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01/08/2021 00:05:44 - Farroupilha / RS
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Ata 3938 – 10/06/2019

SESSÃO ORDINÁRIA

 

Presidência: Sr. Sandro Trevisan

 

Às 18 horas, o Senhor Presidente Vereador Sandro Trevisan assume a direção dos trabalhos. Presentes os seguintes Vereadores: Alberto Maioli, Arielson Arsego, Deivid Argenta, Eleonora Peters Broilo, Fabiano André Piccoli, Janir Leomar Guth, Jonas Tomazini, Jorge Cenci, José Mário Bellaver, Josué Paese Filho, Odair José Sobierai, Raul Herpich, Tadeu Salib dos Santos e Thiago Pintos Brunet.

 

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Invocando o nome de DEUS declaro abertos os trabalhos da presente Sessão. Solicito ao Ver. Raul Herpich, 1º Secretário, para que proceda à leitura do Expediente da Secretaria.

 

EXPEDIENTE

 

1º SEC. RAUL HERPICH: Ok Sr. Presidente, Senhores Vereadores, Senhora Vereadora, demais presentes que nos prestigiam nesta noite. Convite: A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Gestão e Desenvolvimento Humano, convida a todos para assembleia pública do Projeto de Lei ‘IPTU Sustentável’ que visa conceder descontos sobre o imposto para as propriedades que adotarem práticas sustentáveis. O evento será realizado no dia 13 de junho de 2019, às 18h, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Farroupilha. A sua presença é de grande importância. Convite: A Brigada Militar, através do Tenente- Coronel Comandante do 36º BPM, Lúcio Henrique de Castilhos Alencastro, e a Prefeitura Municipal, através do Prefeito Claiton Gonçalves, tem a honra de convidá-lo (a) para a formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência – PROERD, a ser realizada no dia 29 de junho de 2019, às 09h45min, no Centro de Eventos Mário Bianchi, em Farroupilha. A sua presença é de grande valia para este evento. “Nossa gurizada orientada para a vida”. PROERD 20 anos. Era isso, Sr. Presidente muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Convidamos para fazer parte da mesa a Senhora Janaina Brollo e a Senhora Clementina de Marco Giacomelli para explanar sobre o “Projeto Perucas” da região Nordeste por solicitação do Vereador Fabiano A. Piccoli, ao qual em seguido passo a palavra. A palavra está à disposição do Ver. Fabiano A. Piccoli.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Sr. Presidente. Uma boa noite a todos os colegas Vereadores, Vereadora Eleonora, público presente, que nos acompanha pelas redes sociais e uma boa noite especial à Dra. Janaina e à Clementina. Agradecer pela participação e presença nessa noite para compartilhar um pouco do trabalho que o Hospital Geral faz através das voluntárias, através do Hospital e que sem sombra de dúvidas contribui e melhora a vida das pessoas que tanto sofrem por causa desse mal que é o câncer. O convite, ele surgiu de uma conversa com a Clementina, e a Clementina eu tenho a honra de conhecer a bastante tempo; sei da entrega, da dedicação dela, Dra. Janaina, e da pessoa boa que ela é. E quando a gente fala de pessoas boas as pessoas boas elas fazem o bem aos outros sem cobrar nada. E esse Projeto que vocês desenvolvem sobre a sua coordenação ele é referência no estado e nós precisamos dar visibilidade a ele para que as pessoas que não têm acesso ainda a ele possam ter acesso e também para que outras pessoas possam contribuir e ajudar. Então, Senhor Presidente, agradeço pela Casa e os colegas Vereadores terem aprovado o Requerimento para que vocês possam compartilhar conosco esse tão belo trabalho que é feito. Obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. Nesse momento então a palavra está à disposição das Senhoras convidadas, quem gostaria de falar?

SENHORA DRA. JANAINA BROLLO: Boa noite a todos. Queria então no primeiro momento cumprimentá-los e agradecer a oportunidade, muito obrigado, Vereador, a todos vocês aqui presentes. Porque para nós é muito importante trazer um pouco do que a gente está, da nossa realidade e de todo o trabalho que a gente vem desenvolvendo; e ele é um trabalho, a gente sempre fala, que é um Projeto a muitas mãos. E se não tivesse tantas mãos nos ajudando a gente não conseguiria chegar onde a gente está; eu vou mostrar para vocês esses números reais. Então, o câncer de mama ele é o câncer mais incidente na mulher né e também a maior causa de mortalidade por câncer.  Infelizmente o que a gente projeta é que de cada quatro mulheres uma vai ter câncer de mama. Então é uma incidência altíssima que vem aumentando, a nossa capacidade de detecção precoce também aumenta, mas ainda os números nos alarmam. O Hospital Geral ele é um Hospital de SUS, referência em saúde, para mais de um milhão de habitantes usuários do Sistema Único de Saúde de 49 municípios da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde. E ele oferece um atendimento integral e gratuito comprometido com a comunidade. O câncer de mama, apesar dessa incidência alarmante, a gente sabe que até 90/95% dos casos estão relacionados à cura se essa doença for diagnosticada em estágios iniciais, porém nós estamos diante de uma doença bastante heterogênea que é muito diferente na questão do diagnóstico, de como ela se apresenta para gente e essa gama de diferença na forma como ela se apresenta também vai impactar na sobrevida das pacientes. Hoje nós temos, felizmente, muitas opções terapêuticas, mas tratar câncer de mama não é uma tarefa fácil. Apesar de grandes avanços no tratamento e o que a gente tem visto nos últimos anos é uma revolução que vai desde drogas de alvo molecular, imunoterapia, que a gente tem uma avalanche de tratamentos que estão vindo por aí; mas a gente infelizmente, mesmo com toda essa tecnologia e com tudo que tem acontecido, uma grande parte dos pacientes vão ter efeitos colaterais do tratamento. E outros efeitos colaterais que são mais devastadores no sentido de mostrar para a sociedade que estas mulheres estão passando por um problema de saúde é a queda do cabelo. E o que a gente fala que quando uma paciente perde o cabelo cai à identidade; é isso que elas referem para gente no diagnóstico nos nossos consultórios, porque é mostrar para a sociedade que está passando por um problema de saúde. E foi nesse intuito que a gente resolveu então fazer algo relacionado à questão da queda do cabelo. E como é que se encara um diagnóstico de um câncer? Eu não vou me deter muito nisso porque a Clementina ela tem muito mais propriedade em falar disso do que eu né; e o que a gente se vê das pacientes que passam é que receber o diagnóstico não é uma tarefa fácil. A sensação de vazio desse caminho que tem que ser percorrido e que é um caminho que a gente não sabe onde ele vai dar, toma conta e a questão da insegura ela gera uma ansiedade muito grande para o paciente que tá passando, pela família e para todas as pessoas que estão perto. E isso tem um impacto grande. E será que é possível viver a vida após a experiência de um câncer e durante o tratamento com qualidade de vida? Então a ideia desse Projeto do banco de perucas veio ao encontro dessa ideia que a gente queria sim humanizar o tratamento do câncer e desmistificar o tratamento do câncer, para que as pessoas comecem a encarar isso de uma outra maneira e de uma forma mais fácil. Que isso não seja um estigma de morte e que a gente consiga lidar com isso com a maior naturalidade que a gente consegue; visto que nós estamos de uma doença extremamente incidente e que vai acometer alguém que está ao nosso lado infelizmente. Então a gente diz para vocês que sim isso é possível. Então indo a favor, indo junto com tudo que estou conversando com vocês aqui sabe sobre a cirurgia, quimioterapia, tratamentos de alvo molecular e todas as tecnologias que nós temos, o que a gente leva sempre para as pessoas é que a autoestima, a espiritualidade, o apoio dos amigos e dos familiares é fundamental no tratamento; no processo do tratamento e do diagnóstico do câncer. A ideia de montar esse banco de perucas então nasceu com um grupo de pacientes no qual a Clementina faz parte e que tiveram, junto comigo, a feliz ideia de tentar então passar para as pessoas esse olhar que a gente tinha e que a gente queria passar um pouco de alegria e tentar fazer as pessoas viverem aquele momento de uma forma diferente. E então nasceu o grupo das ‘amigas de peito e alma’ do qual a Clementina é a Presidente né; um grupo de mulheres que tratam o câncer ou que trataram e que prestam assistência às pacientes. Então o ‘banco de perucas’ dentro do Hospital Geral, ele é um Projeto que o Hospital nos apoia e que é totalmente, nós temos várias pessoas que nos ajudam a levar esse Projeto adiante, mas quem atende os pacientes que procuram o banco são as pacientes do grupo ‘Amigos de Peito e Alma’. Essa era a composição do grupo, agora já mudou um pouquinho, infelizmente a gente teve algumas perdas. Aqui desde a primeira edição, a gente está hoje no quinto ano do ‘banco de perucas’ a gente vai fechar agora em outubro. E foi então um Projeto iniciado em outubro de 2013 um ano depois a gente conseguiu inaugurar o ‘banco de perucas’ e porque o banco de perucas? Então me referindo aquilo que eu conversei com vocês a gente entende que o cabelo ele é uma queda da identidade. Às vezes um paciente procura o banco e muitas vezes sai sem peruca de lá então; mas o que a paciente procura é um apoio, uma orientação de alguém que já passou por aquilo porque por mais que nós médicos sejamos capacitados para falar sobre a doença, para falar sobre os tratamentos, nada como o olhar desses grupos de apoio, e aqui do grupo das pacientes, e nos ajudam a dar um atendimento mais completo para essas pacientes. E isto tem feito à diferença. Então aqui reafirmando de novo a questão do estigma da doença que é muito importante né. Como eu disse para vocês hoje felizmente a gente diagnostica o câncer em estágios precoces, as taxas escuras são altas, mas mesmo assim os pacientes vão ter que fazer quimioterapia. E essa questão dos efeitos colaterais que marcam essa etapa, eu digo que marcam a etapa e que mudam a vida muitas vezes né; elas têm que serem passadas e processadas, que são de formas diferentes para cada pessoa.  Acho que é o nosso dever enquanto sociedade tentar olhar isso de uma outra forma e tentar desmistificar. Então o lema do ‘banco de perucas’ é força na peruca e hoje o banco de perucas então, como eu falei para vocês, ele fica dentro do Hospital Geral; a unidade de alta complexidade de oncologia do Hospital então ela é referência e oferece todas as especialidades relacionadas à oncologia para os pacientes e por isso que a gente pediu então para o nosso Diretor para a gente ter essa sede lá dentro do UNACON composto por multiprofissionais. Então nós somos em seis oncologistas, em diversas áreas de cirurgia, radioterapia que assistem às pacientes, psicologia, enfermagem, farmácia; nós temos uma equipe multiprofissional e isso faz a diferença. E como é que funciona o banco? Então o banco funciona na 2ª e na 4ª feira à tarde, as meninas do grupo ‘amigas de peito e alma’ prestam um atendimento da 13h30min às 17h30min para todas as pacientes de SUS. Então qualquer paciente atendido do SUS do Hospital Geral, de qualquer município, ela recebe o atendimento integral. As perucas elas são emprestados mediante um contrato de 6 em 6 meses que podem ou não ser renovados; junto com isso a gente recebe doações de toucas, lenços, acessórios, das almofadas né Clementina, que é para as pacientes que fazem o esvaziamento axilar. Então tudo isso dai é presenteado para as pacientes que vão ao banco. Isso é uma foto do nosso banco. Essa aqui é uma foto das meninas que prestam assistência lá dentro. Hoje, no início desse ano, que esse número já mudou, eles mudam bastante, nós tínhamos até janeiro então 121 perucas de cabelo natural; para vocês terem uma ideia uma peruca de cabelo natural custa caro, custa uma média de R$3.000,00 né. Então essas perucas elas são emprestados mediante contrato e a gente tem uma cabeleireira que cada vez que essa peruca volta ela é higienizada, cortada, feito o que precisa ser feito para poder ser usada novamente. Nós já tivemos mais de 200 beneficiárias. E dentro do banco a gente tem feito vários Projetos que vão de encontro ao propósito que seria a gente tornar a vida das pacientes melhor. Então a gente teve em 2014 o desfile das pacientes no clube juvenil, que foram todas as pacientes lá do Hospital Geral; em 2015 a gente fez uma oficina para as pacientes de arte-terapia que daí foram feita a exposições das obras, e assim por diante cada ano a gente faz um evento do outubro rosa para a gente poder angariar fundos e a gente poder sustentar esse Projeto. Com tudo que a gente foi conseguindo, e eu digo para vocês que esse Projeto ele foi mais longe do que a gente esperava né, felizmente, isso é uma notícia muito boa, a gente começou a ampliar as nossas intenções né. Diante disso em 2016 a gente começou a falar sobre o clip mamário, o quê que é isso? Uma paciente hoje que tem um tumor inicial, dependendo do subtipo de câncer, se esse câncer for muito agressivo, ela tem indicação de ‘clipar’ esse tumor. Porque se fizer quimioterapia primária e esse tumor desaparecer essa paciente pode perder a mama. O clipe mamário ele não é custeado por nenhum plano de saúde, só colocado particular, e com esse Projeto a gente tem um clipe mamário dentro do Hospital Geral. Então nós já tivemos 20 pacientes beneficiados com clipe mamário que esse clipe é doado, porque o ambulatório de mama quem é responsável sou eu lá no Hospital, então essas pessoas que tem essa indicação elas são clipadas e essas 20 mulheres preservaram a mama. Então seriam 20 mulheres que iriam estar sem mama e que por esse Projeto a gente conseguiu então reverter isso e essa tecnologia do clipe a gente tem dentro do Hospital; esse ano a gente comprou mais 20 clipes então a gente tem indicado. Depois nós tivemos a festa dos anjos que foram as cartas dos pacientes da oncopediatria; os pacientes escreveram cartas para o Papai Noel e a gente foi atrás de todo mundo para adotar as cartas. Então foi um Projeto bem bacana que foi dirigido pelas pacientes e foi super legal o dia que a gente conseguiu entregar essas cartas; vocês não imaginam o que tem nestas cartas. Aqui foi uma festa, essa aqui foi uma foto da festa dos anjos que a gente entregou os anjos para as crianças da oncopediatria, o dia que a gente presenteou das cartas para Papai Noel. Com tudo isso que a gente estava conseguindo a gente foi alçando voos cada vez maiores né. O ano retrasado, eu me perco já, foi 2017 isso; nós começamos ver que na nossa região nós temos muitas pacientes jovens com câncer de mama. Para minha surpresa mais do que eu estava habituado a ver né. Eu fiz minha residência no Hospital de Clínicas em Porto Alegre, acabei fazendo câncer de mama em Milão depois fiquei mais dois anos lá; e aqui o que eu vi era um número maior de pacientes jovens. Talvez a gente tenha maior mutação genética, talvez a nossa colonização né, talvez os nossos agrotóxicos, talvez tenham coisas que a gente ainda esteja por descobrir. E vindo disso a gente “bom vamos tentar ver, então vamos ampliar e vamos ver se a gente consegue avaliar essa parte genética”. Como foi, por exemplo, o da atriz Angelina Jolie que ela tem uma mutação conhecida em BRCA, que é uma mutação que predispõe a câncer na família; que a mãe dela teve e ela acabou fazendo cirurgia para tentar diminuir esse risco.  Então hoje dentro do Hospital Geral a gente também tem essa avaliação para as pacientes com menos de 35 anos com câncer de mama, a gente paga a avaliação genética e não é só do teste de BRCA; é um painel completo com mais de 30 genes que são avaliados e felizmente a gente está descobrindo algumas famílias ‘mutadas’ aqui na serra. Compramos mais 20 clipes então e a nossa última aquisição foi o exame de Gama Probe. Também é uma tecnologia que tem, essa tem nos serviços privados né, que seria o exame que vai detectar o primeiro linfonodo de drenagem do câncer de mama. O exame de Gama Probe é uma tecnologia que diminui a morbidade então o quê quer dizer? Por exemplo, se vai retirar o primeiro linfonodo de drenagem com o Gama Probe a gente consegue diminuir o inchaço do braço, consegue ter uma cirurgia com menos efeitos colaterais do tratamento. E a gente também está conseguindo fazer isso dentro do Hospital Geral. Como eu disse para vocês, um Projeto de muitas mãos, felizmente cada ano nós temos novos parceiros e o que nos deixa muito feliz com os resultados é porque as pessoas que nos ajudaram sempre querem nos ajudar. Eles começam a ver o que o nosso trabalho e o que está sendo feito lá dentro e sempre o saldo é muito positivo. A gente tem uma parceria com a empresa de bijuterias finas que é a Maria Santa e nós comercializamos o broche do outubro rosa, o colar do outubro rosa, o chaveiro, isso também são os meios que nos dá todo esse subsídio para a gente poder avançar com esses Projetos. E hoje a gente brinca né Clementina que a gente não tem crise no banco de perucas, graças a Deus né; Graças aos Projetos que deram certo e as pessoas que acreditam no nosso trabalho então sim a gente consegue levar adiante todos esses Projetos que foram continuados e eles estão acontecendo. Aqui algumas empresas que participam ativamente então: Maria Santa, Clave Confecções, o CECAN – Centro Gaúcho do Câncer, o Hospital Geral, Amigas de Peito e Alma, Oncomama. Grupos que nos ajudaram e que estão aí nos ajudando então: a CAPES, Grupo Diagnose, a Vero Dellaudo, a Confeitaria Doce Amore, a Remed, são todos parceiros que conhecendo o Projeto nos procuram todos os anos pedindo se a gente precisa de subsídio para seguir com alguma outra ideia. Até porque ideias não nos faltam gente, nossa mente é bastante fértil né Clementina. E o trabalho dentro do banco de perucas é todo 100% voluntário, a contabilidade é 100% transparente; a gente tem um o Hospital Geral que nos auxilia na contabilidade então todo o dinheiro das doações, dos eventos que a gente faz ele entra direto na conta do banco de perucas. Tudo que é comprado está lá dentro então a gente tem um caixa aberto e público, então qualquer pessoa que quiser ter acesso ao que a gente faz está lá. Essa transparência é importante para a gente seguir com a credibilidade que a gente tem tendo. E isso gente, o nosso objetivo é tornar que as coisas sejam possíveis né, porque a zona de conforto e o impossível, às vezes, é muito fácil quando as pessoas dizem “ah, mas isso é difícil de fazer”. E se a gente não tivesse se motivado e tentado fazer as coisas acontecerem lá dentro, isso não teria saído do papel, e eu digo para vocês eu me surpreendo muito aonde a gente conseguiu chegar com esse Projeto e eu consigo hoje prospectar até aonde a gente consegue ir né, Clementina. Da abrangência de pessoas do Brasil inteiro que nos ajudam porque a gente recebe cabelos do Brasil inteiro. Nós temos empresas que nos procuram e eu espero que num futuro a gente possa usar o nosso exemplo para que em outras cidades as pessoas façam a diferença para suas pacientes e seus usuários. Nós estamos falando de um atendimento SUS né e aí as pessoas me perguntam: e porque não ampliar isso para outros além de SUS ou para os pacientes de convênio?  Nós não temos perna para isso hoje, não tem como a gente atender todas as pacientes; o que a gente faz para as pacientes, mesmo de convênio que nos procuram, a gente tem algumas parcerias e a gente consegue dar bons descontos, a gente consegue viabilizar muitas coisas; mas essas doações que a gente tem protocolada são para as pacientes de SUS atendidas lá dentro. Eu quero encerrar com esse pensamento: “não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas”. E eu espero que eu tenha tocado o coração de vocês, agradeço muito então a oportunidade de estar aqui e espero que a gente consiga levar esse Projeto adiante. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Janaína. Se quiser falar fique a vontade então.

SRA. CLEMENTINA GIACOMELLI: Boa noite a todos e a todas. Eu quero fazer um agradecimento especial aqui ao Ver. Fabiano A. Piccoli, somos amigos há muitos anos, agradeço os elogios todos que ele me deu e quero fazer uma menção especial a Doutora Ver. Eleonora Broilo, pediatra das minhas filhas, um ser humano muito acima da média Doutora. Me orgulho muito de estar aqui nesta Casa Legislativa e com essa oportunidade da gente poder mostrar o pouco que se faz pelo muito da necessidade que as mulheres têm nesse momento do diagnóstico. Nós farroupilhenses perdemos muitas mulheres por câncer de mama, mulheres jovens, mulheres muito ligadas à comunidade outras nem tanto e não vem ao caso. Quando a gente sabe que no Brasil hoje 60 mil mulheres ao menos ao ano são diagnosticadas e que infelizmente ainda estamos em um índice perto de 25% de não passar a viver depois do quinto ano de diagnóstico. E o quê que ela encontra? Ela pode encontrar esse apoio no seu plano de saúde, se assim ela o tiver, ou ela pode encontrar a rede de apoio dentro do SUS, que o que tem se feito dentro do Hospital Geral. Quando a Doutora Janaina veio com propósito desse Projeto o nosso grupo já existia, que nasceu, porque eu sou paciente de câncer de mama também, nasceu disso dessa vontade da gente ter esse grupo de conversa e de apoio entre nós mulheres. E quando ela trouxe o convite para então nossa Presidente, que infelizmente veio a falecer há um ano com 40 anos de idade, a gente abraçou essa causa e ela tem sido muito maior do que aquilo que imaginávamos lá atrás. Não só no atendimento das mulheres, mas no quanto isso pode representar na vida de cada uma. Porque o espaço do banco de perucas ele nada mais é do que a porta de entrada do acolhimento, porque é isso que elas encontram lá. Quem atende o banco, são pertencentes ao nosso grupo da mama que são capacitadas para isso e elas estão lá para atender, não só de mama, o que for o câncer tratado na UNACON dentro desses 49 municípios. E posso garantir para vocês a experiência que a gente tem lá que muitas delas, a grande maioria, às vezes nem é a peruca que ela quer. Ela quer ser acolhida, ela quer saber de que ela vai encontrar lá mulheres vitoriosas e que ela quer essa palavra; ela quer ouvir dizer que ela vai vencer e nós fazemos parte dessa corrente, que uma mulher com diagnóstico de mama ou de útero, seja qual for, vai encontrar na sociedade civil organizada. O SUS não dá tudo, mas nós como sociedade civil organizada estamos mostrando nesse Projeto que é possível fazer sim e que é possível sim as empresas participarem como a Doutora Jana disse. Nós temos o escritório, só para citar um exemplo, que tem unidades em todo o Brasil e ele já é nós parceiro a partir desse ano que passou. Então outubro rosa acontece muita coisa, mas, por exemplo, o câncer de mama ele é de janeiro a dezembro. Por isso que muitas vezes nos choca, por exemplo, quando a gente acompanha uma mulher que está entre a UBS e conseguir fazer a primeira quimioterapia se passa um período de 6 a 8 meses, é por isso que elas não vencem. É esse olhar que nós, como sociedade, temos que fazer. E o banco ele tem visto muito isso. Nós temos lá um livro de registro que as mulheres têm o espaço de se expressar também no banco e são coisas tão maravilhosas que as famílias vêm junto, elas vêm e elas querem esse apoio, elas querem serem ouvidas, elas querem que alguém as acolha e é isso que a gente faz lá no banco de perucas. A gente vai ensinando a mulher a fazer o turbante, a gente vai ensinando ela de como ela deve reagir no efeito colateral de uma quimioterapia e a gente faz com que ela consiga entender de que ela vai ser a autora daquela sua história. Então ela sai de lá se sentindo já uma vitoriosa.  Porque ela encontra nesse espaço isso. Então o banco, antes de mais nada, é um espaço de acolhimento. E esses Projetos que a Dra. Jana disse que estamos avançando, no Probe, no clipe mamário, nos testes genéticos, sim, ele é inédito no SUS; eu diria sim que no Brasil né Dra. Jana.  Ele é um Projeto inédito no Brasil. Nenhum SUS no Brasil dá um clipe mamário. O Hospital Geral de Caxias dá través desses Projetos que a gente faz no mês de outubro e graças às empresas nossas parceiras. Então me orgulho muito de estar aqui, agradeço imensamente esse espaço concedido pela Casa Legislativa, que é uma Casa do povo, e estamos aqui falando do nosso povo, das mulheres. E dizer que estar no Hospital Geral e estar parceira da Dra. Jana ou ter ela nos concedido a honra de trabalhar com ela me orgulha muito. Agradeço e quando outubro chegar eu aqui estarei para convidar vocês todos para nossos eventos. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Clementina, pela explanação. Nesse momento então passo a palavra aos Srs. Vereadores que poderão fazer perguntas, comentários. A palavra está à disposição dos Srs. Vereadores; com a palavra o Ver. Deivid Argenta.

VER. DEIVID ARGENTA: Senhor Presidente, colegas Vereadores e Vereadora. Sou iniciante aqui por isso eu não sei do protocolo às vezes eu erro tá.  Mas eu fiquei com algumas dúvidas, que algumas podem ser, de repente, meio idiotas, mas que quero tirar. É possível fazer essas perucas com próprio cabelo da paciente? Essa é uma dúvida; outra é: perucas para crianças o grupo também consegue contribuir com isso em determinado ponto? E a próxima é: o intuito de hoje é bolarmos uma campanha para a cidade de Farroupilha? O quê que vocês imaginam dessa nossa conversa hoje?

SENHORA DRA. JANAÍNA BROLLO: Sim é possível fazer uma peruca do cabelo da paciente; só que para fazer uma peruca precisa de muito cabelo então não é só o cabelo. Precisa de mais cabelo, é difícil fazer com o de uma pessoa só. Nós temos várias perucas disponíveis, mas hoje não teríamos porque fazer mais, mas já fizemos de cabelo de pacientes; nós somos abertos. Se a paciente vem e diz “não, mas eu quero que seja feita do meu cabelo” a gente tem um convênio com uma pessoa que daí só cobra o feitio porque nós doamos o nosso cabelo, porque a gente ganha cabelo de muitos lugares, então o feitio da peruca cai muito né. Então de R$3.000,00 essa peruca cai para R$300,00/R$400,00 que seria só a mão de obra porque é tecido mecha por mecha. De crianças a gente libera para fazer tá por causa que a cabeça da criança é menor então os pacientes as crianças que quiseram usar a peruca lá no banco a gente mandou fazer a peruca com cabelo dela e com mais cabelo para fazer. Então os casos de crianças eles nos comovem mais do que o normal e eles são todos individualizados né; as crianças muito pequenas não usam perucas, mas mais as adolescentes. Então as adolescentes a gente deixa elas fazerem.  E sobre a campanha nós somos abertos. A gente trouxe para vocês conhecerem o que está sendo lá dentro do Hospital e todo o tipo de campanha é bem-vinda né; a gente tem muita coisa andando para o outubro rosa desse ano porque esse ano a gente fecha 5 anos de banco né, Clementina? Então nosso trabalho vai ser bastante intenso. E sim tomara que a gente consiga fazer boas parcerias.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Janaína. Com a palavra o Ver. Leomar Guth.

VER. LEOMAR GUTH: Boa noite Senhor Presidente, demais colegas, demais público presente. Não tem nenhuma pergunta; na realidade eu gostaria mais é de dar os parabéns para vocês por essa atitude. Acho que se trabalhar com a autoestima das pessoas não é fácil né, e é uma linda atitude que eu acho que mais pessoas deveriam seguir isso e mais cidades deveriam copiar. Algumas parcerias em mais cidades eu acho muito importante isso. É importante estar divulgando isso com certeza. Parabéns mais uma vez.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição; Vereador Alberto Maioli.

VER. ALBERTO MAIOLI: Sr. Presidente, Srs. Vereadores, pessoas aqui presente, Vereadora Eleonora. Eu também eu quero apenas fazer uma colocação de agradecimento para a Janaina e a Clementina por ter vindo aqui nesta Casa e fazer alguns esclarecimentos sobre esse banco de perucas. E eu quero aqui também salientar de que muitas vezes a gente fica discutindo e fui um grande batalhador de brigar com a Unimed. Porque que digo Unimed?  Porque um dia a gente estava discutindo com uma paciente que tinha um câncer e ele disse, o marido dela: “Beto eu fui tratado no Hospital Geral de Caxias do Sul, a minha esposa, mais bem do que uma rainha, o acompanhamento”. Então vejam bem às vezes a gente diz “não tem que ter Unimed, tem que ter Unimed”. Então essa pessoa disse “Beto minha esposa foi tratada de um jeito tão carinhoso, tão especial”. Que eu fico tão indignado às vezes que muitas pessoas pagam tanto tanto de Unimed e depois não tem nem um atendimento tão adequado como deveria ter com todos os procedimentos. Porque às vezes eu digo que tem muitos aposentados que toda aposentadoria deles não chega para pagar a Unimed do mês, então no fim da vida deles, que ele s ganham um salário mínimo para cada um, não chega para pagar a Unimed do casal. Então é isso que às vezes a gente fica discutindo, dialogando porque a saúde é um direito que nós teria garantido pela Constituição Federal, saúde de graça para todos, mas infelizmente no momento nos estamos dentro de um Brasil assim. Mas eu quero cumprimentar vocês parabenizá-las pelo trabalho que estão fazendo e pelos esclarecimentos que vieram dar aqui para nós do Poder Legislativo. Evidentemente que, sem dúvida nenhuma, nós somos portadores das suas reivindicações e vamos semear, divulgar as ideias de vocês. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Ver. Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Boa noite Presidente, colegas Vereadores, Dra. Janaina, Clementina minha amiga, imprensa, as pessoas que nos acompanham. De modo muito especial eu gostaria de me referir primeiro a Clementina. Muito obrigado pela menção e gostaria de te dizer que se eu em algum momento me fiz melhor, foi por pessoas tão maravilhosas quanto você me rodeando; é assim que a gente se faz melhor, por conviver com pessoas assim. Na realidade, eu estou falando em nome da minha bancada e a minha bancada me deu esse prazer de poder falar em nome deles. Pergunta mesmo, eu tenho uma que eu vou fazer no final, mas primeiro eu quero parabenizá-las e a todos os envolvidos e envolvidas por esses Projetos maravilhosos que dão esse apoio tão grande às pessoas que nesse momento da vida necessitam que alguém as abrace, que alguém lhes de uma mão e as ajude a percorrer esse caminho. Que a Dra. Janaína colocou muito bem: esse caminho que parece vazio. E gostaria de dizer que eu sinto neste momento até uma ‘invejazinha’ branca de não fazer parte de uma ação voluntária que possa ajudar porque eu acho muito maravilhoso esses Projetos. Quando a minha sobrinha neta e minha afilhada Elisa tinha 10 anos ela me pediu para levá-la cortar o cabelo; eu disse que sim desde que a mãe e o pai concordassem porque ela tinha um cabelo, só um momento, já termino, ela tinha um cabelo que ia até a cintura; eu disse que levaria. Qual foi minha surpresa quando ela pediu que o cabelo fosse cortado como um todo né porque ela queria doar o cabelo para quem fazia as perucas para crianças com câncer. Eu me senti tão emocionada naquele momento, que eu tive vontade de tira-la da cadeira e beijar, beijar e beijar; uma criança de 10 anos. Mas a pergunta que ficou é: esse banco de perucas é só para pacientes que tem CA de mama ou envolve pacientes femininas com câncer em outras localizações. Muito obrigado.

SRA. CLEMENTINA GIACOMELLI: O banco ele é para pacientes da UNACON, dos 49 municípios, acometidas de qualquer tipo de câncer. A gente focou na questão do mais da mama porque os recursos advêm do outubro rosa, mas o banco ele abrange todas as pacientes dos 49 municípios de todas e qualquer tipo de câncer.

VER. ELEONORA BROILO: Sobre a técnica que diminuiria o inchaço do braço? Como é que funciona? Pacientes que já fizeram a cirurgia como é que funcionaria?

SENHORA DRA. JANAÍNA BROLLO: O exame de Gama Probe então ele é um exame que vai que vai detectar o linfonodo sentinela, que é o primeiro linfonodo que recebe a drenagem do câncer. A possibilidade de ter o Gama Probe e não fazer a técnica convencional pelo azul de metileno; o momento que a gente detecta esse linfonodo, consegue isolar só esse linfonodo sentinela, não tem que ficar mexendo na axila então é durante a cirurgia. Como é que é feito? Esses exames de Gama Probe foram comprados né, ele precisa ser feito com a administração do radiofármaco, então foi terceirizado, esses exames foram comprados pela Clínica Vero e também com a parceria deles. E quando esse linfonodo é detectado, o cirurgião, no momento cirúrgico que é tirado o nódulo, ele consegue tirar o primeiro linfonodo. Então a morbidade do procedimento cirúrgico de tirar os linfonodos ela é menor; diminui o linfedema, diminui dor, por causa que a axila é muito nervada. Então é uma tecnologia que é disponível nos planos de saúde, mas que no SUS a gente só tinha o azul de metileno até então.

VER. ELEONORA BROILO: Muito obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereadora. Obrigado, Janaína. A palavra continua à disposição dos Srs. Vereadores. Com a palavra a Ver. Tadeu Salib dos Santos.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Vereadora Eleonora. Cumprimentar a todos que estão aqui nos acompanhando, Ex-Vereadora Tetela e demais pessoas e também os colegas trabalhadores desta Casa. Agradecer primeiro ao Vereador líder de bancada, Josué Paese Filho, por ter deixado essa oportunidade para mim. Dra. Janaína quem conhece a Clementina é uma referência de Farroupilha em Caxias do Sul. Fiquei surpreso agora por ela estava lá e fazendo parte deste sonho de muitas pessoas e aí eu me questionei: a UNACON, tendo em Farroupilha uma pessoa, não paciente do Geral ela pode ir até a UNACON e lá ela vai ser recebida ou é exclusivo essa disponibilização de perucas somente para aquelas pessoas acompanhadas junto com toda equipe do Geral. Porque aí vem toda uma parte o tratamento, a própria convivência com a pessoa que pega algumas coisas da autoestima do que era o cabelo dela, da aparência, enfim que facilitaria nessa questão. Mas eu acho que a vinda das Senhoras aqui hoje, a Senhora como a médica oncologista e a Clementina por ser uma farroupilhense moradora da Rua Raineri Petrini ou com familiares na Raineri Petrini, na curvinha do novo prédio daquele bairro, e com conhecimento populacional extremamente grande. Falar nela é falar de tantas ações ao longo do tempo que a gente sabe que só teve êxito. Então quem sabe Farroupilha tenha como provocar aí, quem sabe, algumas voluntárias, pessoas que já passaram por esse problema e quem sabe através da Clementina se unir também com a UNACON para que Farroupilha tenha através de um posto aqui, Dra. Eleonora, eu tenho certeza que será uma das voluntárias porque já disse abertamente aqui que porque que ela ainda não se disponibilizou, mas eu acho que abriu-se as portas e abriu-se aí  um caminho muito grande principalmente para as mulheres de Farroupilha. Então que Deus abençoe a presença de vocês aqui, que abençoe o trabalho de vocês e que ali na frente se a gente conseguir através da Casa, do Vereador Fabiano A. Piccoli e de todos nós, do Vereador Presidente, algo sugestivo a vocês que vocês nos acolham também na nossa ideia. Muito obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Muito, obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores.

VER. TADEU SALIB DOS SANTOS: Só a perguntinha: se o pessoal de Farroupilha pode ir a UNACON?

SENHORA DRA. JANAÍNA BROLLO: Quando o banco começou a funcionar eu fui muito questionada sobre isso né. Como é que esta ideia poderia abranger os pacientes? Então eu tive que começar de um lugar e a minha ideia foi as pacientes tratadas e diagnosticadas dentro do UNACON para conseguir atender a todas as pacientes, porque também não teria como escolher uma paciente de algum lugar. E o que a gente tem feito? UNACON tem muitas pacientes de Farroupilha, eu atendo muita gente de Farroupilha, e as pacientes que não são do UNACON a gente tem alguns serviços lá dentro de convênio. Então assim a gente atende o banco de perucas, todo paciente que quiser ir no banco de perucas o banco de perucas é aberto. Os serviços que a gente, todos esses Projetos que são gratuitos para as pacientes são as pacientes tratadas e diagnosticadas lá dentro. O que estava acontecendo para vocês terem uma ideia. O exame de avaliação oncogenético os planos não pagam e aí os pacientes questionavam: “mas eu quero exame”. Eu não podia dizer para ti sim, para ti não né. Então é aquela indicação da paciente com menos de 35 anos diagnosticou e tratou ali dentro. E foi assim que a gente começou para poder. Esses convênios que a gente tem para pacientes que nos procuram e para todas as pacientes, a gente consegue melhorar bastante né. Por exemplo, o custo da peruca de cabelo natural de R$3.000,00 ela acaba caindo para uns R$400,00/R$500,00; daí a gente dá o cabelo do banco só que daí o paciente se compromete a no final do tratamento doar a peruca para a gente; é o que a gente faz e daí a gente consegue ainda girar mais o Projeto. Mas seria uma super ideia fazer um núcleo aqui e com certeza contem com nosso apoio, com certeza.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Janaína. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Ver. Odair Sobierai.

VER. ODAIR SOBIERAI: Senhor Presidente, colegas Vereadores, demais presentes, a imprensa. Queria parabenizar a Dra. Janaína, Clementina, pelo trabalho e dizer que lá em casa a gente convive com 10 anos o meu pai é portador de câncer de próstata e digo para vocês que é difícil quando você sabe de um caso e você viver, você trabalhar o emocional né; a família assim, a estrutura da pessoa é abalada porque passa a ter limites né ter coisas então é muito difícil. E o trabalho meu pai faz lá no INCAN/Pompeia e todo dia que a gente vai fazer a revisão lá ou mostrar os exames a gente percebe que a cada dia que a gente vai lá o número de pessoas portadoras de câncer aumenta. Meu pai mesmo diz “nossa quanta gente hoje, será que todos têm que eu tenho?” Então é difícil e nossa: DEUS ilumine vocês por vocês fazerem um belo trabalho; trabalhar com essas pessoas que com certeza são muito carente nesse momento né. Parabéns.

SENHORA DRA. JANAÍNA BROLLO: Obrigada.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Bom eu acho que você ainda mais na sua área né; fica a vontade. Desculpa a palavra está disposição do Vereador Thiago Brunet.

VER. THIAGO BRUNET: Boa noite, Senhor Presidente, boa noite demais colegas Vereadores e Vereadora Eleonora. Eu vou só passar uma mensagem tá já que foi me dado à oportunidade aqui de fazer essa menção, o meu colega já tinha falado em nome do partido; cumprimentando a todos já. Eu quero dizer que tem uma passagem bíblica né, eu quero dizer olhando para vocês, cumprimentando já vocês pelo trabalho, que diz que é uma historinha de uma cidade que estava muito tempo sem chover. E aí diante desse fato todos foram até a capela rezar para que a chuva viesse e após a reza realmente a chuva veio, e das duzentas, trezentas pessoas que estavam lá quando a chuva veio apenas um gurizinho abriu o guarda-chuva e ficou embaixo dele. Moral da história: não adianta tu pedir as coisas e não estar preparado para aquilo que tu pede né; o único que estava preparado era o gurizinho. Isso é a fé. A fé das pessoas. A gente tem que ter fé, mas tem que acreditar naquilo que a gente pede. E quando a gente lida com o câncer, e essa é a mensagem que fica, vocês estão fazendo aquele tratamento moderno, aquele tratamento que de mais moderno tem na medicina; associando a fé, paciência e aquele amuleto né: seja peruca, seja o ambiente, seja todas as palestras que vocês vão, seja aquele apoio, aquele incentivo, aquele acolhimento. Então eu queria que vocês soubessem, só essa mensagem, que vocês estão salvando vidas porque quando vocês associam isso não é só a peruca que vocês estão fazendo; vocês estão dando o amuleto e dando uma fé para aquela pessoa para que ela possa ser curada desse mal do século que é o câncer. Parabéns e continuem assim no seu trabalho. Obrigado.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. E na verdade achei extremamente justo e pertinente deixar a palavra, mas seria injusto em não ceder a palavra aos Vereadores que de repente quiserem fazer um comentário. Tudo bem? Agradecer então a presença das Senhoras, a Janaina e da Clementina, aqui na Casa que vieram explanar sobre esse maravilhoso trabalho. Eu me cobro muito nesse sentido e a gente tem na verdade parece uma análise que a gente nunca vai morrer e fica protelando. Eu estou com compromisso feito para mim mesmo que logo logo eu tenho uma determinada entidade que eu vou trabalhar em função dela, e já botei um cronograma de data para isso não poder fugir daí. E dizer que o trabalho de vocês é lindo e quando se começa a fazer um monte de relatos que eu recebi é de que a gente pensa que não tem tempo e quando começa a fazer esse tipo de trabalho a gente vê que perdeu muito tempo em não estar inserido nele. A Casa agradece e nesse momento eu gostaria de passar então a palavra ao proponente né, o Ver. Fabiano A. Piccoli tá, Thiago ficou na minha cabeça. À vontade, Vereador.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Sr. Presidente. Então novamente agradecer a presença de vocês e desejar muita força, muita determinação nessa luta diária, e que é uma luta muitas vezes é uma luta inglória; mas o importante é que nunca desistamos dessa luta. E de que forma nós aqui podemos colaborar? A Associação ela faz almoços, faz campanhas, por exemplo, teve a campanha do Natal; então eu posso, Clementina, servir de ponte aqui com os Vereadores e quando tiverem esses eventos de trazer o convite para quem possa participar. E eu acredito que, além disso, nós poderemos agora ser multiplicadores desse Projeto porque como homens públicos muitas pessoas nos procuram e agora nós temos mais essa informação, mais esse caminho de luz para passar para as pessoas que tanto sofrem com essa maldita doença. O que fica como sugestão e que a gente poderia pensar algo, é de estender esse apoio aos familiares, porque o que a gente percebe a vítima sofre bastante, mas os familiares também sofrem bastante. Então esse apoio essa porque quando a paciente volta para Casa, a âncora são os familiares, ou as âncoras são os familiares. Então talvez lá no futuro a gente possa de alguma forma ampliar e fazer um trabalho nessa linha. Obrigado, Senhor Presidente, e muito obrigado e muito sucesso.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Eu acho que a gente poderia suspender a Sessão durante uns dois minutos para que pudesse agradecer a presença pessoalmente batendo foto. Então nesse momento suspendemos a Sessão por alguns minutos. (SESSÃO SUSPENSA) Nesse momento passamos ao espaço destinado ao Grande Expediente.

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Convido o Partido Republicano Brasileiro – PRB – para que faça uso da tribuna; abre mão. Convido o Partido da Rede Sustentabilidade para que faça o uso da tribuna; abre mão. Convido o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – MDB – para que faça o uso da tribuna. Com a palavra o Vereador Arielson Arsego.

VER. ARIELSON ARSEGO: Senhor Presidente, Senhores Vereadores, demais presentes. Eu tenho alguns assuntos e um deles é que nós através de um Projeto que tem na Assembleia que é o Projeto ‘Caminhos do Cervejeiro’ e que foi incluído Farroupilha porque Farroupilha tem algumas empresas que fazem o chope, por exemplo, a própria cerveja e que nós fizemos uma homenagem inclusive aqui na Casa, na Câmara de Vereadores. E o Deputado Elton Weber, se não me engano, ele fez um Projeto e convidou o Deputado Búrigo, a Deputada Fran, que daí passaria aqui por Farroupilha, e fizeram então este ‘Caminho do Cervejeiro’. E naquele momento nós estávamos aqui com a discussão dos ‘Caminhos de Caravaggio’ e eu fiz uma sugestão ao Dep. Búrigo que pudesse conversar com os municípios envolvidos e fizesse uma Lei Estadual dos ‘Caminhos de Caravaggio’. E aí muitas pessoas: “para quê os ‘Caminhos de Caravaggio’ estarem como uma Lei Estadual”, por exemplo. Bom primeiro tem que conversar com Administração Municipal, conversar com os demais municípios que fazem parte que é Nova Petrópolis, Canela, Gramado e Caxias e Farroupilha e também conversar com o santuário de Caravaggio. E aí nós poderemos através disso, no mínimo, no mínimo a divulgação de rotas turísticas ou de caminhos de turismo no Estado do Rio Grande do Sul e o Estado do Rio Grande do Sul levando isto para fora de Farroupilha ou do Estado. Então esta é a nossa ideia inclusive para que se necessitar de algum recurso para que possa ser investido nos Caminhos de Caravaggio mesmo como Vereador de oposição e sabendo da dificuldade de se concretizar ou de se viabilizar ‘Os Caminhos’, nós encaminhamos a sugestão ao Deputado e agora podem contar, como já aconteceu, vai começar aparecer pai de criança para tudo que é lado. Este é uma das coisas; outra questão que nós falamos com o Deputado e conversamos com o Comandante da Polícia Rodoviária Estadual é que se fizesse um novo local para Polícia Rodoviária Estadual. E também vou conversar com o Marcelo Stassak para ver se ele vem até a Câmara de Vereadores ou talvez se não seja necessário, mas que a gente possa falar do novo local da Polícia Rodoviária. Cumprimentar aqui o Leandro da TV Serra, o Djason, também está sempre nas rádios, agora na Rádio Viva né. E também então dizer que nós vamos conversar com ele, a intenção a gente mais, ele também falou esses dias na rádio; não comentou qual é o local que seria feito, mas a ideia que se deu é que através dos Deputados se conversasse com as empresas e isso, Ver. Fabiano e Ver. Deivid, vocês já fizeram no passado, e conversa com as empresas talvez até no intuito de que eles ajudem na construção do novo local da Polícia Rodoviária. Até porque eu não tenho dúvidas de que as empresas teriam sim, daqui um pouco, vontade participar porque teriam a polícia junto às suas empresas. Então eu vejo com bons olhos e inclusive para colocarmos balança nesses locais para que não haja deterioração do nosso asfalto como a gente vê hoje, então esse é mais um dos assuntos que eu gostaria de levantar. E também gostaríamos aqui, de dizer que nós vimos agora no Jornal Pioneiro de 7 de junho que diz o seguinte: “unidos para tapar os buracos da RS-446. DAER e Prefeituras de Garibaldi e Carlos Barbosa fizeram uma parceria para melhorar a situação da rodovia serrana”.  Vejam bem. E hoje o Secretário cumprimentava o Prefeito Claiton, o Prefeito Cettolin e o Prefeito de Carlos Barbosa, o Zibetti, obrigado. Bom, a única diferença é que os Prefeitos de Carlos Barbosa e Garibaldi me parecem que a sacada deles foi melhor do que a do Prefeito de Farroupilha. O Prefeito de Farroupilha fez uma licitação e gasta em torno de, pelo que disse o Vice-Prefeito hoje lá também, R$600.000,00 para tapar os buracos e o Prefeito de Carlos Barbosa e Garibaldi R$35.000,00. “Ah, mas a quantidade de buracos que tinha aqui Farroupilha é muito maior na 122 né”; agora sei lá se é 453, como é que vai ser feito, mas enfim a diferença que eles compraram o asfalto e deram para o DAER fazer e aqui o município contrata uma empresa para fazer tudo. Então mais uma aula que nós podemos ter em Garibaldi e Carlos Barbosa para não dispender recursos que eu já achava antes que os recursos não deviam ser colocados e que o Secretário hoje, tomara que cumpra, que disse que o Secretário Costela disse que uns 10 a 15 dias nem vai terminar a obra de Farroupilha e o Estado vai começar a fazer os tapa-buraco; e R$600.000,00 quem sabe nós poderíamos ter colocado no Hospital São Carlos. Eu estou falando uma das coisas só no Hospital São Carlos. O que nós ouvimos lá a questão de pedágios, vários Vereadores estavam lá, o Vereador Presidente, o Ver. Raul estava lá, Ver. Jorge, Ver. José Mário, acho que eram esses Vereadores, Secretários, enfim a comitiva de Farroupilha hoje era grande em Garibaldi; acho que era uma das maiores que tinha de toda a região. E nós aproveitamos a vinda do Secretário Costella até porque na sexta-feira nós comentamos sobre a questão, agora vai mais um assunto; nós comentamos sobre a questão da CORSAN. Eu não sei, Ver. Thiago Brunet, se vocês foram, tinham falado que de repente esta semana iam para Porto Alegre né, então na verdade troquem a agenda porque não é lá.  Não é no DAER né? Podem trocar a agenda porque não vai ser no DAER. Então hoje fiquei sabendo e aí a gente vem aqui e bate no DAER e diz que o DAER, o DAER, o DAER que não libera porque além de não fazer não deixa os outros fazer, que não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. Aí hoje conversei com, na sexta-feira falei com o Secretário Costela da cobrança que a Deputada Fran ou o Deputado Búrigo ou Deputado Tiago teriam feito a ele e, ele, por surpresa, ele nem sabia do assunto. Fiquei surpreso dele não saber do assunto, mas eu acho que de repente ele até tinha esquecido talvez; acho que os Deputados devem ter cobrado ou cobraram direto na CORSAN ou direto no DAER, eu não sei o que aconteceu no meio do caminho. Mas o certo é que não tem nada lá no DAER para ser liberado, não tem nada no DAER para ser liberado. E hoje saiu isso aqui porque eu fui atrás; eu disse que eu ia e eu fui. Quando eu digo que eu vou ir nem que eu tenha que ficar duas, três semanas atrás do mesmo assunto, mas eu vou até o fim. E hoje solicitei o número dos processos aqui da CORSAN tá, levei um ofício que dizia assim, da bancada do MDB: ‘honra cumprimentá-lo no momento em que levamos ao conhecimento de Vossa Excelência que a solicitação para liberação da duplicação da canalização da adutora da CORSAN na cidade de Farroupilha. O pedido encontra-se protocolado no DAER – Departamento Autônomo de Estradas Rodagem – sobre o registro tal, tal e tal. Salientamos que esta obra encontra-se licitada e com empresa aguardando o início efetivo das melhorias’. E por surpresa minha, de sexta-feira até agora, eu já recebi a resposta e estava lá, o Sandro, que é do DAER, e aí fui pegar junto ao Secretário; porque o Secretário Costella disse: “oh fala com meu assessor que o meu assessor vai te dar o retorno” ou o retorno do Requerimento que a bancada do MDB teria feito. E, mais uma surpresa daí, quando nós falamos com o Maicon Perini ele disse: “ah nós respondemos para a CORSAN”. O Marco Aurélio Costa, são nomes parecidos por isso tive que olhar aqui, o Marco Aurélio Costa mandou para o Maicon este pedido então para o DAER, e o DAER, olhem bem: de Maicon Perini enviado na quinta-feira, dia 6 de dezembro 2018, às 16h30min, para Marco Aurélio Costa com cópia a Sandro Vagner dos Santos. Assunto: um Expediente: “prezado Engenheiro Marcos Costa, esse Marcos Costa da CORSAN tá, tramita nesta segunda, não me lembro agora como é que é o nome de Bento Gonçalves que é do DAER né, solicitação para implantação da adutora de água entre o quilômetro 0700 a 6200 da VRS-813 em Farroupilha. Temos algumas ressalvas a realizar: 1º) entre o quilômetro zero até o quilômetro 1.600 da VRS 813 a jurisdição pertence ao município de Farroupilha, portanto ao DAER deve ser solicitada permissão de uso apenas do quilômetro 1.600 em diante”. Então primeira coisa que eles teriam que pedir para o município, mas eu acho que com o munícipio ia ser até mais fácil; “2º) O Projeto apresentado está muito aquém do que é solicitado através da decisão normativa nº 111/2018, sendo assim é importante que os responsáveis pelo presente Projeto avaliem a forma de forma minuciosa, que falta umas letras aqui, de forma minuciosa a decisão normativa nº 111/2018 e elabore os documentos e plantas à luz do que é solicitado. Em vista da impossibilidade de avaliação do Projeto apresentado por conta de falta de informações básicas, comunico que vamos promover o Expediente Administrativo ao arquivo. Posteriormente a CORSAN deverá abrir um novo Expediente Administrativo com os detalhamentos necessários e especificados na decisão normativa nº 111/2018. Rogo que para que nos retorne; nos retorne este e-mail”. Bom aí eu quero dizer para vocês que esta em estaca zero. Porque se desde o dia 06/12/2018 a CORSAN não refez isso nós temos que mudar; nós não temos mais que ir no DAER. Então eu nem vou falar muito aqui que a CORSAN não foi atrás para fazer o que tinha que fazer porque daqui a pouco a CORSAN vai me mostrar alguma coisa que já mandou para o DAER e é verdade. E aí fica esse empurra empurra. Porque nós falamos tanto do DAER que agora nós estamos vendo que é a CORSAN, mas se eu falar um monte da CORSAN daqui um pouco a CORSAN me mostra que já mandou para o DAER. Então o passo agora, Senhores Vereadores, que tem as bancadas, eu me lembro que o Ver. Josué Paese Filho falou da Dep. Silvana Covatti, vocês falaram dos Deputados do PDT, a própria Deputada Fran né e nós do Deputado Búrigo; amanhã mesmo já vou entrar em contato com o Deputado Búrigo e o Deputado, o Ver. Jorge Cenci falou também com o Deputado Tiago Simon, nós vamos falar então amanhã; nós vamos entrar em contato com os nossos Deputados e pedir para que eles, inclusive já encaminhamos nossa bancada já encaminhou essa resposta do DAER para a CORSAN para que eles lá em Porto Alegre deem uma olhada lá com esse engenheiro da CORSAN o que está acontecendo gente. Ou nós vamos ficar esperando mais um ano e não vai ter adutora nova nunca, Vereador, e o Senhor vai vir aqui Ver. Thiago falar da CORSAN, da CORSAN, da CORSAN e não vai adiantar nada. E outra coisa que ele disse é o seguinte, que daqui um pouco, da onde eles colocaram ali o Projeto talvez tenha as dificuldades que o DAER também tem que pensar. Ele disse assim para mim: “não, se colocarem onde estão colocando lá daqui a pouco dá um vazamento e me leva a estrada embora”. Eu quase disse para ele: “a 813? Tomara que leve porque do jeito que ela está é melhor que não tenha estrada”. Até para dar mais uma cobradinha na estrada também né. Mas para ele não adianta cobrar nada porque se o Secretário está ali é cobrado e não é feito então não adianta muito. Então só para levantar dos assuntos que a gente foi ver lá em Garibaldi eu acho que é interessante, mas temos que ficar atentos, Vereadores da situação falem para o Prefeito, deem uma olhada nesta reportagem aqui R$35.000,00 e deram o asfalto em vez de querer fazer a obra. Eu tinha aqui mais uma questão que é a avaliação do 1º quadrimestre de 2019 do Executivo Municipal aonde poderia alguns; falar sobre o IPTU, por exemplo, para vocês terem uma ideia o IPTU foi recolhido até agora, até o mês quatro, R$11.800.000,00. Na nossa época nós arrecadávamos R$6.000.000,00. Se não der superávit então aí tá louco. E tem outros dados, aqui a folha de pagamento, por exemplo, em…

PRES. SANDRO TREVISAN: Concluindo, Vereador.

VER. ARIELSON ARSEGO: …35%, mas a gente sabe por que entrou os R$ 11.000.000,00 e tem outras questões aí no meio; mas nós falamos em outra oportunidade. Obrigado Senhor Presidente.

 

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Convido nesse momento o Partido dos Trabalhadores – PT – para que faça uso da tribuna.

VER. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Sr. Presidente. Somente para fazer uma pequena prestação de contas então a nossa viagem a Brasília na semana passada. Estivemos acompanhando o Prefeito Municipal e a Deputada Francis em algumas agendas e três delas nos trazem bastante alegria e compartilho com vocês. A primeira delas nós conseguimos: o 2º selo do PRODETUR+Turismo que o município através da Secretaria de Turismo, Secretário Francis, cadastrou o município no final do ano passado e nós somos credenciados então com esse selo do PRODETUR+Turismo e cada novo financiamento solicitado com esse selo se consegue aquele prazo de 20 anos para pagamento. Conseguimos um no qual nós já aprovamos aqui nessa Casa o financiamento de R$7.000.000,00 que é para pagar a pavimentação Linha Ely/Salto Ventoso/Nova Sardenha; e agora então nós solicitamos o selo para pavimentação da Rodovia dos Romeiros, o trajeto que vai do campo de provas da Randon até a capela da Busa. A justificativa para esse pedido no PRODETUR+Turismo é todo nosso fluxo de turistas que aí passam, os caminhos de Caravaggio também passam por aí, mas também e principalmente para o desenvolvimento econômico dessa região. Temos que a região da Linha Palmeiro é a região de maior possibilidade de crescimento industrial e acreditamos que essa pavimentação vai consolidar essa tendência; e também será uma rota de fuga ou uma rota alternativa à RS 122. Posterior então a aquisição desse selo, que é o passo inicial para se conseguir dar sequência ao financiamento, o município está dialogando com as lideranças da comunidade para termos os termos dessa parceria e com a concordância das lideranças representando a comunidade nós teremos aqui muito provavelmente a vinda do Projeto de Lei para que nós possamos estudar e debatê-lo. E posteriormente a isso a busca do financiamento junto ao BADESUL. Então é uma etapa, a primeira etapa foi conseguida que é então esse selo que possibilita um prazo. Sabemos que a taxa varia, mas o que é importante nesse caso é o prazo para pagamento, que são 20 anos. Também estivemos na Secretaria de Desburocratização e Inclusão Digital do Ministério da Economia a convite do Secretário Paulo Uebel, que foi Secretário de Município do João Dória enquanto Prefeito de São Paulo, juntamente com o município de Lajeado. E acompanhamos o Prefeito Claiton, a Deputada Francis, o Prefeito de Lajeado e o Secretário de Lajeado. Estávamos lá eu como Ex-Secretário de Desenvolvimento e o Ex-Secretário de Desenvolvimento de Lajeado juntamente com o servidor Gabriel Tavares, que tocou muito do Projeto de desburocratização no município, para que nós pudéssemos mostrar o que foi feito lá, Secretário Deivid. Que o município de Farroupilha fez, passando por muitas ações do planejamento também, de quebra de alguns paradigmas, de desburocratização, de aproximação de Secretarias, aproximação de processos e o Governo Federal que usar o exemplo de Farroupilha para o Brasil inteiro. Então isso nos enche de orgulho, Ver. Deivid, porque nós estivemos lá e muitas vezes nós brigamos com outros setores, brigamos juntos, para derrubar barreiras e construir pontes. Também ficou encaminhado de que nós faremos algumas sugestões para a mudança da Lei Complementar nº 123, que a Lei da micro e pequena empresa, e também algumas sugestões que será trabalhado para que o Governo Federal utilize isso a nível Brasil. Então, Ver. Tadeu, nos enche de orgulho assim de poder compartilhar o que a gente fez e apontamos algumas questões também da MP que o Governo fez da desburocratização. Farroupilha então esta a frente de muitos municípios e pode compartilhar a nossa experiência. Então foi muito interessante, muito gratificante todo esse trabalho que o Prefeito Claiton vem fazendo desde o primeiro dia de governo, que nos cobrava muito a desburocratização, e foi assim lá na Secretaria de Desenvolvimento, na Secretaria de Planejamento, enfim em todas as Secretarias. E agora sobre a condução do servidor Gabriel, que é o nosso coordenador de TI, nós estamos montando uma proposta para mandar para o Governo Federal. Então é gratificante isso de pode colaborar com o nosso país. Também estivemos colhendo, Ver. Tadeu e Ver. Raul, alguns frutos daquela nossa viagem que fizemos lá em abril de visita aos Deputados. Estávamos na entrega do prêmio ‘Prefeito Empreendedor’, a qual Farroupilha ficou entre os três melhores prémios, e o Deputado Nereu Crispim quando nos viu, nos abordou e disse “Vereador com a visita de vocês lá nós destinamos uma Emenda para Hospital São Carlos, passa no nosso gabinete amanhã que vamos dar maiores informações”. Então nós voltamos no gabinete na segunda-feira conseguimos articular e formalizar então o Deputado colocará agora R$150.000,00; porque os Deputados novos ou parte deles receberam uma leva extra de Emendas Parlamentares, os Deputados de primeiro mandato, e o Deputado Nereu Crispim então destinou um valor para Farroupilha. E os outros que nós visitamos se comprometeram em outubro com a Emenda Anual destinar também para Farroupilha. Então sabemos que o Senhor fez contato com os Deputados do PP e que nós teremos que reforçar, talvez até organizar uma ida junto com o Hospital lá, repetindo a ideia do Ver. Josué Paese Filho lá de 2017, que ali em outubro/novembro é um momento da indicação das Emendas. E como fizemos uma visita lá, fizemos mais uma agora então já estamos na pauta. E também estivemos na Casa Civil, junto com o chefe de gabinete, reforçando um pedido que foi feito também na viagem de abril de um recurso extra para o Hospital São Carlos; fomos recebidos e a pauta está na mesa do Ministro Onyx para ser liberada. Queria também compartilhar um pouco dessa questão dos pedágios, temos programado e gostaria que os Senhores se programassem para o dia 1º de julho, só que nós temos a Sessão da Câmara, que é em uma segunda-feira, Presidente, às 18 horas, nós teremos uma audiência pública em Caxias do Sul na Câmara promovida pela Assembleia Legislativa para tratar do tema pedágio. Então, Senhor Presidente, talvez tiremos alguns representantes para participar dessa audiência pública que sem dúvidas é muito importante; o tema vem pipocando sabemos que o Governo do Estado vem fazendo contagem de trafegabilidade aqui na nossa região e as decisões já estão sendo encaminhadas. E nós não podemos ficar de fora desse encaminhamento ou de pelo menos nós colocarmos a nossa opinião sobre o tema. Sobre a questão da mudança da Praça, da mudança da nossa Polícia Rodoviária Estadual, Ver. Arielson, nós temos a Lei nº 15224, que é uma Lei do Governo do Estado, que foi aprovado o ano passado que nós podemos buscar até 5% de ICM das empresas para investimento na segurança pública. Então nós temos que avançar nesse tema, eu sei que o Prefeito Municipal terá uma reunião essa semana com a coordenação, com a chefia da Policia Rodoviária para avançar essa questão da troca, da permuta de áreas; posteriormente a isso nós aqui na Câmara de Vereadores teremos que também entrar nesse debate, nesse Projeto, e essa Lei Estadual pode contribuir muito para a construção da edificação; é a Lei nº15224. Já tive oportunidade de conversar com o comandante Stassak, Caxias já está se mobilizando, já fizemos alguns contatos com o Governo do Estado só que pelo fato de o Projeto ser muito recente não existe ainda uma consolidação do modus operandi de como ele vai funcionar. Mas estaremos acompanhando e esse pode ser uma alternativa para nós termos esse posto da Polícia Rodoviária. Para finalizar, Senhor Presidente, queria falar um pouco do que aconteceu no final de semana e também notícia na grande mídia; queria ler uma nota da OAB sobre esse conflito de interesses entre o ex-magistrado e então agora Ministro Sérgio Moro e o promotor Deltran Dallagnol sobre o vazamento de informações e sobre os conchavos entre quem acusa e quem julga antes de acusar e antes de julgar. “O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação unânime, manifesta perplexidade e preocupação com os fatos recentemente noticiados pela mídia, envolvendo procuradores da república e um ex-magistrado, tanto pelo fato de autoridades públicas supostamente terem sido ‘hackeadas’, com grave risco à segurança institucional, quanto pelo conteúdo das conversas veiculadas, que ameaçam caros alicerces do Estado Democrático de Direito. É preciso, antes de tudo, prudência! A íntegra dos documentos deve ser analisada para que, somente após o devido processo legal – com todo o plexo de direitos fundamentais que lhe é inerente –, seja formado juízo definitivo de valor. Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato.” E aqui o mais importante, o que a OAB se posiciona. “Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita. A independência e imparcialidade do Poder Judiciário sempre foram valores defendidos e perseguidos por esta instituição, que, de igual modo, zela pela liberdade de imprensa e sua prerrogativa Constitucional de sigilo da fonte, tudo como forma de garantir a solidez dos pilares democráticos da República. A Ordem dos Advogados do Brasil, que tem em seu histórico a defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado Democrático e do regular funcionamento das instituições, não se furtará em tomar todas as medidas cabíveis para o regular esclarecimento dos fatos, especialmente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).” Então, Sr. Presidente, estamos frente a um sério fato que veio à tona, de quem denuncia e de quem julga estar combinando o que falar e o que julgar, Ver. Josué Paese Filho. É inadmissível, e aqui não estou defendendo o conteúdo e nem a quem estava sendo julgado, mas o fato de um procurador combinar com o juiz o que falar, quando falar, o que julgar e quando julgar é inadmissível. As pessoas que fazem coisas erradas, todas elas, têm que ser penalizadas, mas nós acreditamos na justiça. Sabemos que quem julga e quem acusa são pessoas como nós que podem ter lá no fundo as suas preferências, mas as suas preferências não podem estar acima das suas acusações e dos seus julgamentos. Queremos acreditar que a justiça, que o Conselho Nacional de Justiça, tome as devidas providências e assim, o Ministro Moro ele deveria pedir licença do cargo e assim como seu Procurador Dallagnol também, por estar, até os fatos não forem comprovados, mostrarem a sua inocência. Era isso, Senhor Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Senhor Vereador. Gostaria nesse momento que o Vereador, 2º Vice dessa Casa, Fabiano A. Piccoli pudesse assumir os trabalhos para que eu fizesse uso da tribuna. Perdão, perdão. Convido o Partido Progressista – PP – para que faça uso da tribuna. Obrigado. Desculpa novamente. Abre mão. Então nesse momento sim eu convido então o Vereador Fabiano A. Piccoli, 2º Vice dessa Casa, para que faça os trabalhos da Presidência.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Sr. Presidente. Então com a palavra representando o Partido Socialista Brasileiro fará uso da tribuna o Ver. Sandro Trevisan.

VER. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Então primeiramente eu gostaria de falar do Requerimento, que depois colocarei em votação no final do Grande Expediente, esse Requerimento de nº 092/2019 onde ‘o Vereador signatário, após ouvida a Casa, requer a anuência dos demais pares para que seja convidada a Senhora Carolina Benvenuti, Presidente da Associação Cultural Moinho Covolan, com a intenção de que venha a essa Casa Legislativa explanar sobre a busca do tombamento histórico para garantir a preservação do prédio em Farroupilha’. Então em função de um pedido que me fizeram pessoalmente para que viesse até essa Casa e explanar, e eu acho que essa Casa é a Casa do povo e já me prontifiquei em poder pedir aos Senhores Vereadores para que viesse aqui fizesse a explanação sobre suas intenções sobre o moinho. Então mais tarde vou pedir a votação desse Requerimento. Gostaria de falar, Senhor Presidente, neste momento então, estive hoje na CICS de Garibaldi juntamente com vários Vereadores da Casa, que estavam lá, onde houve o debate né da malha viária da microrregião da Serra Gaúcha. Lá estavam presente então a nossa Deputada Francis Somensi, o Dep. Tiago Simon, tinham lá 3 Secretários Estaduais: Cláudio Gastal, tinha o Bruno Vanuzzi, tinha o Costella. E o que eu percebi lá em função dessas rodovias, as rodovias que estavam realmente debaixo dessa microrregião, ERS 446, ERS 122, RSC 453, VRS 813, a nossa querida rodovia toda esburacada aqui né; e o que eu percebi com todas essas pessoas lá foi de que com certeza logo ali à frente teremos pedágios. Vamos ter pedágios na nossa região. O que falaram sobre os pedágios? Pedágio é algo que vem para fazer uma nova cobrança quando nós temos inúmeras cobranças já feitas, e aquele dinheiro não é destinado para onde deveria ser destinado. Eu gostaria de dizer aqui que eu até concordaria se tivéssemos, Presidente, pedágios na região desde que chegassem e me dissessem o seguinte: nós vamos ter pedágios e a partir de então, no momento que o pedágio for implantado, nós vamos ter algum tipo de diminuição de impostos que incide sobre nossos veículos, sobre pneus, sobre combustível, IPVA, manutenção, qualquer tipo de cobrança tributária. O Governo do Estado está quebrado e não é culpa desse Governo atual, vem de longa data, inúmeros partidos vieram acumulando dívidas e dívidas e problemas absurdos de administração do Governo Estadual, sim.  Nesse momento o Governo não tem dinheiro, concordo. Mas está se colocando um pedágio para quem pagar de novo? Quem vai pagar de novo? Eu até sou favor, Ver. Deivid, sou mesmo a favor de que tenha um pedágio; pedágios justos que mantenham as rodovias com segurança para que as pessoas possam ali trafegar sem perigo de vida, sem correr risco de vida. Concordo, acho bom tudo isso, sim. Mas o que se recebe de bônus? É só ônus. É uma nova cobrança que se faz. Eu vi lá sim que a distância média vai ser de 50 km, ou seja, a cada 50 km aproximadamente nós vamos ter um pedágio. Tá e daí? Eu vi que vão ter investimentos em portos e aí falou lá o Secretário Extraordinário de Parcerias, o Bruno Vanuzzi, esse Secretário Extraordinário de Parcerias significa uma Secretaria totalmente voltada à ideia de buscar iniciativa privada e eu acho sim, deve ter investimento sim da iniciativa privada porque vamos falar a verdade. O Governo no Brasil não é o melhor órgão para recolher dinheiro e prestar serviço à comunidade, isso é uma verdade. Agora temos que fazer o quê? Colocarmos lá empresas privadas que vão começar a cobrar da população e a gente continua com a mesma quantidade de impostos? Vamos continuar com a mesma quantidade de impostos? E vamos ter que pagar pedágio? Já estamos tendo que pagar saúde particular, escola particular, tudo para que a gente possa ter um serviço de qualidade. A gente está contratando de maneira individual empresas particulares! E quando a gente pedagiar, minha pergunta: quando a gente pedagiar, quando o governo pedagiar, por exemplo, todas as rodovias, o DAER vai continuar existindo? Toda aquela estrutura absurda vai continuar existindo? Eu ando apavorado com tudo isso. Eu sei da crise econômica no Estado, mas ando apavorado com tudo isso porque a solução que se encontra nesse momento é fazer o quê? Se criar novos custos pra quem? De novo para quem paga sempre! De novo para quem paga sempre. Eu não sou contra a ideia de pedágios, mas me diga aonde tem na reforma tributária que vai diminuir algum tipo de imposto para os usuários. É um absurdo! É um absurdo onde estamos chegando. E nós vamos ter só que eu gostaria de ouvir isso. Eu gostaria de ouvir qual o tipo de atitude que vai se tomar em função desses Projetos de colocação de pedágio. Ou de construção de novos portos, ou de hidrovias. Senhor Presidente, na verdade isso me deixa muito preocupado, porque isso só vem a fazer o quê? Aumentar o custo. Um custo de produção, um custo de funcionalismo que vai gerar mais custos, mais custos e mais custos, tornando cada vez mais o nosso Estado mais difícil à competição. Cada vez nós temos tributos, cada vez nós temos novos encargos, cada vez se torna mais caro morar no Rio Grande do Sul. E a gente tem uma competição com o externo, temos competições que são, queira ou não queira, em função de Estados e daí o que a gente faz? Se na minha casa eu tenho um custo de vida alto porque me são cobrados determinados aspectos, algo que vai me dar um custo de vida alto, o meu produto comparado à casa do meu vizinho como eu vou competir com meu vizinho que tem um custo bem mais baixo que o meu para produzir o mesmo produto que eu vou produzir. Então eu quero deixar bem claro aqui que eu sou a favor de pedágios justos, que sim, que deixam as nossas rodovias transitáveis, mas eu quero saber onde é que vai ser a diminuição de impostos para que a gente seja compensado de alguma forma. Porque eu sou totalmente contrário à ideia de se criar uma nova maneira de se cobrar a população enquanto não se tem retorno algum. Essa é minha opinião, pode não contar, mas essa é a minha opinião. O Governo quer criar PPPs, empresas público privadas, que as crie, mas que nos diga onde é que a gente vai começar a descontar; aonde é que vai ter o nosso benefício se uma empresa privada vai começar a fazer outras cobranças. Quando me disserem isso eu sou a favor, sim, de que empresas privadas utilizem, recolham esse dinheiro e prestem serviço porque eu acho que elas sim conseguem prestar os serviços mais adequados que todos os órgãos que são governamentais. Era isso, Senhor Presidente, e muito obrigado.

2º VICE-PRES. FABIANO A. PICCOLI: Obrigado, Vereador Sandro Trevisan. Convido-o para retomar os trabalhos da Casa.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereador. Nesse momento convido o Partido Democrático Trabalhista – PDT – para que faça uso da tribuna; abre mão. Colocamos em votação o Requerimento nº 092/2019 formulado pelo Ver. Sandro Trevisan da bancada do PSB. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores. Passamos ao espaço destinado ao Pequeno Expediente.

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

PRES. SANDRO TREVISAN: A palavra está à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra o Vereador Jonas Tomazini.

VER. JONAS TOMAZINI: Senhor Presidente, demais Vereadores, a imprensa, o Leandro da TV Serra e a quem nos acompanha aqui na Câmara e em casa; faço um cumprimento a todos e gostaria de rapidamente abordar dois assuntos. O primeiro só para dar um retorno então com relação ao que nós apresentamos na semana passada quando apresentamos um vídeo que abordou a situação da separação do lixo e da destinação dos contêineres em caminhões pela ECOFAR aqui do município de Farroupilha. Vou fazer alguns comentários rápidos até porque a gente teve alguns desdobramentos das pessoas responsáveis na imprensa farroupilhense. Quero dizer que a informação que nós temos é que teria sido em uma quarta-feira, em torno de 20 horas, com relação àquele vídeo que foi aqui apresentado na Câmara de Vereadores. Foi dito também que seria um fato isolado. Nós recebemos outras manifestações só que não com a mesma comprovação, com o vídeo, como teve este caso, mas recebemos diversas informações de outros moradores que o que aconteceu ali, retratado naquele vídeo, aconteceu em outros pontos, em outros dias aqui no município de Farroupilha também. Claro que nós, dentro da nossa responsabilidade, estamos falando do que a gente teve como comprovar que foi o que foi mostrado para os Senhores aqui na última segunda-feira. E com relação à responsabilidade, para encerrar esse assunto, quero dizer que duvido que os coletores em uma noite, escuro como estava naquele dia, ele teria feito análise de que o lixo seco estava contaminado e decidiu colocar ele dentro do caminhão do lixo orgânico. No nosso entendimento responsabilizar os coletores, as pessoas que estão no dia-a-dia prestando serviço para comunidade, não é a atitude mais adequada; sim quem tem que responder por isso é a direção da empresa contratada. Segundo assunto que eu quero abordar, é sobre algo que a gente está discutindo aqui na Câmara de Vereadores há algum tempo que a chamada Lei Lucas. No ano passado a gente sabe que, em construção com os demais colegas, nós apresentamos um Projeto de Lei que foi assinado por todos os Vereadores. Depois a gente teve o segundo episódio, foi o veto do Prefeito Municipal que evocou falta de interesse público e a gente teve a manutenção do veto do Prefeito aqui na Câmara de Vereadores. No meu entendimento de maneira equivocada, mas agora o Projeto está retornando então a esta Casa confirmando a importância da iniciativa que se teve no ano passado; e nós temos ainda alguns ajustes a fazer, a própria Procuradora, na verdade, ela também fez aí uma sugestão e estamos trabalhando, inclusive o líder de governo está trabalhando no sentido de apresentar uma sugestão, uma Emenda Modificativa para que fique adequado ao que está sendo colocado pela Procuradoria. E aí eu quero trazer aqui uma matéria que saiu na última semana, matéria do G1, que é o site de notícias da Rede Globo e um dos mais acessados do Brasil, e a manchete é: ‘aluno de sete anos do Projeto Samuzinho salva primo engasgado com espinha de peixe’. O menino de sete anos conseguiu realizar as manobras de desengasgo apreendidos durante as aulas no Projeto Samuzinho e salvou o primo de 3 anos. E aí fala inclusive que os pais, foi o almoço na família, os pais não sabiam o que fazer com a criança de 3 anos que estava engasgada e o Valter, que é esse menino que vocês veem na foto, ele disse: “eu sei, eu aprendi (essa é a instrutora dele) eu aprendi como tem que fazer”; e ele foi lá e fez a manobra de Heimlich no outro menino, que é o primo dele, esse que está ao lado de 3 anos, e acabou conseguindo desengasgar o menino. E aí ele repete a manobra que ele fez naquela oportunidade e aí ele fez a manobra e o menino de três anos conseguiu então desengasgar colocando para fora a espinha do peixe que estava o engasgando. E aqui ressalta, na verdade, a importância de nós termos esse primeiro atendimento e que certamente o tempo que seria necessário para abordar os serviços de emergência não seriam suficientes e não seria a tempo de salvar essa criança de 3 anos. Então aqui é algo que nós estamos trabalhando porque o Projeto de Lei, que veio do Prefeito Municipal, ele aborda a questão dos professores e funcionários. Nós entendemos que também seria muito importante ter a extensão disso para os alunos e esta é uma matéria que veio bem a calhar porque demonstra como também seria importante nos termos as crianças aqui do município com noções básicas de primeiros socorros, respeitando claro a sua faixa etária e o que pode ser ensinado a eles. Era isso muito obrigado, Senhor Presidente.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereador. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Com a palavra a Vereadora Eleonora Broilo.

VER. ELEONORA BROILO: Novamente boa noite, já falei todo o protocolo anteriormente, então gostaria de colocar à apreciação dos Senhores o Requerimento nº 091/2019: ‘a bancada do Movimento Democrático Brasileiro – MDB – abaixo firmada requerem a Vossa Excelência, após ouvida a Casa, que seja parabenizada a Senhorita Júlia de Rossi, uma menina de apenas 13 anos, aluna da Escola Municipal Antônio Minella, por tomar posse na Academia de Letras Machado de Assis de Porto Alegre, evento ocorrido no dia 1º de junho de 2019 na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, orgulhando toda a comunidade farroupilhense’.  Eu acho que essa menina merece os parabéns de todos nós porque é um fato praticamente novo para todos nós; e é uma menina que aprendeu a ler aos quatro anos, aos seis anos ela já tinha escrito seu primeiro livrinho misturando os animais, um livro que posteriormente, em 2015, foi publicado na feira de livros de Farroupilha. Então, essa menina, motivo de orgulho de todos nós, merece os nossos parabéns e eu gostaria de contar com a aprovação do Requerimento dos Senhores.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado, Vereadora. Em votação o Requerimento nº 091/2019 formulado pela bancada do MDB. Os Vereadores que estiverem de acordo permaneçam como estão; aprovado por todos os Senhores Vereadores. Subscrito por todas as bancadas? OK. A palavra continua à disposição da Vereadora.

VER. ELEONORA BROILO: Antes de terminar minha fala, eu gostaria de convidar a todos para o Legislativo em Ação sobre terapia assistida com animais no dia 12 de junho, quarta-feira, às 19 horas tá. Ah não, vamos namorar aqui dentro. Dia 12 de junho. Programação: vai ser falado sobre o cão funcional com o bombeiro Giovani Lazzari, cão terapia com os fisioterapeutas Roberta Bernardi e Jader Poletto e equoterapia com Cristiane Pereira da AMAFA.  Senhores, claro que entrada é voluntária, mas nós estamos recolhendo um pacote de ração que pode ser para felinos ou caninos, que pode ser para gatos ou cachorros então, e que é destinado à campanha “Joaninha”. Nós já colocamos, ali na frente, uma caixa para começar a recolher; amanhã mesmo os Senhores, que eu sei que os Senhores vão colocar a mãozinha no bolso e vão trazer amanhã mesmo um saquinho de ração dando o exemplo para todo mundo e já vão colocar amanhã mesmo um saquinho ou dois de ração para cães e/ou gatos. Sem ter mais nada, Senhores, muito obrigado pela atenção.

PRES. SANDRO TREVISAN: Obrigado Vereadora. A palavra continua à disposição dos Senhores Vereadores. Se nenhum Vereador quiser mais fazer o uso da palavra declaro, em nome de DEUS, encerrados os trabalhos da presente Sessão. Uma boa noite a todos.

 

 

 

 

 

Sandro Trevisan

Vereador Presidente

 

 

 

 

 

 

 

Raul Herpich

Vereador 1º Secretário

 

 

OBS: Gravação, digitação e revisão de atas: Assessoria Legislativa.