecei minha formação na medicina na Universidade de Caxias do Sul, sou de Porto Alegre, mas já conheço a Serra desde 97 e gostei muito de morar aqui e tive um enorme prazer em poder voltar e atuar aqui; concluí minha formação na Pontifícia Universidade Católica, fiz a minha residência médica em clínica e depois em reumatologia no São Lucas da PUC e o mestrado da mesma forma. E hoje eu dou aula na UCS, a casa aonde eu aprendi a ser médico, então é uma grande honra, inclusive a doutora Eleonora foi minha professora lá também. Então nosso planejamento é mais ou menos esse eu queria colocar algumas questões de conceito da doença para vocês, algumas situações que podem estar associadas ao surgimento dela por menos que se entenda uma causa específica do porque que ela realmente surge, mas se conhece algumas, alguns fatos, alguns agentes etiológicos que podem contribuir para o surgimento dela, aspectos epidemiológicos e socioeconômicos, algumas questões de quadro clínico e tratamento. Mas vou tentar não ser muito técnico, muito massivo, uma coisa bem leve para gente entender um pouquinho melhor da doença. É bem assim que o paciente se sente quando ele tá desamparado do ponto de vista de ter muitos sintomas e não ter um diagnóstico. O paciente ele tem um dolorimento generalizado pelo corpo que é o carro chefe de sintomas da doença, mas ele tem uma série de outras situações que também podem afetá-lo como problemas de intestino, dores de cabeça, formigamento pelo corpo, situações de estresse e ansiedade. Isso forma um círculo vicioso na vida desse paciente que joga ele muito para baixo. Então a grande, o grande ‘x’ da questão e agente entender a doença sabe fazer o diagnóstico correto e poder abordar ela da melhor maneira possível para que esse paciente não fique assim, porque isso traz um prejuízo enorme na vida dele e das pessoas que convivem com ele. Então esse é o conceito da doença é uma síndrome que causa dor musculoesquelética crônica generalizada, grifei as duas palavras ali, porque realmente são elementos importantíssimos dessa doença; é uma doença que ela é crônica. O paciente não sabe dizer para a gente desde quando tem dor. “Ah, é muito tempo, faz muitos anos”. Ele não consegue definir: “não doutor eu tenho dor faz quatro meses, faz cinco meses”. Não, nessa doença o paciente não consegue dizer a quanto tempo ele tem essa dor. E é uma dor que é pelo corpo todo costuma ser relatada como um cansaço dolorido usando as palavras bem bem assim coloquiais, o paciente diz que “dói a carne”. Então ele tem uma dor um cansaço dolorido que caminha pelo corpo; essa doença ela não é inflamatória, isso é uma situação extremamente importante do ponto de vista de diagnóstico, porque isso separa muito o joio do trigo na seara de possibilidade de diagnósticos. E é uma doença que se associa como falei antes para vocês a cefaleia, depressão, fadiga, paciente está cansado e não sabe por que está cansado. Então essa doença é extremamente incapacitante nesse sentido e outros sintomas mais que a gente vai ver na sequência. Existem algumas situações que se associam com o surgimento dela ou que contribuem para que ela se perpetue em algumas pessoas e em outras não; lógico o ser humano extremamente né diferente um do outro e a gente sabe que existe uma situação que se forma no organismo do paciente para ele ter essa dor crônica que é uma alteração no processamento de dor no sistema nervoso central. Como se fosse o ‘chipzinho’ dele lá no sistema nervoso central né quando a gente fala do cérebro mesmo na parte do das tolerâncias de dor esse paciente passa a suportar menos a dor; um mínimo estímulo é suficiente para causar dor crônica nesse paciente. E a gente sabe que existem algumas situações que contribuem para isso, fatores ambientais são extremamente importantes, a gente sempre buscar um gatilho; às vezes é uma decepção amorosa, um problema no trabalho, um acidente de trânsito, uma perda familiar, alguma situação que tire o paciente do seu da sua situação de equilíbrio. E a partir disso, com uma certa contribuição dos fatores genéticos se sabe que até 8 vezes mais pacientes têm histórico de fibromialgia na família podem ter/desenvolver o quadro, isso se perpetua num processo de estado de dor crônica generalizada tá. Essa figura é para que a gente né reforce que sempre tem que se tentar buscar o gatilho do paciente, porque aqui vai começar a nossa abordagem. Não adianta eu tratar o sintoma e não tratar a origem dele tem que entender da onde que ele vem. Utilizando um exemplo, por exemplo, uma mulher que sofre uma agressão em casa, adianta eu tratar a dor dela se o problema dela não é esse está em casa. A dor simplesmente é um alerta, é um aviso de que a vida dela está errada, porque tem situações que estão deixando ela assim. Então só usando como exemplo. Os gatilhos sempre são extremamente importantes e digo para vocês agora por experiência de consultório, que eu tenho alguma já, quase sempre tem o gatilho, quase sempre tem o gatilho. Se a gente só tratar o sintoma é como se a gente tratar uma plantinha tratando a folha e deixando a raiz doente; então a gente tem que ir atrás do gatilho sempre. Esses aspectos são extremamente importantes para que vocês entendam a relevância da doença; então ela afeta até 5% da população geral no mundo, é a terceira condição reumática do mais frequente do ponto de vista de causar dor, o pico da doença entre 35 e 45 anos de idade. Essa doença ela é muito antiga, se sabe que ela tem muito tempo por relatos já de papiros, de documentos históricos; desde 1592 a gente encontrou relatos, a gente, os pesquisadores encontraram relatos de pacientes e de pessoas que se queixavam de sintomas que realmente eram muito sugestivos da fibromialgia. Lógico, olhando sempre o filme de trás para frente já utilizando o fato de a gente conhecer hoje a doença e analisando o que se tinha antes. Mas a partir de 1990 é que a otimização do diagnóstico foi bem maior e bem melhor e a gente sabe que realmente essa doença ela é mais comum nas mulheres, até seis vezes mais frequente nas mulheres. Aqui destaco uma situação que é a seguinte, não sei se é só se é só pelo fato de serem mulheres ou porque a mulher ela é mais observadora dos seus sintomas né. No meu consultório no dia a dia seguido quando eu atendo o homem, normalmente ele já tem uma doença que ele vai ignorando seu sintoma e vai indo no limite e a mulher é mais perceptiva, ela consegue ir atrás antes. Então talvez não seja assim uma coisa assim só intimamente ligada ao sexo, mas pela questão de percepção dos sintomas também. É uma doença de distribuição universal então a doença tem a mesma prevalência aqui em Farroupilha, em Xangai, em Londres, em Nova Iorque, em Porto Alegre, São Paulo, não existem peculiaridades regionais dessa distribuição da doença. Aspectos socioeconômicos extremamente importantes que eu contei para vocês já no início. Então se estima, desculpe, que o paciente com fibromialgia gere até 3 vezes mais custos em saúde pública quando a gente compara com paciente que não têm a doença, isso tem uma relevância extremamente importante se a gente colocar aquela estatística de antes que é uma doença que afeta até 5% da população no mundo então dá para se imaginar o quanto que tem de gasto. Trouxe alguns dados mais específicos de determinados países, é uma doença difícil de ser estudada, a gente não tem uma estatística boa no Brasil. Vocês podem dizer “poxa e no Brasil qual é que o dado?” A gente usa estatística de fora; mas como a gente também sabe que é uma doença universal, a gente pode extrapolar o resultado para cá também. Então a estimativa na Espanha de 12, quase 13 milhões de euros por ano se gasta em fibromialgia e na Holanda € 7.000,00 em média de custo anual por paciente com fibromialgia. Infelizmente a gente tem esse dado de 9% a 26% de afastamentos por incapacidade, seja ela temporária ou definitiva em função da doença; muitos desses casos provavelmente ocorreram por atrasos de diagnósticos, tratamentos equivocados/desnecessários que acabaram culminando nesse afastamento, certo. Esse é um número que é muito ruim, porque o paciente com fibromialgia ele piora muito quando ele fica parado, piora muito quando ele fica parado, ele fica em casa muitas vezes o problema dele está em casa e não fora. E aí claro ele não consegue trabalhar, porque ele tem dor ele tem incapacidade de produzir e aí ele acaba tendo essa limitação e ele não melhora por isso, inclusive piora. O equívoco diagnóstico realmente é uma situação extremamente ainda frequente, eu atendo ao SUS lá na Universidade de Caxias do Sul e a gente recebe muitos pacientes com atraso no encaminhamento por uma série de fatores e isso gera utilização inadequada do recurso de saúde. Esse paciente busca muito a atenção primária, porque está com crise de dor faz exames desnecessários e infelizmente muitas vezes agora a gente fazendo uma mea culpa, o paciente não é examinado na maneira adequada, não é escutado da maneira adequada e aí o quê que acontece? Se gera uma solicitação de um exame que não precisaria ser feito. Paciente recebe um tratamento para o sintoma e não se trata a doença e isso tudo vai onerando o sistema, e a gente consegue melhorar muito esses custos, esses gastos se a gente direcionar eles de uma maneira adequada. Então isso aqui é tudo que a gente não quer no paciente com fibromialgia: que ele fique em casa sofrendo, calado e cheio de remédios. Falando um pouquinho do quadro clínico da doença então sem querer ser cansativo, mas dor crônica generalizada é o carro chefe e estes são os sintomas que a gente considera como sintomas satélite que muitas vezes são coadjuvantes, mas em algumas situações até se tornam atores principais da doença pela importância que eles têm. E isso reforça o fato de que não é o reumatologista que é o médico que atendeu o paciente com fibromialgia, é clínico, é o gastro, é o ginecologista, é o ortopedista. Ela não é uma doença de exclusividade do reumatologista, certo. Vejam a heterogeneidade de sintomas. Paciente tem distúrbio de sono, ele dorme mal, o sono dele é superficial, não descansa, esse paciente ele acorda cansado; por mais que ele durma ele não consegue repor a energia dele durante a noite, porque ele tem alterações das fases de sono e ele não consegue descansar. O intestino dele funciona mal, ele tem síndrome do intestino irritável, às vezes o paciente tem constipação que é o intestino trancado, às vezes ele tem momentos de diarreia. Depressão e ansiedade são condições extremamente associadas à doença; não são obrigatórias, a gente não pode enxergar o paciente com fibromialgia como um deprimido e rotulá-lo dessa maneira, mas que realmente é uma condição extremamente associada a isso é. Fadiga, parestesias, que são os formigamentos pelo corpo, também são sintomas extremamente frequentes. Crises de dor de cabeça novamente com padrão de enxaqueca. Território de disfunção de articulação temporomandibular entrou o dentista na história também que às vezes faz uma plaquinha, ajuda o paciente. Enfim existe toda uma abordagem extremamente ampla desse paciente. Alterações cognitivas: eles perdem memória, eles não concentram com facilidade, eles não conseguem absorver conteúdo se eles estão em crise, se eles estão mal tá. Então são uma doença extremamente heterogênea numa série de sintoma. Esses pontos dolorosos é uma coisa bem clássica da doença que veio naqueles critérios de 1990 que otimizou o diagnóstico. Hoje em dia a gente não considera isso como essencial, mas isso é a essência, é o carro-chefe da doença, o paciente tem dor nos 4 quadrantes do corpo de maneira crônica. Esses pontos a gente testa quando examina o paciente a gente exerce uma mínima pressão nessas regiões e essa mínima pressão causa uma reação de dor no paciente que não deveria ocorrer numa situação normal. Então esse paciente ele tem um limiar baixo para dor, ele não tolera dor, ele não tem resistência para a dor; então a gente faz uma mínima pressão nestes pontos e o paciente muitas vezes até faz um solavanco para trás pela dor e a pressão que a gente exerce é extremamente leve. Então é uma situação, uma reação desproporcional. Não existe um exame específico para diagnosticar essa doença, isso é uma coisa que gera uma angústia no paciente, uma necessidade dele ter um teste que venha escrito ‘você tem fibromialgia’. Isso não existe em fibromialgia. O diagnóstico é clínico pela história do paciente, pelo exame físico e pela exclusão de determinadas doenças que podem se parecer com a fibromialgia que podem dar dor crônica, mas que tem outros aspectos. Então a gente só vai fazer um diagnóstico adequado se agente escutar o nosso paciente, se a gente examinar o nosso paciente; se a gente simplesmente pedir um exame que não tem relevância naquela situação, a gente vai acabar tratando o exame e aí começa todo o processo de erro né e que não vai ajudar esse paciente a melhorar, pelo contrário, só vai jogar ele para baixo, porque ele vai se decepcionar e não vai melhorar. Existe um perfil clínico extremamente sugestivo. Quando a gente está diante do paciente com dor crônica generalizada isso realmente, claro, com pessoas que têm uma vivência maior da doença isso se torna mais fácil, mas esse perfil clínico sugestivo ele acende a luz para que a gente realmente pense nessa doença, faça esse diagnóstico diferencial. Como é que a gente faz esse diagnóstico diferencial? Uma bateria de exames de sangue para pesquisa de alguns testes de doenças autoimunes que podem simular a fibromialgia excluindo essas situações e a gente pode bater o martelo na doença sem um teste caro, difícil, invasivo ou que gere uma radiação no paciente certo. Então ele não é difícil. Essa doença traz a essência da medicina que muitas vezes é esquecida que é história – exame físico. E esse fato que eu trouxe, peço desculpas a vocês pela pelo idioma, mas a figura é muito boa, o paciente não é compreendido e ele tem motivo para ter dor, porém essa é uma doença que ela não salta aos olhos, a gente não vê uma articulação inchada, uma deformidade grosseira e o paciente não tem credibilidade em casa. O marido não acredita, a esposa não acredita, o filho não acredita e o que isso faz? Faz o paciente piorar cada vez mais. E o quê que leva? Leva a um processo que ele vai se retraindo, ele não se queixa mais, ele vai ficando quieto e ele vai absorvendo, e isso para essa doença só é pior. O paciente precisa ser compreendido e o primeiro lugar onde ele precisa ser compreendido é em casa, no trabalho, entre amigos.  Os pacientes às vezes são “ah é a Maria das Dores”, são motivos de deboche às vezes, mas o paciente tem a doença e essa doença é um fato, não pode ser negado. Eu trouxe isso porque às vezes esse é um conceito errado tá ela não é invisível; eu trouxe justamente para provocar os senhores, essa doença ela não é invisível, ela é invisível para quem não conhece ela e não sabe enxergá-la. Ela é visível sim é só a gente escutar o nosso doente direito e pedir os exames corretos e a gente consegue enxergar essa doença, ela não é invisível. É invisível para quem não entende dela. O que a gente tem de tratamento para ajudar o nosso paciente. Esses quatro elementos eles são essenciais, indispensáveis cada um dentro da sua relevância, mas lá na ponta de cima o equilíbrio emocional é extremamente importante. Se a gente tem um paciente que tem um transtorno de ansiedade, de depressão, a gente precisa abordar esse aspecto se não a gente não vai melhorar a dor dele. As coisas estão interligadas existe um todo um sistema de engrenagem que precisa funcionar; se uma ponta não funcionar a outra também não vai melhorar. Então essa, esse aspecto é extremamente importante. A gente tem a educação do paciente como um elemento central dessa doença; o paciente tem que saber o que ele tem, porque que ele tem isso, o quê que ele pode ter de sintomas. Ele tem que saber que ele não tem algo que vai deformá-lo, que vai deixá-lo numa cadeira de rodas, isso é tranquilizador para o paciente, porque quem tem dor crônica tem medo sempre de ter alguma doença mais grave que vá torná-la inválida/incapaz e essa doença não causa isso desde que tratado da maneira adequada. Atividade física regular é essencial nessa doença; e aqui num cantinho já de propósito por mim podia fazer um triângulo pequenininho aqui e eu só não fiz porque ia desequilibrar a pirâmide: é o remédio. O remédio é o elemento menos importante nessa doença, porém tenho que dizer aos senhores que infelizmente muitas vezes os colegas dão importância para o remédio e não abordam o resto. Por que é mais fácil né pega tua caneta e escreve um receituário “toma esse remédio e vai para casa”. Não vai melhor, só vai piorar, porque não é essa a solução do paciente. Tem que ter todo um conjunto. O paciente pode precisar da medicação para tratar sua depressão, sua ansiedade, sua dor crônica, não sou contra o medicamento pelo contrário eu prescrevo, mas se a gente centralizar a doença no remédio, o insucesso é certo. E a equipe multidisciplinar é indispensável nestes pacientes. O médico é tão importante quanto o fisioterapeuta que é tão importante quanto o psicólogo que é tão importante quanto o psiquiatra que é tão importante quanto o terapeuta ocupacional. Existe toda uma equipe que precisa estar atuante para ajudar esse paciente. É lógico, nós temos vários graus de gravidade da doença. A maioria dos pacientes com fibromialgia têm sintomas mais leves, alguns doenças mais moderadas e alguns doença muito, muito, grave e incapacitante. Então a atuação desses profissionais em conjunto eles têm que estar em contato, é importante, eu preciso ter o contato com o fisioterapeuta que está atendendo meu paciente para saber como é que é a evolução dele, a psicóloga, ou psiquiatra que estão tratando tem que saber da minha parte como é que estou achando que está o meu paciente. Então a equipe multidisciplinar é indispensável nesses casos. Essa é a Associação dos Pacientes com Fibromialgia, eu trouxe essa figura porque eu achei ela bem estruturada e também o objetivo era de trazer para que vocês conheçam essa Associação também e essa troca de experiência entre eles é importante, porque eles acabam convivendo trocando experiências dos sintomas que têm e isso acaba tranquilizando e unindo o paciente, e fortalecendo encorajando ele para enfrentar o dia a dia dele. Então a gente tem apoio familiar, a medicação quando necessária, apoio do psiquiatra ou do psicólogo, a fisioterapia e o exercício físico. O exercício físico ele é um elemento importante como eu disse para vocês antes, porque ele libera endorfina, ele prepara o músculo do paciente, ele traz bem-estar, ele reduz a necessidade do uso de medicação, ele controla o peso, ele gera condicionamento cardiovascular para o paciente; não tem como tratar com sucesso o paciente com fibromialgia se ele não puder fazer, se ele não quiser fazer um exercício fisco seja ele qual for. A gente tem que respeitar as limitações de cada paciente. Não adianta eu querer insistir com um paciente “você tem que fazer hidroginástica” se o paciente tem fobia de água, não tem sentido. Isso tem que ser individualizado, não tem receita de bolo aqui. Cada paciente dentro das suas possibilidades alguma coisa pode fazer, mesmo que em casa, algum exercício de peso alguma situação que movimente o corpo dele e que libera substâncias; a endorfina é a mais conhecida, mas existem outras substâncias que também promovem bem-estar e que atuam no sistema nervoso central reduzindo essa intolerância a dor que o paciente tem,é extremamente benéfico. E aí eu brinco que o paciente ele tem que saber para que lado ele vai né. Esse lado da escuridão é o lado do remédio e a gente encontra, assim como encontra os colegas que tem uma tendência às vezes a depositar confiança no remédio, a gente tem um perfil de paciente que quer cada vez um remédio mais forte e que não quer ir atrás das outras questões. Esse paciente vai pegar esse caminho aqui e aí ele vai ter a adição a drogas, drogas farmacológicas, às vezes não farmacológicas também, ele vai cada vez pedir uma dose mais alta um remédio mais forte ele vai ter efeitos colaterais dessas drogas quem é uma situação inevitável e ele não vai melhorar, ele não vai viver bem. Então ele tem que voltar e pegar o caminho da claridade que é, tudo bem, tomar o seu remedinho quando há necessidade, mas atuar naquelas outras esferas que eu comentei com os senhores antes que são extremamente importantes. Então temos lá a medicação lá em cima, fisioterapia, acupuntura é uma terapia extrema interessante nesses pacientes, muito boa, que muitas vezes promove o uso menos frequente de medicação e que tem o seu impacto; não é para todos, mas muitos se beneficiam dessa terapia que é uma terapia que a gente às vezes a gente negligencia a pratica clinica tem dificuldade de encaminhar o paciente. Existe um preconceito “poxa vão me espetar todo, essa agulha vai me passar doença”, enfim, dá para a gente entender. Mas é uma alternativa extremamente importante e não medicamentosa. Atividade física regular, o apoio psicológico e psiquiátrico. É lógico que a gente vai ter pacientes que muitas vezes não tem tanto problema psiquiatra, mas tem um sedentarismo associado, tem um sobrepeso, têm outros que tem mais predomínio para outra parte, então a gente tem que adequar à necessidade de cada paciente. Então está lá a pílula da felicidade né, a produção da endorfina na hipófise a partir da atividade física e isso traz todo uma um mecanismo de bem-estar. Essa pílula aqui é para realmente esclarecer que não tem, não tem receita de bolo de qual exercício que o paciente tem que fazer. Um tempo atrás se insistia com hidroginástica, mas a hidroginástica não é para todos, não só do ponto de vista de custo, as mulheres não gostam também, porque tem a questão do cabelo da maquiagem da roupa, enfim, caminhada, corrida, tênis, esportes de areia, o que puder fazer está muito bom, desde que seja regular. Essa frase é muito bacana né então que: o exercício ele não altera só o corpo, ele altera a mente, a atitude e o humor do paciente. Aqui diz tudo sobre a importância dele nesse contexto. Uma sugestão de leitura, eu sempre oriento o paciente quando a gente tem esses esse diagnóstico a gente tem que saber orientar a fonte, não adianta reclamar que no Google tem coisas ruins, mas se a gente não disser para ele onde é que ele tem que ir, não tem porque reclamar. Então a Sociedade Brasileira de Reumatologia tem um ‘site’ extremamente acessível com uma linguagem boa para o paciente e que fornece a ele informações que vão deixá-lo mais ciente do que ele tem. Existe até uma cartilha disponível em PDF que ele pode baixar se vocês quiserem eu posso conseguir é bem fácil. Antes a gente tinha essas cartilhas e entregava hoje em dia a gente só orienta até pela questão papel, enfim, e é muito importante também. Tem um vídeo que é da Sociedade que eu queria mostrar para vocês para finalizar e depois vou ficar à disposição para eventuais esclarecimentos, tá bom. (APRESENTAÇÃO DE VÍDEO) Estou à disposição.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Muito bem, muito obrigado pela excelente explanação, doutor Rodrigo. Os senhores vereadores sabem que não é do meu hábito enquanto presidente me manifestar até porque não é prerrogativa do presidente a manifestação, mas nesse caso específico eu não posso deixar de fazer uma pequena manifestação pelo profissional excelente que o senhor é, pela sua capacidade e porque graças ao senhor que eu tenho na vida normal enquanto portadora clássica de fibromialgia. Muito obrigado e se o senhor quiser sentar enquanto responde às questões ou quer permanecer…

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Posso ficar por aqui não tem problema. Obrigado pelas palavras.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: O senhor sabe que são verdadeiras. De imediato eu passo a palavra aos senhores vereadores que terão 3 minutos para fazer ou questionamentos ou, enfim, para falar sendo que a vereadora proponente terá 5 minutos para conversar sobre a questão. E o senhor poderá responder. Obrigado.

VER. CLARICE BAÚ: Boa noite, presidente, boa noite aos colegas, boa noite ao Kiko Paesi meu sempre presidente do PP e que se hoje estou aqui foi por incentivo e também insistência do Kiko Paesi, obrigado. Ao nosso ex-prefeito Ademir Baretta, a Dolores Maggioni que aqui representa sempre o nosso prefeito Avelino Maggioni e cumprimento a eles cumprimento a todos que estão nos acompanhando aqui e nos seus lares. E o nosso muito obrigado em especial ao nosso convidado Rodrigo Krás, também não posso deixar de agradecer doutora Eleonora, porque quando eu solicitei uma orientação de quem eu poderia convidar para vir aqui explanar sobre fibromialgia em função de que estarei protocolando um projeto onde institui a política municipal à proteção dos portadores dessa doença, nesse intuito queria entender também melhor, porque a gente lê que é uma doença nova, mas desde 15920 já tem né algumas alguns indicadores que seria fibromialgia. E que também é uma doença silenciosa, mas que tem bastante sintomas e difícil de diagnosticar em função que a gente não tem um teste de radiografia, algum teste que vá e diga realmente, como o senhor falou né isso, está acometida de fibromialgia. E conversei com muitas mulheres porque como já foi colocado na sua explanação muito didática inclusive porque quando solicitei a doutora Eleonora um profissional que viesse eu disse “tem que ser didático que venha aqui e nos passa o que realmente precisamos” então temos a pessoa certa: doutor Rodrigo. Então quero agradecer muito a doutora Eleonora pela indicação também. Então as mulheres como são as mais acometidas eu trabalhei muito na Coordenadoria Municipal da Mulher enquanto coordenadora e é realmente isso o entendimento de que a mulher está com dor é aquela “ela tá com preguiça, não quer fazer as coisas só se queixa de dores” realmente não é compreendida no seu próprio lar. Isso é verdade, isso é relatado também. Isso vai desencadeando vários problemas né de afetividade, de autoestima e até de relacionamento né no seu lar. Então realmente é uma doença preocupante, mas às vezes como é só para as mulheres né o maior índice talvez não seja tão buscado assim políticas públicas até nesse sentido. É nesse sentido que eu queria entender melhor essa questão para realmente vou ter que refazer aqui o meu entendimento na questão do projeto de lei sugestão que irei protocolar. Na verdade a fibromialgia, as mulheres se queixam muito de dor e sentem também um pouco menores nos atendimentos prioritários, porque como a dor os pontos aí dolorosos e a dor deve ser insuportável, o quê que elas me passavam, que elas gostariam realmente de ter preferência em alguns atendimentos em função da dor ficar aguardando em filas né, não ter um lugar para estacionar privativo para que elas possam chegar ali e fazer sua fisioterapia né fazer a sua hidroginástica, para as recomendações até médicas né. Então é nesse sentido e acho que foi e tenha certeza de ter sido bem esclarecido os pontos que realmente me fez pensar em trazer esse profissional. Só temos a agradecer a sua disponibilidade, não foi fácil de conseguir uma agenda com o doutor né, mas se dispôs a vir aqui, acho importante que a gente avance e que traga um pouco de conforto a essas mulheres principalmente né que sofrem dessa síndrome de fibromialgia. Acho que nós temos que avançar também nesse sentido, mas importante também ter a propriedade no momento de fazer o projeto e estabelecer realmente quais são as prioridades. Então eu queria que o senhor estabelecesse quais o senhor pensa de prioridades que o poder público poderia auxiliar nessa questão.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Eu acho que antes dessa parte, a gente precisaria ter um apoio para deixá-los bem. Por que o paciente que ele tem fibromialgia, mas ele não está mal por ter fibromialgia a gente tem que deixar o nosso paciente com fibromialgia bem e como é que a gente consegue isso? Dando aquele apoio multidisciplinar ali. Porque se a gente deixar o nosso paciente bem a gente não vai precisar criar uma vaga especial para ele, porque essa vaga especial pode até ajuda-lo em algumas coisas, mas talvez segregue em outras. E o paciente tem que se sentir inserido no contexto e não diferente dos outros, porque o paciente tratado e bem tratado da fibromialgia ele tem uma vida normal, com dor em algumas situações, enfim, algumas situações ali de benefícios são bacanas, mas a gente tem que atuar lá na origem para deixá-los bem. Eu acho que a prioridade é ele tem esse suporte da equipe multidisciplinar. Isso é a essência. A gente reduz consulta na rede de saúde, a gente reduz tratamentos desnecessários, a gente reduz exames que não precisariam ser solicitados; exames de imagem parece que resolve tudo né. O paciente com fibromialgia sabe o que ele pede no consultório? Uma ressonância do corpo todo, a gente escuta isso o tempo inteiro. Isso não vai mostrar o a doença que ele tem. Primeiro que não se faz uma ressonância do corpo todo vocês imaginem o custo de uma ressonância desse corpo, mas não é nem porque isso é que não vai ajudar. Então eu acho que a gente tendo a possibilidade de oferecer esses pontos de apoio o paciente sem recurso recursos ele tem dificuldade no exercício físico; até aqui em Farroupilha ele tem o apoio bom do CAISME ali nesse sentido. Até um fato interessante e importante da gente reforçar, eu tenho alguns pacientes que utilizam o serviço público e eu sinto que essa parte eles estão bem assessorados, a questão do fisioterapeuta para essa parte do apoio, de dar uma atividade física, isso eles têm dificuldade. E acho que isso aí seria essencial assim que a gente tivesse como prioridade máxima assim né nesse sentido.

VER. CLARICE BAÚ: Muito obrigado pelo esclarecimento. Obrigado, presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Muito obrigado. E a palavra está com o vereador Sutilli.

VER. EURIDES SUTILLI: Boa noite a todos. Boa noite, doutor Rodrigo. Essa explanação quase que foi 100% para mim, sou portador de fibromialgia há muitos anos; hoje já nos últimos anos, já cabível, tolerável né, mas desde em torno de 2006 por aí que a minha vida por oito/dez anos foi de um profissional para outro, para outro, para outro, mas nunca teve um diagnóstico assim é fibromialgia. É sintoma. O profissional de todas as áreas que eu fui “é sintoma de fibromialgia, é isso, é aquilo”. E nesse meio tempo fui me intoxicando com medicações, porque tu parte para, quer solucionar o problema. Eu cheguei a tomar 10 frascos de paracetamol num mês, uma injeção de corticoide semanalmente clandestina, porque ninguém fazia, eu fazia infelizmente…

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: E não ficava bem.

VER. EURIDES SUTILLI: Não ficava bem. Só consegui em quatro cinco anos aumentar 30 kg né. E depressão, síndrome do pânico e ansiedade, dores de ir dormir com um saco de cimento nas costas e levantar com cinco, não apagar, não, para mim foi terrível. Se eu tivesse tido uma explanação dessa há muitos anos atrás, acho que teria encurtado muitos caminhos para minha melhora. Mas hoje graças a Deus já tô muito melhor do que estive no passado né. Obrigado.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Importante. E vejam como vocês têm coragem de dizer o que tem, mas porque vocês estão bem atualmente. Mas o paciente que tem muita dor e que está se sentindo mal ele não tem coragem de falar sobre a doença e isso faz muito mal para ele, isso é muito mal para ele. Então importante, parabéns pela coragem de se manifestar. Que bom, que bom que as coisas ajeitaram. Ótimo.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Vereador Calebe. Rose, som para o Ver. Calebe.

VER. CALEBE COELHO: É que eu mudei de lugar né. Boa noite a todos então.  Doutor, eu queria saber o seguinte segundo a Associação Nacional de Fibromiálgicos né com a pandemia de covid o número de pacientes com fibromialgia tende a aumentar nos próximos anos, pois a chamada síndrome pós-covid se se assemelha muito com a doença né. E de forma geral, conhecimento é uma forma de prevenção. O quê que nós poderíamos fazer para difundir mais né. É um pouco delicado também, porque a gente fala sobre uma coisa triste, mas em compensação muitas pessoas podem se identificar, eu, por exemplo, olhei ali de 9 aspectos eu tinha 10 né. Eu disse não então alguma coisa eu tenho né eu já tô pensando em procurar então um reumatologista, e eu não saberia, porque eu não tenho nada de noção sobre isso que médico procurar né. Mas as pessoas deveriam saber como fazer para que elas tenham mais noção com relação a isso né. E se o senhor concorda com essa de que é parecido as consequências.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: A síndrome pós-covid pode dar esse dolorimento generalizado também, mas existe a questão temporal que na fibromialgia a gente tem essa dificuldade de definir a partir de que momento. O paciente com a síndrome pós-covid ele define depois que eu tive covid, já atendi muitos pacientes, minha vida piorou muito, tenho dores generalizadas e aí entra uma seara de uma série de situações. Existem doenças autoimunes que surgem depois do covid por alterações da nossa imunidade que desequilibram o sujeito que tem uma disposição genética e aí ele manifesta a doença. Têm pacientes que estão bem de uma doença e pioram. O paciente com fibromialgia piorou horrores na pandemia, porque ele ficou em casa, porque ele ficou parado, porque ele já tem o seu stress, a sua ansiedade, ele aumentou o peso, ele, foi horrível. Então assim eu acho que o caminho é a informação, a informação de qualidade vai fazer com que o paciente consiga ter um sucesso maior do tratamento e ter uma otimização da qualidade de vida dele; mas com certeza são sintomas que se parecem num primeiro momento sim, com certeza.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Vereador Amarante, a palavra está com senhor por 3 minutos.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Boa noite, presidente, boa noite demais vereadores, boa noite doutora Clarice, Dolores Maggioni que está aqui presente, o Joel de Matos, Kiko Paesi nosso sempre vereador e os demais que estão aqui nos assistindo hoje.  Doutor Rodrigo, eu acho que o senhor traz uma explanação muito boa para nós homens principalmente entender um pouco nossas mulheres; a minha esposa ela tem uma tendência à depressão e ela se queixa muito; então muitas vezes a gente não entende e eu até tenho dificuldade de tirar ela, às vezes, de casa para fazer uma caminhada, para fazer um exercício. Eu até gostaria depois que então o senhor, se tem um mecanismo que nós possamos trabalhar né junto ou todos nós para a comunidade como um todo, para instigar o exercício até através de motivação, de motivar através de poder executivo, o sistema público, assim como a doutora Clarice trouxe a vossa pessoa para explanar. E claro que têm algumas lendas, por exemplo, muitos lá no passado é dito no dia a dia que o frio que a gente pegou quando era criança provoca essas dores hoje no dia a dia, coisas parecidas né. Por exemplo, eu tenho muita dor no meu corpo no verão, no inverno para mim é um sossego, não sei se isso também tem alguma ligação ou não. Mas muito obrigado pela explanação, doutor.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Obrigado. Obrigado pela pergunta, muito boa a sua observação. Na fibromialgia a pressão atmosférica, a umidade, o frio eles contribuem para a piora dos sintomas, coisas que quase a gente não tem aqui na nossa região. Então nessa doença, realmente o calor é melhor para o paciente, normalmente, existem essas questões sazonais que interferem nas doenças reumáticas. Essa lenda do frio a gente escuta todo dia no consultório, mas o quê que acontece. O paciente já tinha algum problema, já tinha algum sintoma e que no frio isso se agravava né, mas não que o frio por si só causou alguma doença né, existe claro algumas doenças mais graves autoimunes como a esclerose sistêmica que causa um prejuízo da circulação das extremidades e que pode evoluir para isquemia/gangrena e que o frio realmente é extremamente nocivo. Mas o paciente com fibromialgia, mudança de temperatura para o frio, variações de pressão atmosférica né, doutora Eleonora, é verdade, umidade, isso piora bastante a dor; então essas questões aí são importantes. E a gente brinca assim o dia que você está com mais dor é o dia que você tem que se mexer mais, bota um tênis sai vai para rua. Eu acho que é informação é importante. Porque o paciente que tem dor ele tem medo de se mexer, ele tem medo de agravar alguma coisa então ele tem que saber que ele precisa do exercício para melhorar. O paciente que tem dor na maioria das vezes ele não quer se encher de remédios, a maioria dos pacientes têm um perfil favorável que não quer pegar aquele caminho escuro que eu mostrei para vocês. Ele quer melhorar só que ele toma o remédio, porque é o meio que ele tem então se ele entender que ele vai precisar de menos no médico que o exercício não vai agravar o problema dele e sim ajudá-lo na melhora do seu processo de doença aí a gente começa a estimulá-los a isso. Então informação também de qualidade também é uma situação importante para isso.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Obrigado. Nós temos agora o vereador Sandro com a palavra.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado presidente, vereadores, cumprimentar aqui meu grande amigo sempre vereador Kiko Paesi e em teu nome então saudar os que já foram citados. E te cumprimentar, te cumprimentar, doutor Rodrigo, pelo fato de ter vindo até essa Casa ter explanado da maneira que explanou, porque a gente consegue ver que tem conhecimento e junto com esse conhecimento uma ótima didática né. Por que explanar é uma coisa que muita gente faz, mas a didática foi muito boa e a gente fica e quando essa de didática ela é interessante, ela te motiva a ficar prestando a atenção, então foi muito interessante nesse sentido. Parabéns pela maneira como explanou, é extremamente importante essas informações que nos são dadas. Outra coisa que eu acho louvável e, de repente, sei lá não é muito a minha área, mas é o fato de dizer que sim existem várias maneiras de se pensar em tratar isso que não seja o remédio; claro que muitas vezes ele é necessário, mas a gente sabe que tem muita gente que chega no consultório e eles olham para ti e tu diz “tô respirando a cada 5 segundos” então já dão um remédio né. Então parabéns por esse tipo de atitude, porque eu acho que a saída em muitos casos é por aí mesmo, a gente vive num a gente vive no mundo hoje em dia que é celular, é corre, é isso e aquilo e acaba esquecendo de cuidar do próprio corpo da gente que é o bem maior e a gente esquece disso. Então muito bom mesmo e te deixar uma pergunta bem rápido nesse tempo que me sobra: a doença você falou então que ela tem, ela é mais enfatizada, ela atinge mais pessoas de 35 a 60 anos né.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: O pico é entre 35 e 45 anos, mas até 55/60 anos.

VER. SANDRO TREVISAN: E a minha pergunta é e após isso. Quando algumas pessoas dizem assim ela já tem mais do que essa idade tipo 65 e dizem ter a doença, verdade isso pode acontecer tranquilamente?

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Isso pode acontecer. Importantíssima a sua pergunta. Mas aí a gente abre um outro caminho de investigação. Por que a gente já entra na linha do paciente de idade ou idoso e outras causas podem estar gerando a dor crônica dele. Mas sim, a gente tem esse pico de incidência da doença, mas ela pode aparecer em crianças, ela pode aparecer num idoso. Então o fato da pessoa ter 80 anos não quer dizer que ela não possa ter a fibromialgia. Com certeza ainda é uma situação predominante dentro das condições dolorosas, mas a gente acaba tendo alguns alertas de algumas outras pistas clínicas para algumas outras doenças. Obrigado pelo elogio da didática, a gente sempre se esforça quando a gente monta uma apresentação, tu tem que imaginar que tu tá assistindo aquilo ali que aquilo não vai ser chato para ti, que aquilo vai ser proveitoso; então muito obrigado.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: A palavra agora está com o vereador Marcelo pelo espaço de até 3 minutos.

VER. MARCELO BROILO: Boa noite. Obrigado, senhora presidente, nobres colegas vereadores, imprensa, Leandro Adamatti sempre conosco aqui, pessoas que nos assistem presencialmente e de casa, o nosso sempre vereador Kiko Paesi satisfação tê-lo aqui, vi também o nosso sempre também prefeito Baretta, não sei se ele já está ausente, e agradecer doutor Rodrigo pela sua excelente apresentação.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Obrigado.

VER. MARCELO BROILO: Muito importante. Eu constato não entendo muito, mas eu verifico e é normal da vida, a dor nunca é boa né, então sentir dor. Então imagino essas pessoas que sofrem com essa doença. E eu verifico também que hoje até tratamentos de depressão médicos já não aconselham tantos remédios e sim o tratamento pela mente; então penso que ela traz doenças com o pensamento por isso devemos vigiá-lo sempre, mas também pode curá-los né. E a minha pergunta básica eu verifiquei também na sua explanação que uma das causas pode ser doenças autoimunes e eu pergunto agora tem um posicionamento, um estudo ela ser uma doença autoimune, ou seja, o próprio corpo atacando o próprio corpo seria isso. Obrigado.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Sim, já se pesquisou muito isso. O que existe é uma condição associada né então ela não é uma doença autoimune. Hoje em dia é bem claro isso, mas já se pesquisou muito isso, se buscou muito a origem dessa doença do ponto de vista etiológico e não existe um anticorpo que cause a doença, ela não causa inflamação. Por que poderia existir algum anticorpo que a gente não conheça e ele está causando, mas a via final sempre dessas doenças que são mediadas por autoimunidade é a inflamação é processo inflamatório. Existe uma série de maneiras de reconhecer essa inflamação e isso são situações que não ocorrem na fibromialgia O quê que acontece? A fibromialgia muitas vezes ela pode se associar com alguma dessa autoimune como o lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, como uma espondilite anquilosante, como uma miopatia inflamatória; então existe essa possibilidade dela vir casada com alguma doença autoimune, mas ela por si não é uma doença autoimune.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: A palavra está com o vereador Roque.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Senhora presidente, cumprimento vossa senhoria também cumprimento os demais vereadores, vereadora Clarice e nosso palestrante na noite de hoje. Parabéns, doutor Rodrigo.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Obrigado.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Cumprimentar a imprensa, as pessoas que nos assistem e aqui destacar o ex-vereador Kiko dona Dolores nossa ex-primeira-dama, Joel nosso amigo e outros, Benacchio, enfim, os demais presentes.  Me chamou a atenção uma frase que o senhor falou que é importante ouvir o paciente “ouvi-lo, saber qual é a dor que ele está sentindo”. E eu imagino que isso seja muito importante, porque é só ouvindo para ti poder iniciar alguma coisa, mas se nota que cada vez mais as pessoas têm pressa e o médico também e o paciente também. Que às vezes o paciente não quer ficar aí contando muito, ele chega diz “bom médico” eu fui lá o médico tem que saber o quê que eu tenho. É igual no direito né, doutora Clarice, o cara não conta qual é o assunto e depois dá problema lá na frente. Então eu creio nisso é importante, ouvir o paciente, mas também eu imagino e nós aqui não fugimos a regra, principalmente dos homens, que nem sempre se conta tudo o que se sente. Conta mais ou menos não vai entrar em detalhes só que às vezes os detalhes são importantes né. O Senhor se depara muito com isso? Com a falta de tempo, com a necessidade de ter mais tempo para ouvir ou com o cliente ou com o paciente que não é muito paciente e às vezes não colabora muito em contar toda a história para depois ter um bom diagnóstico.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Entendi. Não, excelente apontamento. Com relação da minha parte com tempo, atualmente eu não tenho esse problema mais, porque eu tenho um tempo razoável para as minhas consultas que normalmente é suficiente para eu poder fazer esse tipo de abordagem. Mas numa consulta de uma unidade básica de saúde que de repente um volume de atendimento vai ser muito grande, o médico não vai ter tempo para isso, às vezes não quer ouvir e às vezes o paciente não quer. Mas o paciente normalmente quer contar o que ele sente. Ele quer contar. O que acontece é o médico que não quer ouvir; normalmente é o que acontece. Existem alguns sintomas que a gente acaba perguntando depois, primeiro se deixa o paciente contar o que ele sente de uma extremamente aberta; isso é a forma correta de conduzir uma entrevista médica correta de conduzir sem tentar interromper o paciente e depois a gente questiona alguma coisa. Por que o paciente não sabe que a diarreia dele ou a constipação dele tem a ver com a dor que ele sente, que aquela crise de enxaqueca que ele tem toda semana tem haver com a dor crônica. Então a responsabilidade de juntar essas pecinhas do quebra-cabeça é minha, é do médico, é do médico que está atendendo. Então a gente precisa questionar essas situações. Existe um sintoma oculto muito frequente e que infelizmente não é abordado que são as queixas sexuais, o homem tem disfunção erétil associada à fibromialgia e ele não conta se a gente não perguntar e às vezes a gente pergunta e ele mesmo assim não conta; existe dispareunia que é a dor na relação sexual e aí a mulher não quer falar e às vezes aceitam uma situação para satisfazer o marido e isso piora muito a dor dela. Isso são situações que são mais ocultas numa primeira entrevista que às vezes a gente não consegue captar, mesmo perguntando o paciente não conta e aí lá pela terceira quarta ele vai te contando. Cada organismo funciona de uma maneira, que nem eu disse e vou ser repetitivo não tem receita de bolo. Cada paciente tem que ser tratado de acordo com sua individualidade. Mas sem dúvida nenhuma o paciente está muito mais disposto a falar desde que a gente abra essa possibilidade a ele, porque ele não vai falar se ele não se sentir a vontade para falar. O médico nem olha para ele, olhou para o relógio pegou no celular “eu não vou nem contar para esse cara aí o que eu estou sentindo, para quê?” E ele tem razão. Então é eu vejo dessa maneira assim é muito mais às vezes do atendimento não abrir para o paciente contar né Então é isso.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Bom, não havendo mais manifestações de vereadores eu passo novamente a palavra para o senhor, doutor Rodrigo, para que o senhor faça suas manifestações finais.

DOUTOR RODRIGO KRÁS BORGES: Eu gostaria de agradecer novamente pelo convite, um grande prazer estar com vocês aqui, me coloco à disposição dos senhores em especial né, doutora Clarice, para ajudar, no que for possível, para a gente poder ter impacto positivo na vida dos pacientes com fibromialgia. Agradeço pela sensibilidade de terem alterado o protocolo, quem sou eu para alterar o protocolo, mas realmente a segunda-feira é um dia um pouquinho complicado para mim, mas então tranquilo. E eu, o Baretta voltou e o Baretta é um cara que eu gostaria muito de agradecer, porque ele foi importantíssimo na minha chegada aqui em Farroupilha e abriu as portas para uma série de situações comecei a trabalhar no São Carlos e tudo, agradeço muito ao Ademir por isso. Agradeço novamente pela oportunidade e precisando pode chamar de novo não tem problema; estou à disposição certo. Obrigado.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Muito obrigado, doutor Rodrigo, pela sua explanação, pelas suas respostas, por o senhor estar aqui conosco. E eu gostaria de interromper por uma por um minutinho a sessão para que nós possamos tirar uma foto com o nosso convidado. (SESSÃO SUSPENSA) Senhores vereadores, antes de reiniciarmos a nossa sessão, eu gostaria de agradecer a presença da senhora Dolores Maggioni e do nosso sempre vereador Kiko Paesi que muito nos orgulham com sua presença. Da mesma maneira eu quero agradecer a presença do nosso presidente do MDB Baretta, do nosso sempre vereador Arsego e de todas as pessoas que estão aqui nos acompanhando, meu marido que está aqui também e me dá o prazer da visita dele, nossos funcionários. Muito obrigado a todos. Bom, agora que nosso 1º secretário está de volta, nós podemos dar continuidade a nossa sessão. E vamos então solicitar ao vereador Felipe Maioli, 1º secretário desta Casa, que proceda à leitura do expediente da secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SEC. FELIPE MAIOLI: Ofício nº 55/2021 – SISMUF; Farroupilha, 21 de outubro de 2021.  Vossa excelência Tadeu Salib dos Santos presidente do poder legislativo de Farroupilha. Assunto: audiência pública do orçamento. No momento em que cumprimentamos vossa excelência o SISMUF representante legal da categoria dos servidores públicos municipais de Farroupilha, vem através deste, solicitar espaço de fala durante a audiência pública acerca do orçamento municipal para 2022 que ocorrerá no dia 03 de outubro [sic novembro] de 2021, Sem mais para o momento, nos colocamos à disposição e estimamos cordiais saudações. Diego Dartagnan da Silva Tormes – presidente SISMUF. Ofício nº 47/2021 – SISMUF; vossa excelência Tadeu Salib dos Santos presidente do poder legislativo de Farroupilha. Farroupilha, 19 de outubro de 2021.  Assunto: Projeto de Lei nº 43/2021. No momento em que cumprimentamos vossa excelência, o SISMUF representante legal da categoria dos servidores públicos municipais de Farroupilha, vem através deste, do mesmo modo que ocorreu por ocasião do PL nº 023/2021, colaborar com os debates e demonstrar preocupação com a possível aprovação do Projeto de Lei nº 43/2021 que se encontra em tramitação nessa Casa. O referido projeto prevê a contratação, entre outros profissionais, de arquiteto e urbanista, agente de serviço social e agente operacional, cargos para os quais há concurso aberto e candidatos aprovados esperando para serem chamados. Lembramos que a intenção dessa entidade sempre foi e será defender a contratação via concurso público não somente pela qualificação do serviço público, mas também pela questão da saúde financeira do fundo de previdência. Sem mais para o momento, nos colocamos à disposição e estimamos cordiais saudações. Diego Dartagnan da Silva Tormes – presidente SISMUF. Ofício nº 029/2021; Vista Alegre do Prata, 19 de outubro de 2021. À Câmara de Vereadores de Farroupilha/RS. Prezados senhores, a Câmara Municipal de Vereadores de Vista Alegre do Prata/RS, pelo Sr. Dorvalino Boschi, presidente desta casa legislativa, adiante assinado, vem por meio deste manifestar: gratos pelo recebimento do Ofício nº 005/2021 encaminhado pela Câmara de Vereadores de Farroupilha acerca da manifestação para melhora do sinal de telefonia manifestamos que essa também é uma reivindicação de nosso município. Ressalta-se que na data de 29/09/2021 foi encaminhado ao Ministério Público um abaixo-assinado promovido por esta casa legislativa que manifesta o descontentamento da população vista-alegrense com a prestação de serviço de telefonia em nosso município. O número do referido procedimento é nº 01802.001204/2021. Permanecemos à disposição para unir forças na defesa dos interesses comuns de nossos municípios. Sem mais para o momento, reiteramos nossos laços de estima e consideração. Dorvalino Boschi, presidente. Ofício nº 015/2021 – PDT; Farroupilha, 21 de Outubro de 2021. Ao excelentíssimo senhor Tadeu Salib dos Santos. Senhor presidente, cumprimentando-o cordialmente e, por oportuno, vem o líder da bancada do PDT — Partido Democrático Trabalhista, convidar o presidente desta Casa e solicitar que seja repassado aos nobres pares, o convite para uma reunião presencial na EMEF Zelinda Rodolfo Pessin com a sua respectiva direção, que ocorrerá na próxima terça-feira, dia 26/10/2021, às 14h30min, nas dependências da escola. Desde já, estimamos votos de apreço.  Respeitosamente, Gilberto do Amarante, vereador-líder da bancada do PDT/Farroupilha. Ofício nº 161/2021 – SEGDH; Farroupilha, 22 de outubro de 2021. Excelentíssimo senhor Tadeu Salib dos Santos presidente da Câmara Municipal de Vereadores – Farroupilha/RS. Assunto: Projetos de Lei. Senhor presidente, honra-nos cumprimentar, na oportunidade em que solicitamos a essa egrégia Câmara de Vereadores a apreciação dos seguintes projetos de lei: a) Projeto de Lei nº 44, de 22/10/2021, que cria o selo ‘empresa amiga da mulher’ no âmbito do Município de Farroupilha; b) Projeto de Lei nº 45, de 22/10/2021, que institui e inclui no calendário oficial de eventos do município os eventos ‘marcha para Jesus’ e ‘mateada cristã’; c) Projeto de Lei nº 46, de 22/10/2021, que institui e inclui no calendário oficial de eventos do município o evento ‘trilhas e montanhas’; d) Projeto de Lei nº 47, de 22/10/2021, que institui o dia municipal do artesão e institui e inclui no calendário oficial de eventos do município o evento ‘semana municipal do artesanato’; e) Projeto de Lei nº 48, de 22/10/2021, que institui e inclui no calendário oficial de eventos do município o evento ‘Arizona Challenge’; f) Projeto de Lei nº 49, de 22/10/2021, que institui e inclui no calendário oficial de eventos do município o evento ‘ultramaratona caminhos de Caravaggio’; g) Projeto de Lei nº 50, de 22/10/2021, que institui o Programa Farmácia Pet – Joana Rössler Roncatto (Joaninha), no município de Farroupilha. Atenciosamente, Fabiano Feltrin prefeito municipal. Ofício nº 1389/2021/151023; Farroupilha, 19 de outubro de 2021. Excelentíssimo senhor Tiago Ilha vereador presidente da comissão de segurança pública. Assunto; Senhor presidente da comissão de segurança pública, ao cumprimentá-lo, em nome de quem também cumprimenta os demais membros desta Comissão, acuso o recebimento o Of. nº 03/2021 e manifesto apreço e gratidão pela mensagem exarada.  Reciprocamente afirmo que a Delegacia de Polícia de Farroupilha está à disposição desta comissão para eventuais demandas acerca da temática Segurança Pública e demais temas que venham ao encontro do interesse da comunidade farroupilhense. Atenciosamente, Ederson Bilhan/delegado de polícia. PRÓ-SAÚDE: Ilustríssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Farroupilha/RS – Tadeu Salib dos Santos. Resposta ofício nº 461/2021. A Associação Farroupilhense Pró-Saúde sediada na Rua Gonçalves Dias, 134 – Imigrante, CEP 95.170-528 – Farroupilha/RS, inscrita no CNPJ nº 02722,307/0001-21, vem, apresentar resposta ao Ofício nº 461/2021. 1) Quais são os serviços contratados pelo município junto à Associação Farroupilhense Pró-Saúde? A Associação Farroupilhense Pró-Saúde executa atividades na área da saúde por meio de estabelecimento de contrato de gestão com o Município de Farroupilha. Compreendem estes serviços à atenção básica e especializada, Unidades Básicas de Saúde, Estratégias de Saúde da Família exceto ESF Cruzeiro, Centro Especializado de Saúde, CAISME, CAPS I, CAPS AD, Serviços Residenciais Terapêuticos, Centro de Fisioterapia, Farmácia Popular, Casa Lar Padre Oscar Bertholdo e Programa de Atendimento Domiciliar. 2) Qual a forma de contratação dos serviços da Associação Farroupilhense Pró-Saúde? A contratação dos serviços se dá por meio de CLT, e também por meio de contratos de prestação de serviço. Quais são os profissionais da saúde, e suas áreas de atuação, disponibilizados pela Associação Farroupilhense Pró-Saúde? Atualmente a Associação possui vários profissionais que estará na secretária para análise. Quem são os responsáveis por administrar a Associação Farroupilhense Pró-Saúde? Presidente: Ademir Baretta; tesoureiro: Rudolfo Goldmann; gerente-geral: Carlos Grasselli. Quem faz parte do conselho administrativo da Associação Farroupilhense Pró-Saúde? Conforme o art. 18 do estatuto da Associação Farroupilhense Pró-Saúde, o conselho de administração compõe-se de: 1º) um representante da Secretaria Municipal de Saúde, um representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, um representante da Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento Humano e um representante da Secretaria Municipal de Finanças; todos membros natos. 2º) um profissional ligado a área da saúde, representante da FARMED – Sociedade Médica Farroupilha indicado por seu presidente e um empresário representante de uma entidade da sociedade civil regularmente constituída e em atividade; todos  membros nato.  3º) um membro da Associação eleito pelos associados. 4º dois representantes da Sociedade com notória capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral eleitos pelos integrantes do Conselho. 5º) um funcionário da Associação eleito pelos funcionários. Sendo assim com o artigo acima referido atualmente a composição do Conselho é: Clarimundo Grundmann/secretário municipal da saúde, Jorge Cenci/secretário municipal de desenvolvimento social e da habitação, Rafael Gustavo Portolan Colloda/secretário municipal de gestão e desenvolvimento humano, Plínio Balbinot/secretário municipal de finanças, Felipe Teixeira Hertz/presidente da FARMED, Oneide Barbieri/empresário representante de uma entidade da sociedade civil regularmente constituída e em atividade, Itaroti João Luís Fagherazzi/membro da Associação eleito pelos associados, Marcio Roberto Ferrari/representante da sociedade e atual presidente do conselho de administração, Dair Vicenzi/representante da sociedade, Tatiane Moraes Klein/funcionária da Associação eleita pelos funcionários. 6) Quanto o Município paga pelos serviços contratados junto à Associação Farroupilhense Pró-Saúde? O valor repassado pelo município não é calculado por procedimentos e sim pelo custo total mensal de todos os serviços executados com base em relatórios de despesas pagas por mês. 7) Quanto o Município já pagou à Associação Farroupilhense Pró-Saúde no ano de 2021? Abaixo temos um quadro especificando todos os valores gastos. Estará disponível na secretaria. Sem mais para o momento, externamos nossos votos de estima e considerações, e nos colocamos à disposição para esclarecimentos. Farroupilha, 25 de outubro de 2021. Gerente-geral Carlos Grasselli/Associação Farroupilhense Pró-saúde. Agora vamos para os pedidos de informação.  Pedido de informação nº 70/2021: o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da Lei Orgânica combinado com o Regimento Interno, que seja oficiado ao setor responsável do Poder Executivo Municipal, para que encaminhe a esta Casa, as seguintes informações: 1 – o britador do município já foi consertado? Se sim, quando e quanto custou? 2 – o município adquiriu brita de pessoas jurídicas de direito privado neste ano de 2021? Se sim, quanta brita foi adquirida desde o início do ano, e de quem foi adquirida? 3 – Foi distribuída brita entre produtores rurais do município no ano de 2021? Se sim, quanta? Nestes termos pede e espera deferimento. Gabinete parlamentar, 22/10/2021; vereador da bancada do PSB/Juliano Luiz Baumgarten. Pedido de informação nº 63/2021: o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da Lei Orgânica combinado com o Regimento Interno, que seja oficiado ao setor responsável do Poder Executivo Municipal, para que encaminhe a esta Casa, as seguintes informações: 1 – Quantos servidores públicos temporários, contratos por tempo determinado, o Município possui? Especificar nome, matrícula, cargo e lotação. 2 – Quais concursos públicos estão abertos, isto é, estão ainda vigentes? Especificar. 3 – Qual e quando foi o último concurso público municipal feito? Nestes termos pede e espera deferimento. Gabinete parlamentar, 20/10/2021; vereador da bancada do PSB/Juliano Luiz Baumgarten. Pedido de informação nº 64/2021: o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da lei orgânica combinado com o regimento interno, que seja oficiado ao setor responsável do poder executivo municipal, para que encaminhe a esta Casa, a seguinte informação: – Quantas são as crianças que estão sem creche no município? Nestes termos pede e espera deferimento. Gabinete parlamentar, 20/10/2021; vereador da bancada do PSB/Juliano Luiz Baumgarten. Pedido de informação nº 65/2021: o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, nos termos da Lei Orgânica combinado com o Regimento Interno, que seja oficiado ao setor responsável do poder executivo municipal, para que encaminhe a esta Casa a seguinte informação: tendo em vista a promulgação da Lei Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, quais foram as medidas que o município tomou em relação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais? Especificar. Nestes termos pede e espera deferimento. Gabinete parlamentar, 20/10/2021; vereador da bancada do PSB/Juliano Luiz Baumgarten. Pedido de informação nº 66/2021: o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência nos termos da Lei Orgânica, combinado com Regimento Interno que se oficie o Poder Executivo Municipal, no seu setor competente, para que encaminhe o pedido de informação: qual procedimento realizado para utilização de praças e espaços públicos para entidades sem fins lucrativos e igrejas, e se é cobrado algum valor para o mesmo? Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20 de outubro de 2021. Vereador da bancada da Rede Sustentabilidade/pastor Davi de Almeida. Pedido de informação nº 67/2021: os vereadores signatários, após ouvida a Casa, requerem a vossa excelência, nos termos da Lei Orgânica combinado com Regimento Interno, que se oficie o poder executivo municipal, no seu setor competente, para que informe esta Casa Legislativa as informações referente à EMEF Zelinda Rodolfo Pessin. Perguntas: 1 – Quantas notificações foram feitas para a empresa pelo não cumprimento do contrato da execução das obras? 2 – A empresa pediu reequilíbrio financeiro e mais prazo para execução da obra? Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20 de outubro de 2021. Vereador bancada PDT/Gilberto do Amarante. Pedido de informação nº 68/2021: os vereadores signatários, após ouvida a Casa, requerem a Vossa Excelência, nos termos da Lei Orgânica combinado com Regimento Interno, que se oficie o poder executivo municipal, no seu setor competente, para que informe esta casa legislativa as informações referente ao transporte público municipal; 1ª) Em qual etapa se encontra a licitação? 2ª) Enquanto não entra em vigor a nova licitação como o poder público está cobrando da empresa que hoje presta o serviço e como a mesma está atendendo a grande demanda das escolas por mais horários de transporte em consequência da volta às aulas? Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20 de outubro de 2021. Vereador bancada PDT/Gilberto do Amarante. Pedido de informação nº 69/2021: os vereadores signatários, após ouvida a Casa, requerem a Vossa Excelência, nos termos da Lei Orgânica (artigo 23, inciso XII), combinado com Regimento Interno (artigo 184, §1º) que se oficie o poder executivo municipal, no seu setor competente, para que informe esta casa legislativa as informações referente à EMEF Presidente Dutra; 1ª) Qual é a situação do recurso de emenda parlamentar que seria direcionado para o fechamento da quadra da escola? 2ª) Foi feito o projeto e os trâmites dentro dos prazos? Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20 de outubro de 2021. Vereador bancada PDT/Gilberto do Amarante. Vamos para os pedidos de providência do nº 23 ao nº 33. Pedido de providência nº 23/2021 autor: Juliano Luiz Baumgarten – bancada do PSB; assunto: Reforço de muro. O vereador abaixo firmado solicita que a prefeitura municipal faça um reforço junto ao muro do cemitério público Nova Vicenza, pois o mesmo está em declínio e pode vir a cair. Ainda, ao lado existe uma residência podendo causar danos materiais e corporais. Seguem fotos em anexo. Gabinete parlamentar, 20/10/2021; Juliano Luiz Baumgarten/vereador bancada PSB.  Pedido de providência nº 24/2021 autor: Juliano Luiz Baumgarten – bancada PSB, assunto: Esgoto a céu aberto. O vereador abaixo firmado solicita à prefeitura municipal que providencie solução ao esgoto correndo a céu aberto na Rua Independência nº 956, no centro, nas proximidades da sinaleira. Seguem fotos em anexo. Gabinete parlamentar, 20/10/2021; Juliano Luiz Baumgarten/vereador bancada PSB.  Pedido de providência nº 25/2021 autor: Davi de Almeida/bancada da Rede Sustentabilidade, assunto: troca de lâmpadas. O vereador abaixo firmado solicita anuência dos demais pares para que seja à prefeitura municipal de farroupilha pedido para que se troque as lâmpadas que se encontram queimadas na Rua Augusto Crippa entre o numeral 155 e 187 no Bairro 1º de Maio, e na Rua Ijuí nº 18 bairro Do Parque. Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20/10/2021. Davi André de Almeida/vereador da bancada da Rede Sustentabilidade. Pedido de providência nº 26 Autor: Juliano Luiz Baumgarten – Bancada PSB, assunto: Finalização de obras do cemitério público. O vereador abaixo firmado solicita à prefeitura municipal que providencie a finalização das obras no Cemitério Público Municipal que está ao ponto de cair conforme imagens anexas. Além disso, o dia de finados se aproxima o que aumentará o número de visitas no local causando riscos à população; endereço: Rua Jacinto Capeletti. Gabinete parlamentar, 21 de outubro de 2021. Juliano Luiz Baumgarten/vereador bancada PSB. Pedido de providência nº 27 Autor: Juliano Luiz Baumgarten – Bancada PSB, assunto: Manutenção de rua. O vereador abaixo firmado solicita à prefeitura municipal que providencie o conserto do calçamento na Rua Adelina Faé Guerra, Bairro Santa Catarina, que conforme fotos anexas apresenta buracos enormes passíveis de causar acidentes e danificar os veículos que ali transitam. Gabinete parlamentar, 21 de outubro de 2021. Juliano Luiz Baumgarten/vereador bancada PSB. Pedido de providência nº 28/2021. O vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência, que seja encaminhado ao Poder Executivo Municipal no seu setor competente, a solicitação de asfaltamento na Rua Paulo Broilo, nas proximidades do campus da Faculdade Cruzeiro do Sul, pelo grande tráfego de veículos em geral, desníveis no paralelepípedo, seguindo o exemplo da maioria das ruas do bairro Centro com estas características que foram asfaltadas, mais precisamente entre as ruas 13 de Maio e Júlio de Castilhos. Fotos em anexo. Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20 de outubro de 2021. Gilberto do Amarante/vereador da bancada PDT. Pedido de providência nº 29/2021. O vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência, que seja encaminhado ao Poder Executivo Municipal no seu setor competente, a solicitação de conserto de boca de lobo no bairro Industrial; local e situação nas fotos em anexo. Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20 de outubro de 2021. Gilberto do Amarante/vereador da bancada PDT. Pedido de providência nº 30/2021. O vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, que seja encaminhado ao poder executivo municipal no seu setor competente, para que seja realizada a manutenção elétrica da EMEF Nossa Senhora de Caravaggio, pois a mesma se encontra em péssimas condições. Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 20 de outubro de 2021. Gilberto do Amarante/vereador da bancada PDT. Pedido de providência nº 31/2021: O vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência que seja encaminhado ao poder executivo municipal, no seu setor competente, para que seja arrumado o trecho que corresponde a Rua Independência esquina com a Rua José Sachet, como consta as fotos em anexo. Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 21 de outubro de 2021. Juelci de Souza/vereador da bancada PDT. Pedido de providência nº 32/2021: O vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, que seja encaminhado ao poder executivo municipal no seu setor competente, para que seja arrumado o trecho que corresponde ao final da Rua Vicentina s/n, próximo à empresa de reciclagem como consta as fotos em anexo. Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 21 de outubro de 2021. Juelci de Souza/vereador da bancada PDT. Pedido de providência nº 33/2021: o vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, que seja encaminhado ao poder executivo municipal no seu setor competente, para que seja recolhido os entulhos da Rua Pedro Arrosi no bairro América, antiga reciclagem, que pegou fogo como consta as fotos em anexo. Nestes termos pede e espera deferimento. Sala de Sessões, 21 de outubro de 2021. Juelci de Souza/vereador da bancada PDT. Calma, agora vamos para as indicações de projeto de lei. Indicação de projeto de lei nº 05/2021: o vereador abaixo firmado encaminha ao poder executivo municipal a sugestão de projeto de lei em anexo que institui o programa municipal do primeiro emprego e dispõe sobre o cálculo do imposto sobre serviços de qualquer natureza de empresa que aderir a esse programa. Farroupilha, 21 de outubro de 2021; Juliano Luiz Baumgarten/vereador da bancada PSB. Indicação de projeto de lei nº 06/2021: o vereador abaixo firmado encaminha ao poder executivo municipal a sugestão de projeto de lei que institui o programa ‘castramóvel’ no município de Farroupilha – serviço público de controle reprodutivo de cães e gatos a ser realizado por meio de unidades móveis de castração, e dá outras providências. Sala de sessões, 21 de outubro de 2021; Juelci de Souza/vereador da bancada PDT. Indicação de projeto de lei nº 07/2021: o vereador abaixo firmado encaminha ao poder executivo municipal a sugestão de projeto de lei em anexo que institui o programa Solidare pet/farmácia veterinária solidária no município de Farroupilha, e dá outras providências. Sala de sessões, 21 de outubro de 2021. Vereador da bancada do PDT/ Juelci de Souza. Era isso, senhora presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Obrigado, vereador Felipe Maioli, nosso 1º secretário. E de imediato passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Convidamos o partido dos Republicanos para que faça uso da tribuna; com a palavra o vereador Tiago Diord Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhora presidente, colegas vereadores, vereadora. Queria cumprimentar de uma forma muito especial aqui as pessoas que acompanham essa tribuna estão em casa também nos seus lares também tomando conhecimento neste momento ou em outro momento sobre a fala dos seus representantes, dos seus vereadores. Meu cumprimento especial a todos os visitantes que aqui estão né em especial meu amigo Joel de Matos, nossa liderança, também aqui todos os líderes partidários que estão ou que estavam aqui na Casa. Hoje o tema que eu gostaria de trazer e compartilhar com meus colegas vereadores, com as pessoas quer estão em casa, é sobre a fome que assola o Brasil. é um tema que preciso estar também nesta casa legislativa, precisa também ter uma atenção na nossa cidade de Farroupilha.  A fome no Brasil tem atingindo mais de 19 milhões de pessoas, pessoas que hoje, meus colegas vereadores, vão chegar na sua casa sem ter o que comer, aliás, podem estar passando o dia inteiro sem ter o que comer. Pessoas que muitas vezes a gente fala e olha o cenário nacional, mas poderíamos sim olhar para o cenário inclusive da nossa cidade. Ontem mesmo quando eu saía da minha atividade do trabalho encontrei uma das pessoas que estava próximo ao supermercados e até mesmo pela minha felicidade era uma pessoa que eu conhecia e que via a necessidade clara e única que ela só precisava ter o que se alimentar. Tô falando de um pai de família trabalhador e que não está conseguindo colocar mais o pão na mesa, tudo ficou mais caro, tudo ficou mais difícil; e quem se quem por algum motivo tem muito está se queixando você imagina que não tem nada. Aliás, pastor Davi, a Bíblia nos ensina que Deus veio nessa terra para que todos pudéssemos ter vida e ter vida em abundância, nós precisamos ter essa noção que o nosso irmão tá passando dificuldade. Faço uma reflexão que fique para mim e para todos os nossos colegas vereadores quando nós chegarmos na nossa casa, que a gente possa estabelecer, sem dúvida nenhuma uma condição diferente do que nós passamos. Nós estamos enfrentando uma terrível pandemia é bem verdade e que só agravou a situação de quem precisa. Dados que nos espantam nesse momento e vocês ganhou o Brasil e o mundo umas semanas uma cena, aliás, algumas cenas que eu digo tchê não tem como não se revoltar. As pessoas procurando dentro do caminhão de lixo algo que pudessem comer, famílias que estavam brigando pelo resto que estavam buscando no lixo, porque não tinha o que comer. Hoje pela manhã quando sai para trabalhar então primeiro caso ontem à noite, estou falando de um problema nacional, Joel, mas que está acontecendo na cidade de Farroupilha, e a primeira pergunta que eu deixo antes de contar o enredo da minha história é: o que nós estamos fazendo para mudar essa realidade? Nós que somos eleitos para representar as pessoas. O que nós, prefeitura, estamos fazendo para mudar essa realidade? Hoje pela manhã ao sair de casa duas ou três quadras da minha casa encontrei uma outra cena também de um catador que estava tomando seu café da manhã com o que ele encontrou no lixo do que as pessoas deixaram na sua casa no dia anterior. Aqui nessa Casa nós travamos uma batalha de uma lei que inclusive foi aprovada por todos os senhores vereadores oportunizando que os estabelecimentos comerciais não jogassem mais fora a comida; uma lei de autoria deste vereador e que pudesse e que agora nós estamos trabalhando que esse tema, que essa lei possa efetivamente ajudar o cidadão, mas que também precisa ter uma conscientização das pessoas. Quando a gente chegar na nossa casa e logo após esse segundo episódio, que nos dois Deus me colocou naquele momento e eu pude ajudar, eu fico pensando quantos passaram naquele mesmo dia que eu ou que qualquer outra pessoa não tenha visto não tenha conseguido ajudar. Toda vez quando a gente chega na nossa casa agora depois da sessão da Câmara de Vereadores abraça os nossos filhos, senta na mesa e come de uma boa refeição eu queria que todos nós vereadores e as pessoas que estão me assistindo e me ouvindo pudessem ter uma reflexão: o que eu estou fazendo para mudar essa realidade? Têm irmãos farroupilhenses passando fome. É fácil discutir um cenário brasileiro cruel e terrível e que aí a gente pode dizer a culpa é de quem? É do povo brasileiro. A culpa é de nós que estamos do outro lado da balança, nós que fizemos parte da classe política, tanto Legislativo quanto a Executiva, porque nós somos os grandes responsáveis para o andamento para um lado ou para o outro no ponto de vista econômico, social, de atenção, de agenda. Qualquer cidade que não tiver essa agenda da necessidade da fome que assola as pessoas nada vai adiantar porque quanto à fome das pessoas for um problema a um prefeito, a uma prefeitura, a um secretári ou a um vereador isso é um problema que tem na cidade. Nós vamos estar encarando isso de uma forma totalmente sem nenhum resultado porque quanto para mim, para mim, a fome for um problema de alguém ou de alguma classe da sociedade tchê não estou fazendo o meu papel como legislador, como homem público. Eu preciso entender aonde está o meu papel. Durante o início dessa pandemia, reunimos um grupo de amigos, veja bem como poucas soluções, poucas situações podem dar resultados interessantes, reunimos um grupo de pessoas lembra lá, Paulo, um pouquinho antes da pandemia logo que deu a pandemia fizemos um boião de 4 final de semana onde que cada um ajudou, chamamos lá pelo programa do rádio, as pessoas doaram, fizemos a comida entregamos para muitas famílias aqui na nossa cidade. Eu não estive em nenhuma das entregas, mas os colegas que estiveram me mostraram e testemunharam, pastor Davi, quanto simples era o gesto de entregar uma comida para alguém que tem fome. Inclusive eu falava aqui no durante a legislatura com o próprio pastor Davi, meu colega vereador, que a gente precisava ter um projeto de forma conjunta. Eu tô aqui hoje, gente, buscando o entendimento quem sabe de todos os vereadores não desse vereador Tiago Ilha e sim de todos os vereadores que a gente possa fazer uma campanha institucional desta Câmara Municipal de Vereadores. Bom, se não tem como juridicamente fazer pelo CNPJ da Câmara de Vereadores, vamos fazer como vereador. A gente pode fazer como vereador, porque não? Nós podemos, inclusive um vereador de Porto Alegre que tem me chamado muito a atenção e acompanho ele nas redes sociais, tem feito desde o primeiro dia do seu mandato, colocado à disposição 90% do seu salário para ajudar as pessoas que passam fome ou que não tem emprego. Então que a gente possa achar ferramentas. E digo mais aqui se a gente pegasse hoje todos os vereadores e ligasse para um amigo nosso, seja empresário/comerciante, e buscasse uma doação, eu tenho certeza que a gente poderia fazer a realidade de muitas famílias inclusive da nossa cidade ser diferente. Porque não existe, não existe dor no mundo mais forte que a dor da fome, não existe. Tente você, em qualquer situação do teu dia, ficar sem comer. Não existe algo eu não consigo nem explicar, doutora Eleonora, no ponto de vista médico né o que o nosso corpo sofre com isso, mas consigo entender inclusive por ter, em alguns momentos da minha vida, visto muitas situações como esta, de pessoas inclusive muito próximas a mim. E não existe, gente, não existe dor maior do que a fome. Quando a gente fala que 19 milhões de brasileiros estão passando fome, eu posso dizer que têm muitos farroupilhenses nesse número. Inclusive estávamos aqui minutos antes de terminar meu enredo, de começarmos a sessão ali no cantinho, e teve uma farroupilhense que estava aqui tentando buscar um recurso, vendendo uns docinhos e dizendo o que ela estava tentando buscar para fazer a comida da noite. Aqui minutos antes de começar a sessão inclusive testemunhando, vereador Amarante, que ela estava precisando trabalhar, era só o que ela estava precisando fazer para poder levar o sustento para sua casa. Então esta dura realidade do nosso país que assola mais de 19 milhões também é uma realidade da nossa cidade. E aí nossa vereadora líder do governo, Clarice, nós precisamos que a prefeitura municipal apresente uma agenda nesse sentido nós precisamos provocar a Secretaria de Assistência Social secretaria responsável para tal situações para que a gente possa apresentar um programa, inclusive, emergencial. Esse vereador foi também proponente de uma sugestão que infelizmente não virou projeto do Executivo que era criar um auxílio emergencial de Farroupilha que pudesse, é bem verdade que foi para o setor da cultura, mas que pudesse apresentar uma forma para ajudar as famílias. O governo federal está anunciando de alguma forma para voltar com um auxílio que ajude as famílias, porque nesse momento nós precisamos olhar. Que o governo municipal possa que sim nós como vereadores vamos fazer a nossa parte do que a gente puder, mas que a prefeitura municipal apresente uma agenda concreta de política pública para quem passa fome. Eu não fiz aqui um pedido de informação, porque eu acho nem necessário seja, um pedido aqui desse vereador que a gente apresente nessa Casa primeiro quais os números que a Secretaria de Assistência Social tem Farroupilha, vereadora Clarice, para que a gente possa entender esse contexto de forma oficial. Não sei se tem para que a gente possa entender qual é a situação das famílias. Que muitas vezes, veja como que é difícil e é duro, a pessoa que sente fome tem até vergonha de pedir porque ela está numa situação tão difícil com ela mesmo que ela não tem coragem, Paulo, de chegar e dizer para o vizinho: “tchê eu não tenho o que comer”. E para fechar uma funcionária que veio da Venezuela e que hoje trabalha junto conosco lá na empresa eu parei algumas horas para prosear com ela e entender o que ela tinha passado para chegar até aqui na nossa cidade. E, gente, hoje antes de dormir olha pelo amor de Deus faça uma reflexão o que nós que somos vereadores podemos entrar nessa briga para que a gente possa com a prerrogativa que foi nos dada pelo povo achar um equilíbrio, uma agenda positiva, concreta, com objetivos com planos com resultados no ponto de vista administrativo da prefeitura e quem sabe no ponto de vista institucional, pastor Davi, que já falamos sobre isso, nós possamos fazer uma grande campanha para que o Natal de muitas pessoas possa ser diferente. Por que eu tenho certeza que quando chegar principalmente estes momentos tão festivos que a gente gosta de estar com a família, tu imagina você chegar nesse momento e ainda não ter o que comer. O Brasil passa fome e tenho certeza pelo que eu tenho observado na rua que em alguns aspectos nossa cidade também passa essa necessidade. E sim nós precisamos encontrar formas de mudar essa relação, porque isso é muito mais que o nosso dever é a nossa obrigação. Obrigado, senhora presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: De imediato convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT – para que faça o uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Juelci.

VER. JUELCI DE SOUZA: Boa noite, senhora presidente doutora Eleonora, demais colegas vereadores, vereadora doutora Clarice, funcionários desta Casa, senhoras e senhores presentes nesta Casa Legislativa; cumprimentando meu amigo Joel quero estender o cumprimento a todos que se encontram, aos meios de comunicação e a todos que nos acompanham em seus lares neste momento. Dia 04 de outubro eu tive posse, foi me dada a posse para poder estar nessa Casa representando uma parcela de eleitores que me deu a confiança de poder estar aqui hoje. Nesses dias eu consegui apresentar, trazer a esta Casa, 6 projetos de lei, dentre eles o Dia Municipal do Protetor Independente; a proibição do trânsito de veículos de tração animal e a condução de animais com carga no município; a obrigatoriedade do conserto de buracos e valas abertos em vias no âmbito do município; o projeto escola amiga dos animais; e o selo empresa amiga dos animais. Estes são alguns dos projetos que eu vejo que o vereador pode trazer. Eu vejo que cada um de nós tem esse dever e também tem esta obrigatoriedade de acabar trazendo novas leis, de acabar adequando as leis que aí existem e buscar a cobrança também destas leis existentes. Também tive a oportunidade de poder alcançar 4 indicações de projetos ao Executivo: programa de valorização e auxílio aos protetores independentes de animais que esta cidade de Farroupilha são inúmeros as pessoas que auxiliam os animais anonimamente, sem dizerem seu nome, sem estarem procurando mídia ou procurando o ego pessoal, mas sim auxiliam os animais. E eu vejo que esta é uma indicação de projeto que seria de grande valor a essas pessoas que estão sempre auxiliando os animais: os protetores independentes. A criação do banco de rações e utensílios para animais de rua. Também algo muito importante. Você criando um banco de rações haverá um local para doações de rações, haverá uma entidade que será responsável pelo controle e a entrega regrada, a entrega que não seja com fins eleitoreiros qeu não seja com fins de agraciar alguma pessoa ou outra. Também a entrada do programa ‘castramóvel’. Vejo que é algo que encarece para as prefeituras, vejo que é um projeto que ele tem toda uma forma de ser utilizada que vai trazer à prefeitura uma viabilidade para as castrações. O Programa Solidare Pet/Farmácia Solidária. Esse eu quero poder entregar a vocês, deixando como uma indicação, pois é um projeto que está pronto. Hoje foi lançado pela deputada Fran Somensi e ele é um projeto pronto é só adequar e utilizar nas normas, nas regras que pode ser feito aqui no município. Muitos devem estar pensando: “ah, mas esta alcançando leis que não vão ser utilizadas ou não vão ser feitas”. Eu vejo que qualquer um dos vereadores, situação ou oposição, se puder contribuir com o município, se puder ajudar, deve sim lançar uma lei, deve sim trazer a ideia para cá, deve sim demonstrar essa vontade de poder fazer com que o município comece a prestar um pouco mais de atenção e valorizar mais a proteção animal no seu âmbito municipal. Sabe que a proteção animal ela é composta por políticas públicas e aqui dentro da Casa Legislativa é onde há possibilidade de conseguirmos as melhorias necessárias através de leis de formas de conscientizar e ajudar a combater os maus tratos. Cito também a importância de cada um vereador que aqui está, nos últimos dias fui questionado por uma pessoa que me disse: “tu fez parte da administração e não apresentou, não pediu para fazer essas leis”. Mas aonde tu tem força política é aqui. Não adianta tu demonstrar isso para o prefeito e o prefeito não ter o interesse de implantar esse tipo de lei, não adianta tu ter um prefeito que não tenha este cunho de querer o bem para os animais. Eu vejo que nesta Casa é o local onde a gente consegue fazer isso. É aqui que nós valorizamos toda essa apresentação e toda essa busca para o bem melhor do nosso município. Também eu venho aqui hoje para agradecer; quero agradecer a cada um dos senhores vereadores, doutora Clarice, doutora Eleonora pelo companheirismo e pelo aprendizado nestes dias, muito aprendi com vocês, muito eu tenho a copiar de vocês e muito quero levar da amizade de vocês. Sempre tive na minha vida uma pauta que sempre foi algo que me regrou, pessoas que são inteligentes sempre vão falar de ideias, pessoas inteligentes sempre irão buscar o melhor; pessoas não tão inteligentes falam de pessoas, criticam pessoas e desdém as ideias. Quero também agradecer ao doutor Thiago Brunet pela oportunidade de poder ter ficado esta temporada nesta Casa, a ti, meu amigo vereador companheiro de bancada Gilberto do Amarante, obrigado pelo apoio, pela tua ajuda, a nossa assessora de bancada Fran Bonaci, obrigado pela tua competência em auxiliar; nós vereadores somos parte a construção você ajuda.  Quero também de uma forma toda cordial agradecer mais uma vez aqueles 309, 308, eu sou o 309, que votaram em mim por auxiliar a estar presente nesta Casa. Obrigado pela atenção de todos e desejo a todos uma boa noite.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Convido agora o Movimento Democrático Brasileiro – MDB – para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o Progressistas – PP – para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o PL para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o PSB – Partido Socialista Brasileiro – para que faça uso da tribuna; fará uso da tribuna o vereador Juliano Baumgarten.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhora presidente, colegas vereadores, vereadora Clarice, todos os cidadãos que se fazem aqui presente de uma forma virtual e presencial, saudar a imprensa. Bom, começando a pauta eu quero solicitar a entrada do PL nº 46/2021 quer fixa e restringe nomeações a cargos de confiança bem como conselheiros municipais; um projeto em parceria com o colega Juelci, conversarmos pela amplitude, ele tinha apresentado uma matéria semelhante e optamos por escolher um e o mais completo que abrange diversos, diversas restrições para ajudar a combater o quê? Violência. Todos os casos desde idosos, crianças, adolescentes, violência à mulher e assim por diante. Bom, o principal assunto que me norteia e me traz nessa noite a Casa é falar sobre juventude. Juventude. Eu quero começar com uma música obviamente que não vou cantar, mas vou citar, eu tenho uma consciência né. Então tem uma música que ela foi lançada em 97, do Charlie Brown Júnior, ‘não é sério’ onde que a principal fala é “eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem no Brasil não é sério’, o que eles falam sobre o jovem não é sério”. Sim de lá para cá muitas coisas mudaram, mudaram, teve alguns avanços, teve alguma mudança em relação a esse segmento esse grupo, mas ainda está muito aquém. Aquém por que diuturnamente a juventude sofre, assim como as demais classes, e exemplos que aqui nós vamos poder trazer de inúmeros grupos. Então quando a gente fala na juventude e é aquilo que eu tenho falado corriqueiramente e eu tenho falado as minhas falas elas estão tanto aqui na Câmara quando vinha como presidente do FORJUVE tanto na Assembleia Legislativa quanto estive no plenário 20 de setembro apresentando a pauta, quando estive em Caxias, quando estive junto ao grupo do governo do estado cobrando lá em 2018 entregando uma carta/documento e na oportunidade entreguei nas mãos do então candidato que hoje é governador do estado, Eduardo Leite, pedindo a manutenção do departamento de juventude, bem como quando estive em Lima em 2018 onde fui painelista sobre o tema juventude e política. Então é uma pauta que eu venho carregado e além de ter trabalhado três/quatro anos mais ou menos no governo que se passou primeiro com coordenador municipal de juventude depois como diretor do departamento de juventude. Então muitas coisas me preocupam. Uma delas é o constante crescimento de uma geração ociosa, uma geração que tem que ser olhada que é a chamada geração ‘nem nem’, nem estuda, nem trabalha. E a pandemia eu sei que ela não é desculpa para tudo, mas ela atrapalhou muito e muito. E quando a gente pega dados e estudos, a organização para cooperação do desenvolvimento econômico traz uma pesquisa que 39,5% dos jovens adultos de 18 a 24 anos não trabalha, não estuda. Quando que então analisado a países onde que tem índices de desenvolvimento humano, índice de desenvolvimento econômico melhor, esse número é praticamente a metade: 15,1%.  Então têm muitos problemas que corroboram e que levam essa questão do desenvolvimento e de manter essa juventude isolada, essa juventude perdida. Uma delas é a falta de oportunidade; a falta de apoio, programas e acima de tudo políticas públicas. Políticas que venham a fazer com que esse jovem se insira, seja no mercado de trabalho, seja num curso superior, seja num curso técnico, ou seja, tem que ser olhado. Depois que passar essa juventude não adianta dizer que o jovem é o futuro. O jovem é o presente, mas para que ele seja o presente tem que olhar agora. Quando passar a próxima geração não adianta olhar para aquela geração com todas as mazela, com todos os problemas e dizer “não, a juventude pé o futuro”. E o presente? O presente sempre fica destampado e o quê que é feito? Nada. E um dos pontos cruciais também é a própria questão dessa transição da educação quando sai do ensino médio e ingressam no mercado de trabalho ou tenta. Muitas vezes há vagas de emprego, mas pede o quê? O requisito: experiência. Pensem vocês um jovem de 16 anos, que é a partir dessa idade que começa a poder trabalhar com carteira assinada, vamos usar esse termo dentro da legislação CLT etc., um jovem de 16 anos que não fez nada nessa área, seja na área fabril, seja na área comercial e ele vai lá prestar uma seleção e quando chega o pré-requisito pede o quê? Experiência; e ele não tem. Como é que ele vai ter experiência se ele não viveu. Então por isso que é preciso olhar e criar oportunidades, tanto que eu encaminhei uma indicação junto ao poder executivo municipal que cria o programa do primeiro emprego direcionado para jovens de 16 a 24 anos com objetivo o quê? O município cria/estabelece/regulamenta e como é que essa empresa vai ter que aderir e como vai funcionar esse desenrolar. O jovem vai lá naquela empresa, se cadastra, vai ser selecionado e a empresa que contratar o jovem de acordo com o tamanho dela, de acordo com o valor que arrecada, ela pode conseguir 2% anual no ISSQN. Ou seja, um incentivo que o poder público dá para o empreendedor contratar, ou seja, tu não recebe essa receita, mas faz a roda da economia girar; tu não recebeu com esse imposto, mas vai receber com o outro o do consumo. Do consumo do jovem que recebeu o seu salário e vai consumir dos nossos estabelecimentos comerciais, quiçá alimentos, lojas de roupa, etc. e etc. Então, seguindo só um pouquinho só para 1/3 desses jovens de 18 a 24 anos eles não frequentam escola ou faculdade, 3 em cada 10 jovens de 18 a 24 anos estão desempregados, mas não frequentam escolas, 13% não estão nem empregados e nem na escola, 23% não estudam e procuram empregos. Uma coisa também que eu fui procurar e olhar o histórico a nível de Brasil, foi que tínhamos muitos programas e aos poucos eles foram extintos, eu vou citar alguns: Agenda Nacional do Trabalho Decente para a Juventude; Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego para os Jovens; Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; Programa Brasil Profissionalizado; PRÓ-JOVEM; PRONATEC; Rede E-Tec Brasil. Todos esses foram extintos; por qual motivo? Não sei, mas foram. Infelizmente movimentou muito e fez com que aquela juventude buscasse essa inserção no mercado de trabalho através de oportunidade de cursos profissionalizantes de curta duração que ajudassem a entrar no mercado. Então todos esses dados eu busquei junto também ao atlas da Juventude que foi um documento elaborado pelo Conselho Nacional de Juventude em parceria com diversas instituições e grupos que fizeram preciosos trabalhos e levantamentos enfáticos relacionados à juventude principalmente nesse período pandêmico. Permanece então de todos os programas a Lei da Aprendizagem. Que o quê é a Lei da Aprendizagem. O Jovem entre 14 e 24 anos ele pode se inserir, ele continua estudando e num outro turno ele vai aprender o oficio e depois ele coloca na prática. Já começa a conhecer e a compreender e na maior das vezes esse jovem acaba sendo efetivado naquela empresa e dá um passo importante, depois busca a inserção no ensino superior ou outro espaço, mas dá o pontapé inicial. Também um projeto que eu trabalhei muito e depois veio até essa Casa e virou lei municipal: o plano municipal de juventude regido sobre a Lei nº 4528, de 24 de julho de 2019, prevê no eixo nono a importância e formas de inserção de oportunidade para o jovem no mercado de trabalho. Também para colaborar e corroborar com tudo isso que defendo, no ano de 2020 enquanto diretor do departamento de juventude trabalhando com diversas parcerias e inclusive com recurso do departamento de juventude foi promovido diversas formações/capacitações. Claro, todas elas online, porque o período requeria isso, mas em momentos de crise tu aprende, tu olha, tu usa a ferramenta que condiz, dentre eles: jovens empreendedores digitais; design, thinking, inovação, experimentação e empatia; juventude 4.0; também cursos em parceria com a Faculdade da Serra Gaúcha que eu não sei mensurar quantos cursos e quantos jovens participaram; e transformando o auxílio emergencial em negócios que foi uma parceria junto ao governo federal. Onde que busquei sem contabilizar a FSG, foram cerca de 210 vagas 210 jovens que participaram de curso de formação. Enquanto o mundo estava na loucura, onde não sabíamos para onde iríamos, tentava achar um caminho, tentava achar um norte. Mas, infelizmente, esse ano eu lamento quase 10 meses não foi realizado uma atividade do departamento, nenhuma atividade de envolvimento de formação de busca focando o jovem. Inclusive no começo do ano eu apresentei alguns requerimentos sugerindo a continuação do banco de estágios; que o banco de estágios é o quê? Uma ponte entre o estudante entre o empregador parceria com CIEE; não teve custo de R$ 1,00 enquanto desenvolvi e mais tranquilamente uma centena de jovens nesse período conseguiram a inserção através do estágio, além de oportunizar a aprendizagem uma renda para ajudar no seu sustento, da sua família e a sua manutenção na universidade ou no ensino médio. Então são essas coisas que a gente precisa dar continuidade e não olhar quem foi que proporcionou, quem que realizou. Tem que olhar para o jovem. Então levo esse pedido para dar sequência voltar o banco de estágios. Precisa, tem muita gurizada que tá procurando estágio e é uma ferramenta importante. E basta o quê? Fazer a ponte, ir atrás. Também quanto à questão do orçamento, seguindo nessa linha da juventude, estive analisando o nome da secretaria veio errado; secretaria de cultura, esporte e lazer. Lazer não existe. A secretaria aprovada foi educação, cultura, esporte e juventude. O triste nem um centavo na rubrica do departamento de juventude veio. Nem um mísero centavo. Então não dá para se fazer também falar de política pública de juventude sem investimento. E precisa. Talvez o valor que antes estava não era o ideal, o suficiente, não, mas agora não tem nada. Então também estarei apresentando emenda para essa área, porque não dá para fazer atividade desse cunho sem o mínimo, o básico, do básico, do básico e sim requer recurso. Então é importante é preciso olhar. E quando escutava atentamente, colega Tiago Ilha, parte dessa juventude tem dificuldade, essa mesma dificuldade que essa senhora que ali estava jovens também tem. Muitas vezes não têm acesso outras vezes não aceitam, não se adaptam àquelas condições, mas é importante ter oferta; oferta, a inserção.  Quando nós olhamos e de acordo com o ultimo censo do IBGE, ¼ da população brasileira, e equivale a Farroupilha também, estive olhando, atualizando isso, corresponde compreende a juventude, a juventude. Então a gente olhar precisa validar, pôr em prática, seja qual ação que tenha por objetivo atingir essa faixa etária. É melhor prevenir, fomentar, gerar, trabalhar, do que depois que se foi uma geração e essa geração perdida, a dificuldade é maior; por isso que eu venho trabalhando com diversos projetos. Eles se interligam, essa indicação o projeto da evasão escolar e assim sucessivamente. E amanhã também votaremos o requerimento para aprovar o reconhecimento da frente parlamentar em defesa das políticas públicas para a juventude o qual agradeço mais uma vez meu colega Mauricio Bellaver, nosso vice-presidente da frente, Sandro nosso secretário, e o pastor Davi e o Amarante nossos membros dessa frente que com certeza vamos discutir muito e vamos buscar pessoas/ações/coisas viáveis para tentar executar e levar adiante. Então precisamos olhar para a juventude, mas agora; depois que o trem passou só ficam as lembranças e chorar pelo leite derramado não adianta. Tudo que se previne, evita o gasto lá na frente. Boa noite, senhora presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Convidamos a Rede Sustentabilidade para que faça uso da tribuna; abre mão. Encerramos o espaço destinado ao Grande Expediente e passamos de imediato ao espaço destinado ao Pequeno Expediente

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: E a palavra está à disposição dos senhores vereadores. Se nenhum vereador quiser fazer uso da palavra eu considero fechado… Ah o vereador Marcelo vai fazer uso. Os senhores inscrevam-se. Vereador Marcelo, por favor.

VER. MARCELO BROILO: Muito obrigado, senhora presidente. Eu quero só continuar com o assunto que eu comecei na semana passada e com alegria como tinha falado compartilhado com os demais colegas, e na linha do que o nosso nobre colega também traz, a questão então agora intitulada com nome e tudo mais que o nosso projeto 50 do executivo municipal. E alegria maior, pessoal, na questão da do programa Farmácia Pet quando fala em programa é continuidade isso que é importante então falamos o vereador Tiago falou de políticas públicas aqui é um belo exemplo disso como serviço comunitário também. E nessa questão e eu tive o privilégio de falar com a mãe da Joana a qual de modo muito louvável é uma brilhante homenagem que o Executivo, nossa cidade de Farroupilha intitula então o programa Farmácia Pet Joana Rossler Roncatto – Joaninha. Ouvir, pessoal, essa mãe falar e vocês sabem bem a história não quero aqui me alongar com isso, ela tão precocemente nos deixou, como estudante de veterinária a paixão por cães e gatos e vocês se lembram bem da história como foi, o que ela solicitou naquele fatídico dia. Então é algo importante e quando a gente traz para a nossa cidade de Farroupilha e melhor não tinha, Calebe, o nome: Joaninha. Eu verifico também em evento de carros antigos como tem esse apelo também na questão pet, vereador, muito se falava em alimento não perecível e hoje é ração, um quilo de ração, enfim, para cães e gatos que é a parcela mais representativa e o Brasil também como 2º maior país, atrás apenas dos Estados Unidos, nessa questão. Então eu quero dizer que já foi protocolado como eu falava na segunda passada, temos número, com certeza para apreciação dos nobres colegas e quero também destacar como que brilhante ideia a questão do reconhecimento da causa, a questão que está muito bem lembrada a campanha Joaninha. Então ressalto novamente a importância desse voluntariado; a questão do executivo organizar esse banco, esse programa, essa estrutura de colocar para pessoas de baixa renda que possuem animalzinho que não têm condições até pelo alto custo e a questão principalmente dos medicamentos né que é o fórum maior do projeto do programa Farmácia Pet Joana Rossler Roncatto. Muito obrigado e parabéns ao nosso Executivo.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: O senhor concede um aparte?

VER. MARCELO BROILO: Concedo.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Então aparte ao vereador Juelci.

VER. JUELCI DE SOUZA: Marcelo, eu vejo muito válido. Na época que a campanha Joaninha foi lançada eu estava no departamento de controle e proteção animal e por muitas vezes nós recebemos doações de rações vindo da campanha Joaninha. E o quê que nós fazíamos? Nós redistribuímos essa ração para as pessoas de baixa renda, nós pegávamos ali a área do Industrial, Monte Verde e levávamos essa ração lá para essas pessoas. Por quê? Por que é uma área de vulnerabilidade, eles necessitam. Quanto mais doações houverem [sic] melhor, mas precisamos ter um controle em cima dessas doações. Não adianta fazer a doação para a prefeitura e a prefeitura faz como quer. O ideal é um cadastro aonde os protetores e as famílias de baixa renda elas tenham esse cadastro e vão receber essa doação, por isso essa questão do banco de rações para ter esse controle e a ração ser distribuída para a pessoa certa. Obrigado.

VER. MARCELO BROILO: Obrigado pela contribuição, nobre vereador. E justamente a questão de organização, a questão de mapeamento de cidade vai ser muito bem feito com veterinário inclusive que possa elencar esses medicamentos então para a questão Pet, e a questão de ensinar, a questão de educar, questão de conscientizar. Então realmente assim com orgulho e o Executivo, como falei na ocasião, na segunda passada, desde abril trabalhando na parte jurídica com uma roupagem bem estruturada. Muito obrigado pelo espaço.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Muito bem, agora palavra com o vereador Juliano.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Senhora presidente, bom, vou falar de uma forma mais uma notícia trágica e triste para nós, população, mais um aumento anunciado na gasolina e no óleo diesel: 7% no na gasolina 9% no diesel. O país caminha para um caos. Somos todos os dias prejudicados, seja de uma forma ou de outra, aonde há uma ingerência aonde não há uma capacidade de governar onde que infelizmente se olhou para as especulações e para ajudar acionistas da Petrobrás foi feita aquele jogo ‘vamos diminuir a produção lá na refinaria e vamos importar. O que acontece agora com a importação? O dólar cada dia em alta, ou seja, mais uma vez a gente paga o preço. Não só quando vai lá na bomba abastecer, mas quando vai lá comprar o pão, quando vai lá comprar a carne, que por falar hoje um artigo de luxo e que durante muitos anos era comum na cesta básica do brasileiro e vamos minimizar um pouquinho, vamos focar, dos gaúchos, da serra gaúcha, é um alimento de luxo. O preço que está de não tem como acreditar. Cada dia que passa a fome tem aumentado. Também a inflação está desgovernada/descontrolada. E a gente vê que não há ações para se tentar olhar para a nação, para se tentar. O que o presidente faz? Faz mais uma ‘live’ patética dele para criar mais uma ‘fake news’, para falar que quem vai se vacinar agora transmite AIDS. Então assim, senhor presidente, pede para sair, não dá mais para te aguentar. Absurdo, é um absurdo. O que esse cidadão tem feito com a pátria é… Não temos rumos.  Tem uma frase que diz “estamos lançados à própria sorte” e sim faz todo o sentido, porque quando o timoneiro não sabe puxar o navio entra numa correnteza e acaba se perdendo. E é o que está acontecendo com o país. E eu me preocupo muito que para sair desse buraco, para sair dessa página triste da história, vai muito tempo. Quantas pessoas vão ser afetadas diretamente ou indiretamente com todas essas questões sociais, a fome, o desemprego, a violência. Então precisa, o Presidente da República tem que olhar e parar de brincar ele não é mais deputado federal. Ele condiz, ele é o líder maior da nação. Se ele não consegue, o ‘posto Ipiranga’ já deu problema e agora em meio a uma crise sanitária e política o quê que vem? O jogo eleitoreiro. Um programa para tentar aumentar o bolsa família provisório para quê? Para tentar reverter a popularidade. Então é preciso fazer politica séria nesse país e não está tendo. E quando a gente vê a quantidade de deslizes, preocupa, preocupa porque é cada vez mais pessoas que bate na porta. Então é momento de responsabilidade. O Brasil não saiu de uma pandemia, o Brasil já se passou mais de 600 mil vidas perdidas, ceifadas, muitos enganados pelo conto do vigário. Então nada se aprendeu com a pandemia, muitas vezes eu li, ouvi, assisti vídeos que talvez a maior lição da pandemia seria o aprendizado com tudo que aconteceu. Muito pelo contrário. Orçamento Geral da União qual foi a primeira área que foi cortada em 90% do orçamento? Ciência.  Porque que nós somos vacinados? Por causa da ciência. Porque que os números pandêmicos baixaram? Por causa da ciência. Só que não adianta, parece que não aprende o que é que as coisas acontecem. Então eu lamento mais uma vez e quem sofre é sempre o povo brasileiro. Sempre, de norte a sul, do Oiapoque ao Chuí. Sem credo, sem cor, sem raça, sem etnia, todo mundo sofre, todo mundo paga a conta mais uma vez por um desgoverno. Desse jeito não dá pede para sair, presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Vereador Calebe, a palavra esta com o senhor.

VER. CALEBE COELHO: Boa noite. Eu gostaria de apresentar o requerimento nº 314/2021. Então esse requerimento pede um estudo de viabilidade para implantação de tachões na via em que houver mudança no sentido do trânsito né. Então imagine vocês o seguinte: uma rua que era sempre mão única né, de repente, ela deixa de ser mão única, para a outra ser; a que cruza ela ser a preferencial melhor dizendo tá, corrigindo melhor dizendo aqui. O quê que acontece? A gente tá acostumado a vir naquela rua rápido e quase não para e não presta atenção né; se a via que passou a ser preferencial normalmente fica preferencial a que deixou de ser se tiver tachão nós vamos ter que parar obrigatoriamente né. Pelo menos por uns 6 meses então seria a minha sugestão, porque muitas vezes quando uma rua deixa de ser preferencial por causa das melhorias do trânsito acontecem ainda assim muitos acidentes, porque a gente tá acostumado né. Então da para ver aquele exemplo naquela rua lá perto do viaduto da Colombo ali né que foi mudada novamente, ficou bom assim né, mas ainda tem acidentes né. No começo teve acidentes. Então se nós pudéssemos ter os tachões ali por pelo menos seis meses a gente começa a se atentar, porque a gente é meio padrão né a gente trabalha de forma padronizada; a gente sabe onde é preferencial onde é uma única também né e aí até mudar. Então se colocar essas tartarugas ali na via que deixou de ser preferencial, ajudaria muito. Então esse é o requerimento nº 314/2021. Outro requerimento então é o nº 315/2021 que pede uma melhoria na sinalização ali da sinaleira que vai para o 1º de Maio ali né, Raineri Petrini isso? Na Raineri Petrini ali né quem vem da Grendene quer entrar para o Santo Antônio, tem horários que é complicado porque fecha o sinal e a pessoa não conseguiu dobrar à esquerda. Então se fosse três tempos provavelmente seria melhor. Então o pedido é para que seja feito então essa melhoria na sinalização né para que eu, por exemplo, quando eu venho da Grendene que eu quero dobrar para o Santo Antônio eu fico um pouco avanço um pouco na rua, para mim, fechou o sinal eu entro né. Mas não é uma coisa certa a fazer, o ideal é que a gente tivesse tempo para ultrapassar com segurança né. Então queria pedir então a votação quando for possível desse projeto do requerimento aqui nº 315 né. Falando sobre falta de emprego e falta de trabalho e as pessoas que pedem ajuda né, tem um restaurante na cidade o qual eu tenho muita amizade, faço trabalho com eles, ela não consegue funcionários. Sabe, têm umas 5 vagas lá; nem de jovens, nem de pessoas mais maduras. Então quando eu vejo senhoras, como essa senhora que esteve aqui hoje pedindo ajuda de forma arrogante, cobrando 3 vezes o valor do produto, sabe, então eu não tenho pena. Pena eu tenho das pessoas que realmente não podem, querem trabalhar, mas não podem. Porque eu já falei onde tem emprego e não quer. E cada 15/20 dias tá aí vendendo as coisinhas a um valor exorbitante. Então a gente também não é bobo de estar pagando o dobro para uma pessoa que é arrogante e que não está nem aí para o serviço, não quer serviço. Eu trabalho com o grupo As Andorinhas já há muitos anos a gente já sabe quem são as pessoas que vivem de ajuda; são essas que normalmente te fazem sentir culpado quando tu não paga três vezes o valor pelo produto que ela tá vendendo, sabem. Então existem casos e casos. Tem gente que passa fome porque se acostumou a viver de ajuda sabe e a gente cansa disso. Então eu acho que as pessoas devem tomar mais consideração e quando aparecer essa coisa de emprego vai atrás. Se tu diz para o cara que tá pedindo lá no trânsito lá “eu não tenho uma moeda hoje, mas o senhor quer emprego eu consigo para o senhor”. “Não, obrigado”. Então quer o quê? Se acostumou a viver. Se a cada 10 minutos ele receber R$ 1,00 de cada minuto, poxa no final do dia ele vai ganhar muito dinheiro; então para que trabalhar. Então não é bem assim essas coisas. Obrigado, presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: A palavra está com o vereador Sutilli.

VER. EURIDES SUTILLI: Boa noite. Eu queria parabenizar hoje os sapateiros que é o dia do sapateiro. Um setor que nos orgulhou muito e que nos orgulha até hoje na nossa cidade; já passamos por muitas dificuldades importação/exportação, dólar, pandemia e agora a gente se depara também com a falta de profissionais como o Calebe falou. Acho que nosso setor foi muito desacreditado e não se formou mais profissionais no setor e nos passamos muita dificuldade hoje que deu uma pequena aquecida no mercado e estamos na dificuldade de encontrar profissionais para dar andamento no nosso setor. Mas da consciência de todos e a boa vontade, eu acho que daqui a pouco os jovens vão perceber que só um setor não pode mover toda a economia, nós temos que se diversificar para dar andamento no que já foi o carro chefe na nossa cidade né. E com a conscientização e o apoio dos empresários, do poder público, alguns curso, algumas iniciativas eu acho que vai mudar essa percepção do da nossa população. Mais um assunto, eu protocolei hoje e eu quero dar entrada nessa Casa a emenda aditiva nº 02/2021 ao projeto de lei do legislativo nº 036/2021. Seria isso.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Muito bem, passo a palavra à doutora Clarice Baú.

VER. CLARICE BAÚ: Obrigado, presidente. Para contribuir com o professor Juliano que na verdade importante sim trabalhar com a juventude sempre, mas importante também a inserção no mercado de trabalho. Nós temos que estar atento também na questão da profissionalização. Porque tu és professor, eu também, o professor Sandro e temos consciência que o nosso ensino médio não prepara tecnicamente nossos alunos para serem inseridos no mercado de trabalho; e eles acabam realmente não tendo a experiência que é exigido para o primeiro emprego e não tendo um currículo né sendo profissionalizante. Então importante também nós termos programas para que nossos alunos possam se profissionalizar e independente de ser o primeiro emprego, ter um currículo onde possam realmente escolher onde trabalhar e não ser escolhidos sempre em trabalhos que menos pagam né, vai aí tapando os buracos das empresas. Acho que isso é uma falha grande, tu sabe que 70% de nossos alunos de escola pública não vão para as universidades então eles ficam a mercê realmente de programas de primeiro emprego ou de profissionalização. Então importante também nós nos atentarmos a essa questão, não adianta nós termos emprego, termos vaga, termos o primeiro emprego e não termos o nosso jovem com questão técnica, dar conta do recado. Vão ficar sempre esperando vagas onde os outros já não querem né. Então acho que isso poderia ser incluído nesse projeto também, nessa questão. Outra questão sobre a fome, sabemos que não é um problema e um privilégio do Brasil ou mesmo do município e sabemos também de que tem aumentado sim. Com certeza nós sabemos que o plano econômico está com problemas, haja vista a nossa inflação, mas também temos que dizer que como o Tiago Ilha falou da questão da assistência social, de que a prefeitura tem que ter realmente mais políticas públicas. Sempre teve e sempre terá, mas com certeza é importante que a gente saiba os indicadores. Vou trazer os indicadores aqui das pessoas realmente mais vulneráveis, porque isso sempre teve. Pode ter aumentado realmente em função da pandemia, em função da nossa inflação, mas todos os governos sempre se atentar a isso. E não adianta auxílio emergencial né, a gente tem que ter políticas públicas realmente para que eles tenham o seu emprego, tenham a sua dignidade. E como ouvi aqui dos colegas, tem emprego; às vezes não tem aquela questão de ter o emprego até por não ser por não ter a capacidade. Então não adianta nós achar o poder público tem que fazer isso tem que fazer aquilo. Tem que fazer e sempre fez. A gente sempre fez a nossa parte sempre fez o tema de casa. Acho que nós temos que realmente implementar programas para profissionalizar e dai não vai ter mais esse problema. Obrigada. Sim.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Um aparte ao vereador Juliano.

VER. JULIANO BAUMGARTEN: Obrigado, colega doutora Clarice. Quando tu fala principalmente do ensino médio, há muitos percalços há um desafio muito grande. Por que se a gente olhar educação há 300 anos atrás a gente vai ver aqui ela se repete na própria sistemática; pega um quadro centralizado, a cadeira do professor, a mesa, e fileiras, ou seja, a educação não evoluiu, ela está além das 4 paredes, ela está além de métodos ultrapassados. E é por isso que o que a gente tem que fazer? Ver experiências Brasil, fora do Brasil que deram certo e que envolveram e que conseguiram envolver esses jovens, envolver e desenvolver a percepção educacional, primeiro como ferramenta de cidadania né, também esse é o primeiro espaço que a escola tem que fazer, mostrar esse convívio, e depois sim despertar as habilidades e aí sim ele desenvolver perante uma profissão, perante um grupo o que ele vai querer desempenhar. Muito obrigado pelo aparte, vereadora.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: A senhora ainda tem alguns segundos. Muito bem, com a palavra o vereador Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Presidente, quero aqui também dar os parabéns para o Juelci que fez aniversário semana passada e que também dar os parabéns pela passagem nessa Casa que eu acho que tu deixou aqui um legado, fez um trabalho muito importante e também ilustrou que através da Câmara de Vereadores pode fazer muitos trabalhos voltado à causa animal, voltado a fiscalizar o Executivo, voltado a tantos serviços que podem ser levantado aqui e ser trabalhado ser comunicado ser expandido pela nossa comunidade como um todo. Parabéns, Juelci. Vereador Juliano, tu até falaste no nosso executivo federal, mas eu queria também destacar uma situação, nesse momento tão turbulento que nós estamos vivendo e estamos passando a questão da nossa Câmara dos Deputados federais que neste momento a maior preocupação do nosso presidente da Câmara é em relação com o Ministério Público; em aprovar uma PEC ter mais envolvimento ter mais ação no Ministério Público, ou seja, estamos separando de certa forma os poderes para que de repente dá a impressão que os políticos são sábios demais lá em Brasília e eles querem de certa opinar no Ministério Público e alguns momentos até de repente pelo que se observa interferir nas questões jurídicas do Ministério Público. Ou seja, estamos vivendo num momento de plena turbulência onde realmente precisamos desse olhar de todos os políticos tanto do legislativo, executivo e senado federal, mas me parece que nesse momento as preocupações são outras e não tanto com o povo e sim consigo mesmo. Em relação a eu acho que tudo que foi voltado que os senhores citaram aqui tanto da fome quanto da educação está voltado sim a políticas públicas educacional que é uma bandeira que o Partido Trabalhista sempre carregou consigo. E vejo que por incrível que pareça hoje o Nordeste ele tem se destacado tendo lá das 100 escolas do Brasil tendo lá 70 das melhores escolas; uma região onde tem muita dificuldade de se desenvolver o trabalho, porque a nossa região do sul do Brasil é uma região mais voltada para a agricultura; então nós conseguimos de uma forma ou de outra buscar o nosso sustento e através disso desenvolver um trabalho baseado nisso e aí agregando na indústria depois. Mas lá eles não têm essa facilidade até porque lá no passado até que a indústria não se implantou lá passava se 10 meses até um ano sem cair um pingo de chuva do céu que para nós é difícil acreditar, mas estando lá se percebe a dificuldade. Mas é sim com políticas públicas e inclusão social que podemos fazer com que esse povo que de repente não consegue se colocar no emprego até citei uma outra situação aqui, vereador Chico Sutilli, que tem a indústria querendo empregar e tem aqui uma pessoa que necessita de salário e do emprego também. Então temos que juntar, aproximar os dois entes, mas para isso temos que treinar o lado de lá né. Por que às vezes as pessoas é fácil a gente criticar não, mas a pessoa não tem vontade ou não tem ou não tem às vezes não; às vezes nós rotulamos por várias formas e não contratamos essas pessoas e eles também passaram a vida sem ser oferecido outras opções a não ser aquilo que eles sempre fizeram e de certa forma viram o pai, viram a mãe, viram lá o avô fazendo dessa forma, deram continuidade a isso. Embora que de repente a gente veio de uma situação muito humilde, mas a gente tinha uma situação familiar de repente diferente. Muito obrigado, senhora presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Com a palavra o vereador Mauricio.

VER. MAURICIO BELLAVER: Boa noite, senhor presidente, boa noite meu colega Alexandre Paese. Quero protocolar hoje a emenda nº 03 ao projeto de lei nº 36 do legislativo e gostaria de dar entrada nesta Casa hoje. Presidente, começa a safra do pêssego no mês que vem mais ou menos aí é o forte. E, Calebe, os produtores têm produtores que não conseguem dormir agora, porque estão pensando que não vão arranjar gente para trabalhar, a maioria da gente vem de fora e é (INAUDÍVEL). Tu vai lá, tu colhe o pêssego, é bem tranquilo, tu tem comida, café, hospedagem; é livre, tu só bota a mão para colher. Então tem serviço; não consegue gente. Tem, gente, produtor, que não dorme, porque não vai conseguir colher a safra, porque não vai não ter gente. Então serviço tem, tem bastante.  Motorista de caminhão falta. Tem um amigo meu que tem um caminhão guincho/munck vale uns R$ 600.000,00 e tá lá parado, não tem motorista, não tem operador; está lá não tem gente. Comprou tinha dinheiro comprou está lá. Nordeste, Amarante, Nordeste é um negócio rico lá; duas safras por ano de uva. Lá a maioria da safra é exportação eu conheço lá eu vou lá seguido. Tenho produção lá, nós temos frete que vem para cá. Mas olha lá é exemplo lá, os caras produzem faz qualidade, vai para fora. Tu pode ver a maioria dos produtores e tem programa na TV lá no Nordeste, o Rio São Francisco aquilo lá é… A preocupação lá é que pode acabar a água, porque todo mundo explora a água de lá né. Mas produção lá é muita coisa. Mão de obra lá tem, a mão de obra lá tem, porque muita gente e eles não é que nem aqui que a mão de obra nossa, os nossos pomar vem tudo um mês aqui. Ele vem dezembro/janeiro/fevereiro a uva, ela vem só num ano e lá então eles querem colher a uva, eles colhem o ano inteiro. Aí é uma firma né; aí, então é bem mais fácil de trabalhar lá. Toda sua. Um aparte ao Amarante.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Cedido espaço então para o vereador Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Vereador Mauricio, eu concordo contigo. E lá parece que tem dois mundo, um mundo aonde é irrigado pelo São Francisco, que é verde, e outro parece que está queimando com aquele sol quente lá de 30, chegando a 40 graus né o tempo todo; um lado é totalmente seco e onde está irrigado é verde. Realmente as frutas com doces são as melhores frutas que realmente tem pouco para o Brasil é muito exportado. E o que eu quero dizer que o povo lá é trabalhador e às vezes é falta de oportunidade né e é mesmo o que eu quis falar antes aqui que de repente nós temos que trabalhar a educação e a motivação de inserir essas pessoas que hoje estão fora do mercado de trabalho que é o nosso, acho o grande eixo para ligar e para desenvolver como um todo. E aí está a educação para fazer esta ligação. Muito obrigado, vereador.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: O senhor ainda tem 01min12s.

VER. MAURICIO BELLAVER: Mas para ter tudo isso aí é investido, todo mundo investe para ter um negócio; então a educação vem lá de casa, é um pilarzinho, e vai vindo. Era isso, senhor presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: A palavra está com o vereador Roque.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Senhora presidente, senhores vereadores, pessoas que nos assistem aqui da Câmara de Vereadores e das suas casas. Eu acho que o assunto é bem interessante viu essa questão do emprego/desemprego, da fome, da miséria. E eu acredito que nos precisamos dividir um pouco os ‘Brasis’, porque nós temos um Brasil e dentro do Brasil existem diversos brasis. Isso eu já falei uma vez aqui da tribuna com relação ao coronavírus as regras para São Paulo é igual para Farroupilha, igual para nossa vizinha Alto Feliz aqui. E não é diferente na questão de quando se fala de miséria, de miserabilidade, de pobreza, de desemprego, de falta de educação. Nós aqui ainda que sintamos as dificuldades, com certeza é bem menos, mas muito menos do que em outros lugares. As grandes mazelas não estão aqui na serra gaúcha, sem dúvida, talvez cidades um pouco maior do que Farroupilha sim, estão nas grandes capitais, nas grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, enfim. E a gente também precisa diferenciar um pouquinho o quê que é esse desemprego. O desemprego hoje o Maurício falou uma coisa muito importante: é difícil para os agricultores arrumar mão de obra, muito difícil, porque ela é sazonal; ele vem, tem gente que vem da Argentina trabalhar aqui, fica um mês, dois meses, três meses vai embora e o ano que vem vem de novo. Tem gente que vem do Alto Uruguai, têm índios que vem e têm muitos que vem aqui e acabam criando problemas, inclusive. Então isso é uma situação. A outra situação é os 19/20 milhões de pessoas que estão sem emprego no Brasil e desses 20 milhões nós temos que fazer um corte ali que tem uns que perderam qualquer perspectiva de arrumar emprego. Não arruma mais, nem procuram mais, eles nem voltam mais para casa, são uns zumbis que andam pelas ruas, não querem mais saber de nada, largaram da vida, só estão esperando, enfim, não tem mais nada a perder. E têm aqueles que querem voltar ao emprego, voltar à atividade. E quando, há muitos anos né, a gente ouve dizer que, aliás, esse é um exemplo de Jesus Cristo né que tem que ensinar a pescar e é isso aí. Só que o problema do Brasil, o Brasil se desindustrializou, está se desindustrializando, está perdendo tecnologia, está perdendo capacidade competitiva; nós estamos virando um empacotador, um revendedor, um sabe um atravessador, aqui nós estamos acabando, Sutilli, com a nossa indústria. A China tá vindo aqui, outros países estão vindo aqui e não estão vindo aqui por conta da credibilidade do governo, estão vindo aqui por conta da descredibilidade do governo. Virou uma casa da mãe Joana. O presidente, com todo o respeito, é um lúmpen, ele não pensa a longo prazo; u não penso a longo prazo ele pensa em dar um discurso hoje para dizer que quem faz a vacina vai contrair AIDS, vai pegar trombose, vai não sei o quê. Porque sabe não tem um projeto de longo prazo. E tem muita gente que está também nessa questão do emprego que faz um bico, não tem ideia de longo prazo, não quer ter uma profissão de longo prazo, não quer ter uma atividade a longo prazo, prefere ficar numa sinaleira pedindo alguns troco do que tentar uma atividade. E de que forma se combate isso? É com políticas públicas, doutora Clarice, é com políticas públicas, doa a quem doer; se não houver políticas públicas não haverá transformação. Tem uma frase que eu acho que é do Paulo Freire que diz o seguinte: “que os poderosos não têm medo de pobre com fome, os poderosos tem medo de pobre que pensa”. Então e quando nós estamos falando de pobre, existe muita gente mais pobre do que nós, mas existe pouca gente que é muito rica no mundo, no Brasil e elas detém todo o poder e esse poder elege presidente, elege senador, elege governador e vai elegendo, vai elegendo. Então eu acho que para ser justo nós precisamos sim dizer que os prefeitos, eu vou pedir espaço de liderança, os prefeitos e o seu grupo que administra a cidade…

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Espaço de liderança para o vereador Roque.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Muito obrigado. Os prefeitos e os seus grupos que administram as cidades eles são o que está mais próximo dessa população. Essa senhora que veio aqui vender, ela não vai lá vender para o deputado, aliás, até nas portas das assembleias e do congresso até se encontra, mas jamais vai vender para o presidente da república; mas ela vai abordar o prefeito na rua, o secretário, o vereador. Então eu acho que ainda que a gente tenha divergência os prefeitos são os que sustentam e que conseguem dar e fazer chegar às políticas públicas mais próxima. E eu tenho um pouco de aversão ao assistencialismo do dar por dar, isso não só na alimentação, é claro que se tu tá vendo um irmão passando fome, pô é sacanagem tu exigir dele outras coisas, dá comida para ele e depois tentar conversar com ele. Agora em determinada s questões parece que vira hábito porque se não aprender a pensar, se não aprender raciocinar, se não aprender a evoluir, a criar a sua família, a botar o seu filho na escola, a ensinar ele uma profissão, uma educação, ensinar que o dinheiro bom mesmo é o dinheiro que vem do trabalho, é difícil que esse ciclo vá mudar. Tem gente que pede esmola aqui em Farroupilha desde a época do Sarney, sabe não vai mudar, porque é o vício só que quem sustenta isso também é um pouco responsável, também é um pouco responsável. Eu era vereador em 96/97 e as pessoas que pedem aqui pediam naquela época também. Então isso não vai mudar esse vício se a gente não cortar o mal pela raiz. É a mesma coisa, por exemplo, assim que eu acho que foram programas sensacionais que foram criados, por exemplo, o Prouni. Mas o Prouni deveria de ter uma contrapartida. Se formou em odontólogo, vai prestar um pouco de assistência nos postinhos de saúde, dar atendimento, se formou em Direito vai prestar assessoria para as pessoas na área jurídica, se formou em medicina vai atender num postinho e assim sucessivamente né. Agora tudo que vem muito de graça, a tendência primeiro é acabar logo, porque ninguém consegue dar o tempo inteiro né e outra que quem recebe sem ter nada em contrapartida vai viciar que acha que tá tudo certo; bom, ganhei então é só ir lá bater de novo que ganha de novo. Então acho que a questão educacional ela é fundamental desde o município, ao estado e ao governo federal. E eu lamento, mas lamento profundamente, porque eu acho que o governo federal ganhou a eleição com um discurso que conseguiu encaixar em uma necessidade de alguém que era meio que um salvador da pátria e não existe salvador da pátria. Não existe, as coisas, as coisas são difíceis, as coisas são difíceis para todos, para todos é muito difícil. Então aquele discurso de que Deus resolve tudo, basta ter fé né, pastor Davi, não é o suficiente só ter fé né. A fé sem obra é inútil para a salvação já dizia na Bíblia lá a questão dos talentos né que recebeu tantos talentos e depois foi cobrado, foi pedido contas prestação de contas de que você fez com os talentos que você recebeu, teve um que enterrou e guardou para que pudesse devolver no mesmo valor que havia recebido. Então eu acho que a gente precisa investir na educação e lamentar que a presidência da república, como falou o vereador Juliano, no momento em que há necessidade de dar provas de que você está alcançando o braço e indo ao encontro da ciência, você vira as costas e o Marcos Pontes lá, o ministro da ciência e da tecnologia, até foi chamado fica quieto aí né para de falar do governo que cortou verba da área da ciência e tecnologia.  Porque que nas escolas a gente aprende tantas questões que às vezes parecem inúteis né, vereador Sandro. O Ramiro, meu filho, às vezes chega em casa: “não sei por que estão ensinando isso na escola”. “É para fazer a gente pensar, meu filho”. a gente precisa pensar, precisa ler o livro que gosta e o livro que não gosta quando é pequeno para depois aprender, a saber, o que é melhor, ter escolhas, pensar, raciocinar, exercitar o cérebro; o cérebro é um músculo, se não tiver exercício, você não vai pensar. Então acho que nós criamos e espero que a gente esteja chegando no fim, mas pelo uma fase de pessoas que não precisam pensar, achando que um político vai resolver a tua situação. Não vai resolver, pode ter certeza disso.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Com a palavra o vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhora presidente, colegas vereadores e vereadoras. Como é importante a gente trazer esse tema para nossa sessão que acabou com a colaboração importante de todos os colegas vereadores, talvez a principal pauta dessa discussão na noite de hoje. Eu me sinto muito feliz em trazer esse levante, porque ele é um tema interessante. Muitas vezes a gente tem uma dificuldade de compreender e precisamos nos fazer uma pergunta: “será que eu sei o que eu tô proseando quando eu discuto o que é assistência social e o que é assistencialismo”. Para a gente compreender melhor essa diferença, a gente precisa entender que assistência social é um direito do cidadão, é um direito do cidadão, nós precisamos ter o acesso a esse direito. Por mais que a questão do assistencialismo pode configurar e representar algo negativo ou prerrogativo [sic] nem sempre é porque ele está tratando exatamente da necessidade do cidadão naquele momento. Quando o vereador Calebe fala que foi oferecido de forma arrogante até lamento a sua abordagem, porque eu fui abordado de uma forma muito respeitosa, democrática, como alguém que está vendendo um produto. E que por mais que o senhor considere que esse mandolate que nós compramos dessa senhora aqui está muito acima do preço, eu fui pesquisar e ele está dentro da média de preço para aquele que tem 200g, aliás, deve estar muito delicioso, e 100g desse mandolate tá 5.98 segunda pesquisa de mercado da associação nacional do supermercados. Então 5.98/100g esse tem duzentas R$ 10,00 que nós pagamos aqui, compramos de forma compartilhada com o vereador Amarante. Mas não é o valor, é o gesto, vereador Calebe. Eu prefiro muito que essas pessoas estejam vendendo mandolate acima do preço, do que estejam com uma arma dando um tiro quando tu vai pegar teu carro para ir embora ou quando tu vai parar na sinaleira, e por um desespero, ela possa cometer uma bobagem de pegar o que não é dela. Aqui ela não estava roubando nada, ela estava vendendo um produto, eu podia ter comprado ou não. Qual o problema? Ofereceu eu quis, não quis, comprei. Mas essa discussão na noite de hoje, vereador Mauricio, que comentou é bem verdade inclusive na nossa própria empresa nós temos dificuldade muitas vezes de arrumar funcionários, porém isso está muito relacionado com a questão também das oportunidades. Nós vivemos num Brasil que ele não tem tanta oportunidade, porque dependendo da pessoa, ela chega em alguns lugares ela nem recebida é né. Nós temos uma carga de preconceitos mesquinhos, baixos e que inclusive a gente sente que é totalmente desnecessário. Estou aqui também lançando hoje mais uma campanha, além da campanha que estou aqui me somando aos vereadores para a gente fazer de arrecadação de alimentos, me deu aqui também uma ideia de a gente fazer uma campanha até pelo nível de conhecimento aqui; muitos empresários né, o Chico, tá aqui o Mauricio, pessoas que lidam todo o dia, o Amarante, conversa muito com as empresas, enfim, a maioria dos vereadores né para que a gente faça um banco legislativo de currículos da sociedade. E que a gente possa com a nossa liderança como vereadores quem sabe receber da comunidade e com uma ligação telefônica né encaminhar uma pessoa que está precisando trabalhar. Eu concordo com vocês, nós temos que não só dar o peixe, talvez no primeiro momento comprar isso aqui seja dar o peixe um momento daquele momento que a vida daquela pessoa está passando, mas a gente precisa ir mais além. Eu acho que uma coisa complementa a outra. Quem sabe que a próxima vez que essa senhora possa vir aqui, que a gente possa entender o que ela sabe fazer de que forma ela sabe fazer e a gente possa sugerir com uma ligação telefônica nossa quem sabe pelo conhecimento que todos os vereadores têm. Imagina um empresário recebe uma ligação: “poxa, olha, tem uma pessoa com um bom perfil aqui; quem sabe a gente não pode aproveitá-la”. É uma forma de a gente criar esse desafio, de fazer até um banco legislativo aqui de currículos para que a gente possa encaminhar. Hoje eu conversava com um jovem que também passa por essa necessidade e me disse uma ideia semelhante com essa que me veio aqui nessa discussão. Quem sabe a gente pode amadurecer essa proposta e trazer aqui um banco legislativo né de receber currículos da sociedade para encaminhar, ajudar a encaminhar as pessoas que precisam trabalhar. Era isso, senhora presidente.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Muito bem, agora a palavra está com o vereador Juelci.

VER. JUELCI DE SOUZA: Senhora presidente, também vejo que a questão da juventude é algo que se busca nas empresas mesmo. Pessoal tem procurado emprego, mas a grande maioria das empresas elas têm pedido experiência; sempre se pede experiência, sempre se pede experiência. Então eu vejo que as empresas elas podiam disponibilizar do seu espaço algumas vagas para a pessoa que está lá e quer aprender. Então vejo bem válida essa ideia do vereador Juliano. Outro assunto, senhora presidente, eu gostaria de hoje dar mandar um abraço todo especial para o pessoal do setor do BTI da prefeitura, parabenizar o Márcio e o pessoal que tem trabalhado que eles têm feito um bom trabalho em cima da distribuição desse agente que faz o combate ao borrachudo. Nós temos ainda no município algumas áreas que são gargalo, alguns setores na comunidade que ainda necessitam de mais um cuidado em cima dessa distribuição tanto é que eu vou passar com o Márcio, vou passar essa demanda que existe. Mas eu sempre tenho aquela opinião, nós estamos aqui temos alguma algumas coisas alguns apontamentos que temos que falar, mas também temos falar as coisas boas que fazem tá. Eu vejo assim, toda administração vereadora Clarice foi secretária da saúde foi subsecretária sabe bem essa questão do BTI e a distribuição no interior; sabe como o pessoal do interior necessita desse insumo para poder fazer a sua produção. Então eu vejo que nós temos que reconhecer esse trabalho que foi iniciado quando estávamos na secretaria e hoje ele tem sido feito dentro do que se espera. Obrigado, senhora.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: A palavra está com o vereador Sandro.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, senhora presidente. Na verdade é um assunto que me faz pensar muito: sala de aula. É no mínimo interessante, entram várias lógicas aqui na minha opinião a respeito do que se fala aqui. Sim, é verdade tem gente que realmente não quer trabalhar, isso existe em nosso país; é verdade que gente tem gente que não tem oportunidade, tem gente que vive em sociedades, vivem em labirinto, vivem em lugares, eu ouvi um relato certa vez de uma criança em uma daquelas favelas do Rio de Janeiro dizendo que o sonho dela era ser traficante. Mas aquele é o mundo dela, aquele é o referencial dela. E daí eu vou colocar a culpa sim na mãe, mas a mãe teve uma bisavó, uma avó, quer dizer uma bisavó e isso vem de lá de trás, isso vem de um bolo gigante. No meio desses tem gente que não querem trabalhar? Também tem. No meio desses tem muita gente que quer trabalhar e não tem oportunidade? Com certeza tem. Avaliação única é simplesmente complexa demais pensar simplesmente num referencial até porque o referencial se dá em função de várias análises. O meu referencial o que é verdade para mim o que para mim é verdade em função do meu umbigo, para outra pessoa é totalmente diferente. Uma das coisas mais inteligentes que a gente tem na ciência, segundo opinião dos cientistas, é a teoria da relatividade relativo, de Albert Einstein. E ele mesmo autor de um livro dizia que é essencial em ciência que possamos nos desvencilhar dos preconceitos que estão profundamente arraigados para que assim sim possamos ser críticos. Então tenho que concordar com várias falas, e concordo também com a fala que o assistencialismo demasiado também, e um professor de filosofia amigo meu de Caxias do Sul disse que enquanto o assistencialismo é necessário, Rodrigo dizia isso e acho muito inteligente da parte dele, é extremamente importante esse assistencialismo, agora quando ele volta para um lado voltado para a questão de arrecadar votos também é preocupante. Então se não tivermos um equilíbrio em tudo na vida, estamos perdidos. Na educação agora tem um novo ensino médio, na educação existe vários culpados, professor/direção de colégio/a própria sociedade, aonde têm pais que chegam em casa se os filhos não tiver um conteúdo dado da maneira tradicional acham que não foi aula. E a gente fica dizendo no meu tempo… Me digam ali, 2ª lei de Newton o que ela diz? Estão lembrando? Não. Então eu dou aula, por exemplo, de campo magnético dentro de espira circular. O que esse cara quer saber do campo magnético dentro de ‘n’ espiras circulares. Mas se pegar o imã e entender por que funciona a bússola, botar isso num contexto, fazer com que seja interessante, porque a gente precisa da tecnologia sim. O país precisa e precisa ser oportunizado as nossas crianças. Não estão a procura de uma bateria ideal? Suponhamos que eu tenho uma empresa que vende celular e não vou fazer pesquisa, não vou oferecer pesquisa, mas meu concorrente faz pesquisa, no país dele faz pesquisa, amanhã ele chega com uma bateria no celular dele e fica um mês carregado sem descarregar. Eu fali, eu afundei minha empresa, porque não investi em tecnologia. Se eu não fizer isso, sim, vereador, já lhe cedo, se eu não fizer isso o país está fadado ao fracasso. E eu fico indignado quando que alguém chega e diz assim “para que isso?” Para oferecer tecnologia, oferecer oportunidade de entender que se a gente não tiver a gente sucumbe. E é tão interessante ver que chegou uma foto no meu celular, sim, ela chegou da onde, do nada? O estudo não é relevante, não é eficaz? Eu vou ceder o aparte, porque senão não consigo mais ceder. Espaço ao vereador Roque.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Espaço ao vereador Roque.

VER. ROQUE SEVERGNINI: Obrigado, Vereador Sandro. Nessa linha de raciocínio que você vem desenvolvendo me associo, assino embaixo. E quero dizer o seguinte quem descobriu a maquina digital de fotografia foi a Kodak e ela guardou, porque não queria abrir mão do seu produto, porque a máquina digital ia sucumbir o que eles já tinham. E onde está a Kodak na questão da máquina digital hoje? Tem que ser socializado né o conhecimento.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, vereador. Utilizo meu espaço só para terminar, presidente, bem rapidinho, espaço de líder de bancada.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Espaço de liderança ao vereador Sandro.

VER. SANDRO TREVISAN: Então assim, a gente precisa sim e são realidades na minha opinião, contextos diferentes aqui na nossa região tem muito serviço sim tem muito serviço tem bastante serviço. Têm pessoas que realmente não conseguem ir até o serviço, que não entendem tem dificuldade no sentido de poder fazer esse ‘link’. Existe? Existe. Menos? Acredito que sim, minha opinião. Agora, existe muitos locais em que existe uma quantidade absurda de pessoas que realmente tem que ser dado a eles em função de um poder que faça com que eles saiam de onde estão, entendam o mundo diferente. Porque, repetindo: aquela criança que queria ser que nem o traficante é porque para ela aquele era o referencial. E se não tiver alguém realmente maior, com a mão maior, capaz de entender isso, colocar eles no colégio, fazer com que eles sejam integrados a uma nova sociedade, o sistema vai continuar desse jeito. E por isso que eu acredito agora que o novo ensino médio em função do pouco que eu vi até então, ele começa a trabalhar de uma maneira diferente e a sociedade, os pais, todos têm que entender que não adianta colocar o aluno dentro da sala de aula a manhã inteira, socado, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo. Ele vai odiar o colégio, ele vai querer sair correndo de lá. Nós temos que entender isso de maneira mais complexa, porque daí sim a gente vai ter uma aprendizagem. Acho que tem que ser cobrado, mas tem que ter uma maneira de poder fazer com que ele entenda o sistema, que ele entenda o mundo que ele veja isso como algo interessante. Quando o aluno entendeu aquilo e gostou e achou interessante, tu não precisa mais ficar socando goela abaixo para ele, ele vai por si só buscar esse conhecimento. Isso é muito interessante. Obrigado.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Agora eu cedo a palavra ao vereador Amarante no seu espaço de liderança.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Vereador Sandro, parabéns pela sua explanação. É isso, é isso que nós temos que ser que olharmos, porque eu cito que aquela criança que nasce lá na favela vai ver o que tem ao seu entorno né, ou seja, o nosso futuro tá muito ao nosso entorno. Aquela família que nasce num casal de médico, por exemplo, aquela criança que nasce num casal de médico, engenheiro ou advogado ele seguir muito próximo da onde está. E a mesma coisa aquela situação daquela criança vulnerável; então lá tem que ir tem que ter sim a inserção do poder público e olhar e fazer trabalho que desenvolva aquela comunidade e transforme-se em cidadões [sic] lá como todos merecem ser. Até porque todos nós temos dores, vontades, enfim, anseios né. Mas eu quero falar aqui de uma empresa aqui de Farroupilha que também tudo que faz, assim como seu Adelino Colombo que nos deixou recentemente, essa empresa vem desenvolvendo; vereador Roque; e tu que está sempre nessa seara né; a empresa Biamar. Que tudo que ela ganha e faz; ela investe aqui no nosso município, ou seja, através de outras obras ou através de mais empregabilidade, ou seja, através de gastar nas lojas com engenheiros/arquitetos, ela movimenta o nosso mercado como um todo. É diferente né, vereador Roque, que às vezes vem uma empresa da China ou lá de bem longe que vem aqui, pega o nosso dinheiro e leva para bem longe. Então essa empresa além de trazer a tecnologia como está trazendo, ela deixa todo seu investimento. Às vezes a gente pergunta lá quem é os empregados? Porque tem às vezes até se confunde porque o dono da empresa às vezes vai lá as 03h sai às 22h em épocas de temporada e aquilo que ele gasta é tão pouco quanto o que ele investe no dia a dia para o progresso de nossa cidade. Então essa empresa hoje ali no passado, ela também investe junto ao poder público em algumas ações. Lembro que quando asfaltamos a Júlio de Castilhos, a empresa Biamar vestiu, investiu um valor em colocar lá as lombo faixa que não estava no nosso projeto, também investiu na drenagem colocando lá tubulações de diferenciado de PVC, um tubo que não era, ele é rosqueado ele não é de concreto, dando muito mais qualidade e durabilidade. E agora mais também a nível de informação está neste momento com a Rua Guilherme Engers trancada que por baixo está passando um viaduto e depois então essa empresa vai entregar, vai devolver essa rua para o município com recapeamento asfáltico. Isso também não estava no seu projeto, não tinha, não tinha assim um acerto junto ao município, mas entregará para nós que vamos fazer o uso dessas ruas com uma camada asfáltica. Então são empresas como essas também que são nossas, natas aqui da nossa cidade, que às vezes também temos que falar né, Vereador Roque, que tem recentemente o governo anterior trabalhou muito também para trazer empresas aqui da nossa região, do nosso Estado e ser implantada seu parque fabril aqui em nossa cidade. Empresas voltadas um pouco mais a tecnologia com mão de obra mais valorizada. Porque quando a gente fala com a empresa de calçado ela saiu daqui se deslocou para o Nordeste, lá porque é uma mão de obra chamada primária, fácil de manusear fácil de aprender, assim como o momento que essa empresa de repente achar que ela tá competindo com o mundo todo, daqui a pouco ela vai sair de lá vai para o Vietnã, vai de volta para China, enfim, aonde ela tiver a possibilidade de continuar sobrevivendo e se mantendo no mercado. Mas graça a um trabalho feito junto à gestão pública aqui do município, o nosso município recebe empresas voltadas aí a tecnologia e mão de obra mais valorizada.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Concluindo.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Muito obrigado, presidenta.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Se nenhum Vereador mais quiser fazer uso da palavra… Desculpe, eu não lhe entendi. Espaço de liderança ao vereador Tiago Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Vereador Sandro Trevisan, talvez nesses cinco anos que nós estamos aqui junto, olha uma das falas que eu mais apreciei de vossa pessoa pelo seu contexto não só pelo tema abordado aqui, mas pela propriedade que o professor colocou aqui hoje. Só quem tem ferida no lombo a pontaço de lança sabe onde ela dói, só quem tem ferida no lombo a pontaço de lança sabe onde ela dói. Cada um no ambiente que se encontra, apresenta a realidade que tem e nós estamos falando aqui que é a prerrogativa do nosso trabalho não é de apontar se uma pessoa quer ou não quer trabalhar, nós precisamos como homens públicos trabalhar políticas públicas que estejam oportunizando o real e iguais condições a todos. Por que aquele que não quiser aproveitar, Mauricio, perdeu, perdeu a oportunidade. Mas não precisamos usar o espaço que é nosso aqui para que a gente cative e a prerrogativa do vereador talvez fique curto as nossas ações no ponto de vista de efetividade, mas que a pauta de hoje, vereadora líder do governo, possa através da tua importante fala no executivo municipal, amanhã vou estar com o prefeito devo comentar esse assunto, a importância de criar uma política pública forte nesse sentido. Que ela possa ter o alicerce dividido em três pilares fundamentais: oportunidade e geração de emprego não somente com o balcão do trabalhador, porque muitas às vezes ou talvez ampliar o balcão do trabalhador para que ele possa ter uma forma muitas vezes mais rápida de ter acesso né. Não sei se hoje tem, mas na nossa época eu falava muito o balcão do trabalhador precisa ser rápido no ponto de vista de mandar pelo Whatsapp né e imediatamente criar um disparo para os RHs das empresas; ou quem sabe fazer campanhas itinerantes que o município tem essa prerrogativa. Olha, todo sábado de manhã o município vai colocar o balcão do trabalhador na praça quem tá procurando trabalho nos catalogamos as empresas, descobrimos a necessidades, Mauricio, do interior, da cidade, das empresas, vamos lá todo o sábado de manhã colocar oportunidades. Olha estão aqui, vamos fazer uma forma de trabalho na hora do meio-dia, não sei, para que a gente possa oportunizar que tem muita realidade de mães que estão com dois problemas, dois problemas: não tem trabalho e não tem onde deixar os filhos. Então ela tem já dois problemas para resolver que ela só pode encaminhar quando consegui resolver um e daí para buscar um ela tem que resolver o outro. Imagina a situação né. Então nós precisamos encontrar ferramentas de políticas públicas, de agenda de governo, acho que é isso que é importante dizer aqui. Nós precisamos como vereadores auxiliar ao prefeito que ele apresente uma agenda de governo nesse sentido. Secretário Jorge Cenci que é o responsável pela pauta, tem capacidade suficiente para apresentar uma agenda de governo clara que a gente venha aqui entenda que a sociedade possa participar e que nessa área social a gente possa sim desenvolver. Talvez não seja um grande projeto que eu vou dizer hoje, mas estou aqui aproveitando esse espaço para dizer; a partir de amanhã, inclusive se algum vereador quiser fazer a mesma coisa, as pessoas que estiverem nas redes sociais pode nos chamar pode trazer aqui na nossa bancada, enfim, e tiverem precisando de um trabalho que possam apresentar seu currículo, a sua experiência e eu vou estar recebendo como vereador, como pessoa né. E se eu puder, através do conhecimento que eu possa ter, que é grande ou pequeno não sei eu posso depende fazer algumas ligações né mandar um Whatsapp para algum empresário “olha tem aqui uma pessoa que está precisando trabalhar”. Por            que o trabalho dignifica o homem. É uma oportunidade que tem e eu tenho observado e aí vem uma outra seara, gente, na empresa que eu ajudo a minha esposa trabalhar, que é um restaurante, eu já vi pessoas que chegou na entrevista e que a primeira impressão, infelizmente, a pessoa não conseguiu por que tem uma relação também de marketing pessoal nessa história, ela não conseguiu se vender na primeira imagem, talvez estava nervosa, talvez não tinha experiência suficiente. Mas em uma oportunidade de uma semana, vereadora Clarice, talvez uma das principais colaboradoras que nós temos hoje. Então as pessoas também precisam de uma oportunidade para mostrar se consegue ou não. Então nós precisamos encontrar ferramentas efetivas para políticas públicas sociais que possam sim desenvolver um trabalho efetivo na nossa cidade e tô muito feliz, porque essa pauta tomou conta aqui do meus colegas vereadores. Muito obrigado.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Se nenhum vereador quiser mais fazer uso da palavra encerramos espaço do Pequeno Expediente e passamos ao espaço de comunicação importante para assuntos urgentes e inadiáveis; espaço destinado aos líderes de bancada ou por ele cedido a outro vereador pelo tempo de 2 minutos.

 

ESPAÇO DE COMUNICAÇÃO

 

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Vereador pastor Davi.

VER. DAVI DE ALMEIDA: Boa noite, senhora presidente, boa noite a todos os vereadores, a imprensa que está conosco. Senhora presidente, no dia 5 de novembro, às 19h, nós vamos ter aqui nessa Casa o Projeto Legislativo em Ação em parceria com a Escola Pública de Música bem como a Secretaria de Educação; um vídeo documentário sobre a primeira década da banda municipal Cinquentenário e uma apresentação da nova formação da banda que será nesse dia então. Nós estamos fazendo esse vídeo documentário, o Gabriel, a Taís que estão trabalhando nesse projeto também juntamente comigo, nós estamos ouvindo muitas pessoas que passaram pela banda, que tocaram, investiram e nós estamos resgatando tudo isso a nossa cultura, nossa arte aqui. E hoje eu quero citar que nós tivemos aqui a senhora Dolores Maggioni contribuindo né com muita propriedade, falando não só sobre a banda, mas a cultura do município. Então quero convidar a todos os vereadores para que neste dia a gente possa estar prestigiando, porque também será apresentada a nova formação da banda municipal Cinquentenário o novo regente da banda também. Então vai ser uma noite muito bacana aqui na sexta-feira dia 5 de novembro, às 19h. Muito obrigado, senhora presidente

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Algum? Vereador Amarante.

VER. GILBERTO DO AMARANTE: Sim, então amanhã, presidenta, aproveito para convidar os pares vereadores às 14h30min nós vamos estar passando lá na Escola Zelinda Pessin. É uma escola que está ficando pronta embora estar com um ano de atraso tá causando aí alguns transtornos e a comunidade está apontando né. Mas o Executivo fez muitas obras complementares que não estavam previstas também tá então convido os demais vereadores que queiram estar presentes; aqueles que queiram né. Obrigado.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Vereador Ilha.

VER. TIAGO ILHA: Senhora presidente, na condição de vereador líder da bancada do Republicano queria também aproveitar esse espaço e dar entrada a emenda aditiva nº 01/2021 ao projeto nº 33/2021 deste vereador. Muito obrigado.

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Mais algum vereador gostaria de fazer uso desse espaço? Se nenhum mais vereador quer fazer uso da palavra, encerro o espaço de comunicação importante. Espaço do presidente, 5 minutos para aviso/informações sobre assuntos institucionais do Legislativo.

 

ESPAÇO DO PRESIDENTE

 

1ª VICE-PRES. ELEONORA BROILO: Eu gostaria apenas de comunicar então a todos os vereadores que dia primeiro não será considerado feriado, nós trabalharemos normalmente na sessão. Era isso o que eu tinha para comunicar aos senhores. Encaminhamos às Comissões de Legislação, Justiça e Redação, e Infraestrutura, Desenvolvimento e Bem-Estar Social os projetos de lei do executivo nº 44/2021, nº 45/2021, nº 46/2021, nº 47/2021, nº 48/2021, nº 49/2021 e nº 50/2021; e o projeto de lei do legislativo nº 46/2021. Encaminhamos o projeto de resolução nº 45/2021 que altera o regimento interno o qual deverá ser formado comissão especial; então essa comissão especial deve ser formada ainda no dia de hoje, um por bancada. Por favor, indiquem os, quem vai fazer parte da comissão. PL/Mauricio, PP/professor Sandro, MDB/Marcelo ok, PSB/Juliano; bom, não tem alternativa né, pastor. PDT/Amarante e o Tiago Diord Ilha. Formada então a comissão especial. Nada mais a ser tratado, declaro encerrada a presente sessão ordinária. Boa noite a todos.

 

 

 

 

Eleonora Broilo

Vereadora 1ª Vice-presidente

 

 

 

 

Felipe Maioli

Vereador 1º secretário

 

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa e Apoio Administrativo.