Pular para o conteúdo
03/12/2020 01:53:02 - Farroupilha / RS
Acessibilidade

Ata 4025 – 15/06/2020

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Fernando Silvestrin.

 

Às 18 horas o Senhor Presidente Vereador Fernando Silvestrin assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Vereadores: Arielson Arsego, Deivid Argenta, Eleonora Peters Broilo, Fabiano André Piccoli, Jonas Tomazini, Jorge Cenci, José Mário Bellaver, Josué Paese Filho, Maria da Glória Menegotto, Sandro Trevisan, Sedinei Catafesta, Tadeu Salib dos Santos e Thiago Pintos Brunet.

 

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Sessão de 15 de junho de 2020. Invocando o nome de DEUS, declaro aberto os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Solicito ao Vereador Arielson Arsego, 1º Secretário, para que proceda à leitura do Expediente da Secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SECR. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. Gostaria de cumprimentar aqui o Leandro da TV Serra também e há pouco eu tinha visto o Zé da Rádio Miriam e o Muller da Rádio Spaço. Ofício nº 233/2020 – SEDUC. Farroupilha, 15 de junho de 2020. Excelentíssimo Senhor Fernando Silvestrin, Presidente da Câmara de Vereadores Farroupilha/RS. Assunto: Convite. Senhor Presidente, Senhores e Senhoras, na oportunidade que cumprimentamos Vossas Senhorias vimos por meio deste, em nome do Senhor Prefeito Municipal Pedro Evori Pedrozo e o Secretário Municipal de Educação Vinícius Grazziotin de Cezaro, convidá-los para participarem de reunião para tratar de assunto relativo ao pagamento de vagas para as escolas de educação infantil que será realizada no dia 17/06/2020, quarta-feira, às 14 horas, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal. Atenciosamente, Vinícius Grazziotin de Cezaro Secretário Municipal de Educação. Ofício nº 91/2020 – SEGDH. Farroupilha, 10 de junho de 2020. Excelentíssimo Senhor Fernando Silvestrin, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores. Farroupilha/RS. Assunto: Pedido de Informação nº 13/2020. Senhor Presidente, em atenção ao Ofício nº 187/2020 que trata do Pedido de Informação nº 13/2020 de iniciativa da bancada do PSB, encaminhamos resposta em anexo formulada pelo servidor público Leonardo Tartarotti Beltrami. Atenciosamente, Pedro Evori Pedrozo Prefeito Municipal. E aqui então vem o parecer técnico que está anexo a este ofício e os Vereadores que tiverem interesse está na Secretaria da Casa. Oficio nº 093/2020 – SEGDH. Farroupilha, 10 de junho de 2020. Excelentíssimo Senhor Fernando Silvestrin, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores. Farroupilha/RS. Assunto: Pedido de Informação nº 15/2020. Senhor Presidente, em atenção ao ofício nº 189/2020 que trata do Pedido de Informação nº 15/2020 de iniciativa dos Vereadores Deivid Argenta da Bancada do PDT, Eleonora Broilo da Bancada do MDB, Josué Paese Filho e Sandro Trevisan, da Bancada do PP e Maria da Glória Menegotto da Bancada da REDE, encaminhamos resposta em anexo formulada pelo servidor Juelci de Souza e pela Secretária Municipal de Saúde Vanessa Zardo. Atenciosamente, Pedro Evori Pedrozo Prefeito Municipal. E vem então o Ofício nº 012 e os Vereadores que tiveram interesse está na Secretaria da Casa. Ofício nº 092/2020 – SEGDH. Farroupilha, 10 de junho de 2020. Excelentíssimo Senhor Fernando Silvestrin, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores. Farroupilha/RS. Assunto: Pedido de Informação nº 14/2020. Senhor Presidente, em atenção ao Ofício nº 188/2020 que trata do Pedido de Informação nº 14/2020 de iniciativa da Bancada do MDB, PP, PSB, encaminha-se a solicitação de contratação do referido serviço emitido pelo Senhor Claiton Gonçalves, Secretário Municipal de Gestão e Desenvolvimento Humano interino, ratificada pelo Procurador-geral David Tolomeotti, juntamente com a justificativa de inexigibilidade de contratação com a respectiva especialização deste advogado. Atenciosamente, Pedro Evori Pedrozo Prefeito Municipal. Da mesma forma está o ofício nº 55/2020 e os termos de referência, enfim, toda a resposta do Pedido de Informação anexo a este Ofício nº 92 que está na Secretaria da Casa. Os Vereadores que tiverem interesse poderão retirar uma cópia ali então. Era isso, Senhor Presidente. Muito obrigado.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Arielson Arsego. Antes de iniciar o Grande Expediente quero saudar todos os Vereadores e as Vereadoras aí, a Maria da Glória Menegotto e Eleonora Broilo. Quero saudar a Secretária de Gestão e Governo, a Elda Bruttomesso, quero fazer uma saudação especial aos internautas que nos assistem, à TV Serra, através do Leandro Adamatti que está aqui presente, a Rádio Spaço FM, através do Muller, e a Rádio Miriam, através do Zé Theodoro que está aqui presente também, e os funcionários da Casa e demais presentes. Passamos então agora ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Eu convido o Partido Socialista Brasileiro – PSB – para que faça uso da Tribuna. Fará uso da tribuna o Vereador Fabiano Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Boa noite, Senhor Presidente, colegas Vereadores, imprensa presente, o público que nos acompanha pelas redes sociais, Secretária de Gestão e Desenvolvimento Humano, a Elda; obrigado pela presença, Elda, e por permanecer na Casa. Então quero, colegas Vereadores, apresentar um Projeto de Lei que ainda não darei entrada na Casa em função de um próximo passo que compartilho com vocês depois que é um Projeto de Lei Anticorrupção. É uma adequação a nossa legislação Municipal hoje nós temos um decreto que vigora com esse tema. Pode passar, Rose, por favor. E é uma adequação então à Lei Federal nº 12.846, de 1º de agosto 2013, que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública nacional ou estrangeira, e dá outras providências. Nós temos uma lei estadual também em vigor que é a Lei nº 15.228/2018 também que dispõe sobre a aplicação no âmbito da administração pública estadual da Lei Federal nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública nacional ou estrangeira, e dá outras providências. Então nós temos uma Lei Federal, uma Lei Estadual e no município nós temos um Decreto. E acredito que é interessante, propício, nós termos uma legislação municipal que trate sobre o tema. Nós temos algumas cidades aqui no país que já possuem a legislação, o Estado de Pernambuco, né, Canoas, Novo Hamburgo, Vitória no Espírito Santo por decreto, São Paulo por decreto. Então alguns municípios trabalham por decreto e outros por lei. Sabemos que a força de uma lei na hierarquia do nosso ordenamento jurídico é muito maior que de um decreto. Então passado pela Câmara de Vereadores, aprovado por nós, essa lei ela é muito mais forte do que uma, do que um decreto. Então o Projeto de Lei que a gente propõe, dispõe sobre então a aplicação no âmbito da administração pública municipal dessa Lei Federal nº 12.846, que é de 2013, e que também dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública. Vereador Arielson, eu gosto de falar bastante, mas seria injusto, desculpa, 12 minutos. Obrigado. Eu ia ficar falando aqui, Vereador, uma meia hora e então, contra, dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública. O quê que é essa, essa, essa lei nos traz? A proposta ali no artigo 3º, diz que a aplicação da presente lei pelas autoridades públicas, deve obedecer aos seguintes princípios: promoção e fortalecimento de medidas pela prevenção e combate eficaz à corrupção; adequada gestão dos assuntos e dos bens públicos; formulação e aplicação de políticas coordenadas contra a corrupção que promovam a ampla participação da sociedade e reflitam os princípios do estado democrático de direito, a integridade, a transparência e a obrigação de prestar contas, o reconhecimento da responsabilidade no meio empresarial, na promoção da ética, nas relações entre setor público e o setor privado. O que seria então os atos contra a administração pública? Promover, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público ou a terceira pessoa a ele relacionada, financiar, custear, patrocinar ou de qualquer modo subvencionar a prática dos atos ilícitos previstos nesta lei, utilizar-se de interposta pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular seus reais interesses ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados e no que toca a questão de licitações e contratos públicos, frustrar, fraudar, combinar ou qualquer outro expediente o caráter competitivo do processo licitatório público, impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório, fraudar licitação pública, criar de modo fraudulento ou irregular pessoa jurídica para participar de licitação pública ou celebrar contrato administrativo, enfim, têm uma série de critérios no artigo 4º que trazem o que seriam esses atos lesivos à administração pública. Então esse Projeto de Lei anticorrupção ele vem combater na esfera privada as empresas que cometem atos lesivos ao ordenamento público. Temos então depois toda o processo administrativo de responsabilização, possíveis acordo de leniência, então é um projeto bastante extenso em que há multas então para as empresas que cometerem esses atos lesivos à administração pública. Pode passar, Rose, por favor. Aqui nós temos então como sugestão, antes de protocolar o Projeto de Lei, nós vamos compartilhar com todos os Senhores para que a gente possa fazer uma análise prévia. E o quê que eu sugiro aqui? Que nós, Presidente, formemos um grupo e com uma sugestão com a CCJ, e se algum outro Vereador quiser participar, mas é só para a gente ter um grupo menor de trabalho, a OAB e Observatório Social que tem essa pauta e aí a gente estende o convite ao Poder Executivo, se algum membro do Poder Executivo quiser participar na elaboração desse Projeto de Lei, para que nós possamos analisar o teor dele, ouvir as contribuições então da OAB e do Observatório Social juntamente com o Poder Executivo e depois então trazer para a Casa para que aí nós possamos debatê-lo nos caminhos legais aqui e aprová-lo. E tem uma segunda etapa que é muito importante e o Poder Executivo, pode passar, Rose, que aprovado esse essa lei anticorrupção nós tenhamos, dentro do Poder Executivo, o que a gente chama de um programa de ‘compliance’, que é um programa de integridade, e que o servidor público municipal também seja treinado, seja orientado e tenha uma capacitação nessa questão anticorrupção. Porque esse projeto ele vai punir as empresas que praticarem crimes ou atos lesivos contra a administração pública. Mas nós temos que ter um braço para dentro do Poder Executivo também de treinamento, de responsabilização. Hoje já tem, mas aprimorar no que a gente chama de um programa de ‘compliance’. Hoje grandes corporações, grandes empresas, trabalham com os programas de ‘compliance’ que são pilares, são sete pilares que dentro de um programa estabelecido há todo um regramento e um treinamento para os servidores públicos. É um grande passo que nós podemos dar na conscientização, na que nem toda lei é só para punir, mas as leis também são para orientar e nós temos que avançar muito nesse tema ‘anti’, contra a corrupção. Eu tava procurando aqui uma matéria do Correio do Povo de 12/02: “MP investiga suspeita de fraudes em licitação na Prefeitura de Viamão. Prefeito e cinco Secretários foram afastados por 180 dias.” E aqui o teor da investigação: “A operação investiga suspeita de ocorrência de crimes de responsabilidade de fraudes licitatórias a partir de 2017. As suspeitas são de que tenha ocorrido favorecimento nos contratos relativos a serviços de limpeza urbana e manutenção predial, além da implementação de sistema informatizado em sistema único de saúde municipal e gerenciamento da unidade de pronto atendimento.” Então, a cada dia que passa, nós temos que fortalecer os mecanismos de combate à corrupção e penalização, não só dos agentes públicos, mas penalização das empresas que praticam atos lesivos ao ordenamento jurídico. Sabemos que para haver um servidor corrompido, tem que haver uma empresa que o corrompa. Então nós temos que trabalhar nas duas pontas do combate à corrupção, porque somente assim nós poderemos cumprir o nosso papel que é de fiscalizar, de legislar e de controlar o recurso público com uma maior eficiência e eficácia. Então, Senhor Presidente, fica a nossa sugestão, a nossa assessora Dani, vamos fazer quando a impressora tiver se estiver funcionando, a gente faz uma cópia, distribui para todos os Vereadores e fica uma sugestão de a gente organizar então com a Casa uma conversa. Eu já tive uma conversa preliminar com o Presidente da OAB e o Presidente do Observatório, eles se colocam à disposição para contribuir nesta pauta e nós elaborarmos, então, é um projeto que tenha o aval da OAB, do Observatório, com o aval do Poder Executivo que depois lá na frente vai sancionar, mas já participando então com algumas sugestões, algum trabalho na elaboração e possíveis alterações nesse Projeto de Lei. Então era isso que eu tenho para o momento, Senhor Presidente. Muito obrigado.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Fabiano Piccoli. Quero fazer uma saudação especial a Maura Pigozzi, do Hospital São Carlos que está aqui presente; também ao Rogério da Silva, patrão do CTG Ronda Charrua, é isso aí? Obrigado pela presença aí. Convido agora o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – MDB – para que faça uso da tribuna. O MDB abre mão do uso da tribuna. Convido o Partido da Rede Sustentabilidade para que faça uso da Tribuna. Com a palavra a Vereadora Maria da Glória Menegotto.

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Boa noite Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Eleonora, colega; cumprimento a todos que estão presentes nesse momento, um cumprimento muito especial a Elda, minha amiga, Secretária. Também quero cumprimentar a Maura que está aqui, mais uma amiga querida do hospital e a TV Serra que sempre está aqui conosco e o Leandro, a Rádio Spaço, o Muller e a Rádio Miriam com o Zé Theodoro. Enfim, Senhoras e Senhores, todos os internautas também. O que me traz à tribuna essa noite é uma preocupação bastante grande que tenho juntamente com os transportadores escolares, que são particulares aqui de Farroupilha, porque as suas reivindicações não foram atendidas e como acredito que alguns outros Vereadores também estão sendo procurados; essa Vereadora está sendo cobrada e muito e fui procurada agora, nessa última semana, porque a categoria está desamparada com suas vans paradas e muito desamparados. Tenho passado, tenho visto eles preocupadíssimos. Muitas famílias dependem exclusivamente desse trabalho e estão passando por várias, muitas necessidades e seja ela de contas de água, conta de luz tudo atrasada, aluguel, muitos pagando aluguel, alimentação, e já receberam alguma coisa, mas mesmo assim, uns têm bastante filhos, enfim, têm problemas também de família com pessoas doentes necessitam comprar medicamentos, foram até a farmácia ali e não tem, nessa farmácia nossa do município né. Então por todos esses motivos eles nos pedem encarecidamente que possam ser levadas, novamente, ao Executivo Municipal as reivindicações que nós fizemos em 14 de abril, agora, de 2020. Eles pediram o quê? Várias coisas, mas eles pediram principalmente agora a prorrogação da troca do veículo deles, que o veículo é de 20 anos de uso que seriam feitos agora em 2021 para que seja feita em 2022. Estão pedindo isso. Eles estão pedindo também que seja repassado o custeio pelo Executivo Municipal, eles falam de 50%, mas é possível que a gente converse e que a gente veja se é possível fazer alguma coisa. Desse transporte escolar, dos alunos, que são transportados pela classe, comprovado, claro, através de lista fornecida por eles com o aval das diretoras e dos respectivos colégios. Lembrando ainda que são mais de 45 transportadores que assinaram conosco ali que mandaram assinaturas né e que entregamos no Executivo. Então são mais de 45 transportadores escolares que estão aguardando esse retorno e que não, ainda, não passaram nada para eles. Eu acredito que essas reivindicações são importantes para que possa se manter a prontidão caso seja necessário, de imediato, que estejam alerta para transportar aquele bem maior que são as crianças. Se todos eles que estão aí, imagine só daqui a pouco eles podem dizer: “não, então vou fazer outra coisa”. E a hora que precisa eles não estão disponíveis. Acredito que é possível fazer alguma coisa que como foi feito com as creches, que agora nós vamos ter outra reunião dia 17; que aí eles pediram um valor foi repassado outro, enfim, agora eles estão querendo os 75%. Outro assunto. Então esse aí das vans eles me procuraram e eu creio que procuraram outros também e eu acho que nós temos teríamos que nos reunir e ver a possibilidade da gente fazer alguma coisa por eles, né, lutar por eles como a gente já tá fazendo; a gente já lutou a gente já entregou, mas, né, e eles sabem que todos os Vereadores estão com eles, isso eles sabem. Nós conversamos, conversei com eles, com alguns, né, que me procuraram e eu mesmo vi, passei nas casas e vi que eles estão com uma preocupação enorme e preocupadíssimo. Então esse assunto aí a gente já tinha encaminhado até no processo né em 14/04/2020. Tá aqui as assinaturas, tudo direitinho, e o Vereador Jorge Cenci também estava junto quando foi protocolado esse pedido deles, mas não foi protocolado em nome do Vereador Jorge e da Glória, não. Foi protocolado em nome de todos os Vereadores, isso é bom que a gente diga e que fica registrado nessa Casa. Outro assunto que me traz preocupação é referente às pessoas com necessidades auditivas que fazem a sua leitura pelos lábios. Essa é a forma deles ouvirem o que os canais de televisão informam então eles ouvem dessa forma, ou seja, a leitura labial é a primeira forma de ver o mundo para eles, é a leitura labial, a forma que se coloca e eles ficam olhando e eles e essa é a primeira forma de ver no mundo. Então em tempos agora de pandemia que não tá parando todos somos obrigados a usar máscara, pois bem, se nós usamos a máscara e nós damos conta também que em um universo de pessoas ficou excluída aí numa ação. A máscara tá aqui, mas como é que eles podem saber o que nós estamos falando se a gente não tira a máscara? Através dos lábios. Então o mundo ficou mudo, pois como ler, né, os lábios neste momento com a máscara. Então estou falando a vocês, caros colegas Vereadores, de cidadania. Estamos falando de cidadania. E como a Casa Legislativa nós temos que definir e aqui a gente define as leis que regem o município. Então é sabido que cada vez mais os meios de comunicação estão sendo acessados para que as pessoas acompanhem as nossas Sessões aqui na Câmara. Agora, neste momento, tenho certeza que tem gente acompanhando Sessões. E como o surdo pode acompanhar essa Sessão da forma que nós estamos mostrando para eles? Então a semana passada eu pedi também para que fosse colocado um corrimão nos acessos ao plenário levando em consideração, principalmente, os idosos, né, que sobem até o plenário. Hoje eu venho aqui pedir a esta Casa que a página da internet, Senhor Presidente, da Câmara de Vereadores, também tome o cuidado de incluir essa ferramenta para tornar acessível também às pessoas surdas e é bem fácil incluir isso. A compreensão do que é resolvido e discutido nessa Casa Legislativa. Então tem muita gente querendo ouvir nós. Então é possível que a gente inclua essa ferramenta aqui nessa Casa. Eu até tinha um vídeo para mostrar para vocês, mas como hoje não tem já a semana passada não apresentei, porque eu queria apresentar o vídeo, mas hoje também não tem internet na Casa então não é possível, né, assessor do nosso executivo, Duilus. Então eu tenho certeza que todos agora, nesse momento, que estão nos ouvindo, enquanto eu estou aqui trazendo esse assunto, lembram de alguém, tenho certeza, ou algum conhecido e eu tenho certeza que vocês visualizaram essas pessoas que eles têm a necessidade; esses amigos nossos têm a necessidade de ouvir nós, que eles possuem essa deficiência e é muito difícil. E digo assim oh, muitas vezes até eu tenho um problema muito sério, porque eu não ouço nada no ouvido esquerdo, absolutamente nada, né, eu ouço só pelo direito. E aí, às vezes, tem que se pedir duas três vezes “o quê?” “o quê?”, porque eu não ouço e principalmente agora com máscara. Então imagina quem não ouve nada. Então é possível ser incluído alguma de alguma forma, né, a transmissão dessas nossas Sessões com algum tipo de linguagem visual porque a gente está falando de cidadania. Então eu acho que o nosso Presidente ele vai olhar com carinho e falar com a comunicação e o Gabriel tenho certeza que já sabe talvez como fazer isso, implementar isso aqui na Casa. Então com isso eu apresento esse Requerimento, né, que também traria um vídeo né muito didático para todos vocês, mas infelizmente hoje não é possível. Então vou apresentar o Requerimento: a Vereadora signatária, após ouvida a Casa, requer à mesa diretora que analise a possibilidade de incluir todo o conteúdo, seja textos ou vídeos produzidos pelo canal ou plataforma da Câmara de Vereadores, ferramentas para tornar os vídeos acessíveis para os surdos. Por que incluir essa ferramenta? Podemos responder a essa questão com uma simples palavra: cidadania. É o nosso dever promover a inclusão e não a discriminação de qualquer grupo da nossa sociedade. Com certeza você já sabe como funcionam as legendas, a tradução em libras também está cada vez mais comum de encontrar especialmente em campanhas publicitárias governamentais ou discursos de autoridades políticas na televisão; é aquela janelinha que fica no canto da tela com uma pessoa fazendo a tradução, ambos podem ser feitos por meio da edição. Algumas plataformas de vídeo também realizam a tradução automática a partir do áudio. Mesmo ainda não tendo nenhuma lei específica para acessibilidade em conteúdos audiovisuais de forma geral, há outras que reforçam a importância dessa questão. O Decreto nº 5.296/04 inclui os sistemas e meios de comunicação e informação entre os espaços e serviços que precisam promover a acessibilidade. A Lei nº 13.146 determina que sites mantidos por órgãos de governos e empresas com sede ou representação comercial no país, devem garantir o acesso a pessoas com deficiência e isso inclui todo conteúdo, seja textos ou vídeos. Então eu peço Senhor Presidente, depois, para que o Senhor coloque em votação esse pedido, esse Requerimento.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Requerimento nº 109/2020?

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Isto. Quer colocar agora ou depois?

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: No final.

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Depois no final?

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Isso.

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Muito bem. Então agora eu tenho mais um pedido de informação para colocar, porque hoje eu tive, eu recebi um telefonema e fui verificar. Então veja bem: a Vereadora signatária após ouvida a Casa, requer a vossa excelência, eu gostaria que colocasse, se tiver as foto aí no telão. A Vereadora então, ouvida a Casa, requer a Vossa Excelência que se oficie ao Poder Executivo Municipal, no seu setor competente, para que informe a esta Casa Legislativa, qual a razão para as duas ruas de acesso ao loteamento industrial Santa Rita e a Horto Municipal estejam trancadas. Veja só, um dos acessos está bloqueado por uma viga, depois pode passar a viga; aqui são dois acessos no loteamento, um deles é por uma viga de concreto e outro acesso possui uma cancela logo após, que vocês viram ali oh, uma cancela tá ali oh; vocês viram antes também uma cancela logo após a entrada à distribuidora Disprogel, conforme fotos anexas, impedindo assim o livre acesso e direito de ir e vir. Eu não estou entendendo, olha, veja bem, têm duas ruas para entrar nesse loteamento, duas ruas, que é o loteamento do Horto ali na entrada do Horto, no caso, todo mundo conhece e o loteamento industrial Santa Rita. Uma delas e faz tempo que já está assim, me disseram que faz tempo, eu nunca tinha reparado, mas olha bem, uma viga, fizeram uma viga de concreto de mais ou menos mais de meio metro, né. Então ninguém passa ali, de jeito nenhum. Não sei se foi o pedido de alguém lá, quê que aconteceu. É, pois é, e a gente meio que… Eu quero dar um aparte ao Vereador Arielson.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Um aparte ao Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Eu, obrigado pelo aparte, Vereadora. Eu não quero aqui dar resposta do Executivo, mas só para dizer que eu ouvi essas reivindicações e inclusive isso era motivo de assaltos que estava ocasionando ali de levar, inclusive, a fiação de algumas empresas que estão ali e eles para fazer uma segurança melhor e uma entrada só, colocar uma guarita para ter uma segurança daquelas indústrias, por isso foi pedido para o Executivo na época. Então o que eu sei é isso, não sei se os que estão hoje, não na nossa época, agora no governo do Prefeito Claiton, inclusive com autorização, inclusive encaminhado pela Câmara de Indústria e Comércio, a solicitação. Foi as empresas todas elas em conjunto pedindo, não sei se quem está solicitando que seja aberto, seja alguém das empresas aí, porque foram eles que assinaram o pedido, pelo menos, né. Só para tentar colaborar. Obrigado.

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Certo. Não, é importante ouvir isso, mas eu quero dizer que, veja bem, eu tenho conversado com muitas pessoas ali, hoje à tarde mesmo, do trânsito, inclusive, ali da própria Prefeitura Municipal; estão indignados porque como fechar uma rua dessa forma mesmo sendo o pedido, não sei; agora tô ouvindo isso, pedido de empresas. Gente, fazer, é uma rua, uma rua, até ali onde tem a cancela, ainda talvez, mas daquela forma que está à viga, isso é discutível e digo mais, isso eu acho que cabe realmente verificar bem quem deu essa autorização, mesmo sendo pedido pelas empresas. Porque é uma rua né e as ruas têm que ter o direito de ir e vir para qualquer um né. Eu acho que se for o caso né que eu ouvi agora de roubo, coisa assim, eu acho que todas as empresas podem ter a sua guarda enfim, porque imagina então, não importa né, porque veja bem, eu fico pensando né, então em qualquer lugar pode ter roubo né, até mesmo nas próprias casas. E veja bem, uma rua dessas, vocês viram como está? Volta aí para dar uma olhadinha e deixar ali, um minutinho só. Fechado com viga.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Só para concluir.

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Muito errado. Então eu quero concluir dessa forma, eu fiquei estarrecida como quem me passou esse pedido para falar aqui na Câmara de Vereadores e fazer esse pedido de informação que venha por escrito então para ver como é que foi. Obrigado, então, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereadora Maria da Glória Menegotto. Agora eu convido o Partido Social Democrático – PSD. Fará o uso da palavra o Vereador Sedinei Catafesta.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Senhor Presidente, de duas coisas eu não vou mais esquecer na minha vida: da máscara e desse Governo do Estado incompetente chamado Eduardo Leite. Peço permissão para retirar a máscara que eu quero falar com clareza nesta tribuna, na Casa do povo, na qual a comunidade hoje estão implorando pela saída desse governo irresponsável; este governo que vem da ditadura, posta um decreto sem ao menos sair do seu gabinete, sem ao menos saber a real situação do nosso município e das outras cidades que aqui compõem a Serra Gaúcha. Três meses sentado no seu gabinete fazendo ‘lives’, fotos, e nada de auxiliar de fato e de verdade o nosso município e os hospitais da nossa região. Se chegou na bandeira vermelha, porque faltou responsabilidade desse governo do Eduardo Leite e sua equipe. Responsabilidade de mandar equipamentos para os hospitais, de equipar os leitos que é um dos balizadores das bandeiras desse programa que a sua equipe de governo está usando para fechar o comércio e abrir em outros lugares do Estado. Fechar o comércio em Farroupilha, meus queridos colegas, quem está ouvindo, quem está assistindo é mais perigoso que a própria covid-19. Há empresas pequenas, médias e grandes que não vão conseguir se manter mais uma semana sem estar de portas abertas, sem estar produzindo, sem estar vendendo, sem estar gerando o nosso comércio. Irresponsável sim. Falta auxílio financeiro para as casas de saúde. Nosso hospital, junto com a comunidade, uma organização que foi já parabenizado nessa Casa, conseguimos então pela comunidade e também outras cidades que utilizam do São Carlos, a compra de respiradores que essa semana estarão chegando e no mais breve possível esses novos leitos serão disponibilizados para a comunidade. A nossa chance de sair desta bandeira vermelha para que aquelas pessoas que nesse momento estão tristes, aflitas, sem saber se amanhã vão ter trabalho, sem saber se vão ter renda, sem saber se vão ter alimento para levar para casa, possam continuar trabalhando. Que possamos, Presidente, essa Casa, Prefeito Pedrozo tem que matar sim no peito e está no caminho certo ouvindo as entidades, ouvindo a comunidade, porque precisamos manter o comércio, a indústria, o serviço funcionando. E esta Casa também mobilizada, atuante, estamos fazendo a nossa parte, cobrando este governo que vem a um bom tempo maltratando a Serra Gaúcha. Talvez porque perdeu nas urnas. Isso não pode, Governador Leite, isso não pode. E cadê a Deputada desse município? Cadê a Deputada para representar esse município, para chegar nesse Governo e dizer o que nós estamos passando, o que a comunidade vai passar se as portas permanecerem fechadas? Cadê você Deputada? Apareça. Você está onde? Eu vi que está preocupada com banheiro da Freeway. Pare de viajar, venha para teu município, abrace essa bandeira você que é amiga particular desse Governo. Íntima. Cadê você? A comunidade precisa de você está na hora de mostrar trabalho, está na hora, de fato, de fazer alguma coisa. Preocupada com banheiro da Freeway. É uma vergonha. Enquanto a pandemia está aí, entre outras doenças que estão matando e que estão levando o nome de covid-19. Nem tudo é covid-19, nem tudo é a pandemia, mas está aumentando. Ninguém fala dos 58 assassinatos que marcou a cidade de Caxias do Sul hoje, no dia de hoje. Quantas morreram lá pelo covid-19? Quantas pessoas? Não parou a cidade pelos assassinatos. Isso é uma maneira de fazer uma politicagem muito suja como vem sendo feito no Estado de São Paulo que também é amigo particular do Leite, é da mesma, da mesma turma. Então, Presidente, eu trago a esta Casa a reivindicação da comunidade, eu trago para essa Casa a tristeza da comunidade, a incerteza de ter ou não ter o seu trabalho, a incerteza de ter ou não ter uma renda no final e que o Governo possa rever esta necessidade e mudar a bandeira e voltarmos a ter a bandeira laranja até que todo este caso da pandemia chegue ao fim. Falo também que tem muitas empresas nesse momento que não estão participando ativamente em busca de soluções para a pandemia. A Unimed no nosso município tem o plantão de atendimento. Em outros municípios do Brasil há os hospitais de campanha construindo provisoriamente para atender as vítimas do covid-19. O que a Unimed faz ou fez até então para Farroupilha? Custa ela colocar à disposição dos farroupilhenses, dos seus pagadores mensais do plano de saúde, dois, três leitos provisórios com respiradores, com uma equipe técnica? Garanto aqui a cada um que está nesta Sessão, que vocês não tiveram o desconto nesse período de pandemia, quem paga Unimed. Eu pago R$ 300,00 por mês. R$ 300,00 por mês. Cadê o leito de UTI se eu precisar? Cadê? Cadê a Unimed? Ela tem que estar junto nessa solução. O nosso município precisa dela porque é mais de 60% dos farroupilhenses que possuem plano de saúde, sendo que mais de 50 é desta Unimed. Precisa estar junto nas tomadas de decisões, precisa apoiar mais o hospital se não quer construir o hospital de campanha, dois ou três leitos provisórios, que possa equipar mais dois ou três leitos dentro do Hospital São Carlos. Sabemos que dos 10 que hoje possui dois é privados. Apenas dois é privado. Cadê você, Unimed? Fica aqui esse registro, Presidente, porque é de extrema importância que este problema não somente do governo municipal, mas também das empresas que faturam nas costas do cidadão, mês após mês. Também é responsável por isso. Também é responsável. Vendendo teste, que vergonha! Vendendo teste. Vou colocar ela no PROCON que eu quero meu teste de graça. Eu pago por mês, Kiko, eu quero meu teste de graça. Como é que eu vou pagar? Não tem que pagar, direito do consumidor. Tu tem plano de saúde, pandemia vai ter que ser coberta por Unimed. Aqui oh, Leite, para ti acabou! Para ti e para tua equipe. Fora Leite. E cadê a Deputada? Cadê a Deputada? Nos ajude! Ajude Farroupilha ou já está abandonando o barco? Ou já está saindo fora? Deu de viajar! A gente não está no período de férias para estar indo para a Freeway, não precisamos do banheiro nesse momento. Precisamos do comércio aberto, precisamos do emprego, precisamos da renda, precisamos de dignidade da nossa comunidade; porque o desemprego gera muitas e muitas vítimas. Cedo um aparte à Vereadora Eleonora.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Um aparte à Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Muito obrigado pelo aparte. Eu só queria corroborar alguma na fala do Vereador onde ele falou do exame em relação à Unimed. Como a minha profissão é uma profissão de risco, porque eu tenho contato diário com pacientes e a minha secretária também ela fica na linha de frente, eu decidi testar a mim e a ela. Eu paguei o exame, eu paguei o exame em Bento, Bento Gonçalves, no Tacchini. Eu paguei R$ 240,00 cada um dos nossos testes, para ela e para mim tá, vieram todos negativos graças a DEUS, nem tivemos, nem temos, nem nada, mas nós pagamos, eu paguei R$ 480,00 pelos exames e fizemos o teste, então, rápido né que é o IgA e o IgG Elisa, né, e fizemos então no Tacchini, em Bento. R$ 240,00 cada uma de nós. Obrigado.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Pago pela Unimed?

VER. ELEONORA BROILO: Claro que não! Eu paguei. Não, não houve, não houve pagamento. A Unimed não paga os exames.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Guarde as notas, Doutora. Guarde as notas que poderá ter o seu valor ressarcido. Esse é o direito do consumidor. Paga um plano de saúde. Quantos e quantos gaúchos e brasileiros pagam Unimed? Por favor.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Não pode mais.

VER. ELEONORA BROILO: É só um esclarecimento, no caso.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Não pode, não pode.

VER. ELEONORA BROILO: Não pode? Não posso.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Depois.

VER. ELEONORA BROILO: Então tá.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Com a palavra o Sedinei Catafesta.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Senhor Presidente, encerrado o assunto do Leite, eu só quero dizer para ele, sei que um dia ele vai ouvir; esse aqui é o decreto teu, Senhor Governador, esse é o teu Decreto oh, aqui oh. Se eu sou Prefeito eu mato no peito, mato no peito, tá. O que tu vai fazer para as pessoas que estão prestes a perder o emprego, tu vai levar para sempre a tua vida, consequências. Presidente, estivemos visitando o cemitério público, semana passada, confesso, quero aqui parabenizar o Vereador proponente, Vereador Tadeu e os demais que estiveram presente, parabéns Tadeu. Eu te parabenizo e no mesmo tempo eu digo assim que eu não queria ter ido; ver a realidade que lá está é assustador, é criminoso, criminoso, a empresa que fez aquela obra, para não falar outra coisa, tem que ser responsável criminal, tem que buscar um processo crime para essa empresa. Desrespeito com a família, desrespeito com quem está lá descansando, desrespeito com quem trabalha lá, com quem visita. Vergonhoso para nossa cidade, vergonhoso para quem era gestor, vergonhoso para o fiscal que foi ver aquela obra; que vergonha. Se eu sou o fiscal eu tenho vergonha, eu coloco a cabeça na areia e não tiro mais. Vergonha! Se isso dá para chamar de fiscal, tu é bandido, isso sim. E a empresa que foi lá fazer aquela matação é pior ainda, dinheiro público posto fora, vai cair com o primeiro vento se deixa assim. Desrespeito com as famílias que pagam seus impostos e pagam as capelinhas e também as gavetas por ano. Têm taxas, ninguém está ali de graça. Que vergonha. E ainda ficam bravo por aí com o Catafesta que foi o relator; eu falo sempre aqui oh, fui com prazer, com prazer. Pena que não tinha uma denúncia sobre o cemitério, porque também dá para pôr aqui na relatoria hein; desrespeito ao dinheiro público. Rasgaram o dinheiro público naquela obra lá, rasgaram, que nem fazer fogo com o dinheiro. Se for a ECOFAR, foi quem foi, é vergonhoso o que foi feito. Não tô aqui aumentando nada do que a gente viu com os olhos que há um dia a terra de comer. Tadeu, os corpos na sua decomposição sai por tudo. Vergonhoso. E aí vão pensar em trazer a lua para a terra, não faz um feijão com arroz, o simples não se faz, mas vão fazer o impossível, vão trazer a lua e trazer uma praia aqui para Farroupilha. Vai lá fazer as capelinhas com cuidado, com respeito, com planejamento de fato, de verdade, uma fiscalização. Não aquilo lá que está feito. Aquilo lá é, ou a pessoa tava bêbada para tá tão torto ou tão fora dos esquadro ou não sabe o que está fazendo. E essa ideia da licitação menor preço, gente, tá lá para ver o que aconteceu. É um lixo para não dizer outra coisa. Me sensibilizo com as famílias que têm lá os entes queridos. Me sensibilizo com vocês. E olha, minha gente, vocês estão no direito de buscar aí uma reparação, hein, uma reparação; o promotor público que vê aquilo lá, não tem duas, é na hora que entra com uma ação contra o município, é na hora. Obrigado, Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Sedinei Catafesta. Agora eu convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT – para que faça uso da tribuna; o PDT abre mão do uso da tribuna. Convido o Partido Progressista – PP – para que faça uso da tribuna. Com a palavra o Vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Presidente. Senhores Vereadores, público presente. Têm, têm umas pessoas hoje. Começam a voltar. Eu gostaria então de, todo mundo tá comentando a respeito do nosso covid e de que aqui a gente então de uma hora para outra pode começar a ter que fechar as portas de novo. No início, no início, quero deixar bem claro o meu respeito com essa doença, o meu respeito pelo perigo que ela traz, ela causa sim mortes; então a gente deve ter um respeito absurdo e tenho esse respeito. Mas o Governador pelo que se sabe fez agora então essa modificação de bandeira em função de algumas coisas que são, por exemplo, quantidade de leitos que pode-se ter nos hospitais, Vereadora Eleonora, né, umas das análises feitas é em função disso. Mas eu pergunto o quê que o governo do estado fez até o momento então, por exemplo, vamos pôr esses leitos, vamos comprar esses leitos, vamos dar um jeito de resolver esse problema. Se fosse uma conta, só uma conta matemática, eu acho que ele já poderia perceber que só pensando só numericamente tem que levar em consideração toda a questão humana, tudo que é envolvido, mas assim, gente, reclassificar isso. A gente tá fazendo o quê? A gente tá colocando essas empresas, muitas empresas, tá colocando elas numa situação extremamente difícil. E agora um dos problemas que eu vejo com tudo isso é o seguinte: aí na frente a gente precisa de arrecadação para, por exemplo, continuar mantendo o sistema de saúde que a gente tem hoje. É um problema muito sério e aqui eu penso dessa forma será que, até muitas vezes, e muitas vezes eu acredito que todo mundo que vem aqui falar ou que fica falando no fundo no fundo eu tenho um pouco de dúvida, será que eu tô certo no que eu tô pensando. E aqui eu tô fazendo análises e penso comigo: meu Deus será que nós vamos, nós vamos ter aí na frente dinheiro suficiente para continuar bancando a saúde? Porque nós estamos um momento de alto investimento, o Governo está investindo, é fundo que se entrega, é quantidade de dinheiro que se dá para as pessoas, os seiscentos que muitos ainda nem precisam e têm a capacidade de ir lá e retirar esses valores, meus parabéns, meus parabéns. Tem cada, tem cada tipo de pessoas assim que nesse momento de dificuldade, momento complicado, ainda são capazes de ter a irresponsabilidade, um ato criminoso de retirar esse valor de maneira indevida, burlando o sistema. Olha, não dá né, Vereador Tadeu, não dá para acreditar que façam isso, mas tem. Esse dinheiro aí na frente, o valor do dinheiro é uma espécie, para mim, na minha opinião, o valor do dinheiro que é passado de uma pessoa para outra, é uma espécie de dizer o seguinte: esse é teu trabalho, todo o trabalho que tu faz manual, teu movimento, teu trabalho mesmo, ele te é entregue, em função dele, uma quantidade de dinheiro e esse dinheiro é repassado. O governo arrecada quando que eu vou produzir com meu trabalho alguma coisa, essa coisa é vendida e parte desse dinheiro é retido para o governo. Que mais tarde, por exemplo, repassa esse dinheiro para a saúde, aonde lá, quem pega esse dinheiro vai retribuir em forma de trabalho também. Gente, nós vamos ter esse trabalho aí na frente para as pessoas? Quantas pessoas aí na frente com outras doenças graves vão sentir falta disso? Então o que eu penso é qual é a dimensão de tudo isso? E agora falando de uma outra coisa que me fez vir até aqui falar a respeito disso é a diferença da importância de certas coisas. Por exemplo, nos últimos 10 anos só de acidente de trânsito aqui no Brasil morreram quase meio milhão de pessoas. Algum governante, algum deputado, alguém colocou algum tipo de lei que, por exemplo, proíbe só a velocidade máxima desses carros, dá um limite para velocidades desses carros. Eu estou falando isso porque nesse final de semana mais um amigo meu, que foi um aluno meu, um aluno meu, esse final de semana bateu com carro ali, um carro extremamente potente e assim oh, vocês têm que ver as fotos tá. E daí eu pergunto aos Senhores, eu não estou falando que a covid-19 não tem que ser dado a ela uma importância absurda, mas meio milhão de pessoas morreram no Brasil, aproximadamente, nos últimos 10 anos de acidente de carro e nem sequer uma lei limitando o veículo, a velocidade desses veículos. Eu não entendo, porque que duas coisas têm uma discrepância tão grande de valores. Meio milhão, meio milhão de mortos e não tem ninguém, nenhum para limitar. Ah, não, mas é aqui a Ford, a Volkswagen, essas empresas, na verdade, elas sustentam alguém né. Eu não entendo, não tem como se conceber isso. Só em São Paulo, nos últimos 10 anos, aproximadamente 2,5 milhões de pessoas que dirigem estão aposentados por invalidez. A quantidade de cadeirantes é absurda e nem o limite; e assim oh, e a fiscalização então? Mas nem para limitar os automóveis que são, poxa, tá fabricado coloca uma lei, o limite máximo, quanto é o limite da rodovia aqui no país? Então quer dizer que eu respeito todas as vidas, mas essas vidas passam batidas de maneira banalizada, parece que não acontece nada, só meio milhão; e mais de meio milhão de pessoas morreram de morte e violência, violentas, que isso tá tudo ‘linkado’, tudo relacionado a uma questão de educação, uma questão de investimento na educação. E vou dizer mais hein, até essa soma desses dois valores aqui, eles são valores de morte superiores à guerra, por exemplo, da Síria. Então de novo, não tô dizendo que não dou importância, não levo em consideração a essa pandemia que nós estamos agora nesse momento. Eu só penso que, a nível de mídia, por que essa discrepância de ênfase? Por que enfatizar tanto uma coisa e a outra sem problema nenhum? Meio milhão de pessoas morrendo em 10 anos de acidente. Vamos tirar os carros das ruas? Tem algum movimento? Nem para pôr limite de velocidade nesses automóveis estão fazendo. Eu não entendo, eu deixo aqui para vocês, os que ouvem também, essa análise. E outra, eu vejo uma injustiça assim oh, porque olha só, eu fui em alguns restaurantes agora. Eu já vou lhe ceder um aparte, Doutora Eleonora. Eu lhe cedo um aparte primeiro Doutora Eleonora. Fica à vontade.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Um aparte à Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: (INAUDÍVEL)

VER. SANDRO TREVISAN: Vereadora Eleonora, microfone.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Agora está funcionando.

VER. ELEONORA BROILO: Eu só queria completar o que eu estava falando para o Vereador Catafesta sobre a Unimed. Na realidade todo paciente grave ou que estiver internado, a Unimed paga o exame. Ela só não paga o exame do tipo assim: eu vou lá, eu consulto, aí quero fazer o exame. Não, esse não é pago. Mas todo paciente que estiver em risco é coletado e a Unimed faz o exame sim, tá. Só assim: eu quero fazer; não. Aí não paga. Tá?

VER. SANDRO TREVISAN: Ok, tudo bem Dona Eleonora, obrigado. E então continuando a falar sobre isso, eu vejo assim que existe algumas injustiças, por exemplo, no sentido de que fui ao restaurante, os restaurantes aqui da nossa querida Farroupilha estão tendo sim, olha eles estão tendo sim uma responsabilidade muito grande na maneira com que atende à população. E que injustiça, nesse momento, porque de repente, em certos momentos, a falta de fiscalização faz que em alguns lugares, por exemplo, se criem tumultos tá ou a contaminação ela se espalhe de uma forma porque até os órgãos responsáveis por essa fiscalização, por essa análise, por esse controle, não estão atuantes. Mas quem está pagando? Muitas empresas que estão trabalhando de maneira adequada com todo sistema de proteção, com todos os equipamentos necessários, com a proteção, máscaras, inclusive, aquelas máscaras de acrílico na frente, atendendo o pessoal de maneira separada e daí de um momento para outro quem é que é que vai ser penalizado? Quem serão os penalizados? As pessoas também serão penalizadas. Então uma fiscalização por parte dos responsáveis, os critérios devem ser postos e a fiscalização deve estar sim sendo feita. Por quem? Pelos responsáveis da fiscalização nesse sentido. Porque todo, todo esse tumulto criado agora aqui nesse momento vai prejudicar pessoas que estão fazendo de maneira correta. Imagine, Senhor Presidente, imagine o que vai ser a partir de agora, o ano que vem, imaginem o que vai ser a arrecadação e eu falo isso principalmente para recursos na área de saúde; tratamento de doenças, tratamento de câncer que requer muito dinheiro, como é que vamos atingir tudo isso? Então, Senhor Presidente, na verdade isso é muito injusto e eu vim aqui só nesse momento falar foi em função desse acidente ocorrido, tá, e isso que me faz pensar: por quê? Por que essa intensa reportagem, essa intensa fixação sobre um determinado assunto que deve sim ter sua importância, pois tem, mas os outros que matam são irrelevantes porque não dão ibope. Não tem problema, morreu meio milhão em… Problema nenhum. Por quê? Porque que não tá dando ibope. Então eu só não entendo isso. Eu não estou conseguindo, na verdade acho que entendo né. Por quê? Com a responsabilidade a gente precisa sim é ter o equilíbrio, a gente precisa ter um equilíbrio. O equilíbrio sim é necessário. A gente não pode saindo aí de maneira irresponsável. Desculpe, Senhor Presidente, o Presidente, no caso agora, do Brasil, eu acho que as atitudes dele irresponsáveis também. Muito irresponsáveis. De querer fazer o quê? De querer simplesmente dizer que isso não é nada e incentivar todo mundo a sair da maneira que quiser, cumprimentando, abraçando. Não é o momento, eu acho equivocado. Mas analisando um outro lado, um lado totalmente oposto, que tendência é essa? Que tipo de tendência, que tipo de vontade se tem atrás de tudo isso? Qual é o verdadeiro motivo de tudo isso? Levando em consideração e respeitando o perigo dessa doença, e eu respeito isso, mas assim oh eu me pego muitas vezes pensando: o que tem por trás, de certa forma, de tudo isso? E eu vejo essa injustiça de que pessoas, de que restaurantes, de que muitas fábricas aqui acabam sendo injustiçadas por quê? Porque não existe, por exemplo, uma fiscalização. Senhor Presidente, fica à vontade, Vereador. Um aparte, Vereador Kiko Paese.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Um aparte ao Vereador Josué Paese Filho, Kiko Paese.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado pelo aparte, Vereador Trevisan. Eu estava analisando aqui, tomando um cafezinho, quantas pessoas que a gente viu morrendo, não agora, há um ano, há dois anos, cinco anos, há oito anos, há dez anos atrás, nas fila e nas maca dos hospitais? Milhões de pessoas. Pessoas de idade, pessoas jovens, pessoas com uma pneumonia, morrendo nos corredores dos hospitais. E hospitais com nome de respeito. A pergunta que eu me faço: fechando o comércio aqui em Farroupilha, vamos falar da nossa cidade aqui. Mas Farroupilha não vive sozinha, Farroupilha vive com a região; que nem o Eduardo Leite agora, região de Caxias do Sul. Quantos milhões de impostos vai ser deixado de arrecadar com o comércio e as indústrias fechadas?

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Concluindo com o aparte.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Então o que eu digo é o seguinte: não é no Governo Bolsonaro agora, dos outros governos, como é que agora tem tanto dinheiro, até para pessoas que não tem vergonha na cara, tão recebendo os R$ 600,00; agora tem dinheiro à vontade. Primeiro não tinha dinheiro para botar uma cama dentro de um hospital. Obrigado pelo aparte, Vereador Sandro.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. E só para concluir, já está terminando no meu tempo também, a gente tem que levar em consideração a faixa, e de novo aqui, não tô fazendo discriminação em função de idade, em função de ‘n’ detalhes, mas qual é que é a mortalidade e qual é que é a faixa de idade das pessoas que morrem de acidente? Normalmente pessoas que tem toda uma vida pela frente ainda. “Ah, tu tá desprezando quem tá…” não, de maneira alguma, mas eu tô vendo assim que são muitas vezes crianças. A quantidade olha eu tava pesquisando, quantidade de crianças que morrem, crianças que morrem de acidente de trânsito. Então, Senhor Presidente, agora sim eu finalizo. Muito obrigado, uma boa noite.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Sandro Trevisan. Agora eu convido o Partido Liberal – PL – para que faça uso da tribuna. Esse Vereador abre mão do uso da tribuna. Concluído então o Grande Expediente, né.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Agora nós vamos colocar em votação um Requerimento e o Pedido de Informação. Então em votação o Requerimento nº 109/2020 encaminhado pela Vereadora Maria da Glória Menegotto e ela já comentou sobre o assunto também no Grande Expediente. A Vereadora signatária, após ouvir a Casa, requer à mesa diretora que analise a possibilidade de incluir todo o conteúdo seja texto, vídeo, reproduzido pelo canal ou plataforma da Câmara Municipal de Vereadores, ferramentas para tornar os vídeos acessíveis para os surdos. Então já foi explicado pela Vereadora. Coloco em votação: os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. Em votação o Pedido de Informação nº 20/2020 encaminhado pela Vereadora Maria da Glória Menegotto. A Vereadora signatária, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência que oficie ao Poder Executivo Municipal, no seu setor competente, para que informe a esta Casa Legislativa qual a razão para que as duas ruas de acesso ao loteamento industrial Santa Rita e o Horto Municipal esteja trancado. Um dos acessos está bloqueado por uma viga de concreto e outro acesso possui uma cancela logo após a entrada da distribuidora Disprogel, conforme fotos em anexo.” Então os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Encaminhamento de votação ao Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. Como eu já comentei primeiro até como era um Pedido Informação, poderia ter feito este comentário agora, mas depois daí não tenho como dar réplica do comentário que eu fiz, mas é justamente o que nós falamos é em questão de segurança e contratação de segurança. Cada um pode contratar e cada empresa pode contratar a sua. Mas no momento em que eu ouvi estava reivindicação e foi para Administração Municipal e eu não, eu vou votar a favor, Vereadora, o Pedido de Informação, eu só tô justificando aqui, porque no momento em que nós aprovamos o que foi para a Administração Municipal, a autorização para o trancamento, eu acho que o trancamento dessa rua ela tá muito mal feito ali onde tem aquela viga. Eu acho que a sinalização tem que ser um pouquinho melhor, até para que as pessoas não tenham problemas ali, daqui a pouco alguém vai entrar e eu vi ali essa viga, ela é realmente ela, eu acho que não tá bem feito, eu acho que tem que ser mudado um pouquinho a maneira de trancar ali. Isso pode inclusive pintado de amarelo, quem sabe, para não ocasionar um acidente ali. Mas a questão de fechar para ter uma segurança só, em uma guarita, é uma questão de economia para as empresas e hoje nos tempos em que nós estamos vivendo, nós temos que ter redução de custos e não uma, nós termos ali uma segurança para cada empresa. Se nós pudemos ter esta facilidade de termos aí uma; porque a questão do direito de ir e vir que eu vi aqui, que talvez essa pessoa que solicitou tenha feito o direito de ir e vir aonde? Vai para onde naqueles lugares? Aquela rua, são duas ruas, é só para as empresas não tem necessidade para mais absolutamente nada, porque ela não liga para lugar nenhum, ela só, ela só é um ‘L’ ali, que é só para empresas. O Horto da Prefeitura tem a autorização na entrada, né, e que é o que funciona e tem duas famílias que devem estar morando ali ainda nas casas, mas eles têm a autorização. E todas as empresas que utilizam aquela rua ou que tenha necessidade da utilização daquelas ruas, eles têm, eles assinaram a solicitação através da Câmara de Indústria e Comércio, inclusive que um dos seus proprietários, lá das empresas, eu me lembro chamaram nós, inclusive, lá na Câmara de Indústria e Comércio e a Senhora não deve saber disso e nem tem como saber, porque na época estava como Secretária. Então eu não estou dizendo nós fomos chamados e a Senhora estava aqui; não. A Senhora não estava aqui na Câmara de Vereadores na época, estava como Secretária, por isso talvez não participou da reunião. Mas eu me lembro muito bem e eles pediram para nós o quê que poderia ser feito e a sugestão nossa, naquele momento, não foi uma autorização, porque não é a Câmara de Vereadores que autoriza, mas foi uma sugestão de que fizesse um abaixo-assinado entre todas as empresas e solicitassem à Prefeitura e até por isso estou fazendo aqui a defesa do fechamento daquelas ruas. Porque se fosse para uma empresa ou para duas empresas e que as outras estivessem sem poder entrar ou sem direito de ir e vir, aí tudo bem. Mas ali é sim a explicação, talvez para essa pessoa que ele pediu, talvez possa ser esta uma redução de custos para todos eles, porque estava realmente acontecendo roubo lá seguido, em várias empresas aconteceu por isso essa solicitação. Mas voto favorável. E eu não sei se quem deu autorização ainda está na Prefeitura ou não. Então não sei qual a resposta que vai vir, mas enfim o Pedido de Informação voto favorável e acho, Vereador Cenci, líder da bancada, posso dar, declarar o voto da bancada do MDB. Obrigado, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Arielson Arsego. Então em votação o Pedido de Informação nº 20/2020 encaminhado pela Vereadora Maria da Glória Menegotto. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Vereadores com ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. Concluído o Grande Expediente, agora passamos o espaço destinado ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Fabiano André Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Senhor Presidente. Eu queria apresentar o Requerimento 119 que diz o seguinte: O Vereador signatário após ouvida a Casa, requer que seja enviado ao Executivo Municipal sugestão de implementação de cartaz, conforme modelo anexo, nos prédios públicos com os números de contato de telefones úteis de emergência em locais de fácil visualização, tal como: recepção, portarias e entradas. Aqui os números que são mais importantes no nosso dia a dia e no momento de emergência: SAMU, Bombeiros, Brigada Militar, a PRE, PRF, a PF, Polícia Civil, Conselho Tutelar; enfim esses números que são importantes e no momento de aperto muitas vezes nós não temos eles nos nossos contatos salvos. Então é o nº 119. O nº 120, Senhor Presidente, quem assina junto é o Vereador Sedinei Catafesta, nós solicitamos aqui que após então ouvida a Casa, nos requeremos que seja encaminhado ao Poder Executivo Municipal solicitação de entrega para essa Casa, quando tiver sido concluído, o relatório final elaborado pela comissão constituída pela Portaria nº 292, de 19 de março de 2020. Essa portaria diz o seguinte: designa comissão especial de análise do contrato administrativo de prestação de serviço nº 436/2019 celebrado em 04 de dezembro de 2019 entre o município e Mais Vida Soluções em Saúde – Eireli. De acordo, então aqui tem a seguinte as pessoas que fazem parte dessa comissão. Então que após o término, então, da elaboração desse relatório final, que seja enviado uma cópia para essa Casa e que se eles tiverem alguma apresentação que possam vir aqui na Casa então compartilhar conosco as informações que levantaram nesse trabalho que está sendo elaborado. Então, Senhor Presidente, seriam esses dois pontos que; ah, não, eu mais um pouco de tempo. Quero falar um pouco também sobre o que aconteceu ontem então no Sindilojas, dessa reunião que pudemos participar, eu coloquei no grupo dos Vereadores que todos estavam convidados. Eu não sei se todos estão no grupo, se tiveram acesso. E você não está no grupo (inaudível)? Tá. Bom, foi uma reunião convocada do comitê e a qual a Doutora Eleonora faz parte, mas pela, pelo momento crítico, houve-se por bem, convidar então todos, estende a todos os colegas Vereadores. O Prefeito Pedro Pedrozo está eu não sei se já finalizou, mas estava numa vídeo conferência com o Governador e outros Prefeitos da região numa tentativa de sensibilizar o Governador em recuar na bandeira vermelha pro município de Farroupilha ou criar alguns outros parâmetros intermediários. A Doutora Eleonora colocou muito bem antes, nós tivemos uma explicação da Secretária Vanessa ontem lá no Sindilojas de que o governo, Governador, o Governo do Estado mudou os parâmetros de classificação das bandeiras na última quinta-feira. Não dialogou com os municípios, não dialogou com os Prefeitos, não dialogou com ninguém, simplesmente alterou e ‘guela’ abaixo, tanto é que ontem à tarde estava circulando as tabelas de números de óbito que nós temos devido ao covid-19, que são quatro em Farroupilha, e na tabela do Estado estava oito; mas eu questionei daí a Secretária Vanessa e também outras pessoas questionaram. Na nova classificação do Governo do Estado são previsões de óbito. Então nós temos uma previsão de oito óbitos para Farroupilha sendo que temos quatro. Então são questionáveis essas novas classificações do Governo do Estado e o Prefeito Pedrozo, assim como todos os Prefeitos da região, estão trabalhando. Não sei se tiveram êxito, mas estamos trabalhando para que nós possamos manter os nossos estabelecimentos abertos. Era isso, Senhor Presidente. Obrigado, Senhor Presidente. E peço que coloque em votação então o nº 119 e o nº 120.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Então tá. Obrigado, Vereador Fabiano Piccoli. O Requerimento nº 119 é Requerimento Sugestão então fica para a próxima segunda-feira?

VER. FABIANO A. PICCOLI: Não, não. É só Requerimento. Não é Projeto de Lei.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Então vamos colocar em votação então. Em votação o Requerimento.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Não é sugestão de lei, Presidente, é só um requerimento.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Então tá. Então vamos colocar em votação o Requerimento encaminhado pelo Vereador Fabiano André Piccoli, o Requerimento nº 119/2020. O Vereador signatário após ouvida a Casa, requer que seja enviado ao Executivo Municipal, a sugestão de implantação de cartaz, tem modelo e anexo, que nem foi apresentado pelo Vereador, nos prédios públicos municipais com o número de contato de telefones úteis e emergenciais, em locais de fácil visualização, tais como: recepção, portaria e outras entradas. Então os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores presentes com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. Em votação o Requerimento nº 120/2020 encaminhado pelo Vereador Fabiano André Piccoli e assinado também pelo Vereador Sedinei Catafesta. Os Vereadores signatários após ouvirem a Casa, requerem que seja encaminhado ao Poder Executivo Municipal a solicitação do relatório final elaborado pela comissão instituída pela Portaria nº 292, de 19 de março de 2020, que segue em anexo, e ainda que posteriormente venha os integrantes nomeados no artigo 1º explanar nessa Casa Legislativa sobre o referido assunto. Então os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores presente com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. E a palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Sedinei Catafesta.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Senhor Presidente, eu solicitei o espaço para apresentar alguns requerimentos. Quero aqui saudar a Maura que está aqui assistindo a Sessão; a nossa próxima assessora da Casa, Camila, seja bem-vinda, está aí aprendendo, a Mônica sai nos próximos dias é pré-candidata à Vereadora junto da nossa nominata. Estou muito feliz, feliz com o partido PSD está com 22 bons nomes e isso é muito bom, que estarão aí buscando o voto para representar a comunidade. Acreditamos que a Casa vai ter uma renovação, devido alguns candidatos não serem candidatos, alguns Vereadores hoje, e essas pessoas poderão estar aqui representando a comunidade na luta por dias melhores. Por isso que o Vereador está aqui, o Vereador tem que levar as demandas e é nessa Casa que a gente debate. Presidente, eu tenho o Requerimento que é relacionado à Pedro Grendene, à Paim Filho e também, se possível, a Casa colocar aqui, lá na Linha Paese, Vila Rica, que também não tá meio, ainda tá pavimentação asfáltica lá, Vereador Paese, precária ainda. Os buracos. Alguns trechos. Seria interessante por aqui.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Vila Rica?

VER. SEDINEI CATAFESTA: Vila Rica, Presidente. Se o Senhor permitir colocar no nº 122. e que a Prefeitura possa então fazer o recapeamento destes locais aqui que a para transitar, está com a condição precária. Pedro Grendene que é o cartão de acesso a nossa cidade, vem com o tempo ali virando em buracos. Então é uma reivindicação da comunidade, estou apresentando; ah, falei com o Secretário? Sim, foi falado com o Secretário, mas a comunidade quer o registro. Está aqui registrado então a secretaria está providenciando e acredito que venha acontecer ainda este ano; requerimento nº 122. O Requerimento nº 123, para que a RGE; nº 121, para que a RGE possa notificar e ver quem é a responsável pelos fios que estão soltos entre a Floricultura 4 Estação, próximo também ao Supermercado IMEC, fios que estão ali colocando em risco as pessoas. Sabemos que não dá choque, mas pode degolar uma pessoa, né, simplesmente assim. Não morre por choque, mas perde o pescoço. Cadê a responsabilidade dessas empresas? É fio e fio e fio, mas tá loco tchê! É horrível. Tem uma lei municipal, também tá faltando fiscalização. Eu não sei como é que se entendem, né, que tem tantos fios ali que acho que dá a volta no mundo. Se for olhar os que têm por aí nesses monte espalhado e amarrado nos postes. Então é o Requerimento nº 121. Eu quero aqui congratular com o Santuário de Caravaggio, cada um dentro da sua religião, mas o Santuário de Caravaggio ele recebe milhares e milhares de devotos e também turistas e de várias religiões. E agora tem um novo espaço para atrair ainda mais os fiéis e também aumentar a fé do cidadão que neste momento de pandemia, é a ele é ao grande criador que a gente recorre né. E a ele que vai salvar esse Brasil, esse mundo desta peste criada. E aqui tem um cartão postal que vai tornar o cartão postal; então bem dentro do Santuário foi feito um trabalho de um artista local coordenado pelo padre Gilnei, que é o reitor do Santuário. Quero parabenizar o belo trabalho feito do artista na sua pintura, na nossa, nosso Santuário. E também, Presidente, quero congratular com o comércio Campeol, comércio de produtos aqui de Farroupilha, que estão neste ano comemorando 30 anos levando alimento para as famílias. Parabéns a essa empresa que muito faz e muito fez, gerando emprego e levando alimento, buscando em cada canto desse país, com seus caminhões, a batata, abóbora, tomate, ‘n’ tipos de produtos que estão na mesa do brasileiro, na mesa do povo gaúcho. Parabéns a essa empresa e vida longa a Campeol Comércio de Produtos. Presidente, eu estou trabalhando no projeto e semana que vem eu peço à comissão então, 5 horas, se possível, Comissão de Obras, Serviços Públicos e Trânsito e também à Comissão de Ação Social, a qual eu faço parte, possamos se encontrar para debater o projeto que estamos trabalhando. Que é o projeto que vem auxiliar as famílias vítimas do imóvel ter perdido o seu imóvel, pelo fogo, pelo vendaval e até mesmo pela chuva de pedra. É um projeto pioneiro, buscamos algumas informações em outras cidades, mas estamos confeccionando ele desde o primeiro artigo até a sua justificativa e acreditamos que é um projeto que venha dar um apoio muito grande a essas famílias que vão que perdem o seu imóvel pelo fogo. Então é um projeto que estaremos discutindo semana que vem. Obrigado, Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Sedinei Catafesta. Então colocamos em votação os Requerimentos encaminhado pelo Vereador Sedinei Catafesta. Então o requerimento nº 121/2020: O Vereador abaixo firmado solicita anuência dos demais pares que seja encaminhado ao Poder Executivo Municipal, através do departamento responsável, que a RGE ou a empresa responsável faça a fixação ou remoção, de acordo com o caso, de fios soltos, aramados em poste, amarrados, isso, desculpa aí, amarrados em poste, na região central da cidade.” Então os Vereadores que estiver de acordo permaneçam como estão. Encaminhamento de votação ao Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, colegas Vereadores, imprensa, demais presentes. Apenas a nível de contribuição, a gente sabe que os, hoje, os amarrados, os fios e todas as empresas utilizam né os postes da RGE para fazer as suas interligações entre as comunidades, entre o cidadão e para levar internet e os demais meios de comunicação. Eu penso que talvez seria uma alternativa e, além disso, só voltando um pouquinho, como descobrir de quem são os fios que ali estão. Eu acho que dentro desta linha, a gente poderia até avançar um pouquinho e fazer uma sugestão para os nossos Deputados que exijam que cada empresa tenha o seu fio de uma cor. Eu acho que aí a gente traria uma distinção de qual empresa estaria com o problema na fiação elétrica ou na transmissão, na linha de transmissão e automaticamente se saberia de qual empresa e qual cobrar. Hoje é esse emaranhado que existe não se sabe de quem é a responsabilidade. Então é uma, é uma sugestão que eu acho que a gente tem que avançar para que lá na frente a gente tenha um resultado positivo e aproveitando, nos colocamos a favor do Requerimento que é muito importante.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Era isso? Obrigado, Vereador Jorge Cenci. Então em votação o Requerimento nº 121/2020 encaminhado pelo Vereador Sedinei Catafesta. Se os Vereadores assim concordar permaneçam como estão. Então aprovado por todos com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. Em votação o Requerimento nº 122/2020 encaminhado também pelo Vereador Sedinei Catafesta: O Vereador abaixo firmado solicita anuência dos demais pares que seja encaminhado ao poder público, ao Poder Executivo Municipal, através do departamento responsável, a solicitação de melhoria na pavimentação das ruas Pedro Grendene, Paim Filho e a rodovia de Vila Rica também que foi acrescentado. Então os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores presente com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. Em votação o Requerimento nº 123/2020 também encaminhado pelo Vereador Sedinei Catafesta: O Vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a vossa excelência que envie voto de congratulações ao padre Gilnei Fronza pela obra de revitalização realizada na capela principal do Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, principalmente pelo bom gosto e sofisticação do novo visual dos vitrais e pintura interna que deixaram a igreja com aspecto mais imponente e harmonioso. Então os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por, subscrito por todas as bancadas e aprovado por todos os Vereadores presentes com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. Em votação também o Requerimento nº 124/2020 encaminhado pelo Vereador Sedinei Catafesta: O Vereador signatário após ouvida a Casa, requer a vossa excelência que envie votos de congratulações à Campeol Comércio de Produtos Hortigranjeiros pelos 30 anos de atividade em nosso município. Ao Alexandre e Simone Campeol pela dedicação em atender a nossa comunidade com produtos de qualidade e bom preço. Então os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Então subscrito por todas as bancadas e aprovado por todos os Vereadores presentes com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. E a palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite, Senhor Presidente, colegas Vereadores, colega Vereadora que no momento está de costas para mim, mas mesmo assim eu cumprimento, todas as pessoas que se encontram aqui, a imprensa, TV Serra, Rádio Spaço que estava aí até a pouco, Rádio Miriam, a Maura, do hospital, fico muito feliz em vê-la aqui. Bem, a reunião de, eu gostaria de falar um pouquinho sobre a reunião de ontem. Porque eu realmente me causou uma estranheza imensa quando eu vi o número de óbitos do Rio Grande do Sul, de Farroupilha, desculpe, 8 óbitos. As outras cidades eu não tinha, na realidade, como conferir, mas Farroupilha oito óbitos quando nós temos quatro e mesmo assim um desses não foi comprovado que foi de covid, morreu com covid e não de covid. Aí a nossa secretária ela explicou o porquê dos oito. Eu, depois em casa, porque na hora eu não consegui, depois em casa eu procurei para tentar achar o embasamento científico da onde saiu esse número. E aí eu pensei com os meus botões que, ultimamente, eu considero que meus botões são bem inteligentes. Conversando com eles, eu pensei o seguinte: eu não sei que epidemiologista eles estão questionando, agora com certeza eu sei que a Mãe Dinah tá trabalhando com eles. Porque fazer uma projeção do número de óbitos; Farroupilha teve 4 óbitos, vai ter oito. Da onde que surgiu isso? Mas que embasamento científico eles têm para dizer isso? Eu não posso dizer que serão 4, que serão 6, que serão 8, que serão 16, que serão 100, eu não sei. Isso vai depender de como continuar, de como vai continuar esses, de como vai continuar as pessoas que estão sendo acometidas, a faixa etária que está sendo acometida. Essas pessoas que estão sendo acometidas se têm ou não alguma comorbidade. Como é que eu posso estabelecer simplesmente: “ah, vão ser 8 óbitos.” Da onde? Eu conheço uma pessoa, não é meu paciente, mas conheço uma pessoa que foi fazer uma cirurgia eletiva, eletiva, e nos exames pré-operatórios foi solicitado covid. A pessoa não tinha nada e veio o positivo. Não tinha nada, totalmente assintomática e veio covid positivo. Então não é assim, nós não podemos dizer “ah, serão 8 óbitos.” Não sei, pode ser mais do que isso, pode ser menos. Não tem como a gente saber. Eles estão jogando, jogando com as pessoas, justamente porque todo mundo acha que sabe muito e na realidade ninguém sabe nada. Então eles estão jogando conosco e é por isso que eu manifestei ontem que nós temos duas fases na pandemia aqui em Farroupilha. A primeira fase que foi quando houve um ‘lokdown’ parcial em que a nossa maior preocupação era as vidas, eram as vidas, era a saúde pública. Já tô encerrando. Era a saúde pública. Esta foi a primeira fase. A segunda fase que é agora, né, que nós temos que nos preocupar também com a economia. Porque que nós estamos nessa brincadeira há três meses, nós começamos no dia 18 de março; março, abril, 3 meses. Nós estamos nessa brincadeira há 3 meses. Então nós agora. Já encerro.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Só um pouquinho, Vereador.

VER. ELEONORA BROILO: Já encerro.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Tranquilo, pode concluir.

VER. ELEONORA BROILO: Então assim, não tem como fechar tudo de novo agora. O prejuízo estratosférico para a economia agora fechar é muito maior do que se tivesse permanecido fechado por mais uma semana ou duas. Mas agora fechar de novo quando as pessoas estão começando a reiniciar de novo as suas atividades é terrível. Por exemplo, eu vou ver eu vejo pelo meu consultório; Senhores, eu não tenho condição de fechar de novo meu consultório. Já fechei por três semanas agora eu não vou fechar de novo. E isso se aplica a tudo. Então era isso que eu tinha para dizer. Muito obrigado.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereadora Eleonora Broilo. Agora com a palavra o Vereador Sedinei Catafesta. Espaço de liderança.

VER. SEDINEI CATAFESTA: Senhor Presidente, para encerrar o meu espaço dessa noite, eu quero aqui antes de falar, quero cumprimentar a Maura. A Maura foi minha chefe no Hospital São Carlos, tenho gratidão pela Maura por tudo que fez por mim, né. O Sidoca como ela mesma chama, tantas vezes, quem foi que me deu oportunidade de estar no Hospital São Carlos foi a Maura. Na entrevista lá chegou o cabeludo Catafesta, aquele cabelão, tinha, sei lá, mais de 10 pessoas naquela entrevista e eu fui convicto que eu passei na entrevista. Eu cheguei em casa eu falei para o irmão “eu passei, vou trabalhar no hospital”. “Ah, mas não te ligaram?”. Eu disse “não; vão me ligar. Tinha uma mulher, cabelo bem preto, lá e eu acho que ela gostou de mim”; e é a Maura. E me ligaram e lá eu fiquei lá eu trabalhei, me dediquei, abria cedo o hospital, não tinha alguém para ficar eu estava lá, eu era telefonista, eu era internação, era porteiro, oh tá no meu coração. Essas pessoas a gente deve a gratidão, a ti é uma delas. Obrigado. Presidente, o projeto este que eu, vamos trabalhar na Casa, se não der para implantar esse ano, porque é um período eleitoral e não quero que caracterize nada além do que é a essência desse projeto. Mas precisamos ter no município de Farroupilha, a recuperação dos imóveis. O quê que é isso? Vamos instituir primeiro o fundo, o Fundo Municipal de Recuperação Habitacional, porque do fundo vai captar recurso do ITBI que é quando tu vende o teu imóvel ou tu compra um novo imóvel no município tu paga uma taxa, ‘X%’ vai para o fundo. Buscaremos recursos para o fundo federal, pelas tragédias através de sinistros; federal, estadual, livre e também vamos estar trabalhando dentro do da contribuição de quem quiser colocar o seu imposto dentro do fundo. E a lei de recuperação habitacional, eu sei que hoje tem o balcão e o que auxilia algumas famílias, num valor ‘X’. O critério dessa lei, gente, é o seguinte: se o meu imóvel está avaliado em R$ 239.000,00 teve um sinistro total, quanto do total desse imóvel vou receber da Prefeitura? Claro, dentro dos critérios. De cem a quatrocentos e noventa e nove mil reais, a ideia é 10%, por isso nós vamos discutir. De 500.000 a 999.000; 2%. De um milhão a cinco milhões, 1%. Isso quer dizer o quê? Quer dizer que aquele cidadão que perdeu a sua casa, “ah, mas eu tenho seguro”. O seguro é 120 dias para pagar. Mas todo cidadão que estiver de acordo, não tiver débito na Prefeitura de IPTU, seja qual for os débitos, vai estar de acordo à lei. Quem vai fazer o amparo? Dentro do projeto prevê então o conselho que vai fazer toda a fiscalização que vai ter a participação da Defesa Civil, vai ter ação social, vai ter a finanças e vai ter o planejamento que vai ser quem vai fazer a vistoria. Com aquele laudo vai dizer se é parcial se é total o sinistro. Quanto vão ganhar? Um exemplo, lá o Girelli, 600.000 foi o prejuízo dele, mas a lei, só para vocês entender uma coisa, é apenas residencial. Vamos falar do Primeiro de Maio, a casa aquela estava avaliada no venal, tá, gente, aqui que vai valer é o IPTU, duzentos mil. Quanto eles vão ter de direito a essa lei? 10%; R$ 20.000,00. Dentro dos critérios apresentados pelo morador a Prefeitura vai fazer a fiscalização e vai fazer o amparo financeiro para eles levantarem as paredes o mais rápido possível. “Ah, mas eu tenho seguro.” Que bom! O seguro porque tu teve condições de pagar. Não é baixa renda ou alta renda é para todos os cidadãos de Farroupilha que estiverem de acordo, dentro da Prefeitura, sem débito com a Prefeitura. Então é um megaprojeto e eu quero que todos vocês, toda essa Casa esteja mobilizada para que a gente possa apresentar ao Executivo e possa ser lei; amparar essas famílias que perderam seu imóvel pelo fogo ou até mesmo por uma tragédia aí de chuva de pedra ou vendaval. Vamos falar mais adiante. Obrigado. Por hoje era isso. Boa noite a todos.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Sedinei Catafesta. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Deivid Argenta.

VER. DEIVID ARGENTA: Obrigado, Senhor Presidente. Quero cumprimentar meus colegas Vereadores, colegas Vereadoras, o público aqui presente, a imprensa e todos que estão nas suas casas nos assistindo. Eu quero apresentar o Requerimento nº 125/2020, no qual os Vereadores signatários, após ouvida a Casa, requerem a vossa excelência que seja encaminhado ao Poder Executivo no setor competente para que seja realizada a manutenção e cascalhamento nos trechos listados abaixo. Trecho da estrada entre Linha Ely e Forromeco e a comunidade do Rio Burati nos trechos entre a igreja da comunidade até o Clube de Caça e Pesca. O Requerimento nº 126/2020 na semana passada, conversando com o Vereador Fabiano, sobre a indicação de dois nomes de rua para comunidade da Julieta, veio um pedido de uma das famílias lá que historicamente tem uma vida muito ativa na comunidade, inclusive com doação de parte de área para o campo do Serrano, que entrou em contato então e pediu também para o nome dele já tá aprovado como rua, o nome desse Senhor, do Darci Luiz Farinon, na lei de 29 de novembro de 2011, então já é aprovado, não precisa passar por aqui, para que se dê a continuidade daquele trecho o nome dele. Então a FR 152 passaria a se chamar Darcy Luiz Farinon. Esse projeto eu vou deixar ele na Casa mais uma semana para que vocês também possam dar uma estudada com calma, conhecer o trecho e na semana que vem se vota.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: 126?

VER. DEIVID ARGENTA: 126.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Então tá.

VER. DEIVID ARGENTA: Era isso, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Então tá. Obrigado, Vereador Deivid Argenta. Então colocamos em votação o Requerimento elaborado encaminhado pelo Vereador Deivid Argenta e subscrito também pelo Vereador Thiago Brunet. Os Vereadores signatários após ouvida a Casa, requerem a Vossa Excelência que seja encaminhado ao Poder Executivo Municipal, no seu setor competente, para que seja realizada a manutenção e cascalhamento dos trechos listados abaixo: trecho da estrada Linha Ely ao Forromeco, a comunidade do Rio Burati nos trechos entre a igreja da comunidade até o Clube de Caça e Pesca.” Então são os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão. Aprovado por todos os Vereadores presentes com a ausência do Vereador Rudmar Elbio da Silva. E o Requerimento nº 126/2020 então fica para a próxima segunda-feira referente à nomeação, que seja nomeado a FR 152. Para semana que vem né. Então vai o Requerimento nº 126 vai ficar para semana que vem e colocado em votação. Então dando continuidade, a palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Maria da Glória Menegotto.

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Nós temos aí os projetos do Vereador suplente Tiago Ilha, que é o nº 5, nº 6, nº 7, nº 8 e nº 9. Eu, hoje nós tinha marcado, eu e ele, aqui na Casa às 3 horas da tarde, mas ele teve um problema, me parece que de saúde em casa e ele não pode vir. Mas como está vencendo os trinta dias para dar o parecer, para que não deem um parecer também ao contrário né, então nós vamos retirar todos eles. Vamos retirar o nº 5, nº 6, nº 7, nº 8 e nº 9, porém amanhã nós já marcamos, nós marcamos, para que ele esteja aqui e aí a gente vai dar entrada com sugestão de um ou dois projetos, que é o nº 5 e não lembro bem o outro número. Então vou retirar, neste momento, e vamos entrar como sugestão do projeto dele, o qual a gente vai conversar juntamente eu e ele, para depois então, não sei se semana que vem eu entro, enfim, mas nesse momento vai ser retirado. Tá certo? Eu quero também aqui me colocar a favor do nosso comércio, da nossa indústria, dos, enfim, da sociedade em geral, né. Porque eu creio que todos estão se cuidando muito, usando máscara, todos os acessórios e equipamentos necessários em todos os lugares. E a gente também não gostaria que fechasse o comércio nem as indústrias, porque afinal das contas nós precisamos garantir a nossa economia. Então eu também quero aqui me colocar a favor dessa grande maioria que é a indústria, o comércio, onde dá os serviços; não podemos realmente descuidar disso né. Com certeza também eu quero compactuar com o Vereador Sedinei Catafesta quando ele fala da Unimed. Porque é verdade, se paga uma fortuna de Unimed e hoje a gente não tá vendo eles ajudar em nada. Eles deveriam sim colocar à disposição algum leito, dois leitos, pagar o hospital, pagar em algum lugar. Porque sinceramente R$ 300,00 que o Vereador falou aí ele paga isso, mas tem muita gente que paga mais de R$ 1.000,00 da Unimed é conforme idade, enfim, né. Então realmente eu acho que nós temos sim que se colocar e dizer assim: “poxa vida”; ir atrás e ver a possibilidade de eles nos ajudar mais aqui no Hospital São Carlos, enfim, né. Acho que o mínimo que deveriam fazer por Farroupilha era isso aí, né.  E também não entendo porque hoje que eu tava vendo aqui um novo caso positivo e o total é de 96 casos ativos que nós temos aqui, que representa 28% do total de casos positivos aqui em Farroupilha. Nós estamos iniciando essa semana com 344 casos coronavírus. E aí eu falo isso porque estão sendo monitorados 167 pessoas, né, e enfim passaram por uma consulta no hospital de campanha e estão, muitos deles estão sendo monitorados em casa. Veja que Farroupilha inicia a semana com 779 casos descartados, descartados, 344 casos confirmados, sendo 244 já recuperados e 167 casos então monitorados. Mas o que chama a atenção aqui é o número de óbitos, a Vereadora Doutora Eleonora também falou: quatro. Graças a DEUS. Farroupilha teve 4 e talvez até 3 então né, mas graças a DEUS. Agora o que me chama a atenção disso é que, eu até anotei aqui, um caso somente, está no hospital São Carlos; um caso somente, o outro tá, um caso tá no Hospital São Pedro de Garibaldi, são três casos que temos hoje internado na UTI, e um caso no hospital lá de Canoas. Gente, nós temos que ser contrário realmente, contrário ao fechamento de qualquer comércio, né, e qualquer indústria aqui em Farroupilha. Nós temos que pensar na economia. Agora me chama a atenção isso aqui dos hospitais. Por que não ficam aqui? Porque não estão no São Carlos? Por quê? Eu gostaria até que a Doutora, eu vou pedir espaço de liderança só para dar, ah, não, aí não dá, mas depois a Senhora fala então, o porquê disso, né, eu gostaria até de ficar mais por dentro.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Concluindo, ou vai pedir?

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Só para concluir. Porque chama atenção realmente. Os três casos de Farroupilha, porque que estão em outros lugares? Lotado? Casos de coronavírus? É 5 que têm. Não têm que ter 5 vagas?

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: É 2.

VER. GLÓRIA MENEGOTTO: Só 2? Então teria que ter mais um. Obrigado, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereadora Maria da Glória Menegotto. Então por pedido então a gente vai peço à Secretaria da Casa que retire o Projeto nº 5, nº 6, nº 7, nº 8 e nº 9 encaminhado pelo Vereador Tiago Ilha. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, eu já inicio dando a oportunidade à Vereadora Eleonora para ela fazer, concluir o raciocínio dela.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Um aparte à Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Obrigada, de novo, pelo aparte. Vereadora Glória, é o seguinte: na realidade nós temos três pessoas internadas no São Carlos, mas em suspeita, eles não são confirmados esses que estão internados, tá. Pode ser que tenha confirmado agora um que ainda não, não sei. Então tem um né. Porque essas pessoas foram para UTI de outras cidades? Eles não estão em leitos comuns, tem um em Garibaldi, tem em Caxias. Por quê? Porque no momento nós não tínhamos leito ainda liberado na UTI para covid. Tínhamos, vamos supor, não sei dois ou três naquele momento e estavam ocupados porque tem que ter um ‘X’ de leitos para covid. Então Garibaldi, agora nós temos, mas naquele momento não tinha quando essas pessoas foram para outras cidades. Agora, a partir de amanhã, nós teremos os cinco leitos, tá. Então será diferente nós teremos condições de atendimento porque são 10 leitos de UTI, mais cinco leitos de UTI para covid, que é uma UTI separada, mas no momento não tinha. Então esses pacientes que estavam suficientemente graves, que tiveram de ser entubados foram para ventilação mecânica não tinha como mantê-los em leito de andar, eles tiveram que serem encaminhados para quem já tinha os leitos então confirmados para covid pelo Estado. Obrigado.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Com a palavra o Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Obrigado pela contribuição, Vereadora Eleonora, acho que fica, é importante fazer esse esclarecimento. Eu quero apenas aqui referendar o que disseram já alguns colegas na noite de hoje, cumprimentando a todos os Vereadores, cumprimentando ao Leandro da TV Serra que está fazendo essa cobertura e a todos que estão nos acompanhando. Eu acho que é importante nós colocarmos que na semana passada, se eu não me engano foi até no feriado, foi na foi na quinta-feira, o Governo do Estado mudou os critérios para adoção das bandeiras; que é a metodologia que ele encontrou no distanciamento social dito por eles para poder então impor as medidas de restrição que elas sejam maiores ou menores. Pelo que eu li em alguns locais, se não tivesse feito essa alteração nos critérios, nós teríamos permanecido na bandeira laranja que era como estávamos anteriormente. Pois bem, eu acho que não é justo e não é correto alterar na quinta-feira os critérios para definir as bandeiras e 48 horas depois, no sábado, jogar as regiões, acho que são quatro regiões do Estado, para a bandeira vermelha. Então nós entendemos que se fosse para ser assim, teria que ter, primeiro muda-se o critério aí conversa com os municípios emite um alerta, principalmente para os municípios que trocariam de bandeira laranja para vermelha que aonde a gente tem uma restrição maior, principalmente, a questão do Comércio, emite um alerta e aí sim, quem sabe, na semana seguinte caso os números continuem evoluindo de maneira insatisfatória, se discute esse assunto. Claro, conferindo muito bem a questão, por exemplo, do número de óbitos projetado que já foi dito por colegas aqui que é mais uma, quase um exercício de futurologia do que qualquer outra coisa, verificando a possibilidade de abertura de novos leitos que vai acontecer na nossa região já essa semana. E concluo, Senhor Presidente, dizendo que neste momento é muito importante nós mantermos a saúde da nossa economia. A pobreza também mata, a pobreza traz muito sofrimento e isso é importante que nós possamos, que os nossos farroupilhenses, com dignidade do suor do seu trabalho, possam manter os seus empregos. E para isso, sim, se tivermos que adotar mais alguns cuidados que já estavam sendo feitos, que façamos dessa maneira, mas que nós possamos continuar com as portas abertas, com os devidos cuidados para manter a nossa economia, para manter o funcionamento do nosso comércio, para manter os nossos empregos. Porque vai passar logo logo esse momento que estamos passando e a gente então que possa, dentro do possível, acabar tendo o menor impacto possível. O impacto já vai existir, ele já existe, mas que nós tenhamos a possibilidade de ter, minimizar esse impacto para todos. Era isso. Muito obrigado, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Jonas Tomazini. Com a palavra agora o Vereador José Mário Bellaver. Aqui na tribuna.

VER. JOSÉ MÁRIO BELLAVER: Boa noite, Senhor Presidente. Quero saudar os colegas Vereadores, as colegas Vereadoras, saudar a TV Serra através do Leandro Adamatti, aos órgãos de imprensa que estiveram até há pouco tempo na Casa, os funcionários da Casa e os que nos assistem nesta noite. A minha preocupação, Senhor Presidente, eu quero deixar aqui registrado que nós estamos às vésperas de uma eleição e quando tem eleição é fácil dos candidatos prometerem. Prometerem que vão resolver o problema da saúde, da educação, da assistência, os Prefeitos, os candidatos a Prefeito, candidato a Vereadores, e a gente sabe que é difícil cumprir. Então a população que fique alerta. Eu digo isso, Senhor Presidente, porque nós tivemos a campanha, há dois anos, a Governador. e o Governador do Estado atual, foi, era fácil, ele falava fácil, resolvia os problemas do Estado, o Ex-Governador Sartori não tirava a bunda da cadeira e nós tamo observando e assistindo nesse momento a, o Governo do Eduardo Leite. Eu digo isso, Senhor Presidente, porque ele toma uma decisão, um decreto e da bandeira laranja passa à bandeira vermelha; aonde a região nossa da Serra, aonde que nós temos o maior município do interior do Estado sem consultar os Prefeitos da região, Vereadora Glória. É injusto que se faça isso. Decreta o fechamento dos estabelecimentos, das empresas, diminuir os funcionários e sem consultar a pelo menos Prefeito da região com maior população, aonde que não há registros; de tantos registro de morte por causa do coronavírus. Eu só quero lembrar e deixar registrado que ele dizia que na segurança, vou saltar para esse ponto da segurança, aonde que ele, o vice-governador era um, é um delegado, delegado Ranolfo que ia resolver o problema da segurança. E na cidade de Caxias do Sul nós temos e isso não importa para o governo, será que ele não percebe que até a atual data nós temos 54 assassinatos em Caxias do Sul, 15 de junho. Não se passou seis meses de deste ano e tem 54 assassinatos; muito mais de mortes de coronavírus. Só no mês de junho que hoje é dia 15, nove assassinatos. E não percebe que tem que ter segurança também, não só falar de coronavírus, colega Vereadora Eleonora. Imagina que a média de assassinatos em Caxias do Sul é um assassinato a cada 40 horas isso está no jornal Pioneiro de hoje. Então, Governador, antes de tomar essas decisões de fechamento de empresas sem consultar os Prefeitos da região e sem querer muito diálogo, pelo que se têm informações, que procure resolver o problema também da segurança; porque ele prometeu isso ali na campanha e infelizmente não está cumprindo com essas metas. Por isso que a população tem que ficar alerta e cobrar sim dos políticos que prometem e não cumprem com o que prometem em campanha. Também lamentar a reunião que foi realizada ontem às pressas e aonde está a representante do município junto ao Governo do Estado? A Deputada que podia defender sim, além da região, mas principalmente o nosso município. Não está num período de férias, tem que estar em atividade e defender a população onde foi eleita, Senhor Presidente. Que descaso com a população. Por isso que tem que cobrar sim de quando que você está cumprindo um mandato e que esteja sim em atividade em defesa da comunidade. Era isso, Senhor Presidente. Muito obrigado.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador José Mário Bellaver. Com a palavra agora o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. Nós gostaríamos de falar primeiro da questão da Rek Parking, que é a cobrança do estacionamento. E nós ouvimos o Prefeito Pedrozo dizendo que quando estava de Prefeito em exercício assinou o contrato, mas não tinha lido por isso que ele determinasse agora o que vai valer. É inacreditável. Porque se não tivesse assinado lá na época do Prefeito Claiton, se o Pedrozo não tivesse assumido como um Prefeito na época, ele ia dizer que não sabia o que tinha sido feito com a Rek Parking. Na verdade o que nós estamos vendo é que a Rek Parking hoje começou a trabalhar e o Prefeito não fez absolutamente nada, então tem que ir atrás e mais, não adianta dizer “não vai fazer isso não vai fazer aquilo”, ou vai mudar o contrato. A licitação foi feita então vai ter que ser mudado alguma coisa. Mas pelas informações que eu tive hoje, nos lugares onde foi implantado agora o aumento do rotativo foi cobrado estacionamento rotativo, e o Prefeito disse na imprensa que não ia ser cobrado. Então não dá para ficar dizendo uma coisa, ficar colocando para as pessoas que não vai acontecer e surpreende as pessoas depois com a cobrança. Então se isso foi visto, Vereador, eu gostaria que fosse lá na Administração Municipal visto com a Rek Parking para que a população fique realmente sabendo o quê que tá acontecendo. Vai ser cobrado ou não vai ser cobrado? Porque daqui um pouco tu sabe que aquele local é a ampliação da zona azul, não coloca o ticket porque o Prefeito disse que não ia poder valer a partir do dia 15 e aí começa a valer. Então essa é uma questão importante até porque se gerou alguma multa nesse dia 15 que seja cancelado as multas, porque foi dito isto na imprensa, que não iria funcionar no dia 15. A questão do cemitério é inacreditável, Vereadores, o que foi feito lá. Os Vereadores que não tiveram a oportunidade de estar lá presente, a grande maioria esteve lá, é inacreditável, e não é só as últimas que foram feitas agora, as outras também. Eu quero agradecer ao Vereador Piccoli do que me enviou as licitações, não tive tempo de olhar ainda, vou olhar as licitações quero ver se dentro não tinha que ter lá a parte que faz lá, como é que é o, acabamento lá, o reboco, né. Porque aquilo ali vaza tudo, gente, vocês não imaginam o que é aquilo lá. As pessoas que nos ouvem aqui através da TV Serra e as pessoas que, principalmente aqueles que têm os entes queridos lá nas gavetas, é inacreditável. Os Vereadores tiveram como ver e não vamos muito atrás de licitação, gente, vamos colocar lá no memorial descritivo que tem que ser feito assim, assim e assim e tem que ser fiscalizado. Porque não colocar reboco, não pode, não deixar um lugar para respiro, não pode; e fazer tantas gavetas, faz mais um pouco, aproveita o material que tu tá usando para poder refazer aquelas gavetas. E aí os caras fazem um orçamento de R$ 16.000,00 sendo que em 2018 já pagaram 24. E aí vai lá um e faz por 22. É claro, ganha aquele de 16 e faz uma porcaria dum serviço. Bom, na questão, como passa o tempo da gente, na questão do fechamento, eu quero dizer que sou totalmente contrário ao fechamento. Que se nós formos ao supermercado, por exemplo, olhar a quantidade de pessoas que têm dentro dum mercado, porque é essencial, e quem pegou coronavírus lá dentro dum mercado? Aí tu vai numa loja, vamos pegar aqui, vou citar o nome de uma loja que eu fui hoje, a Colombo, por exemplo, uma loja grande daquele jeito, muito maior do que um mercado, inclusive a loja é maior do que o mercado tem que fechar. Mas olha e vê se isso é justo, gente. Não é justo. Eu tenho pessoas na família, por exemplo, que são que estão paradas há muito mais tempo. Pega um fotógrafo, por exemplo, vai trabalhar aonde? A minha filha, por exemplo, é fotógrafa, vai trabalhar aonde? Cancelou todos os eventos que tinha e ainda tem gente que diz, e ainda tem gente que diz assim: “ah, mas, filha do Vereador.” Mas e daí se é filha do Vereador, eu não tenho que sustentar mais ela, ela tem o filho dela, ela tem a família dela. E aí eu vejo empresário solicitando R$ 600,00 e querem falar dos outros. Gente que tem loja na cidade pedindo R$ 600,00. É uma vergonha! Mas o fechamento é outra vergonha. Eu não vou admitir aqui e acho que, e não adianta deixar uma ou duas lojas só aberta, todo mundo tem que ficar aberto. Todo mundo tem que ficar aberto e se precisar defender o Prefeito depois vamos todo mundo defender o Prefeito então. Porque se é uma união por uma coisa tem que ser para todas e as entidades têm que estar todas juntas, porque hoje de manhã era um empurra-empurra, vai para lá, vai para cá, liga para ao outro, liga pro outro, ninguém sabia o que dizer, Diz: deixa aberto e acabou o assunto. Obrigado, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Arielson Arsego. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jorge Cenci.

VER. JORGE CENCI: Senhor Presidente, colegas Vereadores, imprensa, demais presentes. Me permita tirar a máscara, eu acho que pode né, Presidente?

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Sim.

VER. JORGE CENCI: Bom, na verdade o assunto hoje é o decreto ou a alteração do decreto municipal, né, que o nosso Governador do Estado mudou, né, a bandeira da nossa região. A questão da bandeira vermelha, a bandeira amarela, a bandeira laranja, ela, ela não é o mais importante; eu acho que o mais importante é nós olharmos para o nosso comércio, olharmos para as nossas lojas, olharmos para o nossas academias e dizer que cada uma delas deve sim, olhar para cada, cada estabelecimento e ver se deve fechar ou não. E aqui a minha fala não é um descumprimento de uma determinação, mas nós temos que olhar um contexto um pouco mais amplo do que uma determinação estadual. Cada município, e Farroupilha é um exemplo, vem tomando as suas precauções tentando se adequar em si e também fazer com que cada estabelecimento ou cada comércio ou cada indústria consiga se manter, manter seus colaboradores e também sobreviver. Sabemos que a pandemia afetou a todos nós; todos, a partir da pandemia, seremos diferentes. As indústrias vão se transformar, o nosso meio de comunicação ou os meios de comunicação estão se alterando também, mas tem um, porém que eu acho que é mais importante do que tudo isso: a saúde, o nosso bem-estar, o nosso emprego. A nossa renda ela não pode ser ou não pode estar à frente nem atrás de uma bandeira. Eu acho que a bandeira ela é muito mais uma tentativa de obstruir ou encobrir uma incompetência que eu não, que um governo, por exemplo, não consegue dar leitos de UTI suficientes para nossa região, por exemplo. Então é muito mais fácil a gente se esconder atrás de uma bandeira; mas nós temos que olhar a bandeira do bom senso, a bandeira do trabalho, da renda. É esta a bandeira que nós temos que olhar. E infelizmente uma determinação equivocada, eu vejo, por que foram mudados os critérios e os critérios quem decide são quem? Alguém que tá lá sentadinho ou ouvem alguns técnicos em si, mas nós temos que olhar a bandeira da população. Esta é a melhor bandeira. Então dentro disso, acho que foi um equívoco essa alteração feita pelo nosso Governador e espero sim que ele reveja, tendo em vista que se isso não acontecer, não só Farroupilha e sua região, mas o cidadão ele vai ser acometido não do vírus, da doença psicológica, da perda do seu emprego e não existe bem mais danoso do que o mal psicológico. Então lamentamos essa decisão, mas volto a ressaltar: a bandeira da sobrevivência é mais importante do que qualquer bandeira. Obrigado, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Jorge Cenci.  A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores; permita-me, Senhor Presidente, retirar a máscara até porque a máscara nos embacia os olhos, o óculos aqui vira, vira uma coisa terrível. Saudar a todos os colegas Vereadores, Vereadoras, as pessoas que permanecem ainda aqui conosco, pessoal da imprensa, TV Serra, como faz todas as semanas, levando não somente o áudio, mas a imagem do que é a Sessão de Vereadores para toda comunidade farroupilhense. Queria saudar o esposo da Vereadora Eleonora, o seu Luiz, que está aqui e também à Maura, a Maura. Apesar de que, Maura, eu não sei se é os meus 90 anos, mas daqui eu não a reconheci. É talvez seja a questão idade e visibilidade também já limitada. Bem, a questão Farroupilha. Uma das coisas, gente, que a gente tem que fazer é se posicionar. Eu quero dizer de que ontem quando eu ouvia e era questionado e eu respondi da forma como sempre respondi, não sei, pelo menos fui verdadeiro. Quando cheguei num estabelecimento e a pessoa narrou o que ela passou para reabrir o seu estabelecimento. Ela teve que recorrer a economias da família para se adequar a no mínimo trazer de volta aquelas pessoas que já eram pessoas que mesmo não vivendo na sua casa, mas eram a expressão da extensão das preocupações do que acontecia também na sua casa. Aonde estavam limitados, porém sem ter renda tanto quanto aquele estabelecimento que proporcionava garantia da dignidade deles. Ao reabrir, eles imaginaram que a vida deles estava já voltando ao normal. Quero dizer aos Senhores, eu dificilmente eu saio à noite, mas quem sai à noite dá uma passadinha por Farroupilha logo que começa anoitecer vocês percebem o quanto Farroupilha está reclusa dentro das orientações que são repassadas; finais de semana Farroupilha está quase que deserta e durante a semana têm pessoas, têm empresários que se retornar o fechamento, mesmo que temporário, para alguns será definitivo. Quero dizer de que a opinião deste Vereador é de que, assim como foi dito nesta tribuna por várias pessoas e eu assino embaixo, que se o Senhor Prefeito tomar esta decisão de não permitir que alguns fechem por definitivo eu estou solidário a ele. Não fecha Prefeito, porque se fechar Farroupilha corre o risco de amanhã pagar um preço muito maior. E há não muitos dias atrás nós ouvimos, ainda por época da comissão que estudava o caso do Ex-Prefeito, hoje ‘impitimado’, de que ele foi até Brasília e viria o que fosse necessário, na hora que fosse, para Farroupilha. Quem sabe o nosso atual Prefeito fale com o Ex-Prefeito e peça para ele para buscar aquilo que prometeram pra ele quando Prefeito. Quem sabe seja a solução. Aí não será uma política de obediência total a um governo que está fadado ao insucesso, quem sabe, por ser mal assessorado também nessas decisões para mim ainda precipitadas. Obrigado, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Tadeu Salib dos Santos. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Se nenhum. Ah o Vereador; com a palavra o Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite, Senhor Presidente. Boa noite demais colegas Vereadores, imprensa, funcionários da Casa e todos que nos prestigiaram aqui nesse momento. Vou ocupar o espaço então, primeiro para pedir desculpas àquelas pessoas que me convidaram, àquelas pessoas que gostariam que eu estivesse presente ontem na reunião do Sindilojas, né, para colocar a nossa opinião, a opinião de um médico, de um Vereador, sobre tudo isso que tem acontecido; mas infelizmente no dia de ontem eu perdi uma pessoa muito próxima de mim e eu não pude me fazer presente na reunião. Mas não posso de deixar a minha opinião aqui porque as coisas ainda estão acontecendo e nada foi tomado de medida de recuo diante do município de Farroupilha e é nesse sentido que a gente tem que permanecer. Mas eu quero, para que vocês entendam aqui, conversar um pouquinho sobre dados, sobre o vírus, sobre a medicina propriamente dita. E quero dizer aqui que no primeiro momento, quando a gente, lá atrás, em meados de março fez o ‘lockdown’ nós tínhamos o principal objetivo de formular as políticas públicas necessárias de enfrentamento ao coronavírus e tentar isolar eles; isolar o vírus, isolar a cidade do vírus. Eu gostaria de comunicar aqui, que já é sabido por todos, essa batalha nós perdemos né. Essa batalha nós perdemos, nós não conseguimos isolar o município, a região. O vírus só não entrou no nosso município, como praticamente 70% dos bairros hoje tem pessoas contaminadas pelo vírus, né. Ele tá no São José, ele tá no bairro Industrial, ele tá no São Francisco, ele tá no São Luís, ele tá no Centro, ele tá na Linha Ely, ele tá no Jansen, ele tá em todos os bairros. Então nós não temos mais como isolar eles. Dito isso, nós temos que enfrentar o vírus agora. A gente tem que ter esta coragem, esse discernimento de enfrentar o vírus. Como que nós vamos enfrentar o vírus? Nós já sabemos enfrentar o vírus. A ciência já nos ensinou. A gente tem que manter o distanciamento social, evitar aglomerações, usar álcool gel frequentemente e nos proteger com máscaras. Em alguns trabalhos específicos as pessoas usam vestes, luvas, botas, outros nem tanto, né. Então eu gostei da fala do Vereador Arielson, talvez mesmo não tendo embasamento científico, mas é um sentimento, mas isso tem embasamento científico. E aqui eu quero fazer um registro tá, àquelas pessoas que dizem: “Thiago, tu é médico, como é que tu tá defendendo, tu não tá defendendo a vida?” Eu digo “eu tô defendendo muito a vida”.  Justamente por defender a vida é que eu quero que as pessoas saiam de casa e vão trabalhar. Porque não tem nada comprovado de que as pessoas ficando em casa a coisa vai melhorar; muito pelo contrário. Como vírus já tá na, já tá em toda cidade nós vamos nos contaminar mais em casa. E aqui eu faço um pedido para a população, porque nós já sabemos nos cuidar na rua. Quantos porcento das pessoas que buscam a UPA estão na rua? 0%. Quantos porcento das pessoas estão trabalhando buscaram atendimento com coronavírus? Poucos. A grande maioria está em casa. A grande maioria está em casa. Vem dos domicílios. A gente não está sabendo se cuidar na nossa casa e eu peço para a população: Você já sabe se cuidar no seu trabalho, você já sabe se cuidar na rua, você já sabe se cuidar do transporte urbano, você não aprendeu ainda a se cuidar em casa que é onde a gente relaxa; onde a gente faz uma janta e todo mundo fica sem máscara, faz uma aglomeração e o vírus está se disseminando. Onde a gente reúne a família quinze, vinte, num domingo, todo mundo sem máscara, se abraçando, a gente está se contaminando. Nós estamos nos contaminando em casa, gente. Porque não vamos trabalhar então? Aí vem um cidadão sem conhecimento nenhum, que eu nem conheço o cidadão, e começa a implantar um monte de regra que não faz sentido. Minha madrinha Arita Bergmann, que me trouxe para a política, ela deve estar mal assessorada não é possível. Não é possível que a base para prevenir o vírus é evitar a aglomeração. E aí nós temos uma lei e eu quero espaço de líder; nós temos uma lei que faz com que os bancos fiquem aberto das onze a uma. Mas que absurdo isso. Os bancos têm que ficar aberto das 9 horas da manhã às 6 horas da tarde agora para diminuir os espaços e fazer. As lojas, eu não quero que as lojas fiquem aberta, eu quero que elas abram às 7 horas da manhã e vão até às 8 horas da noite. A minha proposta é expandir o horário de todo comércio, de todos os consultórios médicos. Nós atendíamos 10 de pacientes em duas, três horas.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Espaço de liderança ao Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Hoje a gente atende dez pacientes em cinco, seis horas. Os restaurantes, me diz alguém, o Arielson falou bem aqui, quem é que foi contaminado num restaurante aqui com todas as anotações que tinham? Tem um exemplo, me digam, porque eu que tô junto ali eu não sei, eu não tenho esse conhecimento. Quem é que é o médico, o cidadão que diz que o shopping tem que abrir das duas da tarde às seis? Entulhado de gente das duas da tarde. O shopping tem que abrir 24 horas, ele não tem que fechar mais. Nós temos que trabalhar, porque que nós trabalhando nós estamos nos protegendo, sabiam? A gente está se contaminando em casa eu não paro de repetir isso. E eu quero dizer aqui também que independente de qualquer coisa, gente, quando eu saio para casa todo dia, quando nós saímos para casa todo dia, a gente pode de ser assaltado, a gente pega o nosso carro e pode sofrer um acidente de trânsito, a gente entra no nosso trabalho e podemos sofrer um acidente de trabalho, a gente pode se estressar com algum cidadão e sofrer um infarto. A gente têm todos esses riscos, mas estes riscos eu, eu cidadão, eu Thiago Brunet, acho que esses riscos são pequenos perto do ganho que eu tenho de ter a honra e a dignidade do meu trabalho, de ter a honra e a dignidade de ter o meu dinheiro para sustentar a minha família. Essa escolha tem que ser minha não do Estado. O Estado tem que nos proporcionar infraestrutura, o Estado tem que nos proporcionar leitos de UTI, médicos, enfermeiros, técnicos. O Estado tem que nos dar suporte de estrutura. O direito de ir e vir e o direito de trabalhar quem decide sou eu; se eu não me sinto bem, se eu não quero trabalhar, eu não vou. Agora se eu quiser eu preciso ir, é meu direito. Então, gente, a gente sabe, fazendo uma outra analogia, se a gente for daqui a Porto Alegre de carro e a gente calibrar os pneus, botar gasolina, respeitar as placas de trânsito, andar a 80, nos cuidar, a gente tem a certeza que vai chegar em Porto Alegre? Não. Não, não temos a certeza, mas que aumenta a chance de chegar se a gente respeitar as regras, aumenta. E é isso que nós temos que fazer. Nós temos que evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social, usar máscara, usar álcool gel e acima de tudo que eu não tenho visto ninguém falar, melhorar a nossa imunidade. Tomem vitamina C, tomem zinco, tomem vitaminas, tomem bálsamo de alemão se for o caso. Melhorem a sua imunidade, porque a gente sabe que um vírus ele também tem mais letalidade em quem tem mais imuno, quem está mais imunodeprimido. As quatro pessoas que morreram aqui no município, gente, não precisa ser médico, as 4 pessoas estava onde? Estavam trabalhando? Estavam na rua? Estavam na escola? No transporte público? Não, tava em casa porque eram cidadãos, velhinhos acamados, estavam em casa. Se nós estivermos ainda com o pensamento de que uma casa de alvenaria vai nos proteger da menor partícula que existe da matéria viva, nós estamos enganados. Mas não tem cabimento uma coisa dessas, gente, o vírus tá por todos os bairros da cidade, nós não temos mais como fugir deles; nós temos que enfrentar o vírus, diminuir a chance dele nos contaminar. Então fica o recado, fica a minha fala, a minha repúdia com relação ao ato do Governador e pedir, de forma como sempre fiz, respeitosa que o Governador reavalie o seu pedido, o seu ato, o seu decreto e faça com que os municípios tenham liberdade, não através de ameaça, de dizer que o Prefeito vai ser responsável caso acontecer alguma coisa. Não. Deixem ter liberdade, né, que sejam mais técnicos, que sejam mais científicos do que simplesmente assim acordar de dizer assim “o shopping vai abrir das duas as seis”, como se das duas as seis o vírus dormisse. Uma boa noite.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Thiago Brunet. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Josué Paese Filho, Kiko Paese.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Obrigado Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadoras, demais pessoas, imprensa, Leandro Adamatti da TV Serra, Rádio Miriam, Spaço já saiu. Thiago, parabéns pela sua fala, você foi cirúrgico; bom, você é médico né. Você foi, olha, pela conversa não precisaria mais ninguém falar hoje à noite aqui. Não precisaria mais ninguém falar. E quem está ouvindo, entendeu a mensagem que o Senhor deixou aqui nessa tribuna. Só no que o Senhor disse de fechar o comércio e abrir dos bancos, por exemplo, com horários diminuindo os horários, devia abrir 24 horas.  Eu fui numa lotérica hoje tinha uns 15 na minha frente. Tinha uns 15 na minha frente. Então, realmente, eu acho que se Garibaldi tem problema, se Gramado tem problema, Farroupilha não tem problema; só tem um caso então Farroupilha continua. Vamos cuidar lá. Agora 49 municípios, 49 municípios, ser penalizados por causa talvez de um município que cresceu o corona. Eu tava dizendo primeiro no espaço, eu pedi um aparte pro Sandro Trevisan, imaginam vocês fechar 15 dias o comércio, eu estou falando de Farroupilha só, e disse primeiro que Farroupilha não vive sozinha, mas vamos pegar só Farroupilha. Quanto dinheiro, mas quanto dinheiro mesmo, o município vai deixar de recolher de impostos o Estado e o Governo Federal? Imagina só. O governo mandando o dinheiro para tudo que é lado, o Governo Federal; o Estado, Vereador Catafesta, tá mais quebrado pelo amor de DEUS, não tem condições de mandar um leito para Farroupilha, não tem dinheiro. Então do Estado não dá para esperar nada, nada mesmo. O decreto do Governador é para 15 dias, ele pode ser modificado daqui a oito dias, daqui a oito dias; porque cada semana agora, todo sábado, eles fazem o levantamento. Quem sabe e tomara que volte para a bandeira laranja. Ou ele vem dizer que vai para a bandeira preta, não sei. Eu estava falando primeiro, na minha fala, aonde quantas pessoas, milhares e milhares e milhares e milhões de pessoas, morreram nas filas de grandes hospitais, nos corredores, por falta de um leito, por falta de um medicamento; e os médicos e enfermeiros, Doutora Eleonora, se quebrando dentro dos hospitais que nem tá acontecendo agora e o hospital não dava condições de trabalho. Será que os governos só notaram agora? Ninguém esperava essa pandemia, mas todos os hospitais nossos estão quebrados no Brasil, mas nenhum governante pensou: “não, vamos começar a botar dinheiro nos hospitais”. Sem pensar nessa praga que tem aí hoje. Muitos hospitais, que nem aconteceu aqui em Farroupilha, por má gestão, logo num passado presente. Má gestão. Outros quebrados por outros motivos e os governantes, Governo Federal, isso não vem de agora do Collor, vem desde o Collor, de Sarney, de Lula, de Dilma e agora com o Bolsonaro, que eu votei nele. Todo esse dinheiro que eles estão repassando, R$ 600,00; R$ 1.200,00; R$ 1.800,00; não precisaria estar passando, não precisaria. Se tivesse leitos suficientes e hospitais equipados estaria todo mundo trabalhando e sobrando leitos. Sobrando leitos. Mas agora com toda essa dinheirama que vem vindo lá de cima, Arielson, realmente, eu tenho a lista aqui oh, acho que todos vocês têm a lista, de todos farroupilhenses que estão recebendo. Têm nomes lá que a gente não sabe quem é, de repente a gente conhece a pessoa e não sabe quem é, não dá pra julgar. Mas eu vi nomes aí, gente, que eu teria vergonha, teria vergonha de buscar R$ 600,00; que não precisam com toda a dificuldade, mas não precisam. Mas tem gente que se aproveita. Se aproveita da situação daquelas pessoas que realmente não têm o que colocar na mesa amanhã ou hoje à noite e eles vão lá na Caixa buscar R$ 600,00.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Concluindo.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: Então o que eu peço e não adianta. Espaço de liderança, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Espaço de liderança ao Vereador Josué Paese Filho.

VER. JOSUÉ PAESE FILHO: O Governador Eduardo Leite, nosso Governador Eduardo Leite. Obrigado, Senhor Presidente. O nosso Governador Eduardo Leite não sei onde ele foi buscar isso na quinta-feira. Eu ouvi aqui a Doutora Eleonora falando, Doutor Thiago, que são médico, previsão de óbitos; não sei onde foram buscar isso aí, não sei onde. E ele disse hoje de meio-dia na RBS que não tem negociação, tem diálogo, mas não tem negociação. Então pode todos os Prefeitos de todo o Rio Grande do Sul lá e tomara que eu esteja enganado, mas ele não vai mudar nada. Vai ficar fechado sim, infelizmente. Só que após os 15 dias muitas lojas, muito comércio, muitas indústrias, consultórios médicos, que a Dra. Eleonora falou, se ficar 15 dias não tem como. E daí? Como é que fica? Como é que fica a situação? Ouvi também aqui oh e não é uma crítica, é muito bonito fazer reuniões, chamar a população, as entidades, né, e depois quando chega na hora o Presidente das entidades dizer que tá em cima do muro, que cada um tem que tomar a sua decisão, quer abrir, abre, quer fechar, fecha. Peraí, peraí. Se eu sou Presidente de uma entidade eu vou dizer, vamos abrir ou vamos fechar ou senão nem faz reunião. Mas eu ouvi um Presidente hoje de uma entidade dizendo que está em cima do muro. Aí um abre outro não sabe se pode abrir, o outro não sabe. Aí tem ameaça, ameaça, do Governador do Estado em cima do Prefeito do município. Isso não dá nada. Prefeito Pedrozo, esse Vereador aqui vai bater o martelo junto com o Senhor se precisar para não fechar o comércio. E vamos ver se ele vai punir todos os Prefeitos da nossa região aqui de Caxias do Sul. Vamos ver se ele tem o roxo mesmo lá para punir todo mundo aí, vamos vê. Interessante que lá na região Sul, nada contra, lá tá funcionando tudo beleza, tudo tranquilo e a região da Serra que não fez nada até agora, nada, não fechou um buraco numa estrada se quiser; o bonitinho está lá porque é o nosso Governador. É muito simples dar um canetaço, vamos fechar tudo para 15 dias. Bem fácil. Eu acho que o Governador está sendo, Presidente, um irresponsável, um mal assessorado ou alguma coisa contra a Serra Gaúcha. Só pode ser, porque não tem outra. Será que ele conhece Farroupilha? Ele sabe qual é a situação de Farroupilha? Como é que está hoje com o corona? Sabe. Tem quatro óbitos. A Doutora falou que agora falaram em 8. E o Tadeu falou aqui, um ente querido nosso, um grande nosso amigo nosso aqui em Farroupilha, uma pessoa respeitada, respeitadíssima, se não é o Vereador Tadeu estava no óbito o coronavírus. E o Tadeu conseguiu reverter a situação, Tadeu. Então não seria quatro, seria cinco. Seria cinco. Então esses cálculos que estão fazendo aí, me desculpa, agora tudo é corona, morreu, morreu de corona. O Kiko morreu agora, morreu de corona. Morreu de corona, estava lá na tribuna, ‘puft’ no chão, morreu de corona. Parar disso aí, vamos deixar as pessoas realmente trabalhar e vamos se cuidar. E mais uma, um decreto, seja ele municipal ou estadual eu não tenho que notificar ninguém, tem que fazer o decreto e valer. Uma minoria, poucas pessoas andam na rua sem máscara. Essa pessoa deveria ser presa e mandar ficar em casa os 14 dias, a quarentena, mesmo se não tem nada, mas estava se máscara na rua. Por essas pessoas que toda a sociedade paga. Têm estabelecimentos, estabelecimentos, que não tem lá o aparelho para tirar a temperatura; não tem eu já fiz essa prova, não tem e daí? Vamos ser justos? E o Governador tenha certeza absoluta que ele não vai voltar atrás. Tomara que esteja enganado. Mas ele vai pagar por isso. Obrigado Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Josué Paese Filho, Kiko Paese. Com a palavra agora a Vereadora Eleonora Broilo, espaço de liderança.

VER. ELEONORA BROILO: Muito obrigado. Então assim, primeiro Vereador Kiko Paese eu concordo com o Senhor eu também acho que o Governador não volta atrás. Eu também acho, tenho essa impressão também de que ele não vai voltar atrás. Tomara que eu também esteja errado, tomara, e que ele reconsidere tudo isso, né, que ele procure embasamento científico adequado, né, que pare com achismos e que ele se baseie em fatos reais de cada cidade, né. Bom, mas enfim, eu recebi agora, agora faz 15 minutos, uma postagem num grupo de médicos que diz o seguinte: Rio de Janeiro tem 64% de ocupação de UTIs no Estado. Menor taxa desde o início da pandemia. Vamos considerar que o Rio de Janeiro e São Paulo tiveram a maior taxa de óbitos desde que começou a pandemia. O que foi registrado. Agora, de repente, o Rio de Janeiro está com muito leito desocupado de covid-19, desocupado. Aí a gente pode aferir algumas coisas. Que de repente os dados não foram exatamente aquilo que eles passaram. Porque até poucos dias atrás o Rio estava numa situação terrível, tinha pacientes no chão dos hospitais, não tinha leito em UTI, estava terrível e agora nós estamos com uma situação de 64% de leitos ocupados. Que bom. Graças a DEUS. Parece que a coisa tá entrando nos eixos pelo menos nessas cidades onde foi que o caos foi pior. Aí eu me pergunto né, olha bem, se no Rio de Janeiro onde a taxa de mortalidade foi alta, altíssima, eu não me lembro quanto foi, não adianta que agora eu não vou me lembrar, e juro que não é Alzheimer, mas não me lembro da taxa; não houve como eles fazerem uma projeção do número de óbitos, como é que eles vão fazer uma projeção do número de óbitos para Farroupilha? Né? Vereador Thiago, como é que vão fazer uma projeção do número de óbitos? Né. Não tem nem como fazer projeção do número de infectados. Não tem como fazer, né. E uma coisa que o Vereador Kiko falou têm lojas que não estão cumprindo. Eu já estive, precisava de um eletrodoméstico, estive numa loja bem central que eu não entrei né, porque havia um menino na porta da loja, um menino, havia uma fila é claro, e um menino na porta loja medindo a temperatura com um termômetro de mercúrio. Ele passava um paninho com álcool gel, um paninho, o mesmo paninho para todo mundo, entregava o termômetro ainda úmido e as pessoas dele botar embaixo da sua axila. Tu quer uma fonte maior de contágio do que essa? É um absurdo. E quando chegou na minha vez, eu já vou encerrar, quando chegou na minha vez eu disse para o menino, eu disse “olha, eu não vou deixar colocar um termômetro axilar em mim”. Aí ele disse: “existe um decreto que a Senhora tem que deixar.” Eu digo: “não meu filho, o decreto eu conheço muito bem, o decreto eu conheço. Eu não sou obrigada a te deixar colocar um termômetro axilar, se tu tiver o infravermelho, sim, mas não esse axilar”. “Então a Senhora não pode entrar.” Eu digo: “tudo bem, tchau, estou indo embora”. Então, né, às vezes é um pouco exagerado, né, mas eu acho que os termômetros de mercúrio têm que ser abolidos totalmente. Têm que ser abolidos. Vereador Fabiano, líder do governo, por favor, fale para colocarem, quando tiver um novo decreto, sobre isso. Tem que ser abolido o termômetro de mercúrio. Muito obrigado.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereadora Eleonora Broilo. A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Senhor Presidente. Eu tiro a máscara, porque eu estou no meu cantinho do acrílico aqui, então. Então, bom, uma brincadeira para gente distrair um pouco porque fica tenso aqui. E voltando nessa questão assim uma das coisas já disse seguindo a ideia do Vereador Thiago Brunet era, por exemplo, assim né na questão dos restaurantes. Os restaurantes eles atendem uma pessoa por vez, quer dizer, cada funcionário que está ali pega uma pessoa que atende. Isso vai uma quantidade de tempo. Outra coisa que deveria ser analisado é a quantidade de intervalo. O intervalo de almoço deveria ser estendido, estendida a quantidade de atendimento das lojas para possibilitar, de repente, fazer não deixar todos os funcionários trabalhando ao mesmo tempo, uns começam antes, outros vão depois isso faz com que estenda o período e não encurtando período. Aumentando o intervalo dos restaurantes que dá possibilidade deles atenderem individualmente, atenderem mais pessoas porque é estendido esse período. Eles vão conseguir atender mais pessoas conseguindo manter todos os critérios de afastamento e tudo funciona da maneira mais interessante possível, algumas coisas. Outras coisas que eu vejo aqui em Farroupilha, por exemplo, se tu buscar, né, eu vi uma pesquisa feita pela USP outra pela Universidade do Rio de Janeiro e algumas outras universidades dizendo que a quantidade é aproximadamente 15, têm alguns que colocam 7, outros 20, mas está ali em torno de quatorze, quinze pessoas que são casos não identificados e que tiveram o corona, linguajar bem simples, estão, pegaram, passaram o corona. Foi, eles tiveram com esse vírus e não foram casos registrados. E aí tu vê a taxa de letalidade chegando ali nos 4% de letalidade. Aí nós pegamos Farroupilha 350 casos, 4 óbitos, isso ali dá um pouco mais 1%. Se tu multiplicar isso por 15 pessoas que pegaram o vírus, tá, e não foi registrado, então nós temos aí 15 vezes mais a quantidade de pessoas que pegaram esse vírus, trezentos e cinquenta, quinze, dá aproximadamente 5000 pessoas. Se nós trabalharmos com a ideia de que cinco mil pessoas já foram contaminadas em Farroupilha, só isso não foi registrado, porque várias pesquisas indicam isso, a gente tem ali uma taxa de letalidade de pessoas que já tavam na cama enfermas de aproximadamente um para cada 1.000. Quer dizer mais de um para cada 1.000, porque chega perto de 5.000 pessoas já contaminadas que eu acredito que Farroupilha é isso ou mais. Na minha opinião, que não sou médico, fico lendo bastante a respeito disso, eu gosto da estatística ali, eu fico é um assunto que chama atenção. Aí então, pessoal, cuidado andar de carro nessas ruas podres, nessas avenidas que a gente tem nessa, porque é muito mais perigoso daqui a pouquinho andar de carro hein. Cuidado. Cuidado que é perigoso andar de carro. Daqui a um pouco um buraco desses aí se eu tiver com pneu bem calibrado tipo tu pegar aqueles aquelas crateras que nós sempre temos aqui na nossa região ali, se torna mais perigoso andando de carro do que tá em contágio com o corona. De novo, com todo respeito que a doença tem. Mas se tu olhar a taxa de quantidade de pessoas que têm aqui, esses números, e tu for atrás dessa previsão feita por universidades conceituadas como a USP, as contas não fecham. Respeito sim e nós vamos ali na frente, nós vão tem uma certeza bem grande que é em função da quantidade, porque a estatística não mente, a gente sabe a quantidade de óbitos que teriam normalmente no país e logo aí na frente à gente tá fazendo essa análise. Então ali na frente à gente está fazendo isso, mas esses números aqui em Farroupilha, que graças a DEUS e eu espero que a nível de país seja isso e que a gente esteja mesmo sendo um pouco ludibriado em função de mídia e que realmente seja isso; mas aqui em Farroupilha nesse sentido, levando em consideração esses aspectos, a gente tá bem, está muito bem. Então esse fechamento do comércio assim. De novo: fiscalização. De novo, eu quero ver o que vão falar dos automóveis que nem limite de velocidade no país tem, nem limite sendo que é proibido andar mais de 120 nas melhores, 110 nas melhores rodovias. Então quero ver a retomada em função disso se dá em outro aspecto como na questão de acidente de trânsito. Mas terminando, Senhor Presidente, eu gostaria de deixar registrado isso. Que Farroupilha nesse sentido, pela quantidade em função de todo esse problema, que de forma alguma a gente quer ele, mas nós estamos bem e esse fechamento total do comércio é um equívoco. Eu acredito que sim que tem que ter a cobrança, tem que ter a fiscalização, que nem o Kiko falou. Terminando, Senhor Presidente. Que nem o Kiko falou: não está cumprindo as regras, tá penalizado por isso; mas aqueles que estão cumprindo estão sendo penalizados. Isso não pode acontecer. Obrigado, Senhor Presidente. Era isso.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Sandro Trevisan. Antes de nós encerrar a Sessão Ordinária dessa noite eu peço ao 1º Secretário, o Vereador. Tem mais alguém que queira falar ou não? Então eu peço ao Vereador 1ºSecretário, Arielson Arsego, que faça a leitura do ofício que amanhã a gente vai encaminhar ao Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pedido de reconsideração ao Decreto-Lei onde que passou da bandeira laranja para a vermelha. Então eu peço ao Vereador Arielson que faça a leitura do ofício.

1º SEC. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente e Senhores Vereadores. Eu gostaria que também o Senhor Presidente me permita cumprimentar a Maura, minha vizinha, e temos então: Excelentíssimo Senhor Eduardo Leite, Governador do Estado do Rio Grande do Sul. Ofício nº 226/2020. Farroupilha, 15 de junho de 2020. Senhor Governador, honra-nos cumprimentá-lo na oportunidade que viemos através deste, solicitar a reconsideração da decisão do Executivo Estadual de passar o município de Farroupilha de bandeira laranja para bandeira vermelha, no âmbito do sistema de distanciamento controlado de que trata o Decreto Estadual nº 55.240/2020 e da aplicação das medidas sanitárias de que trata o Decreto Estadual nº 55.310/2020. Convém ressaltar que nossa cidade adotou de forma pioneira todas as medidas de prevenção e enfrentamento à epidemia do covid-19 com diversos decretos municipais que regulamentam o tema. Foram adquiridos milhares de testes rápidos, criada a central de atendimento ao covid-19, a central de referência do covid-19 e a central de monitoramento do covid-19. Assim, não havendo registro de óbitos por coronavírus no mês de junho e dos casos dos pacientes com doença ativa neste mês, apenas 6% necessitam de internação hospitalar, conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde. Ainda conforme Portaria nº 1.502, de 08/06/2020, foram de habilitados cinco novos leitos de UTI para covid-19, sendo que estes serão colocados em funcionamento em 16 de junho de 2020 aumentando a capacidade de internação de leitos de UTI adulto em 50%. Sendo assim, solicitamos a reconsideração da decisão que classificou o município de Farroupilha como bandeira final vermelha na região de Caxias do Sul. Colhemos o ensejo para externar votos de elevada estima e consideração. Atenciosamente. Vai assinado pelo Presidente Fernando Silvestrin e por todos os Vereadores. Obrigado, Senhor Presidente.

PRES. FERNANDO SILVESTRIN: Obrigado, Vereador Arielson Arsego. Nada mais a ser tratado nesta noite, declaro encerrados os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Uma boa noite a todos e a todas.

 

 

 

 

 

Fernando Silvestrin

Vereador Presidente

 

 

 

 

 

Arielson Arsego

Vereador 1º Secretário

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa e Apoio Administrativo.